15/03/2017

5.594.(15mar2017.7.7') Mafalda a constestatária...Quino...

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Mafalda nasceu a 15mar1962
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Quino nasceu a 17jul1932, em Guaymallén
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Joaquín Salvador Lavado Tejón 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Quino
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breve biografia de Quino
filme:
https://www.youtube.com/watch?v=YO4vNd4iq6A
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«Não é necessário dizer tudo o que se pensa; o que sim é necessário é pensar tudo o que se diz.»
Malfalda - Muda, Surda, Cega
«Já que amar-nos uns aos outros não dá certo, por que não tentamos amar-nos os outros aos uns?»
Mafalda - Crise (Português)
Quino por ele mesmo
Quino Mafalda
http://www.mibuenosairesquerido.com/pt/personalidades-argentinas/quino-mafalda/
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http://ensina.rtp.pt/artigo/mafalda-a-menina-contestataria-da-banda-desenhada/







De dedo em riste, Mafalda questiona o mundo e as perguntas que faz deixam-nos a pensar e a rir. Porque esta menina de cabelo farto e negro é refilona, irreverente, perspicaz, pessimista, inteligente. Odeia sopa e adora os Beatles. Afinal, tem só seis anos.

As tiras de Mafalda não são para miúdos. Porque, nestas histórias construídas em quadradinhos, a menina de seis anos fala sobre assuntos de gente grande, com um discurso assertivo e incómodo. Preocupada com o futuro do planeta e defensora dos direitos das crianças, a personagem saiu da gaveta do seu criador em 1964 para se transformar numa heroína da banda desenhada.
Devemos esta pequena contestatária a um argentino de Buenos Aires, cartoonista e filósofo, Joaquín Salvador Lavado, mais conhecido por Quino. No início dos anos sessenta foi-lhe encomendada uma tira cómica para publicitar eletrodomésticos. Sem poder imaginar o tamanho do sucesso, desenhou uma menina com farta cabeleira negra e os pais, uma típica família da classe média.
Mafalda nasceu a 15 de março de 1962, mas não estava destinada a vender artigos para o lar e foi recusada. Dois anos depois saltou para as páginas do semanário “Primera Plana”, a comentar os grandes temas da atualidade do seu país e do mundo. As perguntas que faz e as suas frases exemplares como “Parem o mundo! Quero sair.” ou “A sopa é para a infância o que o comunismo é para a democracia”, cativaram de imediato os leitores. Depressa é publicada em livros de capa grossa na América Latina, na Europa e noutros cantos do planeta, em crescente popularidade.
Nos anos seguintes, Mafalda ganha um irmão e novos amigos, personagens que se tornam também elas uma referência e que vão desafiar a inteligência da pequena refilona com preconceitos e conservadorismos: Susaninha, que tem como objetivo de vida casar com um homem rico, Manolito (Manuelinho, em português), que só pensa em fazer negócio na mercearia do pai, o tímido Filipe, o ingénuo Miguelito, a diminuta Liberdade, assumida revolucionária, filha de hippies. E uma tartaruga, apropriadamente chamada Burocracia.
Em julho de 1973, ao fim de mais de 3 mil tiras, Quino desistiu do universo Mafalda para evitar a rotina e poder dedicar-se ao desenho de humor e à caricatura. A menina só reaparece em algumas campanhas de beneficência e em desenhos animados mas nunca em filmes, porque o autor rejeitou sempre as propostas da indústria cinematográfica. Certo é que as emblemáticas  histórias continuam atuais e são constantemente reeditadas, servindo de leitura a sucessivas gerações. O  humor inteligente desta menina zangada com o mundo, chegou a Portugal em 1970. E por cá continua até hoje.

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2014
Via JN
Contestatária, refilona, pessimista. Mafalda, a personagem de banda desenhada criada pelo argentino Quino, celebra 50 anos, desde que apareceu no jornal "Primera Plana". Em Portugal, a data é assinalada com uma nova edição de todas as tiras humorísticas.
Apesar de ter sido criada em 1962, para a promoção de uma gama de eletrodomésticos, a famosa personagem de banda desenhada só apareceu pela primeira vez - carrancuda, com farta cabeleira negra - a 29 de setembro de 1964, no semanário argentino Primera Plana.
Filha de uma família da classe média argentina, Mafalda questiona a Humanidade e a existência da sopa, de dedo em riste e quase sempre com um ar preocupado. Uma "heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é", descreveu Umberto Eco em 1969.
Quino (Joaquin Lavado) foi publicando as tiras de BD da Mafalda - e de uma galeria de personagens que inclui Manelito, Filipe, Susanita, Miguelito, Liberdade e uma tartaruga chamada Burocracia - ao longo de nove anos e em vários jornais, ao mesmo tempo que mantinha o trabalho no desenho gráfico de humor.
Contra a maré de sucesso, o autor decidiu não mais publicar as tiras semanais a 25 de Junho de 1973, abrindo exceções para pedidos especiais, como quando desenhou Mafalda, em 1977, para uma campanha da UNICEF para os direitos das crianças.
Hoje, aos 82 anos, Quino sublinha que já desenhou tudo o que tinha a desenhar sobre Mafalda. Fica a obra, que, apesar de uma ou outra ruga da passagem do tempo, continua atual porque "o mundo é o mesmo".
Cinquenta anos depois, Mafalda continua menina e refilona e pode ser lida em "tablets" e telemóveis, está no Facebook, no Twitter e no Instagram e traduzida em vinte línguas.
Em Portugal, Mafalda foi publicada pela primeira vez em 1970 e desde então saíram vários álbuns e edições especiais.
Em outubro, a Verbo lançará "Toda a Mafalda - Edição comemorativa dos 50 anos", que inclui as tiras de BD, artigos de opinião e textos que enquadram a obra de Quino e que abordam a edição em Portugal, explicou à Lusa Maria José Pereira, daquela editora.
O livro, com 600 páginas, contará ainda com uma biografia atualizada de Quino, que inclui já o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades, conquistado em maio.
"A Mafalda é uma personagem dos anos 1960/1970, de um contexto histórico inegável, mas está muito atual, porque as questões são as mesmas, os países são os mesmos. As preocupações não mudaram", disse Maria José Pereira.
Apesar de Quino ter estado várias vezes em Portugal, a editora não se recorda de Quino ter feito referências ao país na sua obra.
Em abril em Buenos Aires, Quino afirmou que o seu desejo é que as novas gerações entendam - tal como há 50 anos - a mensagem da banda desenhada da Mafalda. "Que os seres humanos se entendam melhor e nos deixemos de tratar tão mal o planeta".


Leia mais: Mafalda, a "heroína zangada", celebra 50 anos http://www.jn.pt/artes/interior/mafalda-a-heroina-zangada-celebra-50-anos-4148351.html#ixzz4bO8XqWCQ 
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via Marisa Roxo
Foto de Marisa Isabel Roxo.
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