21ouTUbro
Só neste dia, em 1945, as mulheres francesas exercem pela primeira vez o direito de voto!!!Tanta luta e ainda tantas(os) não usam esta arma para o progresso da humanidade!!!
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23ouTUbro
1915 - Manifestação de 25 mil mulheres em Nova Iorque, reclamando o direito de voto.
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As sufragistas
(filme completo)
"Início do século XX. Apoiadas pelos conceitos iluministas de igualdade e liberdade, as mulheres passaram a reivindicar o direito de participação na política e a exigir leis mais justas que as incluíssem nas decisões parlamentares. Apesar do importante papel social, principalmente no que se refere à educação, até então elas nunca eram vistas como capazes de escolher os governantes. No Reino Unido, o movimento começou com a fundação da União Nacional pelo Sufrágio Feminino. De modo a expor as leis sexistas e mudar a forma como eram olhadas, um grupo de mulheres da classe operária juntam as suas vozes à de Emmeline Pankhurst, uma mulher à frente do seu tempo que há muito lutava pelos direitos das mulheres. Assim, desistindo do protesto pacífico de simples manifestações de rua ou greves de fome que nunca as levou a lado algum, estas mulheres desafiam o Estado e partem para formas de luta cada vez mais radicais, enfrentando tudo em prol da igualdade de direitos e oportunidades…"
https://www.youtube.com/watch?v=VTTy39nxGc4
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21 de Junho de 1908: "Women's Sunday", Manifestação pelo direito ao voto leva 250 mil mulheres a Hyde Park
No
dia 21 de Junho de 1908, as sufragistas manifestaram-se violentamente
em Hyde Park, em Londres. Apesar da enorme multidão de cerca de 250 mil
pessoas, os manifestantes não conseguiram fazer avançar a sua
reivindicação: o voto das mulheres. A manifestação ficaria conhecida
como "Women's Sunday" — "domingo das mulheres" —, primeira reunião
política em massa das militantes do Women's Social and Political Union
(WSPU) em Inglaterra.
As
militantes, porém, só viriam a obter uma vitória em 28 de Dezembro de
1918 com a concessão do direito de voto às mulheres com mais de 30 anos.
Desde
os primórdios, o movimento feminista propunha uma renovação dos métodos
de acção política que reproduziam pautas patriarcais. Se bem que tenha
havido vozes contemporâneas à Revolução Francesa, como as da inglesa
Mary Wollstoncraft ou da francesa Olimpe de Gouges, o movimento
articulou-se ao longo do século XIX em torno do direito de voto da
mulher.
A
principal campanha de acção directa levada a cabo pelo movimento
sufragista realizou-se no Reino Unido, a partir de 1903 por Emmeline
Pankhurst, pertencente à Liga Fabiana e ao Partido Trabalhista,
fundadora da Liga em Favor do Direito do Voto da Mulher em 1892 e em
1898, da União Política e Social da Mulher (WSPU). As activistas que
acompanharam a sua estratégia ficaram conhecidas como “suffragettes”,
foram aos poucos radicalizando as suas acções e não mantiveram a pauta
de ‘não-resistência’. Tanto Emmeline como as suas filhas foram presas em
várias ocasiões.
Ficaram
famosas as palavras de Emmeline dirigidas aos jurados que a julgavam em
1908: “Estamos aqui não para violar as leis e sim pelo esforço de criar
novas leis.”
Em
21 de Junho de 1908 conseguiram convocar uma manifestação com mais de
250 mil mulheres no Hyde Park, Londres, que acabou com as participantes a
lançar pedras contra a residência do Primeiro-Ministro.
A
partir de 1909 começaram a usar a greve de fome como estratégia, a
violência policial manifestava-se cada vez mais nas ruas. Num célebre
incidente às portas do Parlamento em 18 de Novembro de 1910, conhecido
como Sexta-Feira Negra, 300 mulheres foram maltratadas, vexadas e 100
delas presas quando tratavam de furar o bloqueio policial para terem uma
entrevista com o Primeiro-Ministro Asquith. Entretanto, a consequência
da Sexta-feira Negra foi a aprovação das Conciliation Bills, leis que
possibilitaram o sufrágio às mulheres ricas.
Em
1912, uma segunda lei eleitoral estava a ser discutida quando as
sufragistas faziam uma campanha para partir vidros, o que levou
Emmeline à cadeia. Na prisão, iniciou a sua primeira greve de fome,
negando-se a ser alimentada, procedimento habitual em outras ocasiões.
A
polícia a princípio tratou de todo modo forçar a alimentação das
presas. Depois colocavam as activistas em liberdade quando estavam muito
debilitadas, a fim de evitar danos do governo junto à opinião pública.
Uma vez restabelecida a saúde eram novamente presas quando tentavam
retomar a actividade política.
Nesse
mesmo ano as sufragistas radicalizam e chegam a provocar pequenos
incêndios com coquetéis molotov. Chegaram a por cartazes na carruagem do
Primeiro-ministro com a inscrição “voto para a mulher”. Estas tácticas
foram afastando as sufragistas do apoio da opinião pública, levando até algumas figuras a abandonar o movimento.
Em
1918, no final da Primeira Guerra Mundial, uma lei permitiu o voto a
mulheres com mais de 30 anos. Um novo cisma surgiu no movimento
sufragista ante as divergências de se criar organizações mistas.
Emmeline optou por continuar em organizações só de mulheres e fundou o
Women Party, ainda activo nos nossos dias.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imangens)
Manifestação de 21 de Junho de 1908

Emmeline Pankhurst a ser detida perto do Palácio de Buckingham em 1914 quando tentava entregar uma petição ao rei Jorge V.

Emmeline Pankhurst a ser detida perto do Palácio de Buckingham em 1914 quando tentava entregar uma petição ao rei Jorge V.
***
Emily Davison
Nasceu a 11ouTUbro1872e morreu a 8jun1913
*
"I didn't think anyone would have a chance to upload this, but here is the 1913 Epsom Derby recreated in the 2015 film Suffragette. Suffragette in my book is pretty much the first ever motion picture to accurately re-create the death of real-life Emily Davidson, and sticks to the 2013 discovery and analysis that she was indeed attempting to attach a "Votes for Women" scarf to the King's horse, Amner."
https://www.youtube.com/watch?time_continue=5&v=w_dXmmHxh_w
*
11 de Outubro de 1872: Nasce Emily Davison, a sufragista que morreria "atropelada" pelo cavalo do rei inglês durante o Derby de Epsom.
Emily
Wilding Davison nasceu a 11 de Outubro de 1872 e faleceu a 8 de Junho
de 1913, foi uma activista militante do sufrágio na Grã - Bretanha. No
dia 4 de Junho de 1913, no Derby de Epsom, saltou para a pista e
colocou-se em frente do cavalo do rei Jorge V, acabando por falecer
quatro dias depois devido aos ferimentos causados.
Em
1906 filiou-se no Grémio Político e Social das Mulheres (UPSM) e
comprometeu-se na defesa dos direitos das mulheres. Devido às suas
acções contra a opressão e a violação dos direitos da mulher, foi detida
e presa por vários delitos, entre eles um ataque a um homem que
confundiu com o ministro da Fazenda, David Lloyd George. A determinada
altura fez greve de fome na prisão de Strangeways e teve que ser
alimentada à força. Na prisão de Holloway, como forma de protesto
contras as injustiças, atirou-se (ou empurraram-na) por uma escada de
ferro e sofreu lesões graves na coluna.
O
propósito de Emily Davison quando assistiu ao derby de 4 de Junho de
1913 era claro: fazer campanha pelo direito ao voto feminino. No que diz
respeito ao incidente dramático que causou a sua morte, diz-se que
Emily estava apenas a tentar colocar um cartaz sufragista no cavalo,
terá calculado mal a distância e acabou por ser atingida pelo mesmo. A
sufragista havia comprado um bilhete para um baile de apoio à sua causa
que se celebraria mais tarde, o que indica que não teria a intenção de
sacrificar-se.
Fontes: Estórias da História
wikipedia (Imagens)
Emily Davison
https://www.youtube.com/watch?v=-G4fJ9I_wQg
*
https://www.youtube.com/watch?time_continue=5&v=w_dXmmHxh_w
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/11-de-outubro-de-1872-nasce-emily.html
***
14jul1858...Emmelin Pankurst...lutadora pelos direitos das mulheres...sufragista...
"Eu não me sinto como um soldado ou um condenado, e ainda assim eu sou os dois."
https://www.aboutespanol.com/emmeline-pankhurst-el-inicio-de-una-saga-de-feministas-1271666
*
Grandes Discursos: Emmeline Pankhurst "Freedom or Death"
Tradicionalmente, a Retórica não é associada a mulheres.
Quando pensamos em grandes oradores, a tendência é indicar um homem,
como Hortênsio Hórtalo ou Cícero e não uma mulher. Mas, desde a Grécia
Antiga, temos referência de grandes oradores que eram justamente
mulheres. Uma das mais antigas mulheres associadas à retórica é, por
exemplo, Aspasia (410 A.C).
Também o séc. XX é rico em mulheres cuja "retórica" incendiou o mundo e, em última análise, o mudaram para sempre.
Trago-vos, desta vez, o famoso discurso intitulado "Liberdade ou Morte", proferido, em 1913, por Emmeline Pankhurst, em Hartford, Connecticut.
Emmeline
Pankhurst (1858-1928) foi uma activista política, líder do movimento
sufragista britânico que reclamava o direito das mulheres a votar. Em 1999, a revista Time colocava Pankhurst como uma das 100 pessoas mais importantes do séc. XX. No filme de 2015, Sufragette, Emmeline Pankhurst é interpretada por Merryl Streep.
Nascida em Moss Side, Manchester, interessou-se pelo movimento sufragista logo aos 14 anos e fundou, em 1903, cinco anos após a morte do marido, o WSPU- Women's Social and Political Union, uma organização independente dos partidos políticos que frequentemente se lhes opunha.
O discurso "Freedom or Death" foi proferido nos Estados Unidos da América, numa acção solidária com a luta das sufragistas americanas. Aí a reivindicação pelos direitos políticos das mulheres é comparada a uma guerra civil. Pankhurst define-se como um soldado que deixou temporariamente o campo de batalha para explicar a importância e o significado de ser concedido às mulheres o direito ao voto. Refere a inevitabilidade da revolução quando as sociedades atingem um determinado nível de desenvolvimento distinguindo ainda este problema como um que não se pode negar. E evocando o título do discurso, Pankhurst enuncia um ultimato: "ou as mulheres serão mortas, ou as mulheres terão o direito de voto!".
Principais Características:
- Discurso reivindicativo e convicto com duras críticas ao status quo
- Ideia principal da Invenção (dar o voto às mulheres) repetido ao longo da comunicação
- Interpela o auditório (You have left...)
- Utiliza anáforas (You won your freedom; you won your civil war;)
- Usos regular de oposições e contrastes binários: homens/mulheres, liberdade/cárcere, vida/morte, salvação/condenação...
Excerto de Freedom or Death (1913) de Emmeline Pankhurst :
"Now,
I want to say to you who think women cannot succeed, we have brought
the government of England to this position, that it has to face this
alternative: either women are to be killed or women are to have the vote.
I ask American men in this meeting, what would you say if in your state
you were faced with that alternative, that you must either kill them or
give them their citizenship - women, many of whom you respect, women
whom you know have lived useful lives, women whom you know, even If you
do not know them personally, are animated with the highest motives,
women who are in pursuit of liberty and the power to do useful public
service? Well, there is only one answer to that alternative; there is
only one way out of it, unless you are prepared to put back
civilisation two or three generations: you must give those women the
vote. Now that is the outcome of our civil war.
You
won your freedom in America when you had the revolution, by bloodshed,
by sacrificing human life. You won the civil war by the sacrifice of
human life when you decided to emancipate the negro. You
have left it to women in your land, the men of all civilised countries
have left it to women, to work out their own salvation. That is the way
in which we women of England are doing. Human life for us is sacred,
but we say if any life is to be sacrificed it shall be ours; we won't
do it ourselves, but we will put the enemy in the position where they
will have to choose between giving us freedom or giving us death.
Now
whether you approve of us or whether you do not, you must see that we
have brought the question of women's suffrage into a position where it is of first rate importance, where it can be ignored no longer. Even the most hardened politician will hesitate to take upon himself directly the
responsibility of sacrificing the lives of women of undoubted honour,
of undoubted earnestness of purpose. That is the political situation as I
lay it before you today".
https://tecnicaretorica.blogspot.com/2018/02/grandes-discursos-emmeline-pankhurst.html***
Mary Wollstonecraft
nasceu a 27abril1759...Londres
e morreu a 10seTEMbro1797
10 de Setembro de 1797: Morre Mary Wollstonecraft , escritora e pioneira do movimento sufragista
Mary
Wollstonecraft nasceu em Londres a 27 de Abril de 1759 e é considerada
uma das pioneiras do moderno feminismo com a publicação da obra A Vindication of the Rights of Woman (Uma Defesa dos Direitos da Mulher), em 1790.
Em
1778, com 19 anos, Mary Wollstonecraft abandonou o lar paterno para
viver com um rico negociante, viúvo, em Bath. Depois de dois anos,
voltou para casa, para tomar conta da sua mãe, doente, que veio a
falecer depois de um longo sofrimento que a tornou completamente
dependente dos cuidados de Mary.
Em
1784, abriu uma escola em Newington Green, uma pequena aldeia com sua
irmã Eliza e uma amiga. Assim que chegaram, Mary fez amizade com Richard
Price, um ministro anglicano de ideias avançadas. Na decorrência de sua
convivência com Price, Mary veio a conhecer o editor Joseph Johnson,
que se entusiasmou com as ideias de Mary sobre educação, tendo-lhe
recomendado que escrevesse um livro a respeito delas. Veio a público,
deste modo, a obra Reflexões sobre Educação de Filhas (1786), na
qual Mary analisou as restrições educacionais impostas às jovens, assim
mantidas num estado de "ignorância e dependência". Mostrou-se
especialmente crítica da sociedade que encorajava as jovens a serem
"dóceis e atentas à aparência", concluindo com a sugestão de uma ampla
reforma do currículo escolar.
Mary publicou a sua obra mais importante, A Reivindicação dos Direitos da Mulher em
1790, na mesma estão lançadas as bases do feminismo moderno. Defendia
não apenas que as mulheres tinham direito à educação como afirmava que,
da igualdade na formação de ambos os sexos, dependia o progresso da
sociedade como um todo, tanto os homens quanto as mulheres são seres
humanos dotados de direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à busca
pela felicidade. Na sua opinião as mulheres deviam ter o direito de
abrir negócios, seguir carreiras profissionais e, se quisessem, de
votar. Entre as suas passagens mais polémicas, Mary afirma que o
casamento é uma espécie de "prostituição legal", que as mulheres são
"escravos convenientes", e que o único modo de as mulheres continuarem
livres é mantendo-se longe do altar. As suas ideias sobre o casamento
são ilustradas no conto "Maria", no qual a protagonista do mesmo nome é
internada num hospital para doentes mentais, vítima dos maus-tratos do
marido.
Viveu num
século em que as mulheres que sabiam ler e escrever eram excepções e
tornou-se musa dos posteriores movimentos sufragistas norte-americanos.
Mary morreu em Londres a 10 de Setembro de 1797 com apenas 38 anos de
idade, exactamente 11 dias depois de dar à luz uma filha, que se
tornaria muito mais famosa do que ela, também como escritora, Mary
Wollstonecraft Shelley (1797-1851), a autora de Frankstein.
Fontes: Wikipedia(imagens)
Frontispício de A Vindication of the Rights of Woman, de Mary Wollstonecraft.
***
*
https://www.facebook.com/Est%C3%B3riasdahist%C3%B3ria-107358489335605/
Mary Shelley
nasceu a 30aGOSTO1797...Londres
e morreu a1feVEReiro1851...Londres
Mary Wollstonecraft Shelley
***
11 de Março de 1818: É publicado o romance "Frankenstein", de Mary Shelley
Frankenstein ou o Moderno Prometeu é
publicado em 11 de Março de 1818. O livro, de autoria de Mary
Wollstonecraft Shelley, de apenas 21 anos, é considerado por muitos como
o primeiro romance de ciência ficção e terror da história. No enredo de
Mary, um cientista dá vida a uma criatura construída de partes
desmembradas de cadáveres. A criatura, doce e intelectualmente dotada, é
enorme e fisicamente horrenda. Cruelmente rejeitada pelo seu criador,
vagueia pelo mundo buscando companhia, tornando-se crescentemente brutal
à medida que fracassa em encontrar um companheiro.
Pode-se
comparar o Dr. Victor Frankenstein ao titã grego, Prometeu. Prometeu
apoderou-se do fogo divino de Zeus, dotando os homens comuns de evolução
distinta de outros animais e, assim como o ser supremo, também gozava
da criação humana. Furioso, devido ao roubo do fogo divino, Zeus
castigou Prometeu e acorrentou-o no cume do monte Cáucaso, propiciando
que um terrível abutre dilacerasse o seu fígado, que sempre se
regenerava por conta de sua imortalidade.
Zeus ordenou o castigo a Prometeu por 30 mil anos, mas o condenado foi libertado por Hércules que deixou em seu lugar o deus da medicina, o centauro Quíron, que já estava condenado em virtude de ferida eterna causada por uma flecha terrivelmente envenenada. Num gesto nobre, Quíron oferece a sua imortalidade em prol da libertação de Prometeu, com a intenção de acabar com o seu sofrimento eterno.
Mary Shelley criou a história numa chuvosa tarde de 1816 em Genebra, onde se hospedava com seu marido, o poeta Percy Bysshe Shelley e o amigo Byron, que propôs a cada um deles que escrevessem uma história macabra de fantasmas. Apenas Mary completou a sua. Embora servisse de base para histórias de horror e inspiração para inúmeros filmes no século XX, o livro Frankenstein é muito mais que uma ficção popular. A trama explora temas filosóficos e desafia ideais românticos acerca da beleza e dos valores da natureza.
Mary Shelley levou uma vida quase tão tumultuada quanto o monstro que criou. Filha do filósofo livre-pensador William Godwin e da feminista Mary Wollstonecraft, perdeu a sua mãe dias após o seu nascimento. Discutia com a sua madrasta, sendo enviada para a Escócia para viver com parentes adoptivos durante a adolescência. Quando tinha 17 anos, fugiu com o poeta Shelley, que era casado. Após a mulher do poeta cometer suicídio, em 1817, o casal contraiu matrimónio e passou muito tempo no estrangeiro, buscando escapar dos credores. Mary deu à luz a cinco filhos, mas apenas um deles viveu até à idade adulta. Ela tinha apenas 24 anos quando Shelley morreu afogado num acidente marítimo. Posteriormente, editou dois volumes de obras poéticas do falecido marido.
Zeus ordenou o castigo a Prometeu por 30 mil anos, mas o condenado foi libertado por Hércules que deixou em seu lugar o deus da medicina, o centauro Quíron, que já estava condenado em virtude de ferida eterna causada por uma flecha terrivelmente envenenada. Num gesto nobre, Quíron oferece a sua imortalidade em prol da libertação de Prometeu, com a intenção de acabar com o seu sofrimento eterno.
Mary Shelley criou a história numa chuvosa tarde de 1816 em Genebra, onde se hospedava com seu marido, o poeta Percy Bysshe Shelley e o amigo Byron, que propôs a cada um deles que escrevessem uma história macabra de fantasmas. Apenas Mary completou a sua. Embora servisse de base para histórias de horror e inspiração para inúmeros filmes no século XX, o livro Frankenstein é muito mais que uma ficção popular. A trama explora temas filosóficos e desafia ideais românticos acerca da beleza e dos valores da natureza.
Mary Shelley levou uma vida quase tão tumultuada quanto o monstro que criou. Filha do filósofo livre-pensador William Godwin e da feminista Mary Wollstonecraft, perdeu a sua mãe dias após o seu nascimento. Discutia com a sua madrasta, sendo enviada para a Escócia para viver com parentes adoptivos durante a adolescência. Quando tinha 17 anos, fugiu com o poeta Shelley, que era casado. Após a mulher do poeta cometer suicídio, em 1817, o casal contraiu matrimónio e passou muito tempo no estrangeiro, buscando escapar dos credores. Mary deu à luz a cinco filhos, mas apenas um deles viveu até à idade adulta. Ela tinha apenas 24 anos quando Shelley morreu afogado num acidente marítimo. Posteriormente, editou dois volumes de obras poéticas do falecido marido.
Passou
a viver de uma pequena pensão do seu sogro, Lorde Shelley, até que o
filho dela herdasse a fortuna e o título do sogro em 1844. Mary Shelley
morreu aos 53 anos. Sendo uma respeitada escritora, Frankenstein e os seus diários ainda continuam a ser amplamente lidos.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Frontispício de uma edição inglesa de Frankenstein, de Mary Shelley, publicada pela Colburn and Bentley em 1831. Gravura feita por Theodor von Holst (1810-1844)
Retrato de Mary Shelley por Richard Rothwell exposto na Royal Academy em 1840, acompanhado pela leitura do poema de Percy Shelley's, The Revolt of Islam onde a apelidava de "criança de amor e luz"
*
30 de Agosto de 1797: Nasce a escritora britânica Mary Shelley, autora de "Frankenstein".
Mary
Wollstonecraft Godwin nasceu a 30 de Agosto de 1797 em Londres e
faleceu a 1 de Fevereiro de 1851. É geralmente lembrada por uma única
obra de grande sucesso, intitulada "Frankenstein". Mary Shelley foi
autora de contos, dramaturga, ensaísta, biógrafa e escritora de
literatura de viagens. Ela também editou e promoveu os trabalhos do seu
marido, o poeta romântico e filósofo Percy Bysshe Shelley.
Mary Shelley era
filha de Mary Wollstonecraft, considerada uma das primeiras feministas e
que, faleceu dez dias após o nascimento da filha. Ela ficou conhecida
pela publicação das obras “A Reivindicação dos Direitos da Mulher
(1792)” e “Os Erros da Mulher”. O pai de Mary Shelley, William Godwin,
era jornalista, escritor e teórico anarquista. Publicou a obra “Uma
Investigação Concernente à Justiça Política” (1793).
Mary
publicou o seu primeiro poema aos dez anos de idade e aos dezasseis
fugiu de casa para viver com Percy Bysshe Shelley, apenas cinco anos
mais velho, mas já bastante famoso .Poeta romântico, Percy tinha casado
em primeiras núpcias com Harriet Westbrook com quem tivera dois filhos.
Após o suicídio de Harriet, Mary e Percy casaram-se, em 1816 e Mary
adoptou o sobrenome do seu marido passando a chamar-se Mary
Wollstonecraft Shelley.
A
fuga de ambos levou-os a encontrarem-se com Lord Byron em Genebra,
com quem manteriam bastante contacto e que teria sido o responsável por
instigar Mary a escrever a sua obra mais famosa. Mary e Percy Shelley,
Claire Clairmont e Lord Byron estavam juntos na Suiça quando Byron
propôs a Mary que escrevesse a mais terrível história que pudesse.
Encorajada por Percy, um ano depois Mary publicaria a sua obra
intitulada “Frankenstein, ou O Moderno Prometeu”.
Mas,
ao contrário do que muitos pensam, e do que se tornaram os filmes que,
mais tarde, tentariam reproduzir a belíssima história de Mary Shelley,
Frankenstein não é uma história de terror. Frankenstein fala da história
de um cientista (Victor Frankenstein) que obcecado por tentar recriar a
vida, fica horrorizado ao ver que cometera um erro. A dada altura da
narrativa o cientista reflecte sobre a sua responsabilidade em relação
ao que fizera e à criatura a quem dera vida.
Os
Shelleys deixam a Grã-Bretanha em 1818 e foram para a Itália, onde o
segundo e o terceiro filhos do casal morreram antes do nascimento do seu
último e único filho sobrevivente. Em 1822, Percy Shelley afogou-se na
baía de Spezia, próximo de Livorno. Mary retornou a Inglaterra e dedicou-se a publicar as obras do seu marido, sem contudo deixar de escrever.
Algumas
obras de Mary Shelley foram “Faulkner” (1937), “Mathilde” (publicada em
1959), “Lodore” (1835), “Valperga” (1823) e “O Último Homem” (1826),
considerada pela crítica como sua melhor obra e que teve grande
influência sobre a ficção científica.
Fontes:http://www.rc.umd.edu
wikipedia (Imagens)
Retrato de Mary Shelley - Richard Rothwell
Percy Bysshe Shelley
Manuscrito de Frankenstein
**
11 de Março de 1818: É publicado o romance "Frankenstein", de Mary Shelley
Frankenstein ou o Moderno Prometeu é
publicado em 11 de Março de 1818. O livro, de autoria de Mary
Wollstonecraft Shelley, de apenas 21 anos, é considerado por muitos como
o primeiro romance de ciência ficção e terror da história. No enredo de
Mary, um cientista dá vida a uma criatura construída de partes
desmembradas de cadáveres. A criatura, doce e intelectualmente dotada, é
enorme e fisicamente horrenda. Cruelmente rejeitada pelo seu criador,
vagueia pelo mundo buscando companhia, tornando-se crescentemente brutal
à medida que fracassa em encontrar um companheiro.
Pode-se comparar o Dr. Victor Frankenstein ao titã grego, Prometeu. Prometeu apoderou-se do fogo divino de Zeus, dotando os homens comuns de evolução distinta de outros animais e, assim como o ser supremo, também gozava da criação humana. Furioso, devido ao roubo do fogo divino, Zeus castigou Prometeu e acorrentou-o no cume do monte Cáucaso, propiciando que um terrível abutre dilacerasse o seu fígado, que sempre se regenerava por conta de sua imortalidade.
Zeus ordenou o castigo a Prometeu por 30 mil anos, mas o condenado foi libertado por Hércules que deixou em seu lugar o deus da medicina, o centauro Quíron, que já estava condenado em virtude de ferida eterna causada por uma flecha terrivelmente envenenada. Num gesto nobre, Quíron oferece a sua imortalidade em prol da libertação de Prometeu, com a intenção de acabar com o seu sofrimento eterno.
Mary Shelley criou a história numa chuvosa tarde de 1816 em Genebra, onde se hospedava com seu marido, o poeta Percy Bysshe Shelley e o amigo Byron, que propôs a cada um deles que escrevessem uma história macabra de fantasmas. Apenas Mary completou a sua. Embora servisse de base para histórias de horror e inspiração para inúmeros filmes no século XX, o livro Frankenstein é muito mais que uma ficção popular. A trama explora temas filosóficos e desafia ideais românticos acerca da beleza e dos valores da natureza.
Mary Shelley levou uma vida quase tão tumultuada quanto o monstro que criou. Filha do filósofo livre-pensador William Godwin e da feminista Mary Wollstonecraft, perdeu a sua mãe dias após o seu nascimento. Discutia com a sua madrasta, sendo enviada para a Escócia para viver com parentes adoptivos durante a adolescência. Quando tinha 17 anos, fugiu com o poeta Shelley, que era casado. Após a mulher do poeta cometer suicídio, em 1817, o casal contraiu matrimónio e passou muito tempo no estrangeiro, buscando escapar dos credores. Mary deu à luz a cinco filhos, mas apenas um deles viveu até à idade adulta. Ela tinha apenas 24 anos quando Shelley morreu afogado num acidente marítimo. Posteriormente, editou dois volumes de obras poéticas do falecido marido.
Passou
a viver de uma pequena pensão do seu sogro, Lorde Shelley, até que o
filho dela herdasse a fortuna e o título do sogro em 1844. Mary Shelley
morreu aos 53 anos. Sendo uma respeitada escritora, Frankenstein e os seus diários ainda continuam a ser amplamente lidos.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Frontispício de uma edição inglesa de Frankenstein, de Mary Shelley, publicada pela Colburn and Bentley em 1831. Gravura feita por Theodor von Holst (1810-1844)
Retrato de Mary Shelley por Richard Rothwell exposto na Royal Academy em 1840, acompanhado pela leitura do poema de Percy Shelley's, The Revolt of Islam onde a apelidava de "criança de amor e luz"
http://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2017/03/11-de-marco-de-1818-e-publicado-o.html***
