Nasceu a 22nov1899
e morreu a 19nov1968
bibliografia

http://www.joaquimvieiranatividade.com/bibliografia.html
***
http://www.academia.edu/5607682/Joaquim_Vieira_Natividade_1899-1968_._Ci%C3%AAncia_e_Pol%C3%ADtica_do_Sobreiro_e_da_Corti%C3%A7a
***
(VER SE ESTA POSTAGEM ESTÁ JÁ aqui nesta...)
março 2013
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2013/03/638227mar20131111-enfvn-marca-da.html
***
22nov2014
Carlos Gil Moreira recorda:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205194711096733&set=a.1240637705442.2036762.1514292934&type=1&theater
"Cumpriram-se hoje 115 anos sobre a data de nascimento de um dos alcobacenses em relação a quem, desde o século XIX, esta então vila, hoje cidade, terá sempre mais motivos para se orgulhar, o Senhor Engenheiro Joaquim Vieira Natividade. Esta é a minha singela homenagem.
"Após a conclusão da instrução primária, o jovem Natividade ingressa no 'Collegio - Lyceu Alcobacense', onde estuda até aos 12 anos de idade, altura em que se transfere como interno para o 'Collegio Mondego' em Coimbra. Dado o seu feitio sério e disciplinado, transita para externo passando a residir na 'República Fidalga e Amiga' até 1916, altura em que concluiu o liceu como aluno brilhante. Mantém com a família um estreito contacto passando todos os períodos de férias em Alcobaça."
Fonte: http:// www.joaquimvieiranatividade .com/coimbra.html
A fotografia faz parte do espólio do Grupo de Fotografia da ADEPA, e esteve exposta no Refeitório do Mosteiro de Alcobaça em Abril de 1980, entre outras (cerca de 600 imagens), no âmbito da Exposição Alcobaça - As Pedras e as Gentes".
A fotografia, de autor desconhecido, não se encontra datada, mas o jovem Joaquim Vieira Natividade, é o segundo sentado à esquerda."
***
Ver + postagens aqui no unir
9.039
8.656.
8.522
8.314.
6.101.
6.096.
5.692.
5.326.
22nov2014
Carlos Gil Moreira recorda:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205194711096733&set=a.1240637705442.2036762.1514292934&type=1&theater
"Cumpriram-se hoje 115 anos sobre a data de nascimento de um dos alcobacenses em relação a quem, desde o século XIX, esta então vila, hoje cidade, terá sempre mais motivos para se orgulhar, o Senhor Engenheiro Joaquim Vieira Natividade. Esta é a minha singela homenagem.
"Após a conclusão da instrução primária, o jovem Natividade ingressa no 'Collegio - Lyceu Alcobacense', onde estuda até aos 12 anos de idade, altura em que se transfere como interno para o 'Collegio Mondego' em Coimbra. Dado o seu feitio sério e disciplinado, transita para externo passando a residir na 'República Fidalga e Amiga' até 1916, altura em que concluiu o liceu como aluno brilhante. Mantém com a família um estreito contacto passando todos os períodos de férias em Alcobaça."
Fonte: http://
A fotografia faz parte do espólio do Grupo de Fotografia da ADEPA, e esteve exposta no Refeitório do Mosteiro de Alcobaça em Abril de 1980, entre outras (cerca de 600 imagens), no âmbito da Exposição Alcobaça - As Pedras e as Gentes".
A fotografia, de autor desconhecido, não se encontra datada, mas o jovem Joaquim Vieira Natividade, é o segundo sentado à esquerda."
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8.522
8.314.
6.101.
6.096.
5.692.
5.326.
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5julho2014
Hj vamos ter algo da Casa Museu Vieira Natividade
Daqui a dias a Cooperativa vai reeditar Joaquim Vieira Natividade
Daí que seja oportuno reavivar o que a CDU tem defendido, desde 1998:
- A Av Joaquim Vieira Natividade tem de ter algo ESCULTÓRICO do insigne alcobacense
- 22nov - Em cada ano defendemos que haja a Gala da Emulação dos alcobacenses...
***
26/03/2009
Tó Guerra.1 surpresa
A minha ESDICA é uma surpresa permanente.
Ia para a confª sobre JVNatividade e de repente, na sala que foi a minha sala de professores, tantos anos, desde 6.1.1975, e, nos últimos anos, sala de aula 23,
encontro uma 1ª surpresa: o palestrante é o Tó Guerra!!!
com imensos pormenores sobre o sempre impressionante JVNatividade!!!
O Tó fez uma comunicação espantosa de ritmo e convicção do que dizia...
Vou ter de conversar com ele. Poderá ser 1 pessoa chave naquilo que é essencial e urgente fazer:
TRATAR DO ESPÓLIO de JVNatividade!!!
O que ainda recordo?
1.Pelos vistos arrumou por ordem alfabética e cronológica as quase 400 obras de JVNatividade...
2. PDCA
3. Rua Nova...é a Rua do castelo.
4. O espanhol Ignatio vai publicar um 2º volume...
5. Quando o Tó pegou no livro que li há 3 meses revi a curiosa contracapa do livro do Ignatio... Nati ...VIDA...
6. Situou as comunicações...as acessibilidades...os meios...
7. JVNatividade recusou um microscópio electrónico que acabou por ir para o investigador...Melo...que escreveu um texto no Público...recentemente...
8. 1 tese sobre genética de 1957, do português..., ninguém lhe deu atenção durante dezenas de anos...foi publicada numa revista inglesa de ciência em 1997(???) e ...direitos de autor perdidos...O habitual em Portugal: PDiscutir...C...Adiar...
9. Convidou 4 pessoas:
- A competente funcionária da Biblioteca: Natália!!! (Deve ter permitido que ele mergulhasse no espólio de JVNatividade, que pelo que disse: está limpo, cuidado...)
- O pai ( da Maiorga) que eu trato como "1 dos homens mais pacíficos do nosso concelho, apesar de ter apelido guerra"... Pelos vistos tb plantou pomares segundo as orientações de JVNatividade.
- Engº João Vicente????, que depois foi falar com o meu amigão (1 dos + recentes) Carlos Matias que pelo que conversei com ele e com o Tó, transmitiu muitos dados da sua relação com JVNatividade...(foi dos primeiros pomares...na Benedita!!!!...no Ribatejo das figueiras...)...
- e o grande Arquitecto Gil Moreira!!!
10. Ilda Velez mostrou a evolução das Bibliotecas através de 1 livro do JVNatividade...
11. A escola Feminina agrícola é a actual parte administrativa da Esdica
12. A Antonieta fez a explicação do que está exposto na sala 23...(tenho que lá voltar...)
Perguntei ao Tó e do que ele respondeu relevo:
há de facto urgente concretizar uma velha ideia minha: as escolas têm de ter a História LOcal!!!
Ia para a confª sobre JVNatividade e de repente, na sala que foi a minha sala de professores, tantos anos, desde 6.1.1975, e, nos últimos anos, sala de aula 23,
encontro uma 1ª surpresa: o palestrante é o Tó Guerra!!!
com imensos pormenores sobre o sempre impressionante JVNatividade!!!
O Tó fez uma comunicação espantosa de ritmo e convicção do que dizia...
Vou ter de conversar com ele. Poderá ser 1 pessoa chave naquilo que é essencial e urgente fazer:
TRATAR DO ESPÓLIO de JVNatividade!!!
O que ainda recordo?
1.Pelos vistos arrumou por ordem alfabética e cronológica as quase 400 obras de JVNatividade...
2. PDCA
3. Rua Nova...é a Rua do castelo.
4. O espanhol Ignatio vai publicar um 2º volume...
5. Quando o Tó pegou no livro que li há 3 meses revi a curiosa contracapa do livro do Ignatio... Nati ...VIDA...
6. Situou as comunicações...as acessibilidades...os meios...
7. JVNatividade recusou um microscópio electrónico que acabou por ir para o investigador...Melo...que escreveu um texto no Público...recentemente...
8. 1 tese sobre genética de 1957, do português..., ninguém lhe deu atenção durante dezenas de anos...foi publicada numa revista inglesa de ciência em 1997(???) e ...direitos de autor perdidos...O habitual em Portugal: PDiscutir...C...Adiar...
9. Convidou 4 pessoas:
- A competente funcionária da Biblioteca: Natália!!! (Deve ter permitido que ele mergulhasse no espólio de JVNatividade, que pelo que disse: está limpo, cuidado...)
- O pai ( da Maiorga) que eu trato como "1 dos homens mais pacíficos do nosso concelho, apesar de ter apelido guerra"... Pelos vistos tb plantou pomares segundo as orientações de JVNatividade.
- Engº João Vicente????, que depois foi falar com o meu amigão (1 dos + recentes) Carlos Matias que pelo que conversei com ele e com o Tó, transmitiu muitos dados da sua relação com JVNatividade...(foi dos primeiros pomares...na Benedita!!!!...no Ribatejo das figueiras...)...
- e o grande Arquitecto Gil Moreira!!!
10. Ilda Velez mostrou a evolução das Bibliotecas através de 1 livro do JVNatividade...
11. A escola Feminina agrícola é a actual parte administrativa da Esdica
12. A Antonieta fez a explicação do que está exposto na sala 23...(tenho que lá voltar...)
Perguntei ao Tó e do que ele respondeu relevo:
há de facto urgente concretizar uma velha ideia minha: as escolas têm de ter a História LOcal!!!
22/10/2009
Um site e 1 documentário imperdível...

http://www.joaquimvieiranatividade.com/
http://www.joaquimvieiranatividade.com/documentario.html
Iº
plantação de 1 sobreiro histórico...Documentário: "3 pessoas e 1 sobreiro"...
1959...há 50 anos...JVNatividade interveio sobre a Agricultura...profissionalizar-se para prosperar...apoio técnico do empresário agrícola...
IIº
Antº Guerra...actividade empresarial...agrónomo e silvicultor...reconhecido internacionalmente...
honoris causa em universidades francesas... escrevia muito bem...
Cartas ao amigo Engº Sardinha de Oliveira...(fez as cartas de solos...Prof na Escola dos regentes Agrícolas em Évora, na mitra, actual sede da Univ Évora)
Comendador João Lopes Fernandes...acreditou na técnica...combatendo a ideia de que a terra alentejana não tinha futuro...Fez barragens, choupos, sobreiros, oliveiras...A longo prazo...
IIIº
Montado sobro... Engº Valente Rosa...Foi Comendador João Fernandes quem chamou Engº Sardinha Oliveira... Investigação nas sementes de trigo...trigo "pirana", do feitor do Engº Sardinha...Prof Sardinha foi um grande pedagogo...carácter prático das coisas... curvas de nível...
IVº
1953 JVNatividade chegou lá com as novas técnicas dos sobreiros, através do Engº Sardinha... Com o proprietário de Mora, Montargil, João Lopes Fernandes: cá estão as 3 pessoas.
Povoamento desalinhados com colocação de novos sobreiros (com maior prancha de cortiça à altura de 1 homem) e com podas, fê-los homogéneos...
Vº
Salazar escreveu cartão, em 1959, saudando a obra "Subericultura" de JVNatividade
http://www.joaquimvieiranatividade.com/documentario.html
Iº
plantação de 1 sobreiro histórico...Documentário: "3 pessoas e 1 sobreiro"...
1959...há 50 anos...JVNatividade interveio sobre a Agricultura...profissionalizar-se para prosperar...apoio técnico do empresário agrícola...
IIº
Antº Guerra...actividade empresarial...agrónomo e silvicultor...reconhecido internacionalmente...
honoris causa em universidades francesas... escrevia muito bem...
Cartas ao amigo Engº Sardinha de Oliveira...(fez as cartas de solos...Prof na Escola dos regentes Agrícolas em Évora, na mitra, actual sede da Univ Évora)
Comendador João Lopes Fernandes...acreditou na técnica...combatendo a ideia de que a terra alentejana não tinha futuro...Fez barragens, choupos, sobreiros, oliveiras...A longo prazo...
IIIº
Montado sobro... Engº Valente Rosa...Foi Comendador João Fernandes quem chamou Engº Sardinha Oliveira... Investigação nas sementes de trigo...trigo "pirana", do feitor do Engº Sardinha...Prof Sardinha foi um grande pedagogo...carácter prático das coisas... curvas de nível...
IVº
1953 JVNatividade chegou lá com as novas técnicas dos sobreiros, através do Engº Sardinha... Com o proprietário de Mora, Montargil, João Lopes Fernandes: cá estão as 3 pessoas.
Povoamento desalinhados com colocação de novos sobreiros (com maior prancha de cortiça à altura de 1 homem) e com podas, fê-los homogéneos...
Vº
Salazar escreveu cartão, em 1959, saudando a obra "Subericultura" de JVNatividade
.........
o Governo aprovou o Plano de Fomento Suberícola que consistiu essencialmente em coordenar o trabalho das brigadas de fiscalização da JNC, dos Serviços de Protecção do Arvoredo, dos Serviços Florestais e da Estação Experimental do Sobreiro -, destinado a apoiar tecnicamente os proprietários de montados de sobro.
O Plano de Fomento também considerava importantes a formação e a divulgação.«Em estreita colaboração, a DGSF e a JNC intensificaram largamente a preparação de pessoal especializado nas práticas culturais do sobreiro. Assim, no que diz respeito à poda, foram organizados os diversos cursos , durante os quais se forneceram ensinamentos sobre técnica de descortiçamento, desbastes, sementeiras, etc. […] Para chamar a atenção dos subericultores para a novidade de algumas práticas abusivas e os elucidar sobre as melhores técnicas, fez-se uma larga distribuição de cartazes postais ilustrados, estes pessoalmente dirigidos a todos os produtores de cortiça». (NATIVIDADE, 1960)
É interessante verificar que dos objectivos da Lei 2069, de 1954, ganham relevo os relativos à conservação e fixação do solo (artigo 2.º) o que ultrapassa a obtenção exclusiva dos produtos típicos da floresta para se situar num complemento necessário à campanha do trigo nos solos onde a erosão, facilitada pela cultura cerealífera, era mais marcada:
Desanima o agricultor perante os encargos apreciáveis dessa tarefa, e opta então pela forma mais sombria de exploração da terra, entregando-a ao labor penoso e depredatório do seareiro; assusta o lavrador a colocação de capital a longo prazo numa época em que ninguém se atreve a contar com o dia de amanhã; outras vezes, egoistamente, hesita em suportar sacrifícios e renúncias para proveito exclusivo dos que depois de si vierem; não raro, também, a magreza do rendimento do capital florestal e a morosidade da sua cumulação afugenta os mais dinâmicos e empreendedores, porque tal modéstia se lhes afigura incompatível com as necessidades da vida moderna. (NATIVIDADE, 1946B)
A Lei 2069 não teve, contudo, grande amplitude na sua execução. A inexistência de fundos substanciais, a par da regulamentação específica que a própria lei previu no seu último artigo, impediu, durante 10 anos, a pretendida obra de florestação. As regalias concedidas não traziam consigo o estímulo indispensável. O montante desprezável dos resultados obtidos ajustava-se inteiramente à orgânica estabelecida.A base era uma máquina administrativa e burocrática complicada, morosa e pouco expedita, fatalmente lenta e cara (GOMES, 1969).
O Plano de Fomento também considerava importantes a formação e a divulgação.«Em estreita colaboração, a DGSF e a JNC intensificaram largamente a preparação de pessoal especializado nas práticas culturais do sobreiro. Assim, no que diz respeito à poda, foram organizados os diversos cursos , durante os quais se forneceram ensinamentos sobre técnica de descortiçamento, desbastes, sementeiras, etc. […] Para chamar a atenção dos subericultores para a novidade de algumas práticas abusivas e os elucidar sobre as melhores técnicas, fez-se uma larga distribuição de cartazes postais ilustrados, estes pessoalmente dirigidos a todos os produtores de cortiça». (NATIVIDADE, 1960)
É interessante verificar que dos objectivos da Lei 2069, de 1954, ganham relevo os relativos à conservação e fixação do solo (artigo 2.º) o que ultrapassa a obtenção exclusiva dos produtos típicos da floresta para se situar num complemento necessário à campanha do trigo nos solos onde a erosão, facilitada pela cultura cerealífera, era mais marcada:
Desanima o agricultor perante os encargos apreciáveis dessa tarefa, e opta então pela forma mais sombria de exploração da terra, entregando-a ao labor penoso e depredatório do seareiro; assusta o lavrador a colocação de capital a longo prazo numa época em que ninguém se atreve a contar com o dia de amanhã; outras vezes, egoistamente, hesita em suportar sacrifícios e renúncias para proveito exclusivo dos que depois de si vierem; não raro, também, a magreza do rendimento do capital florestal e a morosidade da sua cumulação afugenta os mais dinâmicos e empreendedores, porque tal modéstia se lhes afigura incompatível com as necessidades da vida moderna. (NATIVIDADE, 1946B)
A Lei 2069 não teve, contudo, grande amplitude na sua execução. A inexistência de fundos substanciais, a par da regulamentação específica que a própria lei previu no seu último artigo, impediu, durante 10 anos, a pretendida obra de florestação. As regalias concedidas não traziam consigo o estímulo indispensável. O montante desprezável dos resultados obtidos ajustava-se inteiramente à orgânica estabelecida.A base era uma máquina administrativa e burocrática complicada, morosa e pouco expedita, fatalmente lenta e cara (GOMES, 1969).
Arlinda de Oliveira , fundadora e primeira directora da EFN, considerava que «a comissão dispunha de massa humana nacional suficiente e qualificada para a execução do extenso formalizado, mas carente de apoio orçamental que os investimentos impunham, acabando por os seus esperançosos intentos se diluírem por si». (OLIVEIRA, 1988)
..............
ALCOBAÇA
Portugal era então um país pobre, agrário, pouco industrializado e quase sem grandes centros urbanos. A maioria da população vivia nos campos, onde praticava uma agricultura de subsistência no limiar da miséria absoluta. Natividade, no entanto, havia de descrever o sítio com carinho: «Neste oceano de verdura aparece Alcobaça, cercada de pequenos montes, cobertos de pujante vegetação, que a protegem como poderosa muralha natural. A casaria branca parece erguer-se do seio dos rios que a cruzam e, como um bloco gigantesco, o enorme mosteiro domina ainda hoje, como outrora, a povoação que se estende a seus pés». (NATIVIDADE, 1922)
Alcobaça não era exactamente um lugar isolado. Havia uma estação da linha ferroviária a cerca de cinco quilómetros de distância. Em cada Verão, as famílias abastadas de Alcobaça desciam à Nazaré ou a São Martinho do Porto para ir à praia.
Habitam na Praça do Mosteiro de Alcobaça, cuja sombra tutelar as crianças da família conhecem bem desde o berço. O meio alcobacense destes anos, como o nacional, é atravessado por conflitos entre republicanos e monárquicos. O ano de 1908 será o ano do Regicídio. A República afirmava a necessidade de implantar a democracia contra os reis e os padres. O mundo da infância e adolescência de Natividade é, assim, marcado por fortes influências contraditórias.
Alcobaça tinha nesses anos um ambiente histórico e artístico de excepção, ao qual figuras como o poeta Afonso Lopes Vieira procuraram dar projecção nacional e internacional. Manuel relacionara-se com importantes figuras da sua época e, ao serão, um autêntico cenáculo ocorria no seu escritório, onde se debatiam temas artísticos e científicos, que muita influência tiveram na formação dos filhos. Pela iniciativa daquele poeta de Leiria, ficaram-se a dever vários serões de arte, realizados à sombra do mosteiro (NOBRE, 2003). A 17 de Agosto de 1913 realizou-se o primeiro Serão Literário(2) de Alcobaça, que o escritor fez questão de organizar minuciosamente, contando com a preciosa ajuda de Manuel Vieira Natividade. O serão incluiu versos declamados pelo actor Augusto Rosa, dança, música e poesia pelas irmãs Alice e Maria Rey Colaço. Em Agosto de 1914, Lopes Vieira voltou a organizar novo serão, desta vez com a presença do soprano Berta de Bívar, do pianista Vianna da Motta e coros de Mme. Bensaúde.
2 Mas estas romagens pela arte foram interrompidas pelo clima da Primeira Guerra Mundial, e só em Julho de 1929 são de novo retomadas, aquando da reintegração da sala do refeitório do mosteiro.
Portugal era então um país pobre, agrário, pouco industrializado e quase sem grandes centros urbanos. A maioria da população vivia nos campos, onde praticava uma agricultura de subsistência no limiar da miséria absoluta. Natividade, no entanto, havia de descrever o sítio com carinho: «Neste oceano de verdura aparece Alcobaça, cercada de pequenos montes, cobertos de pujante vegetação, que a protegem como poderosa muralha natural. A casaria branca parece erguer-se do seio dos rios que a cruzam e, como um bloco gigantesco, o enorme mosteiro domina ainda hoje, como outrora, a povoação que se estende a seus pés». (NATIVIDADE, 1922)
Alcobaça não era exactamente um lugar isolado. Havia uma estação da linha ferroviária a cerca de cinco quilómetros de distância. Em cada Verão, as famílias abastadas de Alcobaça desciam à Nazaré ou a São Martinho do Porto para ir à praia.
Habitam na Praça do Mosteiro de Alcobaça, cuja sombra tutelar as crianças da família conhecem bem desde o berço. O meio alcobacense destes anos, como o nacional, é atravessado por conflitos entre republicanos e monárquicos. O ano de 1908 será o ano do Regicídio. A República afirmava a necessidade de implantar a democracia contra os reis e os padres. O mundo da infância e adolescência de Natividade é, assim, marcado por fortes influências contraditórias.
Alcobaça tinha nesses anos um ambiente histórico e artístico de excepção, ao qual figuras como o poeta Afonso Lopes Vieira procuraram dar projecção nacional e internacional. Manuel relacionara-se com importantes figuras da sua época e, ao serão, um autêntico cenáculo ocorria no seu escritório, onde se debatiam temas artísticos e científicos, que muita influência tiveram na formação dos filhos. Pela iniciativa daquele poeta de Leiria, ficaram-se a dever vários serões de arte, realizados à sombra do mosteiro (NOBRE, 2003). A 17 de Agosto de 1913 realizou-se o primeiro Serão Literário(2) de Alcobaça, que o escritor fez questão de organizar minuciosamente, contando com a preciosa ajuda de Manuel Vieira Natividade. O serão incluiu versos declamados pelo actor Augusto Rosa, dança, música e poesia pelas irmãs Alice e Maria Rey Colaço. Em Agosto de 1914, Lopes Vieira voltou a organizar novo serão, desta vez com a presença do soprano Berta de Bívar, do pianista Vianna da Motta e coros de Mme. Bensaúde.
2 Mas estas romagens pela arte foram interrompidas pelo clima da Primeira Guerra Mundial, e só em Julho de 1929 são de novo retomadas, aquando da reintegração da sala do refeitório do mosteiro.
A partir de 1935, as romagens readquirem uma funcionalidade específica em ligação com obras do mosteiro. Nesse ano Lopes Vieira conseguia levar à cena, no claustro do Mosteiro, o Auto da Mofina Mendes, pela empresa Rey Colaço-Robles Monteiro, num espectáculo a que assistiram entre 5000 e 6000 pessoas. À sombra do mosteiro, Lopes Vieira viveu mais de 30 anos obcecado com a defesa de um património cultural e empenhado em fazer chegar ao maior número possível de pessoas a dimensão estética. (NOBRE, 2003)
.....
Foi quando nasci que começou o reconhecimento internacional de JVNatividade
...
Em Lisboa, em Maio de 1951, realizou-se a I Reunião do Grupo Permanente de Trabalho para as Questões Suberícolas. Foi nessa reunião que André Métro propôs a tradução francesa86 do tratado sobre Subericultura.
Realizaram-se reuniões posteriores na Grécia (1954) e em Espanha (1955), tendo sido apresentado nesta reunião o trabalho Panorama da Subericultura Mediterrânea onde a posição de Portugal para o desenvolvimento da subericultura foi posta em destaque. (NATIVIDADE, 1955B)
Em 1958, Natividade foi eleito vice-presidente da Silva Mediterrânea pela FAO. Foi, pois, nos anos 50 que chegou o reconhecimento internacional à obra de Natividade. Em 1971, Jean de Vaissière, que tinha sido Inspector-geral da Agricultura em Paris, declarava que «era pelo mérito de alguns silvicultores: Hickel, Guinier, Pavari, Ugrenovic, Gonzales-Vasquez e Natividade, que se compreendera, 50 anos antes dos ecologistas, a originalidade da floresta mediterrânea». (VAISSIERE, 1971)
A 27 de Abril de 1967, comemorava-se o cinquentenário da Escola Nacional Superior Agronómica de Toulouse. Para esta ocasião, quis a Universidade conceder o grau de doutor honoris causa a três grandes figuras da ciência europeia: os professores Lesnodorski, da Universidade de Varsóvia; Pilet, da Universidade de Lausana; e Joaquim Vieira Natividade. O Prof. Rivals, um dos maiores especialistas da fruticultura francesa, ocupou-se da obra científica de Natividade:
A carreira científica de Natividade ganha particular expressão quando se analisa a sua vasta obra de pesquisa nas fruteiras […]É, pois, uma personalidade possuidora de tão variadas e notáveis facetas humanas que a Universidade de Toulouse vai distinguir com o grau de doutor honoris causa. (ILHARCO, 1969)
Natividade ficou profundamente comovido:
A Universidade de Toulouse, ao conceder-me o título de seu doutor honoris causa, colocou-me numa situação embaraçosa. É que nunca tendo aspirado na vida senão àquilo que se me afigura justo, acabo por receber, em virtude de um erro de medida, muito mais do que aquilo que na realidade mereço! Assim é a vida: ou oito ou oitenta! (NATIVIDADE, 1967)
Realizaram-se reuniões posteriores na Grécia (1954) e em Espanha (1955), tendo sido apresentado nesta reunião o trabalho Panorama da Subericultura Mediterrânea onde a posição de Portugal para o desenvolvimento da subericultura foi posta em destaque. (NATIVIDADE, 1955B)
Em 1958, Natividade foi eleito vice-presidente da Silva Mediterrânea pela FAO. Foi, pois, nos anos 50 que chegou o reconhecimento internacional à obra de Natividade. Em 1971, Jean de Vaissière, que tinha sido Inspector-geral da Agricultura em Paris, declarava que «era pelo mérito de alguns silvicultores: Hickel, Guinier, Pavari, Ugrenovic, Gonzales-Vasquez e Natividade, que se compreendera, 50 anos antes dos ecologistas, a originalidade da floresta mediterrânea». (VAISSIERE, 1971)
A 27 de Abril de 1967, comemorava-se o cinquentenário da Escola Nacional Superior Agronómica de Toulouse. Para esta ocasião, quis a Universidade conceder o grau de doutor honoris causa a três grandes figuras da ciência europeia: os professores Lesnodorski, da Universidade de Varsóvia; Pilet, da Universidade de Lausana; e Joaquim Vieira Natividade. O Prof. Rivals, um dos maiores especialistas da fruticultura francesa, ocupou-se da obra científica de Natividade:
A carreira científica de Natividade ganha particular expressão quando se analisa a sua vasta obra de pesquisa nas fruteiras […]É, pois, uma personalidade possuidora de tão variadas e notáveis facetas humanas que a Universidade de Toulouse vai distinguir com o grau de doutor honoris causa. (ILHARCO, 1969)
Natividade ficou profundamente comovido:
A Universidade de Toulouse, ao conceder-me o título de seu doutor honoris causa, colocou-me numa situação embaraçosa. É que nunca tendo aspirado na vida senão àquilo que se me afigura justo, acabo por receber, em virtude de um erro de medida, muito mais do que aquilo que na realidade mereço! Assim é a vida: ou oito ou oitenta! (NATIVIDADE, 1967)
03/03/2009
Joaquim Vieira Natividade - Homenagear junto à Av.JVNatividade
Na regeneração vai-se intervir na JVNatividade...
Há que valorizar e homenagear.
Que trabalho escultórico? Que informação colocar na rua...
Ignatio Garcia Pereda é o autor da investigação que refiro aqui
saudou esta postagem
via mail
no dia 14 de Agosto de 2009
mas ela tem o erro de ser, apenas, um corte de 1 registo de reunião de câmara
(onde tinha tudo explícito)
e uma colagem apressada
Vou ter de colocar aqui o título da obra:
"Joaquim Vieira Natividade
1899-1968, Ciência e Política do Sobreiro e da Cortiça"
Edição Euronatura
1. .história de Alcobaça e a universidade de Coimbra.
Quintanilha (Açoreano) foi saneado no seguimento do golpe de 28.5.1926.JVN deu-lhe guarida em sua casa, solidarizou-se!
2. . JVN foi sócio da Olaria de Alcobaça a partir de 1927.
3. . JVN nasceu a 22.11.1899 (morreu em Nov1968). Devíamos comemorar o 110º…Sarau. Talentos. Minha proposta. Fazer proposta concreta de Regulamento de Medalhas e louvores…
4 . JVN há 60 anos disse:" E se em vez de compartimentos estanques de que é formado a nossa máquina burocrática que vive na volúpia histérica das complicações, fazendo de Portugal mil pequeninos Portugais que mutuamente se detestam e não raro se hostilizam, mais vezes se conjugassem os esforços de todos para um fim comum, decerto muitos problemas nacionais teriam sido resolvido já, com proveito para a nação".
5 . JVN em 27.4.1967 na Univ. de Toulouse recebeu o doutoramento honoris causa na Esc. Nacional Sup.Agronómica
6 . Serão literário 17.8.1913serões de arte de Alcobaça com presença de Afonso Lopes Vieira organizados os primeiros por Manuel VN
7 . Afonso Lopes Vieira influenciou JVN mas também o Pintor alcobacense Adriano de Sousa Lopes ???.
8.JVN utilizou. Almeida Garrett:"Os povos têm o entendimento difícil e a memória curta: hão-de ir-se educando à sua custa."
9..JVN "recordo-me do dia em que vi pela 1ª vez, e manipulados pelas minhas mãos inexperientes, ali, no campo do microscópio, os cromossomas da faveira (era este material que eu apurava a minha técnica) até o coração me queria saltar do peito!!!Raros terão na vida, em tão pouco tempo, trabalhado tanto!Brúler les étapes…"
10.Vou pressionar Sapinho sobre o Espólio JVNatividade
está na Biblioteca Municipal há 1 ano pelo que soube dos jornais de então. Quem está a tratar essa documentação para que ela possa ser progressivamente divulgada e consultada?
11. Li o livro na Biblioteca Municipal...Acho que tenho 1 exemplar...Vou procurar melhor o livro em casa...
Há que valorizar e homenagear.
Que trabalho escultórico? Que informação colocar na rua...
Ignatio Garcia Pereda é o autor da investigação que refiro aqui
saudou esta postagem
via mail
no dia 14 de Agosto de 2009
mas ela tem o erro de ser, apenas, um corte de 1 registo de reunião de câmara
(onde tinha tudo explícito)
e uma colagem apressada
Vou ter de colocar aqui o título da obra:
"Joaquim Vieira Natividade
1899-1968, Ciência e Política do Sobreiro e da Cortiça"
Edição Euronatura
1. .história de Alcobaça e a universidade de Coimbra.
Quintanilha (Açoreano) foi saneado no seguimento do golpe de 28.5.1926.JVN deu-lhe guarida em sua casa, solidarizou-se!
2. . JVN foi sócio da Olaria de Alcobaça a partir de 1927.
3. . JVN nasceu a 22.11.1899 (morreu em Nov1968). Devíamos comemorar o 110º…Sarau. Talentos. Minha proposta. Fazer proposta concreta de Regulamento de Medalhas e louvores…
4 . JVN há 60 anos disse:" E se em vez de compartimentos estanques de que é formado a nossa máquina burocrática que vive na volúpia histérica das complicações, fazendo de Portugal mil pequeninos Portugais que mutuamente se detestam e não raro se hostilizam, mais vezes se conjugassem os esforços de todos para um fim comum, decerto muitos problemas nacionais teriam sido resolvido já, com proveito para a nação".
5 . JVN em 27.4.1967 na Univ. de Toulouse recebeu o doutoramento honoris causa na Esc. Nacional Sup.Agronómica
6 . Serão literário 17.8.1913serões de arte de Alcobaça com presença de Afonso Lopes Vieira organizados os primeiros por Manuel VN
7 . Afonso Lopes Vieira influenciou JVN mas também o Pintor alcobacense Adriano de Sousa Lopes ???.
8.JVN utilizou. Almeida Garrett:"Os povos têm o entendimento difícil e a memória curta: hão-de ir-se educando à sua custa."
9..JVN "recordo-me do dia em que vi pela 1ª vez, e manipulados pelas minhas mãos inexperientes, ali, no campo do microscópio, os cromossomas da faveira (era este material que eu apurava a minha técnica) até o coração me queria saltar do peito!!!Raros terão na vida, em tão pouco tempo, trabalhado tanto!Brúler les étapes…"
10.Vou pressionar Sapinho sobre o Espólio JVNatividade
está na Biblioteca Municipal há 1 ano pelo que soube dos jornais de então. Quem está a tratar essa documentação para que ela possa ser progressivamente divulgada e consultada?
11. Li o livro na Biblioteca Municipal...Acho que tenho 1 exemplar...Vou procurar melhor o livro em casa...
26/03/2009
António Natividade, irmão do Joaquim...Saúde e Fraternidade!!!
Na semana aberta da minha escola, que começou a 25.3.2009, fui encontrar cartas escritas há 79 e 78 anos. Do fundo da sala, onde se falava de JVNatividade, vi que essas cartas terminavam com "Saúde e Fraternidade"...
Que bela forma de terminar 1 missiva...A princípio pensei que eram do Joaquim Vieira Natividade, depois verifiquei que era António...
e comecei a ouvir, exactamente, naquele momento, o Tó Guerra
(que disse um pouco antes que eu e ele somos de pólos opostos mas que nestas coisas comungamos...)
a falar no irmão do JVNatividade, no António, que deve ter morrido novo, 40anos, mas que teve 1 papel muito importante na intervenção de restauro do Mosteiro em 1930...
António Vieira Natividade!!!
Encontrei-me com +1 alcobacense notável de quem tenho de reunir mais dados da sua história...
Noutras cartas ele escrevia, a terminar:
"com os protestos da minha melhor consideração"...
Que bela forma de terminar 1 missiva...A princípio pensei que eram do Joaquim Vieira Natividade, depois verifiquei que era António...
e comecei a ouvir, exactamente, naquele momento, o Tó Guerra
(que disse um pouco antes que eu e ele somos de pólos opostos mas que nestas coisas comungamos...)
a falar no irmão do JVNatividade, no António, que deve ter morrido novo, 40anos, mas que teve 1 papel muito importante na intervenção de restauro do Mosteiro em 1930...
António Vieira Natividade!!!
Encontrei-me com +1 alcobacense notável de quem tenho de reunir mais dados da sua história...
Noutras cartas ele escrevia, a terminar:
"com os protestos da minha melhor consideração"...
06/03/2009
espólio JVNatividade está há 1 ano sem ser tratado
Espólio JVNatividade está na Biblioteca Municipal há 1 ano pelo que soube dos jornais de então. Quem está a tratar dessa documentação para que ela possa ser progressivamente divulgada e consultada?
Vereadora diz que ninguém mas que eu posso ir falar com a DRª Madalena Tavares para consultar.
Vereadora diz que ninguém mas que eu posso ir falar com a DRª Madalena Tavares para consultar.
22/11/2012
6.101.(22nov2012.7.7') Joaquim Vieira Natividade...
há 8 anos e meio intervim em reunião de câmara
d118. (5.4.2004) Esqueleto de gigante aniquilado ou espaço pleno de vida
15 anos de Património Mundial. Acções concretas para transformar o “esqueleto de gigante aniquilado” num centro de cidade pleno de vida!
Nos últimos mergulhos rápidos que fiz na nossa Biblioteca Municipal
procurei as obras de Joaquim Vieira Natividade.
Daí que aproveite as palavras do grande Alcobacense para provar que, há 50 anos, já se dizia quase tudo que nos preocupa no presente. Vejamos o que o insigne Alcobacense Joaquim Vieira Natividade escrevia sobre o Mosteiro de Santa Maria Alcobaça, sobre Afonso Lopes Vieira e sobre os lendários Pedro e Inês de Castro:
“Esse monumento, pedras sagradas que o sol de séculos amorosamente doirou, e cujo valor nacional e universal Afonso Lopes Vieira tantas vezes enalteceu, se bem que hoje sem vida e despojado das suas riquezas – esqueleto de um gigante aniquilado, como o plesiossauro, pela própria grandeza e inadaptação ao tempo...
“A morte escura” de Inês, e “os saudosos campos e montes e as ervas falam de idílios dos dois amantes,- e que se exalta em Alcobaça perante as arcas tumulares onde, mercê do génio do escultor, o drama da paixão havia de perdurar, através de séculos, angustioso e palpitante(...)
(...)A lenda, deliciosamente romântica, se encanta o poeta, entristece e magoa o coração de português; e de tal conflito íntimo decerto nasceu essa maravilhosa crónica que é a Paixão de Pedro o Cru.
Jamais esquecerei o prazer espiritual usufruído uma tarde em S. Pedro Moel, quando Lopes Vieira, que para este fim nos reunira, leu, a meu Irmão e a mim, o manuscrito da paixão há pouco terminado.”
Não precisamos de procurar novas palavras para descrever o presente.
Precisamos sim, e muito, de projectos galvanizantes e de acção, para acabar com o “esqueleto gigante aniquilado”!
Propostas concretas para debate público e para agirmos neste ano 15, de Património Mundial da UNESCO. Temos que invadir, urgentemente, ABRAÇAR o nosso Mosteiro, de Povo e de Vida. Há vários projectos expressos publicamente por várias instituições e personalidades Alcobacenses. Atrevo-me a sugerir algumas:
1. Sede do Município (para discutir bem perante o PP da Cova d’ Onça).
2. Museu dos Coutos. e de associações e cooperativas do património, do ensino e da cultura.
3. Pólo do ensino Superior.
4. Centro da Rota de Cister de Portugal.
5. Centro de Estudos Medievais com um grande objectivo de retorno do espólio que está disperso por toda a parte.
6. Hospedaria.
7.Restauração.
Para quando de faz a discussão pública e de define uma estratégia para os 15 anos de Património Mundial?
Para quando se avança com um projecto empolgante à volta de Pedro e Inês?
Rogério Raimundo
Vereador da C.M. Alcobaça
DECLARAÇÃO n.º 118
Entregue na reunião de câmara no dia 5de Abril de 2004
***
há 3 anos intervim em câmara...+1 anúncio de Paulo Inácio não cumprido!!!
22/11/2009
22 Nov...Há 110 anos nasceu o insigne Joaquim Vieira Natividade

Intervim na reunião de câmara de 23.11.2009 sobre este assunto desta postagem...
Desde 1998 que ando a batalhar pela importância de termos uma emulação dos melhores alcobacenses, das melhores instituições e das melhores empresas em cada ano...
Seria hoje dia 22 que, na minha proposta, haveria a Gala de atribuição desses Prémios de incentivo...Instituições, Empresas, Personalidades, Artistas, Investigadores, da cultura, do desporto, do social, dos Trabalhadores do município...quem se evidenciar...
O Regulamento de atribuição de Medalhas de Mérito Municipal foi adiado quer pela Câmara quer pela AMunicipal...
Presidente Paulo Inácio, na reunião de hoje assumiu que iria trabalhar para recuperar o atraso nesta frente e até evidenciou os The Gift, como exemplo dos muitos que mereciam um agardecimento do município.
Joaquim Vieira Natividade nasceu neste dia em 1899...
Ignacio García Pereda é 1 investigador espanhol que se tem revelado um entusiasta de JVNatividade.
Além do livro cuja capa coloco nesta postagem,
está a preparar uma Conferência sobre a Mata do Vimeiro
(é bom lembrar o que já propus...80 anos da licenciatura com tese sobre a Mata do Vimeiro!!!)
Onde estão os nossos investigadores??????????
********
hj 22.11.2013 postei no facebook ..
e o JERO tb postou:

APRESENTAÇÃO
Propomo-nos, com este site, estudar o percurso de vida e profissional do engenheiro silvicultor Joaquim Vieira Natividade (1899-1968), uma figura cimeira entre os silvicultores europeus do século XX. Entre 1930 e 1950, Natividade foi o director da Estação Experimental do Sobreiro, em Alcobaça, e o seu trabalho assumiu uma importância absolutamente decisiva no processo de construção e consolidação de uma investigação florestal portuguesa.
*
Mas que lugar tem hoje Vieira Natividade?
A figura de Joaquim Vieira Natividade continua a ser actualmente, 58 anos depois da publicação da sua obra mais conhecida, Subericultura, foco de atenção para silvicultores e para actores do mundo da cortiça. Sirva como exemplo a publicação, no ano de 1992, da primeira tradução espanhola desta obra, preparada por dois dos mais importantes especialistas do montado em Espanha, Gregorio Montero e Pablo Campos.
*
É interessante questionar se a obra de Natividade surge inesperadamente num deserto científico, pois a investigação florestal na Península Ibérica quase não tinha ainda investigadores que, recolhendo as novas concepções que iam aparecendo nos centros estrangeiros de pesquisa, trabalhassem para as desenvolver nos seus países, ora nas cátedras universitárias, ora nas estações de experimentação por eles dirigidas.
Seja qual for a resposta, não se pode negar que a aparição da obra e da figura de Natividade, supõe um salto qualitativo decisivo, referente a temas como o melhoramento genético de espécies lenhosas autóctones.
*
O reconhecimento internacional da obra de Natividade chegou tarde e não permitiu que o incansável investigador se tornasse um centro de atracção definitivo para jovens desejosos de empreenderem o difícil caminho da investigação científica florestal. Apublicação e a tradução do seu tratado não supôs a transformação definitiva de Natividade num mestre de uma escola científica, capaz de permitir que a Estação de Alcobaça continuasse a ser, depois de 1950, o centro de referência dos cientistas florestais.
*
No ano 2008, comemoram-se os 40 anos sobre a morte de Natividade. Esta data constitui uma importante razão para a realização de um estudo como este. Mas esses 40 anos também pressupõem a impossibilidade de recolher o testemunho de um número significativo de pessoas próximas do seu convívio, confrontando-nos com lacunas documentais enormes no tocante aos aspectos mais privados da sua vida. Por isso, apesar do apoio informativo proporcionado por algumas entrevistas, o fundamental da investigação recaiu sobre a documentação arquivística e jornais e revistas científicas da altura. Consideramos necessário sublinhar, na análise da figura de Natividade, a gestação, o desenvolvimento e a finalidade do seu trabalho entre os anos de 1930 e 1950, no campo da subericultura, porque o que apareceu depois, ou paralelamente, no campo da fruticultura, como diz Kipling, «é outra história».
*
Deve-se aos resultados da sua investigação científica o prestígio que alcançou, aquém e além-fronteiras. O empenho entusiástico e absorvente que pôs nos seus trabalhos de investigação tornou todo o restante – como a família e a arte – periférico e secundário, ainda que objecto de não menos devoção.
A presente abordagem da figura de Natividade pretende, pois, evidenciar o papel activo da pessoa e a responsabilidade individual das opções que esta vai tomando no decurso dos anos, como sendo componentes relevantes no constante moldar da ciência. Mostrar, enfim, a relevância deste caso para o conhecimento progressivo de uma parte bastante desconhecida do Portugal do século XX.
In " Joaquim Vieira Natividade - Ciência e política do sobreiro e da cortiça - 2008).
***
via Gil Moreira
facebook.2jul.2014
... é preciso entrar num período de moralidade, de sossego moral e material, porque só da paz nasce o trabalho proveitoso e bom.
A resolução do problema exige um grande trabalho educativo inicial porque é indispensável estimular na grei a necessidade de produzir mais e melhor. Longa e árdua tarefa, quase impossível de realizar no actual momento em que dura ainda, e demasiado se prolonga, a febre dos grandes lucros, dos grandes negócios, péssimo ambiente para se desenvolverem os gérmenes do trabalho são e das aspirações honestas.
E é assim que quase tudo quanto de bom se tem feito, quase tudo quanto agrónomos e economistas ilustres têm tentado para o bem da nossa agricultura, se vai perder na indiferença geral, como vozes que clamam na imensidade do deserto.
O ressurgimento económico de Portugal - e quantas e quantas vezes já se tem dito! - depende apenas de três elementos: EDUCAÇÃO, TRABALHO, ECONOMIA.
Mas no nosso desgraçado país, que um optimismo criminoso e uma política ruinosa e mesquinha conduziram aos despenhadeiros do abismo, nada mais se tem feito do que proteger, carinhosamente,
A IGNORÂNCIA, A PREGUIÇA, O DESLEIXO!
A resolução do problema exige um grande trabalho educativo inicial porque é indispensável estimular na grei a necessidade de produzir mais e melhor. Longa e árdua tarefa, quase impossível de realizar no actual momento em que dura ainda, e demasiado se prolonga, a febre dos grandes lucros, dos grandes negócios, péssimo ambiente para se desenvolverem os gérmenes do trabalho são e das aspirações honestas.
E é assim que quase tudo quanto de bom se tem feito, quase tudo quanto agrónomos e economistas ilustres têm tentado para o bem da nossa agricultura, se vai perder na indiferença geral, como vozes que clamam na imensidade do deserto.
O ressurgimento económico de Portugal - e quantas e quantas vezes já se tem dito! - depende apenas de três elementos: EDUCAÇÃO, TRABALHO, ECONOMIA.
Mas no nosso desgraçado país, que um optimismo criminoso e uma política ruinosa e mesquinha conduziram aos despenhadeiros do abismo, nada mais se tem feito do que proteger, carinhosamente,
A IGNORÂNCIA, A PREGUIÇA, O DESLEIXO!
[Parágrafos finais, em jeito de conclusão, dum extenso artigo, intitulado "Algumas Considerações Agronómicas sobre a Região de Alcobaça", que O JORNAL DE ALCOBAÇA publicou em 15 de Agosto de 1923, da autoria do eminente cidadão alcobacense Engº JOAQUIM VIEIRA NATIVIDADE (Da Sociedade de Sciencias Agronómicas)]
20/11/2012
6.096.(20nov2012.7.7') R36.2012.Reunião de câmara ordinária será 26nov, mas às 10h.
(...)
2.
6.101.
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2012/11/610122nov201277-113-anos-de-jvnatividade.html
22nov foi dia de aniversário do nascimento do insigne alcobacense Joaquim Vieira Natividade. Há anos que defendo que houvesse sarau que emulasse, em cada ano, instituições, personalidades, talentos...
Também passou mais um ano sem se concretizar o Regulamento de Condecorações e Medalhas do concelho.
Presidente diz que viu preços e custos elevados. Há outras prioridades.
(...)
***
15/03/2011
4.336.(15 Março22h22') Intervim na reunião de câmara pública de 14.3.2011 sobre Joaquim Vieira Natividade, Estação do Sobreiro e sobre o Sobreiro e Mata do Vimeiro e o Ano europeu das florestas.
Ver 4312
Há quem esteja a promover uma Petição para colocar o Sobreiro como árvore nacional de Portugal.
Não podemos esquecer a "nossa" Estação do Sobreiro. Mais uma que o Ministério da Agricultura fechou em Alcobaça.
Não podemos permitir que se esqueçam do nosso insigne alcobacense Joaquim Vieira Natividade.
Presidente da câmara diz que em breve apresentará o projecto que está a ser preparado para revitalizar a Mata do Vimeiro e beira Baça será também alvo de intervenção.
Há quem esteja a promover uma Petição para colocar o Sobreiro como árvore nacional de Portugal.
Não podemos esquecer a "nossa" Estação do Sobreiro. Mais uma que o Ministério da Agricultura fechou em Alcobaça.
Não podemos permitir que se esqueçam do nosso insigne alcobacense Joaquim Vieira Natividade.
Presidente da câmara diz que em breve apresentará o projecto que está a ser preparado para revitalizar a Mata do Vimeiro e beira Baça será também alvo de intervenção.