e morreu a 26noVEMbro2018...Roma
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Bernardo Bertolucci
iniciou a carreira de diretor como colaborador de Pier Paolo Pasolini e
estreou, em 1962, com La Commare Secca. A partir dos anos 70, seus
filmes monumentais e de maior duração do que a habitual, por exemplo
19... - Veja mais em
https://educacao.uol.com.br/biografias/bernardo-bertolucci.htm?cmpid=copiaecola
Bernardo Bertolucci
iniciou a carreira de diretor como colaborador de Pier Paolo Pasolini e
estreou, em 1962, com La Commare Secca. A partir dos anos 70, seus
filmes monumentais e de maior duração do que a habitual, por exemplo
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https://educacao.uol.com.br/biografias/bernardo-bertolucci.htm***
Antes da Revolução...1964
"The study of a youth on the edge of adulthood and his aunt, ten years older. Fabrizio is passionate, idealistic, influenced by Cesare, a teacher and Marxist, engaged to the lovely but bourgeois Clelia, and stung by the drowning of his mercurial friend Agostino, a possible suicide. Gina is herself a bundle of nervous energy, alternately sweet, seductive, poetic, distracted, and unhinged. They begin a love affair after Agostino's funeral, then Gina confuses Fabrizio by sleeping with a stranger. Their visits to Cesare and then to Puck, one of Gina's older friends, a landowner losing his land, dramatize contrasting images of Italy's future. Their own futures are bleak."
https://www.youtube.com/watch?v=eOr6rUISZaw
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O Último Imperador...1987
"Este história arrebatadora da vida de Pu Yi (John Lone), o último imperador da China, segue o reinado tumultuado do líder. Depois de ser capturado pelo Exército Vermelho como um criminoso de guerra em 1950, Pu Yi , na prisão, se recorda de sua infância. Ele se lembra de sua juventude pródiga na Cidade Proibida, onde lhe foi proporcionado todo o luxo, mas, infelizmente, protegido do mundo exterior e da complexa situação política que o cercava."
https://www.youtube.com/watch?v=YoXh3Utn5xw
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1900...1976
" com Burt Lancaster, Robert De Niro, Gérard Depardieu, Donald Sutherland, Dominique Sanda...Os 320 minutos de genialidade bruta de Bernardo Bertolucci - inspirada no neo realismo italiano - a deslumbrante fotografia de Vittorio Storaro e a banda sonora de Ennio Morricone fazem de "Novecento" um banquete da sétima arte, muitas vezes indigesto, uma eterna referência na história do cinema.Três ícones em perfeita sintonia, um elenco primoroso e uma história universal. Imperdível !!!"
https://www.youtube.com/watch?v=hbipi7ZqgY0
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O último tango em Paris
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26jul2004
Aos 19 anos, o jovem Bernardo Bertolucci buscava o cinema e levava com ele, nessa busca, o amor pela arte e pela literatura. Vencedor em 1961 do prêmio Viareggio, o livro de poemas Em busca do mistério não é apenas uma curiosidade na trajetória de um cineasta. É um estágio definitivo para o entendimento do amoroso, nostálgico e belo universo criado por Bertolucci em toda sua produção artística. Como definem os italianos, seus poemas fazem parte de seu repertório de imagens da região de Parma, da vida em família e da luta da intelectualidade do país frente à herança fascista sempre presente. No mesmo ano em que Bertolucci ganha reconhecimento por seus versos, abandona seu curso de letras modernas, em Roma, para se tornar assistente de Pier Paulo Pasolini nas filmagens de Accattone. É todo um capitulo da história da cultura que começa.
SOBRE UMA FOTOGRAFIA
Que vontade de fugir de Roma,
sem dizer nada à família
nem aos que me saúdam no caminho,
se descubro que coisa muda
sobre as gotas e na pupila
de minha mãe – como brilha
e arde a figura sentada,
feliz e obediente, da morena,
jovem na fotografia!
Perdoa-me, se sabes amar a vileza
de teu filho, decidido a sofrer
em voz alta, para que o escutem.
OS CÃES DO LITORAL
Nus o quanto bastava
para deixar-se escorregar
na inconsciência, andavam
dois cães, dois andarilhos
animais costeiros
advindos farejar
junto de nossos pés.
Tu rias: nunca mais
te rias, Marina, já sabes
que posso recordar
o teu riso, e um suspiro
vai e vem a apagar
no teu riso o teu mar.
Entre os pés de avelã
e o menino que já
começara a pesar
sobre ti, tinha o verde
de um sol filipino
e atônito perdia-se
o lago sobre a costa.
No cheiro de relva
que cresce sob as plantas,
eu me espantava à saciedade
de mim mesmo: era
feliz e envelhecido
de ter abandonado
tanta coisa importante.
E nada sabem, ou ouvem
os cães que retornam,
imóveis, orientais lagartas,
dois amantes de filme
de Mizoguchi.
AOS MEUS VINTE ANOS, COM IRONIA
Sem cheiro nenhum, luzindo distante
como as casas depois da água, algo raras,
a minha crepuscular maturidade
viu uma alma liberal da planície do Pó.
Maturidade, digo eu: fazer o amor
sozinho na cama, acordar atrasado
aos atrasos domésticos, como aos do coração,
fazer do olho um lago enorme e mentiroso.
A aridez é toda deste jogo
que detesto, que arde no fogo sulfuroso
que pouco a pouco se alimenta em mim.
Ciumento de mim, já não me sobram álibis,
recuso-me até mesmo a antiga monotonia,
meu único empurrão, minha verdadeira poesia.
https://revistacult.uol.com.br/home/bertolucci-vivia-ao-lado-da-poesia/
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26noVEMbro2018
Bernardo Bertolucci, o último "grande comunista"

Morreu Bernardo Bertolucci, que se estreou no cinema com 20 anos, ao lado de Pier Paolo Pasolini e teve uma carreira de ouro, em que ganhou nove óscares com O Último Imperador, escandalizou o mundo com O Último Tango em Paris, caracterizou a sua Itália caótica em A Tragédia de um Homem Ridículo e o encanto perdido do Maio de '68 com Os Sonhadores, terminando a vida com um íntimo Eu e Tu.
Para muitos, era o último mestre do cinema italiano, um compositor classicista, que se movia entre o exagero expressionista e a harmonia do real.
Nasceu em 1941 em Parma, filho do poeta Attilio, a quem quis copiar os passos, começando a escrevinhar os primeiros poemas aos seis anos. Mas a poesia em verso ficou de lado em detrimento do cinema-poesia, estilo no qual Pier Paolo Pasolini o apelidou de grande mestre. Foi exactamente Pasolini, amigo de família, que convidou o jovem Bernardo de 20 anos para assistente no seu filme de estreia Accattone (1961), antes deste se lançar três anos mais tarde a solo com Antes da Revolução (1964), a primeira grande obra marcada pela utopia socialista. Numa entrevista de 2013 ao The Guardian, Bertolucci olhou para o início de carreira e falou desse "sonho comunista" em que viveu. Considerou mesmo que restavam no mundo apenas três grandes comunistas: José Saramago, Eric Hobsbawm e ele próprio. Com a sua morte, extingue-se pois, a julgar pelas suas palavras, esse ideal.https://www.sabado.pt/vida/obituario/detalhe/bernardo-bertolucci-o-ultimo-grande-comunista?ref=Geral_DestaquesHP_obituario
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É quase unânime a apreciação feita ao percurso de Bernardo Bertolucci (1941-2018) por alguns cineastas portugueses da sua geração: os seus melhores filmes são aqueles que realizou nos primeiros 20 anos de carreira, nomeadamente entre Antes da Revolução (1964), a sua segunda longa-metragem, e a entrada na grande indústria das superproduções internacionais com O Último Imperador (1987) – que, de resto, arrecadaria nove Óscares em Hollywood.
Antes da Revolução, com argumento escrito pelo próprio Bertolucci e Gianni Amico a partir do romance A Cartuxa de Parma, de Stendhal, adaptado à estética do cinema de autor que emergia na Europa nesse início da década de 60, é ainda hoje a principal referência para realizadores como António da Cunha Telles, António-Pedro Vasconcelos, Jorge Silva Melo e Margarida Gil. “Com as ternas memórias de Parma e de Stendhal", o filme – que aos cinemas portugueses chegaria com 12 anos de atraso, só tendo podido estrear já depois do 25 de Abril – deixa ainda hoje a Silva Melo “tantas saudades daquele primeiro Bertolucci, filho dilecto do grande círculo literário de Roma, do pai Attilio, poeta maior, do [Alberto] Moravia romancista”.
Cunha Telles recorda também que esse foi o primeiro filme que viu do realizador italiano, no Festival de Cannes. “Era o espírito de uma época, de um cinema que então começava a fazer o seu caminho e que dava uma imagem muito justa de Itália, quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista sentimental”, acrescenta o produtor e realizador que esteve na origem do Cinema Novo português, e que se deixou também encantar por títulos como A Estratégia da Aranha (1970), que ele mesmo distribuiria em Portugal.
Tal como outro filme do mesmo ano, O Conformista (1970), A Estratégia da Aranha ainda tocou o encenador dos Artistas Unidos. "Depois, aquilo ficou inócuo, com Óscares e psicanálise a mais...", lamenta Silva Melo.
Margarida Gil, por sua vez, chegou mais tarde ao cinema de Bertolucci, que só encontrou quando da estreia de O Último Tango em Paris (1972). “Foi em Londres, com o João César [Monteiro], quando o filme estava proibido em Portugal”, recorda a realizadora, notando tê-lo então visto “mais como uma curiosidade”. Viria a conhecer, e a gostar, de outros filmes do cineasta, nomeadamente de A Estratégia da Aranha (1970), onde viu “um humanismo de marca italiana cheio de coisas intrincadas”. Nos anos 90, conheceria pessoalmente Bertolucci no Festival de Taormina: “Era um homem muito belo, consciente da sua imagem, uma figura da Renascença moderna. Mas depois deixou-se encantar com esse papel, e o seu cinema caiu num decorativismo erótico-político”, argumenta.
Também António-Pedro Vasconcelos contactou pela primeira vez com a obra do italiano quando viu O Último Tango em Paris, de que reteve “o lado ridículo” do filme e “as cenas patéticas, principalmente quando Maria Schneider contracena com Jean-Pierre Léaud”.
Depois do sucesso mundial deste filme, tudo parece ter, de facto, mudado no caminho de Bertolucci. É verdade que ainda fez 1900 (1976), “um fresco notável que reflecte o pós-fascismo e os dilemas da Itália do pós-guerra”, nota António Roma Torres, e La Luna (1979), que “eleva o tema do Édipo para lá da psicanálise”, acrescenta este crítico de cinema. E também A Tragédia de um Homem Ridículo (1981), que muitos vêem como o momento alto da primeira fase da obra.
https://www.publico.pt/2018/11/26/culturaipsilon/noticia/revolucao-conformista-1852510
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O cineasta italiano Bernardo Bertolucci, conhecido por filmes como "Último Tango em Paris" e "O Último Imperador", faleceu em Roma aos 77 anos, anunciou a imprensa italiana.
Bertolucci é considerado um mestre do cinema italiano e mundial. Em 1987, "O Último Imperador", filme sobre o último imperador da China, recebeu nove estatuetas na cerimônia do Oscar.
Em 1972, o cineasta conquistou fama mundial com "Último Tango em Paris", um drama erótico protagonizado por Marlon Brando e Maria Schneider que provocou grande escândalo por uma de suas cenas.
Nos últimos anos, Bertolucci utilizava uma cadeira de rodas. Em 2011, o italiano recebeu uma Palma de Ouro honorária no Festival de Cannes pelo conjunto de sua obra.
Nascido em Parma, nordeste da Itália, em 1941, Bertolucci dirigiu filmes de grande teor político, incluindo "1900" (1976), que narra a história da Itália no início do século XX, e "O Conformista" (1970), sobre a esquerda no período do fascismo italiano.
https://www.msn.com/pt-br/cinema/noticias/bernardo-bertolucci-diretor-de-%c3%baltimo-tango-em-paris-morre-aos-77-anos/ar-BBQ6Jow
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