www.eugeniorosa.com
*

https://www.facebook.com/pages/Eug%C3%A9nio-Rosa/112712558746773?fref=ts
***
Estudo completo aqui:
http://nblo.gs/YlnLc
***
A despesa pública com a saúde em Portugal é muito inferior à média dos países da OCDE e o fosso aumentou
Eugénio Rosa – Economista - Este e outros estudos disponíveis em www.eugeniorosa.com Pág. 1
O FOSSO ENTRE PORTUGAL E OS PAÍSES DA OCDE NA DESPESA DE SAÚDE POR HABITANTE
AGRAVOU-SE, A COMPARTICIPAÇÃO DO ESTADO NAS DESPESAS DE SAÚDE DIMINUIU EM
PORTUGAL, TENDO AUMENTADO OS CUSTOS DE SAÚDE SUPORTADOS PELA POPULAÇÃO
Apesar de no estudo anterior termos analisado, embora muito sintéticamente, o ataque do
governo ao SNS através de cortes brutais no financiamento, neste estudo vamos voltar de
novo aos problemas da saúde. E isto porque interessa desmontar mais uma mentira utilizada
pelo governo, já que ela é usada para enganar a opinião pública e assim justificar aquele
ataque. E essa mentira é que a despesa pública com a saúde em Portugal é superior à dos
outros paises, sendo excessiva e mesmo incomportável. Nessa manipulação da opinião
pública substitui-se, muitas vezes, a despesa pública com a saúde pela despesa total com
saúde que são duas coisas diferentes, embora possa passar despercebida, pois a despesa
total inclui a despesa pública mais a despesa privada, e esta última é paga diretamente pelo
cidadão do seu bolso quando vai a um médico privado ou a um hospital privado.
Numa altura em que se verifica uma crescente degradação dos serviços públicos de saúde
em Portugal consequencia dos cortes brutais no financiamento do SNS, que o governo e o
ministro da saúde Paulo Macedo têm procurado ocultar, interesse desmontar também esta
mentira utilizada na propaganda oficial. Para isso vamos utilizar os últimos dados da OCDE,
publicados já em 2014, portanto de uma entidade que não faz publicidade negativa contra o
governo, pois até se tem caraterizado por defender as politicas do governo (recorde-se o
recente relatório de Julho de 2014 sobre Portugal em que defende a politica de austeridade,
que chama de consolidação orçamental, e critica outra vez a “rigidez do mercado laboral”)
O gráfico 1, retirado da publicação da OCDE sobre Portugal, de 2014, com a designação
“OECD Health Statistics 2014 How does Portugal compare?”, mostra como a despesa total e
a despesa pública com a saúde em Portugal, medida em percentagem do PIB, se posicionava
em 2012 relativamente à dos outros países da OCDE.
(...)
Apesar da despesa pública média por habitante, em 2012, nos países da OCDE ser superior à
portuguesa em 57,7%, os indicadores de saúde de Portugal referentes a 2012 (quadro 1)eram em
quase todos eles melhores do que a média dos países da OCDE, tendo-se mesmo verificado,
entre 2000 e 2012, em alguns deles (esperança de vida à nascença, esperança de vida aos 65
anos, e mortalidade por doenças cardiovasculares) ganhos em Portugal superiores à média dos
países da OCDE. É tudo isto que está agora em perigo em Portugal, (ex. apesar do rácio de
enfermeiros por 1000 habitantes ser em Portugal ainda inferior em 34% ao da OCDE o governo
tem multiplicado os despedimentos e não substitui muitos dos que se aposentam tendo o seu nº
diminuído no SNS desde Dez.2012, segundo a DGAEP, em 1.171) devido à fúria destruidora
deste governo e do seu ministro de saúde, um homem que transitou para o governo da
administração do BCP, um grupo económico que tem interesses na área da saúde (detém com a
AGEAS a Médis uma das maiores companhias de seguros de saúde). Opor-se à politica do
governo de destruição do SNS é uma necessidade para todos os portugueses, pois sem o SNS a
maioria dos portugueses deixaria de ter acesso a um serviço essencial e a sua qualidade de vida
agravar-se-ia muito. Eugénio Rosa, Economista, Edr2@netcabo.pt , 11.7.2014