01/05/2015

9.828.(1mai2015.2') Neste dia...1maio...vou rELEVAR: UM+46.avÔ, DIA DO TRABALHADOR, dia das mães, BVAlcobaça,Illuminati e a poesia de Joaquim Pessoa:

***
2017
UM+46.avÔ
contiNUo super-feliz
com desejos inTENSOS
na busca de MARes
MARavILHA
                  d' êxtases
de pleniTUdes
mas
não sei nada se isto é aMAR...
nem m' inTERessa
classiFICAR
o que m'imPORTA
é que me sinto FELIZ
e tenho a CERteza
que ajudo a SER feliz
***
2016
46.avÔ
Despertador tocou
      estava um sonhar de mar bravíssimoooooo
           rochedos impressionantes
               maré a encher
                  mas a água era morna
                     a apeTECEr ir para o sul
*
É asSIM  
           que nos reencontramos:
       1 intenso
 extraordináRIO
           apressado sem pressa nenhuma
desejo de ir ali
                   à cama
                          nus
festejar
                     e....
depois de 1 bilião de beijos e gestos ternos
então...
vem a conVERsa
*
Estar fatigado é bom sinal
atÉ
   porque estou a soRRir
Sei que daqui a pouco
 depois duma bELA soneca
fico fresco
para ir à luta
com td a genica
pela minha felicidade
 e pela dos outros
atÉ dos que m' odeiam
***
2017...memórias deste dia:
Foto de CGTP.
https://www.facebook.com/cgtp.portugal/photos/a.415861997914.206032.275330872914/10155216368807915/?type=3&theater
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2016...memórias deste dia:
https://www.facebook.com/CGTPINTERSINDICAL/photos/a.632379733459933.1073741826.631640656867174/1112121422152426/?type=3&theater
DIA DO TRABALHADOR
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/792930abril20145h-5-5-viva-o-1-de.html
*

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1055217607858728&set=pcb.1055218474525308&type=3&theater
**
nazarÉ by Manuel Pinto

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1724697094439787&set=a.1429938170582349.1073741863.100006985384876&type=3&theater
*
by Bruno Januário

https://www.facebook.com/visitalcobaca/photos/a.828468537249214.1073741829.828169270612474/990941017668631/?type=3&theater
*
By José Eduardo Oliveira

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10204906173008683&set=pcb.10204906176928781&type=3&theater
1888
BVAlcobaça
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/05/79331maio20141331-126-anos-1.html
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Falca By Hermano Almeida Lopes
(ver + fotos deste dia)

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1008787485875259&set=pcb.1008788229208518&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1008783529208988&set=pcb.1008785032542171&type=3&theater
*
Légua by Hermano Almeida Lopes

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1008781532542521&set=pcb.1008782229209118&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1008781522542522&set=pcb.1008782229209118&type=3&theater
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1776
É fundada a sociedade Illuminati.
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/05/98291mai20159h9-1maio1776-e-fundada.html
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 e a poesia de Joaquim Pessoa:
2013
 +1 pitadinha de Joaquim Pessoa
(...)Morrerei de te ver e não te ter.
Morrerei de não morder a tua boca.
Morrerei de não viver.
Morrerei.
*
 Dia 146

Era uma vez duas vezes. E como não há duas sem três,
algum castigo tens guardado para mim. Não sei se me
roubarás os livros, se me esconderás os melros, se me
negarás os beijos. Alguma coisa destas tu farás.
Podes roubar-me os livros.
Hei-de recuperá-los, verso a verso, como a aranha que
reconstrói a teia, como o pensamento que reconstrói a
ideia, como o vento que reconstrói a duna.
Podes esconder-me os melros.
Saberei cantar. Darei asas à minha esperança para a ver
poisar em todos os verdes, brilhar em todos os muros,
debicar todos os desejos.
Não me negues os beijos.
Morrerei de fome. E de sede. E de saudade.

Morrerei de te ver e não te ter.
Morrerei de não morder a tua boca.
Morrerei de não viver.
Morrerei.

in Ano Comum
LITEXA EDITORA

imagem da web

 
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=480027835385511&set=a.437080193013609.99115.100001348957610&type=3&theater
*
2014
 MEU IRMÃO DE MAIO

Irmão do mês de Maio. Irmão de medo.
Das lutas que travamos porta a porta.
Irmão desta razão deste segredo.
Esperança tão mais viva do que morta.

Irmão de Maio. Punho levantado
contra quem te quis sempre prisioneiro.
Pela força explorado. E deserdado.
Irmão de Maio. Irmão do ano inteiro.

Ai meu irmão de Maio é neste outono
das palavras mais duras mais avessas
que o medo vai soltar os cães do sono.

Irmão a quem não bastam as promessas.
És bem como as palavras. Não tens dono.
E eu canto a tua dor sem que mo peças.

*
in AMOR COMBATE.

 
 https://www.facebook.com/222812921245952/photos/a.222834124577165.1073741828.222812921245952/234012156792695/?type=3&theater
*

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1173152226052179&set=a.726042480763158.1073741893.100000722385000&type=3&theater
"AS MÃES

Depois de morrer, as mães vivem no céu da boca, ainda atarefadas com o Amor.
"Sou Mulher", dizem, e tudo é criança nas suas palavras, sangue jovem glorificado pelos amantes que tiveram em vida, um sangue contente capaz de regressar para sorrir nas nossas mãos e no coração das perguntas que em nós não conseguirão nunca adormecer.
As mães não param de arder no pensamento, como raparigas que deixaram de ser jovens e são agora as mais jovens de todas as mulheres.
Há nelas uma canção cuja música é de seda e veste a vontade de cantar os versos que amadurecem a carne, pobres versos repartidos filho a filho, dor a dor, até não doer nem haver mais nada.
As mães são árvores enormes, onde cantam os pássaros do arrependimento, fabulosos pássaros que têm exactamente a nossa idade.
Amo as mães. Amo as mães.
Com o coração dos livros e o coração da terra.
E a minha memória é uma floresta onde vivem as mães, onde dormem as mães, com o medo infantil das tempestades."

*
https://www.facebook.com/ALuaVoa/photos/a.746679182114157.1073741828.746659858782756/769850013130407/?type=1&theater

O amor é o início. O amor é o meio. O amor é o fim. O amor faz-te pensar, faz-te sofrer, faz-te agarrar o tempo, faz-te esquecer o tempo. O amor obriga-te a escolher, a separar, a rejeitar. O amor castiga-te. O amor compensa-te. O amor é um prémio e um castigo. O amor fere-te, o amor salva-te, o amor é um farol e um naufrágio. O amor é alegria. O amor é tristeza. É ciúme, orgasmo, êxtase. O nós, o outro, a ciência da vida. 
O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força. 
O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certeza, uma dúvida. O amor dá-te asas, o amor derruba-te, o amor assusta-te, o amor promete-te, o amor vinga-te, o amor faz-te feliz. 
O amor é um caos, o amor é uma ordem. O amor é um mágico. E um palhaço. E uma criança. O amor é um prisioneiro. E um guarda. 
Uma sentença. O amor é um guerrilheiro. O amor comanda-te. O amor ordena-te. O amor rouba-te. O amor mata-te. 
O amor lembra-te. O amor esquece-te. O amor respira-te. O amor sufoca-te. O amor é um sucesso. E um fracasso. Uma obsessão. Uma doença. O rasto de um cometa. Um buraco negro. Uma estrela. Um dia azul. Um dia de paz. 
O amor é um pobre. Um pedinte. O amor é um rico. Um hipócrita, um santo. Um herói e um débil. O amor é um nome. É um corpo. Uma luz. Uma cruz. Uma dor. Uma cor. É a pele de um sorriso. 

 in 'Ano Comum'

*

https://www.facebook.com/490858841089745/photos/a.490864581089171.1073741825.490858841089745/577360462439582/?type=3&theater
Poema 37

A tua ausência brilha nesta casa.
O silêncio empurrou palavras para o fundo da tarde,
só a aranha construiu a teia por cima do umbral,
lenta estratégia traçada com um fio de sombra.
Extinguem-se ínfimos fogos azuis, aqui, ali, 
sobre o brilho do mármore, indícios fugazes dos 
teus últimos passos, da tua leveza fugidia.
Sobre a pequena mesa permanece o livro,
profundo contrário desta casa: edifício
habitado. Nele moram o girassol e a noite,
a semente e o muro, a argila e o pássaro.
Abro este livro que cresce no interior
da casa. A ela se ajusta por dentro,
forrando-a de luz, de vida, de fulgores.
O livro preenche tudo. É agora a casa.

In: À mesa do amor.

Imagem: Scarlet Johnson.
In: A moça com brinco de pérola.
Baseado na obra homônima de Johannes Vermeer