12aGOSTO2018
Azerbaijão, Cazaquistão, Irão, Rússia e Turquemenistão...5 países do Mar Cáspio
Os cinco países banhados pelo Mar Cáspio chegaram a acordo sobre o estatuto jurídico do maior corpo de água fechado e interior do mundo, assegurando o princípio de decisão colectiva.

Os
líderes do Azerbaijão, Cazaquistão, Irão, Rússia e
Turquemenistão assinaram hoje, na cidade costeira cazaque de Aktau, o
acordo que culmina 22 anos de negociações sobre o estatuto jurídico do
Mar Cáspio.
Apesar de não ter ficado definida a delimitação de fronteiras marítimas, o acordo consagra que as questões legais devem ser implementadas com o «consenso dos cinco estados litorais», disse o presidente iraniano, Hassan Rouhani, citado pela PressTV.
O presidente russo, Vladimir Putin, destacou a cooperação em áreas como o comércio, o transporte marítimo e as pescas, mas também a nível militar entre os «Cinco do Cáspio».
Segundo a RT, uma das provisões do acordo proíbe o acesso ao Mar Cáspio por parte de forças militares de terceiros. A medida foi destacada como sendo de «grande importância» para a segurança colectiva da região por ambos os líderes políticos.
Em aberto terá ficado a exploração de hidrocarbonetos no Cáspio, onde se estima a presença de extensas reservas de petróleo e de gás natural.
Simultaneamente, a tensão entre os EUA e os seus aliados com a Rússia tem estado em crescendo, com a sucessão de casos: do alegado envenenamento do agente britânico Sergey Skripal a uma hipotética intervenção russa nas eleições norte-americanas de 2016.
O acordo pode ainda criar condições mais favoráveis para a concretização do ambicioso projecto da China – também alvo da «fúria» norte-americana, desta feita através da imposição de tarifas alfandegátias – de construção de uma nova «Rota da Seda», com o investimento em infra-estruturas na região atravessada pelo Mar Cáspio.
Apesar de não ter ficado definida a delimitação de fronteiras marítimas, o acordo consagra que as questões legais devem ser implementadas com o «consenso dos cinco estados litorais», disse o presidente iraniano, Hassan Rouhani, citado pela PressTV.
O presidente russo, Vladimir Putin, destacou a cooperação em áreas como o comércio, o transporte marítimo e as pescas, mas também a nível militar entre os «Cinco do Cáspio».
Segundo a RT, uma das provisões do acordo proíbe o acesso ao Mar Cáspio por parte de forças militares de terceiros. A medida foi destacada como sendo de «grande importância» para a segurança colectiva da região por ambos os líderes políticos.
Em aberto terá ficado a exploração de hidrocarbonetos no Cáspio, onde se estima a presença de extensas reservas de petróleo e de gás natural.
Pretensões hegemónicas dos EUA ameaçadas
O acordo surge num momento em que os EUA tentam endurecer o bloqueio económico ao Irão, com a retirada do Plano de Acção Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que foi subscrito em 2015 pelo Irão e pelo Grupo 5+1 (os cinco membros com assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas – EUA, Reino Unido, França, Rússia e China – e a Alemanha).Simultaneamente, a tensão entre os EUA e os seus aliados com a Rússia tem estado em crescendo, com a sucessão de casos: do alegado envenenamento do agente britânico Sergey Skripal a uma hipotética intervenção russa nas eleições norte-americanas de 2016.
O acordo pode ainda criar condições mais favoráveis para a concretização do ambicioso projecto da China – também alvo da «fúria» norte-americana, desta feita através da imposição de tarifas alfandegátias – de construção de uma nova «Rota da Seda», com o investimento em infra-estruturas na região atravessada pelo Mar Cáspio.
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aGOSTO2018
Ásia Central: uma nave que paira a meio milímetro do presente
Uma marca transversal a todos os países da Ásia Central é o usufruto em massa do espaço público logo que a temperatura o permite, particularmente após o jantar. Os parques, as praças (sobretudo aquelas onde há fontes) são tomadas pelos risos das crianças, os acordes das guitarras, o chiar dos travões das bicicletas dos adolescentes e o burburinho das conversas dos mais velhos. Por convenção, pelas 23 horas todos regressam a casa. As fontes páram de funcionar e a música de ecoar. Sente-se que vem um novo dia a caminho.
A
circulação pelos mercados é um desafio permanente à capacidade
sensorial dos visitantes. As cores garridas, os odores intensos, os
frutos que somos chamados a provar, a suave textura dos têxteis, a
melodia da negociação permanente do preço de cada produto, em cada banca
- tudo converge para a criação de uma experiência única e dificilmente
igualável em qualquer outro espaço nestas terras.
A
presença da polícia é uma constante nas grandes cidades uzebeques,
criando a sensação de um permanente monitorização de cada passo dado por
cada pessoa.
Neste estado (quasi) policial, em que malas e sacos são revistados a
cada entrada de metro ou edifício público, o número de efectivos das
autoridades é imenso e composto por uma massa profundamente heterogénea.
A jovem aqui retratada chama-se Fátima, fala inglês perfeito e diz-se
ateia e sem interesse pela religião - além de muito simpática, é a prova
viva dessa heterogeneidade.
Local
de férias por excelência de quirguizes, cazaques e russos, o lago Issy
Kul é um dos maiores e mais bonitos do mundo. Das suas margens vêem-se
os picos com neve e as encostas verdes das montanhas ao seu redor.
Na foto retratam-se duas irmãs que se banham no lago perante o completo
desinteresse de quem, em bikini ou calções de banho, com o som
estridente do mais recente single de Rihanna em fundo, faz exactamente o
mesmo para fugir às elevadas temperaturas do início da tarde.
Apesar do investimento no crescimento da religião nas últimas décadas, é
manifesto que as sociedades quirguize e cazaque encaram a religião
muito mais como um fenómeno cultural do que como um guia de conduta,
sendo a tolerância e respeito mútuo a marca mais expressiva.






