2020
4A/91D/AVÔ
344
na pior da glicémia
apesar de tanta cautela
*
Como conseguir RIR ou ter a palavra/frase/resposta
de quem vomita ódios inSULta e calunia,
quem é competente e sábio???
*
Hj é dia mundial do VENTO
Vou x aí provocar ventanias e vou senTI-lo!
Será que hj consigo vê-lo?
2019
III-XCI-AVÔ
há muito neutro político
e até na cidadania
a ignorância impera
e o mundo demora a muDAR para melhor
porque esta imensidão de "deixa andar"
alimenta os poderosos agiotas que governam a terra!
*
Hj é dia de rePARAR no vento
E NO QUE URGE faZER com os idosos
principalmente: inculcar + humanismo na sua vida, na vida de cada um!!!
***
2018
2/91aVÔ
Estou + próximo da morte
ao saber que tenho 1 pequeno maligno
mas é facto:
estou cheio de vida
de projectos!
***
2017
UM+91avÔ
a sorte que tenho
por bem dormIR
POR BEM SONHAR
por bem dirimir
problemas
e os reSOLver
quase todos
***
2016
91.avÔ
hj é DM do VENTO...
vejam
se o conseguem ver
*
é 1 esTUpendaaaaaaaaaaa competência
saber ouvir o ÂMAgo
*
urge corAGIR,
sem medos,
com td a convicção
*
o Âmago
é 1 sítio
especial
de intimidades
de segredos
*
pupilar com certas mulheres
é mergulhar em água pura
*
quanto + dou
+ tenho
quanto +...
+ vontade tenho de...
*
ConVém alterar objectivos
caminhos
opções
para poder continuar firme
feliz
lutador
a SENTIR a 10 sentidos
e a SER 1 velhote cheio de genica
***
2016...as memórias deste dia:
*
s.MAR by João Patrício
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=627232094095245&set=oa.10154356873278969&type=3&theater
***
2014...as memórias deste dia
"oceano e ribeira trabalham sobre areias movidas pelas máquinas...o pôr, ontem, foi fantástico...paREDES da VITÓRIA...d' ALCOBAÇA que vos abRRaça"
by Adelino Pataias
https://www.facebook.com/rogerio.raimundo/posts/10208624946972557?theater
***
2013...as memórias deste dia:
"a BB bela baía com um mar de NÚvens à entrada da baRRa...concha de águas em quietude total...de smporto...d'alcobaça que vos abRRaça"
by Alberto Silva
https://www.facebook.com/rogerio.raimundo/posts/10208624980533396?theater
***
Hj é dia mundial do VENTO
Vou x aí provocar ventanias e vou senTI-lo
https://www.youtube.com/watch?v=-L2C44_Qqo0
https://www.youtube.com/watch?v=A1RayPuCHs0
Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Pessoa Idosa.
ASSIM COMO HÁ COMISSÕES DE PROTECÇÃO À CRIANÇA URGE COMISSÕES ACTIVAS PARA A PROTECÇÃO DO IDOSO
https://www.youtube.com/watch?v=8yz1OWwjD5g
***
1215...rei João Sem Terra, de Inglaterra, assina a Magna Carta...(Ao longo da minha actividade como vereador da CDU, na Câmara de Alcobaça, utilizei "Magna Carta"e a sigla PEDAL para o Plano estratégico...Mais recentemente defendi "a Magna Carta para todo o processo do Hotel no Rachadouro..."+1x foi para o caixote do lixo do PSD.Alcobaça...Ver postagem específica 9.009)
"A Magna Charta Libertatum, assinada em 1215 pelo Rei João Sem
Terra, é um documento que tornou limitado o poder da monarquia em
Inglaterra, impedindo, assim, o exercício do poder absoluto. Este
documento foi o resultado de desentendimentos entre o rei João, o Papa e
os barões ingleses acerca das prerrogativas do monarca. Segundo os
termos dessa Charta, João deveria renunciar a certos direitos e
respeitar determinados procedimentos legais, assim como reconhecer que a
vontade do rei estaria sujeita à lei. A Magna Charta Libertatum é
reconhecida como um dos primeiros instrumentos de limitação do poder do
Estado e da preservação dos Direitos Humanos Fundamentais, além de ser o
primeiro passo de um longo processo histórico que levaria ao surgimento
do Constitucionalismo e da Monarquia Constitucional.
O Rei JoãoSem Terra sobe ao trono inglês no início do século XIII e o
seu reinado é marcado por uma série de fracassos que levaram os barões
ingleses revoltarem-se e a impor limites ao poder real. Entre os
fracassos mencionados salientam-se os seguintes:
- Não tinha o respeito dos seus súbditos, devido à forma como tomou o
poder após a morte de Ricardo I de Inglaterra. João mandou aprisionar e
liquidar Artur I - duque da Bretanha, que era seu sobrinho e
co-pretendente ao trono, causando a rebelião da Normandia e da Bretanha.
- Fracassou na tentativa de reconquistar os territórios ingleses tomados
por Filipe Augusto de França, perda ocorrida em 1214 na batalha de
Bouvines. Curiosidade: Não foi por este motivo que João é chamado de
“Sem Terra” – “Lackland”, mas porque era o filho mais novo e, sendo
assim, não tinha recebido terras como herança, ao contrário de seus
irmãos mais velhos.
- Envolveu-se numa controvérsia com a igreja católica por causa
da indicação do arcebispo de Canterbury (da Cantuária). Ele negou-se a
aceitar a indicação feita pelo Papa para a posição e, por isso, a
Inglaterra foi colocada sob sentença de interdição até que João se
submetesse à imposição da Igreja, em 1213.
Diante deste cenário de desprestígio do Estado na figura do monarca, começou a surgir a ideia de limitação ao poder do Estado.
Os barões ingleses revoltados com os vários fracassos do Rei, em 10 de
Junho de 1215 tomaram Londres e forçaram João a aceitar um documento
tido como os Artigos dos Barões, cujo selo real foi colocado em Runnymede em
15 de Junho, ou seja, cinco dias após a tomada de Londres. Neste dia,
um diploma formal foi preparado pela chancelaria para registar o acordo
entre o Rei João e os barões, que ficou conhecido como Magna Charta Libertatum.
Cópias desta foram enviadas a funcionários tais como xerifes e também
aos bispos. Como troca, os barões renovaram os seus juramentos de
fidelidade ao rei, em 19 de Junho.
Para o monarca a cláusula mais importante era a 61ª, conhecida como
"cláusula de segurança", pois estabelecia um grupo de 25 barões com
poderes para alterar qualquer decisão real, até mesmo com o uso da força
se fosse necessário.
Essa “importância” devia-se ao facto de João não pretender honrar o
documento, uma vez que foi selado sob coerção dos barões, além disso, a
mencionada cláusula, anulava praticamente todas as suas prerrogativas
como monarca. Por isso, o rei repudiou a Magna Charta Libertatum assim que os barões saíram de Londres, dando início a uma guerra civil em Inglaterra.
Em Outubro de 1216, durante essa guerra, o rei João morreu de disenteria. Em Novembro a Magna Charta Libertatum,
em nome do seu filho e sucessor, Henrique III, foi alterada pela
regência, retirando algumas cláusulas, inclusive a 61ª (que na prática
anulava as prerrogativas monárquicas). Em 1225, quando completou 18 anos
e atingiu a maioridade, Henrique reeditou mais uma vez o documento numa
versão ainda mais curta (apenas 37 artigos).
Em 1272, com a morte Henrique, a Magna Charta já havia sido
incorporada no direito inglês, tornando a tarefa de um futuro soberano
tentar anulá-la mais complicada. O Parlamento de Eduardo I, sucessor e
filho de Henrique, publicou novamente em 12 de Outubro de 1297 o
documento uma última vez, como parte de um preceito versado como confirmatio cartarum, ratificando a curta versão de 1225."
https://uniralcobaca.blogspot.com/2014/10/88608out20141331-projeto-estrategico-de.html
1572...Benjamim Franklin prova que o relâmpago é electricidade...Papagaio.chave.relâmpago..."Seja cortês com todos, sociável com muitos, íntimo de poucos, amigo de um e inimigo de nenhum."
"Paz e harmonia: eis a verdadeira riqueza de uma família."
"Três pessoas podem manter um segredo, se duas delas estiverem mortas."
"Tem cuidado com os custos pequenos! Uma pequena fenda afunda grandes barcos."
"Quem não quer ser aconselhado, não pode ser ajudado."
"Se queres saber o valor do dinheiro, tenta pedi-lo emprestado."
"A fadiga é o melhor travesseiro."
"É falta de educação calar um idiota e crueldade deixá-lo prosseguir."
"É prudente não procurar saber segredos, e é honesto não os revelar."
"Para suportar as aflições dos outros, toda a gente tem coragem de sobra."
https://uniralcobaca.blogspot.com/2014/10/88181out2014717-benjamin.html
http://cvc.instituto-camoes.pt/images/stories/tecnicas_comunicacao_em_portugues/Quimica/Quimica%20-%20O%20papagaio%20e%20o%20para%20raios.pdf
***
1924...com apenas 20 anos Pablo Neruda lança
– 20 Poemas de Amor e uma Canção Desesperada..."A canção desesperada
Aparece tua recordação da noite em que estou.
O rio reúne-se ao mar seu lamento obstinado.
Abandonado como o impulso das auroras.
É a hora de partir, oh abandonado!
Sobre meu coração chovem frias corolas.
Oh sentina de escombros, feroz cova de náufragos!
Em ti se ajuntaram as guerras e os vôos.
De ti alcançaram as asas dos pássaros do canto.
Tudo que o bebeste, como a distância.
Como o mar, como o tempo. Tudo em ti foi naufrágio!
Era a alegre hora do assalto e o beijo.
A hora do estupor que ardia como um faro.
Ansiedade de piloto, fúria de um búzio cego
túrgida embriaguez de amor, Tudo em ti foi naufrágio!
Na infância de nevoa minha alma alada e ferida.
Descobridor perdido, Tudo em ti foi naufrágio!
Tu senti-se a dor e te agarraste ao desejo.
Caiu-te uma tristeza, Tudo em ti foi naufrágio!
Fiz retroceder a muralha de sombra.
andei mais adiante do desejo e do ato.
Oh carne, carne minha, mulher que amei e perdi,
e em ti nesta hora úmida, evoco e faço o canto.
Como um vaso guardando a infinita ternura,
e o infinito olvido te quebrou como a um vaso.
Era a negra, negra solidão das ilhas,
e ali, mulher do amor, me acolheram os seus braços.
Era a sede e a fome, e tu foste à fruta.
Era o duelo e as ruínas, e tu foste o milagre.
Ah mulher, não sei como pode me conter
na terra de tua alma, e na cruz de teus braços!
Meu desejo por ti foi o mais terrível e curto,
o mais revolto e ébrio, o mais tirante e ávido.
Cemitério de beijos,existe fogo em tuas tumbas,
e os racimos ainda ardem picotados pelos pássaros.
Oh a boca mordida, oh os beijados membros,
oh os famintos dentes, oh os corpos traçados.
Oh a cópula louca da esperança e esforço
em que nos ajuntamos e nos desesperamos.
E a ternura, leve como a água e a farinha.
E a palavra apenas começada nos lábios.
Esse foi meu destino e nele navegou o meu anseio,
y nele caiu meu anseio, Tudo em ti foi naufrágio!
Oh imundice dos escombros, que em ti tudo caía,
que a dor não exprimia, que ondas não te afogaram.
De tombo em tombo inda chamas-te e cantas-te
de pé como um marinheiro na proa de um barco.
Ainda floris-te em cantos, ainda rompes-te nas correntes.
Oh sentina dos escombros, poço aberto e amargo.
Pálido búzio cego, desventurado desgraçado,
descobridor perdido, Tudo em ti foi naufrágio!
É a hora de partir, a dura e fria hora
que a noite sujeita a todos seus horários.
O cinturão ruidoso do mar da cidade da costa.
Surgem frias estrelas, emigram negros pássaros.
Abandonado como o impulso das auroras.
Somente a sombra tremula se retorce em minhas mãos.
Ah mais além de tudo. Ah mais além de tudo.
É a hora de partir. Oh abandonado.
Tradução: Eric Ponty"
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2011/09/496823set2011123-pablo-neruda-faleceu.html
***
1939...José Gil...“Sabemos que vamos morrer, mas não acreditamos. A Europa é a mesma coisa”
"O medo de "existir" foi enxertado com outros medos. A esperança vem da inércia."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/06/827315junho2014942-jose-gil.html
***
1941
Harry Nilsson
https://www.youtube.com/watch?v=2AzEY6ZqkuE
***
1943
Jonnhy Hallyday
https://www.youtube.com/watch?v=pUgnZ6hhyAY&index=4&list=RDGTZpOkgkkHs
***
1946
Demis Roussos
https://www.youtube.com/watch?v=XXfPO-thpZo&list=RDXXfPO-thpZo
***
1970...morre Almada Negreiros...
1 vivaaaaaaaa à sua obra:" Esperança:
isto de sonhar bom para diante
eu fi-lo perfeitamente,
para diante de tudo foi bom
bom de verdade
bem feito de sonho
podia segui-lo como realidade
Esperança:
isto de sonhar bom para diante
eu sei-o de cor.
Até reparo que tenho só esperança
nada mais do que esperança
pura esperança
esperança verdadeira
que engana
e promete
e só promete.
Esperança:
pobre mãe louca
que quer pôr o filho morto de pé?
Esperança
único que eu tenho
não me deixes sem nada
promete
engana
engano que seja
engana
não me deixes sozinho
esperança."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/77907abril201477-hj-e-dia-de-almada.html
***
1980
Mary Carey
https://www.youtube.com/watch?v=gCadlN8fexk&list=RDRRNdmkH8zrI&index=4
***
1985
Nadine Coyle
https://www.youtube.com/watch?v=JibIZfavN9M&list=RDJibIZfavN9M
***
1996...morre Ella Fitzgerald
1 vivaaaaaaaaaaaa às suas canções
https://www.youtube.com/watch?v=lXYKGL6MgKM
***
Vamos começar bem o dia com Joaquim Pessoa:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=720601747986610&set=a.381985865181535.83536.381791518534303&type=1&theater
POEMA OCTAGÉSIMO
Frágeis como os ossos de um cristal,
os meus pensamentos aninham-se na noite
para construir o poema. A minha dor branca prefere
a luz que prenuncia a madrugada, luz bailarina
que me ilumina a pele molhada de alegria
sempre que faço em ti o trabalho doce da abelha
e me deito sobre o teu corpo para provar da vida
o melhor de todos os néctares, o mais completo
dos versos que o teu sangue me dá. Escrevo-te
com o corpo. Quero ganhar o nobel da ternura.
(in GUARDAR O FOGO)
**
(No dia de aniversário de Che Guevara ontem 14junho)
*
PERGUNTAS
Onde estavas tu quando fiz vinte anos
e tinha uma boca de anjo pálido?
Em que sítio estavas quando o Che foi estampado
nas camisolas das teen-agers de todos os estados da América?
Em que covil ou gruta esconderam as suas armas
para com elas fazer posters cinzeiros e emblemas?
Onde te encontravas quando lançaram mão a isto?
E atrás de quê te ocultavas quando
mataram Luther King para justificar sei lá que agressões
ao mesmo tempo que víamos Música no Coração
mastigando chiclets numa matínée do cinema Condes?
Por onde andavas que não viste os corações brancos
retalhados na Coreia e no Vietname
nem ouviste nenhuma das canções de Bob Dylan
virando também as costas quando arrasaram Wiriammu
e enterraram vivas mulheres e crianças
em nome de uma pátria una e indivisível?
Que caminho escolheram os teus passos
no momento em que foram enforcados
os guerrilheiros negros da África do Sul
ou Allende terminou o seu último discurso?
Ainda estavas presente quando Victor Jara
pronunciou as últimas palavras?
E nem uma vez por acaso assististe
às chacinas do Esquadrão da Morte?
Fugiste de Dachau e Estalinegrado?
Não puseste os pés em Auschwitz?
Que diabo andaste a fazer o tempo todo
que ninguém te encontrou em lugar algum?
e tinha uma boca de anjo pálido?
Em que sítio estavas quando o Che foi estampado
nas camisolas das teen-agers de todos os estados da América?
Em que covil ou gruta esconderam as suas armas
para com elas fazer posters cinzeiros e emblemas?
Onde te encontravas quando lançaram mão a isto?
E atrás de quê te ocultavas quando
mataram Luther King para justificar sei lá que agressões
ao mesmo tempo que víamos Música no Coração
mastigando chiclets numa matínée do cinema Condes?
Por onde andavas que não viste os corações brancos
retalhados na Coreia e no Vietname
nem ouviste nenhuma das canções de Bob Dylan
virando também as costas quando arrasaram Wiriammu
e enterraram vivas mulheres e crianças
em nome de uma pátria una e indivisível?
Que caminho escolheram os teus passos
no momento em que foram enforcados
os guerrilheiros negros da África do Sul
ou Allende terminou o seu último discurso?
Ainda estavas presente quando Victor Jara
pronunciou as últimas palavras?
E nem uma vez por acaso assististe
às chacinas do Esquadrão da Morte?
Fugiste de Dachau e Estalinegrado?
Não puseste os pés em Auschwitz?
Que diabo andaste a fazer o tempo todo
que ninguém te encontrou em lugar algum?
*
in OS DIAS DA SERPENTE.
**
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Necessito de mim mais do que de ninguém. Mas mentiria se não confessasse o quanto preciso de ti. Tu és o meu vinho e a minha ressaca. A minha árvore e a minha floresta. O meu cavalo. A minha casa, o meu mar, o meu coral. A minha teimosia e a minha lucidez. O meu pássaro de chuva e o meu pássaro de fogo. A minha distância, o meu abismo, a minha fuga. A minha sombra e o meu túnel. O atalho para o outro lado de mim.
Tu és a minha estrela e o meu guia. A minha porta, o meu clarão, a minha injúria. O meu grão, o meu vento, o meu moinho. O meu sortilégio. O fim da festa e o meio-dia. És o meu carnaval, o meu brinquedo, o meu dia santo. O meu pecado e a minha penitência.
O ouro, a ofensa, o desvario. És o meu hábito e o meu monge. A minha espiga e o meu pão. A minha irmã branca, a minha irmã negra, a minha irmã de novas latitudes. A minha amante e a minha mãe, o meu abraço e as minhas margens. A minha prostituta,
o meu combate, o meu sorriso. Tu és o meu cálice. O meu elixir e o meu veneno. O vinho que dá coragem às medusas.
Necessito de ti mais do que de ninguém. Mas mentiria se não te confessasse o quanto preciso de mim.
Tu és a minha estrela e o meu guia. A minha porta, o meu clarão, a minha injúria. O meu grão, o meu vento, o meu moinho. O meu sortilégio. O fim da festa e o meio-dia. És o meu carnaval, o meu brinquedo, o meu dia santo. O meu pecado e a minha penitência.
O ouro, a ofensa, o desvario. És o meu hábito e o meu monge. A minha espiga e o meu pão. A minha irmã branca, a minha irmã negra, a minha irmã de novas latitudes. A minha amante e a minha mãe, o meu abraço e as minhas margens. A minha prostituta,
o meu combate, o meu sorriso. Tu és o meu cálice. O meu elixir e o meu veneno. O vinho que dá coragem às medusas.
Necessito de ti mais do que de ninguém. Mas mentiria se não te confessasse o quanto preciso de mim.