Mapa

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A enorme fenda...
9abril2018
A racha, apenas recentemente exposta, faz parte do Grande Vale do Rift.
A grande fenda, que continua a crescer no Quénia, fica a leste da África.
De acordo com o jornal local Daily Nation, a grande fissura é consequência de intensos movimentos no interior da Terra, que deixaram fendas profundas no Condado de Narok.
Um rasto de destruição foi visto na movimentada estrada Mai Mahiu-Narok. Num determinado ponto crítico, a fissura registou cerca de 20 metros de profundidade, indica o Daily Nation.
Mary Wambui estava a jantar com o resto da família no dia em que a terra, repentinamente começou a partir sob seus pés, dividindo sua casa em duas partes.
O queniano Eliud Njoroge Mbugua também viu a terra a abrir-se e a fenda a atravessar a sua casa, informou a Reuters.
Eliud Njoroge Mbugua relatou que a esposa gritou aos vizinhos a pedir ajuda para levar seus pertences, quando notaram pela primeira vez a fenda em sua casa, na cidade de Mai Mahiu.
Nos dias que se seguiram, a casa ficou tão instável que teve de ser demolida.
Até à publicação da notícia da Reuters, o casal ainda estava à procura de um lugar para ficar.
Em entrevista ao Daily Nation, o geólogo David Adede acredita que a fenda, provavelmente, foi preenchida antes por cinzas vulcânicas do Monte Longonot. As chuvas só agravaram a situação ao lavar as cinzas, expondo as fendas.
O especialista destaca que o Grande Vale do Rift tem um histórico de atividades tectónicas e vulcânicas.
Segundo Adede, a fenda pode ter ficado tectonicamente inactiva no passado recente, mas aponta que movimentos profundos dentro da crosta terrestre resultaram nessas 'zonas de fraqueza' que se estenderam até a superfície.
São zonas que formam linhas de falha e fissuras preenchidas, em geral, por cinzas vulcânicas, provavelmente a partir do Monte Longonot, que fica nas proximidades, explicou o investigador ao Daily Nation.
O deslocamento das massas da Terra é baseado no argumento de que a camada externa da Terra é dividida em várias placas que deslizam sobre o manto, a camada interna rochosa acima do núcleo.
A emissora local NTV informou que a racha que afetou a estrada já foi preenchida com uma mistura de pedras e voltou a ser usada como via mais uma vez.
Pelo problema nas profundezas da crosta terrestre no vulcão Suswa, situado na região do Grande Vale Rift, os trabalhos de reparação da Autoridade Nacional de Estradas do Quénia só fornecerão uma solução temporária.
Em artigo para o site Conversation, a pesquisadora Lucia Perez Diaz, da Universidade de Londres, observou que a falha dividirá África em dois continentes dentro de algumas dezenas de milhares de anos.
Segundo a estudiosa, o Grande Vale do Rift da África Oriental estende-se por mais de três mil quilómetros, de norte a sul, entre o Golfo de Áden, na Somália, e o Zimbabué.
Por ser coberta de rochas vulcânicas, a especialista acredita que a região norte poderá ser a primeira a desfazer-se.
A investigadora acredita que a fenda, que surgiu no sudoeste do Quénia, dividirá a placa africana em duas partes: a placa núbia, a oeste, e a placa somali, a leste.
No mesmo artigo, a especialista explica ainda que, enquanto a litosfera é submetida a forças horizontais, é 'esticada', tornando-se mais fina até que ocorra uma rutura, formando a fenda.
Este processo é acompanhado por fenómenos como erupções vulcânicas e terramotos. De acordo com Lucia Perez Diaz, as fendas são o estágio inicial da rutura continental que, caso seja bem sucedida, formará um novo oceano.
https://www.msn.com/pt-pt/noticias/angola-mocambique-cabo-verde/a-enorme-fenda-no-qu%c3%a9nia-que-poder%c3%a1-dividir-%c3%a1frica-ao-meio/ss-AAvET0i***
é um país africano que possui belas paisagens naturais e uma grande diversidade de animais.

Nação africana banhada pelo Oceano
Índico, o Quênia possui fronteiras com a Somália (a leste), Etiópia (ao
norte), Sudão (a noroeste), Uganda (a oeste) e Tanzânia (a oeste e ao
sul). A linha do Equador “corta” o país na porção central, fazendo com
que uma parte pertença ao Hemisfério Setentrional e a outra, ao
Hemisfério Meridional.
O Quênia apresenta belas paisagens
naturais: praias, reservas naturais com grande variedade de animais
(gnus, hienas, zebras, leões, elefantes, hipopótamos, etc.), savanas, o
monte Quênia (com cerca de 5.199 metros de altitude) e o deserto Chalbi.
Essas características naturais do país
atraem milhares de turistas, sendo essa, juntamente com a agricultura, a
principal atividade econômica. As atividades rurais são responsáveis
por empregar mais de 70% dos quenianos. Os cultivos mais expressivos
são: milho, trigo, soja, mandioca, cebola, algodão, laranja, banana,
batata e especialmente chá e café, que são os dois principais produtos
de exportação.
Os
quenianos, assim como a maioria dos habitantes da África Subsaariana,
enfrentam vários problemas socioeconômicos. Conforme dados de 2010,
divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), o país apresenta
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,470, ocupando 128° lugar no
ranking mundial, que é composto por 169 nações. Mais da metade da
população vive abaixo da linha de pobreza; a subnutrição atinge 32% dos
quenianos e a taxa de mortalidade infantil é de 62 para cada mil
nascidos vivos.
Zebras em uma reserva natural do Quênia
Dados do Quênia:
Extensão territorial: 580.367 km².
Localização: África.
Capital: Nairóbi.
Clima: Equatorial (litoral), e equatorial de altitude (interior).
Governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 8 províncias.
Idiomas: Suaíli (oficial), inglês, quicuio, luo.
Religiões: Cristianismo 80,7% (católicos
24,4%, independentes 20%, protestantes 32,6%, outros 3,7%), crenças
tradicionais 11,1%, islamismo 7%, outras 1,1% sem religião e ateísmo
0,1%.
População: 39.802.015 habitantes. (Homens: 19.895.274; Mulheres: 19.906.741).
Composição: Quicuios 21%, luias 14%, luos 13%, cambas 11%, calenjins 11%, quisis 6%, merus 5%, outros 19%.
Densidade demográfica: 68,5 hab/km².
Taxa média anual de crescimento populacional: 2,6%.
População residente em área urbana: 21,86%.
População residente em área rural: 78,14%.
População subnutrida: 32%.
Esperança de vida ao nascer: 52,7 anos.
Domicílios com acesso à água potável: 57%.
Domicílios com acesso à rede sanitária: 42%.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,470 (baixo).
Moeda: Xelim queniano.
Produto Interno Bruto (PIB): 34,5 bilhões de dólares.
PIB per capita: 786 dólares.
Relações exteriores: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, UA.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
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Avante
África e China reforçam laços
Edição: 2335, 30-08-2018
Massacres, represálias
e protestos no Quénia
e protestos no Quénia
A
aviação militar do Quénia bombardeou na segunda-feira duas bases das
milícias islamitas Al Shebab em território da Somália. As instalações
atacadas, na região fronteiriça de Gedo, «foram destruídas», segundo um
porta-voz das forças armadas, coronel David Obonyo, que não forneceu
pormenores sobre o número de baixas entre os milicianos. Os
bombardeamentos enquadram-se «no compromisso permanente» contra os
radicais islâmicos, «que vai prosseguir», esclareceu o coronel.
A
acção da força aérea queniana é vista como uma resposta ao massacre de 2
de Abril, na Universidade de Garissa, no Leste do Quénia, cometido por
um comando daquele grupo somali. Morreram 148 pessoas – 142 estudantes,
sobretudo cristãos, executados a tiro pelos assaltantes, três soldados e
três polícias – e ficaram feridas mais de uma centena.
As
reacções à chacina surgiram de todos os lados. O presidente queniano,
Uhuru Kenyatta, prometeu «responder o mais severamente possível» a «este
massacre medieval bárbaro» e apelou à unidade dos quenianos,
independentemente do credo religioso que professem. A população do
Quénia, de mais de 40 milhões de pessoas, é maioritariamente cristã e
animista.
O
seu homólogo da Somália, Hassam Sheik Mohamud, com escasso poder
político-militar e sustentado pela «comunidade internacional», pediu o
reforço da «cooperação anti-terrorista» entre os dois países da África
Oriental.
Nkosazana
Dlamini-Zuma, dirigente da União Africana, qualificou o massacre de
«cobarde» e saudou o Quénia pela sua participação na Missão Africana na
Somália (Amisom), bem como pelos seus esforços tendentes à pacificação e
estabilização desse país.
O
secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, recorrendo às
banalidades habituais, exigiu que os responsáveis do ataque sejam
levados perante a Justiça.
Mas
também surgiram vozes no Quénia, no seio de universidades e da
oposição, contra a intervenção militar na Somália, pelas baixas
provocadas entre a população civil. Algumas organizações, como a
Amnistia Internacional, lembraram também que, em 2014, o governo
queniano lançou uma operação «de luta contra o terrorismo» que serviu de
pretexto para «detenções arbitrárias, maus-tratos, extorsões,
deslocações forçadas e expulsões» no seio da comunidade somali no
Quénia, de alguns milhões de pessoas.
Terror e futebol
Não
é a primeira vez que as forças armadas quenianas retaliam contra as
milícias somalis, na sequência de atentados perpetrados no Quénia. Em
2013, tinham anunciado a destruição de um campo de treinos da Al Shebab,
a 300 quilómetros a Oeste de Mogadíscio, depois da acção contra o
centro comercial Westgate, em Nairobi, que fez 67 vítimas.
Agora,
Garissa tornou-se o mais mortífero ataque sofrido pelo Quénia, depois
do atentado de 1998 contra a embaixada dos Estados Unidos, reivindicado
pela Al-Qaida – a que está vinculada a Al Shebab – e que causou 213
mortos.
O
exército queniano entrou em 2011 na Somália para combater a Al Shebab
(A Juventude), que multiplicou desde então as represálias em território
do Quénia. O contingente militar foi depois integrado na Amisom, a força
da União Africana que se encontra no país desde 2007 para apoiar o
frágil poder central face aos grupos islamitas.
Já
depois do massacre da semana passada, a Al Shebab voltou a ameaçar o
Quénia com «uma longa e pavorosa guerra» e com «um novo banho de
sangue», acusando o governo de Nairobi de «oprimir» a minoria muçulmana
do país e de «ocupar as terras muçulmanas» da Somália.
As
autoridades quenianas, acusadas pela imprensa de ignorarem os sinais de
perigo e de terem reagido com demasiada lentidão no envio das forças de
intervenção aquando do assalto à universidade, anunciaram a detenção de
seis suspeitos (cinco quenianos e um tanzaniano) e ofereceram uma
recompensa equivalente a 200 mil euros pela captura do alegado «cérebro»
da acção, Mohamed Mohamud, um antigo professor queniano de uma escola
corânica de Garissa, que se juntou há anos aos radicais islâmicos
somalis.
Ainda
assim, um colectivo de organizações da sociedade civil convocou para o
início desta semana, em Nairobi, uma vigília de homenagem às vítimas e
uma manifestação para protestar contra «a incapacidade do governo de
proteger a população».
A
ministra queniana dos Negócios Estrangeiros, Amina Mohamed, refutou
estas críticas e, em declarações à France Press, citadas pela revista Jeune Afrique,
afirmou que «combater o terrorismo (…) é como ser guarda-redes de
futebol. Todos se esquecem dos 100 remates que defendeu e só se lembram
do único golo que deixou entrar».
Massacres, represálias e protestos no QuéniaEdição: 2158, 09-04-2015
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Quénia
100 crianças morrem por dia de pneumonia
no país devido ao indigente serviço de Saúde prestado à população. No
total, 20 por cento dos quenianos menores de cinco anos contraem a
doença, índice superior aos afectados pela malária, HIV e sarampo
juntos, estima o Instituto de Investigações Médicas do Quénia.
A organização acusa o governo pela situação, e sustenta que menos de 30 por cento das crianças com a doença são tratadas por comprovada falta de fundos nos hospitais e centros de Saúde.
QuéniaA organização acusa o governo pela situação, e sustenta que menos de 30 por cento das crianças com a doença são tratadas por comprovada falta de fundos nos hospitais e centros de Saúde.
Edição: 1981, 17-11-2011
***
Os roteiros turísticos incluem voos de ida e volta na companhia aérea KLM com saídas de Lisboa, via Amesterdão, com destino a Nairobi, a capital do Quénia, alojamento em regime de pensão completa nos safaris, visitas, transportes e seguro de viagem. O visto, no valor de 45 euros, não está incluído no preço final.
Os principais destaques destes circuitos são os safaris em diferentes parques e reservas que permitem conhecer os cinco grandes da savana africana (“Big Five”): o leão, o búfalo, o elefante, o leopardo e o rinoceronte.
https://www.pacotesferias.com/2015/10/aventuras-africa-descoberta-quenia.html
*
Agência Abreu:
https://www.destinoseviagens.com/especial-quenia-tanzania-agencia-abreu/
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Razões de 1 brasileiro para visitar o Quénia:
Motivo 01: É possível conhecê-lo fazendo um stopover

A Kenya Airways autoriza stopover
sem custo adicional! Ou seja, se você voar com a cia, cujo aeroporto
principal de conexões fica em Nairobi, você pode parar alguns dias no
país e conhecê-lo, sem pagar nada a mais com passagem! Não é demais?
Nós fizemos isso no nosso voo de Joanesburgo para Zanzibar, que contamos no post como organizar sua viagem pelo continente africano.
Motivo 02: Conheça uma vila Masai

Já ouviu falar dos Masai? É um tribo nômade que vive entre o Quênia e a Tanzânia!
Os Masai ou Maasai, são
uma tribo africana que habita partes do norte da Tanzânia e do sul do
Quênia. É um povo considerado semi nômade, já que habitam esses dois
países e se mudam com frequência de lugar.

Os Masai são de estatura alta e os
homens da tribo são formados para serem verdadeiros guerreiros. Em nossa
visita a vila Masai no Quênia, o chefe da tribo nos contou que quando
um menino “vira” homem, é levado a savana para caçar um leão sozinho e
só pode voltar depois de concluir sua tarefa.

Os Masai são bem conhecidos por sua vestimenta, que é um pano vermelho. Encontramos muitos deles em Zanzibar também.
Motivo 03: Faça um Safari

O Quênia é muito famoso também por seus
safaris ou game drives, como são chamados. São vários parques nacionais
onde é possível fazer o passeio com agências que operam os passeios.
Nós fizemos nossos game drives no Parque
Nacional de Amboseli, Nakuru e conseguimos ver além de MUITOS animais,
os temidos “big five”. Definitivamente valeu muito a pena!
Os big five são:
- Búfalo
- Elefante
- Leão
- Leopardo
- Rinoceronte
Nos hospedamos no Lenchada camp que era bem rústico e pertinho do Parque Nacional, foi uma experiência incrível!
Optamos por fechar o nosso Safari e dias que ficaríamos no Quênia tudo em um pacote só: “4-Day Masai Mara & Lake Nakuru”, pela Karibu Safaris, pelo preço de 400 Dólares, que incluía:
- Transporte de/para o aeroporto;
- Transporte de/para os parques onde seriam realizados os Safáris;
- Alimentação (café, almoço e jantar);
- 2 litros de água por dia, por pessoa;
- Visita a Vila Masai/Masaai;
- Visita ao Lake Nakuru;
Vale ou não a pena? Rs.
Motivo 04: Faça um Boat Safari

Até então não fazia a menor ideia de que
isso existia, rs. Eu adorei fazer esse passeio, que além de lindo, te
proporciona contato com a natureza selvagem!
Fizemos o passeio no Lago Naivasha,
onde vimos muitas aves, de diferentes espécies, além dos hipopótamos! A
parte do hipopótamo digamos que foi um pouco tensa, rs. Nosso
guia/piloto do barco, nos levou bem perto deles, apesar de não ser muito
recomendável, em razão da instabilidade e agressividade do animal.
Sobrevivemos… rs.Motivo 05: Assista a migração dos flamingos no Lake Nakuru
A migração dos flamingos no Lake Nakuru
é um show que só pode ser visto de abril a junho. São centenas, as
vezes milhares de flamingos que migram para o local, formando uma
“massa” rosa em constante movimento.
Infelizmente quando estivemos no Lake Nakuru era janeiro… Não haviam flamingos, mas sim outras espécies de aves, rs.
Fizemos um game drive no Parque Nacional
Nakuru e felizmente lá que conseguimos ver o rinoceronte, que está em
ameaçado de extinção .
Motivo 06: Conheça um orfanato de elefantes

Em Nairobi fica o David Sheldrick Wildlife Trust, que
é o famoso orfanato de elefantes, que é um projeto muito legal que
proporciona aos visitantes conhecer os animais, as atividades e ajudar,
inclusive.
O horário de visitação para ver os bebês tomarem banho de sol e mamadeira, é somente 1h por dia, de 11:00 às 12:00, horário local.
O Orfanato organização sem fins
lucrativos que sobrevive somente de doações. O legal do projeto que além
de proporcionar essa interação com o animal, te da a chance de adotar
um filhote de elefante, pelo valor de 50 dólares ao ano, para ajudar nos
custos do animal e do projeto!
O mais legal é que você recebe por
e-mail as informações sobre o animal que adotou, como também em que o
dinheiro está sendo usado.
Motivo 07: Visite um centro de Girafas

O Giraffe Center,
fica em Nairóbi, a 40 minutos mais ou menos do centro da cidade. É um
centro de resgate e preservação de girafas, de uma espécie que estava
ameaçada de extinção no mundo! O lugar também é super sério e não
explora os animais, então vá sem medo!
Você pode alimentar as girafinhas, tirar fotos, passar a mão, assistir uma palestra sobe elas, rs. Vale aproveitar!Se quiser saber mais sobre o nosso roteiro por lá, não deixe de ver o nosso post Safari no Quênia que eu conto tudo!
E aí? Ficou com vontade de conhecer o Quênia?
https://naoecaroviajar.com/2018/08/12/7-motivos-porque-voce-deve-conhecer-o-quenia/
***
Revolta anticolonialista dos Mau-Mau
contra a administração britânica
começou a 11seTEMbro1952 e durou até 1963... com enorme violência de parte a parte...
*
Por fim, justiça para os Mau Mau.
Nos anos 50, o Reino Unido enfrentou o maior desafio no seu império colonial.
Foi no Quênia, quando o movimento Mau Mau lutou pela independência do país.
Para as autoridades inglesas e a imprensa, tratava-se de uma força maligna, selvagens sanguinários que, sob influência do comunismo, promoviam ações bestiais.
Era conveniente para os interesses do colonialismo pintar como monstros quem se opunha à sua dominação.
Os rebeldes tinham seus motivos.
Através de desapropriações, o governo da colônia, durante o século 20, usurpou 28.000 km2 de terras dos nativos, especialmente das férteis regiões Central e do Vale do Rift.
Os principais prejudicados foram os kikuios, a maior etnia queniana, que perderam imensas áreas, adjudicadas pelo governo a colonos europeus.
Em 1948, enquanto um milhão e 520 mil kykuios possuíam 5.200 km2 de terras, apenas 30 mil colonos ingleses possuíam 30 mil k2, ou seja, seis vezes mais.
Em 1952, o movimento Mau Mau iniciou uma revolução pela independência do Quênia, exigindo “terra e liberdade”.
A maioria dos kikuios o apoiaram.
Graças à sua hábil política de “dividir para reinar”, os ingleses conseguiram jogar contra a insurgência parte das demais etnias do Quênia.
Na luta, que durou até fins de 1956, ambas as partes cometeram graves violências.
Os Mau Mau mataram 1.819 africanos fiéis ao governo, havendo ainda centenas de desaparecidos que podem também ter sido vítimas deles . Foram mortos também cerca de 2.000 soldados e policiais do governo, 32 civis europeus e 26 asiáticos.
A repressão inglesa à insurgência foi devastadora.
As forças de segurança adotaram uma estratégia baseada na punição coletiva. Todos os quenianos que viviam numa zona rotulada de emergência, eram considerados culpados até provarem sua inocência.
150 mil pessoas da etnia suspeita foram presas numa rede de campos de concentração, os chamados Gulags britânicos. Delas, 90 mil foram torturadas, mutiladas ou executadas, segundo a Comissão de Direitos Humanos do Quênia
Em nenhum outro lugar do império britânico a pena de morte foi aplicada de maneira tão indiscriminada. O total de execuções foi duas vezes maior do promovido pelos franceses na revolução da Argélia.
O governador sir Evelyn Baring chegou a assinar um decreto condenando à pena de morte todos que tivessem feito o juramento dos Mau-Mau.
As violências físicas foram complementadas com ordens de trabalho forçado- punindo comunidades inteiras, multas coletivas e confiscos de terras e de gado. Em 1954, dezenas de milhares de cabeças de gado foram tomadas dos seus donos africanos e jamais devolvidas.
Em 1963, Londres concedeu independência ao Quênia.
Por incluir em posições chave ex- colaboradores dos ingleses e homens de negócios, o novo governo manteve os Mau Mau fora da lei.
Em 2002, isso mudou: os Mau Mau foram oficialmente considerados heróis da independência. E a Comissão de Direitos Humanos do Quênia procurou ouvir antigos membros, que haviam sido castrados ou torturados de outras maneiras.
Revelou-se então, publicamente, as violências praticadas pelo exército da metrópole.
Foi instaurado um processo contra o governo inglês na Corte Suprema de Londres, exigindo indenizações às vítimas.
No decorrer do processo, alguns historiadores chamados como peritos descobriram um grande arquivo de 8 mil documentos da era colonial, que o Foreign Office tinha conservado escondido por décadas.
Os papéis secretos mostraram que altas autoridades coloniais autorizaram normalmente torturas e espancamentos de suspeitos nos campos de concentração e que ministros do governo de Londres estavam a par de tudo.
Em 1954, num dos poucos processos movidos contra os torturadores, um juiz de Nairobi, Arthur Cram, comparou os métodos dos interrogadores aos da Gestapo.
Na correspondência entre as autoridades do Quênia e o Foreign Office, foram reportados numerosos assassinatos e estupros por militares ingleses e alguns casos particularmente dramáticos como uma criança africana “queimada até a morte”e o defloramento de uma menina.
O governador Baring estava consciente da extrema brutalidade das torturas que incluíam espancamentos por vezes até a morte, prisão solitária, privação de alimentos, castração, sovas de chicote, queimaduras, estupros, sodomia e introdução forçada de objetos no anus.
Tudo foi mantido cuidadosamente em segredo.
O Procurador-Geral no Quênia, Eric Griffith-Jones, depois de alterar as leis para permitir violências, avisou o governador Baring: “Se nós vamos pecar, vamos pecar silenciosamente.”
Os documentos descobertos testemunham de maneira incontestável a crueldade de um império colonial, que se apresentava como vanguarda da civilização.
Não havia como contestar os fatos. E o governo inglês acabou concordando em pagar indenizações a 5.228 veteranos sobreviventes do movimento Mau Mau.
Willian Hague, o ministro do Exterior, admitiu as culpas inglesas, perante a Câmara dos Comuns: ‘O governo inglês reconhece que os quenianos foram sujeitos a torturas e outras formas de maus tratos nas mãos da administração colonial.”
E concluiu: “Torturas e maus tratos são violações abomináveis da dignidade humana que nós publicamente condenamos.”
Na mesma ocasião, Hague informou que o Reino Unido colaboraria na construção em Nairobi (capital do Quênia) de um monumento em homenagem aos insurgentes vítimas de torturas na era colonial.
Condenados como terroristas, perseguidos e massacrados, os Mau Mau acabaram absolvidos, mais do que isso, honrados pela História.istória.História.
http://www.olharomundo.com.br/por-fim-justica-para-os-mau-mau/Foi no Quênia, quando o movimento Mau Mau lutou pela independência do país.
Para as autoridades inglesas e a imprensa, tratava-se de uma força maligna, selvagens sanguinários que, sob influência do comunismo, promoviam ações bestiais.
Era conveniente para os interesses do colonialismo pintar como monstros quem se opunha à sua dominação.
Os rebeldes tinham seus motivos.
Através de desapropriações, o governo da colônia, durante o século 20, usurpou 28.000 km2 de terras dos nativos, especialmente das férteis regiões Central e do Vale do Rift.
Os principais prejudicados foram os kikuios, a maior etnia queniana, que perderam imensas áreas, adjudicadas pelo governo a colonos europeus.
Em 1948, enquanto um milhão e 520 mil kykuios possuíam 5.200 km2 de terras, apenas 30 mil colonos ingleses possuíam 30 mil k2, ou seja, seis vezes mais.
Em 1952, o movimento Mau Mau iniciou uma revolução pela independência do Quênia, exigindo “terra e liberdade”.
A maioria dos kikuios o apoiaram.
Graças à sua hábil política de “dividir para reinar”, os ingleses conseguiram jogar contra a insurgência parte das demais etnias do Quênia.
Na luta, que durou até fins de 1956, ambas as partes cometeram graves violências.
Os Mau Mau mataram 1.819 africanos fiéis ao governo, havendo ainda centenas de desaparecidos que podem também ter sido vítimas deles . Foram mortos também cerca de 2.000 soldados e policiais do governo, 32 civis europeus e 26 asiáticos.
A repressão inglesa à insurgência foi devastadora.
As forças de segurança adotaram uma estratégia baseada na punição coletiva. Todos os quenianos que viviam numa zona rotulada de emergência, eram considerados culpados até provarem sua inocência.
150 mil pessoas da etnia suspeita foram presas numa rede de campos de concentração, os chamados Gulags britânicos. Delas, 90 mil foram torturadas, mutiladas ou executadas, segundo a Comissão de Direitos Humanos do Quênia
Em nenhum outro lugar do império britânico a pena de morte foi aplicada de maneira tão indiscriminada. O total de execuções foi duas vezes maior do promovido pelos franceses na revolução da Argélia.
O governador sir Evelyn Baring chegou a assinar um decreto condenando à pena de morte todos que tivessem feito o juramento dos Mau-Mau.
As violências físicas foram complementadas com ordens de trabalho forçado- punindo comunidades inteiras, multas coletivas e confiscos de terras e de gado. Em 1954, dezenas de milhares de cabeças de gado foram tomadas dos seus donos africanos e jamais devolvidas.
Em 1963, Londres concedeu independência ao Quênia.
Por incluir em posições chave ex- colaboradores dos ingleses e homens de negócios, o novo governo manteve os Mau Mau fora da lei.
Em 2002, isso mudou: os Mau Mau foram oficialmente considerados heróis da independência. E a Comissão de Direitos Humanos do Quênia procurou ouvir antigos membros, que haviam sido castrados ou torturados de outras maneiras.
Revelou-se então, publicamente, as violências praticadas pelo exército da metrópole.
Foi instaurado um processo contra o governo inglês na Corte Suprema de Londres, exigindo indenizações às vítimas.
No decorrer do processo, alguns historiadores chamados como peritos descobriram um grande arquivo de 8 mil documentos da era colonial, que o Foreign Office tinha conservado escondido por décadas.
Os papéis secretos mostraram que altas autoridades coloniais autorizaram normalmente torturas e espancamentos de suspeitos nos campos de concentração e que ministros do governo de Londres estavam a par de tudo.
Em 1954, num dos poucos processos movidos contra os torturadores, um juiz de Nairobi, Arthur Cram, comparou os métodos dos interrogadores aos da Gestapo.
Na correspondência entre as autoridades do Quênia e o Foreign Office, foram reportados numerosos assassinatos e estupros por militares ingleses e alguns casos particularmente dramáticos como uma criança africana “queimada até a morte”e o defloramento de uma menina.
O governador Baring estava consciente da extrema brutalidade das torturas que incluíam espancamentos por vezes até a morte, prisão solitária, privação de alimentos, castração, sovas de chicote, queimaduras, estupros, sodomia e introdução forçada de objetos no anus.
Tudo foi mantido cuidadosamente em segredo.
O Procurador-Geral no Quênia, Eric Griffith-Jones, depois de alterar as leis para permitir violências, avisou o governador Baring: “Se nós vamos pecar, vamos pecar silenciosamente.”
Os documentos descobertos testemunham de maneira incontestável a crueldade de um império colonial, que se apresentava como vanguarda da civilização.
Não havia como contestar os fatos. E o governo inglês acabou concordando em pagar indenizações a 5.228 veteranos sobreviventes do movimento Mau Mau.
Willian Hague, o ministro do Exterior, admitiu as culpas inglesas, perante a Câmara dos Comuns: ‘O governo inglês reconhece que os quenianos foram sujeitos a torturas e outras formas de maus tratos nas mãos da administração colonial.”
E concluiu: “Torturas e maus tratos são violações abomináveis da dignidade humana que nós publicamente condenamos.”
Na mesma ocasião, Hague informou que o Reino Unido colaboraria na construção em Nairobi (capital do Quênia) de um monumento em homenagem aos insurgentes vítimas de torturas na era colonial.
Condenados como terroristas, perseguidos e massacrados, os Mau Mau acabaram absolvidos, mais do que isso, honrados pela História.istória.História.
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Revolta dos Mau-Mau foi um movimento ocorrido durante o processo de descolonização do Quênia (1952), iniciado pelo grupo intitulado Mau-Mau, uma organização clandestina que surgiu entre os Kikuyus, grupo étnico do Quênia, com a finalidade de libertar o seu país do colonizador europeu (1952-1963).
A imprensa ocidental descrevera a “guerrilha Mau Mau” que aterrorizava a colônia britânica do Quênia como uma sociedade secreta, “uma primitiva sociedade ritualística”, inspirada por superstições, ou uma conspiração comunista. Mas, a revolta dos Mau Mau nada tinha de misterioso: a maioria dos quenianos queria libertar o país do regime europeu.
Em 1952, o governador colonial declarou estado de emergência e dezenas de milhares de kikuyus apoiaram a rebelião deflagrada pelos Mau Mau – a maioria dos quenianos queria libertar o país do opressivo regime europeu e muitos acabaram apoiando os Mau Mau. A Grã-Bretanha enviou tropas e, numa luta que durou até 1956, morreram mais de onze mil kikuyus e dois mil soldados. Apesar da prisão de milhares de africanos, as exigências de autonomia tornaram-se veementes. Após a Segunda Guerra Mundial, o amadurecimento das organizações políticas africanas e a violenta revolta dos Mau Mau tornaram insustentável o regime britânico.[2]
A imprensa ocidental descrevera a “guerrilha Mau Mau” que aterrorizava a colônia britânica do Quênia como uma sociedade secreta, “uma primitiva sociedade ritualística”, inspirada por superstições, ou uma conspiração comunista. Mas, a revolta dos Mau Mau nada tinha de misterioso: a maioria dos quenianos queria libertar o país do regime europeu.
Em 1952, o governador colonial declarou estado de emergência e dezenas de milhares de kikuyus apoiaram a rebelião deflagrada pelos Mau Mau – a maioria dos quenianos queria libertar o país do opressivo regime europeu e muitos acabaram apoiando os Mau Mau. A Grã-Bretanha enviou tropas e, numa luta que durou até 1956, morreram mais de onze mil kikuyus e dois mil soldados. Apesar da prisão de milhares de africanos, as exigências de autonomia tornaram-se veementes. Após a Segunda Guerra Mundial, o amadurecimento das organizações políticas africanas e a violenta revolta dos Mau Mau tornaram insustentável o regime britânico.[2]
https://conflitosgeograficos2015.wordpress.com/2015/09/15/revolta-dos-mau-mau-quenia/
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