2019
2/326aVÔ
É muito boa atitude, maturar, sobre o erro, sobre o desaire, sobre cada fracasso e ser consequente no AMAnhã!
*
corAGIR tem muito inTUir,
*
Tenho de acabar com o dormir no sofá.
***
2018
um+326avÔ
aMAR com amizade
AMAr com amor
tantooooooo
em qualquer circunstância
tão espontâneo desejo
como na 1.ª x
no infinito
de cada agHora
AMAr muito +
do que imAGInei
*
corAGIR
abriLIBERDADE
e viVERDADE fazem mbem à saúde
*
o mar/oceano e a humanidade
nunca acabarão
*
saudade
ao contráRIO
é:
e da duas
***
2017
326.avÔ
à luta com convicção e determinAÇÃO
SEM PERDER os agHORAS apaixonados
ousar
aRRiscar
abordar
incentivar
verbalizar os verbos +s
os 7 ovos de colombo
as 29 medidas
Alcobaça que vos abRRaça
unir Alcobaça
abrir.unir.planear.construir
estás à altura
está na altura
vamos arrancar de novo
+1x vai ser possível
tentar VENCER
***
2017
rio dos lagos...reCANTOS de Coz, d' ALCOBAÇA que vos abRRaça...ai as ROTAS DE PERCURSOS AMBIENTAIS esTUpendoooooooooos
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10210796535500913&set=pcb.10210796538060977&type=3&theater
*
praia fluvial d' ALPEDRIZ d' ALCOBAÇA que vos abRRaça...ai as ROTAS DE PERCURSOS AMBIENTAIS esTUpendoooooooooos
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10210796531340809&set=pcb.10210796532900848&type=3&theater
***
2016..face traz-me memórias deste dia:
Boletim Municipal d' ALCOBAÇA que vos abRRaça...CONFLUÊNCIA...está disponível VIA NET...é de saudar a possibilidade, como vereador da oposição, poder escrever lá: "Dia Municipal da Educação deve ser bem comemorado
(1.ªaula…11jan1269)
“Alcobaça abraça a Educação”
A CDU propõe comemorar este dia, de novo, envolvendo toda a comunidade educativa, sobre este importante vector estratégico para o concelho, nomeadamente:
- Ligar 6 (dia dos reis), 7 (rainha morta),11 (d.m.educação) e 18 (morte D. Pedro I) de janeiro de cada ano. Reis. Pedro e Inês. Grupos de teatro e escolas de música. Lúdico. Conferências. Investigação histórica;
- Revisão da Carta Educativa (promessa de rever no ano lectivo passado não foi cumprida); Planear com todos os Centros Escolares de Alfeizerão, Cela, Pataias e Turquel;
- Acções concretas que combatam a perda de alunos, para os concelhos vizinhos;
- Concretização das promessas PSD de ensino superior;
- Activação das Alcobacíadas no desporto escolar;
- Tratamento igual de todos os alunos do 1º ciclo; Todos têm de ter boas bibliotecas, computadores, salas de expressão; Criar uma (bibli+ludo)teca itinerante que abasteça todas as freguesias de livros e jogos;
- Natureza, História (não esquecer a fundação de Portugal) e Património local no currículo dos diferentes níveis de ensino;
- Apoio a projectos inovadores com belos prémios, também, aos melhores alunos;
- Apoios a quem mais precisa (alunos e famílias);
- Fixação dos jovens através de cursos profissionais que respondam às necessidades das nossas empresas e instituições…
Queremos acções concretas inseridas neste lema: “Alcobaça abraça a Educação!”
Rogério Raimundo
Vereador da CDU"
http://www.cm-alcobaca.pt/pt/noticias/2873/boletim-municipal-ja-se-encontra-disponivel-online.aspx#.VrTCoE09xzk.facebook
* Vereador da CDU"
http://www.cm-alcobaca.pt/pt/noticias/2873/boletim-municipal-ja-se-encontra-disponivel-online.aspx#.VrTCoE09xzk.facebook
windsurf arrepiante nazarÉ
https://www.facebook.com/redbull/videos/10156530543965352/
*
5fev2016...8.22.8"...agHora... o céu d' ALCOBAÇA está asSIM...+1 esTUpendooooooooo nasCER...e pôr de lua
serra nasCER e pôr de lua by Graça Silva
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1035359783174164&set=pcb.1035359833174159&type=3&theater
*
4fev2016...+1 extraordináRIO sunset na BB bela baía...s.MARtinho do porto...d' ALCOBAÇA que vos abRRaça...visibilidade que dá Farilhões e a silhueta que eu proCURO...
FOTO DO JOÃO MOURA
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=959488034126979&set=gm.10154004162123969&type=3&theater
*
s.MARtinho by Fernanda Matias
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1544617969199914&set=gm.10154005014693969&type=3&theater
*
paREDES da VITÓRIA...d' ALCOBAÇA que vos abRRaça
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153904247619819&set=a.10150262398389819.346034.835759818&type=3&theater
*
de manhã foram desfiles por todo o concelho d' ALCOBAÇA que vos abRRaça: Pataias, Benedita, Turquel, s.Martinho, Alcobaça...e agHora é o o CEERIA na tenda do carnav' ALCOBAÇA
https://www.facebook.com/carnavalalcobaca/
*
e o CCCela a caminho do carnav'ALCOBAÇA !!! que vos abRRaça
https://www.facebook.com/centrocenico.dacela/photos/a.921947514521049.1073741826.921947461187721/951218821593918/?type=3&theater
***
2015..face traz-me memórias deste dia:
urge outra política d' esquerda patriótica que acabe com a corrupção e com o serviço de políticos aos agiotas...
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95315fev201514h-urge-acabar-com-o.html
*
video de Alcobaça que vos abRRaça
realizado pelo IÚRI SILVESTRE
*
não se deixem enganar pelos nºs e pelas balelas do PSD.CDS...O desemprego é mesmo uma tragédia para tantos...a precariedade...os recibos verdes...os salários em atraso...a quase escravatura
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/12/924917dez2014717-manipulacao-da-taxa-de.html
*
+1 anúncio para obras na USF da Benedita...Será desta vez? e sobre as obras no largo?
(está em obra em 2017)
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95295fev201513h-1-anuncio-para-obras-na.html
*
inauguração do novo Centro de Saúde do Vimeiro
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2013/09/701315set201388-15setvimeiro-mata.html
***
2014..face traz-me memórias deste dia:
Alertas do Prof.Paulo Grilo no seu blogue...Paredes, Mina do Azeiche e Pedra do Ouro...Derrocadas...Arribas em perigo...Proteção Civil tem d' agir...Litor'ALCOBAÇA que vos abRRaça está a ser fustigado...
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/02/74775fev201488-deslizamentos-das.html
***
2012..face traz-me memórias deste dia:
precisamos + e + destes escândalos:
https://www.facebook.com/ciganinha.joana.miranda/photos/a.106745182770021.14223.106742396103633/162799920497880/?type=3&theater
*
estamos nesta luta tb!pela nossa saúde...encher o teRReiro do Povo a 11 fev!!!
tal como Carvalho da Silva, Arménio Carlos tem "pedalada"!!! vamos encher o terreiro do Povo a 11fev!
https://www.youtube.com/watch?v=oCiCyN6Eiw8
*
vivABRILiberdade...
https://www.facebook.com/quem.le.sophia.de.mello.breyner.andresen/photos/a.114014221967684.7650.112890882080018/319742864728151/?type=3&theater
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN,
in MAR NOVO (1ª ed. Gumarães Ed,1958) in OBRA POÉTICA (Caminho, 2010)
LIBERDADE
Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
*Óleo sobre tela: Children on the Beach, de Joni Rose
*(LT e CC)
*
hj x AQUI: Muse
https://www.youtube.com/watch?v=MTvgnYGu9bg
*
Eu e Tu somos uma coisa só,
não te posso magoar sem me ferir.
(via Cristina F)
não te posso magoar sem me ferir.
(via Cristina F)
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
... Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
(Via Deonilde R)
* Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
... Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
(Via Deonilde R)
Rogério Manuel Madeira Raimundo partilhou a publicação de Susana Duarte.
hj x AQUI aquel'abRR ação:
Susana DuarteQuando damos as mãos, somos um barco feito de oceano, a agitar-se sobre as ondas, mas ancorado ao oceano pelo próprio oceano. Pode estar toda a espécie de tempo, o céu pode estar limpo, verão e vozes de crianças, o céu pode segurar nuvens e chumbo, nevoeiro ou madrugada, pode ser de noite, mas, sempre que damos as mãos, transformamo-nos na mesma matéria do mundo. Se preferires uma imagem da terra, somos árvores velhas, os ramos a crescerem muito lentamente, a madeira viva, a seiva. Para as árvores, a terra faz todo o sentido. De certeza que as árvores acreditam que são feitas de terra.
Por isto e por mais do que isto, tu estás aí e eu, aqui, também estou
aí. Existimos no mesmo sítio sem esforço. Aquilo que somos mistura-se.
Os nossos corpos só podem ser vistos pelos nossos olhos. Os outros olham
para os nossos corpos com a mesma falta de verdade com que os espelhos
nos reflectem. Tu és aquilo que sei sobre a ternura. Tu és tudo aquilo
que sei. Mesmo quando não estavas lá, mesmo quando eu não estava lá,
aprendíamos o suficiente para o instante em que nos encontrámos.
Aquilo que existe dentro de mim e dentro de ti, existe também à nossa volta quando estamos juntos. E agora estamos sempre juntos. O meu rosto e o teu rosto, fotografados imperfeitamente, são moldados pelas noites metafóricas e pelas manhãs metafóricas. Talvez outras pessoas chamem entendimento a essa certeza, mas eu e tu não sabemos se existem outras pessoas no mundo. Eu e tu declarámos o fim de todas as fronteiras e inseparámo-nos. Agora, somos uma única rocha, uma única montanha, somos uma gota que cai eternamente do céu, somos um fruto, somos uma casa, um mundo completo. Existem guerras dentro do nosso corpo, existem séculos e dinastias, existe toda uma história que pode ser contada sob múltiplas perspectivas, analisada e narrada em volumes de bibliotecas infinitas. Existem expedições arqueológicas dentro do nosso corpo, procuram e encontram restos de civilizações antigas, pirâmides de faraós, cidades inteiras cobertas pela lava de vulcões extintos. Existem aviões que levantam voo e aterram nos aeroportos interiores do nosso corpo, populações que emigram, êxodos de multidões famintas. E existem momentos despercebidos, uma criança que nasce, um velho que morre. Dentro de nós, existe tudo aquilo que existe em simultâneo em todas as partes.
Questiono os gestos mais simples, escrever este texto, tentar dizer aquilo que foge às palavras e que, no entanto, precisa delas para existir com a forma de palavras. Mas eu questiono, pergunto-me, será que são necessárias as palavras? Eu sei que entendes o que não sei dizer. Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer. Essa certeza é feita de vento. Eu e tu somos esse vento. Não apenas um pedaço do vento dentro do vento, somos o vento todo.
Escuta,
ouve.
Amor.
Amor.
José Luís Peixoto, in 'Abraço'
***Aquilo que existe dentro de mim e dentro de ti, existe também à nossa volta quando estamos juntos. E agora estamos sempre juntos. O meu rosto e o teu rosto, fotografados imperfeitamente, são moldados pelas noites metafóricas e pelas manhãs metafóricas. Talvez outras pessoas chamem entendimento a essa certeza, mas eu e tu não sabemos se existem outras pessoas no mundo. Eu e tu declarámos o fim de todas as fronteiras e inseparámo-nos. Agora, somos uma única rocha, uma única montanha, somos uma gota que cai eternamente do céu, somos um fruto, somos uma casa, um mundo completo. Existem guerras dentro do nosso corpo, existem séculos e dinastias, existe toda uma história que pode ser contada sob múltiplas perspectivas, analisada e narrada em volumes de bibliotecas infinitas. Existem expedições arqueológicas dentro do nosso corpo, procuram e encontram restos de civilizações antigas, pirâmides de faraós, cidades inteiras cobertas pela lava de vulcões extintos. Existem aviões que levantam voo e aterram nos aeroportos interiores do nosso corpo, populações que emigram, êxodos de multidões famintas. E existem momentos despercebidos, uma criança que nasce, um velho que morre. Dentro de nós, existe tudo aquilo que existe em simultâneo em todas as partes.
Questiono os gestos mais simples, escrever este texto, tentar dizer aquilo que foge às palavras e que, no entanto, precisa delas para existir com a forma de palavras. Mas eu questiono, pergunto-me, será que são necessárias as palavras? Eu sei que entendes o que não sei dizer. Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer. Essa certeza é feita de vento. Eu e tu somos esse vento. Não apenas um pedaço do vento dentro do vento, somos o vento todo.
Escuta,
ouve.
Amor.
Amor.
José Luís Peixoto, in 'Abraço'
2011..face traz-me memórias deste dia:
.QUE MUNDO TÃO PARVO QUE PARA SER ESCRAVO É PRECISO ESTUDAR...faz parte do processo histórico...aquel'abRRaço para tds...volto a colocar o que está na berra: a luta contra os recibos verdes e precariedade...PCP +1x na linha da frente!!!
https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=F6NuI2tnNRQ
*
https://www.youtube.com/watch?v=3J-3U4ULC-Q
***
2010...face traz-me memórias deste dia:
***
Dia Nacional de Alerta para a Alienação Parental
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95305fev20151331-igualdade-parental.html
***
1852...inauguração do museu Hermitage...em São Petersburgo
https://www.youtube.com/watch?v=9sUsFX-1vzo
***
1881...morreu Thomas Carlyle...1 vivaaaaaa à sua obra: DO LIVRO ENSAIOS DE CRÍTICAS E DIVERSOS
"A grande lei da cultura é esta: deixar que cada um se torne tudo aquilo para que foi criado capaz de ser."
**
DO LIVRO HERO AND HERO-WORKSHIP
"Para cada homem que consegue suportar a prosperidade existem cem que conseguem suportar a adversidade."
**
DO LIVRO OS HERÓIS E O CULTO DOS HERÓIS
"Tudo o que a humanidade tem sido, feito, pensado ou lucrado, encontra-se como que magicamente preservado nas páginas dos livros."
**
DO LIVRO SARTOR RESARTUS
"Com estupidez e boa digestão o homem pode enfrentar muita coisa."
*
"Um homem que tenha rido com gosto ao menos uma vez na vida não pode ser de todo irremediavelmente ruim."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95255fev2015755-thomas-carlyle.html
***
1887...estreia d' OTELO, de Verdi...
https://uniralcobaca.blogspot.com/2018/10/500610outubro20181010-giuseppe-verdi.html
*
https://www.youtube.com/watch?v=zIVFSW25h1o
*
Maria Callas:
https://www.youtube.com/watch?v=MMDa0Ua_KrI
***
1915...Blazquez: "A final...
Em toda a nossa vida
há um sonho de brinquedos
– estrada indefinida
de desejos inquietos
–Em toda a nossa vida
há um riso de mulher
– estrada florescida
de um velho amanhecer
–Em toda a nossa vida
há uma doce saudade
– uma estrada comprida
que finda na Verdade..."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2017/03/66072mar201777-blazquez.html
***
1916...Nasce o Dadaísmo...Zurique...ponto de encontro para artistas "Cabaret Voltaire"... uma tendência artística anti burguesa que se baseia no irracional. "O dadaísmo é o produto da tensão dialéctica entre os ímpetos redutivo e criativo da actividade artística." Assim o descreve a historiadora de Arte Karin Thomas.
https://uniralcobaca.blogspot.com/2019/02/67825fever201999-dadaismo.html
***
1918...República Russa separa-se da Igreja Ortodoxa
***
1936...estreia do filme Tempos modernos de Charles Chaplin... "Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve… A vida é muita para ser insignificante."
“Falar sem aspas, amar sem interrogação, sonhar com reticências, viver sem ponto final.”
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/77602abril2014858-charles-chaplin.html
*
https://www.youtube.com/watch?v=FNv7M-UPNuY
***
1937...morreu Lou Andreas-Salomé...1 vivaaaaaaa à sua obra: "Ouse, ouse... ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida"
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95265fev201588-lou-andreas-salome.html
***
1962...De Gaulle expressa ser a favor da independência da Argélia...
***
1964
Duff McKagan
baixista dos Guns N' Roses
https://www.youtube.com/watch?v=8SbUC-UaAxE&list=RD8SbUC-UaAxE#t=3
***
1985...hj é de dar paraBÉNS ao extraordináRIO (E POLÉMICO) CR7...
https://uniralcobaca.blogspot.com/2016/12/801227dez201677-cristiano-ronaldo.html
***
e a poesia de Joaquim Pessoa:
2012
hj x AQUI:
Joaquim PessoaDia 348. (excerto)
No centro de mim há uma quietude onde não poderá caber
nenhum orgulho. E se uma estrela arrefecer, não é já no meu
sorriso, não é já na minha mão. Nela, caberá apenas a tua,
essa mão verdadeira, real e fria, que o meu amor se esforça
por aquecer.
in ANO COMUM, Litexa.
*2012
·
A maior das maravilhas é viver
mas não me empurrem para a vida
sem que eu queira. Não me dispam,
não me vistam, não me lavem sem
* mas não me empurrem para a vida
sem que eu queira. Não me dispam,
não me vistam, não me lavem sem
que me apeteça. E não dêem números
... às almas, às coisas que são mais importantes,
não atribuam um número à esperança,
outro à minha angústia e outro à liberdade,
ou um só número para tudo o que sou
e para tudo o que sinto. Um número
tatuado na pele humana da notável
condição de ser pensante. Não afoguem
a água. Não aqueçam o sol. A maior
das melhores maravilhas é viver
sem profissionais do empurrão. Os que esperam
lucrar alguma coisa com a queda, chegar-se
à frente no gabinete das soluções precárias.
Não quero que me convidem nem me impeçam
de viver como gosto, como quero, como espero,
ou de outra forma qualquer. Não se ponham
na minha frente, nem me empurrem.
Deixem-me caminhar como eu quiser,
se eu quiser. Deixem-me pensar como eu
quiser, se eu quiser. Deixem-me, apenas.
Não me segurem. Quero escolher.
Quero ser o que bem me apetecer!
Formidável, amável, doente, diferente
ou indiferente. Permitam-me que escolha,
que faça apenas o que me der na bolha,
que diga porra!, basta!, vão-se embora!
e deixem-me ficar. Quero permanecer
caído, traído, vencido, emparedado,
ou sacudir de vez a água das traições
e ferrar o dente na mentira, gritar se fôr
preciso. Mas fazer doer quando morder.
Não me toquem, não me abracem, não me finjam
sentimentos. Há momentos que não posso suportar.
Deixem-me ser como o mar, como o deserto:
ser perto ao longe e longe ao perto. Ou ser,
apenas ser. O que eu for capaz, afinal, o que eu
quiser, porque quero, porque posso, porque
de nada serve querer mudar-me. Não me toquem
como se eu fosse uma bola de cristal, uma
cobra, uma barata, uma coisa, um animal.
Deixem-me estar sozinho. Assim, sozinho,
tão sozinho que não precise de ninguém,
muito menos de quem se sente no direito
de empurrar. Ou impedir. Não me façam
um dos vossos, um previsível, um sensível
à rotina das esperadas pulsações. Não quero
dar, nem quero que me dêem soluções. Nem
sequer convosco conversar ou fazer parte
seja do que for. Retirem-se. Retirem-me
a vergonha de me estar a transformar
no que é pior que tudo e eu não mereço:
no número 103 420 894. Por favor,
é isso, só isso, que vos peço.
(Via Tânia D)
... às almas, às coisas que são mais importantes,
não atribuam um número à esperança,
outro à minha angústia e outro à liberdade,
ou um só número para tudo o que sou
e para tudo o que sinto. Um número
tatuado na pele humana da notável
condição de ser pensante. Não afoguem
a água. Não aqueçam o sol. A maior
das melhores maravilhas é viver
sem profissionais do empurrão. Os que esperam
lucrar alguma coisa com a queda, chegar-se
à frente no gabinete das soluções precárias.
Não quero que me convidem nem me impeçam
de viver como gosto, como quero, como espero,
ou de outra forma qualquer. Não se ponham
na minha frente, nem me empurrem.
Deixem-me caminhar como eu quiser,
se eu quiser. Deixem-me pensar como eu
quiser, se eu quiser. Deixem-me, apenas.
Não me segurem. Quero escolher.
Quero ser o que bem me apetecer!
Formidável, amável, doente, diferente
ou indiferente. Permitam-me que escolha,
que faça apenas o que me der na bolha,
que diga porra!, basta!, vão-se embora!
e deixem-me ficar. Quero permanecer
caído, traído, vencido, emparedado,
ou sacudir de vez a água das traições
e ferrar o dente na mentira, gritar se fôr
preciso. Mas fazer doer quando morder.
Não me toquem, não me abracem, não me finjam
sentimentos. Há momentos que não posso suportar.
Deixem-me ser como o mar, como o deserto:
ser perto ao longe e longe ao perto. Ou ser,
apenas ser. O que eu for capaz, afinal, o que eu
quiser, porque quero, porque posso, porque
de nada serve querer mudar-me. Não me toquem
como se eu fosse uma bola de cristal, uma
cobra, uma barata, uma coisa, um animal.
Deixem-me estar sozinho. Assim, sozinho,
tão sozinho que não precise de ninguém,
muito menos de quem se sente no direito
de empurrar. Ou impedir. Não me façam
um dos vossos, um previsível, um sensível
à rotina das esperadas pulsações. Não quero
dar, nem quero que me dêem soluções. Nem
sequer convosco conversar ou fazer parte
seja do que for. Retirem-se. Retirem-me
a vergonha de me estar a transformar
no que é pior que tudo e eu não mereço:
no número 103 420 894. Por favor,
é isso, só isso, que vos peço.
(Via Tânia D)
2014
as pitadinhas habituais, sempre novas, de Joaquim Pessoa...
Poema Vigésimo Sétimo
A vida. Com que palavras a dizes ou
a negas? Com que palavras te entregas?
Nasceste do ovo azul da linguagem,
essa que te beijou a pele e beijará teus olhos.
A tua voz é a voz das palavras. Mas já foi
a voz dos frutos e do chão. das espigas
e das rosas. A que um dia poisou na fala
e se derrama agora na solidão da página.
A vida continua a torturar com palavras
acendendo fogueiras, encenando novos
autos de fé, finos rastos de fria dignidade.
É feito de pedacinhos de sílabas o teu rosto.
São restos de poemas, dor que ainda sorri
à luz que acena dentro dos abraços.
In Guardar o Fogo
a voz dos frutos e do chão. das espigas
e das rosas. A que um dia poisou na fala
e se derrama agora na solidão da página.
A vida continua a torturar com palavras
acendendo fogueiras, encenando novos
autos de fé, finos rastos de fria dignidade.
É feito de pedacinhos de sílabas o teu rosto.
São restos de poemas, dor que ainda sorri
à luz que acena dentro dos abraços.
In Guardar o Fogo
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=634124319956068&set=gm.685008734874573&type=3&theater
POEMA QUADRAGÉSIMO QUINTO
Salvo o meu amor, todo o amor,
como se morresse amanhã. Aprendi com as mãos
a fazer uma canção para esse amor, poema que
respeita o orgulho da música e já teve morada
nas planícies do peito. Canção para sonhar-te, sim,
também para viver-te, para alimentar as raízes do
teu corpo, enterrando nele a funda fome de infinito,
morrendo de viver, vivendo
o meu amor até à morte.
Faço as orações do fogo,
orações de eternidade, orações do amor.
Guiam-me as estrelas dos teus olhos, luzes
que acordam a noite e o céu e onde reconheço
o meu olhar, a minha pele, o meu desejo.
Vivo mastigando pétalas vermelhas em teu sangue
para dar voz ao silêncio do mar, e abraço
o embaraço que confunde as estrelas
com os ossos azuis do meu futuro.
in Guardar o Fogo
Editora: Edições Esgotadas 2013
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POEMA 29
A mão esquerda e a mão direita são talvez uma só
quando se corta a água em pedaços ou quando,
acima do vazio,
tudo permanece inalterável.
Nos caminhos da música movem-se as sombras
daquilo que se busca,
o que vive impassível entre o claro e o escuro,
entre o que se diz e o que se escuta,
entre o limite e a plenitude. Como
poderei explicar-me sem palavras,
como podem as palavras explicar-te?
A minha mão esquerda e a tua mão direita
são talvez uma só quando as envolve a
ligadura da água
ou quando, injustamente, esquecemos toda
a inquietação.
in Á MESA DO AMOR
edição especial ilustrada
Litexa Editora 1994
imagem postada no Blog de Charles Atlantis
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O Amor é o Elixir da Juventude
O amor é um poema. Dói e canta cá dentro. Tem a filosofia das árvores, a lição do mar, os ensinamentos que as aves recolhem quando migram para lá dos desertos, de onde hão-de regressar mais sábias e seguras. O amor é uma causa. Uma luta excessiva com a divindade dos dias e a sua fogueira obscura. Mas também contra o mistério de si mesmo, uma paz que nos dá o cansaço e a loucura infeliz da felicidade, esse primitivo terror dos sinos que tocam como um aviso aos densos nevoeiros súbitos do mar.
O amor é uma casa. Erguida com os beijos, com os versos da noite e o gemido das estrelas. Casa cujas paredes vestem o nosso júbilo, a nossa intuição, a nossa vontade, sobretudo o nosso instinto e a nossa sabedoria. Onde se acende e brilha a luz suplicante da pele comprometida dos amantes. O amor é um gigantesco pequeno mistério, uma estranha generosidade que faz com que, quanto mais damos, com mais ficamos para dar.
Só o amor é o elixir da juventude. Não esse que sempre se procurou nas indecifráveis formulas dos antigos livros de magia e de alquimia, mas aquele que está tão perto de nós que, por vezes, o pisamos sem reparar.
in 'Guardar o Fogo'
**O amor é uma casa. Erguida com os beijos, com os versos da noite e o gemido das estrelas. Casa cujas paredes vestem o nosso júbilo, a nossa intuição, a nossa vontade, sobretudo o nosso instinto e a nossa sabedoria. Onde se acende e brilha a luz suplicante da pele comprometida dos amantes. O amor é um gigantesco pequeno mistério, uma estranha generosidade que faz com que, quanto mais damos, com mais ficamos para dar.
Só o amor é o elixir da juventude. Não esse que sempre se procurou nas indecifráveis formulas dos antigos livros de magia e de alquimia, mas aquele que está tão perto de nós que, por vezes, o pisamos sem reparar.
in 'Guardar o Fogo'
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A Tua Boca
A tua boca. A tua boca.
Oh, também a tua boca.
Um túnel para a minha noite.
Um poço para a minha sede.
Os fios dormentes de água
que a tua língua solta num grito cor-de-rosa
e a minha língua sorve e canta
e os meus dentes mordem derramando a seiva
da tua primavera sem palavras
o poema inquieto e livre que a tua boca oferece
à minha boca.
As loucas bebedeiras de ternura
por essa viagem até ao sangue.
Os beijos como fogueiras.
As línguas como rosas.
Oh, a tua boca para a minha boca.
Imagem : Sung Jin Kim