2019
2/331aVÔ
URGE VER + LONGE, ter, sempre, muita esperança!
Saber sonhar bem aCORdado. Mesmo que vá errar. Há que tentar. Há que aprender, enquanto se caminha.Criar factos. Semear, espalhar a nova notícia, sobre o nOVO projecto. Fertilizar o territóRIO.
Acarinhar a sementeira. Colher com um riso no ÂMAgo.
***
2018
um+331avÔ
Hj é dia da absoluta necessidade
de m'encontrar
comigo mesmo
acompanhar bem o nasCER do dia
rePARAR nos porMAIORES da naTUreza
e só depois
ir à proCURA de mim
contigooooooo
***
2017
331.avÔ
o AMAnhã
é vivido
em sucessivos agHORAS
em precisos instantes
em preciosos segundos
que fazemos 1.ºs
para sempre
*
***
2018
16.16.16”...Vale Furado...patAIAS/MARtingança...d’ Alcobaça que vos abRRaça
by mim
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10213890793455428&set=pcb.10213890795855488&type=3&theater
*
5.5.5”....paREDES da Vitória...d’ Alcobaça que vos abRRaça
by mim
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10213891125063718&set=pcb.10213891125903739&type=3&theater
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5.22.5”...polvoEIRA...d’ Alcobaça que vos abRRaça
by mim
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10213891208785811&set=pcb.10213891209865838&type=3&theater
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5.44.5”...pedra d’OUro...d’ Alcobaça que vos abRRaça
by mim
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10213891401910639&set=pcb.10213891402310649&type=3&theater
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5.55.55”...Água de Madeiros...de patAIAS/MARtingança d ‘ Alcobaça que vos abRRaça
by mim
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10213891462792161&set=pcb.10213891463192171&type=3&theater
*
1 bravíssimoooooo para JOÃO DANIEL
HJ às 16h...vai lançar "Pedrês"
Chiado café literário
R.Cascais,53...Alcântara
lisBOA
e em breve será em ALCOBAÇA
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209360850453333&set=a.1150059006751.19580.1685889837&type=3&theater
***
2017
o mundo continua, ainda, + perigoso...Jerónimo: «A tomada de posse da nova Administração dos EUA e as suas implicações políticas, económicas e comerciais ainda imprevisíveis; a desvinculação do Reino Unido da União Europeia (UE); as novas regras de financiamento anunciadas pelo Banco Central Europeu (BCE); os factores de instabilidade e guerra persistentes em vários pontos do mundo.»
https://www.abrilabril.pt/nacional/recuperar-soberania-para-enfrentar-instabilidade-externa?fbclid=IwAR03qmZMDHmq9b7Ir5A2MA94ZezXSDkjqbo2tDRKp0-eJemT3r9-z3SanWU
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s.MARtinhooo by Fernanda Matias
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1755821404746235&set=pcb.10155111569248969&type=3&theater
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2016...face traz-me memórias deste dia:
s.MARtinho do porto by Fernanda Matias
...s.MARtinho do porto...d' ALCOBAÇA que vos abRraça...o temporal deu pedras no cais...e a famosa luz ao fundo do túnel!!!
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1546921122302932&set=gm.10154016192978969&type=3&theater
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e hj é o enterro do entrudo..na tenda...em ALCOBAÇA que vos abRRaça
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=953024161449478&set=a.394520603966506&type=3&theater
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2015...face traz-me memórias deste dia:
ontem, paREDES da VITÓRIA estava asSIM...hj estará cinzentão...mas belíssimaaaaaaaaa, diferente, à tua espera...d'ALCOBAÇA que t'abRRaça
foto do Adelino pataias
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153071281824819&set=a.10150262398389819.346034.835759818&type=3&theater
*
ONTEM, 9fev2015, VALE FURADO estava asSIM...belíssimaaaaaaa, sempre!!...d'ALCOBAÇA que t'abRRaça
FOTO DO BRUNO JANUÁRIO
https://www.facebook.com/brunojanuario.photo/photos/a.324331614416152.1073741840.318381168344530/374626279386685/?type=3&theater
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2014...face traz-me memórias deste dia:
bELA fotogravAÇÃO...a Estefânia coloriu de castanho a BB bela baía...A Concha azul deu em CC Concha castanha...d'Alcobaça que vos abRRaça
foto de Hélder Afonso
https://www.facebook.com/Mxmultimedia/photos/a.468832139913124.1073741830.173687452760929/469004166562588/?type=3&theater
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hj foi dia d' apresentação do 1º candidato da CDU...eleições de 25maio2014...Há que votar certo: alternativa é CDU.João Ferreira e restante equipa
http://www.pcp.pt/o-refor%C3%A7o-da-cdu-%C3%A9-mais-s%C3%B3lida-garantia-para-dar-for%C3%A7a-uma-pol%C3%ADtica-alternativa-patri%C3%B3tica-e-de-esqu
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OS NOSSOS d' Alcobaça que vos abRRaça, ontem...THE GIFT
https://www.facebook.com/TheGiftOfficial/photos/a.128410800564497.24762.118368261568751/607544379317801/?type=3
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pitadinhas RR Ramos Rosa animam, nomeadamente, ao começar da noite
"Há uma nudez que ilumina"
https://www.facebook.com/423434984346585/photos/a.423445591012191.102438.423434984346585/683320785024669/?type=3&theater
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outras cores na BB bela baía...a entrada.saída da barra...SMart.Porto d'Alcobaça que vos abRRaça..
Foto do José Freitas
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10201563581752402&set=a.10201563577912306.1073741849.1263295271&type=3&theater
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hj é dia da Sec.D.PedroI...25 anos com muita história e arteeeeeeee...A CDU preferia que houvesse os 3 Agrupamentos (Pataias, Frei Estêvão e D.PedroI) em x do mega agrupamento...A poupança em profs e trabalhadores é prejuízo educativo!!! Reduziu a dinâmica própria, de cada agrupamento e da própria ESDICA, que podia ser ampliada ainda mais...
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/02/74856fev20141251-escola-dpedro-i-vai.html
*
inTERvalar com Neruda faz mbem à saúde
"Ainda te Necessito
"Ainda te Necessito
Ainda não estou preparado para perder-te
Não estou preparado para que me deixes só.
Não estou preparado para que me deixes só.
Ainda não estou preparado pra crescer
e aceitar que é natural,
para reconhecer que tudo
tem um princípio e tem um final.
e aceitar que é natural,
para reconhecer que tudo
tem um princípio e tem um final.
Ainda não estou preparado para não te ter
e apenas te recordar
Ainda não estou preparado para não poder te olhar
ou não poder te falar.
e apenas te recordar
Ainda não estou preparado para não poder te olhar
ou não poder te falar.
Não estou preparado para que não me abraces
e para não poder te abraçar.
e para não poder te abraçar.
Ainda te necessito.
E ainda não estou preparado para caminhar
por este mundo perguntando-me: Por quê?
por este mundo perguntando-me: Por quê?
Não estou preparado hoje nem nunca o estarei.
Ainda te Necessito."
https://www.facebook.com/portaldeliteratura/photos/a.139691682721564.20114.114396468584419/731086450248748/?type=3&theater
as cupcake d'Alcobaça que vos abRRaça deram grandes alegrias...O vencedor Berg tb foi agradável depois de o ver, com gosto, em vários belos momentos, de música ao vivo, em serões em bares da região...
https://www.youtube.com/watch?v=Ih14dfTFrC4&feature=youtube_gdata_player
*
hj é dia da Susana Duarte...perfaz 41 anos...escreveu Pescadores de Fosforescências e vai lançar em breve novo livro de poesias...do blogue respigo a última:
http://terradencanto.blogspot.pt/…/o-poema-e-o-refugio-anti…
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2012...face traz-me memórias deste dia:
hj é dia da poeta Susana Duarte paraBÉNS e bELO escreVIVER! d'alcobaça que t'abRRaça
ver blogue terra d'encanto
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aiiiiiiiii a nossa saúde d' oeste..."eles" ensandeceram...amanhã no Terreiro do POVO: queremos saúde!!!não queremos negócios com a saúde!!!
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=390956154253785&set=a.390956030920464.120309.100000182105687&type=3
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queremos a Linha do Oeste ao serviço das pessoas e da Região!!!
https://www.youtube.com/watch?v=ucJjxJ66rf4
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hj é dia de Zeca x AQUI...VENHAM + 5 AMANHÃ AO TERREIRO DO POVO...
temos que cantar Abril em Fev!!! O POVO É QUEM MAIS ORDENA!!!
https://www.youtube.com/watch?v=_ZP6V8vaFTk&list=PL88C79670442B47CD
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+1 bELA pitadinha de A Gedeão
https://www.facebook.com/andante.associacao.artistica/photos/a.288172387903334.74349.132465900140651/297183533668886/?type=3&theater
Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
ANTÓNIO GEDEÃO/Dani Torrent
*
sumos magníficos daFRubaça d'alcobaça que vos abRraça
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2012/02/547610fev2012171-saudar-frubaca.html
*
amanhã... vegetais no forno com tofu fumado
https://www.youtube.com/watch?v=WgZTWZligHE
*
hj x AQUI euGÉNIO:
https://www.facebook.com/quem.le.sophia.de.mello.breyner.andresen/photos/a.114014221967684.7650.112890882080018/322363451132759/?type=3&theater
EUGÉNIO DE ANDRADE,
“DOUTRA MANEIRA”, in POESIA EM VERSO E PROSA,( C. Leitores, 1980)
DOUTRA MANEIRA
“Um corpo. Um corpo vertical ou estendido é sempre uma chama: aquece e ilumina. Um corpo respira, abre-se ao sol, floresce na noite. Em silêncio, é pura veemência; quando fala, queixa-se de ser tão só. Mais raramente, diz uma palavra de alegria. Exalta-se; fatiga-se; exaspera-se. A sua voz é a da terra – dali parte, ali regressa. É breve a sua duração, muito breve – quase só o tempo de um suspiro. Mas é belo aquele esplendor. Não há nada mais belo. Da sua existência, deixa às vezes uns sinais. Da inquietação; de plenitude. O mais efémero dos seres tem sede de eternidade, quero eu dizer: doutro corpo. Então balbucia, beija, ama, dá um subtil nome às coisas, e das dissonâncias da carne ergue-se à exacta medida do canto, ou de qualquer outra música. A luz torna-se fulguração. Toda a eternidade é isso – e não há outra.
Um corpo. Um corpo anda por aqui, obsessivamente: é a alma dos desenhos de Rodrigues. Um corpo opulento e magnífico, um corpo trémulo e desamparado. Da desordem instaurada par um Eros errante, a sua mão recolhe, com apaixonada atenção, um seio onde sentiu um coração opresso, a linha ampla de umas ancas friorentas, a curva adolescente e terna de uns ombros nus, a sombra expectante de um sexo, uns dedos abandonados ao acaso das carícias. Fragmentos…, e a memória obstina-se em construir com eles um caminho para a harmonia a que toda a desordem não pode deixar de aspirar. É que este primitivo não o é inteiramente. É certo que a embriaguez dionisíaca acaba por triunfar de uma regra que o não pode conter, mas tal vitória raramente é definitiva; daí que as suas obras guardem quase sempre um rasto de lágrimas – vestígios de um sacrifício a qualquer ídolo desatento às nascentes rumorosas do homem. A criança melindrosa e magoada, esse rosto feito de mil rostos, que tanta vez, nos seus desenhos, fita com olhos pávidos as coisas do mundo, poderia ser escolhida como símbolo de um conflito latente entre a lei e a paixão de viver, entre «o direito de amar sem medida» e uma lei que o amor só conhece os limites.
Há vidas, e não das menos patéticas, que são uma longa e só hesitação. Consomem-se sem arder. Rodrigues nada sabe de tal inferno: toda a sua natureza o leva a repudiar na noite o que mais acariciou no dia. Uma curiosidade sem reserva, que tem muito de juvenil, por tudo o que for susceptível de forma, é nele a paixão de que é capaz. Alheios a superstições, qualquer material, qualquer estilo, qualquer cânone o seduz. O oiro derrama-se no cimento, lenta e barroca, a linha incisiva e esbelta alterna com a matéria mais rude e espessa, o espasmo e o grito sempre à beira do êxtase e do silêncio. Uma grande disponibilidade o arrastará a muita coisa meramente lúcida, mas o conduzirá também ao ritmo original do fogo e da água, onde o ser e o fazer são um só acorde nupcial.”
Acrílico s/ tela: A Couple, por IVAN KOULAKOV ( Novosibirsk, 2009)
(LT)
*DOUTRA MANEIRA
“Um corpo. Um corpo vertical ou estendido é sempre uma chama: aquece e ilumina. Um corpo respira, abre-se ao sol, floresce na noite. Em silêncio, é pura veemência; quando fala, queixa-se de ser tão só. Mais raramente, diz uma palavra de alegria. Exalta-se; fatiga-se; exaspera-se. A sua voz é a da terra – dali parte, ali regressa. É breve a sua duração, muito breve – quase só o tempo de um suspiro. Mas é belo aquele esplendor. Não há nada mais belo. Da sua existência, deixa às vezes uns sinais. Da inquietação; de plenitude. O mais efémero dos seres tem sede de eternidade, quero eu dizer: doutro corpo. Então balbucia, beija, ama, dá um subtil nome às coisas, e das dissonâncias da carne ergue-se à exacta medida do canto, ou de qualquer outra música. A luz torna-se fulguração. Toda a eternidade é isso – e não há outra.
Um corpo. Um corpo anda por aqui, obsessivamente: é a alma dos desenhos de Rodrigues. Um corpo opulento e magnífico, um corpo trémulo e desamparado. Da desordem instaurada par um Eros errante, a sua mão recolhe, com apaixonada atenção, um seio onde sentiu um coração opresso, a linha ampla de umas ancas friorentas, a curva adolescente e terna de uns ombros nus, a sombra expectante de um sexo, uns dedos abandonados ao acaso das carícias. Fragmentos…, e a memória obstina-se em construir com eles um caminho para a harmonia a que toda a desordem não pode deixar de aspirar. É que este primitivo não o é inteiramente. É certo que a embriaguez dionisíaca acaba por triunfar de uma regra que o não pode conter, mas tal vitória raramente é definitiva; daí que as suas obras guardem quase sempre um rasto de lágrimas – vestígios de um sacrifício a qualquer ídolo desatento às nascentes rumorosas do homem. A criança melindrosa e magoada, esse rosto feito de mil rostos, que tanta vez, nos seus desenhos, fita com olhos pávidos as coisas do mundo, poderia ser escolhida como símbolo de um conflito latente entre a lei e a paixão de viver, entre «o direito de amar sem medida» e uma lei que o amor só conhece os limites.
Há vidas, e não das menos patéticas, que são uma longa e só hesitação. Consomem-se sem arder. Rodrigues nada sabe de tal inferno: toda a sua natureza o leva a repudiar na noite o que mais acariciou no dia. Uma curiosidade sem reserva, que tem muito de juvenil, por tudo o que for susceptível de forma, é nele a paixão de que é capaz. Alheios a superstições, qualquer material, qualquer estilo, qualquer cânone o seduz. O oiro derrama-se no cimento, lenta e barroca, a linha incisiva e esbelta alterna com a matéria mais rude e espessa, o espasmo e o grito sempre à beira do êxtase e do silêncio. Uma grande disponibilidade o arrastará a muita coisa meramente lúcida, mas o conduzirá também ao ritmo original do fogo e da água, onde o ser e o fazer são um só acorde nupcial.”
Acrílico s/ tela: A Couple, por IVAN KOULAKOV ( Novosibirsk, 2009)
(LT)
*
"Saturday wait
And Sunday always comes too late
But FRIDAY never hesitate..." hj é dia de amAR-TE infinitamente
https://www.youtube.com/watch?v=wa2nLEhUcZ0
*
arte espantosa...
http://obviousmag.org/
*
amanhã lá estamos no terreiro do POVO EM LUTA por políticas que dignifiquem quem trabalha e quer trabalhar e contra os agiotas de todas as matizes
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=386102734738353&set=a.178071608874801.50199.100000158898650&type=3
***
2011...face traz-me memórias deste dia:
a luta de classes está aí, como sempre...hoje estou numa de rever 1 lição política em desenho animado.
https://www.youtube.com/watch?v=EaVbYyky-Bw
*
tá na hora de fazer...aquel'abRRaço para tds e bnoite...
Pedro Abrunhosa
https://www.youtube.com/watch?v=14_-_N2xJ3I&list=RD14_-_N2xJ3I
*
as palavras recentes da criadora do blogue TERRA D'ENCANTAR.
hoje ela é pequenina, merece uma prendinha d'anivº...
confesso: sou fã da Susana Duarte!!!
Susana Duarte
Dia da Internet + segura
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95509fev2015744-10fev-dia-da-internet.html
***
2005...morreu Arthur Miller...1 vivaaaaaaaaaaa à sua obra: “A questão importante é fazer perguntas - e sempre será - e perguntar aos outros de forma mais inexorável que puder. E encarar a ausência de respostas precisas com humildade.”
“A traição é a única verdade que cola.”
“Você se especializa em alguma coisa até um dia descobrir que a coisa se especializou em você.”
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/10/890516out201413h-arthur-miller.html
***
1973... Susana Duarte..."foi o beijo, e não a morte, que venceu a noite. foi o beijo.
foi o beijo que iluminou as ondas, incautas e altivas, onde
o mar arredava os gritos e os medos confrontados pelos
lábios, onde o beijo, vivo como a vida inscrita nas veias,
desfez o grito das aves. foi o beijo, que me levou,
quando o dia se desfez em lágrimas de escura e fria
chuva. foi o beijo, e não a morte, que venceu os lábios."
*
"o amor.
o amor é a confluência dos remos,
o amor é a confluência dos remos,
ou das mãos.
o amor
é, talvez, a estrada
por onde caminham as aves,
é, talvez, a estrada
por onde caminham as aves,
e os bicos,
segurando flores novas
segurando flores novas
e as madrugadas
deixadas sobre os leitos,
deixadas sobre os leitos,
de onde voam lágrimas,
para, neles, se deitar
para, neles, se deitar
o sol.
o amor.
o amor é a luz depois da noite,
o amor é a luz depois da noite,
mas é também a noite
dos amantes.
e os seus olhos.
dos amantes.
e os seus olhos.
é, talvez, a delonga das cerejas
e a maturação das dores,
e a maturação das dores,
e a impossibilidade
das manhãs
lentas
do desespero.
das manhãs
lentas
do desespero.
o amor.
é, talvez, a rubra declaração
que o sol faz às ondas
quando, sobre as algas,
penetra as trevas
e ilumina
o oceano.
é, talvez, a rubra declaração
que o sol faz às ondas
quando, sobre as algas,
penetra as trevas
e ilumina
o oceano.
o amor."
***
1937
Roberta Flack
https://www.youtube.com/watch?v=dpNdMIAnKko&list=RDdpNdMIAnKko#t=2
***
1898...Bertold Brecht... “Melhor do que roubar bancos é fundar um. O que é roubar um banco comparado a fundar um?"
"Dificuldade de governar
Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar.
Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente.
Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida.
Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra.
E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica.
Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses:
Quem, de outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados?
E que seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.
Como é difícil governar.
Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente.
Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida.
Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra.
E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.
E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica.
Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses:
Quem, de outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados?
E que seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.
Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.
Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?"
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?"
***
1890...Boris Pasternak - poeta e romancista russo... DR. JIVAGO:"O homem nasceu para viver e não para se preparar para viver."
"As revoluções duram semanas, anos; depois, durante dezenas e centenas de anos, adora-se, como algo de sagrado, esse espírito de mediocridade que as suscitou."
"A arte serve a beleza, e a beleza é a felicidade de possuir uma forma, e a forma é a chave orgânica da existência; tudo o que vive deve possuir uma forma para poder existir, e, portanto, a arte, mesmo a trágica, conta a felicidade da existência."
"O que é a história? É o trabalhar para elucidar progressivamente o mistério da morte e vencê-la um dia."
"Os progressos da ciência obedecem à lei da repulsão: para dar um passo em frente, é preciso começar por derrubar o domínio do erro e das falsas teorias."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/05/817230maio201418h-boris-pasternak.html
***
1842...A Carta Constitucional é restabelecida..."depois de ter sido substituída pela Constituição de 1822, revista em 1838, após a Revolução de Setembro.
Após a
morte de D. João VI, a 10 de março de 1826, D. Pedro, legítimo herdeiro
do trono de Portugal, sendo detentor
da Coroa imperial brasileira, era considerado
um estrangeiro, o que, pelas leis então vigentes quanto à sucessão do trono, o tornava inelegível para o trono português.
***
A regência, nomeada em 6 de março de 1826, apenas quatro dias antes da morte do rei, na pessoa da infanta D. Isabel Maria, declara D. Pedro Rei de Portugal. A situação, porém, não agradava nem a portugueses nem a brasileiros. Em Portugal,
muitos defendiam a
legitimidade do trono
para D. Miguel, irmão de Pedro.
D. Pedro procurou uma solução conciliadora.
Assim, após outorgar
a Carta Constitucional
a Portugal (29 de abril de 1826), abdicou em favor da sua filha D. Maria da Glória, na dupla condição de esta desposar o seu tio D. Miguel e de este jurar a Carta.
A Carta Constitucional da monarquia
portuguesa baseou-se na
Constituição brasileira que, por sua vez, se inspirara na Carta francesa de 1814, apoiando-se esta no sistema britânico. Há ainda, nalguns artigos, influências
da Constituição de
1822. Pela sua natureza moderada, a Carta representou um compromisso entre os defensores da soberania nacional adotada na Constituição de 1822 e os defensores da reafirmação do poder régio.
O documento estipulava um sistema monárquico, de titularidade hereditária, em
que ao rei caberia a responsabilidade
última do poder executivo e uma função de moderação na sociedade; divulgava a abdicação de D. Pedro; definia os princípios gerais de administração do reino, prevendo a separação dos poderes (distinguindo-se os poderes
legislativo, moderador, executivo e judicial); e garantia os direitos dos cidadãos, no tocante à liberdade, à segurança individual e à propriedade.
A Carta Constitucional teve três
períodos de vigência.
O primeiro decorreu entre 31 de julho de 1826 e 3 de maio de 1828, data da convocação dos três estados do reino por D. Miguel, em oposição à Carta.
O segundo período iniciou-se em 27 de maio de 1834, com a Convenção de Évora-Monte, que pôs termo à guerra civil entre os absolutistas de D. Miguel e os liberais de D. Pedro. A vitória destes repôs a Carta. Este período prolongar-se-ia somente até
9 de setembro de 1836, quando a Constituição de 1822 foi reposta pela revolução de setembro, até redação da nova Constituição (o que viria a acontecer em 1838).
O terceiro período de vigência iniciou-se com o golpe de Estado de Costa Cabral no Porto que proclamou a restauração da Carta em 27 de janeiro de 1842. Oficialmente, a Carta reentraria em vigor em 10 de fevereiro de 1842. Este período de vigência apenas terminaria em 5 de outubro de 1910, com a revolução republicana.
Durante este
longo período de vigência, a Carta foi alvo de três revisões - os Atos Adicionais de 1852, 1855 e 1896."
https://uniralcobaca.blogspot.com/2015/02/957914fev20151044-manuel-fernandes.html
1755...Montesquieu... "As conquistas são fáceis de alcançar, pois fazemo-las com todas as nossas forças; mas são difíceis de conservar, uma vez que apenas as mantemos com uma parte das nossas forças.
*
Um homem não é infeliz porque tem ambições, mas porque elas o devoram.
*
A amizade é um contrato segundo o qual nos comprometemos a prestar pequenos favores para que no-los retribuam com grandes.
*
Para obter êxito no mundo temos de parecer loucos mas sermos espertos.
*
Recebemos três educações diferentes: a dos nossos pais, a dos nossos mestres e a do mundo. O que aprendemos nesta última, destrói todas as ideias das duas primeiras.
*
A vantagem do amor sobre a libertinagem é a multiplicação dos prazeres.
*
Gostar de ler é trocar horas de tédio por outras deliciosas."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/01/942318jan20151055-montesquieu.html
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1502...Vasco da Gama e seus marinheiros partem para a 2.ª viagem para o oriente...
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2017/02/380810fev201777-vasco-da-gama.html
e a poesia de Joaquim Pessoa:
2012
hj x AQUI o mestre Joaquim Pessoa
2014
Pitadinhas para começar bem a semana, com Joaquim Pessoa
POEMA OCTOGÉSIMO QUINTO
POEMA OCTOGÉSIMO QUINTO
Sou um visitador do campo e do mar, de onde
regresso carregado de frutos, de insectos e de peixes.
E também de palavras. Trago os bolsos cheios de água
dos regatos, das ribeiras e dos rios. E de molhados pedacinhos
da dor dos náufragos do oceano. Comem na minha mão os peixes
e os pássaros, rasteja em minha pele o lagarto verde, nela
se escondem os ovos do gaio e a luz da cotovia. Sol, sol, sol,
um sol robusto alimenta-me o coração enquanto as folhas
trazem acima a memória da terra e a seiva dos vulcões.
E tudo isso eu trago em minhas mãos, estas mãos
que tudo depositam no altar do teu corpo,
o teu corpo amigo e sem idade, o teu corpo solar
que me assinala o céu como o fazem as estrelas
deitadas sobre as dunas macias dos desertos.
regresso carregado de frutos, de insectos e de peixes.
E também de palavras. Trago os bolsos cheios de água
dos regatos, das ribeiras e dos rios. E de molhados pedacinhos
da dor dos náufragos do oceano. Comem na minha mão os peixes
e os pássaros, rasteja em minha pele o lagarto verde, nela
se escondem os ovos do gaio e a luz da cotovia. Sol, sol, sol,
um sol robusto alimenta-me o coração enquanto as folhas
trazem acima a memória da terra e a seiva dos vulcões.
E tudo isso eu trago em minhas mãos, estas mãos
que tudo depositam no altar do teu corpo,
o teu corpo amigo e sem idade, o teu corpo solar
que me assinala o céu como o fazem as estrelas
deitadas sobre as dunas macias dos desertos.
In GUARDAR O FOGO
Cada estrela tem milhões de céus, tantos quanto os nossos
olhares, tantos quantas as vezes que nos cruzamos uns com
os outros, sem reparar nos desesperados sinais de cansaço
e solidão de cada um.
em "Ano Comum"
Fotografia de Vincent-Bourilhon
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Dia 21
Em Lisboa estão os teus olhos e as minhas mãos. O tempo velho repousa, aconchega-se a si mesmo enquanto estamos vivos. O sonho é uma visita mágica à realidade, e frente ao mar cada dia é o mesmo dia. Trago-te estas rosas porque já não sei beijar. O vazio é uma verdade que nos esgota, a mais cara experiência da alma. E do corpo. Pedes-me amor como se pedisses mais amor ao mundo, mas hoje o meu corpo faz anos, hoje o meu sorriso perdeu o ouro que tinha, faço apenas um novo esforço para salvar a memória. Gostava de gostar de viver. Gostava de me transtornar no teu corpo imperturbável e perturbá-lo. E perturbá-lo. Oiço repetir palavras gastas, compromissos com gente feliz que se aplica a mastigar o que é mortal, o que é moral, as pequenas dores da carne da tristeza e do engano. Não me chames. Não me digas nada. Estou dentro de mim e não quero sair.
in ANO COMUM, Litexa
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imagem da web: Quadro de Jean Claude Henner
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ENCONTREI-TE...
Encontrei-te em todas as noites que não pude ter-te,
que não pude ver-te, não pude tocar-te.
Encontrei-te porque nunca saíste do meu corpo, dos meus pensamentos, da minha voz, dos versos mágicos que a vida escreve para mim.
Encontrei-te no aroma dos meus cabelos, na lembrança iluminada do teu último sorriso, e também nessa penumbra quente que um dia retirei das tuas coxas.
E fiz amor com o silêncio que deixaste.
Encontrei-te no meu olhar perdido, na tristeza das rochas, na infidelidade das ondas e no infindável território que a inquietação me deu a conhecer.
Encontrei-te na procura. Enquanto me doía procurar-te. Enquanto me desesperava saber de ti, reconhecer-te em tudo, em todos, em limites, indiferenças, solidões, vazios, secretos entusiasmos.
Encontrei-te debruçada no parapeito onde as crianças cantam com as vozes luzindo e penetrando em mim, como sempre penetrei em ti, cheio de coragem e de medos, pesquisador de estrelas, amante curvado sobre a tua boca, essa estrela úmida que sempre me soube ao vento adocicado da nudez.
Encontrei-te, ainda amarrada em mim, pedindo tudo, não exigindo mais do que a terra pede à chuva, na embriagante dor das cerejeiras que querem florir, como o teu corpo floria em minhas mãos e a tua voz nos meus ouvidos.
Encontrei-te, sim, sem precisar sequer de procurar-te.
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"Se ao menos soubesses
tudo o que eu não disse
ou se ao menos me desses
as mãos como quem beija
e não partisses, assim,
empurrando o vento
com o coração aflito,
sufocado de segredos."
