23/08/2014

8.608.(23ag2014.11.33') Edgar Sacadura


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nasceu a 25jun1992
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28aGOSTO2018
 Nova pintura
"um abraço que cura"
Instagram: @universeofed
 Nenhuma descrição de foto disponível.
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18seTEMbro2017
 Pintura digital - Ceifador das almas
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23aGOSTO2017
A coisa continua, nova pintura! "A casa do hobbit"
Podem ver o video da elaboração no youtube no link:
https://www.youtube.com/watch?v=NJwb0KDC4No
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18aGOSTO2017
 O que acham? Nova ilustração baseada num desenho antigo.
Duas semanas a treinar ilustração digital, penso que estou a conseguir algum progresso.
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13aGOSTO2017

Poesia e ilustração, um projeto em andamento. Talvez um livro? Será que tem pernas para andar?
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Via face e página dele
https://www.facebook.com/poemasepoetasdarua?fref=nf
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 https://www.facebook.com/edgarsilvasacadura?hc_ref=ARTPZr34a8c1eQl7h4sW1tO2GGTBxl-NrBT1dMGInf2XahZ4kRo4aX4ADh4Rg84_1nA
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Parte 1 – A consciencialização

Pelo ser nasce, linda e desordeira,
A semente plantada sobre areia,
Essa a quem chamamos de filhos,
E que um dia se vão…

Solidão ou desilusão,
Que enche este lugar vago,
Mas que vida é esta?
Estarão as minhas pernas cansadas,
Perturbadas de tanto caminhar?

Mas que vida esta!
Que tão cheia de ruído ontem,
Tão cheia de força e energia,
Tão valente e guerreira,
Me faz largar as armas hoje…

Mas que vida é esta solidão?

Parte 2 – A procura

Pelo ser nasce, linda e desordeira,
A semente largada sobre areia,
Essa a quem chamamos de amizade,
E que um dia é saudade…

Se o amor deixou-me vida
Mas que tristeza é esta saudade?
Se a vida não foi vaga ou passageira,
Se por vezes tão cansado,
Foi porque vivi em pleno!

Tantos cheiros em criança,
Tantas sementes em adulto,
O que me resta agora que sou velho?
Muitos frutos maduros!
Que tanto colhi pela vida!

Mas que tristeza é esta saudade?

Parte 3 – O nirvana

Pelo ser, nasce, linda e desordeira,
A semente largada sobre areia…
Essa semente a que chamo de vida,
E que de tantas formas floriu…

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site
http://www.edgarsacadura.blogspot.pt/

Reza à negatividade

Em atenção desperto, e aos poucos me afasto,
Dos tornados destruidores de baloiços,
Como primeiro passo de uma libertação.
Cria-se uma depressão sazonal, quente,
A mente e os meus ciclones puros,
Poluentes de desafios aos cantos.
Escuros tons da confiança que resta,
Do pão (à muito digerido), migalhas,
E a partilha sobra a poucos,
Para melhores fornadas futuras.
De ouvidos fechados, aceno,
Desviando-me da sabotagem visivel,
E argumentos vazios.
Como gladiador dos tempos de hoje,
Defendo-me de superficialidades,
Dos "conselhos para o meu bem"
E aparências exteriores.
Nos penhascos a perfeita visão,
Do gosto e apreço dos outros,
Pela sua própria negatividade,
E as suas vontades de a espalharem.
Mas o medo é escolhido a dedo,
Pois não dou abrigo a esses largos,
Enrabados por tantos diabos,
Que nem por sombras foram escolhidos.
**

EXORCISMO

Este é O exorcismo,
Aos mutilados, aos agarrados, aos esventrados,
De garras plo sangue e eu aos ossos levado,
Chorado na imensidão da miséria lançada à cova,
Desejo ver! Ver o mundo numa só chama,
Se sou cego e ninguém responde, quem me ama?
Ver o mundo que tanto ora e odeia,
Ver a veia da terra rebentar nas vidas,
E as bocas secas e sedentas de tripas,
Afagarem a fome aos desesperados.
Lança-te à noite perdida que é minha,
Ou nossa ou minha de novo, só minha de novo!
Que é meu o assombro das sombras,
E o tombo das tumbas de todos,
Eu sou o anjo da morte e dos lodos!
Que ao chegar a morte não é calma.
Eu! Que sou o mestre da escravidão,
Curva-te germe misero - irmão,
Que a tua dor será o meu leito,
O alimento das fraquezas do jeito,
Porque a tua vida que nunca tua,
Nos sussurros da alma será Minha.
**

Soma de 13


Para o centro do universo em êxtase claro,
Existe o jogo dos assassinos sorridentes,
Gravado no aço que os cria, na multidão.
Porque o mar em toda a sua dimensão,
Só poderia ser calmo por breves segundos,
Nesta derramação de sangue e entranhas.
Ó vento, que tanto me estranhas, diz-me,
Como derreter a negação que se prolifera?

**

Poesia XXIX

Sem saber, Sou teu… (consumidor de esperanças). Eterno depósito que enches com o teu amor… Acredito neste amor puro, não acreditar seria envenenar o futuro, que apesar de instável, ainda é o sonho que me faz sonhar…
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Via página dele no face:
https://www.facebook.com/poemasepoetasdarua/photos/a.329678220456424.73728.329667910457455/698387120252197/?type=1&theater
"Aloysius"

"Eu nasci numa terra muito grande, no topo de uma montanha, com uma população tão baixa, que era inferior ao número de vacas que passeavam livremente pelas ruas, o que nesse aspecto, vim a reparar mais tarde, não ser muito diferente da cidade. Nasci numa casa modesta e conservadora, que se recusava a ser pintada, não começasse ela a ser falada pelas outras quatro casas da aldeia. O meu pai era um homem pequeno, gordo e com um bigode do qual se orgulhava e cuidava com tanta delicadeza, que me fez ponderar se não seria um local melhor para viver. A minha mãe era uma santa, igualzinha ao meu pai, mas em vez de ter bigode tinha um buço, maior que o bigode do meu pai. Como éramos muito pobrezinhos ao chegar a adultos tínhamos de encontrar forma de nos sustentar, foi então que os meus pais, extremamente apoiantes e motivadores, me expulsaram de casa a pontapé com uma troxa de roupa e um sorriso. Como eu era um rapaz educado e muito instruído com a quarta classe, fui em busca de um emprego na cidade. (...)"
*
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O canto da memória

Cansado de mais um dia, entro em casa desamparado,
Enquanto me dobro na memória de um passado cheio.
No silêncio da noite, em passos leves e cuidados,
Não dou largo à perturbação do espaço;

Sigo pelo corredor cheio de fotografias e sorrisos,
E abro a porta do quarto, devagar, e já descalço...
No escuro, procuro o caminho na ponta dos dedos,
E largo na cómoda os meus poucos pertences;

Aprecio o cheiro a perfume que paira no ar,
E dispo-me lentamente, deixando a roupa no chão,
Deito-me, como uma pena, na minha velha cama,
Que tanto teima em quebrar o sossego do sono…

Estico os braços, em busca do calor de um corpo,
Mas apenas me abraça o vazio, ah! Maldito vazio…
- Meu amor, que tanto me cantas na memória…
Fazes-me tanta falta, que já nem o silêncio é o mesmo.

Poema e ilustração de Edgar Sacadura

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Olá pessoal! Passou UM mês desde que eu postei alguma coisa... mas aqui estou! de volta. Trago-vos um novo trabalho que ando a fazer, são ilustrações, algumas poéticas e outras baseadas na critica social. deixo-vos aqui um dos trabalhos (espero em breve colocar mais) O que acham ?? 
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=690696861004810&set=a.345490788858754.78917.100001935075654&type=1&theater
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Poemas e poetas da rua
https://www.facebook.com/poemasepoetasdarua?fref=photo
https://www.facebook.com/poemasepoetasdarua/photos/pb.329667910457455.-2207520000.1408790299./650939241663652/?type=1&theater
Os meus olhos,
Lentos,
Que tanto têm de sono,
Quanto é possível acordado,
Vagam pelas mãos,
Observando os versos,
Nascerem do submundo.

No reflexo, apenas raiva,
Destruição de valores,
E do próprio engenho.

Negam-se à mente,
Impotentes,
Neste incesto da vida,
Para a memória do futuro,
Que se espera em medo.
Resta-me induzir o descanso,
Não do olhar mas do ser.


***
e foi este o texto que me levou a criar esta postagem:
Olá gente!!! como sempre ponho-me a inventar na escrita... deixo-vos hoje um excerto (desta vez de carácter diferente) de "Diário de Apolo A. Frey". Espero que me possam dar a vossa opinião.

"(...) Serei louco? Serei o único a olhar com desprezo tanta urbanização e modernidade? Como seria se fosse tão fácil de provocar um abraço como acidentes? Ao de longe, na praça, ouvem-se gemidos, nas ruas de gente apilhadas e apitos nervosos dos condutores o silêncio é deixado de lado, a descansar em plenitude. Aqui jazem mortas todas as tentativas de paz, nesta pequena praça. Serei eu o último sobrevivente do romantismo? Todos os dias, a rotina abate-se sobre todos, a senhora que passeia o seu cachorro mal treinado e nunca habituado a estranhos, o mendigo que toma todos os dias um pequeno-almoço, se assim quisermos chamar, escondido e encolhido no beco, e até aquela senhora idosa que todos os dias, sem excepção, passa na florista para comprar uma flor e para se lamentar da morte do seu extremoso marido que à muito a deixou, todos à mesma hora, como um relógio infernal, correm as suas vidas “atarefadas”, ou não fossemos nós criaturas de hábitos. Na confusão, o céu é o local dos sonhos, se não estivesse este tão cheio de nuvens negras, carregadas de tanta humanidade. Nunca compreenderei, talvez seja essa a causa desta melancolia, ou talvez seja apenas fruto de ingenuidade a um nível autodestrutivo e cruel. Por alguma razão, existe um frio, um afastamento dentro do meu próprio ser para com as pessoas. De ligações poucas restaram na minha vida, a minha família, se me resta alguma, por motivos muito pouco secretos deixou de entrar em contacto comigo, ou falar tão pouco sobre mim... do meu nome, restam apenas memórias cansativas e gastas que por esses mesmos motivos deixei de o usar. Poder-me-iam chamar de solidão, não fosse esse nome demasiado cruel para com os seus sentimentos politicamente correctos e hipocrisia (perdão, simpatia). Por vezes recebo visitas, contemplam esta minha casa já gasta pelo tempo, e vão sempre embora com um ar abatido e com algumas palavras de encorajamento sórdido. Mas nem tudo é agreste na minha vida, ou pelo menos não tanto quanto supõem, no vazio sobra-me a música, que tão lentamente me enche e me toca nas cordas a alma... Nos meus ensaios diários e bem cuidados, sem emoção exterior nem movimento, a inspiração ganha forma, controlando-me as mãos num ritmo certo e compassado. Toco de janela aberta, não numa tentativa fútil de demonstração ou exuberância, mas porque por mais alto que o faça, ninguém parece ouvir. (...) "