http://www.ft.lisboa.ucp.pt/resources/Documentos/CEHR/Pub/NS/Abr2013CursoCEPAE.pdf
em Lisboa, reside em Aljubarrota, concelho de Alcobaça. É bacharel e licenciado em História pela Universidade de Lisboa, Académico de número do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal-Brasília e sócio correspondente do Instituto Geográfico e Histórico de Salvador da Bahia de entre outras academias. Foi professor de História do ensino secundário do departamento de estrangeiros da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da Universidade Sénior de Alcobaça. Foi Diretor do Mosteiro de Alcobaça e escreveu sobre este monumento e a Ordem de Cister três livros entre 1979 e 2008.
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Membro do ICOMOS- Unesco e um dos amigos do Mosteiro de Alcobaça
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25ouTU2015
ontem foi 1 tarde especial no ARMAZÉM DAS ARTES...
RR Rui Rasquilho diz que NUNCA + vai ser poeta, mas vai com certeza!!!:
*
p63
*
p63
"A viagem I
É por ali o caminho
Convém que o faças com paixão
É por ali o caminho
Convém que o faças com paixão
Quando atravessares o rio
Verás a parede branca
E um brilho trémulo na água
É aí.
Verás a parede branca
E um brilho trémulo na água
É aí.
Habita então o silêncio
E
Se possível
Guarda segredo
Da memória da viagem."
*
p105
EM FRENTE AO MAR
Estou em frente ao mar
Sou apenas respiração e espuma
No vértice do sonho
Sou a árvore
O ar
A sombra
O silêncio
A cor
O movimento
A substância imóvel
Um corpo na praia em frente ao mar.
E
Se possível
Guarda segredo
Da memória da viagem."
*
p105
EM FRENTE AO MAR
Estou em frente ao mar
Sou apenas respiração e espuma
No vértice do sonho
Sou a árvore
O ar
A sombra
O silêncio
A cor
O movimento
A substância imóvel
Um corpo na praia em frente ao mar.
13julho2014
Parque dos Monges homenageou Rui Rasquilho, com nome de sala...
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SEMPRE CONSIDEREI o HOMEM, o historiador, o alcobacense, o escritor...RUI RASQUILHO bem merece ser homenageado...Parque dos Monges surpreendeu...Ele vinha para trabalhar na HISTÓRIA de CISTER...Acabou por comunicar excepcionalmente bem sobre o antes de Cister...
"A história é feita de sombras...silhuetas...Carlos Magno fez escolas...Cristianismo pagmático...O Cristianismo no Império Romano...Catacumbas...Regras...Obediência...Conversos a trabalhar para alguns poderem rezar...Somos filhos de Borgonheses...622 Islão...Temporal/Espiritual...Cristianismo religião de Estado...Papa Gregório Magno...711 Visigodos (S.Gião)...Islamismo...Cluny não há certeza do desenhado foi efectivamente construído...O que resta actualmente é só uma parte da nave e uma torre...Regras...Ordens ligadas ao Papa...1112.São Bernardo de Fontaine entra na Ordem de Cister...Iluminuras...Tentações a São Bernardo...Cister divulgou o gótico...Os Cistercienses não tinham vitrais coloridos...1143 Zamora Afonso Henriques...1147 a lenda da doação da terra dos Coutos...Portugal é construído pela expulsão do Islão..."
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Via Edições Escafandro
https://www.facebook.com/EdiEscafandro/photos/gm.178726242466208/765612240234774/?type=3&theater
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https://www.facebook.com/EdiEscafandro/photos/gm.178609019144597/765502580245740/?type=3&theater
*
"A poesia de Rasquilho é feita, sociológica e culturalmente, através do balanceamento linguístico comandado pela memória e pela imaginação criadora (…)"
JOÃO FERREIRA
Prof. Universidade de Brasília e Universidade Católica de Brasília

https://www.facebook.com/EdiEscafandro/photos/a.235578763238127.53212.232922793503724/768787019917296/?type=3&theater
O silêncio do cristal
Foi rompido
O líquido desfez-se
Sobre o linho
Gota
A
Gota
Como sangue
A eternidade
É o silêncio do tempo
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21junho2014
21.30'.sede da JFde Alfeizerão.Rui Rasquilho fala do foral de Alfeizerão.
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15out2009
Braga e Oseira

Investigadores de Alcobaça no IV Congresso Internacional de Cister em Portugal e na Galiza na foto: António Maduro, Rui Rasquilho, Ana Margarida Martinho e André Varela Remígio

Investigadores de Alcobaça no IV Congresso Internacional de Cister em Portugal e na Galiza na foto: António Maduro, Rui Rasquilho, Ana Margarida Martinho e André Varela Remígio
O “IV Congresso Internacional de Cister em Portugal e na Galiza” decorreu nos dias 1, 2 e 3 de Outubro, em Braga, na Universidade Católica, e na Abadia de Oseira (Ourense), com a presença quatro investigadores de Alcobaça: Ana Margarida Martinho, André Varela Remígio, António Maduro e Rui Rasquilho. O crescente interesse manifestado, em Portugal, pela vida monástica, pela Ordem de Cister e pelos estudos cistercienses, nas suas diversas áreas, tornou oportuno, este ano, uma nova edição deste Congresso Internacional, agora, e pela primeira vez, realizado em Portugal, com organização da Abadia de Oseira (Ourense) e pela recém-fundada Associação Portuguesa de Cister. Neste Congresso Internacional de Cister os quatro investigadores de Alcobaça proferiram as seguintes comunicações:
Ana Margarida Martinho - Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Contributos para a história do seu restauro (1850 – 1928);
André Varela Remígio - O retábulo da capela – mor da igreja do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça e o tratamento de Conservação e Restauro da escultura da Virgem com o Menino; António Maduro - As transformações na cultura da vinha e no fabrico do vinho nas terras de Alcobaça (séculos XVIII – XIX);
Rui Rasquilho - Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Reutilização de espaços devolutos – Um Museu de Cister
***Conferência de Rui Rasquilho.
6junho2013.18h.
Sala das Conclusões. Mosteiro de Alcobaça.7junho1494 Tratado de Tordesilhas
via JERO facebook

7junho1494 Tratado de Tordesilhas
JERO:Algumas décadas mais tarde, na sequência da chamada "questão das Molucas", o outro lado da Terra seria dividido, assumindo como linha de demarcação, a leste, o antimeridiano correspondente ao meridiano de Tordesilhas, pelo Tratado de Saragoça, a 22 de Abril de 1529.
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No contexto das Relações Internacionais, a sua assinatura ocorreu num momento de transição entre a hegemonia do Papado, poder até então universalista, e a afirmação do poder singular e secular dos monarcas nacionais - uma das muitas facetas da transição da Idade Média para a Idade Moderna.
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4367798367726&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=1&theater
ALCOBAÇA TERRA DE CULTURA
Rui Rasquilho vai proferir na próxima 5ª. feira, dia 6 de Junho, uma conferência subordinada ao tema “O Brasil- De Cabral ao Príncipe Regente”.No Mosteiro de Alcobaça, a partir das 18h00, na Sala das Conclusões.
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O meu 1º registo pessoal:
Gostei mais uma vez da forma e do conteúdo da Conferência...Rui Rasquilho
abriu novas perspectivas para futuras conversas interessantes...
A cartografia...Mapas extraordinários...
Indústria naval...Não podemos esquecer os estaleiros de Alfeizerão...
Nada de acaso nas descobertas...
Os avanços extraordinários dos Portugueses na época dos descobrimentos...
Para se descobrir é preciso ir e vir...
A globalização...
O tratado de Tordesilhas...
Brasil seria uma ilha...
A banana é asiática...
Os bandeirantes...
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2012
300 anos...Retábulo instalado na Capela do Desterro...Efemérides que deveriam
galvanizar. atrair.mobiizar...
No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (interior da Capela do Desterro)
Retábulo instalado em 1712, nesta capela do Desterro
Li
no livro
O Céu, a Pedra e a Terra
Os Cistercienses em Alcobaça
de 3 autores
Amílcar Coelho. António Maduro. Rui Rasquilho
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domingo, 17 de Janeiro de 2010
M164- A SERRA DOS CANDEEIROS
CANDIDATURAS DE ALCOBAÇA ÀS 7 MARAVILHAS MATURAIS DE PORTUGAL
Apresentar a Serra dos Candeeiros é uma estimulante fórmula de ultrapassar o Concelho e ir até à Região.
Alcobaça estende, com esta proposta, a Rio Maior e a Porto de Mós o conceito unitário que lhes é dada pela história.
Sugeria aliás à Câmara Municipal de Alcobaça que avançasse com a proposta em conjunto com os Municípios de Rio Maior e Porto de Mós.
A Serra dos Candeeiros é o limite natural a oriente do território que foi oferecido pelo nosso Rei Fundador à Ordem de Cister no ano recuado de 1153.
A Serra dos Candeeiros foi palco durante séculos de importantes acontecimentos sobretudo nos séculos XVIII e XIX ligados ao desenvolvimento económico da Região.
Lembre-se o plantio de oliveiras na zona dos Molianos, o rasgar da estrada real, a importância dos lagares.
Na Serra há eiras, cercas de pedra protectoras aos avanços dos caprinos, os colectores de água, enfim um mundo a preservar.
O conjunto Serra de Aire e Candeeiros guarda importantes grutas, algares e possui no seu limite sul importantes minas de sal gema.
O Parque Natural de Serra de Aire e Candeeiros apenas é ferido pelo esventramento das pedreiras mas sabe-se que se houver planeamento os males ambientais destes importantes veículos económicos podem ser minimizados. Aplique-se um modelo próprio às pedreiras e o impacto visual que provocam desaparecerá.
As lutas liberais ,essa desastrosa guerra civil que na sequência da Guerra Peninsular e das ocupações francesa e inglesa quase acabaram com Portugal pela falência económica e desastre social, têm também história na Serra sobretudo através de um elemento de património construído, o arco da memória, arrasado pelas gentes de Aljubarrota na vitória liberal e reerguido pela administração senhorial do Mosteiro na vitória do rei absoluto D.Miguel, que assistiu aliás à sua inauguração.
A beleza natural da Serra, a sua vista até ao mar, sobre parte dos 44.000 hectares dos Coutos do Mosteiro, são outras razões que garantem o valor da proposta de ver a Serra considerada maravilha natural.
O Mosteiro faz parte das listas de Património da Humanidade e foi também considerado na lista das 7 maravilhas patrimoniais.
Se a Serra de Aire e Candeeiros for escolhida os Municípios de Alcobaça, Rio Maior, Porto de Mós, Nazaré , Caldas da Rainha e Óbidos, pelo menos estes Municípios, terão obrigação de estudar com os operadores turísticos um investimento imediato nas linhas de visita de turismo cultural.
Alcobaça deverá entretanto assumir-se como Capital Cultural desta região, mesmo que a Serra de Aire e Candeeiros vier (e eu creio que não) a ser injustiçada.
Por último, talvez valesse a pena reformular a proposta considerando que as grutas, o promontório da Nazaré, a concha de S. Martinho, as matas do Vimeiro são parte de um conjunto secular.
Rui Rasquilho
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No dia 18 fevereiro 2012
Rui Rasquilho foi polémico...
Deu novas versões sobre vários temas sobre o Mosteiro de Alcobaça ...
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Solicitei apoio duma Jovem (Madalena P)que fez uma excelente reportagem:
Um Mosteiro e Outras Histórias
• Horário das refeições
o Inverno – comiam uma vez por dia
o Verão – comiam duas vezes por dia
• Sacristia Nova
o Contadores do século XVII
o Capela-relicário não caiu com o terramoto de 1755 por ter uma estrutura octogonal
• Arcobotantes
o Primeira vez que se usaram arcobotantes foi na Catedral de Notre Dame em Paris.
o 30 anos depois da primeira aplicação desta estrutura arquitetónica, surgiu então em Portugal pela primeira vez na cabeceira do Mosteiro de Alcobaça
• Túmulos de D. Pedro e D. Inês
o Destruídos pelas Invasões Francesas?
o Um regimento inglês esteve a almoçar no mosteiro a convite do abade
o Desertores (ingleses, franceses e portugueses) estiveram cerca de 3 meses no mosteiro depois de terem fugido dos respetivos regimentos em busca de víveres para poderem sobreviver
o O cadeiral de 150 lugares terá sido desmontado para fazer fogueira na cozinha
o Terão os túmulos sido violados por estes desertores?
o Os túmulos estiveram primeiro na capela tumular na galilé à entrada do portal (já não existe); depois foram mudados para a atual Sala dos Túmulos: D. Pedro à direita, D. Inês à esquerda; nesta posição os túmulos terão sido violados do lado de onde provinha mais luz (da janela da sala); foram violados com tempo; se tivessem sido violados pelas tropas francesas estas, com a pressa, teriam destruído muito mais comparando com os vestígios que permanecem evidentes hoje em dia nos túmulos
o Em 1956, aquando da visita oficial de Isabel II a Portugal, os túmulos são colocados na posição atual
o Túmulo de D. Pedro: na Roda da Fortuna D. Inês aparece degolada
o Túmulo de D. Inês: a sua figura segura numa mão um par de luvas e na outra um colar ou um terço
o Ambos os túmulos têm um elemento em comum: 6 anjos em cada um dos túmulos
• Castelo de Alcobaça
o De origem desconhecida
o No séc. XIX a Câmara Municipal autorizou que se retirassem pedras do castelo para a construção de habitações
o O castelo defendi o quê? Os rios e o mar? O mar chegava até onde?
• É um mosteiro de rutura (Suget vs Claraval)
o Não tem nada a ver com o cisterciense primitivo
o À medida que o mundo vai mudando, também este mosteiro reflete essa mudança europeia
o Regra de Cister: claustro fechado; introspeção
o Regra de Cluny: claustro aberto; diálogo
o Ambas as regras ou ideologias tinham como principal objetivo: Chegar a Deus
o Cluny + beneditinos: democracia fechada centrada na figura do abade todo-poderoso
o Cister: democracia baseada nos Capítulos Gerais onde todos os abades da Europa se juntavam para discutir os problemas de cada mosteiro e chegar a soluções para implementação em todos os mosteiros
• D. Afonso Henriques é primo de Bernardo de Claraval, ambos da Borgonha
• 44 mil hectares: tamanho da área do território sob a posse e gestão do Mosteiro de Alcobaça
• Os cruzados treinados na Borgonha chegaram a Portugal para ajudar o exército português a conquistar a cidade de Lisboa; entraram em Portugal pela cidade do Porto
• No séc. XIV o castelo esteve ocupado por uma milícia que controlava e impunha a ordem neste grande domínio senhorial, dirigida por Martinho de Ornelas, parente do Abade Ornelas
• Chiqueda:
o Ponte
o Primeiro mosteiro temporário da ordem de cister terá sido construído nestas imediações (não há certezas nem vestígios)
o Moinhos (pertencentes ao mosteiro)
• Razão da trasladação de D. Inês de Coimbra para Alcobaça:
o Colocar o seu corpo junto de quem pode elevar a sua alma ao céu; ao lado de quem tem uma disciplina de oração muito rígida
• Abade comendatário comenda interregno Vacante
• Palácio Abacial
o Construído em redor do Claustro do Cardeal (D. Henrique); claustro renascentista
• Escola Monástica de Alcobaça
o Não era uma escola pública
o Tinha como objetivo preparar os noviços para poderem entrar na ordem
• Cerca de 1250
o O mosteiro tinha um abade todo-poderoso que possuía os mesmos atributos que um cardeal (báculo, anel e poder de consagração de igrejas locais)
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do tintafresca
A gestão do Mosteiro de Alcobaça
1- Uma história quase alegre para começar Pede-me o atento órgão de informação Tinta Fresca um comentário sobre o Mosteiro de Alcobaça, Monumento Nacional e integrante das listas do Património Mundial da UNESCO, tal como o Mosteiro da Batalha, o Convento de Cristo em Tomar e o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. De todos eles, apenas Alcobaça foi construído e acolheu a ordem de Cister fundada em França, em 1098. Apesar das fases de construção do Monumento de Alcobaça serem inúmeras, em todos os séculos houve obras significativas, não será impróprio dizer-se que há dois grandes momentos no edificado monástico. No período medieval construiu-se o núcleo visitável hoje em dia e a partir do século XVI e até ao início da guerra civil ergueu-se o núcleo não visitável e hoje o mais abandonado a nível de conservação por não ter uso conveniente. É uma verdade incontestável que um edifício sem uso fica à mercê de um acelerado processo de degradação. Elísio Summavielle, que foi director do IGESPAR até às últimas eleições, afirmava sem complexos ao jornal Expresso, à jornalista Alexandra Carita, que “abandonámos os nossos monumentos há vinte anos” para declarar mais adiante que em “ três anos o parque patrimonial nacional terá a cara lavada.” Sendo hoje secretário de Estado da Cultura, lugar que considero bem entregue e sabendo que Summavielle considera e bem, o património como área transversal, acredito em mudanças com o estímulo único de haver 55 milhões de euros do QREN para aplicar até 2013.
É agradável verificar que todas as propostas que a anterior direcção fez estão a ser cumpridas pelo IGESPAR: “recuperação” dos túmulos de Pedro e Inés, iluminação do relicário da Sacristia Nova; telhados da ala norte e do relicário; instalações sanitárias para o publico e para os funcionários; o problemático centro de interpretação que vejo com muitas reservas; recuperação em várias abóbadas e planos para os telhados da Biblioteca, escadas e corredores de acesso que estão em situação de doença grave. Até os vidros para a Sala dos Monges vão vir com cinco anos de atraso. O que vi do jardim do Claustro do Silêncio parece-me um projecto em todo contrário ao espírito do lugar. Sem pôr em causa o traço do paisagista, tenho sérias dúvidas se deveria ser este o modelo, mas diga-se que ninguém se vai preocupar com a solução encontrada. Felizmente, a direcção anterior não considerou nunca esta mudança claustral prioritária num edifício com tantas gangrenas e sem dinheiro para as curar antes da amputação.
Fiel à observação com a qual iniciei o artigo que me foi pedido pela direcção do jornal, iniciei no final de 2006 contacto com os grupos hoteleiros, devidamente autorizado pela direcção do ainda IPAAR. Vários grupos manifestaram interesse em serem concessionados pelo Estado. Um deles fez um estudo de mercado, elaborou um pré-projecto e apresentou-o no IGESPAR numa reunião onde esteve presente o anterior presidente da Câmara Municipal. Havia dinheiro privado para avançar. Deveria ter sido preparado um concurso internacional, mas tal não ocorreu. Refira-se que contrariamente ao que se diz por manifesto desconhecimento, a UNESCO defende a reocupação de espaços em projectos de conservação integrada. Acresce que há técnicos responsáveis que julgam haver ainda celas nos antigos corpos do edifício, destinados a dormitórios monásticos.
Felizmente, o actual secretário de Estado, conhece bem o estado actual dos edifícios à volta dos Claustros dos Noviços e da Biblioteca (Rachadouro) e di-lo: “o espaço expectante não aberto ao público por não ter interesse arquitectónico que justifique a visita(...) já sofreu alterações na traça original” e acrescenta “ está a ser analisada uma reutilização e a hotelaria é uma das várias hipóteses” (Jornal Público, 24 de Maio de 2009, Alexandra Prado Coelho).
A solução “hotel” foi estudada, planeada e após um sério estudo de mercado, um grupo privado entre outros interessados, apresentou no IGESPAR e na presença do então presidente da Câmara, o pré-projecto do que seria um dos modelos a ser presente a um concurso internacional. Acrescente-se que, tal como o arquitecto Byrne propôs em 1998, que o Jardim do Obelisco seria tratado como espaço público e os edifícios espúrios da lavandaria, refeitório e cozinha do antigo lar demolidos.
Há 35 anos que se procura uma solução de conservação integrada para os espaços da 2ª fase, edificados entre o séc. XVI e o inicio da Guerra Civil. Tem razão a ministra Canavilhas quando defende deverem as direcções de monumentos e museus terem perfil de gestão ou quando refere direcções bicéfalas para melhor os gerir. Técnicos transformados em directores parece um caminho tíbio. A governança de espaços culturais devera ter também vocação empresarial.
Gostaria ainda de me referir à Casa-Museu Vieira natividade para defender o projecto que, desde que conheci o espólio Natividade, sempre defendi. A Casa-Museu deve conservar naturalmente a sua fachada principal original, ser retirado o seu miolo para ampliar o edifício pelo quintal até à rua que o separa do Armazém das Artes, para criar um amplo espaço útil expositivo. Este espaço interior deverá ser concebido por forma a albergar o espólio de forma rotativa e aliciante. Se o município de Alcobaça se responsabilizar por esta operação e gestão futura, poderemos vir a ter um eixo cultural desde o Museu Nacional do Vinho, passando pelo museu da cerâmica, restauração e hotelaria no Rachadouro, Mosteiro medieval como museu da Ordem de Cister, Casa-Museu e Armazém das Artes. Aguarda-se o grande debate sobre o futuro.
2.Uma historia quase triste para terminar. No mês passado, a hora incerta e com algum pudor, os camiões começaram a chegar, descarregaram paletes e arcas, papéis coloridos, livros preciosos e muito material lítico e exposições, ou o que delas sobrou. As salas do piso térreo do Claustro do Rachadouro, foram alindadas de branco, uma gambiarra de lâmpadas corre-lhes agora o centro. A carga acomodou-se nas salas, vinda de Lisboa, de onde veio o asilo da mendicidade há muitos anos. O índice de humidade das salas térreas está nos 100% , mas nada importa se o espaço é gratuito. Durante anos por aqui ficará este espólio sem ninguém que o conserve. Nos andares de cima, os pombos e o vento guardarão os corredores abandonados, as janelas continuarão sem vidros e a água da chuva e a caca dos pombos irão atapetando os vastíssimos corredores do hotel abandonado, da universidade decadente, do museu exangue.
Rui Rasquilho
Membro do ICOMOS- Unesco e um dos amigos do Mosteiro de Alcobaça
...................
Comentário especial do Prof Saul Gomes
Comentário de Saul Gomes05-03-2010 às 13:32Alcobaça poderia ganhar se o Estado partilhasse a gestão do seu Mosteiro com os órgãos vivos locais. Por que há medo de o fazer? Falta de políticas culturais com dimensão social e de confiança nas populações, ou seja, nos portugueses, eles mesmos? Alcobaça começa por ser daqueles que a habitam e que, melhor do que ninguém, a sabem valorizar. Uma gestão inovadora do seu Mosteiro pressupõe mudanças de mentalidade ao nível do poder central, começando, desde logo, por se atribuir maior autonomia e capacidade de decisão, que significa sempre assunção de responsabilidades, em matéria de gestão cultural e patrimonial efectiva, para aqueles que, efectivament,e estão perto do monumento. É a minha opinião.
***
O Futuro, apontamentos
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=9437f1e2-092c-4d74-92ab-bf304f935c6d&edition=118
Os dados estão lançados. Finalmente o concurso para a instalação do hotel de charme no Claustro do Rachadouro do Mosteiro de Alcobaça está em andamento.
A Câmara Municipal prevê incluir no QREN a reabilitação do jardim do Lago do Obelisco que se ligará ao espaço do hotel, importante solução económica e turística que se traduzirá na operação de conservação integrada que beneficiará o mosteiro setecentista. Obras sucessivas de restauro e manutenção avançam no Mosteiro premiando coberturas, paredes e uma nova loja de acesso directo ao terreiro na monástica Sala das Conclusões, onde outrora funcionou a Repartição de Finanças.
A Casa-Museu Vieira Natividade irá ser beneficiada para aí se instalar parte do espólio à guarda do IGESPAR, podendo os Amigos do Mosteiro ser associados a este projecto.
Projecta-se um ciclo permanente de exposições de iniciativa do IGESPAR com o apoio da Direcção-Geral das Artes na galeria da Ala Sul, pouco aproveitada por falta de meios financeiros e humanos, complementando-se nesse caso a oferta do Armazém da Artes. Uma bienal de arte na rua seria também bem-vinda.
A Câmara Municipal espera receber o Museu do vinho e aí criar um núcleo museológico importante. Lembre-se que a Ordem de Cister deu atenção particular à viticultura na região durante séculos.
No futuro do Mosteiro e da cidade cultural de Alcobaça - é disso que falamos - está prevista a criação de um museu da cerâmica, também uma tradição cisterciense que veio criar um quadro industrial na região, cuja história não deve perder-se.
Será de prever num futuro mais distante, ou não, a instalação na Ala Sul de uma mostra arqueológica de grande duração e da instalação no Mosteiro, ele só por si, uma unidade museológica dinâmica, da biblioteca especializada em Património do IGESPAR.
Espera-se também que o Centro de Interpretação do Mosteiro mude de local e vá mais além do que uma tela e um projector. O Parlatório seria o local ideal. Os centros de interpretação dos monumentos têm de ir a par com a importância dos locais que pretendem explicar, como acontece na Fundação Batalha de Aljubarrota.
Os serviços educativos terão de ter mais meios, mais formação e garantia de estabilidade para os seus funcionários. Quem trabalha no Mosteiro de Alcobaça tem de o fazer com transparência e abertura, entendendo que o Monumento é dos cidadãos, que pagam para o visitar.
Cumprir os horários ou as tarefas atribuídas faz parte do futuro da grande casa. É necessário que cada funcionário sinta que trabalha no Monumento e não para o Monumento.
O Castelo, anterior à chegada da Ordem de Cister à região de fronteira entre cristãos e muçulmanos deverá ser integrado, após conveniente reabilitação, nos circuitos da cidade cultural e da ampla região dos antigos Coutos monásticos.
Obviamente que se deverá pedir qualidade no equipamentos, na urbanização das festas regionais e então integrá-las em circuito de turismo cultural com o Mosteiro como motor.
As praias de São Pedro de Moel no norte, passando pela Nazaré até à Foz do Arelho, são hoje pertença de concelhos diferentes, mas foram a seu tempo uma unidade territorial dependente da administração do Mosteiro de Alcobaça, onde imperava a ordem contemplativa Cisterciense.
O hotel de charme no Mosteiro e as outras unidades hoteleiras da cidade poderão oferecer, em conjunto, cerca de duzentos quartos, isto para não falar do hotel das Termas da Piedade. Em Aljubarrota há turismo de habitação e na região perspectivam-se outras unidades. São Pedro de Moel, Nazaré, São Martinho, Óbidos, Caldas da Rainha, Batalha, para apenas referir algumas, estão dotadas de hotéis com distinta oferta e com equipamento cultural valioso.
A restauração melhora aos poucos, na quantidade e na qualidade. Só a linha do Oeste não se desenvolve, facilitando a viagem cómoda e rápida de comboio à região de Alcobaça e Nazaré.
O Parque dos Monges é um equipamento lúdico, construído na antiga granja do convento de Cós e, muito provavelmente, ao lado do Mosteiro provisório primitivo, construído em madeira onde, como geralmente acontecia, os cistercienses de Alcobaça se instalaram durante umas dezenas de anos até à consagração da igreja actual, em 1223.
O futuro não se constrói sem o passado. O turismo cultural é um modelo de lazer que exige muita qualidade na oferta, justamente porque vive da informação histórica, em particular da história regional e da história da arte, vive da animação, da música e das artes plásticas.
Passar alguns dias na região pode oferecer uma outra perspectiva do Mosteiro. Proporcionar uma ida à Serra, ao Arco da Memória. Apreciar pelourinhos e portais manuelinos. Olhar imaginária sacra. Tomar banho de mar. Ir a um concerto no Mosteiro ou numa igreja da região. Escutar as bandas de música no terreiro do Mosteiro. Percorrer a cidade e as vilas da região. Gozar um piquenique no pinhal, assistir a espectáculos de bailado ou ouvir o contratenor Luís Peças na Sala do Capítulo. Participar da feira medieval em Aljubarrota que virá por certo a ter mais qualidade, sobretudo, no engalanar da Vila e nos respeito pelos monumentos.
O futuro do mosteiro de Alcobaça passa pelas rotas de Cister, por um lado e do património mundial. por outro.
Rui Rasquilho
Presidente da Liga dos Amigos do Mosteiro de Alcobaça
Membro do Conselho internacional dos Monumentos e Sítios (UNESCO)
08-08-2010
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RESPIGUEI, COM A DEVIDA VÉNIA, DO BLOGUE DO JERO
SEXTA-FEIRA, 16 DE SETEMBRO DE 2011
M 374 - UM CLAUSTRO DE ALTA RENASCENÇA EM ALCOBAÇA
UM CLAUSTRO DE ALTA RENASCENÇA
O Claustro do Palácio Abacial construído em Alcobaça em meados do sec. XVI é a primeira ruptura com a arte medieval usada na obra monástica cisterciense.
Vasali cria em 1550 o termo “rinascità” mas teríamos de esperar até ao primeiro quarto do século XIX para o modelo da Renascença ser considerado um estilo.
O Palácio do Comendatário Abade D.Henrique, Cardeal e Príncipe, é construído na segunda metade do sec. XVI, desenvolvendo no seu interior um claustro de alta-renascença (1520-30).
A cultura renascentista tudo deve ao humanismo de filósofos, artistas, cientistas, enfim homens de cultura como o foi o Príncipe Henrique, que com o seu palácio concluído seria Rei de Portugal, devido à morte do sobrinho em Alcácer-Quibir.
Desconhece-se o nome do arquitecto que desenhou o Palácio e o seu belíssimo Claustro, mas parece ter-se inspirado em Bramante que em 1504 tinha terminado o Claustro de Santa Maria Della Pace em Roma.
Claustro D.Afonso VI em Alcobaça
As semelhanças são flagrantes na forma como adaptaram os elementos da Antiguidade Clássica, havendo uma forte possibilidade do arquitecto que traçou o Palácio de Alcobaça ter passado algum tempo em Roma.
O Claustro italiano tem 16 arcos de volta perfeita, que repousam em pilares nórdicos. O de Alcobaça tem 12 arcos ainda mais expressivos.
Os pilares dóricos têm adossados quer em Alcobaça quer em Roma pilastras jónicas que sustentam um friso e sobre ele o varandim do sobreclaustro. No Claustro do Palácio do Cardeal colunas de capital dórico sustentam o entablamento com decoração de feição também dórica.
Em Santa Maria Della Pace (2ª.foto, à direita) o sobreclaustro apresenta também colunas,estas com capitel coríntio intercalando com pilastras.
O entablamento de Roma regista um avançamento da cornija enquanto Alcobaça possui uma cornija mais leve com gárgulas geométricas.
Esperando-se que as ilustrações ajudem a compreender as semelhanças flagrantes pede-se uma visita ao Claustro do Palácio, onde é fácil aceder se for às casas de banho.
Mas a verdade é esta. Temos em Alcobaça um claustro de alta renascença com grande qualidade e que ,por equívoco, leva a denominar de D.Afonso VI.
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DOMINGO, 16 DE OUTUBRO DE 2011
M 378 SINAIS BARROCOS NO MOSTEIRO DE ALCOBAÇA
APONTAMENTOS BARROCOS
Entre 1545 e 1563 realizou-se o Concílio de Trento convocado pelo Pontífice Paulo III.
O Santo Padre decidiu que era tempo de “condenar os erros, eliminar os abusos e restabelecer a paz e a unidade do povo cristão.”
Um século depois irrompe em toda a Europa um estilo novo, o barroco dirigido aos sentidos através de modelos de pomposa teatralidade.
A festa da vitória sobre as ideias protestantes, que haviam rompido a hegemonia católica, consolida-se.
A fachada da Igreja do Mosteiro de Alcobaça erguida entre 1702 e 1725, precedida de várias escadarias que dão acesso a diversos patins que prolongam para o exterior as três naves góticas da Igreja, assumiu o limite da teatralidade, durante as diversas recepções reais dos séculos XVIII e XIX onde o cenóbio e as autoridades civis e militares da vila esperavam as visitas ilustres presenciadas pelo povo.
Nos palácios alinhavam pelas escadarias os alabardeiros num ritual de cerimónia que ainda hoje se usa à entrada dos banquetes oficiais do Palácio da Ajuda, embora aqui as escadarias sejam interiores não servindo por isso a admiração popular.
No Mosteiro de Alcobaça o primeiro sinal barroco é dado por ordem de Frei Constantino de Sampaio, que construirá o Retrato do Céu, a Capela das Relíquias, entre 1669 e 1672 no tempo do seu abaciato trienal.
Três anos depois, durante o primeiro triénio de Frei Sebastião Sotto Mayor (1675-1678 ) o altar-mor da Igreja recebe um novo retábulo, recheado de colunas e parapeitos onde foram colocadas esculturas colossais em barro cozido dourado e policromado de Papas cistercienses, Abades cruciais da Ordem e anjos músicos, entre outras importantes estátuas, estas em madeira policromada.
Na antiga Capela de S.Vicente de novo o Abade Frei Sotto Mayor deu início ao retábulo do trânsito de S.Bernardo no ano de 1687 no começo do seu segundo triénio.
Na última visita real ao Mosteiro cisterciense a fachada serviu gloriosamente de cenário à festa da chegada do Rei absoluto D.Miguel, que nas escadarias se mostrou à aclamação do povo.
A Igreja derrota os reformadores em Trento e mais tarde o barroco, dá-lhe um rosto novo do qual o poder político se serviu legitimamente tanto mais que os reis,até à prevalência constitucional ,detinham o trono por vontade divina e aclamação em cortes.
A nova Igreja tridentina influencia também a Ordem de Cister, que agora com os seus momentos litúrgicos abertos com parcimónia aos crentes, lhes oferecerá a emoção das imagens nos altares e a comovente representação da morte de S.Bernardo no esplendor do ouro , da cor e da representação da vida em trânsito.
VIA BLOGUE DO "JERO"
QUARTA-FEIRA, 19 DE OUTUBRO DE 2011
M 379 CAPUCHOS
CAPUCHOS
O Concílio de Trento termina em 1563 ,após dezoito anos de trabalho com algumas interrupções.
A eucaristia irá a partir desta data ter um lugar primordial na Igreja e com ela serão exigidos novos símbolos para o ritual da missa. Custódias , tabernáculos e novos altares serão fabricados para o serviço de Deus e grandeza do seu povo.
O Palácio Abacial e a Portaria, o muro do Claustro virado a Este e a fachada simples da Igreja , ainda sem Torres Sineiras é o limite monástico. Haveria provavelmente um sino dirigido ao povo numa torre que a arqueologia parece aceitar “encostada” à Sala dos Reis, antes desta existir.
Mas não há certezas cronológicas, por enquanto.
Os Capuchos são uma Ordem Mendicante que exerce o seu trabalho no terreno, apoiando corpos e almas, Cister é uma Ordem contemplativa interior.
Até então o exercício do apostolado nos Coutos é feito pelas paróquias.
Terá o Cardeal pensado que os Capuchinhos poderiam ajudar nos cuidados com os crentes ?
Na enfermaria nova de Alcobaça há lugar cativo para os doentes capuchos sem distinção para com os cistercienses .

Os franciscanos têm dois ramos, os conventuais e os observantes , e é destes últimos que derivam os capuchinhos, monges de vida claustral, penitentes rigorosos mas prosélitos da palavra de Deus.
A Igreja do Convento a que hoje vanos, tem raizes em 1639 e foi vandalizado durante dezenas de anos no sec. XIX após a extinção das Ordens.
Hoje ,na posse de particulares que o estimam, tem o figurino habitual dos franciscanos, pátio e galilé com três arcos. No seu interior havia um importante acervo de azulejos de tapete que desapareceu.
Rui Rasquilho
O Concílio de Trento termina em 1563 ,após dezoito anos de trabalho com algumas interrupções.
Em 1566 o Comendatário D. Henrique trás para os Coutos Franciscanos, Capuchinhos, e instala-os na encosta de Chiqueda onde constroem um primeiro Convento dedicado a Santa Maria Madalena, reedificando-o no mesmo local em 1639.
Os Decretos do Concílio chegam às mãos do Abade Comendatário, Cardeal D.Henrique, em 1564 e nele se determinaram alterações profundas na liturgia e nos procedimentos até aí adoptados.A eucaristia irá a partir desta data ter um lugar primordial na Igreja e com ela serão exigidos novos símbolos para o ritual da missa. Custódias , tabernáculos e novos altares serão fabricados para o serviço de Deus e grandeza do seu povo.
Os camponeses dos Coutos poderão a partir de agora, embora com restrições, assistir às missas na Igreja do Mosteiro.
A Cerca de Dentro já não se inicia na Porta de Fora, todo o limite poente é agora a fachada do Mosteiro. O Palácio Abacial e a Portaria, o muro do Claustro virado a Este e a fachada simples da Igreja , ainda sem Torres Sineiras é o limite monástico. Haveria provavelmente um sino dirigido ao povo numa torre que a arqueologia parece aceitar “encostada” à Sala dos Reis, antes desta existir.
Mas não há certezas cronológicas, por enquanto.
Os Capuchos são uma Ordem Mendicante que exerce o seu trabalho no terreno, apoiando corpos e almas, Cister é uma Ordem contemplativa interior.
Até então o exercício do apostolado nos Coutos é feito pelas paróquias.
Terá o Cardeal pensado que os Capuchinhos poderiam ajudar nos cuidados com os crentes ?
Na enfermaria nova de Alcobaça há lugar cativo para os doentes capuchos sem distinção para com os cistercienses .
Os franciscanos têm dois ramos, os conventuais e os observantes , e é destes últimos que derivam os capuchinhos, monges de vida claustral, penitentes rigorosos mas prosélitos da palavra de Deus.
A Igreja do Convento a que hoje vanos, tem raizes em 1639 e foi vandalizado durante dezenas de anos no sec. XIX após a extinção das Ordens.
Hoje ,na posse de particulares que o estimam, tem o figurino habitual dos franciscanos, pátio e galilé com três arcos. No seu interior havia um importante acervo de azulejos de tapete que desapareceu.
Rui Rasquilho
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15dez2011
foto do Eduardo Barrento
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M -392 ACERCA DO MOSTEIRO DE ALCOBAÇA
EQUÍVOCOS E PRECISÕES
Na longa história de mais de oito séculos, atravessada por trinta e seis gerações de alcobacenses que o Mosteiro, que foi de Cister, leva de vida há uma longa série de equívocos que sobretudo a tradição oral faz perdurar.
Normalmente isto acontece, mesmo no uso da palavra escrita, porque a tendência é considerar qualquer afirmação como definitiva e portanto repete-se.
A mais vulgar é a de considerar-se São Bernardo como fundador da Ordem de Cister, ainda outro dia o ouvi da boca de um Secretário de Estado da Cultura. Robert de Molesme é o Santo Fundador, Bernardo o Santo que a fez perdurar e que nela ingressa anos depois da construção do novo Mosteiro na floresta de Citeaux.
Em 1269 o Abade Perpétuo Frei Estêvão Martins cria a primeira escola monástica para a instrução dos noviços alcobacenses e não para ensinar a ler e a contar os filhos dos camponeses.
Os túmulos do rei D.Pedro e da sua amante, a rainha morta D.Inês de Castro, foram originalmente colocados lado a lado e virados a nascente no transepto sul em frente à capela mais próxima da epístola dedicada a S.Pedro.
Aí estiveram até 1786, data em que já estão no Panteão Neo Gótico construído por William Elsden no tempo do Marquês de Pombal ,onde serão violados pelos exércitos de Massena.
Voltarão ao transepto, agora D.Inês do lado norte e, D.Pedro no transepto sul ,frente a frente, para a visita da Rainha D.Isabel II de Inglaterra, que almoça no refeitório do Mosteiro em Fevereiro de 1957.
Por volta de 1560 constrói-se às ordens do Abade Comendatário D.Henrique um Palácio Abacial sobre a nova Portaria do Mosteiro ,no topo da ala norte. Aí é construído um belíssimo claustro de exacta geometricidade e que facilmente se enquadra no figurino da Alta Renascença.
Por equívoco perdurável ,seguido por inequívocos nomes da arte e história lusas ,chamaram-lhe de D.Afonso VI, quando deve ser denominado Claustro do Palácio Abacial.
Este claustro segue rigorosamente o que Bramante desenhou, com mais um arco de cada lado, em 1502 para a Igreja de Santa Maria Della Pace, em Roma.
Do tempo de D.Afonso VI é o edifício que dá para a Rua D.Pedro V e limita o Claustro do Rachadouro a norte. Nele havia oficinas no r/c, no 1º. andar botica, capela da enfermaria e 24 celas. No último celas também, destinadas aos Monges de Lausperene, e que parecem terem servido o cenóbio geral. No último piso havia 29 celas. Neste corpo a 1ª pedra deste edifício aconteceu em 1665.
(Continua)
Na longa história de mais de oito séculos, atravessada por trinta e seis gerações de alcobacenses que o Mosteiro, que foi de Cister, leva de vida há uma longa série de equívocos que sobretudo a tradição oral faz perdurar.
Normalmente isto acontece, mesmo no uso da palavra escrita, porque a tendência é considerar qualquer afirmação como definitiva e portanto repete-se.
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| São Bernardo |
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| O Santo Fundador Robert de Molesme |
Os túmulos do rei D.Pedro e da sua amante, a rainha morta D.Inês de Castro, foram originalmente colocados lado a lado e virados a nascente no transepto sul em frente à capela mais próxima da epístola dedicada a S.Pedro.
Aí estiveram até 1786, data em que já estão no Panteão Neo Gótico construído por William Elsden no tempo do Marquês de Pombal ,onde serão violados pelos exércitos de Massena.
Voltarão ao transepto, agora D.Inês do lado norte e, D.Pedro no transepto sul ,frente a frente, para a visita da Rainha D.Isabel II de Inglaterra, que almoça no refeitório do Mosteiro em Fevereiro de 1957.
Por volta de 1560 constrói-se às ordens do Abade Comendatário D.Henrique um Palácio Abacial sobre a nova Portaria do Mosteiro ,no topo da ala norte. Aí é construído um belíssimo claustro de exacta geometricidade e que facilmente se enquadra no figurino da Alta Renascença.
Por equívoco perdurável ,seguido por inequívocos nomes da arte e história lusas ,chamaram-lhe de D.Afonso VI, quando deve ser denominado Claustro do Palácio Abacial.
Este claustro segue rigorosamente o que Bramante desenhou, com mais um arco de cada lado, em 1502 para a Igreja de Santa Maria Della Pace, em Roma.
Do tempo de D.Afonso VI é o edifício que dá para a Rua D.Pedro V e limita o Claustro do Rachadouro a norte. Nele havia oficinas no r/c, no 1º. andar botica, capela da enfermaria e 24 celas. No último celas também, destinadas aos Monges de Lausperene, e que parecem terem servido o cenóbio geral. No último piso havia 29 celas. Neste corpo a 1ª pedra deste edifício aconteceu em 1665.
(Continua)
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16jan2012
blogue do JERO
SEGUNDA-FEIRA, 16 DE JANEIRO DE 2012
via www.jeroalcoa.blogspot.com
M - 404 NO FINAL DO SÉCULO XVIII...
O RETÁBULO DE ALCOBAÇA
No final do século XVIII, no reinado de D.José I, o ministro Pombal enviou a Alcobaça e Coimbra o Engenheiro Guilherme Elsden para proceder a diversas e importantes obras.
O Abade de Alcobaça era D.Manuel de Mendonça, familiar de Pombal.
É então construído o Panteão Real em gótico revivalista de inspiração inglesa junto ao transepto sul, após a escadaria de acesso ao Colégio de Nossa Senhora da Conceição, demolido já no século XX, e também um esplêndido retábulo barroco na Capela Mor da Igreja Monástica que acrescentou o existente
Valerá a pena explicar que o retábulo se foi transformando e acrescentando desde sobretudo as novas disposições litúrgicas emanadas do Concílio de Trento após 1562.
A celebração da ceia do Senhor passa a ser partilhada pelos fiéis alcobacenses que, pouco a pouco, vão poder ter acesso às celebrações eucarísticas monásticas.
Desde 1667 que ,apoiados em novas colunas que antecediam as primitivas, Santos da Ordem e Papas Cistercienses em barro cozido envolviam a meia lua do altar completado com os anjos músicos, também em barro, e a imagem da Virgem com o Menino, como mostra a ilustração coroando o conjunto, tudo em brutesco e ouro.
A estas representações tão caras ao barroco junta-se em 1678 um enorme sacrário piramidal, apoiado em 6 anjos e encimado por um pelicano. A eucaristia conta agora com novas custódias e cálices para realçar a transubstanciação anunciada pelo sacerdote monge do pão e do vinho no corpo e sangue de Cristo. Trento determina a compreensão do sentido das sagradas escrituras e da Santa Igreja Mãe que guarda Cristo na Eucaristia. Compreende-se por isso o grande sacrário ,como um século depois se entenderá o grande globo e resplendor de Elsden que substituiu.
Em 1930 o retábulo é apeado, os altares e capelas do transepto também. Idem para o órgão e altares das naves laterais. O barroco da Igreja estava desfeito depois de haver sobrevivido às tropas francesas e inglesas.
Em 1716 são colocadas logo após o Arco Triunfal, ele também ornado com uma grinalda de talha dourada, duas imagens.
São Gabriel do lado do Evangelho, onde então se colocava o Novo Testamento, com os quatro livros sagrados com os ensinamentos de Cristo, escritos por S.Mateus, S.Marcos, S.Lucas e S.João. E a representação da Virgem do lado da epístola (à direita dos fiéis) onde, antes da leitura do Evangelho , se lia ou cantava uma das cartas dos Apóstolos que constam do Novo Testamento e eram originalmente dirigidas às primeiras comunidades cristãs.
Hoje celebra-se a missa em Alcobaça numa Igreja reconduzida ao gótico original, e sem a presença da comunidade cisterciense que nos deixou em 1833.
Um bom ano com coragem e alegria.
No final do século XVIII, no reinado de D.José I, o ministro Pombal enviou a Alcobaça e Coimbra o Engenheiro Guilherme Elsden para proceder a diversas e importantes obras.
O Abade de Alcobaça era D.Manuel de Mendonça, familiar de Pombal.
É então construído o Panteão Real em gótico revivalista de inspiração inglesa junto ao transepto sul, após a escadaria de acesso ao Colégio de Nossa Senhora da Conceição, demolido já no século XX, e também um esplêndido retábulo barroco na Capela Mor da Igreja Monástica que acrescentou o existente
Valerá a pena explicar que o retábulo se foi transformando e acrescentando desde sobretudo as novas disposições litúrgicas emanadas do Concílio de Trento após 1562.
A celebração da ceia do Senhor passa a ser partilhada pelos fiéis alcobacenses que, pouco a pouco, vão poder ter acesso às celebrações eucarísticas monásticas.
Desde 1667 que ,apoiados em novas colunas que antecediam as primitivas, Santos da Ordem e Papas Cistercienses em barro cozido envolviam a meia lua do altar completado com os anjos músicos, também em barro, e a imagem da Virgem com o Menino, como mostra a ilustração coroando o conjunto, tudo em brutesco e ouro.
A estas representações tão caras ao barroco junta-se em 1678 um enorme sacrário piramidal, apoiado em 6 anjos e encimado por um pelicano. A eucaristia conta agora com novas custódias e cálices para realçar a transubstanciação anunciada pelo sacerdote monge do pão e do vinho no corpo e sangue de Cristo. Trento determina a compreensão do sentido das sagradas escrituras e da Santa Igreja Mãe que guarda Cristo na Eucaristia. Compreende-se por isso o grande sacrário ,como um século depois se entenderá o grande globo e resplendor de Elsden que substituiu.
Em 1930 o retábulo é apeado, os altares e capelas do transepto também. Idem para o órgão e altares das naves laterais. O barroco da Igreja estava desfeito depois de haver sobrevivido às tropas francesas e inglesas.
Em 1716 são colocadas logo após o Arco Triunfal, ele também ornado com uma grinalda de talha dourada, duas imagens.
São Gabriel do lado do Evangelho, onde então se colocava o Novo Testamento, com os quatro livros sagrados com os ensinamentos de Cristo, escritos por S.Mateus, S.Marcos, S.Lucas e S.João. E a representação da Virgem do lado da epístola (à direita dos fiéis) onde, antes da leitura do Evangelho , se lia ou cantava uma das cartas dos Apóstolos que constam do Novo Testamento e eram originalmente dirigidas às primeiras comunidades cristãs.
Hoje celebra-se a missa em Alcobaça numa Igreja reconduzida ao gótico original, e sem a presença da comunidade cisterciense que nos deixou em 1833.
Um bom ano com coragem e alegria.
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+1 texto imperdível do Rui Rasquilho sobre os túmulos de Pedro e Inês...
Via blogue do JERO!!!
M - 411 ANIMA EST PLUS QUAM CORPUS
ANIMA EST PLUS QUAM CORPUS
A alma é a vida eterna.
A alma emana do corpo, a parte perecível do homem. Daí que os rituais funerários estejam envolvidos num objectivo transcendente de um outro mundo.
A vida é um fragmento transitório para o patamar da eternidade imaterial. Da vida terrena ficará a memória guardada pelos vivos. O culto dos mortos nas diversas culturas é sempre uma tentativa de perenidade, um repositório de lembrança.
Os nossos cemitérios são justamente um território de memória, uma tentativa última de lembrança dos corpos, com os quais convivemos.
A intervenção artística é um dos caminhos seguidos pelos vivos para atenuar o esquecimento, muitas vezes o seu próprio abandono pela memória dos vivos.
Os mausoléus superam as campas rasas , as arcas tumulares coroam a transcendência da passagem redimensionando a mensagem da morte.
Pedro, no seu tormento pela bárbara sentença que lhe levou Inês, solucionou a dor da vida no ritual assombroso do caminho para a eternidade.
Os túmulos, as arcas funerárias são um sinal tentado da perenidade da memória colocados sob o acolhimento do espaço mais próximo da protecção divina, a Igreja do Mosteiro e o seu Cenóbio Cisterciense.
Teria de ser contado o caminho da vida de Pedro, o caminho da vida de Inês. Teria de ser explicada a razão da construção da memória tumular; Fernão Lopes na sua crónica de D.Pedro assinala o desiderato do Rei “porque semelhante amor (…) é tão verdadeiramente achado como aquele cuja morte não tira da memória o grande espaço do tempo (…).”
No painel da cabeceira do túmulo do Rei sob a sua cabeça está a razão última dos monumentos funerários.
Em 1386 consuma-se a memória da vida conjugal na escultura notável da roda controlada pela sorte, pela fortuna, a caprichosa divindade mitológica que controla a felicidade e d desgraça dos pobres mortais.
A divina donzela segura o “eixo” da roda soltando-o a seu prazer. No túmulo de Pedro a fortuna não tem os olhos vendados, nem segura uma cornucópia como nas representações humanas.
O que a torna aqui mais consciente das suas decisões durante a vida de Pedro com Inês o destino que dá o destino que retira.
Concentra-se no indelével registo da vida amorosa dos defuntos “Príncipes” amantes. Rei destemperado, sentença cruel, bárbara execução da mãe dos filhos de Pedro. O avô intransigente, o rei “viúvo” vingando a afronta agora de lesa-majestade por Inês ser rainha.
A história que se pretende legar à memória dos vivos está nesta roda controlada pela “mulher destino” ,que emana de um ser estranho para controlar a vida de um rei bárbaro e da sua sedutora rainha morta.
Esta história real ultrapassa a de Abelardo e Heloisa e outras de raiz medieval por ser mais claramente trágica, por ser arrebatadora quando olhada no seu conjunto, quando compreendida no seu contexto.
Sugiro aos nossos leitores uma visita à igreja gótica de Alcobaça e a dois demorados olhares, um à roda da cabeceira de Pedro, outro ao jacente de Inês.
No primeiro olhar a vida tal qual Pedro a quis contar, no segundo olhar Inês no esplendor de mulher amada tal qual Pedro desejou que a víssemos.
O que na vida se faz pela impotência perante o seu fim é verdadeiramente extraordinário.
Aclame-se então a morte com a comemoração da vida, ficamos muito mais contentes e julgamos ludibriar a Fortuna.
É esta a lição dos túmulos de Pedro e Inês. Perante a morte erga-se o coração dos vivos.
***
4out2012
Um texto muito interessante de Rui Rasquilho sobre uma intervenção de
restauro no Claustro da Hospedaria...
via blogue do JERO
http://jeroalcoa.blogspot.pt/
QUINTA-FEIRA, 4 DE OUTUBRO DE 2012
M - 433 INTERVENÇÕES NO MOSTEIRO DE alcobaça
INTERVENÇÕES
O Claustro da Hospedaria, que foi prisão em rudes tempos patrimoniais, esteve longos anos ao abandono.
No ano 2000, intervenções arqueológicas levaram, entre outras descobertas, ao aparecimento do portal gótico que até ao sec. XVI servia de ligação entre o Claustro de D.Dinis e o terreiro, servido nessa altura por uma escadaria que atenuava o desnível entre um e outro.
Curiosamente as autoridades patrimoniais continuam lamentavelmente a ignorar que o Claustro do Palácio não é de “D.Afonso VI” e o da Hospedaria não se denomina de “Cadeia”.
Um dia o bom senso científico prevalecerá sobre os lapsos.
O Claustro da Hospedaria foi recuperado (1º.piso) em 2005 no que respeita a janelas, paredes exteriores, tectos de madeira e paredes interiores.
No piso térreo, os paramentos, devido a saída da cadeia continuavam picados e não havia revestimento de piso. Alguém terá pintado as cantarias de amarelo.
Por volta de 2005 a AMA-Associação de Amigos do Mosteiro de Alcobaça apresentou um projecto de recuperação deste espaço pois considerava que o Claustro da Alta Renascença do Palácio Abacial, construído no tempo do Abade Comendatário D.Henrique, e a Portaria muito alterada e o Claustro da Hospedaria, construído no sec. XVII, deviam integrar o circuito de visita ao Monumento.
A Sala de Conclusões foi então limpa (aí funcionou a Repartição de Finanças até 1986) e pensou-se poder aí instalar a nova loja, ligada directamente à Praça 25 de Abril.
Bem que o actual director desejava cumprir este projecto. Mas…
Acontece que em dado momento, creio que haverá cerca de um ano, o IGESPAR resolveu seguir as recomendações dos Amigos do Mosteiro e rebocar paredes e tetos à base de cal e lajear o solo.
Tudo bem, mas houve um desastre, o vão, da tal ligação medieval do Claustro do Silêncio ao Terreiro.
Com a decisão de construir “um desenho sóbrio e contemporâneo”, cobriram o que estava à vista do vão gótico e os silhares de pedra do arranque da porta medieval.
Não entendeu o decisor que poderia ter conciliado o vão mais antigo e o vão menos antigo e vai daí tirou tudo com o argumento usado na arqueologia horizontal – tapa-se. E assim conserva-se.
Alexandra Gesta disse um dia: transformar não implica destruir nem reproduzir. Foi o que se fez em 1980 na Casa dos Bicos, em Lisboa. Afirma a citado arquitecta(*) que é necessário produzir novos valores a partir dos existentes.
O novo “valor” da ligação citada, foi o apagamento da memória, considerando-se esta “requalificação” uma intervenção moderna do vão.
Tenho pena que hoje em dia ninguém oiça ninguém quando intervém no terreno que mal conhece e amputa a leitura histórica, mesmo tendo tido à disposição imagens e relatórios que deveriam ter impedido o gesto de diluição, continuando afinal o erro que se fez no terreiro destruindo a escada no eixo do portal medieval com o desenho do novo terreiro.
Rui Rasquilho
Membro fundador do ICOMOS-Portugal.
(*)- Por lapso está referido que Alexandra Gesta é “arquitecta”, quando na verdade é uma especialista da área de salvaguarda do património com trabalhos feitos na cidade de Guimarães, onde foi responsável pela reabilitação do Centro Histórico


