06/07/2016

2.776.(6jul2016.14h2') Frida Kahlo

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Nasceu a 6jul1907
e morreu a 13jul1954
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9frases marcantes:
http://www.portalraizes.com/12-frases-marcantes-de-frida-kahlo/
Quando a dor leva à resiliência:
1 – Pés, para que os quero, se tenho asas para voar.
Frida Kahlo sofreu um acidente de carro que fraturou sua coluna vertebral em três partes: a clavícula, o osso púbico, além de várias costelas. Viu-se obrigada a ficar na cama durante muito tempo, a usar colete de gesso e se mover em cadeira de rodas durante várias fases da sua vida. Mesmo assim encontrou a força e a motivação que precisava na sublime arte da pintura. Frida sabia que quando uma janela se fecha, outras se abrem. Inclusive nos momentos em que a adversidade ganha tons mais escuros. Nossa pintora decidiu se agarrar na esperança que lhe restava. Entretanto, jamais lamentou o que perdeu.
2 – Isolar-se no próprio sofrimento é permitir que ele destrua o interior
Frida Kahlo foi uma mulher forte, mas não silenciava seus sentimentos. Ao contrário, os extravasava sobre as pessoas ou os expressava com ênfase através de sua obra singular.  Em mais de uma ocasião ela disse que sua pintura era o retrato da sua vida; suas telas a expressão do que sentia.
Percebeu que quando se tenta reprimir a raiva ou o sofrimento eles devoravam o seu interior, as suas expectativas e a sua esperança. Por isso sempre inventava uma forma construtiva para canalizar as boas emoções.
3 – No dia a dia suporto muito mais do que imagino.
Às vezes subvalorizamos nossa resistência, nossa capacidade para enfrentar os problemas. Um estudo realizado depois dos atentados de 11 de setembro em Nova York revelou que passado um mês, 7,5% da população sofriam estresse pós-traumático. Seis meses mais tarde apenas 6% mantinham os sintomas. Isso significa que a maioria das pessoas passa por um processo de recuperação natural.
Por isso quando atravessamos momentos difíceis é importante confiar em nossa força interior e em nossa capacidade para enfrentar com sucesso a adversidade. E assim confiar que, para sair de uma situação difícil, é fundamental manter a esperança e seguir lutando.
4 – Nada é definitivo. Tudo muda tudo se move, tudo gira, tudo voa e desaparece.
Quando há sofrimento somos levados a pensar que essa sensação durará para sempre. Que a dor jamais desaparecerá. Na realidade, a vida está em permanente mudança. As situações em que vivemos hoje não serão definitivas, mas servem para dar mais um passo na direção de outras experiências melhores. E, enfim, aceitar com maior compreensão as mudanças é uma maneira de expulsar o sofrimento.
5 – Cada tic-tac é mais um segundo da vida que passou. Fugiu e não voltará. E já que a vida é intensa e com tantos interesses, o problema é descobrir como vivê-la.
Não valorizar apenas o tempo, mas a realidade. A realidade é a nossa posse mais valiosa. Cada segundo que passa faz parte do passado, se converte em algo que não se recupera jamais. Por isso é fundamental aprender a viver plenamente no presente. Estar consciente de que cada passo que dermos não pode nos ferir gravemente ou distanciar de nossas metas.
Não deixe de fazer novos planos porque num abrir e fechar de olhos estará na reta final da vida, lamentando tudo o que fez ou o que deixou de fazer.
6 – O que não me mata me alimenta.
Cada fracasso, cada sucesso, cada recaída é apenas uma ensaio para uma cena final que pode ser perfeita. É inútil lamentar sobre o leite derramado. Mais importante é aprender a lição e seguir em frente. Não se trata de juntar os pedaços, mas de compreender a lição de maneira diferente para criar algo novo que nos permita crescer como pessoas. A dor e os erros nunca são bem vindos, mas têm o seu objetivo e nos ensinam stricto-sensu. 
7- Não creio que as margens de um rio sofram por deixá-lo correr.
Frida se referia à sua relação amorosa com Diego Rivera e as repetidas infidelidades dele. Com esta fase nos mostra uma grande sabedoria e maturidade, qualidades que são raras quando amamos. A frase destaca a necessidade de aceitarmos as pessoas que amamos tal como elas são sem pretender mudá-las.
O verdadeiro amor não é aquele que impõe mudanças ao outro. Mas o que aceita os defeitos compreendendo-os como peculiaridades únicas da outra pessoa.
8 – A beleza e a feiura são miragens. Através delas os outros podem ver o nosso interior.
A essência é invisível aos olhos. Por isso é importante cultivar o nosso interior para desenvolver em nós as qualidades que desejamos encontrar nos outros. A pretensa dominação é efêmera da mesma forma que a beleza um dia acaba. O que tem importância, de verdade, é o nosso valor intrínseco e a leveza do sentimento.
9 – Escolha uma pessoa que olhe você com magia.
É importante escolher bem as pessoas que temos ao nosso lado. Sobretudo a nossa cara-metade. Porque as pessoas tóxicas tornam inseguras as nossas emoções. É fundamental dizer e ouvir a verdade de quem vive conosco. Ela nos faz sentir especial, importante e partícipe da vida do outro.
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Mais 11 frases extraídas do diário de Frida Kahlo via site oficial

“Se eu pudesse lhe dar alguma coisa na vida, eu lhe daria a capacidade de ver a si mesmo através dos meus olhos. Só então você perceberia como é especial para mim”.
“Eu sou a desintegração”.
“Amuralhar o próprio sofrimento é arriscar que ele te devore a partir do teu interior”.
“Bebia para afogar as mágoas, mas as malditas aprenderam a nadar”.
“Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.
“Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como o gelo. É como se houvesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos. Minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes e agora tudo está embotado e plano. Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria”.
“(E o que mais dói) é viver num corpo que é o sepulcro que nos aprisiona (segundo Platão), do mesmo modo como a concha aprisiona a ostra”.
“Espero que a partida seja feliz e espero nunca mais voltar”.
“Se existe vida após a morte, não me esperem, porque eu não vou”.
“Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o bonde e você. Você, sem dúvida, foi o pior deles”.
“Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade”.
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fotos tiradas pelo pai:

http://www.zupi.com.br/fotos-raras-frida-kahlo-pai/
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fotos pessoais
http://www.fhox.com.br/news/fotos-do-arquivo-pessoal-de-frida-kahlo-da-infancia-fase-adulta/
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http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2016/07/06-de-julho-de-1907-nasce-pintora.html
 pintora mexicana
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma das personagens mais marcantes da história do México. Patriota declarada, comunista e revolucionária Frida Kahlo, como ficou conhecida, teve uma vida de superações e sofrimentos que reflectidos na sua obra tornaram-na uma das maiores pintoras do século XX.
Nascida a 6 de Julho de 1907 em Coyoacan, México, filha de um fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderon y Gonzales, Frida sempre foi apaixonada pela cultura do seu país e adorava tudo que remetesse às tradições mexicanas. Facto que ela fazia sempre questão de demonstrar na sua maneira de vestir e no seu trabalho ao incluir elementos da cultura popular.
A vida de Frida está envolta em tragédia, a primeira acontece quando tinha seis anos e uma poliomelite deixou-a de cama durante vários dias. Como sequela, Frida fica com um dos pés atrofiado e uma perna mais fina que a outra. Mas o facto trágico que mudaria a sua vida para sempre aconteceu quando ela tinha dezoito anos.
Frida na época estudava medicina na primeira turma feminina da escola Preparatória Nacional. Então, no dia 17 de Setembro de 1925, de regresso a casa, ela e seu noivo Alejandro Goméz Arias, sofreram um grave acidente de autocarro que a deixou perto da morte. Trespassada por uma barra de ferro pelo abdómen e sofrendo múltiplas fracturas, inclusive na coluna vertebral, Frida levou vários meses para recuperar. Ao todo foram necessárias 35 cirurgias e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente para o resto da sua vida.
Foi durante o período em que esteve a recuperar-se que surgiu a pintora. A mãe de Frida colocou um espelho sobre a cama e um cavalete adaptado para que ela pudesse pintar deitada e Frida fez o seu primeiro auto-retrato dedicado a Alejandro que a havia abandonado: “Auto-retrato com vestido de Terciopelo”. Sobre a sua obstinação em pintar auto-retratos, 55 ao todo, que representam um terço de toda sua obra ela justificava dizendo: “Pinto a mim mesma porque estou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.
Dois anos depois do acidente Frida leva três dos seus quadros a Diego Rivera, um famoso pintor da época que conhecera quando frequentava a Escola Preparatória Nacional em 1922, para que os analisasse. Esse encontro resultou no amor de ambos e na revelação de uma grande artista.
Em 21 de Agosto de 1929 eles casam-se, Frida então com 22 anos e Rivera com 43, dando início a um relacionamento dos mais extravagantes da história da arte. Em 1930 Frida engravida e sofre o primeiro aborto ficando muito abalada pela impossibilidade de levar adiante uma gravidez devido ao seu estado de saúde delicado. 
No mesmo ano, tendo já recuperado a mobilidade, porém com limitações e tendo que usar frequentemente um colete de gesso, Frida acompanha Diego nas suas viagens aos EUA revelando o seu talento ao mundo e encantando a todos com a sua forma de ser irreverente e única.
Em 1932 ela sofre o segundo aborto sendo hospitalizada em Detroit (EUA), e a sua mãe morre de  no dia 15 de Setembro do mesmo ano. Em 1934 o casal está de volta ao México, mas Frida sofre novo aborto e tem os dedos do pé direito amputados. O relacionamento com Rivera piora e ele começa a traí-la com a sua irmã mais nova Cristina. No ano seguinte Frida e Rivera separam-se e Frida conhece o escultor Isamu Noguchi com quem tem um caso, mas  ela e Rivera acabam por reconciliar-se e voltam a morar juntos no México.
Em 1936 novas cirurgias no pé além de persistentes dores de coluna, um problema de úlcera, anorexia e ansiedade. Em 1937, Frida conhece Leon Trotski que se refugia na sua casa em Coyoacan junto com a esposa Natalia Sedova. Trotsky foi o seu mais famoso caso de amor.
Em 1938, Fria Kahlo conhece André Breton, escritor, poeta e famoso teórico do surrealismo, que se encanta pela sua obra e lhe apresenta Julian Levy, coleccionador e dono de uma galeria em Nova Iorque, responsável por organizar a primeira exposição individual de Frida, realizada em 1939.
A exposição foi um sucesso absoluto e posteriormente ela realizou exposições em Paris onde conheceu grandes artistas como Pablo Picasso, Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Eluard e Max Ernst. Frida foi a primeira pintora mexicana a ter um de seus quadros expostos no Museu do Louvre, mas foi apenas em 1953, um ano antes da sua morte, que ela consegue realizar uma exposição das suas obras na Cidade do México.
Ainda em 1939 Frida e Diego separam-se novamente, desta vez oficialmente, mas voltam a  casar-se a 8 de Dezembro do ano seguinte.
Em 1942 ela começa a escrever o seu famoso diário onde descreve sobre todas as suas dores e pensamentos num emaranhado de textos propositadamente sobrepostos, cheio de ilustrações e cores.
De 1942 a 1950 Frida é eleita membro do Seminário de Cultura do México, passa a dar aulas na escola de arte “La Esmeralda”, mas a sua saúde cada vez pior  obriga-a a leccionar em casa. Com o quadro “Moisés”, Frida ganha o Prémio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México. Nesse período também é obrigada a fazer mais de seis cirurgias e usar um colete de ferro que quase a impede de respirar permanecendo longos períodos no hospital e tendo de usar uma cadeira de rodas.
Na noite de 13 de Julho de 1954 Frida Kahlo é encontrada morta na sua cama. A versão oficial divulgou que ela teve morte por embolia pulmonar, mas as suas últimas palavras no seu diário foram: “Espero a partida com alegria…e espero nunca mais voltar…Frida.”