Nasceu a 14março1879
e morreu a 18abril1955
***Porquê o Socialismo?
Albert Einstein

http://resistir.info/mreview/porque_o_socialismo.html
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3abril2018
O AMOR DESCONHECIDO DE ALBERT EINSTEIN
O criador da teoria da relatividade, Albert Einstein, tinha outra grande paixão para além da física: a música.
“Se não fosse físico, provavelmente seria músico. Penso na música frequentemente. Sonho acordado com música. Vejo a minha vida em termos musicais… Da música vem a minha maior alegria na vida”, escreveu como reflexo da sua obsessão.
O seu instrumento preferido era o violino. Aos seis anos de idade, deu os primeiros passos dentro das linhas do pentagrama, embora tenha decidido deixar a educação musical acrescentando que "os professores o aborreciam".
Quando descobriu as sonatas para violino de Mozart, começou a arder no seu interior o fogo musical, avivado pelas melodias mais sóbrias da época.
Com Bach, Mozart era o seu compositor preferido e, segundo investigadores, o cientista encontrou nas criações do génio de Salzburgo, a mesma claridade e perfeição arquitectónica na procurava nas suas teorias.
Einstein também coincidiu com a capacidade de Mozart de compor música extraordinária, mesmo em condições de grande dificuldade e pobreza.
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https://www.facebook.com/
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A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências.

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O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada.
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Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso.
O sucesso é consequência.
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18abRIl1955..morreu
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/04/18-de-abril-de-1955-morre-o-fisico-e.html?spref=fb&fbclid=IwAR0PUzfPan75Fvz4gWEPESytq2UAKQLZiPlB8wVeq2nweFoNWL8QgVgcZc0
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Físico alemão de origem judaica, Albert Einstein nasceu a 14 de março de 1879, em Ulm, e morreu a 18 de abril de 1955, em Princeton, nos Estados Unidos da América.
Albert Einstein. In Infopédia [Em linha]. Porto:Porto Editora, 2003-2012.
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/03/14-de-marco-de-1879-nasce-o-cientista.html?spref=fb&fbclid=IwAR0MO2rPMl0dRR2DMRzHd3LmkkH7246x0A70pPmgBvXjBYwvg1Q8fVhxyEc
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14dez2011...postei:
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O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada.
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Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso.
O sucesso é consequência.
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18abRIl1955..morreu
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/04/18-de-abril-de-1955-morre-o-fisico-e.html?spref=fb&fbclid=IwAR0PUzfPan75Fvz4gWEPESytq2UAKQLZiPlB8wVeq2nweFoNWL8QgVgcZc0
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14 de Março de 1879: Nasce o cientista Albert Einstein, fundador da Teoria Geral da Relatividade, Nobel da Física em 1921.
Tendo demonstrado desde cedo grande aptidão para as ciências, escreveu o seu primeiro ensaio científico - On the investigation of the state of the Ether in a Magnetic Field - em 1885, com apenas 16 anos. Em 1900 formou-se na Escola Politécnica de Zurique em Matemática e Física e, dois anos mais tarde, começou a trabalhar numa empresa de patentes em Berna. Foi também professor nas universidades de Zurique e Berlim, e membro da Academia de Ciências da Prússia.
Nos primeiros anos do século XX, Einstein desenvolveu um conjunto de teorias que estabeleceram a equivalência entre massa e energia, instaurando uma nova perspetiva na consideração do espaço, do tempo e da gravidade. Em 1905, publicou nos Anais de Física cinco artigos que revolucionaram a física newtoniana. Através da teoria da relatividade especial neles elaborada, Einstein alargou o princípio da relatividade clássica de Isaac Newton aos fenómenos eletromagnéticos. Nesta perspetiva, o espaço e o tempo não são considerados independentes entre si, mas relativos, formando uma conexão espaço-tempo. Também a massa é uma grandeza relativa, variando com o movimento e sendo equivalente à energia.
Neste sentido, foi levado a considerar que a massa de um corpo em movimento não se mantém constante em qualquer condição, como era defendido pela mecânica newtoniana, mas depende do próprio valor da velocidade a que esse corpo se desloca. No entanto, para corpos em movimento a velocidades pequenas (caso dos objetos que nos são familiares), os valores da massa em repouso e movimento são praticamente iguais. Contudo, é necessário ter em conta o aumento de massa para partículas de pequena massa em repouso, caso das partículas subatómicas, quando se movem a grandes velocidades.
Tal equivalência entre massa e energia foi confirmada experimentalmente através da observação das grandes quantidades de energia libertadas nas reações de fissão e fusão nucleares. Em 1915, através da teoria da relatividade geral, Einstein estende o princípio da relatividade a todos os movimentos da Física.
Em 1917 escreveu um ensaio onde lança o principio da emissão de luz estimulada (o laser).
Na sua primeira visita aos Estados Unidos da América, em 1921, é recebido como um herói e nesse mesmo ano torna-se membro da League of Nations Committee on intellectual Cooperation. Em 1932 temendo a ascensão de Hitler foge com a mulher para os Estados Unidos da América. Começa por trabalhar no Instituto de Tecnologia da California e, mais tarde, muda-se para Princeton, New Jersey, onde integra o Instituto de Estudos Avançados.
Alguns anos depois, assina (juntamente com outras personalidades, uma carta dirigida ao presidente Frankelin Roosvelt recomendando a investigação em armas nucleares. Em 1940 naturaliza-se norte-americano mantendo, contudo, a cidadania suíça. Doze anos depois, em 1952, declina a proposta de se tornar o segundo presidente de Israel. Em 1955, no mesmo ano em que morreu, escreve a sua última carta assinada a um amigo de longa data, Bertrand Russell, aceitando incluir o seu nome num manifesto internacional de renuncia às armas nucleares.
Recebeu o Prémio Nobel da Física em 1921.
Albert Einstein. In Infopédia [Em linha]. Porto:Porto Editora, 2003-2012.
wikipedia (imagens)
Albert Einstein aceita a cidadania norte americana em
1940
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11 de Outubro de 1939: É revelada a carta de Einstein a Roosevelt sobre a bomba atómica
No
dia 11 de Outubro de 1939 vem a público uma carta, datada de 2 de
Agosto, em que o físico Albert Einstein escreve ao presidente dos
Estados Unidos, Franklin Roosevelt exortando-o a equacionar a hipótese
de produzir a bomba atómica e alertando que a Alemanha nazi já estaria a
realizar estudos. A carta é vista como um dos impulsos do Projecto
Manhattan, o bem-sucedido plano nuclear, de onde viriam a sair as bombas
que devastaram Hiroxima e Nagasáqui em 1945.
Ainda na Alemanha, Einstein era uma celebridade mundial com sua teoria geral da relatividade publicada em 1905. Libertário, meio anarquista, próximo a grupos socialistas, também era definitivamente pacifista e duro crítico das guerras. Ao perceber o rumo que a Alemanha tomava, ele decidiu imigrar para os EUA, onde o Departamento de Estado já tinha recebido, em 1932, uma carta de um grupo de “mulheres patriotas”, recomendando não ser autorizada a entrada dele no país. “Nem o próprio Estaline”, dizia a carta, era filiado em tantas “organizações anarco-comunistas”.
Preocupado com o avanço das pesquisas sobre fissão nuclear outro conhecido físico, Leo Szilard, muito ligado a Einstein, alertou os britânicos para o risco de cientistas alemães fazerem a bomba. Sem ser ouvido, em 1938 aceitou o convite para trabalhar na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, com Enrico Fermi. Como ele, Fermi e outros cientistas achavam que era preciso levar aquela preocupação a Roosevelt. Szilard conseguiu convencer Einstein a assinar a carta.
Na resposta a Einstein, datada de 19 de Outubro, Roosevelt disse considerar tão importantes aqueles dados que reuniria uma equipa integrada pelo director do Bureau of Standards e representantes do Exército e Marinha para uma discussão ampla.
Mas há outra parte da história: em 1940 o Exército incluiu Einstein na lista de cientistas que trabalhariam no projecto e o nome dele acabaria praticamente vetado pelo FBI. O diretor, J. Edgar Hoover, relacionou as actividades de esquerda dele e anexou uma síntese biográfica facciosa, sem data nem assinatura, talvez redigida por agentes de direita do FBI que agiam na Alemanha. Entre outras coisas, dizia que em Berlim o apartamento de Einstein no início da década de 1930 era “um covil comunista” e a sua casa de campo um “esconderijo de enviados de Moscovo”.
Pouco depois, numa carta de Julho de 1940, o Exército negou a autorização para ele trabalhar no projecto. Quando o cientista soube que o trabalho começara, ficou desapontado por ter sido excluído; mas aceitaria com entusiasmo, em 1943, o convite da Marinha para ser consultor sobre “grandes explosivos”.
Capítulo fascinante dessa história foi o envolvimento posterior de Einstein – com cientistas que trabalhavam ou tinham trabalhado no projecto da bomba-A, até o próprio Leo Szilard – no esforço contra o uso da bomba. Einstein chegou a escrever outra carta, pouco antes da morte de Roosevelt, aparentemente não lida por ele. Naquela altura o ficheiro do cientista no FBI já era bastante conhecido. A sua situação ficaria ainda pior depois da prisão em 1950 do físico Klaus Fuchs, acusado de passar segredos atómicos aos soviéticos.
Nesse ano o FBI ampliou a vigilância sobre Einstein depois da participação dele no primeiro programa de TV da ex-primeira dama Eleanor Roosevelt, para discutir os perigos da corrida armamentista. Hoover ordenou ampla investigação, até com a inclusão de boatos – como a história de que em Berlim, no seu escritório nos anos 1930, passava mensagens em código para espiões da U. R.S.S.
Ainda na Alemanha, Einstein era uma celebridade mundial com sua teoria geral da relatividade publicada em 1905. Libertário, meio anarquista, próximo a grupos socialistas, também era definitivamente pacifista e duro crítico das guerras. Ao perceber o rumo que a Alemanha tomava, ele decidiu imigrar para os EUA, onde o Departamento de Estado já tinha recebido, em 1932, uma carta de um grupo de “mulheres patriotas”, recomendando não ser autorizada a entrada dele no país. “Nem o próprio Estaline”, dizia a carta, era filiado em tantas “organizações anarco-comunistas”.
Preocupado com o avanço das pesquisas sobre fissão nuclear outro conhecido físico, Leo Szilard, muito ligado a Einstein, alertou os britânicos para o risco de cientistas alemães fazerem a bomba. Sem ser ouvido, em 1938 aceitou o convite para trabalhar na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, com Enrico Fermi. Como ele, Fermi e outros cientistas achavam que era preciso levar aquela preocupação a Roosevelt. Szilard conseguiu convencer Einstein a assinar a carta.
Na resposta a Einstein, datada de 19 de Outubro, Roosevelt disse considerar tão importantes aqueles dados que reuniria uma equipa integrada pelo director do Bureau of Standards e representantes do Exército e Marinha para uma discussão ampla.
Mas há outra parte da história: em 1940 o Exército incluiu Einstein na lista de cientistas que trabalhariam no projecto e o nome dele acabaria praticamente vetado pelo FBI. O diretor, J. Edgar Hoover, relacionou as actividades de esquerda dele e anexou uma síntese biográfica facciosa, sem data nem assinatura, talvez redigida por agentes de direita do FBI que agiam na Alemanha. Entre outras coisas, dizia que em Berlim o apartamento de Einstein no início da década de 1930 era “um covil comunista” e a sua casa de campo um “esconderijo de enviados de Moscovo”.
Pouco depois, numa carta de Julho de 1940, o Exército negou a autorização para ele trabalhar no projecto. Quando o cientista soube que o trabalho começara, ficou desapontado por ter sido excluído; mas aceitaria com entusiasmo, em 1943, o convite da Marinha para ser consultor sobre “grandes explosivos”.
Capítulo fascinante dessa história foi o envolvimento posterior de Einstein – com cientistas que trabalhavam ou tinham trabalhado no projecto da bomba-A, até o próprio Leo Szilard – no esforço contra o uso da bomba. Einstein chegou a escrever outra carta, pouco antes da morte de Roosevelt, aparentemente não lida por ele. Naquela altura o ficheiro do cientista no FBI já era bastante conhecido. A sua situação ficaria ainda pior depois da prisão em 1950 do físico Klaus Fuchs, acusado de passar segredos atómicos aos soviéticos.
Nesse ano o FBI ampliou a vigilância sobre Einstein depois da participação dele no primeiro programa de TV da ex-primeira dama Eleanor Roosevelt, para discutir os perigos da corrida armamentista. Hoover ordenou ampla investigação, até com a inclusão de boatos – como a história de que em Berlim, no seu escritório nos anos 1930, passava mensagens em código para espiões da U. R.S.S.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Reprodução da primeira carta escrita por Einstein a Roosevelt
Resposta de Roosevelt
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/11-de-outubro-de-1939-e-revelada-carta.html ***
14dez2011...postei:
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https://www.facebook.com/ photo.php?fbid= 1471600566387146&set=a. 1393838497496687.1073741828. 1393828550831015&type=1& theater
"A alegria de ver e entender é o mais perfeito dom da natureza."
"A alegria de ver e entender é o mais perfeito dom da natureza."
Gostaria de uma sociedade mais justa, menos corrupta, com menos hipocrisia, mais digna, com mais amor ao próximo, menos preconceito,
menos rancor e principalmente mais paz na alma.
***
"Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado."
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"Especialista é alguém que lhe diz uma coisa simples, de maneira confusa, de tal forma a fazer você pensar que a confusão é culpa sua."
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Via Bruno Januário:
as teorias de Einstein sobre a Relatividade foram comprovada na ilha do Príncipe em 1919
http://www.dn.pt/ciencia/interior/teoria-de-einstein-comprovada-ha-90-anos-no-principe-1247415.html
As observações realizadas a 29 de Maio de 1919 na ilha do Príncipe, pelo astrónomo inglês Arthur Eddington, durante os cinco minutos e dois segundos que durou o eclipse total do Sol, constituíram a primeira prova directa da teoria da relatividade de Einstein. Depois disso, o físico tornou-se ultrafamoso. O Observatório de Lisboa também deu uma ajuda.
Foram apenas 302 segundos, ou cinco minutos e dois segundos. Durante esse curtíssimo período que durou o eclipse total do Sol, naquele dia 29 de Maio de 1019, o astrónomo inglês Arthur Ed- dington fez na ilha do Príncipe as "chapas" que constituíram a primeira prova directa da teoria da relatividade, proposta por Einstein em 1915. Cumprem-se hoje 90 anos sobre aquelas observações históricas. A data é assinalada por várias celebrações e conferências (ver caixa).
Apesar do fim ainda recente da Primeira Grande Guerra na altura, e de a comunicação entre cientistas alemães e ingleses ter estado cortada durante esse tempo, Arthur Eddington, então no Observatório de Cambridge, teve conhecimento da teoria de Einstein. E ficou entusiasmado. Se Einstein estivesse certo, então a luz das estrelas distantes sofreria um determinado encurvamento à passagem junto a um campo gravítico. Dito de forma simples: essa luz sofreria um encurvamento, por exemplo, perto Sol. Na época, os astrónomos já dispunham dos instrumentos e das técnicas necessárias para observar um tal encurvamento. Mas, para o fazerem, precisavam de um eclipse total do Sol, para que a sua luz não ofuscasse a observação da trajectória da luz emitida pelas estrelas mais distantes.
Esse eclipse iria ocorrer a 29 de Maio de 1919 e a ilha do Príncipe, em São Tomé (então território português), e Sobral, no Brasil, estavam na rota da sombra total causada pela ocultação do Sol. Eddington não ia perder a oportunidade e começou a preparar a expedição. O seu colega F. W. Dyson iria para Sobral e Eddington escolheu a ilha do Príncipe para a sua própria missão.
No dia 11 de Novembro de 1918 (o próprio dia do Armistício), escreve uma carta a Campos Rodrigues, director do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) na época, para pedir apoio logístico. Na correspondência posteriormente trocada entre o astrónomo inglês e o subdirector do observatório de Lisboa, Francisco Oom, fica também acordada a participação do astrónomo português Manuel Peres na expedição ao Príncipe. Mas isso acabaria por se gorar.
Toda esta história, até agora pouco conhecida, foi recentemente publicada pelos investigadores portugueses Elsa Mota, Ana Simões e Paulo Crawford (actual subdirector do OAL) na revista científica BJHS, da British Society of the History of Science. E ontem foi revisitada em conferência no próprio OAL.
"Na altura, a Companhia Nacional de Navegação só fazia duas viagens por mês para São Tomé e só numa delas ia também ao Príncipe. O OAL assegurou a logística para a equipa de Eddington, que chegou lá um mês antes do grande momento", contou Paulo Crawford ao DN.
Na roça Sundy, com o apoio do seu proprietário Jerónimo Carneiro, Eddington fez as observações que confirmaram o génio de Einstein. Quanto a Manuel Peres, não conseguiu passagem a tempo para o Príncipe e acabou por não haver nenhum astrónomo português na missão. Restam no OAL a correspondência com Eddington e as fotos desse famoso eclipse (esta é uma delas), que o astrónomo inglês ofereceu ao OAL, em agradecimento.

http://www.resilienciamag.com/potencia-do-amor-por-einstein-um-texto-maravilhoso/
O texto abaixo é uma carta póstuma, onde Einstein falar sobre o AMOR, dedicando-a para sua filha, Lieserl.
O AMOR
“Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam, e o que lhe revelarei agora para que o transmita à humanidade, também se chocará contra a incompreensão e os preconceitos do mundo. Peço-lhe mesmo assim, que o guarde o tempo todo que seja necessário, anos, décadas, até que a sociedade haja avançado o suficiente para acolher o que lhe explico a seguir.
Existe uma força extremamente poderosa para a qual a ciência não encontrou ainda uma explicação formal.
É uma força que inclui e governa todas as outras, e que está inclusa dentro de qualquer fenômeno que atua no universo e que ainda não foi identificada por nós.
Esta força universal é o Amor.
Quando os cientistas buscam uma teoria unificada do universo, esquecem da mais invisível e poderosa das forças.
O amor é luz, já que ilumina quem o dá e o recebe.
O amor é gravidade porque faz com que umas pessoas sejam atraídas por outras.
O amor revela e desvela. Por amor se vive e se morre.
Esta força explica tudo e dá sentido em maiúscula à vida.
Esta é a variável que temos evitado durante tempo demais, talvez porque o amor nos dá medo, já que é a única energia do universo que o ser humano não aprendeu a manobrar segundo seu bel prazer.
Para dar visibilidade ao amor, fiz uma simples substituição na minha mais célebre equação. Si no lugar de E=mc² aceitamos que a energia necessária para sanar o mundo pode ser obtida através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado, chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limite.
Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia.
Se quisermos que nossa espécie sobreviva, se nos propusermos encontrar um sentido à vida, se desejarmos salvar o mundo e que cada ser sinta que nele habita, o amor é a única e última resposta.
Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, um artefato bastante potente para destruir todo o ódio, o egoísmo e a avareza que assolam o planeta.
Porém, cada individuo leva no seu Interior , um pequeno mas poderoso gerador de amor cuja energia espera ser liberada.
Quando aprendermos a dar e receber esta energia universal, querida Lieserl, comprovaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.
Lamento profundamente não ter sabido expressar o que abriga meu coração, que há batido silenciosamente por você toda minha vida.
Talvez seja tarde demais para pedir-lhe perdão, mas como o tempo é relativo, preciso dizer-lhe que a amo e que graças a você, cheguei à ultima resposta.
Seu pai,
***
11fev2016
uma bela explicação:
https://www.facebook.com/AnderssenLuc/videos/1672498306336655/
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http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2016-02-11-Teoria-de-Einstein-podera-ser-confirmada-hoje
Poderá estar por horas a confirmação da existência das ondas gravitacionais, defendida por Albert Einstein há um século, na famosa Teoria da Relatividade. As ondas gravitacionais são provocadas pelo movimento de grandes corpos celestes, um fenómeno, que caso seja comprovado, representa um importante passo na descoberta do cosmos.
*
CONFIRMAM:

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2016-02-11-Fisicos-anunciam-ter-detetado-ondas-gravitacionais-de-Einstein
Foi confirmada a existência das ondas gravitacionais, defendida por Albert Einstein há um século, na famosa Teoria da Relatividade Geral. Um dos maiores avanços da física que abre uma nova janela sobre o Universo e os seus mistérios.
Cientistas de várias nacionalidades anunciaram hoje a primeira deteção direta de ondas gravitacionais, uma descoberta que coroa décadas de esforços e que confirma a afirmação de Albert Einstein na sua Teoria da Relatividade Geral de 1915.
No anúncio, os físicos revelaram que ouviram as ondas gravitacionais produzidas pela colisão de dois buracos negros a 400 megaparsecs (1.3 mil milhões anos-luz) da Terra. A revista científica Nature reproduz a comunicação.
As ondas gravitacionais foram detetadas a 14 de setembro de 2015 pelos dois instrumentos do ObservatórioLigo (Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory), nos EUA. São dois aparelhos gigantes, cada um com 4 quilómetros de comprimento, separados por 3 mil quilómetros: um em Livingston, na Luisiana, nos sul do país, o outro em Hanford, no estado de Washington, no noroeste.
A banda sonora do Cosmos
As ondas gravitacionais são produzidas por ligeiras perturbações no tecido do espaço-tempo, como resultado da deslocação de um objeto de grande massa. Propagam-se à velocidade da luz e nada as consegue parar. Espera-se que permitam observar a História do Cosmos até épocas remotas.
"A nossa observação das ondas gravitacionais cumpre o ambicioso objetivo definido há cinco décadas de detetar de forma direta este fenómeno e entender melhor o Universo", explicou a diretora executiva do laboratório LIGO. "Além disso, completamos o legado de Einstein no centenário da sua Teoria da Relatividade Geral", acrescentou.
Uma descoberta que abre uma nova janela para a observação do Cosmos, já que, até agora, os astrónomos valeram-se de diferentes formas de luz (ondas eletromagnéticas) para observar o Universo.
Agora, é como se um filme mudo passasse a ter som. "Até agora olhávamos para o céu e não conseguíamos ouvir a música", sintetizou outro dos cientistas envolvidos na descoberta, o astrofísico Szabolcs Marka da Universidade Columbia.
A Teoria de Einstein
O físico teórico alemão Albert Einstein (1879-1955) defendeu, na Teoria da Relatividade Geral que o celebrizou, que os objetos que se movem no Universo produzem ondulações no espaço-tempo e que estas se propagam pelo espaço. Previu, assim, a existência das ondas gravitacionais e demonstrá-la de forma direta era o último desafio em aberto da Relatividade.
*
via público

https://www.publico.pt/ciencia/noticia/ondas-gravitacionais-previstas-por-einstein-detectadas-pela-primeira-vez-1723028via público
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via notícias ao minuto

http://www.noticiasaominuto.com/tech/536688/detetadas-ondas-gravitacionais-pela-primeira-vez-einstein-estava-certo
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11noVEMbro2011
A vida é como jogar uma bola na parede:
se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força...
Por isso, nunca jogue uma bola na vida
de forma que você não esteja pronto a recebê-la!
(via Dina C)
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CARTA DE EINSTEIN À SUA FILHA LIESERL
O AMOR
O AMOR
Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam e o que vou agora revelar a você, para que transmita à humanidade, também chocará o mundo, com sua incompreensão e preconceitos.
Peço ainda que aguarde todo o tempo necessário -- anos, décadas, até que a sociedade tenha avançado o suficiente para aceitar o que explicarei em seguida para você.
Há uma força extremamente poderosa para a qual a ciência até agora não encontrou uma explicação formal. É uma força que inclui e governa todas as outras, existindo por trás de qualquer fenômeno que opere no universo e que ainda não foi identificada por nós.
Esta força universal é o AMOR.
Quando os cientistas estavam procurando uma teoria unificada do Universo esqueceram a mais invisível e poderosa de todas as forças.
O Amor é Luz, dado que ilumina aquele que dá e o que recebe.
O Amor é gravidade, porque faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras.
O Amor é gravidade, porque faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras.
O Amor é potência, pois multiplica (potencia) o melhor que temos, permitindo assim que a humanidade não se extinga em seu egoísmo cego.
O Amor revela e desvela.
Por amor, vivemos e morremos.
Por amor, vivemos e morremos.
O Amor é Deus e Deus é Amor.
Esta força tudo explica e dá SENTIDO à vida. Esta é a variável que temos ignorado por muito tempo, talvez porque o amor provoca medo, sendo o único poder no universo que o homem ainda não aprendeu a dirigir a seu favor.
Para dar visibilidade ao amor, eu fiz uma substituição simples na minha equação mais famosa. Se em vez de E = mc², aceitarmos que a energia para curar o mundo pode ser obtido através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado (energia de cura = amor x velocidade da luz ²), chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limites.
Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo, que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia. Se queremos que a nossa espécie sobreviva, se quisermos encontrar sentido na vida, se queremos salvar o mundo e todos os seres sensíveis que nele habitam, o amor é a única e a resposta última.
Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, uma criação suficientemente poderosa para destruir todo o ódio, egoísmo e ganância que assolam o planeta. No entanto, cada indivíduo carrega dentro de si um pequeno, mas poderoso gerador de amor, cuja energia aguarda para ser libertada.
Quando aprendemos a dar e receber esta energia universal, Lieserl querida, provaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.
Lamento profundamente não ter sido capaz de expressar mais cedo o que vai dentro do meu coração, que toda a minha vida tem batido silenciosamente por você. Talvez seja tarde demais para pedir desculpa, mas como o tempo é relativo, preciso dizer que te amo e que a graças a você, obtive a última resposta.
Seu pai,
***
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Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
***
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"Conhecimento auxilia por fora, mas só o amor socorre por dentro."
***
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''Se, em um dia de tristezas, tiveres de escolher entre o mundo e o amor...
escolhe o amor, e com ele conquistas o mundo''
***
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"A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos."
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Estou sempre alegre - essa é a maneira de resolver os problemas da vida.
***
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Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.
(Arte - Catrin Welz-Stein)
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"Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade."
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https://www.facebook.com/OTempoDasPalavras/photos/a.455032984574985.1073741828.455018664576417/621067681304847/?type=1&theater
Há duas formas para se viver a vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
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"A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos."
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"Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas".
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A palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes.
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Via ANA C
"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela."
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Via Citador
Quem Quiser Acabar com a GuerraQuem quiser, de facto, acabar com a guerra tem que intervir resolutamente para que o Estado a que pertence renuncie a uma parte da sua soberania a favor de instituições internacionais; deve estar pronto a submeter o próprio Estado, em caso de qualquer conflito, à arbitragem dum Tribunal internacional; tem de intervir com toda a decisão para que todos os Estados procedam ao desarmamento, conforme está previsto até mesmo no desgraçado tratado de Versalhes; nenhum progresso poderá esperar-se se não for suprimida a educação militar e patriótica — no sentido agressivo — do povo.
Nenhum outro acontecimento dos últimos anos foi mais vergonhoso para os Estados actualmente mais considerados, que o malogro das anteriores conferências de desarmamento; pois esse malogro não assenta apenas nas intrigas de estadistas ambiciosos e sem escrúpulos, mas também na indiferença e falta de energia dos homens de todos os países. Se isto não se modificar, destruiremos o que os nossos antepassados criaram de verdadeiramente valioso.
in 'Como Vejo o Mundo'Mensagem a Alunos e ProfessoresA arte mais importante do professor é a de despertar a alegria pelo trabalho e pelo conhecimento.
«Queridos estudantes!
Regozijo-me por vos ver hoje diante de mim, alegre juventude de um país abençoado.
Lembrai-vos de que as coisas maravilhosas que ireis aprender nas vossas escolas são a obra de muitas gerações, levada a cabo por todos os países do mundo, à custa de muito entusiasmo, muito esforço e muita dor. Tudo é depositado nas vossas mãos, como uma herança, para que a aceitem, honrem, desenvolvam e a transmitam fielmente um dia aos vossos filhos. Assim nós, embora mortais, somos imortais nas obras duradouras que criamos em comum.
Se tiverem esta ideia sempre em mente, encontrarão algum sentido na vida e no trabalho e poderão formar uma opinião justa em relação aos outros povos e aos outros tempos.»
in 'Como Vejo o Mundo'A Falta de Cultura Ética da Nossa CivilizaçãoCreio que o exagero da atitude puramente intelectual, orientando, muitas vezes, a nossa educação, em ordem exclusiva ao real e à prática, contribuiu para pôr em perigo os valores éticos. Não penso propriamente nos perigos que o progresso técnico trouxe directamente aos homens, mas antes no excesso e confusão de considerações humanas recíprocas, assentes num pensamento essencialmente orientado pelos interesses práticos que vem embotando as relações humanas.
O aperfeiçoamento moral e estético é um objectivo a que a arte, mais do que a ciência, deve dedicar os seus esforços. É certo que a compreensão do próximo é de grande importância. Essa compreensão, porém, só pode ser fecunda quando acompanhada do sentimento de que é preciso saber compartilhar a alegria e a dor. Cultivar estes importantes motores de acção é o que compete à religião, depois de libertada da superstição. Nesse sentido, a religião toma um papel importante na educação, papel este que só em casos raros e pouco sistematicamente se tem tomado em consideração.
O terrível problema magno da situação política mundial é devido em grande parte àquela falta da nossa civilização. Sem «cultura ética» , não há salvação para os homens.
in 'Como Vejo o Mundo'A Falsa Sabedoria PolíticaÉ reduzido o número daqueles que vêem com os seus próprios olhos e sentem com o próprio coração. Mas da sua força dependerá que os homens tendam ou não a cair no estado amorfo para onde parece caminhar hoje uma multidão cega.
Quem dera que os povos vissem a tempo, quanto terão de sacrificar da sua liberdade para escapar à luta de todos contra todos! A força da consciência e do espírito internacional demonstrou ser demasiado fraca. Apresenta-se agora superficialmente enfraquecida para consentir a formação de pactos com os mais perigosos inimigos da civilização. Existe, assim, uma espécie de compromisso, criminoso para a Humanidade, embora o considerem como sabedoria política.
Não podemos desesperar dos homens, pois nós próprios somos homens. in 'Como Vejo o Mundo'
Uma Vida Exterior Simples e Modesta Só Pode Fazer BemUma vida exterior simples e modesta só pode fazer bem, tanto ao corpo como ao espírito. Não creio de modo algum na liberdade do ser humano, no sentido filosófico. Cada um age não só sob pressão exterior como também de acordo com a sua necessidade interior. O pensamento de Schopenhauer: «O homem pode, na verdade, fazer o que quiser, mas não pode querer o que quer», impressionou-me vivamente desde a juventude e tem sido para mim um consolo constante e uma fonte inesgotável de tolerância. Esse conhecimento suaviza benéficamente o sentimento de responsabilidade levemente inibitório e faz com que não tomemos demasiado a sério, para nós e para os outros, uma concepção de vida que justifica de modo especial a existência do humor.
Do ponto de vista objectivo, pareceu-me sempre desprovido de senso querer-se indagar sobre o sentido ou a finalidade da própria existência ou da existência da criação. E, no entanto, cada homem tem certos ideais, que o orientam nos seus esforços e juízos. Neste sentido o bem-estar e a felicidade nunca me pareceram um fim em si (chamo a esta base ética o ideal da vara de porcos). Os ideais que me iluminavam e me encheram incessantemente de alegre coragem de viver foram sempre a bondade, a beleza e a verdade. Sem o sentimento de harmonia com aqueles que têm as mesmas convicções, sem a indagação daquilo que é objectivo e eternamente inatingível no campo da arte e da investigação científica, a vida ter-me-ia parecido vazia. Os fins banais do esforço humano: propriedade, êxito exterior e luxo pareceram-me desprezíveis desde jovem.
in 'Como Vejo o Mundo'
"Conhecimento auxilia por fora, mas só o amor socorre por dentro."
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''Se, em um dia de tristezas, tiveres de escolher entre o mundo e o amor...
escolhe o amor, e com ele conquistas o mundo''
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"A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos."
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Estou sempre alegre - essa é a maneira de resolver os problemas da vida.
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Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.
(Arte - Catrin Welz-Stein)
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"Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade."
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Há duas formas para se viver a vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
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A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao aeu tamanho original
A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao aeu tamanho original
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"A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos."
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"Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas".
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A palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes.
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Via ANA C
"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela."
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Via Citador
Quem Quiser Acabar com a GuerraQuem quiser, de facto, acabar com a guerra tem que intervir resolutamente para que o Estado a que pertence renuncie a uma parte da sua soberania a favor de instituições internacionais; deve estar pronto a submeter o próprio Estado, em caso de qualquer conflito, à arbitragem dum Tribunal internacional; tem de intervir com toda a decisão para que todos os Estados procedam ao desarmamento, conforme está previsto até mesmo no desgraçado tratado de Versalhes; nenhum progresso poderá esperar-se se não for suprimida a educação militar e patriótica — no sentido agressivo — do povo.
Nenhum outro acontecimento dos últimos anos foi mais vergonhoso para os Estados actualmente mais considerados, que o malogro das anteriores conferências de desarmamento; pois esse malogro não assenta apenas nas intrigas de estadistas ambiciosos e sem escrúpulos, mas também na indiferença e falta de energia dos homens de todos os países. Se isto não se modificar, destruiremos o que os nossos antepassados criaram de verdadeiramente valioso.
in 'Como Vejo o Mundo'Mensagem a Alunos e ProfessoresA arte mais importante do professor é a de despertar a alegria pelo trabalho e pelo conhecimento.
«Queridos estudantes!
Regozijo-me por vos ver hoje diante de mim, alegre juventude de um país abençoado.
Lembrai-vos de que as coisas maravilhosas que ireis aprender nas vossas escolas são a obra de muitas gerações, levada a cabo por todos os países do mundo, à custa de muito entusiasmo, muito esforço e muita dor. Tudo é depositado nas vossas mãos, como uma herança, para que a aceitem, honrem, desenvolvam e a transmitam fielmente um dia aos vossos filhos. Assim nós, embora mortais, somos imortais nas obras duradouras que criamos em comum.
Se tiverem esta ideia sempre em mente, encontrarão algum sentido na vida e no trabalho e poderão formar uma opinião justa em relação aos outros povos e aos outros tempos.»
in 'Como Vejo o Mundo'A Falta de Cultura Ética da Nossa CivilizaçãoCreio que o exagero da atitude puramente intelectual, orientando, muitas vezes, a nossa educação, em ordem exclusiva ao real e à prática, contribuiu para pôr em perigo os valores éticos. Não penso propriamente nos perigos que o progresso técnico trouxe directamente aos homens, mas antes no excesso e confusão de considerações humanas recíprocas, assentes num pensamento essencialmente orientado pelos interesses práticos que vem embotando as relações humanas.
O aperfeiçoamento moral e estético é um objectivo a que a arte, mais do que a ciência, deve dedicar os seus esforços. É certo que a compreensão do próximo é de grande importância. Essa compreensão, porém, só pode ser fecunda quando acompanhada do sentimento de que é preciso saber compartilhar a alegria e a dor. Cultivar estes importantes motores de acção é o que compete à religião, depois de libertada da superstição. Nesse sentido, a religião toma um papel importante na educação, papel este que só em casos raros e pouco sistematicamente se tem tomado em consideração.
O terrível problema magno da situação política mundial é devido em grande parte àquela falta da nossa civilização. Sem «cultura ética» , não há salvação para os homens.
in 'Como Vejo o Mundo'A Falsa Sabedoria PolíticaÉ reduzido o número daqueles que vêem com os seus próprios olhos e sentem com o próprio coração. Mas da sua força dependerá que os homens tendam ou não a cair no estado amorfo para onde parece caminhar hoje uma multidão cega.
Quem dera que os povos vissem a tempo, quanto terão de sacrificar da sua liberdade para escapar à luta de todos contra todos! A força da consciência e do espírito internacional demonstrou ser demasiado fraca. Apresenta-se agora superficialmente enfraquecida para consentir a formação de pactos com os mais perigosos inimigos da civilização. Existe, assim, uma espécie de compromisso, criminoso para a Humanidade, embora o considerem como sabedoria política.
Não podemos desesperar dos homens, pois nós próprios somos homens. in 'Como Vejo o Mundo'
Uma Vida Exterior Simples e Modesta Só Pode Fazer BemUma vida exterior simples e modesta só pode fazer bem, tanto ao corpo como ao espírito. Não creio de modo algum na liberdade do ser humano, no sentido filosófico. Cada um age não só sob pressão exterior como também de acordo com a sua necessidade interior. O pensamento de Schopenhauer: «O homem pode, na verdade, fazer o que quiser, mas não pode querer o que quer», impressionou-me vivamente desde a juventude e tem sido para mim um consolo constante e uma fonte inesgotável de tolerância. Esse conhecimento suaviza benéficamente o sentimento de responsabilidade levemente inibitório e faz com que não tomemos demasiado a sério, para nós e para os outros, uma concepção de vida que justifica de modo especial a existência do humor.
Do ponto de vista objectivo, pareceu-me sempre desprovido de senso querer-se indagar sobre o sentido ou a finalidade da própria existência ou da existência da criação. E, no entanto, cada homem tem certos ideais, que o orientam nos seus esforços e juízos. Neste sentido o bem-estar e a felicidade nunca me pareceram um fim em si (chamo a esta base ética o ideal da vara de porcos). Os ideais que me iluminavam e me encheram incessantemente de alegre coragem de viver foram sempre a bondade, a beleza e a verdade. Sem o sentimento de harmonia com aqueles que têm as mesmas convicções, sem a indagação daquilo que é objectivo e eternamente inatingível no campo da arte e da investigação científica, a vida ter-me-ia parecido vazia. Os fins banais do esforço humano: propriedade, êxito exterior e luxo pareceram-me desprezíveis desde jovem.
in 'Como Vejo o Mundo'
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2015
Via Nelson Faustino
100 anos da teoria da relatividade
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Celebram-se hoje os 100 anos do nascimento da Teoria da Relatividade.
(25 de novembro de 1915 -- 25 de novembro de 2015).
***
"Tudo o que o homem ignora não existe para ele,
o que ele conhece é o tamanho do seu universo"
***
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/a-luz-de-einstein-1687559
Se a teoria da relatividade restrita de 1905 tinha juntado a matéria à energia (falamos de matéria-energia) e o espaço ao tempo (falamos de espaço-tempo), a teoria da relatividade geral reúne todos esses conceitos ao afirmar que a matéria-energia deforma o espaço-tempo.
Em 2015, Ano Internacional da Luz, celebra-se o centenário de uma das teorias físicas mais formidáveis e também um dos picos mais altos do intelecto humano: a teoria de relatividade geral de Albert Einstein. A 25 de Novembro de 1915, o sábio suíço nascido na Alemanha escrevia a equação fundamental que junta matéria, energia, espaço e tempo para explicar a gravitação, descrevendo não só a queda de uma maçã e a órbita da Lua mas também os buracos negros e o Big Bang. Se a sua teoria da relatividade restrita de 1905 tinha juntado a matéria à energia (falamos de matéria-energia) e o espaço ao tempo (falamos de espaço-tempo), a teoria da relatividade geral reúne todos esses conceitos ao afirmar que a matéria-energia deforma o espaço-tempo. À volta de um astro o espaço e o tempo são distorcidos, deixando de valer a geometria euclidiana e a mecânica newtoniana a que estamos habituados. E os corpos caem porque o espaço é curvo.
O espaço-tempo pode acabar ou começar. Os buracos negros são estrelas que, após violenta implosão, ficaram reduzidas ao seu caroço extremamente duro. O espaço-tempo à volta é tão deformado que o nosso mundo acaba aí, isto é, terminam aí as nossas possibilidades de conhecer. Tudo cai para um buraco negro, incluindo a luz. Segundo Einstein, a luz pesa! Podemos imaginar o inverso de um buraco negro? Sim, se um buraco negro é o sítio para onde tudo vai, o buraco branco é o sítio de onde tudo vem (há quem especule que, associado a cada buraco negro, existe um buraco branco, com a matéria a ser sorvida por um lado, no nosso mundo, e a jorrar do outro, sabe-se lá onde).
O físico inglês Stephen Hawking, cuja biografia é o argumento do filme A Teoria de Tudo, apostou um dia com um colega uma assinatura da Penthouse que não havia buracos negros e perdeu (é irónico que um especialista em buracos negros tenha apostado na não existência do seu objecto de estudo…) Existirão buracos brancos? De facto, vivemos no interior de um: o nosso próprio Universo, que provavelmente é infinito, o qual, de acordo com a teoria da relatividade geral, teve o seu início no Big Bang, há 13.800 milhões de anos. Esta grande explosão inicial pode ser imaginada como o evento em que tudo apareceu, o espaço e o tempo, a matéria e a energia, tendo começado tudo com a luz, que é energia.
Einstein teve que porfiar antes de chegar à fórmula que encerra os segredos da gravitação. Cedo percebeu que a teoria da relatividade restrita, segundo a qual as leis da física são as mesmas para todos os observadores em repouso ou em movimento com velocidade constante, devia também ser aplicada a observadores com velocidade variável, isto é, acelerados. É esse o salto da relatividade restrita para a relatividade geral.
Se Newton imaginou uma maçã a cair, Einstein imaginou-se a si próprio a cair. A epifania ocorreu em 1907 quando Einstein teve o que chamou o “pensamento mais feliz da sua vida”, quando, sentado numa repartição de patentes na Suíça, se apercebeu de que, se estivesse em queda livre, um movimento acelerado, “não sentiria o seu próprio peso”, uma vez que a cadeira cairia com ele. Embora a cair, o sábio estaria parado relativamente à cadeira. O princípio que afirma a queda idêntica de todos os corpos tinha sido descoberto por Galileu.
Em 1971, um astronauta deixou cair na Lua um martelo e uma pena para mostrar que os dois objectos chegavam ao solo ao mesmo tempo. Se tudo cai do mesmo modo, podemos intuir que a força gravitacional é uma propriedade do espaço: nas vizinhanças de um astro, o espaço possui certas propriedades. Só faltava saber que propriedades são essas. Uma consequência imediata da generalização do princípio da relatividade era que um raio de luz vindo do espaço longínquo encurvaria ao passar perto do Sol. O efeito era minúsculo e não pôde ser logo confirmado. E ainda bem, pois o primeiro valor calculado por Einstein para o encurvamento dos raios de luz estava errado.
Não admira que a matemática da relatividade geral seja incompreensível para um leigo, pois o próprio autor demorou uma década a lá chegar. Precisou de uma geometria curva em vez da geometria plana de Euclides. Geometrias ditas não euclidianas já existiam nos livros de matemática, dando razão a Galileu, que tinha dito que “o Livro da Natureza está escrito em caracteres matemáticos”. No longo caminho para a equação que descreve a gravitação, Einstein, melhorando a matemática, chegou finalmente a um valor para o ângulo de deflexão da luz que era o dobro do anterior. A equação era bela, mas faltava saber se era verdadeira.
A Primeira Grande Guerra impediu a realização de expedições para observação de eclipses, ocasiões favoráveis para medir deflexões de raios de estrelas por trás do Sol. Uma observação de um eclipse total do Sol só pôde ser realizada no pós-guerra. Foi em 29 de Maio de 1919 que uma expedição inglesa, dirigida por Arthur Eddington, se deslocou à ilha do Príncipe para fotografar um desses eclipses. A sorte bafejou os astrónomos, pois conseguiram obter algumas imagens do Sol, numa aberta de um aguaceiro tropical. Einstein em breve recebeu um telegrama de um colega, felicitando-o pela previsão certeira. Ele nunca temeu estar errado. Chegou mesmo a dizer que teria pena de Deus se a realidade fosse diferente do previsto (Deus para ele, esclareça-se, era a harmonia universal e não o autor do Fiat Lux). Nenhum cientista português participou na expedição a um território que estava sob administração lusa. Os portugueses estavam tão afastados da ciência que, em 1925, Einstein, já nobelizado, passou por Lisboa sem ser reconhecido.
A 6 de Novembro de 1919 numa sessão conjunta da Royal Society e da Royal Astronomical Society em Londres, com a presença das maiores sumidades da ciência (na parede Newton assistiu impávido, pois só estava em retrato), os resultados da observação solar foram anunciados e Einstein foi aclamado. O Times de Londres titulou Revolução na Ciência. Newton tinha dito: “Se consegui ver mais longe foi porque estava aos ombros de gigantes.” A revolução significava que Einstein tinha subido para os ombros de Newton, conseguindo ver ainda mais longe.
A fama mundial obtida num ápice facilitaria a sua mudança para Princeton, nos Estados Unidos. Em 1932, Einstein, pressionado pela perseguição nazi aos judeus, disse em Berlim à sua mulher: “Olha bem para a tua casa. Não mais a voltarás a ver.” E assim foi. Transposto o Atlântico, nunca mais voltaria à Europa. Foi simbolicamente a passagem da ciência do Velho para o Novo Mundo.
Os génios também têm vida privada. No início de 1915 Einstein deixou Zurique para ocupar uma cátedra em Berlim. Foi nessa altura que deixou também a sua primeira mulher, Mileva (ela ainda fez o gesto de se mudar para Berlim, mas já não havia força de atracção entre eles). Einstein logo encontrou afecto numa prima berlinense, Elsa, que haveria de tratar dele numa doença e com quem se viria a casar pouco depois do eclipse de 1919. Foi Elsa que o acompanhou para Princeton.
O Nobel da Física Richard Feynman afirmou um dia que a descoberta, feita há 150 anos, das equações de Maxwell, que unificam a electricidade e o magnetismo, esclarecendo que a luz é uma onda electromagnética, serão lembradas daqui a dez mil anos como o acontecimento mais relevante do século XIX. Na mesma linha, atrevo-me a conjecturar que, daqui a dez mil anos (uma insignificância quando comparada com a idade do Universo), a descoberta da equação da relatividade geral feita por Einstein há cem anos será um dos marcos mais notáveis do século XX. E só não a singularizo mais porque, uma década volvida, ficou pronta a teoria quântica, a espantosa teoria dos átomos e partículas atómicas. As duas são expressões máximas do pensamento humano. Arrisco esta profecia apesar de recear que pouca gente a entenda. Pode ser que mais gente a procure entender.
Por ter alcançado uma fórmula “mágica” com o poder de explicar os mistérios do cosmos, o cérebro de Einstein tornou-se um mito para o homem comum, que sem conseguir ver a beleza das equações não poderá mais do que vislumbrar esses mistérios. Roland Barthes no seu livroMitologias escreveu sobre esse cérebro: “Quanto mais o génio do homem era materializado sob a espécie do seu cérebro tanto mais o produto da sua invenção assumia uma condição mágica, reincarnava a velha imagem esotérica de uma ciência inteiramente encerrada nalgumas letras. Há um único segredo no mundo, e esse segredo condensa-se numa palavra, o Universo é um cofre-forte de que a humanidade procura a cifra.” E acrescenta: “É esse o mito de Einstein; aí se nos deparam de novo todos os temas gnósticos: a unidade da Natureza, a possibilidade de uma redução fundamental do mundo, o poder de abertura da palavra, a luta ancestral entre um segredo e uma linguagem, a ideia de que o saber total não pode descobrir-se senão de um só golpe, como uma fechadura que cede bruscamente depois de mil tacteamentos infrutuosos.”
O cérebro de Einstein simboliza a capacidade humana de compreender a natureza. Todas as observações e experiências realizadas nos últimos cem anos confirmaram a teoria da gravitação einsteiniana, que concorda com a teoria de Newton no limite de forças gravitacionais pequenas. Até há aplicações tecnológicas, como o GPS. Resta um problema, cuja solução espera por um novo gigante. A teoria da gravitação ainda não foi satisfatoriamente unida à teoria quântica, a outra grande teoria física do século XX (uma teoria em relação à qual Einstein sentiu algumas dificuldades). Passaram 228 anos de Newton a Einstein e não sabemos quanto vai demorar até surgir um génio comparável. Se Einstein fez luz sobre as questões da gravidade, incluindo o magno problema do início do mundo, um novo Einstein acabará, mais cedo ou mais tarde, por fazer mais luz sobre o Universo.
Professor de física da Universidade de Coimbra (tcarlos@uc.pt)
***Discurso referente a educação que as crianças recebem.
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“Nossa tarefa deveria ser nos libertarmos ... aumentando o nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a natureza e sua beleza.”
© Trần Trí - Imagem
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A palavra ''progresso'' não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes!
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"Vivo naquela solidão que é penosa na juventude
mas deliciosa nos anos de maturidade."
***
Via Ana Serrano
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre."
COMO VEJO O MUNDO
http://www.bvespirita.com/Como%20Vejo%20o%20Mundo%20%28Albert%20Einstein%29.pdf
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a postagem anterior
09/10/2010
3.506. Albert Einstein...
Nasceu a 14março1879
e morreu a 18abril1955
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"Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado." — com Elizabeth Righy.
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CARTA DE EINSTEIN À SUA FILHA LIESERL
O AMOR
O AMOR
Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam e o que vou agora revelar a você, para que transmita à humanidade, também chocará o mundo, com sua incompreensão e preconceitos.
Peço ainda que aguarde todo o tempo necessário -- anos, décadas, até que a sociedade tenha avançado o suficiente para aceitar o que explicarei em seguida para você.
Há uma força extremamente poderosa para a qual a ciência até agora não encontrou uma explicação formal. É uma força que inclui e governa todas as outras, existindo por trás de qualquer fenômeno que opere no universo e que ainda não foi identificada por nós.
Esta força universal é o AMOR.
Quando os cientistas estavam procurando uma teoria unificada do Universo esqueceram a mais invisível e poderosa de todas as forças.
O Amor é Luz, dado que ilumina aquele que dá e o que recebe.
O Amor é gravidade, porque faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras.
O Amor é gravidade, porque faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras.
O Amor é potência, pois multiplica (potencia) o melhor que temos, permitindo assim que a humanidade não se extinga em seu egoísmo cego.
O Amor revela e desvela.
Por amor, vivemos e morremos.
Por amor, vivemos e morremos.
O Amor é Deus e Deus é Amor.
Esta força tudo explica e dá SENTIDO à vida. Esta é a variável que temos ignorado por muito tempo, talvez porque o amor provoca medo, sendo o único poder no universo que o homem ainda não aprendeu a dirigir a seu favor.
Para dar visibilidade ao amor, eu fiz uma substituição simples na minha equação mais famosa. Se em vez de E = mc², aceitarmos que a energia para curar o mundo pode ser obtido através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado (energia de cura = amor x velocidade da luz ²), chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limites.
Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo, que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia. Se queremos que a nossa espécie sobreviva, se quisermos encontrar sentido na vida, se queremos salvar o mundo e todos os seres sensíveis que nele habitam, o amor é a única e a resposta última.
Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, uma criação suficientemente poderosa para destruir todo o ódio, egoísmo e ganância que assolam o planeta. No entanto, cada indivíduo carrega dentro de si um pequeno, mas poderoso gerador de amor, cuja energia aguarda para ser libertada.
Quando aprendemos a dar e receber esta energia universal, Lieserl querida, provaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.
Lamento profundamente não ter sido capaz de expressar mais cedo o que vai dentro do meu coração, que toda a minha vida tem batido silenciosamente por você. Talvez seja tarde demais para pedir desculpa, mas como o tempo é relativo, preciso dizer que te amo e que a graças a você, obtive a última resposta.
Seu pai,
Albert Einstein
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"Conhecimento auxilia por fora, mas só o amor socorre por dentro."
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''Se, em um dia de tristezas, tiveres de escolher entre o mundo e o amor...
escolhe o amor, e com ele conquistas o mundo''
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"A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos."
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos."
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Estou sempre alegre - essa é a maneira de resolver os problemas da vida.
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Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.
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"Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade."
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Há duas formas para se viver a vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
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A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao aeu tamanho original
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"A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos."
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"Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas".
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A palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes.
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Via ANA C
"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela."
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Via Citador
in 'Como Vejo o Mundo'
Quem Quiser Acabar com a GuerraQuem quiser, de facto, acabar com a guerra tem que intervir resolutamente para que o Estado a que pertence renuncie a uma parte da sua soberania a favor de instituições internacionais; deve estar pronto a submeter o próprio Estado, em caso de qualquer conflito, à arbitragem dum Tribunal internacional; tem de intervir com toda a decisão para que todos os Estados procedam ao desarmamento, conforme está previsto até mesmo no desgraçado tratado de Versalhes; nenhum progresso poderá esperar-se se não for suprimida a educação militar e patriótica — no sentido agressivo — do povo.
Nenhum outro acontecimento dos últimos anos foi mais vergonhoso para os Estados actualmente mais considerados, que o malogro das anteriores conferências de desarmamento; pois esse malogro não assenta apenas nas intrigas de estadistas ambiciosos e sem escrúpulos, mas também na indiferença e falta de energia dos homens de todos os países. Se isto não se modificar, destruiremos o que os nossos antepassados criaram de verdadeiramente valioso. *Mensagem a Alunos e ProfessoresA arte mais importante do professor é a de despertar a alegria pelo trabalho e pelo conhecimento.
«Queridos estudantes!
Regozijo-me por vos ver hoje diante de mim, alegre juventude de um país abençoado.
Lembrai-vos de que as coisas maravilhosas que ireis aprender nas vossas escolas são a obra de muitas gerações, levada a cabo por todos os países do mundo, à custa de muito entusiasmo, muito esforço e muita dor. Tudo é depositado nas vossas mãos, como uma herança, para que a aceitem, honrem, desenvolvam e a transmitam fielmente um dia aos vossos filhos. Assim nós, embora mortais, somos imortais nas obras duradouras que criamos em comum.
Se tiverem esta ideia sempre em mente, encontrarão algum sentido na vida e no trabalho e poderão formar uma opinião justa em relação aos outros povos e aos outros tempos.»
*A Falta de Cultura Ética da Nossa CivilizaçãoCreio que o exagero da atitude puramente intelectual, orientando, muitas vezes, a nossa educação, em ordem exclusiva ao real e à prática, contribuiu para pôr em perigo os valores éticos. Não penso propriamente nos perigos que o progresso técnico trouxe directamente aos homens, mas antes no excesso e confusão de considerações humanas recíprocas, assentes num pensamento essencialmente orientado pelos interesses práticos que vem embotando as relações humanas.
O aperfeiçoamento moral e estético é um objectivo a que a arte, mais do que a ciência, deve dedicar os seus esforços. É certo que a compreensão do próximo é de grande importância. Essa compreensão, porém, só pode ser fecunda quando acompanhada do sentimento de que é preciso saber compartilhar a alegria e a dor. Cultivar estes importantes motores de acção é o que compete à religião, depois de libertada da superstição. Nesse sentido, a religião toma um papel importante na educação, papel este que só em casos raros e pouco sistematicamente se tem tomado em consideração.
O terrível problema magno da situação política mundial é devido em grande parte àquela falta da nossa civilização. Sem «cultura ética» , não há salvação para os homens.
*A Falsa Sabedoria PolíticaÉ reduzido o número daqueles que vêem com os seus próprios olhos e sentem com o próprio coração. Mas da sua força dependerá que os homens tendam ou não a cair no estado amorfo para onde parece caminhar hoje uma multidão cega.
Quem dera que os povos vissem a tempo, quanto terão de sacrificar da sua liberdade para escapar à luta de todos contra todos! A força da consciência e do espírito internacional demonstrou ser demasiado fraca. Apresenta-se agora superficialmente enfraquecida para consentir a formação de pactos com os mais perigosos inimigos da civilização. Existe, assim, uma espécie de compromisso, criminoso para a Humanidade, embora o considerem como sabedoria política.
Não podemos desesperar dos homens, pois nós próprios somos homens. *
Uma Vida Exterior Simples e Modesta Só Pode Fazer BemUma vida exterior simples e modesta só pode fazer bem, tanto ao corpo como ao espírito. Não creio de modo algum na liberdade do ser humano, no sentido filosófico. Cada um age não só sob pressão exterior como também de acordo com a sua necessidade interior. O pensamento de Schopenhauer: «O homem pode, na verdade, fazer o que quiser, mas não pode querer o que quer», impressionou-me vivamente desde a juventude e tem sido para mim um consolo constante e uma fonte inesgotável de tolerância. Esse conhecimento suaviza benéficamente o sentimento de responsabilidade levemente inibitório e faz com que não tomemos demasiado a sério, para nós e para os outros, uma concepção de vida que justifica de modo especial a existência do humor.
Do ponto de vista objectivo, pareceu-me sempre desprovido de senso querer-se indagar sobre o sentido ou a finalidade da própria existência ou da existência da criação. E, no entanto, cada homem tem certos ideais, que o orientam nos seus esforços e juízos. Neste sentido o bem-estar e a felicidade nunca me pareceram um fim em si (chamo a esta base ética o ideal da vara de porcos). Os ideais que me iluminavam e me encheram incessantemente de alegre coragem de viver foram sempre a bondade, a beleza e a verdade. Sem o sentimento de harmonia com aqueles que têm as mesmas convicções, sem a indagação daquilo que é objectivo e eternamente inatingível no campo da arte e da investigação científica, a vida ter-me-ia parecido vazia. Os fins banais do esforço humano: propriedade, êxito exterior e luxo pareceram-me desprezíveis desde jovem.
Nenhum outro acontecimento dos últimos anos foi mais vergonhoso para os Estados actualmente mais considerados, que o malogro das anteriores conferências de desarmamento; pois esse malogro não assenta apenas nas intrigas de estadistas ambiciosos e sem escrúpulos, mas também na indiferença e falta de energia dos homens de todos os países. Se isto não se modificar, destruiremos o que os nossos antepassados criaram de verdadeiramente valioso. *Mensagem a Alunos e ProfessoresA arte mais importante do professor é a de despertar a alegria pelo trabalho e pelo conhecimento.
«Queridos estudantes!
Regozijo-me por vos ver hoje diante de mim, alegre juventude de um país abençoado.
Lembrai-vos de que as coisas maravilhosas que ireis aprender nas vossas escolas são a obra de muitas gerações, levada a cabo por todos os países do mundo, à custa de muito entusiasmo, muito esforço e muita dor. Tudo é depositado nas vossas mãos, como uma herança, para que a aceitem, honrem, desenvolvam e a transmitam fielmente um dia aos vossos filhos. Assim nós, embora mortais, somos imortais nas obras duradouras que criamos em comum.
Se tiverem esta ideia sempre em mente, encontrarão algum sentido na vida e no trabalho e poderão formar uma opinião justa em relação aos outros povos e aos outros tempos.»
*A Falta de Cultura Ética da Nossa CivilizaçãoCreio que o exagero da atitude puramente intelectual, orientando, muitas vezes, a nossa educação, em ordem exclusiva ao real e à prática, contribuiu para pôr em perigo os valores éticos. Não penso propriamente nos perigos que o progresso técnico trouxe directamente aos homens, mas antes no excesso e confusão de considerações humanas recíprocas, assentes num pensamento essencialmente orientado pelos interesses práticos que vem embotando as relações humanas.
O aperfeiçoamento moral e estético é um objectivo a que a arte, mais do que a ciência, deve dedicar os seus esforços. É certo que a compreensão do próximo é de grande importância. Essa compreensão, porém, só pode ser fecunda quando acompanhada do sentimento de que é preciso saber compartilhar a alegria e a dor. Cultivar estes importantes motores de acção é o que compete à religião, depois de libertada da superstição. Nesse sentido, a religião toma um papel importante na educação, papel este que só em casos raros e pouco sistematicamente se tem tomado em consideração.
O terrível problema magno da situação política mundial é devido em grande parte àquela falta da nossa civilização. Sem «cultura ética» , não há salvação para os homens.
*A Falsa Sabedoria PolíticaÉ reduzido o número daqueles que vêem com os seus próprios olhos e sentem com o próprio coração. Mas da sua força dependerá que os homens tendam ou não a cair no estado amorfo para onde parece caminhar hoje uma multidão cega.
Quem dera que os povos vissem a tempo, quanto terão de sacrificar da sua liberdade para escapar à luta de todos contra todos! A força da consciência e do espírito internacional demonstrou ser demasiado fraca. Apresenta-se agora superficialmente enfraquecida para consentir a formação de pactos com os mais perigosos inimigos da civilização. Existe, assim, uma espécie de compromisso, criminoso para a Humanidade, embora o considerem como sabedoria política.
Não podemos desesperar dos homens, pois nós próprios somos homens. *
Uma Vida Exterior Simples e Modesta Só Pode Fazer BemUma vida exterior simples e modesta só pode fazer bem, tanto ao corpo como ao espírito. Não creio de modo algum na liberdade do ser humano, no sentido filosófico. Cada um age não só sob pressão exterior como também de acordo com a sua necessidade interior. O pensamento de Schopenhauer: «O homem pode, na verdade, fazer o que quiser, mas não pode querer o que quer», impressionou-me vivamente desde a juventude e tem sido para mim um consolo constante e uma fonte inesgotável de tolerância. Esse conhecimento suaviza benéficamente o sentimento de responsabilidade levemente inibitório e faz com que não tomemos demasiado a sério, para nós e para os outros, uma concepção de vida que justifica de modo especial a existência do humor.
Do ponto de vista objectivo, pareceu-me sempre desprovido de senso querer-se indagar sobre o sentido ou a finalidade da própria existência ou da existência da criação. E, no entanto, cada homem tem certos ideais, que o orientam nos seus esforços e juízos. Neste sentido o bem-estar e a felicidade nunca me pareceram um fim em si (chamo a esta base ética o ideal da vara de porcos). Os ideais que me iluminavam e me encheram incessantemente de alegre coragem de viver foram sempre a bondade, a beleza e a verdade. Sem o sentimento de harmonia com aqueles que têm as mesmas convicções, sem a indagação daquilo que é objectivo e eternamente inatingível no campo da arte e da investigação científica, a vida ter-me-ia parecido vazia. Os fins banais do esforço humano: propriedade, êxito exterior e luxo pareceram-me desprezíveis desde jovem.
