e morreu a 14jul1904
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NO CCCela
fizemos a peça O URSO
https://www.youtube.com/watch?v=j86zVbo2HW0
OS MALEFÍCIOS DO TABACO
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5 frases
https://www.youtube.com/watch?v=07ocnHkP7uM
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Via Citador
Anton Pavlovich Tchwkhov
"Quando as pessoas são felizes, não reparam se é Inverno ou Verão."
"Não tenhas medo de parecer palerma; antes de tudo é preciso ter o espírito livre; só quem não teme escrever palermices tem o espírito livre."
"A universidade desenvolve todas as capacidades, inclusive a estupidez."
"O conhecimento não serve de nada, a não ser que se ponha em prática."
"Quando se sugerem muitos remédios para um só mal, quer dizer que não se pode curar."
"Faço um brinde à ciência: enquanto ela não fizer mal ao povo."
"A brevidade é a irmã do talento."
"Errar é humano: mais humano ainda é atribuir o erro aos outros."
"Nós não somos felizes, e a felicidade não existe; apenas podemos desejá-la.""Onde não estamos é que estamos bem. Já não estamos no passado, e então ele parece-nos belíssimo."
"Do mesmo modo que estarei só no túmulo, vivo essencialmente só."
"Na natureza, uma repugnante lagarta transforma-se numa borboleta encantadora; entre os homens, ocorre o contrário; uma encantadora borboleta transforma-se numa lagarta repugnante."
"Não permitais à língua ultrapassar o pensamento."
"Que sorte possuir uma grande inteligência: nunca te faltam asneiras para dizer."
"Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre."

"As obras de arte dividem-se em duas categorias: as de que gosto e as de que não gosto. Não conheço outro critério."
A Função do EscritorQue o mundo «está infestado com a escória do género humano» é perfeitamente verdade. A natureza humana é imperfeita. Mas pensar que a tarefa da literatura é separar o trigo do joio é rejeitar a própria literatura. A literatura artística é assim chamada porque descreve a vida como realmente é. O seu objectivo é a verdade - incondicional e honestamente. O escritor não é um confeiteiro, um negociante de cosméticos, alguém que entretém; é um homem constrangido pela realização do seu dever e a sua consciência. Para um químico, nada na terra é puro. Um escritor tem de ser tão objectivo como um químico.
Parece-me que o escritor não deveria tentar resolver questões como a existência de Deus, pessimismo, etc. A sua função é descrever aqueles que falam, ou pensam, acerca de Deus e do pessimismo, como e em que circunstâncias. O artista não deveria ser juiz dos seus personagens e das suas conversas, mas apenas um observador imparcial.
Acusam-me de ser objectivo, chamando-lhe indiferença em relação ao bem e ao mal, falta de ideias e ideais, etc. Querem que, ao descrever ladrões de cavalos, diga: «Roubar cavalos é mau». Mas isso é sabido há séculos sem que eu tenha de o dizer. Deixem que um júri os julgue; a minha tarefa é simplesmente mostrar que género de pessoas são. Escrevo: estão a lidar com ladrões de cavalos e, assim, deixem-me dizer-lhes que não são mendigos, mas gente bem alimentada que segue um culto especial e que roubar cavalos não é simplesmente roubo, mas uma paixão. Claro que seria agradável combinar arte com sermões, mas, quanto a mim, é impossível por questões técnicas. Para descrever ladrões de cavalos em setecentas linhas, tenho de falar, pensar e sentir à maneira deles. De outro modo, a história não será tão compacta como os contos deveriam ser. Quando escrevo, conto inteiramente com o leitor para que este acrescente os elementos subjectivos que faltam na história.
in "Cartas"