18/06/2014

8.288.(18jun2014.7.7') Gisela Mendonça

Nasceu a  25junho
***
5jun2015
Foto de Gisela Mendonça.
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E no final de tudo...
Quando o quadro encontrar a moldura acertada, 
vou levar o olhar, o perfume, a risada
que abriu portas nunca antes cruzadas...
E o sabor a ti que sempre voltava...
O meu despertar!
***
Cais-me nos braços como a chuva que cai no regaço da serra, árida do eterno toque, sedenta d’um rufar interior, desejando apenas, a ti apenas, num passeio do ocaso...
(3.11.2014)
***
Poema de Pablo Neruda com
pedido meu de
Tradução à Gisela Mendonça:

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Enche-te de mim.
Anseia-me, esgota-me, derrama-me, sacrifica-me.
Pede-me. Vem buscar-me, contém-me, esconde-me.
Quero ser de alguém, quero ser teu, é tua a hora.
Sou aquele que passou pairando sobre as coisas, 
o fugidio, o que sofre.
Pablo Neruda (tradução de GM)

***
11jun2014

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10203372164578389&set=a.1485146942200.63977.1639690204&type=1&theater
Meu velho pensamento viaja atravessando intervalos
De terras estranhas, carícias de vento, Eros no mundo
E o teu sopro desperto a gritos num instinto profundo…
Relembro.
***
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10203656256760516&set=a.1485146942200.63977.1639690204&type=1&theater&notif_t=photo_reply
Envolve-me o teu ar e no fumo que se desprende dos meus cabelos soltos de medos, pausa a sinfonia dos anos melhores e eu sei que não és devaneio e espero o momento alinhado para que venhas e possas preencher de mim... a falha.
***
FEV2015

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Entre efeitos e cores, é tua a mão que me desenha mudança...
A ti, a si e também a ti desejo... [Confiança] numa Boa Semana!
GM
*

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***

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10204319336457094&set=a.1181415429102.28176.1639690204&type=1&theater
Hoje tive um sonho mau, Amor… Sonhei que te tiravam de mim. 
Não te via mais, Amor, pressentia apenas os teus passos e no meu corpo quase morto, a dor latia, rasgando-me sem pudor, dilacerante e clara, que razão haveria neste castigo de mim?! Seria possível algum dia, Amor, cenário tão horrível assim?! Amarga a frente fria sem fim…
Não… Sossega, Amor, foi apenas um sonho mau, daqueles que afastamos com a luz da manhã neste leito salpicado de luar... Mas então, diz-me Amor, porque permanece ele tão real em mim?! Não concebo esta dor, não reconheço nem a quero… Mil vezes me tirem o que me resta de sopro de vida, prefiro que me escrevam-me de epílogo, se viver sem ti vai ser assim!!!
Shiuuu…
Pareço voltar a escutar, um som que conheço, no mesmo lugar:
‘Era uma vez um menino e uma menina, num passeio junto ao mar.’
É verdade, Amor, ouço aquela voz que de nós falava assim:
‘Um passo à frente deles caminhava um sonho grande e ela, mais tímida e serena, estendia-lhe a mão tão terna como doce algodão e ele, um pequeno e bravo capitão, falava-lhe sem parar de novos lugares a explorar e agarrava-a como quem agarra a Felicidade, sem sequer hesitar.’
Ah! Somos nós, Amor… Foi apenas um sonho ruim.
‘E ali, naqueles olhos castanhos pintados de ingenuidade, o coração de criança abria-se em mil crenças e começava a demanda do eterno presente, para não mais acabar. Dizem que naquele lusco-fusco, perante homens e deuses, conjugou-se para sempre a certeza do verbo [Amar].’

***

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10203372909997024&set=a.1181415429102.28176.1639690204&type=1&theater
'A poesia é de mel ou de cicuta? Quando um poeta se interroga e escuta, ouve ternura, luta, espanto ou espasmo?' - assim nos deixou Ary, num incessante grito escrito entre o humano e o infinito. Convido-vos a folhearem este 'Tributo a José Carlos Ary dos Santos', editado pela Temas Originais em 2014, no qual participo em Poema. Ainda restam alguns exemplares para entrega, agradeço o envio de mensagem privada. Em Poesia... o meu Abraço!
GM
***
VOU RESPIGAR 10 TEXTOS 
1xdia.começo hj 10julho2014
do livro

POETÂNEA
AQUILÉGIA 3:
GM: [Aquilégia] é uma flor europeia, perene, delicada e encantadora, apreciadora de luz difusa... É também um nome e uma entrega.
p40

SOPRO DE TERNURA
Hoje apetece-me falar p'ra ti. Sem dizer o teu nome ou denunciar-te aos "Outros", apetece-me apenas falar p'ra ti, sente, como se eu te agarrasse outra vez, apaixonada pelo teu toque...Sente como ontem.

Sabes? Há dias em que escrevo ébria de tanta saudade, louca de tanta amargura, insana talvez se é insano o Amor...E há outros...Há outros dias dentro desse infinito calendário que sem pedir licença, corre...Vadio infiel, viciado num amanhã que eu pinto já no meu aroma...
Ah! Há dias sem ensaio em que a velha amargura, ou a tenebrosa noite escura de gritos amordaçada, deixa entrar a Ternura, compassada no teu aproximar.

Nesses dias que me estremecem sem pudor, visto o meu vestido vermelho. Lembras como adoravas ver-me dançar vestida assim?! Costumavas dizer que o vermelho e eu éramos sangue e carne, uma ópera que trago e levo a palco na tua presença e tu...arrebatado, de pé aplaudes.

Sorrimos tanto juntos e desafiámos inúmeras leis triviais a curvarem-se perante a nossa espada de sonhos ideias, libertámos o espírito e demos novo sabor ao tempo...
Fomos eternamente felizes, não fomos?!

Hoje estou num desses dias e não há calendário que me empurre a ser diferente, quero reviver-te num presente embrulhado de ti e quando abrir e quando te tocar e voltar a sentir, numa rajada de risos, resgata...é teu, o meu Sopro de Ternura.
*
11jul2014
p39

A NOSSA CANÇÃO

Na espera do amanhã eterno, se te perguntarem por mim, Por
 ti, p'lo voo do destino...se ainda houver quem de nós Quiser
saber, fala-lhes na nossa canção...

Contas-lhe as trocas que fizemos, a minha Lua p'lo coração 
Teu, o dorso da noite negro-azulado, adornados diamantes
Na minha pel p'la Alma tua espraiados...

Fala-lhes em tom confidente e faz cada um testemunha 
Da dança que um dia se quis acertada, eleva o teu tom e canta
P'ra todos a mesma canção que embriagava de nós o desejo.

Embala-os na vontade despertada em mim, acende o olhar
Sempre que de mim pensares por palavras timbradas

...
O beijo.
GM confessou no face que "a nossa canção"
é: http://www.youtube.com/watch?v=CiKp10eIhQ0
DEPECHE MODE - Strange Love
e eu ouvi.vi a letra e comentei: "bELA escOLHA...MARES de amor...Fazer valer a pena...Fazer soRRir...urge corAGIR
*
12jul2014
p38


AMOR
Na areia desta praia, pousa uma rosa do que eu sou...
Vermelha, forjada a raiva que o tempo um dia mudou.
Na paixão de não ter cada noite fugidio, um querer
De não querer, pensamento que me escorres num rio...

E a tua pele, tão pele d'envolver, teu abraço d'arrepio
Visitam sem anunciar o meu peito naufragado de mar,
O meu corpo quase morto nesta invasão feita de frio...

E eu que me passeio p'las mãos do teu desejo arrasador,
Ausente de velho anseio, escrevo Leis que te decretam,
Soberano do meu corpo e mente, a ti que chamo [Amor].

*
13jul2014
p37

QUEM SABE

Cais-me nos braços como  a chuva que cai no regaço da serra, árida do eterno toque, sedenta d'um rufar interior, desejando apenas, a ti apenas, num passeio do ocaso...

Cais-me nos braços e num uníssono sem dor, o que nos rodeia, seja a lareira onde queimei tantas letras, tanto sentir, palavras apenas...tudo ateia, o céu acende e o cenário que delineia este instante tão sonhado é de estrelas cremado e tu...

Cais-me nos braços.

"Amor..." - parecem segredar as frondosas árvores mais perto do mar, porque estas já nada me dizem nem sabem falar e no teu ensurdecedor silêncio há parte de mim que explode e outra parte que morre.

Tardio o passo que te trouxe ao melhor da vida, escoou a minha prece por entre os dedos sem a tua guarida e neste quadro que me enlouquece, de sabor doce e amrgo...Ah! Tu estás em queda pausada, sono em vida adormecido num vale perdido entre a serra e o mar e hoje...

Dava meia volta p'ra voltar...

Mas fica, meu anjo adormecido, fica nos meus braços porque amanhã, talvez, quem sabe...
*
14jul2014
p36

A PENA

Não há disfarces em ti, nem garantias a aspirar,
Nem sequer se vislumbram condições ou termo.
Não há passado de nós, nem se prevê um futuro,
Perto do precipício a flor irradia em magia eterna.

As nossas leis desafiam a lógica do desalento...

Sob a minha pele tu corres em sangue genuíno,
Urdido de resistências e atracções, meu paradoxo
Num viver sem previsível desenlace, sem sacrifício
Ou penas, espaço que desagua na foz do teu nome.

Morre de mim a mulher, renasce em ti a deusa...

O teu nome eu vejo inscrito em, sob, sobre,
Livre pássaro que vive no corpo que eu também sou.
E na mesma pele que habito, desliza num sem fim
D'ilusões a pena, p'lo tanto que poderíamos ter sido.
*
15jul2014:
p35

ECLIPSE

Cruzam-se as linhas do firmamento do teu corpo
E entre o aroma que exala a mágoa a impossível
E a saudade que nos embala o chão previsível...
Tocamo-nos.

Somos pontos que se cruzam e deixam que o acaso
Prrencha de promessas o poema e eu rasgo ilusões
Mais perto do sedento mar que de eternas paixões...
Embalas.

Meu velho pensamento viaja atravessando intervalos
De terras estranhas, carícias de vento, Eros no mundo
E o teu sopro desperto a gritos num instinto profundo...
Relembro.

Eu e tu num Eclipse infinito.
Cruzada numa noite semi-humana
E os séculos afastados da ruína romana
Em que perder-te foi mais que encontrar-te.
*
16jul2014
p34

ENCONTRO ADIADO

No silêncio cantado da noite as sombras acompanham o meu pensar livre e tu, mascarado de medos, entregas-me ao forçado refúgio, sem condições trocadas...Estarei porventura fascinada desde sempre, quem sabe se p'la
Vida que me escreve na Alma noite e dia o teu novo nome revelado, quem sabe se o teu feitiço resulta no silêncio que me enlaça?!

E a estrela no céu parece guiar-te p'ra perto de mim, longe das súplicas, colado ao grito aberto no teu corpo e no meu, fusão de desejo adiado...Ah! Sabes-me apenas a suave pecado e eu hoje pedi, supliquei, ri e chorei numa oração mil vezes soletrada e eles encontram-se lá alto no céu, inconstantes amantes desnudados de enredo quando os ponteiros acertam o seu Amor antigo, de brilho ensolarado...

Observo cada um dos teus gestos sem ensaio. Sinto um crescendo de luzes que pagam e acendem o teu nome
no meu. Cruzo linhas, ausculto o oráculo, entre a certeza e aquestão, corto-me num Pacto de Sangue que rasga a minha ilusão p'lo teu olhar escondida.

Ainda que seja insano o teu perfume a tentação, conheço-te p'ra além da minha ciência e sabes-me também a verdade.
Vem... Dança esta valsa comigo e na tua boca revela-me eterno o meu tempo perdido.
*
1987

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209252303926646&set=a.10202189986213117.1073741830.1293130217&type=3&theater
17jul2014
p33

Labirinto D' Ilusões

Agitam-se os meus cabelos por entre um olhar perdido,
O cenário é o de sempre, tortuoso e inclemente, carícia
Na tua ousadia p'lo vício de m' encantar, anjo em queda
Na nona sinfonia em que contradigo de ti toda a malícia.

Névoa... Já não estou tão certa de cada contorno o ser.
Esboço no meu corpo e aqui, nesta praça d' onde o cego
Domina um oceano cristal, as linhas eu torno a escrever.
Plenas de palavras caladas, doridas, erradas...Sem ego.

Esgotei tantas certezas ditadas p'la lança do meu desejo
E hoje, abertas em lógica sincera as portas, eu não vejo
A paixão em sortilégio. Nego-te! Nem sempre fui tua...

Nem sempre quis ter-te e do teu veneno eu quis perder
O gosto amargo, perpétuo. Insana eu era por não saber
sair desse labirinto, o teu conjunto ordenado d' ilusões.
*
18jul2014
p32

SINA LIVRE

Cansaço na pele por entre promessas ardidas
No tempo entre as vidas que nós partilhámos.
E por lugares de Espanha onde se vive e ama
Com manha, também nós os dois já amámos.

Lembro sorrisos e guardo um recorte de jornal,
Não sei se Viena foi um lugar armado de paz
Mas trago na boca um sabor doce sem travo
A pecado, ofuscado entre um vestido dourado.

As luzes entre nós, jocosas sempre brincaram
Por instantes em que nos separaram, ardilosas
Voltaram com a intensidade d' anseios desenhar
Afastadas, as linhas cruzadas p'lo vício d' Amar.

Cada regresso a ti é o revisitar d' uma quimera
Nocturna, a imponderável sedução no teu corpo
Sem leito onde o desejo flutua e os semblantes
No espelho perfumam-me de memória o Antes.

Neste eterno movimento ondulante nós somos
Amantes de vidas sem rima, uma rosa escarlate
Pousada com paixão preenchemos p'lo coração
E num Acto de Fé em ti arrisco, estendo a mão!

De tão livre que é a tua sina
Sem querer, prende a minha.
***
Respiguei 4 poemas da Gisela 
do bELO livro
SOB EPÍGRAFE
Tributo a José Carlos Ary dos Santos
p58
                  Xadrez

Ainda que belas, as d'outros palavras,
Prefiro quando as leio musicadas.
Essas trazem o dom de parar minhas
Horas aqui...por vezes no meu agora.

Claro de Luna, és astronómico desenhar
E uma peça escrita para o piano sonhar
Com esse beijo inseguro feito d'arrepio,
Percorrido em duas mãos, toque de frio.

Quase o mesmo, de pianíssimo a sonata
E quase fantasia, a promessa d'amar-te
Por outros caminhos, antes d eti prelúdio.

És trajectória oscilante em composição
Inconstante. Rápido, lento e o de sempre
Outra vez, linguagem-poema...[Xadrez].
**
p59
             Em ti, [Poema]

Poderia ser tudo com que me adivinham,
Estio apagado ou um verso já mudo, até
A palavra escapada d'um muro, sem chão.
Quem sabe ser a mão que te sustém ainda
A sina, escolha inconsequente, o fio d'ouro
Que une o corpo e a mente e por dentro...
Te arrepia.

Poderei ser a rede que te salva em segredo
Ou talvez o profundo lamento, peso, solidão,
Escrita antiga em livro amarelecido, as horas
Que distorceram em ti qualquer optimismo.
Ou talvez deslumbrar-te em abismo ou gotas
De fel e mel a invadir-te, o mesmo veneno...
Teu vício.

Posso surgir plena ou vazia, branca ou rimada,
Na medida d'uma  promessa ou da tua fogueira
Sem ar onde se queimam quimeras, tornando
A aspirar num sopro outros mundos, elevados.

Sou a base e a trave d'uma vida amaldiçoada,
Mas também o Olimpo sem temor, encantado
O Amor, a linguagem da verdade, som tocado
Em perfeita harmonia, a tempestade e a lógica.

Chama-me glória de quem és, demanda ou ave,
Maré, aurora, talvez a madrugada que te enlaça,
Eu...Em ti [Poema].
**
p60
                             Eu...

A bebida quente que és atravessa-me sem eco
Os lábios viciados p'lo desejo, meu é o ciúme,
Teu o sabor vivo e intenso em sensações-retalho
E eu pareço ouvir o meu canto o teu queixume.

E quero-te, meu jogo de sombra e luz, como não
Soube querer-te antes, entardecer que me retém
Invadida, silêncio em promessas, Amor em vão,
Sem voz eu, rosa submersa do tempo, de ti refém.

Desalinhadas respostas de quem não soube amar,
Fogo ausente de glória e ira repleta de contradição,
São em ti capítulo final e uma forjada melancolia.

Sou eu. A mesma que coroavas na entrega sem par,
A que possuías sem recato, pulsante o nosso sangue.
Eu, rendida. Eu, fascinada. Eu em ti, inquieta [Poesia]
**
p61

                             A Pena

Não há disfarces em ti, nem garantias a aspirar,
Nem sequer se vislumbram condições ou termo.
Não há passado de nós, nem se prevê um futuro,
Perto do precipício a flor irradia em magia eterna.

As nossas leis desafiam a lógica do desalento...

Sob a minha pele tu corres em sangue genuíno,
Urdido de resitências e atracções, meu paradoxo
Num viver sem previsível desenlace, sem sacrifício
Ou penas, espaço que desagua na foz do teu nome

Morre de mim a mulher, renasce em ti a deusa...

O teu nome eu vejo inscrito em, sobre, sob, sobre,
Livre pássaro que vive no corpo que eu também sou.
E na mesma pela que habito, desliza num sem fim
D'ilusões a pena, p'lo tanto que poderíamos ter sido.
**