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24 de Março de 1603: Morre a rainha Isabel I de Inglaterra
Em
24 de Março de 1603, morre aos 69 anos de idade a rainha Isabel I de
Inglaterra. Após um reinado de mais de quatro décadas, ela seria
sucedida no trono por Jaime VI da Escócia, que unifica o país com a
Escócia sob uma única monarquia.
Isabel
chegou ao trono em 1559 com a morte da sua meia-irmã, a rainha Maria
Tudor, alcunhada de “A Sanguinária”. As duas meias-irmãs, ambas filhas
de Henrique VIII, mantiveram um tempestuoso relacionamento durante os
cinco anos de reinado de Maria.
Maria
havia sido educada como católica, e promulgou leis em prol da
restauração da supremacia papal na Inglaterra. Essa postura real fez
eclodir uma rebelião protestante, que a levou a decretar a prisão de
Isabel, uma protestante, sob a suspeita de cumplicidade com as
manifestações.
Após
a morte de Maria, Isabel sobreviveu a diversas conspirações católicas e
tem a sua ascensão saudada por grande parte dos lordes ingleses, na sua
maioria reformistas que aguardavam um clima de maior tolerância
religiosa.
Sob
orientação inicial do secretário de Estado, Sir William Cecil, Isabel
revogou a legislação pró-católica de Maria e estabeleceu uma Igreja
Protestante de rito anglicano. Tornou-se chefe exclusiva da Igreja da
Inglaterra e encorajou reformas calvinistas na Escócia.
Nas
relações exteriores, Isabel praticou uma política de estreitamento dos
laços com aliados protestantes da Inglaterra, tentando dividir os seus
inimigos.
Tinha
a oposição do papa, que se recusava a reconhecer a sua legitimidade, e
da Espanha, uma nação católica que vivia o auge de seu poderio à época.
Em 1588, a rivalidade entre os dois levou a uma fracassada invasão da
Espanha sobre a Inglaterra, na qual a “Invencível Armada” espanhola, a
maior força naval do mundo à época, foi destruída pelas tormentas e pela
marinha inglesa.
Com
o crescente domínio inglês dos mares, Isabel encorajou viagens de
descobertas, como a circunavegação de Francis Drake ao redor do mundo e
as expedições de Walter Raleigh à costa da América do Norte. Erigiu o
poderio comercial do país, tendo Londres ultrapassado as rivais
Amsterdão e Antuérpia pelo seu dinamismo mercantil.
O
longo reinado de Isabel, que se tornou conhecida como a “Rainha
Virgem”, celibatária que era, coincidiu com o florescimento da
Renascença Inglesa, associado ao surgimento de renomados mestres como
William Shakespeare.
Por
ocasião da sua morte, no começo do século XVII, a Inglaterra já se
havia tornado a potência hegemónica mundial em muitos aspectos.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia(imagens)
Isabel I, The Armada Portrait, retrato comemorativo da derrota da Armada espanhola - George Gower
O cortejo fúnebre de Isabel I
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/03/24-de-marco-de-1603-morre-rainha-isabel_24.html?spref=fb&fbclid=IwAR0-1uxAbdQshtKZo1IINtU-ExY8kpIO9pllaqJFGOlOy7tKFwqvTIhNKVA***
08 de Fevereiro de 1587: Execução de Maria Stuart, Rainha da Escócia
Maria
Stuart nasceu no dia 8 de Dezembro de 1542 e subiu ao trono com apenas
seis dias de idade, após a morte do seu pai, Jaime V. Sendo muito nova
para reinar, a Escócia foi governada por regentes até Maria atingir a
maioridade. Desde o início, eram duas as pretensões à regência: uma
Católica, do Cardeal Beaton, e outra Protestante, do conde
de Arran, que era o mais próximo na linha de sucessão ao trono. A
pretensão de Beaton era baseada numa versão do testamento do falecido rei, que os seus oponentes descartaram como uma falsificação. Arran,
com o apoio dos seus amigos e relacionamentos, tornou-se regente até
1554, quando a mãe de Maria conseguiu afastá-lo e suceder-lhe.
Por
ser francesa, a rainha começa a aproximar cada vez mais a Escócia da
França, inimiga declarada da Inglaterra. Naquela época a Reforma
Protestante espalhava-se por toda Europa, e a nobreza da Escócia, assim
como da Inglaterra pretendiam o rompimento com Roma. No entanto Maria de
Guise era católica e manteve a religião, o que enfureceu mais ainda os
lordes escoceses e os ingleses, que desejavam sequestrar Maria Stuart
para que ela se casasse com Eduardo (filho de Henrique VIII). Temendo
pela segurança da sua filha, a rainha da Escócia envia-a para a França
em 1548, após o rei Henrique II daquele país pedir a mão da princesa
para o seu filho, Francisco II. Em Julho daquele ano, com apenas cinco
anos de idade, Maria Stuart rumava para o país onde viveria até à
morte do seu primeiro marido. Em Abril de 1558 Maria e Francisco
casam-se. Nesse mesmo ano a Rainha Maria I da Inglaterra, faleceu.
Vista como filha legítima de Henrique VIII pela Igreja Católica, Maria
instituiu novamente o catolicismo durante o seu brevíssimo governo. Com a
sua morte quem sobe ao trono é Elizabeth, meia irmã de Maria I e
provinda do casamento protestante de Henrique VIII. Aos olhos da Igreja
Católica e do governo francês isso era um sacrilégio, visto que o rei
havia anulado o seu casamento com Ana Bolena, mãe de Elizabeth, para que
pudesse casar-se novamente. De acordo com a sucessão católica, a
próxima a assumir o trono inglês deveria ser Maria Stuart, que era
bisneta de Henrique VII. No ano
seguinte, com a morte de Henrique II; Francisco II e Maria Stuart são
coroados reis da França. Enquanto isso Maria de Guise continuava a
governar a Escócia, e enfrentava problemas quanto à reforma religiosa
que os lordes tentavam impor no país. Doente,
Maria de Guise é afastada do governo e um conselho de nobres assume a
Escócia durante a ausência de Maria Stuart. No ano de 1560 o parlamento
escocês adoptou o protestantismo presbiteriano como religião oficial do
país, abolindo a autoridade do papa no país e proibindo as celebrações
católicas.
Depois
de um ano de guerra religiosa na Escócia, em Junho de 1560, Maria de
Guise morre. Em Dezembro daquele mesmo ano, o rei Francisco II também
viria a falecer. Mal o jovem morreu a sua mãe, Catarina de Médicis,
decidiu o futuro da França, onde ficou acertado que a coroa francesa
cabia a Carlos IX, sendo que a regente seria Catarina de Médicis, até
que o jovem atingisse a maioridade. Assim, a jovem viúva Maria Stuart
não tinha lugar na corte francesa. Em 1561 a rainha dos escoceses
regressa à sua terra natal, para um governo mais conturbado que o da sua
mãe. Durante um baile em 1565, Maria conheceu o seu segundo marido,
Lorde Henrique Darnley. Maria Stuart encantou-se com o jovem e em menos
de seis meses eles estavam casados. Com o passar do tempo ela passa a
sentir-se infeliz com o seu casamento, pois o rei desejava governar no seu lugar, exigindo a co-regência. Em
19 de Junho de 1566, nasce o príncipe Jaime VI . Entretanto surge uma
nova paixão na vida da rainha: Jaime Hepburn, o conde Bothwell, que era
um homem extremamente leal à coroa escocesa. Henrique Darnley , marido
da rainha, aparece morto e Maria Stuart casa-se com o conde Bothwell em
Maio de 1567. A
corte planeia acabar com essa união e tentam matar o rei, mas este
consegue fugir. Eles tentam então persuadir a rainha a deixar o marido,
que não lhes dá ouvidos e foge para encontrar-se com o rei. O casal
conta com um pequeno exército e em Junho daquele ano confrontam os
rebeldes em Carberry Hill. A batalha nem chega a acontecer: o exército
real aos poucos começa a dispersar-se e Maria Stuart resolve
conferenciar com os rebeldes. Estes prometem a Maria Stuart que deixam
Bothwell ir para onde ele desejar se ela os acompanhar de volta a
Edimburgo e a rainha acata. Mal Bothwell se afasta e os rebeldes mostram
que a enganaram. Maria é conduzida para Edimburgo e mantida como
prisioneira. Os lordes então ameaçam-na e convencem-na a assinar um
documento onde ela passa o trono para o seu filho Jaime VI, sendo que o
meio-irmão da rainha deveria governar até à maioridade do príncipe.
Maria
Stuart foge do cativeiro, reúne uma legião de soldados e parte para a
sua última batalha, a batalha de Langside; entretanto o seu irmão
rapidamente consegue dispersar os homens da rainha. Iludida pela
promessa da sua prima Elizabeth, que dizia que ela sempre poderia contar
com a Inglaterra, Maria Stuart decide fugir para lá. A
corte inglesa deseja julgar a escocesa por suspeitarem dela ter
participado no assassinato de Darnley; entretanto ela não aceita o
julgamento. O processo decorre lentamente, a fim de se manter a rainha
dos escoceses sob o cárcere inglês. A contra reforma assolava a Europa e
havia uma trama por parte dos católicos para matar Elizabeth e colocar
Maria Stuart no trono inglês. Uma conspiração designada Babington Plot é
montada pelo governo inglês, a fim de que Maria Stuart assinasse um
termo onde aprovava que os seus seguidores assassinassem Elizabeth. Esta
é informada da conspiração e acaba então por assinar a sentença de
morte de Maria em Fevereiro de 1587.
No
dia 8 de Fevereiro de 1587, dia da sua morte, Maria estava ornada com
rosários e escapulários, demonstrando até ao fim a sua fé católica. A
ela não é concedida a presença de um padre, e mandam um pastor para
celebrar as rezas fúnebres. Maria Stuart, no entanto, começou a rezar em
voz alta em latim, sobrepondo-se ao pastor e firmando, novamente, a sua
religião católica. Ela ajoelhou-se na almofada e aguardou a
decapitação. Maria não foi
decapitada com o primeiro golpe. O primeiro falhou o pescoço e
atingiu-lhe a nuca. O segundo golpe cortou-lhe o pescoço, excepto um
pequeno pedaço de tendão, o qual o carrasco cortou com o machado.
Depois, ele segurou na cabeça e declarou, "Deus Salve a Rainha!."
Fontes:http://arqueologiapublicalap.blogspot.pt/rainhastragicas.com
wikipedia(imagens)

Ilustração da execução de Maria, c. 1613 por um artista dinamarquês
Maria Stuart - Autor desconhecido
Maria Stuart e o seu primeiro marido, Francisco II de França- Autor desconhecido
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02 de Maio de 1536: Ana Bolena, rainha de Inglaterra, é presa por diversas acusações
Rainha de Inglaterra, segunda esposa de Henrique VIII, também chamada "rainha dos 1000 dias" por ter sido essa, aproximadamente, a extensão do seu reinado. Filha de sir Thomas Boleyn e de lady Elizabeth Howard, crê-se que nasceu entre 1501 e 1507. Foi dama de honra da rainha Cláudia de Valois a partir de 1519, em França, e, quando voltou a Inglaterra, ocupou o mesmo posto no séquito da rainha Catarina de Aragão, casada com Henrique VIII. Este apaixonou-se por Ana Bolena, tendo-se divorciado da rainha e declarado bastarda a filha de ambos, Maria Tudor. No dia 25 de Janeiro de 1532 casaram-se no palácio de Whitehall no meio do maior sigilo. O arcebispo de Cantuária, Thomas Cranmer, declarou o primeiro consórcio real nulo em maio do mesmo ano, e legalizou o segundo efectuado pelo rei, dando origem ao cisma inglês. Este cisma tornou o Anglicanismo a doutrina oficial em Inglaterra e o rei a cabeça desta igreja, tendo sido a reforma levada a cabo por Thomas Cromwell.
Ana Bolena tornou-se marquesa de Pembroke e rainha em Junho de 1533. Algum tempo depois, nasceu a que seria Isabel I de Inglaterra. Em 1536 Ana deu à luz um nado-morto, para desespero do rei que almejava um herdeiro varão, e tal acontecimento precipitou a desgraça da rainha. O rei tinha-se já apaixonado outra vez por uma dama de companhia da sua mulher, Jane Seymour.Em Abril de 1536 uma comissão
autorizada por sua majestade começou a investigar todos os casos de traição na
corte. As declarações de serviçais de que a rainha recebia homens nos seus
aposentos em horas indevidas serviram para que Cromwell (cujas relações com a
consorte estavam azedas por conta de divergências na política externa e na
distribuição das posses eclesiásticas) construísse um processo expedito. Acusada
de incesto, adultério e conspiração para matar o marido, Ana Bolena foi presa em
2 de Maio na Torre de Londres. A coroa capturou e encarcerou cinco homens que
teriam cometido os supostos actos ilícitos: Mark Smeaton, Sir Henry Norris, Sir
Francis Weston, William Brereton e George Bolena, irmão de Ana. Apenas Smeaton,
sob tortura, confessou; os outros juraram inocência. Ana Bolena foi a julgamento
no dia 15 de Maio, no Grande Salão da Torre de Londres, um dia depois do seu
casamento com Henrique VIII ter sido anulado por Thomas Cranmer, Arcebispo de
Canterbury. Considerada culpada de todas as acusações, recebeu a sentença de
morte da boca do seu tio, o Duque de Norfolk. A comutação da pena de morte na
fogueira para decapitação foi uma derradeira cortesia de Henrique VIII - que,
entretanto, nem sequer se deu ao trabalho de organizar um funeral para Ana
Bolena. Em 19 de Maio, dois dias depois da execução dos seus pretensos amantes,
a rainha finalmente encontrou seu destino final. Cabeça e corpo da antiga
consorte repousaram no solo por algum tempo, até serem colocados dentro de um
baú de flechas e enterrados em um túmulo sem identificação na Capela de São
Pedro, na própria Torre de Londres. .
Conhecem-se alguns retratos seus, sendo dois dos mais célebres os efectuados por Hans Holbein. Parece ter sido grande a sua beleza, apesar de constar que tinha seis dedos numa mão. Era também inteligente e dotada para a música, para a dança e para declamar, o que justifica a paixão inspirada ao rei. A história trágica desta rainha deu origem à ópera Anna Bolena, da autoria do compositor Donizetti.
Ana Bolena. In Infopédia
[Em linha]. Porto: Porto Editora,
2003-2012.
Wikipedia (imagens)
Ana Bolena - Autor
desconhecido
Ana Bolena na Torre de Londres - Edouard
Cibot
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Anglicanismo
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Isabel I
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7 de Setembro de 1533: Nasce Isabel I de Inglaterra
Isabel I nasceu em Greenwich a 7 de Setembro de 1533 e foi Rainha de Inglaterra e Irlanda. Ela também é conhecida como "A Rainha Virgem", sendo a quinta e última monarca da Casa de Tudor. Faleceu no dia 24 de Março de 1603, aos 69 anos de idade após um reinado de mais de quatro décadas.
Isabel
chegou ao trono em 1559 com a morte da sua meia-irmã, a rainha Maria I,
alcunhada de “A Sanguinária”. As duas meias-irmãs, ambas filhas de
Henrique VIII, mantiveram um tempestuoso relacionamento durante os cinco
anos de reinado de Maria.
Maria
havia sido educada como católica, e promulgou leis em prol da
restauração da supremacia papal na Inglaterra. Essa postura real fez
eclodir uma rebelião protestante, que a levou a decretar a prisão de
Isabel, uma protestante, sob a suspeita de cumplicidade com as
manifestações.
Após
a morte de Maria, Isabel sobreviveu a diversas conspirações católicas e
tem a sua ascensão saudada por grande parte dos lordes ingleses, na sua
maioria reformistas que aguardavam um clima de maior tolerância
religiosa.
Sob
orientação inicial do secretário de Estado, Sir William Cecil, Isabel
revogou a legislação pró-católica de Maria e estabeleceu uma Igreja
Protestante de rito anglicano. Tornou-se chefe exclusiva da Igreja da
Inglaterra e encorajou reformas calvinistas na Escócia.
Nas
relações externas, Isabel praticou uma política de estreitamento dos
laços com aliados protestantes da Inglaterra, tentando dividir os seus
inimigos.
Tinha
a oposição do papa, que se recusava a reconhecer a sua legitimidade, e
da Espanha, uma nação católica que vivia o auge de seu poderio à época.
Em 1588, a rivalidade entre os dois levou a uma fracassada invasão da
Espanha sobre a Inglaterra, na qual a “Invencível Armada” espanhola, a
maior força naval do mundo à época, foi destruída pelas tormentas e pela
marinha inglesa.
Com
o crescente domínio inglês dos mares, Isabel encorajou viagens de
descobertas, como a circunavegação de Francis Drake ao redor do mundo e
as expedições de Walter Raleigh à costa da América do Norte. Erigiu o
poderio comercial do país, tendo Londres ultrapassado as rivais
Amsterdão e Antuérpia pelo seu dinamismo mercantil.
O
longo reinado de Isabel, que se tornou conhecida como a “Rainha
Virgem”, celibatária que era, coincidiu com o florescimento da
Renascença Inglesa, associado ao surgimento de renomados mestres como
William Shakespeare.
Por
ocasião da sua morte, no começo do século XVII, a Inglaterra já se
havia tornado a potência hegemónica mundial em muitos aspectos.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia(imagens)
Isabel I, The Armada Portrait, retrato comemorativo da derrota da Armada espanhola - George Gower
Isabel I em 1546, retrato atribuído a William Scrots
Retrato da coroação de Isabel I -Autor desconhecido
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Filme recente com estes 4 temas
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Filmes sobre estes anos do Henrique VIII são mais que muitos
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Elisabetb I
O orgulho de uma soberana – resenha de “A vida de Elizabeth I de Inglaterra”, de Jacques Chastenet
CHASTENET, Jacques. A Vida de Elizabeth I de Inglaterra. Tradução de José Saramago. 2ª edição. São Paulo: Círculo do Livro, 1976
Quando Elizabeth II subiu ao trono, a
Inglaterra maravilhou-se por ter mais uma vez na chefia do estado, uma
rainha. Era um período em que as mulheres estavam a unir-se pela
aquisição de direitos igualitários, e acabando por influenciar diversos
campos do saber humano, entre eles, o da História. Como num exercício de
reflexão sobre a influência feminina através dos séculos, começou-se a
resgatar interessantes figuras de heroínas trágicas, como Joana D’Arc e
Ana Bolena, e de soberanas notórias, a exemplo de Maria Antonieta. A era
vitoriana legara àquela ilha nórdica, e às outras partes do globo, uma
de suas fases de maior esplendor, tanto artístico, quanto intelectual.
Contudo, uma solteira em especial, de cabelos ruivos e vestes icônicas,
chamou mais a atenção dos pesquisadores, principalmente por apresentar
uma característica em comum com a filha de George sexto: o nome.
Elizabeth I foi uma das maiores governantes que o mundo já conheceu. Sua
extrema fibra e coragem, num universo ideologicamente machista, a
colocaram no hall dos grandes nomes do movimento feminista, na medida em
que provou que gênero não era parâmetro para medir competência.

Jacques Chastenet
Muitas biografias sobre a primeira Isabel
(tradução de seu nome para o português) completam as estantes de
diversos estudiosos da dinastia Tudor. Contudo, no Brasil, a mais
notória delas foi publicada em sua segunda edição no ano de 1976, tendo
como autor Jacques Chastenet, historiador de escola francesa e autor de
vários livros sobre o regime monárquico e republicano na Europa. Tendo
sido um notório jornalista e diplomata, sua produção inclui alguns
clássicos como “Le Siècle de Victoria” e “Winston Churchill”. Em 29 de
novembro de 1956 foi eleito para a “Académie Française”, falecendo 22
anos depois, a sete de fevereiro de 1978. Sua escrita objetiva e bem
delineada é dotada de um forte aspecto imagético, que, por sua vez, já
pode ser percebido no prólogo de “A vida de Elizabeth I de Inglaterra”,
no qual consta uma descrição detalhada do processo cerimonial de
coroação daquela jovem com idade de 25 anos, que subia ao trono do pai,
quase cinco séculos atrás. A interpretação que o autor faz dos
acontecimentos ali descritos tenta manter certo grau de imparcialidade.
Porém, como se verá mais adiante, houve momentos em que seu romantismo
falou mais alto, fazendo com que os personagens da obra em questão se
afigurassem de forma irresistível.
Ao ilustríssimo José Saramago, coube à
tradução deste excelente compêndio biográfico, cuja narrativa se inicia
no ano de 1533 oferecendo um panorama político do reino de Inglaterra
durante o período da reforma anglicana, quando um rei de consciência
perturbada rompeu com o papado romano para se casar com uma dama de
olhos penetrantes e cabelos escuros. Ana Bolena deu à luz uma menina
feita à imagem do pai com um sabor de desilusão política: a vinda de um
garoto seria de extrema importância para a sucessão. Sem conseguir dar
herdeiro homem ao trono, a tragédia de mademoiselle boullan era
iminente. À orfandade precoce da princesa Elizabeth, bem como sua
adolescência perturbada, dedica-se o primeiro capítulo do livro,
intitulado de “uma juventude temerosa”. Muitos foram os perigos que
aquela dama passaria até conseguir a coroa, incluindo prisões e supostas
participações em conspirações contra a irmã, Maria I.
Sendo assim, percebe-se como Chastenet
utiliza da infância da rainha Bess, sua educação e transtornos, para
exaltar os imensos caráter e determinação que demonstraria anos mais
tarde. Até então, percebemos no discurso do autor uma sensação de
expectativa quanto aos feitos que aquela jovem faria, para melhorar um
país abalado por conflitos internos, referentes à reforma. Desse modo, o
casamento com um príncipe estrangeiro seria a melhor opção para a
inexperiente monarca. Mas Elizabeth presenciou casos desastrosos de
uniões matrimoniais que não deram certo, das quais a mais recente era a
de sua irmã com Felipe de Espanha. Como medida de protesto, tomara uma
decisão de não desposar ninguém, exceto o reino de Inglaterra. Atitude
controversa, porém reveladora do que o autor denominou de “adivinhar
institivamente as reações dos súditos”, que não queriam outra nação
interferindo nos negócios locais. Entretanto, a rainha não estava
sozinha em sua empreitada, tendo como conselheiros como Sir William
Cecil, e Lorde Robert Dudley, a quem estaria ligada por uma relação de
amor cortês (embora alguns afirmassem que fossem amantes no sentido
pleno da palavra).

Elizabeth I, atribuído a Federico Zuccaro
A ajuda de ambos seria de extrema
importância para o posicionamento de Elizabeth I com relação à Mary
Stuart, cuja história é abordada com enfoque no capítulo três, “As duas
Primas”. O tratamento que o autor atribui à rainha dos escoceses
demonstra certo pessimismo e desesperança, ao passo em que ressalta sua
predileção pela soberana inglesa. Enquanto ele diz que Mary era uma
mulher impulsiva, que aos 26 anos estava com a vida terminada, ressalta
as qualidades de Elizabeth ao descrevê-la como “prudente, discreta,
astuta, capaz de esperar, afeiçoada à paz, poupando o sangue dos seus
súditos…” (CHASTENET, 1976, pag. 6). Nessa ultima característica
observamos um possível descuido por parte de Jacques, uma vez que a
rainha não hesitava em punir aqueles que desafiavam sua autoridade. O
maior exemplo disso é os 700 súditos que mandou executar no ano de 1572.
Não obstante, ele traz á tona uma dúvida acerca da paternidade do filho
de Mary, o futuro Jaime sexto da Escócia. Segundo o próprio, é possível
que o precioso herdeiro da casa de Stuart tenha morrido em tenra idade e
sido substituído por outro bebê, enquanto a mãe estava fora. Essa, por
sua vez, é uma das maiores polêmicas do livro.
Aliado a uma narrativa que em muitas
vezes lembra um romance histórico, faz-se notável uma abordagem
extremamente factual dos acontecimentos. Chastenet preocupa-se em
demasia com datas (que neste caso não são desnecessárias, por esta se
tratar de uma obra de biográfica), causas e consequências. Imbuído de um
método tradicional, o autor prossegue com as peculiares passagens da
vida da rainha, e o seu desespero quanto à pressão que sofria por não
aceitar se casar ou nomear um sucessor. Consciente dos vários levantes
que ambicionaram derrubar Maria I do governo, e pô-la em seu lugar, a
soberana optou por fazer da sucessão um mistério. Ciente de que a prima
era sua herdeira por direito de sangue, aceitou acolhê-la quando esta
fugira de um grupo de lordes rebeldes da Escócia, mantendo-a, assim,
debaixo de sua vigilância. Depois disso, não houve qualquer tentativa de
assassinato contra a “rainha virgem” (nome pelo qual era popularmente
conhecida devido ao estado de solteira) que não envolvesse a ci-devant rainha
da Escócia. Finalmente, Elizabeth se viu na mesma situação que tanto
perturbara os membros anteriores da casa dos Tudor. Porém, recusando as
petições dos conselheiros de livrar-se da parenta, ela respondia a todos
com sua habitual indecisão.
Essa faceta da filha de Henrique VIII se
arrastaria através dos capítulos do livro, até que a necessidade de uma
atitude mostrou-se inevitável: foram encontradas cartas com assinatura
da rainha dos escoceses que acusavam sua participação num complô contra a
vida da prima. Se assinasse a execução de Mary, a Espanha se lançaria
em campanha militar contra a Inglaterra, mas se a deixasse viva, o país
embarcaria em muitos conflitos internos. Tomando uma decisão e fazendo o
que achava certo, Elizabeth escolhe a primeira opção e enfrenta ao lado
dos súditos a invasão de uma potência católica. Chastenet demonstra
como a rainha tinha extremo conhecimento do poder de sua imagem e usou
dele em um influente discurso feito às tropas, onde disse que “podia ser
uma mulher de corpo frágil, mas tinha o coração e o estômago de um
rei”. Esse ponto foi crucial para que ela transcendesse de mulher
temente, à poderosa monarca que se afigura nos retratos da mesma. Foi
quando se tornou verdadeiramente “a nova Débora”, que levou o povo
eleito à vitória. De fato, após a queda da invencível aramada de Felipe
II, comparações como essas se tornaram irresistíveis a muitos
historiadores, incluindo o autor do livro.

A vida de Elizabeth I de Inglaterra – Jacques Chastenet
Vencida a batalha, Inglaterra seria um
importante centro renascentista e encontraria a paz e a prosperidade.
Findado os grandes conflitos políticos, Jacques Chastenet dedica os
capítulos onze e doze de sua obra à organização da sociedade do período,
incluindo seus costumes e crenças, e ao teatro e às letras. O leitor
observa, então, um importante panorama dos principais escritores do
período, dos quais, o mais notório é William Shakespeare. É interessante
notar como o autor se fixa nessa parte do enredo com grande disposição e
riqueza de detalhes, pois, afinal, foi durante o período elisabetano
que a Europa é presentada com o maior dramaturgo de todos os tempos.
Contudo, levanta dúvidas acerca da autoria das peças e poemas
desenvolvidos por esse ícone, mas não destrincha muito essa
probabilidade, ao contrário do que fizera em relação a muitas passagens
da vida de Mary Stuart. Ao encerrar esse ciclo, Chastenet passa a
discorrer sobre as grandes universidades do reino, entre elas Oxford e
Cambridge, que ainda são referência internacional no meio acadêmico.
Elizabeth foi uma grande patrona do
ensino e das artes. Sua participação nesse quesito é já muito conhecida,
assim como seu posterior envolvimento com o conde de Essex, o último de
seus cortesãos especialmente favorecidos. A relação entre eles serviu
de tema para os dois últimos capítulos de uma obra com 287 páginas de
extensa narrativa factual e documental. Chastenet não foge à recíproca
dos demais biógrafos da rainha Bess, e passa linhas e linhas a fio,
dissertando acerca da vida amorosa e política daquela impressionante
mulher. Sua conclusão é particularmente interessante, ao estabelecer uma
última comparação entre o objeto de sua pesquisa e a trágica senhora
dos escoceses, descrevendo-as como a mulher do passado e a do futuro,
respectivamente; com Mary sendo objeto da “terna indulgência da
História, e Elizabeth, do seu respeito”. Que é uma mulher de futuro está
claro pra muitos, pois suas medidas até hoje moldam aquele reino de
Inglaterra, herdado há mais de 400 anos depois por outra Isabel, a
segunda com esse nome, que ascendia ao trono em 1953, quando da primeira
impressão deste livro.
Renato Drummond Tapioca Neto
https://rainhastragicas.com/2012/11/09/a-vida-e-os-amores-de-elizabeth-i/
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Henrique VIII
o da criação do anglicanismo contra o papa católico
*
o das 6 mulheres
*
o que matou, matou inclusivé Thomas More
*
o do filme 2 irmãs e 1 rei
*
Henrique VIII. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/28-de-janeiro-de-1547-morre-henrique_28.html?fbclid=IwAR3n3qRGLIQKLKXIz9fspJbS8NdKSrh0j7u7GmZlp-XwJDuw_odX90GaRcI
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Henrique VIII. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
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Henrique VIII
o da criação do anglicanismo contra o papa católico
*
o das 6 mulheres
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o que matou, matou inclusivé Thomas More
*
o do filme 2 irmãs e 1 rei
*
28 de Janeiro de 1547: Morre Henrique VIII de Inglaterra. Sucede-lhe Eduardo VI.
Henrique VIII, rei de Inglaterra, nasceu a 28 de Junho de 1491, em Greenwich, e morreu a 28 de Janeiro de 1547, em Londres. Ascendeu ao trono a 21 de Abril de 1509, sucedendo a seu pai, Henrique VII.É recordado pelos seus sucessivos casamentos. As suas seis mulheres foram: Catarina de Aragão (mãe da rainha Maria I), Ana Bolena (mãe da rainha Isabel I) com quem casou a 25 de Janeiro de 1533
e que mandou executar, Jane Seymour (mãe do seu sucessor, Eduardo VI), Ana de Cleves, Catherine Howard, também executada, e Catherine Parr. Ana Bolena foi rainha de Inglaterra de 1533 a 1536, sendo a segunda esposa
de Henrique
VIII.O seu
casamento foi polémico do ponto de vista político e religioso e resultou na
criação da Igreja Anglicana.
Durante o reinado de Henrique VIII, coincidente com os alvores do Renascimento em Inglaterra, assistiu-se a um reforço do poder real. Ao mesmo tempo, Henrique alterou a posição do país na cena internacional, nomeadamente em consequência do primeiro casamento desfeito (ato que foi considerado uma ofensa à Espanha, que se tornaria uma potência rival e inimiga por muito tempo) e da instauração da Igreja Anglicana.De facto, a criação da Igreja de Inglaterra foi a solução encontrada para a recusa do Papa em declarar a anulação do casamento do rei com Catarina de Aragão. Henrique VIII declarou a independência da Igreja nacional e auto proclamou-se seu líder. Ao mesmo tempo, as propriedades do clero foram confiscadas e os próprios membros viram-se obrigados a submeter-se à nova orientação doutrinária e à nova hierarquia. O casamento foi declarado nulo por um conselho de eclesiásticos. Em resposta, o Papa excomungou o monarca.
Ao longo do seu reinado, Henrique VIII teve como homens de confiança o cardeal Wolsey e o grande intelectual Sir Thomas More. Ambos, porém, acabariam por ser sacrificados no braço de ferro entre Henrique VIII e o Papa - Wolsey caiu em desgraça, sendo afastado do poder, enquanto More foi mesmo executado. Outro homem a quem o rei deu largos poderes foi Thomas Cromwell, um dos grandes responsáveis pelas reformas.
Henrique VIII. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/28-de-janeiro-de-1547-morre-henrique_28.html?fbclid=IwAR3n3qRGLIQKLKXIz9fspJbS8NdKSrh0j7u7GmZlp-XwJDuw_odX90GaRcI
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30 de Maio de 1536: Henrique VIII casa-se com Jane Seymour, 11 dias depois da execução de Ana Bolena.
Jane Seymour nasceu em Wolf hall, filha de Sir John Seymour e Margery Wentworth. Através
do seu avô materno era bisneta do rei Eduardo III de Inglaterra. Ela e
o rei Henrique VIII eram primos em quinto grau. Jane era prima em
segundo grau da sua antecessora Ana Bolena, tinham a mesma bisavó,
Elizabeth Cheney. A sua data de nascimento é uma questão de debate. Ela é
geralmente creditada como 1509 ou até mesmo 1510, mas tem-se observado
que no seu funeral, 29 mulheres caminharam em sucessão. Como era
habitual que cada uma das damas de uma falecida representassem 1 ano da
sua vida, tal implicaria que ela tivesse nascido em 1508 ou 1507 e que
ainda não havia comemorado seu 30º aniversário.
Tornou-se dama de companhia da Rainha Catarina em 1532, porém pode tê-la
servido antes, em 1527 e após o divórcio de Henrique VIII e Catarina,
Jane passou a servir a sua antecessora Ana Bolena. O primeiro relato de
interesse de Henrique VIII em Jane Seymour foi no começo de 1536, pouco
antes da morte de Catarina de Aragão.
Registos dizem que Jane tinha um rosto infantil e uma personalidade modesta.
Henrique VIII casou-se com Jane no Palácio de Whitehall em Londres, no
dia 30 de Maio de 1536, apenas 11 dias após a execução de Ana Bolena.
Como parte dos preparativos para o casamento real, os emblemas de falcão
e as iniciais de Ana foram rapidamente substituídas por emblemas
pessoais de Jane, uma fénix passando por um castelo a arder e rosas
Tudor pintadas de vermelho e branco. Como votos para o casamento real,
David Starkey afirma que Henrique VIII teria feito o mesmo em cada um
dos seus casamentos. O rei jurou:
“Eu,
Henrique, tomo-te como minha esposa em matrimónio, para ter e manter-te
deste dia em diante, para o melhor ou pior, na riqueza ou na pobreza,
na saúde e na doença, até que a morte nos separe e além disso eu
comprometo a ti a minha fidelidade. “
De acordo com Alison Weir, o casamento de Jane com o rei foi marcado por
celebrações públicas, mas de acordo com a biógrafa de Jane, Elizabeth
Norton, o casamento foi mantido em segredo por alguns dias e como
aconteceu com o casamento de Henrique com Ana, não houve anúncio
oficial em vez disso, Jane foi gradualmente sendo apresentada ao povo
como rainha.
Jane estabeleceria uma estreita relação com a primogénita de Henrique,
Maria Tudor. Os alegres, luxuosos e extravagantes espectáculos reais,
que haviam atingido o seu auge durante o tempo de Ana Bolena, foram
substituídos por uma rigorosa aplicação de decoro. Jane proibiu a moda
francesa que Ana Bolena anteriormente havia introduzido. Conservadora
politicamente, o seu único envolvimento relatado em assuntos nacionais
foi em 1536, quando solicitou ao rei perdão para os participantes na
peregrinação da Graça. Sendo prontamente advertida por Henrique sobre o
destino que a sua antecessora encontrou, quando “interferiu nos seus
assuntos”.
No início de 1537, Jane ficou grávida. Em Setembro de 1537 deu à luz o
tão cobiçado herdeiro varão, o futuro rei Eduardo VI de Inglaterra, às 2
horas da manhã do dia 12 de Outubro de 1537, no Palácio de Hampton
Court.
Eduardo foi baptizado no dia 15 de Outubro de 1537, sem a presença da
sua mãe. Ambas as filhas do rei, Maria e Elizabeth, estiveram presentes e
acompanharam a criança durante a cerimónia. Após o baptismo, ficou
claro que Jane Seymour estava seriamente doente.
O parto de Jane Seymour havia sido difícil, durando duas noites e três
dias, provavelmente porque o bebe não estava bem posicionado. Segundo a
biógrafa do Rei Eduardo, Jennifer Loach, a morte de Jane Seymour pode
ter sido devido a uma infecção bacteriana contraída durante o parto.
Jane Seymour morreu no dia 24 de Outubro de 1537, no Palácio de Hampton
Court.
O seu funeral realizou-se no dia 12 de Novembro de 1537 na Capela de St.
George, no Castelo de Windsor. Jane foi a única das esposas de Henrique
a receber o funeral de uma Rainha. Quando morreu em 1547, Henrique foi
enterrado ao lado de Jane no túmulo que havia feito para ela, a seu
pedido.
wikipedia (imagens)
Jane Seymour
O jovem
Eduardo com Henrique e Jane Seymour, c. 1545. Na época em que esta
pintura foi feita, Henrique já estava casado com a sua sexta esposa
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/05/30-de-maio-de-1536-henrique-viii-casa.html?spref=fb&fbclid=IwAR0ohLEle5ofqaqKv9qDDhvX0wnqcHBsYnhlCbUR5nU3zph0etyr_yDEnuE*
21 de Abril de 1509: Henrique VIII sobe ao trono de Inglaterra.
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/04/21-de-abril-de-1509-henrique-viii-sobe.html?spref=fb&fbclid=IwAR1Oo-BccDE3E8f-oD_11jx0oiI6JWe0YTY4txqIQpO4FZzbONWoa_Jy5Rw*
28 de Junho de 1491: Nasce Henrique VIII, rei de Inglaterra
Henrique VIII, rei de Inglaterra, nasceu a 28 de Junho de 1491, em Greenwich, e morreu a 28 de Janeiro de 1547, em Londres. Ascendeu ao trono a 21 de Abril de 1509, sucedendo a seu pai, Henrique VII.É recordado pelos seus sucessivos casamentos. As suas seis mulheres foram: Catarina de Aragão (mãe da rainha Maria I), Ana Bolena (mãe da rainha Isabel I) com quem casou a 25 de Janeiro de 1533
e que mandou executar, Jane Seymour (mãe do seu sucessor, Eduardo VI), Ana de Cleves, Catherine Howard, também executada, e Catherine Parr. Ana Bolena foi rainha de Inglaterra de 1533 a 1536, sendo a segunda esposa
de Henrique
VIII.O seu casamento foi polémico do ponto de vista
político e religioso e resultou na criação da Igreja
Anglicana.
Durante o reinado de Henrique VIII, coincidente com os alvores do Renascimento em Inglaterra, assistiu-se a um reforço do poder real. Ao mesmo tempo, Henrique alterou a posição do país na cena internacional, nomeadamente em consequência do primeiro casamento desfeito (ato que foi considerado uma ofensa à Espanha, que se tornaria uma potência rival e inimiga por muito tempo) e da instauração da Igreja Anglicana.De facto, a criação da Igreja de Inglaterra foi a solução encontrada para a recusa do Papa em declarar a anulação do casamento do rei com Catarina de Aragão. Henrique VIII declarou a independência da Igreja nacional e auto proclamou-se seu líder. Ao mesmo tempo, as propriedades do clero foram confiscadas e os próprios membros viram-se obrigados a submeter-se à nova orientação doutrinária e à nova hierarquia. O casamento foi declarado nulo por um conselho de eclesiásticos. Em resposta, o Papa excomungou o monarca.
Ao longo do seu reinado, Henrique VIII teve como homens de confiança o cardeal Wolsey e o grande intelectual Sir Thomas More. Ambos, porém, acabariam por ser sacrificados no braço de ferro entre Henrique VIII e o Papa - Wolsey caiu em desgraça, sendo afastado do poder, enquanto More foi mesmo executado. Outro homem a quem o rei deu largos poderes foi Thomas Cromwell, um dos grandes responsáveis pelas reformas.
Henrique VIII. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
Henrique VIII - Hans Holbein, o
Jovem
Henrique VIII com 18 anos - Autor
desconhecido
A Família de Henrique VIII (da esquerda para a
direita, príncipe Edward, Henrique VIII e Jane Seymour) - Autor
desconhecido
Henrique VIII em 1542 - Autor
Desconhecido
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/06/28-de-junho-de-1491-nasce-henrique-viii.html?spref=fb&fbclid=IwAR3SuC5t3VYk8XlZtZkX_JWCLHfqfNUvwf_js7fX-_Uh3nGYyHhqeRIWl08***