e morreu a 21dez1940
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"E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado."
(O Grande Gatsby)"A vitalidade é demonstrada não apenas pela persistência, mas pela capacidade de começar de novo."
"A genialidade é a capacidade de realizar aquilo que existe no pensamento."
"No início você toma uma bebida, depois a bebida toma uma bebida, depois a bebida toma-o a si."
"A marca de uma inteligência de primeira ordem é a capacidade de ter duas ideias opostas presentes no espírito ao mesmo tempo e nem por isso deixar de funcionar."
"A vida é toda um processo de demolição. Existem golpes que vêm de dentro, que só se sentem quando é demasiado tarde para fazer seja o que for, e é quando nos apercebemos definitivamente de que em certa medida nunca mais seremos os mesmos."
"A vida é toda um processo de demolição. Existem golpes que vêm de dentro, que só se sentem quando é demasiado tarde para fazer seja o que for, e é quando nos apercebemos definitivamente de que em certa medida nunca mais seremos os mesmos."
"Encontre a emoção principal; isso pode ser tudo que você precisa saber para encontrar sua história."
"Eu a amo e isso é o começo e o fim de tudo."
"Eu não quero repetir a minha inocência. Eu quero o prazer de perdê-la novamente."
"E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado."
"O momento mais solitário da vida de alguém, é quando você assiste seu mundo inteiro desmoronar e tudo o que você pode fazer é olhar para o nada."
"Um escritor deve escrever para a juventude de sua geração, para os críticos da próxima, e para os mestres de todo o sempre."
"Isso é parte da beleza de toda a literatura. Você descobre que seus desejos são desejos universais, que você não está só e isolado de todo o mundo. Você pertence."
"Aos dezoito anos, nossas convicções são colinas de onde contemplamos o horizonte; aos quarenta e cinco, são cavernas em que nos escondemos."
"Ela chegou a possuir toda a magia do mundo escuro."
"O teste de uma inteligência de primeira ordem é a capacidade de manter duas ideias opostas na mente ao mesmo tempo e ainda manter a capacidade de funcionar."
"Por que você não me diz que "se a menina valia a pena ter, ela teria esperado por você?" Não, senhor, a menina que realmente vale a pena não vai esperar por ninguém."
"- Eu? - exclamou Tompkins. - Você me chama de vadio porque levo uma vida um tanto equilibrada e encontro tempo para fazer coisas interessantes? Porque me divirto tanto quanto trabalho e me recuso a transformar-me num escravo monótono, enfadonho?"
https://www.pensador.com/autor/f_scott_fitzgerald/
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10 de Abril de 1925
É publicado o romance "O Grande Gatsby", de Scott Fitzgerald
Francis Scott Fitzgerald publicou em 1925 o romance The Great Gatsby, no qual se propõe fazer um retrato daAmérica do seu tempo, os turbulentos anos 20 (os "roaring twenties"), a idade do jazz (designação criada pelopróprio Fitzgerald) e da aspirina, período de exuberância associado com a dança (o charleston) e a música e avulgarização do automóvel.
Romance com múltiplas facetas, é, por um lado, a história dos amores frustrados do pobre provinciano Jay Gatsbypor uma rica e caprichosa Daisy, da insensibilidade do mundo artificial em que esta se move e do seu extremomaterialismo. É, ainda, uma visão desencantada das assimetrias sociais do imediato após-guerra, contrastandocom a euforia da vitória: a pobreza de muitos, o enriquecimento repentino e inexplicado de alguns, o emergir docrime organizado, a corrupção. Gatsby, que, pela exibição ruidosa da sua recém-adquirida fortuna, pretendereaproximar-se de Daisy, ao mesmo tempo que manifesta uma ingénua confiança no seu estatuto de novo-rico,empresário e herói da guerra, forja um retrato compósito falso com pregaminhos intelectuais (a falsa frequência deuma universidade inglesa) e o empolamento das suas façanhas bélicas, mas não consegue esconder as suasfacetas mais obscuras, a sua ambígua relação com o mundo do crime organizado, a origem pouco transparente dasua fortuna, etc. Acabará vítima de um conjunto de circunstâncias que não controla, vítima da sua própriaingenuidade, mas também da insensibilidade e do calculismo egoísta de outros.
Trata-se de um mundo em que os valores espirituais são menosprezados ou ignorados, onde o interesse pelaposse de bens materiais se sobrepõe à fé nos valores da vida e da felicidade espiritual, representados na narrativapelo jovem Nick Carraway, oriundo de um estado do interior, empregado no mundo emocionalmente estéril daBolsa, observador impotente dos acontecimentos, que, desgostado com o mundo em que se procurou inserir,regressa ao seu mundo «puro» do Médio Oeste americano, onde, presume e deseja, ainda estão vivos os valoresespirituais em que crê.
O "Grande Gatsby" é, no fundo, um comentário ao Sonho Americano na sua formulação ideal, como uma atitudede esperança e fé que se projecta para a conquista dos sonhos e aspirações humanas. Enquanto sátira social, oromance é ainda um comentário à decadência moral da sociedade americana moderna, com a sua corrupção devalores e o declínio da vida espiritual. Fitzgerald vai mais longe, constatando a inevitável falência do SonhoAmericano, por um lado porque a realidade se desencontra dos ideais, mas ainda porque estes são demasiadofantásticos para serem atingidos.
As técnicas narrativas empregadas pelo romancista servem para evidenciar o comentário. Por exemplo, Gatsby éassociado com a luz, quer natural (a luz e as estrelas), o que serve para acentuar a irrealidade e a fantasia dosseus sonhos, quer artificial (a iluminação feérica das suas estrondosas festas), que representa os meios materiaispelos quais se alimenta a esperança de reconquistar Daisy. Por outro lado, a associação de Daisy com a escuridãoou pelo menos com o crepúsculo revela o seu carácter insensível, se não mesmo sinistro.
A narrativa desenvolve-se em tom irónico, pela justaposição e contraste de caracteres opostos e imagensantagónicas ou pela combinação de elementos trágicos e cómicos, fazendo variar a ironia entre o tom de troçasuave e a crítica áspera, passando por comentários em tom grave.
Romance com múltiplas facetas, é, por um lado, a história dos amores frustrados do pobre provinciano Jay Gatsbypor uma rica e caprichosa Daisy, da insensibilidade do mundo artificial em que esta se move e do seu extremomaterialismo. É, ainda, uma visão desencantada das assimetrias sociais do imediato após-guerra, contrastandocom a euforia da vitória: a pobreza de muitos, o enriquecimento repentino e inexplicado de alguns, o emergir docrime organizado, a corrupção. Gatsby, que, pela exibição ruidosa da sua recém-adquirida fortuna, pretendereaproximar-se de Daisy, ao mesmo tempo que manifesta uma ingénua confiança no seu estatuto de novo-rico,empresário e herói da guerra, forja um retrato compósito falso com pregaminhos intelectuais (a falsa frequência deuma universidade inglesa) e o empolamento das suas façanhas bélicas, mas não consegue esconder as suasfacetas mais obscuras, a sua ambígua relação com o mundo do crime organizado, a origem pouco transparente dasua fortuna, etc. Acabará vítima de um conjunto de circunstâncias que não controla, vítima da sua própriaingenuidade, mas também da insensibilidade e do calculismo egoísta de outros.
Trata-se de um mundo em que os valores espirituais são menosprezados ou ignorados, onde o interesse pelaposse de bens materiais se sobrepõe à fé nos valores da vida e da felicidade espiritual, representados na narrativapelo jovem Nick Carraway, oriundo de um estado do interior, empregado no mundo emocionalmente estéril daBolsa, observador impotente dos acontecimentos, que, desgostado com o mundo em que se procurou inserir,regressa ao seu mundo «puro» do Médio Oeste americano, onde, presume e deseja, ainda estão vivos os valoresespirituais em que crê.
O "Grande Gatsby" é, no fundo, um comentário ao Sonho Americano na sua formulação ideal, como uma atitudede esperança e fé que se projecta para a conquista dos sonhos e aspirações humanas. Enquanto sátira social, oromance é ainda um comentário à decadência moral da sociedade americana moderna, com a sua corrupção devalores e o declínio da vida espiritual. Fitzgerald vai mais longe, constatando a inevitável falência do SonhoAmericano, por um lado porque a realidade se desencontra dos ideais, mas ainda porque estes são demasiadofantásticos para serem atingidos.
As técnicas narrativas empregadas pelo romancista servem para evidenciar o comentário. Por exemplo, Gatsby éassociado com a luz, quer natural (a luz e as estrelas), o que serve para acentuar a irrealidade e a fantasia dosseus sonhos, quer artificial (a iluminação feérica das suas estrondosas festas), que representa os meios materiaispelos quais se alimenta a esperança de reconquistar Daisy. Por outro lado, a associação de Daisy com a escuridãoou pelo menos com o crepúsculo revela o seu carácter insensível, se não mesmo sinistro.
A narrativa desenvolve-se em tom irónico, pela justaposição e contraste de caracteres opostos e imagensantagónicas ou pela combinação de elementos trágicos e cómicos, fazendo variar a ironia entre o tom de troçasuave e a crítica áspera, passando por comentários em tom grave.
O Grande Gatsby. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)

http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2018/04/10-de-abril-de-1925-e-publicado-o.html
10noVEMBRO2017
" Ela era bonita, mas não como aquelas raparigas nas revistas. Ela era linda pela forma como pensava. Ela era linda pelo brilho nos olhos quando falava de algo que amava. Ela era linda por sua habilidade de fazer outras pessoas sorrir, mesmo que ela estivesse triste. Não, ela não era bonita para algo tão temporário como a sua aparência. Ela era linda no fundo da sua alma."
Francis Scott Fitzgerald
(...) e a vida, afinal, é como as orquídeas.
ESTREIA AMANHÃ, no BOOKS & Movies – Festival Literário e de Cinema de Alcobaça
***
24seTEMbro2011..postei:
Nicole
...gostava de ser ativa, embora às vezes desse impressão de indolência que era ao mesmo tempo estática e evocativa. Resultava istod e conhecer vários mundos e não acreditar em nenhum deles e assim, conservava-se silenciosa, compartilhando a sua urbanidade com uma exatidão que se aproximava da mesquinhez.
**
1 socialista europeu a apreciar 2 americanos
*** ...gostava de ser ativa, embora às vezes desse impressão de indolência que era ao mesmo tempo estática e evocativa. Resultava istod e conhecer vários mundos e não acreditar em nenhum deles e assim, conservava-se silenciosa, compartilhando a sua urbanidade com uma exatidão que se aproximava da mesquinhez.
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1 socialista europeu a apreciar 2 americanos
...perante
um homem que lhe aprecia obtuso e a quem não reconhecia superioridade
preferia concluir que Braban era o produto de um mundo arcaico e, como
tal, desprovido de valor, O contato de McKisco com as classes
privilegiadas da América impressionara-o contra o pretensiosismo
destas...
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o título do livro
...envolvera-os a magia daquele sul quente e suave: a noite de garras de veludo; o marulho distante e fantástico do mediterrâneo.
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o título do livro
...envolvera-os a magia daquele sul quente e suave: a noite de garras de veludo; o marulho distante e fantástico do mediterrâneo.
Via Luís Silva da Casa da Cultura de São Martinho do Porto
Clube de leitura
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10202851613787034&set=gm.701052323322325&type=1&theater
a 7.9 conversaram sobre “O Grande Gatsby”
• Francis Scott Key Fitzgerald (1896-1940), nasceu a 24 de Setembro de 1896, em St. Paul, no estado de Minesota dos Estados Unidos, sendo filho único de uma família católica da classe média abastada. Faleceu a 21 de Dezembro de 1940, aos 44 anos, vítima de um ataque fulminante de coração. Todavia, a sua condição de alcoólico desde os tempos da Universidade gerou, durante a década de 1920, uma notória debilidade de saúde, existindo fortes suspeitas de ter contraído a doença datuberculose.
• Em 1917, após ter abandonado a Universidade de Princeton, sem ter concluído a formatura, para se alistar no exército, foi colocado, em plena Primeira Guerra Mundial, em Montgomery, capital do estado americano do Alabama. Aqui conheceu Zelda Sayre, filha de um juiz da Suprema Corte de Alabama, com quem viria a casar em 1921.
• Dotado de talento literário e considerado um dos maiores escritores americanos do século XX, Fitzgerald é, por sua vez, conotado com a designada “Geração Perdida” (Lost Generation) que se tornou conhecida a seguir à Primeira Guerra Mundial e que contou com nomes consagrados da literatura como Ezra Pound, no campo da lírica, e Ernest Hemingway, John Steinbeck, John dos Passos, Henry Miller e o irlandês James Joice no domínio do romance. Todas estas celebridades viveram em Paris ou em outras partes da Europa, o que levou Fitzgerald a deslocar-se com alguma regularidade a França (Paris e Riviera francesa) tornando-se amigo de muitos dos membros da comunidade expatriada americana, nomeadamente de Ernest Hemingway com quem estabeleceu uma arreigada amizade.
• A carreira literária de Fitzgerald teve início em 1920 com a publicação do seu primeiro romance (“Este Lado do Paraíso”) em que aborda a temática da nostalgia e abandono de um jovem americano que vê a sua vida alterada pela guerra.
• A partir daí, no tocante a romances, publicou: “Belos e Malditos” (1922); “Grande Gatsby” (1925); “Terna É a Noite” (1934); “A Década Perdida” (1939); “O Último Magnata” (1941); e “A Fenda Aberta” (1945), estes dois últimos a título póstumo. Por seu turno, no género de “conto” publicou as seguintes obras: “Bernice Bobs Her Hair” (1920); “Pat Hobby Em Hollywood” (1940); “Sonhos de Inverno” (1922) e duas outras colecções de contos (“Flappers e Filósofos” e “Tales of the Jazz Age”).
• Por último, assinale-se que a sua obra “O Grande Gatsby” constituiu uma fonte inspiradora para outros autores de que é justo assinalar o nome de Thomas Stearns Eliot (TS Eliot).
• Em 1917, após ter abandonado a Universidade de Princeton, sem ter concluído a formatura, para se alistar no exército, foi colocado, em plena Primeira Guerra Mundial, em Montgomery, capital do estado americano do Alabama. Aqui conheceu Zelda Sayre, filha de um juiz da Suprema Corte de Alabama, com quem viria a casar em 1921.
• Dotado de talento literário e considerado um dos maiores escritores americanos do século XX, Fitzgerald é, por sua vez, conotado com a designada “Geração Perdida” (Lost Generation) que se tornou conhecida a seguir à Primeira Guerra Mundial e que contou com nomes consagrados da literatura como Ezra Pound, no campo da lírica, e Ernest Hemingway, John Steinbeck, John dos Passos, Henry Miller e o irlandês James Joice no domínio do romance. Todas estas celebridades viveram em Paris ou em outras partes da Europa, o que levou Fitzgerald a deslocar-se com alguma regularidade a França (Paris e Riviera francesa) tornando-se amigo de muitos dos membros da comunidade expatriada americana, nomeadamente de Ernest Hemingway com quem estabeleceu uma arreigada amizade.
• A carreira literária de Fitzgerald teve início em 1920 com a publicação do seu primeiro romance (“Este Lado do Paraíso”) em que aborda a temática da nostalgia e abandono de um jovem americano que vê a sua vida alterada pela guerra.
• A partir daí, no tocante a romances, publicou: “Belos e Malditos” (1922); “Grande Gatsby” (1925); “Terna É a Noite” (1934); “A Década Perdida” (1939); “O Último Magnata” (1941); e “A Fenda Aberta” (1945), estes dois últimos a título póstumo. Por seu turno, no género de “conto” publicou as seguintes obras: “Bernice Bobs Her Hair” (1920); “Pat Hobby Em Hollywood” (1940); “Sonhos de Inverno” (1922) e duas outras colecções de contos (“Flappers e Filósofos” e “Tales of the Jazz Age”).
• Por último, assinale-se que a sua obra “O Grande Gatsby” constituiu uma fonte inspiradora para outros autores de que é justo assinalar o nome de Thomas Stearns Eliot (TS Eliot).
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O grande Gatsby
• O livro é tido como o terceiro mais famoso de Francis Scott Key Fitzgerald e integra a lista das cem melhores obras literárias de todos os tempos.
• Neste contexto, sendo uma das obras mais representativas do romance americano, descreve a vida da alta sociedade, tendo como palco a cidade de Nova Iorque e o litoral da Long Island, durante o verão de 1922, e formula uma vincada reflexão crítica ao denominado “Sonho Americano” no rescaldo da Primeira Guerra Mundial.
• Efectivamente, o romance relata o caos provocado pelos acontecimentos bélicos e quando a sociedade americana vivia um nível sem precedentes de prosperidade, durante grande parte da década de 1920, com uma economia em franco crescimento.
• A par disso, assistiu-se à proibição de produção, comercialização, importação e exportação e consumo no tocante a bebidas alcoólicas, estipulada pelo 18º Aditamento da Constituição dos Estados Unidos (conhecida por Lei Seca que vigorou no período compreendido entre 1920 e 1933, altura em que viria a ser revogada pelo presidente Franklin Roosevelt). A legislação emanada gerou, todavia, o surgimento de um sem número de milionários que se dedicaram ao comércio e tráfico de bebidas fora do circuito normal e, do mesmo modo, um aumento do crime organizado.
• No romance, Fitzgerald idolatra, em certa medida, os indivíduos que acumulavam riqueza e o glamour da época, mas não demonstra qualquer tipo de conformismo face ao materialismo reinante que proliferava e grassava sem limites e perante a ausência de moral patente que acarretava um ambiente de decadência ética transversal à sociedade americana em particular.
• Fitzgerald desenvolve, pois, uma crítica à sociedade americana vigente no início da década de vinte. Na verdade, a ostentação através de grandes, deslumbrantes e assombrosos eventos privados, a difusão de procedimentos e condutas alucinantes e desvairadas, a sensação que pairava no ar de que nada poderia falhar e o exagerado, falso e inconsistente optimismo acabariam por desembocar na queda abrupta bolsista e na grande depressão económica registada em 1929 (Crise de 1929 ou Grande Depressão que teve o seu epicentro nos Estados Unidos mas que se difundiu através do efeito de contágio, atingindo outros países da cena mundial mas com especial incidência e impacto na Europa – Alemanha, Países Baixos, França, Itália e Reino Unido)
• Fitzgerald revela, por outro lado, uma capacidade singular para destrinçar os meandros da vida dos poderosos, endinheirados e glamorosos da época. Conciliando o fim da história com a sua crítica ao materialismo e à decadência moral das pessoas e dos agentes económicos, o autor mostra à saciedade que nem todo o dinheiro e luxo foram capazes de resgatar uma história de amor, ao mesmo tempo que insinua e defende implicitamente que Gatsby, o protagonista principal, teria tido, provavelmente, mais sucesso em atingir o objectivo amoroso em vista se não tivesse insistido tanto nesse mundo do dinheiro, da aparência e da falsidade.
• Protótipo ou modelo acabado do “self-made man”, Gatsby acumula grande fortuna e torna-se uma figura lendária de uma América próspera, embalada pelo ritmo do Jazz, das máquinas de Detroit e do cinema de Hollywood.
• O trajecto de vida de Gatsby é, por seu turno, narrado à distância por Nick Carraway, um convidado assíduo nas festas organizadas por aquele. Nesta linha de pensamento, Carraway cedo descobre a infelicidade íntima do seu “herói” que cultivava um amor antigo mal resolvido em relação a uma mulher, também ela casada com um outro milionário (Tom Buchanan) cuja relação deixa transparecer vicissitudes de ordem diversa e traços de marcada insatisfação e incongruência.
Acção narrativa e enredo
• A acção narrativa desenrola-se na cidade de Nova Iorque e na ilha de Long Island, como já foi referido. A história é narrada na primeira pessoa por Nick Carraway, um jovem da classe média, corretor da bolsa de valores mobiliários, que não ostenta riqueza e mora na única casa modesta do bairro repleto de grandes e luxuosas mansões.
• Nick é vizinho de Jay Gatsby, um milionário e ex-oficial da marinha, sobejamente conhecido por organizar grandiosas, sumptuosas, extravagantes e agitadas festas na sua mansão de Long Island e que se assume como um anfitrião generoso e, simultaneamente, misterioso de escritores, produtores e estrelas de cinema, desportistas, gângsteres e mulheres bonitas em busca de ascensão social. Nick observa e expõe os factos sem compreender muito bem aquele mundo de extravagância, de riqueza e de tragédia iminente.
• A fortuna de Jay Gatsby desencadeia rumores pois nenhum dos convivas conhece verdadeiramente o seu passado e, desta forma, comenta-se em surdina e divaga-se sobre a sua origem e sobre o que fazia na vida, interroga-se acerca da procedência da sua riqueza e cogita-se que o seu dinheiro seja proveniente da venda ilegal de bebidas alcoólicas.
• A determinada altura (capítulo 6), dá-se conta de que Gatsby, filho de fazendeiros, terá encontrado aos 17 anos, a grande chance da vida ao conhecer Dan Cody que o introduziu num mundo de oportunidades ilícitas, uma espécie de espelho distorcido do “sonho americano”, na medida em que se infere e se assiste como que a uma auto-afirmação sem mérito que o dinheiro pode proporcionar.
• Uma prima de Nick, Daisy de seu nome, vive igualmente numa das mansões da região e faz parte integrante da alta sociedade. Pelo que Nick acaba por ser inserido nesse mundo glamoroso e excêntrico.
• Nick visita, em determinado momento, Daisy que era casada com Tom Buchanan, um antigo atleta universitário abastado. Mais tarde vem a descobrir que Gatsby organizava as festas na esperança de que Daisy, seu antigo amor, aparecesse numa delas por mero acaso. A partir de determinada altura, Daisy e Gatsby começam a ter um caso amoroso após Nick ter providenciado um encontro entre ambos a pedido daquele. Enquanto isto, Nick e a golfista Jordan Baker encetam, do mesmo modo, um relacionamento de cariz algo superficial.
• Numa cena que poderemos classificar de explosiva, num hotel na zona de Manhattan, Tom Buchanan apercebe-se do amor de Gatsby por Daisy, sua mulher, e afirma que este não passa de um gângster que se dedica a actividades ilegais. Simultaneamente, Gatsby força Daisy a revelar ao seu marido que jamais o havia amado na vã esperança de apagar os últimos cinco anos do seu casamento.
• Tom inconformado com tal ligação ordena que eles se dirijam para sua casa e como forma de ridicularizar Gatsby. Por seu turno, Tom segue em companhia de Nick e Jordan Baker.
• George Wilson, amigo de Tom e dono de uma garagem travou-se de razões com a sua mulher Myrthe (amante de Tom) numa discussão um tanto ou quanto violenta e contundente. Nesta sequência, Myrthe sai disparada de casa e acaba por ser atropelada pelo carro de Gatsby, conduzido por Daisy, tendo morte instantânea.
• No caminho de regresso a casa em companhia de Nick e Jordan, Tom apercebe-se de que a sua amante estaria morta. Em simultâneo, Wilson sai da sua garagem em estado de choque e de delírio, ao mesmo tempo que indicia ter sido um carro amarelo que atropelou Myrthe e, enlouquecido pela morte da sua mulher, decide lançar-se na descoberta do referido carro amarelo causador do acidente.
• De seguida, Wilson surge armado em casa de Tom Buchanan quando este se preparava para uma viagem com a sua mulher Daisy e acaba por ser informado de que o proprietário do carro amarelo era Gatsby. Este nadava calmamente na sua piscina, angustiado pela ideia de que Daisy não o amaria mais, quando surge Wilson que dispara a arma sobre Gatsby, cometendo o crime de homicídio seguido de suicídio.
• Com Gatsby morto, Nick tenta estabelecer contacto com inúmeras pessoas para lhes dar a notícia do infortúnio e de modo a estarem presentes no funeral, mas sentiu imensas dificuldades nessa missiva. Conseguiu, no entanto, localizar Mr. Henry Gatz, pai do falecido (Gatsby alterou o seu próprio nome quando deixou a casa paterna) que aproveitou o ensejo para mostrar a Nick uma fotografia algo desgastada da casa de Gatsby e um livro que este havia escrito quando criança.
• Neste contexto, apenas três pessoas estiveram presentes no funeral: Nick, Mr. Gatz e “Owl Eyes” (olhos de coruja), um indivíduo que certa vez Nick encontrou nas famosas festas de Gatsby admirando a grande biblioteca da mansão.
• Por fim, face às dificuldades de relacionamento com Jordan, Tom e Daisy, Nick deixou Nova Iorque e partiu para o Midwest.
Personagens principais
• Os personagens são, de um modo geral, pouco profundos na sua construção e caracterização até, sensivelmente, ao fim da primeira metade da acção narrativa. É bem provável que esta circunstância tenha subjacente a intenção do autor de criar um clima um tanto ou quanto desolador no que diz respeito aos relacionamentos e à própria vida de cada um dos personagens. A sensação emergente será a de que eles estariam um tanto perdidos e titubeantes em relação à sua própria vida de forma a puderem estabelecer relações verdadeiras e autênticas com o outro.
• No entanto, a partir do meio do enredo e até ao final, o panorama altera-se relativamente, pois passa-se a ter um conhecimento mais objectivo acerca de pormenores da vida dos personagens e consegue-se vislumbrar com maior nitidez os efeitos e resultados dos seus comportamentos e condutas e, bem assim, o seu reflexo na vida de cada um. Destacaremos, assim, os principais personagens:
1. Jay Gatsby – homem rico e misterioso. Seus vizinhos e frequentadores das festas, que o próprio organiza todos sábados na sua mansão, desconhecem o seu passado e, concomitantemente, as razões da acumulação de tanta riqueza. Surgem muitos boatos e aventa-se que ele não passará de um traficante, contrabandista e falsário.
2. Nick Carraway - membro de uma família próspera de fazendeiros do interior dos Estados Unidos, acaba de regressar do palco da Primeira Grande Guerra e, incentivado pela família, abraça a actividade de corretor de fundos mobiliários. Vizinho de Gatsby, assume o papel de protagonista-narrador no decorrer da acção narrativa.
3. Daisy Buchanan – prima em segundo grau de Nick por ser filha de um dos primos deste, é casada com Tom Buchanan e frequentadora habitual das festas de Gatsb que sempre viveu apaixonado por ela e tudo fará para a ter de volta com obstinação desmedida. Daí ter chegado a ter um caso amoroso com Gatsby. É tida como uma mulher bonita que desperta a atenção dos homens.
4. Tom Buchanan – jovem rico, colecionador de cavalos e marido de Daisy. Em termos restritos, é tido como uma figura nacional por ser um dos mais prestigiados pontas-de-lança que o futebol de New Haven havia conhecido. Surge caracterizado como bruto, intolerante e milionário. Tal como Gatsby esconde grandes segredos e desconhece-se a origem da sua riqueza. Dando mais importância aos seus prazeres pessoais, esquece-se em larga medida da sua mulher e mantém um relacionamento extra-conjugal com Myrthe Wilson.
5. Jordan Baker – campeã de golfe de renome que se envolve com Nick. É frequentadora habitual das festas de Gatsby e sua conhecida. Tem, em certa medida, um papel secundário ao longo da acção narrativa e é considerada como pessoa fria, insolente, calculista e desonesta que evitava os homens espertos e perspicazes como forma de se sentir mais segura. Manteve um relacionamento amoroso com Nick sem grande profundidade.
6. Myrthe Wilson – mulher de George Wilson, namorada de Tom Buchanan, que após uma discussão com o marido viria a ser atropelada por um carro amarelo, propriedade de Gatsby mas conduzido por Daisy.
7. George Wilson – marido de Myrthe e dono de uma garagem de reparações de automóveis. Completamente desvairado e enlouquecido com a morte da mulher, dirige-se a casa de Gatsby, após denúncia de Tom Buchanan, com uma arma e disparou contra àquele quando se encontrava na piscina e cometeu o crime de homicídio e, de imediato, suicidou-se.
8. Dan Cody – milionário dada a sua ligação ao comércio de produtos das minas de prata do Nevada e de outros metais, que proporciona a Gatsby uma chance na vida e o introduz, quando este contava apenas dezassete anos, num mundo de oportunidades ilícitas.
9. Henry Gatz – pai de Jay Gatsby e um idoso solene, desolado, abandonado, de olhos lacrimejantes com a morte do filho. Foi uma das três pessoas presentes no funeral de Gatsby, para além de Nick e “Owl Eyes” (olhos de coruja).
Luís Silva
07/09/2014
• O livro é tido como o terceiro mais famoso de Francis Scott Key Fitzgerald e integra a lista das cem melhores obras literárias de todos os tempos.
• Neste contexto, sendo uma das obras mais representativas do romance americano, descreve a vida da alta sociedade, tendo como palco a cidade de Nova Iorque e o litoral da Long Island, durante o verão de 1922, e formula uma vincada reflexão crítica ao denominado “Sonho Americano” no rescaldo da Primeira Guerra Mundial.
• Efectivamente, o romance relata o caos provocado pelos acontecimentos bélicos e quando a sociedade americana vivia um nível sem precedentes de prosperidade, durante grande parte da década de 1920, com uma economia em franco crescimento.
• A par disso, assistiu-se à proibição de produção, comercialização, importação e exportação e consumo no tocante a bebidas alcoólicas, estipulada pelo 18º Aditamento da Constituição dos Estados Unidos (conhecida por Lei Seca que vigorou no período compreendido entre 1920 e 1933, altura em que viria a ser revogada pelo presidente Franklin Roosevelt). A legislação emanada gerou, todavia, o surgimento de um sem número de milionários que se dedicaram ao comércio e tráfico de bebidas fora do circuito normal e, do mesmo modo, um aumento do crime organizado.
• No romance, Fitzgerald idolatra, em certa medida, os indivíduos que acumulavam riqueza e o glamour da época, mas não demonstra qualquer tipo de conformismo face ao materialismo reinante que proliferava e grassava sem limites e perante a ausência de moral patente que acarretava um ambiente de decadência ética transversal à sociedade americana em particular.
• Fitzgerald desenvolve, pois, uma crítica à sociedade americana vigente no início da década de vinte. Na verdade, a ostentação através de grandes, deslumbrantes e assombrosos eventos privados, a difusão de procedimentos e condutas alucinantes e desvairadas, a sensação que pairava no ar de que nada poderia falhar e o exagerado, falso e inconsistente optimismo acabariam por desembocar na queda abrupta bolsista e na grande depressão económica registada em 1929 (Crise de 1929 ou Grande Depressão que teve o seu epicentro nos Estados Unidos mas que se difundiu através do efeito de contágio, atingindo outros países da cena mundial mas com especial incidência e impacto na Europa – Alemanha, Países Baixos, França, Itália e Reino Unido)
• Fitzgerald revela, por outro lado, uma capacidade singular para destrinçar os meandros da vida dos poderosos, endinheirados e glamorosos da época. Conciliando o fim da história com a sua crítica ao materialismo e à decadência moral das pessoas e dos agentes económicos, o autor mostra à saciedade que nem todo o dinheiro e luxo foram capazes de resgatar uma história de amor, ao mesmo tempo que insinua e defende implicitamente que Gatsby, o protagonista principal, teria tido, provavelmente, mais sucesso em atingir o objectivo amoroso em vista se não tivesse insistido tanto nesse mundo do dinheiro, da aparência e da falsidade.
• Protótipo ou modelo acabado do “self-made man”, Gatsby acumula grande fortuna e torna-se uma figura lendária de uma América próspera, embalada pelo ritmo do Jazz, das máquinas de Detroit e do cinema de Hollywood.
• O trajecto de vida de Gatsby é, por seu turno, narrado à distância por Nick Carraway, um convidado assíduo nas festas organizadas por aquele. Nesta linha de pensamento, Carraway cedo descobre a infelicidade íntima do seu “herói” que cultivava um amor antigo mal resolvido em relação a uma mulher, também ela casada com um outro milionário (Tom Buchanan) cuja relação deixa transparecer vicissitudes de ordem diversa e traços de marcada insatisfação e incongruência.
Acção narrativa e enredo
• A acção narrativa desenrola-se na cidade de Nova Iorque e na ilha de Long Island, como já foi referido. A história é narrada na primeira pessoa por Nick Carraway, um jovem da classe média, corretor da bolsa de valores mobiliários, que não ostenta riqueza e mora na única casa modesta do bairro repleto de grandes e luxuosas mansões.
• Nick é vizinho de Jay Gatsby, um milionário e ex-oficial da marinha, sobejamente conhecido por organizar grandiosas, sumptuosas, extravagantes e agitadas festas na sua mansão de Long Island e que se assume como um anfitrião generoso e, simultaneamente, misterioso de escritores, produtores e estrelas de cinema, desportistas, gângsteres e mulheres bonitas em busca de ascensão social. Nick observa e expõe os factos sem compreender muito bem aquele mundo de extravagância, de riqueza e de tragédia iminente.
• A fortuna de Jay Gatsby desencadeia rumores pois nenhum dos convivas conhece verdadeiramente o seu passado e, desta forma, comenta-se em surdina e divaga-se sobre a sua origem e sobre o que fazia na vida, interroga-se acerca da procedência da sua riqueza e cogita-se que o seu dinheiro seja proveniente da venda ilegal de bebidas alcoólicas.
• A determinada altura (capítulo 6), dá-se conta de que Gatsby, filho de fazendeiros, terá encontrado aos 17 anos, a grande chance da vida ao conhecer Dan Cody que o introduziu num mundo de oportunidades ilícitas, uma espécie de espelho distorcido do “sonho americano”, na medida em que se infere e se assiste como que a uma auto-afirmação sem mérito que o dinheiro pode proporcionar.
• Uma prima de Nick, Daisy de seu nome, vive igualmente numa das mansões da região e faz parte integrante da alta sociedade. Pelo que Nick acaba por ser inserido nesse mundo glamoroso e excêntrico.
• Nick visita, em determinado momento, Daisy que era casada com Tom Buchanan, um antigo atleta universitário abastado. Mais tarde vem a descobrir que Gatsby organizava as festas na esperança de que Daisy, seu antigo amor, aparecesse numa delas por mero acaso. A partir de determinada altura, Daisy e Gatsby começam a ter um caso amoroso após Nick ter providenciado um encontro entre ambos a pedido daquele. Enquanto isto, Nick e a golfista Jordan Baker encetam, do mesmo modo, um relacionamento de cariz algo superficial.
• Numa cena que poderemos classificar de explosiva, num hotel na zona de Manhattan, Tom Buchanan apercebe-se do amor de Gatsby por Daisy, sua mulher, e afirma que este não passa de um gângster que se dedica a actividades ilegais. Simultaneamente, Gatsby força Daisy a revelar ao seu marido que jamais o havia amado na vã esperança de apagar os últimos cinco anos do seu casamento.
• Tom inconformado com tal ligação ordena que eles se dirijam para sua casa e como forma de ridicularizar Gatsby. Por seu turno, Tom segue em companhia de Nick e Jordan Baker.
• George Wilson, amigo de Tom e dono de uma garagem travou-se de razões com a sua mulher Myrthe (amante de Tom) numa discussão um tanto ou quanto violenta e contundente. Nesta sequência, Myrthe sai disparada de casa e acaba por ser atropelada pelo carro de Gatsby, conduzido por Daisy, tendo morte instantânea.
• No caminho de regresso a casa em companhia de Nick e Jordan, Tom apercebe-se de que a sua amante estaria morta. Em simultâneo, Wilson sai da sua garagem em estado de choque e de delírio, ao mesmo tempo que indicia ter sido um carro amarelo que atropelou Myrthe e, enlouquecido pela morte da sua mulher, decide lançar-se na descoberta do referido carro amarelo causador do acidente.
• De seguida, Wilson surge armado em casa de Tom Buchanan quando este se preparava para uma viagem com a sua mulher Daisy e acaba por ser informado de que o proprietário do carro amarelo era Gatsby. Este nadava calmamente na sua piscina, angustiado pela ideia de que Daisy não o amaria mais, quando surge Wilson que dispara a arma sobre Gatsby, cometendo o crime de homicídio seguido de suicídio.
• Com Gatsby morto, Nick tenta estabelecer contacto com inúmeras pessoas para lhes dar a notícia do infortúnio e de modo a estarem presentes no funeral, mas sentiu imensas dificuldades nessa missiva. Conseguiu, no entanto, localizar Mr. Henry Gatz, pai do falecido (Gatsby alterou o seu próprio nome quando deixou a casa paterna) que aproveitou o ensejo para mostrar a Nick uma fotografia algo desgastada da casa de Gatsby e um livro que este havia escrito quando criança.
• Neste contexto, apenas três pessoas estiveram presentes no funeral: Nick, Mr. Gatz e “Owl Eyes” (olhos de coruja), um indivíduo que certa vez Nick encontrou nas famosas festas de Gatsby admirando a grande biblioteca da mansão.
• Por fim, face às dificuldades de relacionamento com Jordan, Tom e Daisy, Nick deixou Nova Iorque e partiu para o Midwest.
Personagens principais
• Os personagens são, de um modo geral, pouco profundos na sua construção e caracterização até, sensivelmente, ao fim da primeira metade da acção narrativa. É bem provável que esta circunstância tenha subjacente a intenção do autor de criar um clima um tanto ou quanto desolador no que diz respeito aos relacionamentos e à própria vida de cada um dos personagens. A sensação emergente será a de que eles estariam um tanto perdidos e titubeantes em relação à sua própria vida de forma a puderem estabelecer relações verdadeiras e autênticas com o outro.
• No entanto, a partir do meio do enredo e até ao final, o panorama altera-se relativamente, pois passa-se a ter um conhecimento mais objectivo acerca de pormenores da vida dos personagens e consegue-se vislumbrar com maior nitidez os efeitos e resultados dos seus comportamentos e condutas e, bem assim, o seu reflexo na vida de cada um. Destacaremos, assim, os principais personagens:
1. Jay Gatsby – homem rico e misterioso. Seus vizinhos e frequentadores das festas, que o próprio organiza todos sábados na sua mansão, desconhecem o seu passado e, concomitantemente, as razões da acumulação de tanta riqueza. Surgem muitos boatos e aventa-se que ele não passará de um traficante, contrabandista e falsário.
2. Nick Carraway - membro de uma família próspera de fazendeiros do interior dos Estados Unidos, acaba de regressar do palco da Primeira Grande Guerra e, incentivado pela família, abraça a actividade de corretor de fundos mobiliários. Vizinho de Gatsby, assume o papel de protagonista-narrador no decorrer da acção narrativa.
3. Daisy Buchanan – prima em segundo grau de Nick por ser filha de um dos primos deste, é casada com Tom Buchanan e frequentadora habitual das festas de Gatsb que sempre viveu apaixonado por ela e tudo fará para a ter de volta com obstinação desmedida. Daí ter chegado a ter um caso amoroso com Gatsby. É tida como uma mulher bonita que desperta a atenção dos homens.
4. Tom Buchanan – jovem rico, colecionador de cavalos e marido de Daisy. Em termos restritos, é tido como uma figura nacional por ser um dos mais prestigiados pontas-de-lança que o futebol de New Haven havia conhecido. Surge caracterizado como bruto, intolerante e milionário. Tal como Gatsby esconde grandes segredos e desconhece-se a origem da sua riqueza. Dando mais importância aos seus prazeres pessoais, esquece-se em larga medida da sua mulher e mantém um relacionamento extra-conjugal com Myrthe Wilson.
5. Jordan Baker – campeã de golfe de renome que se envolve com Nick. É frequentadora habitual das festas de Gatsby e sua conhecida. Tem, em certa medida, um papel secundário ao longo da acção narrativa e é considerada como pessoa fria, insolente, calculista e desonesta que evitava os homens espertos e perspicazes como forma de se sentir mais segura. Manteve um relacionamento amoroso com Nick sem grande profundidade.
6. Myrthe Wilson – mulher de George Wilson, namorada de Tom Buchanan, que após uma discussão com o marido viria a ser atropelada por um carro amarelo, propriedade de Gatsby mas conduzido por Daisy.
7. George Wilson – marido de Myrthe e dono de uma garagem de reparações de automóveis. Completamente desvairado e enlouquecido com a morte da mulher, dirige-se a casa de Gatsby, após denúncia de Tom Buchanan, com uma arma e disparou contra àquele quando se encontrava na piscina e cometeu o crime de homicídio e, de imediato, suicidou-se.
8. Dan Cody – milionário dada a sua ligação ao comércio de produtos das minas de prata do Nevada e de outros metais, que proporciona a Gatsby uma chance na vida e o introduz, quando este contava apenas dezassete anos, num mundo de oportunidades ilícitas.
9. Henry Gatz – pai de Jay Gatsby e um idoso solene, desolado, abandonado, de olhos lacrimejantes com a morte do filho. Foi uma das três pessoas presentes no funeral de Gatsby, para além de Nick e “Owl Eyes” (olhos de coruja).
Luís Silva
07/09/2014
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VIA CITADOR:

"A vida é toda um processo de demolição. Existem golpes que vêm de dentro, que só se sentem quando é demasiado tarde para fazer seja o que for, e é quando nos apercebemos definitivamente de que em certa medida nunca mais seremos os mesmos."

"A vitalidade não se revela apenas na capacidade de persistir, mas também na de começar tudo de novo."

"Reservar o nosso pensamento implica uma esperança infinita."
"A genialidade é a capacidade de realizar aquilo que existe no pensamento."
"A marca de uma inteligência de primeira ordem é a capacidade de ter duas ideias opostas presentes no espírito ao mesmo tempo e nem por isso deixar de funcionar."
"Não se escreve por se querer dizer alguma coisa, escreve-se porque se tem alguma coisa para dizer."
"No início você toma uma bebida, depois a bebida toma uma bebida, depois a bebida toma-o a si."
"Cuidado com o artista que também é um intelectual: é o artista que está a mais."
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10 sobre FitzgeraldVIA CITADOR:

"A vida é toda um processo de demolição. Existem golpes que vêm de dentro, que só se sentem quando é demasiado tarde para fazer seja o que for, e é quando nos apercebemos definitivamente de que em certa medida nunca mais seremos os mesmos."

"A vitalidade não se revela apenas na capacidade de persistir, mas também na de começar tudo de novo."

"Reservar o nosso pensamento implica uma esperança infinita."
"A genialidade é a capacidade de realizar aquilo que existe no pensamento."
"A marca de uma inteligência de primeira ordem é a capacidade de ter duas ideias opostas presentes no espírito ao mesmo tempo e nem por isso deixar de funcionar."
"Não se escreve por se querer dizer alguma coisa, escreve-se porque se tem alguma coisa para dizer."
"No início você toma uma bebida, depois a bebida toma uma bebida, depois a bebida toma-o a si."
"Cuidado com o artista que também é um intelectual: é o artista que está a mais."
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https://www.youtube.com/watch?v=SOJLY9_YvTU
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The Great Gatsby (1974) Part 1/14
com Mia farrow e Robert Redford
https://www.youtube.com/watch?v=B86ixiypBeE
2/14
https://www.youtube.com/watch?v=J_EGjy3SIW8
3/14
https://www.youtube.com/watch?v=mACB1vdP5k0
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https://www.youtube.com/watch?v=B86ixiypBeE
2/14
https://www.youtube.com/watch?v=J_EGjy3SIW8
3/14
https://www.youtube.com/watch?v=mACB1vdP5k0
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GREAT GATSBY Trailer (2012)
https://www.youtube.com/watch?v=rARN6agiW7o