eleito papa em 16seTEMbro1276
e entronizado em 20seTEMbro1276
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6dez2017

Foram
oito meses apenas, que acabaram de uma forma trágica. Em dois milénios
de história da Igreja, apenas por uma vez um português foi eleito Papa.
Embarque numa viagem no tempo até Viterbo, cidade que no século XIII foi
sede papal, conheça a história do único português que ocupou a cadeira
de Pedro, e perceba qual a origem dos conclaves. A notícia terá corrido
veloz pelas ruas de Viterbo, cidade que naquele tempo era refúgio dos
Papas, que fugiam de uma Roma insegura e insalubre. Um estranho acidente
vitimara João XXI, atingido pela derrocada do tecto numa zona em obras
no Palácio Pontifício. Chegava tragicamente ao fim um curto pontificado
de pouco mais de oito meses. O único de um Papa português.
Dos primeiros anos da vida de Pedro
Julião, mais tarde conhecido como Pedro Hispano antes de se tornar João
XXI, pouco se sabe. Apenas se pode tomar como certeza que nasceu em
Lisboa, algures entre 1205 e 1220, e que era filho de famílias
abastadas, o que lhe permitiu, depois do ensino na escola episcopal da
Sé, prosseguir os estudos na Universidade de Paris.
“Foi certamente devido ao facto de ser
oriundo de uma família importante na sociedade de Lisboa que ele acaba
por ter posses para ir para Paris, mas guarda sempre a âncora em
Lisboa”, explica Mário Farelo, investigador de História Medieval.
“Percebe-se que ele vai seguir depois
uma carreira eclesiástica em Portugal. Faz o seu trajecto cultural e
depois volta. Quando o faz, vem já com conhecimentos importantes, o que
se revela pelo facto de ser designado como ‘mestre’ nos documentos da
época”, acrescenta Mário Farelo.
Quando regressa já “mestre”, Pedro
Julião teria granjeado fama, entre outras áreas do conhecimento, como
médico. O “Tesouro dos Pobres”, manual que aborda várias doenças e as
curas conhecidas à época, e a “Summulae Logicales”, um tratado de lógica
que durante três séculos será utilizado nas escolas de toda a Europa,
são obras que lhe chegaram a ser atribuídas.
A este propósito, Mário Farelo refere
que as investigações têm lançado dúvidas sobre a autoria dessas obras.
“A partir do século XVI, assim que víamos uma obra escrita por Pedro
Hispano, associávamos quase automaticamente ao Papa. A partir de estudos
aprofundados, sobretudo do professor José Meirinhos, da Universidade do
Porto, hoje sabemos que na verdade é necessário fazer a distinção entre
5 ou 6 ‘Pedros Hispanos’. Bastava estar fora de Portugal para ser
apelidado de ‘Hispano’, proveniente da Hispania, oriundo da Ibéria.
Tanto podia ser Castela, Galiza como Portugal. Não temos a certeza se as
obras de carácter científico são dele ou de outro Pedro Hispano.”
As dúvidas não impedem que tenha sido
uma das figuras mais relevantes do seu tempo. Ocupou vários cargos
eclesiásticos em Portugal – desde deão da Sé de Lisboa a Arcebispo de
Braga – até ter sido nomeado para a cúria romana no início dos anos 70
do século XII, onde terá sido médico principal do Papa Gregório X. Era a
antecâmara para chegar ao cargo máximo na Igreja.
Um pontificado breve
https://www.vortexmag.net/pedro-hispano-o-portugues-que-foi-papa-durante-8-meses/
Um pontificado breve
Com os Papas sediados em Viterbo, o ano
de 1276 corria agitado. Em pouco mais de meio ano, três Papas já tinham
passado pela chefia da Igreja, num período marcado por intrigas e por
várias tensões políticas e religiosas.
O Papa Adriano V morre apenas um mês
depois de ser eleito e, em Agosto, os cardeais escolhem como sucessor o
académico português Pedro Hispano. De acordo com alguns relatos
históricos, o novo Papa estaria mais interessado nas suas investigações
científicas e teria passado a gestão dos assuntos correntes da Igreja ao
poderoso cardeal Giovanni Orsani, que tinha ajudado à sua eleição – e
que mais tarde seria o Papa Nicolau III.
Os documentos da época mostram uma outra
realidade, diz Mário Farelo. “As crónicas posteriores fazem um relato
dele como estando mais interessado nas questões das ciências e das
estrelas, que se fecharia no seu gabinete e não queria saber dos
assuntos da Cristandade. Mas quando vamos ver o seu bulário, vemos um
Pontífice verdadeiramente preocupado com a sua Igreja, com as relações
com a Igreja do Oriente, mas também com as relações entre as soberanias
cristãs, que também precisavam muitas vezes de um árbitro, de um
mediador.”
João XXI acaba por morrer a 20 de Maio
de 1277, vítima de um desmoronamento no Palácio Pontifício, que estava
em obras. O seu túmulo está hoje em lugar de destaque na Catedral de
Viterbo, depois de ter estado esquecido durante anos.
Viterbo, também conhecida como “a cidade
dos Papas”, ainda hoje guarda várias memórias da presença dos
sucessores de Pedro. Foi aliás aqui que surgiram os conclaves. A
história é explicada no local por Domenico, sacristão da catedral local.
“Durante cerca de três anos, não se
decidiam a eleger o Papa. Então, os cidadãos de Viterbo fecharam-nos à
chave. Daí provém a palavra ‘conclave’. Fecharam à chave a ala onde
estavam reunidos, tiraram-lhes o telhado, reduziram os alimentos e, no
final, decidiram-se a eleger um Papa, também porque tiveram pressões
francesas nesse sentido. Desse conclave saiu o Papa Gregório X.”
Filósofo, médico e alquimista com reputação de mago
A popularidade de que gozou durante a
medievalidade, e que se prolongou pelo Renascimento, persistindo até aos
dias de hoje, tem, de facto, uma origem bastante diferente. Remete para
a sua dimensão de intelectual e para os contributos que lhe são
atribuídos no âmbito da história da ciência e história das ideias, em
concreto os estudos que dedicou aos ramos da filosofia e da medicina.
O problema é que a vasta produção
bibliográfica, a diferente natureza dos assuntos abordados e a própria
coerência interna dos textos escritos sob o nome de Pedro Hispano ou que
lhe foram creditados, desde o século XIV, pouco depois da sua morte –,
tendo como premissa a vasta ciência do Papa, assumida pelo próprio e
amiúde asseverada em crónicas, quer contemporâneas quer posteriores
–, suscitam várias reservas no que toca à sua assimilação a uma única
personagem histórica.
Movendo-se por entre tantas dúvidas, a
crítica textual mais recente parece pouco inclinada a creditar ao
pontífice todos os tratados que compõem o habitual cânone de manuscritos
que lhe são consagrados. Há inclusivamente especialistas que vão mais
longe, sustentando que muito poucos desses trabalhos, ou mesmo nenhuns,
devem ser atribuídos a João XXI, propondo-os como a produção de um ou
vários Pedros Hispanos seus contemporâneos. A polémica não sendo
estéril, parece, por enquanto, inconclusiva, mas obriga a distinguir, no
conjunto das obras imputadas a Pedro Hispano, entre a produção cuja
autoria se encontra suficientemente estabilizada e os escritos cuja
catalogação e atribuição suscitam maior discussão.
As dificuldades em estabelecer com rigor
as autorias das obras de João XXI são inúmeras, e estão muito longe de
ser um exclusivo do Papa português. São muito numerosos os autores e
escritos da época medieval que subsistem enredados em polémicas afins,
enfrentando problemas insolúveis, ensombrados por propostas
contraditórias, baseadas em todo o tipo de argumentos: filológicos,
caligráficos, cronológicos, ontológicos, etc.
Em todo o caso, considerando somente o
corpo de obras de Pedro Hispano fixado com maior rigor, e descontando os
muitos textos em relação aos quais existem reservas, verifica-se, ainda
assim, que a sua quantidade, qualidade e impacto foram muito desiguais.
Neste particular, as obras sobreviventes de medicina e de lógica
sobrepõem-se às restantes: em número, em importância, na repercussão
alcançada. Olhando apenas às quantidades produzidas, fica-se com a
perceção de que Pedro Hispano se ocupou em especial da redação de
tratados médicos. Contam-se neste capítulo cerca de três dezenas de
escritos, aos quais se seguem, a larga distância, as obras de filosofia e
de alquimia. Só depois vêm as peças de teologia. Quanto aos escritos
sobre zoologia que lhe são apontados, afiguram-se residuais no conjunto
da sua produção intelectual. Há ainda a assinalar uma obra, em tudo
excêntrica ao resto da sua produção, um curioso tratado, em verso, sobre
os elementos atmosféricos.
No campo dos saberes médicos, Pedro
Hispano comentou praticamente todas as principais autoridades em que
assentava a aprendizagem nas escolas medievais de medicina, de acordo
com o elenco estabelecido pela famosa escola médica de Salerno, fundada
no século X, e que teve um enorme impacto na evolução da história da
medicina. Quanto à adesão à alquimia, diga-se que o interesse pela
química medieval era, no período, inseparável do mundo do ocultismo e
das ciências ocultas, o que lhe valeu, em alguns círculos, a pejorativa e
controversa reputação de mago.
Por outro lado, foi num contexto de
grande efervescência intelectual, marcado pela recuperação no Ocidente
de obras perdidas de Aristóteles, que Pedro Hispano redigiu os
manuscritos filosóficos responsáveis por lhe assegurar um lugar na
história da Filosofia. Entre os trabalhos que lhe são imputados com mais
insistência e segurança, o Tesouro dos Pobres (Thesaurus pauperum), no
domínio das ciências médicas, e as Súmulas de Lógica (Summulae
logicales), no ramo da lógica, são indiscutivelmente os mais famosos e
celebrados.
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20seTEMbro2008
Pedro Hispano - João XXI, o Papa Português
Pedro
Julião, também conhecido como Pedro Hispano, nasceu em data
desconhecida, antes de 1226 e faleceu em 20 de Maio de 1277. Foi coroado
Papa a 20 de Setembro de 1276, há precisamente 732 anos. Foi também um
famoso médico, professor e matemático português do Século XIII.
Pedro Hispano, nasce em Lisboa, muito provavelmente na área da actual freguesia de São Julião, em data não determinada exactamente, mas antes de 1226. É filho de Julião Rebelo, médico, cuja profissão segue, e de Teresa Gil.
Estudou na Escola Episcopal de Lisboa, tendo mais tarde cursado na Universidade de Paris ou Universidade de Montpellier (não está bem definido) com mestres notáveis, como São Alberto Magno, e tendo por amigos e colegas São Tomás de Aquino e São Boaventura.
Estuda medicina e teologia, dialética, lógica e principalmente a física e metafísica de Aristóteles.
Entre 1246 e 1252 ensinou medicina na Universidade de Siena, onde escreveu algumas obras, de entre as quais se destaca o Tratado Summulæ Logicales que foi o manual de referência sobre lógica aristotélica durante mais de trezentos anos, nas universidades europeias, com 260 edições em toda a Europa, traduzido para grego e hebraico.
A sua obra científica De oculo, um tratado de Oftalmologia, tem ampla difusão nas universidades europeias.
Diz-se que quando Miguel Ângelo adoeceu gravemente dos olhos, devido ao muito trabalho na decoração da Capela Sistina, encontrou remédio numa receita de Pedro Hispano.
Também escreveu, o ‘Thesaurus Pauperum’ (Tesouro dos pobres), em que descreve várias doenças e os seus tratamentos, com cerca de uma centena de edições e que foi traduzido para 12 línguas.
Antes de 1261, ano em que é eleito decano da Sé de Lisboa, Pedro Hispano torna-se sacerdote.
Afonso III de Portugal coloca-o como prior da Igreja de Santo André (Mafra) em 1263, e logo a seguir é nomeado para cónego e deão da Sé de Lisboa, Tesoureiro-mor na Sé do Porto e Dom Prior na Colegiada Real de Santa Maria de Guimarães.
Em 1273 Pedro Hispano foi nomeado Arcebispo de Braga pelo Papa Gregório X.
No ano seguinte, participa no XIV Concílio Ecuménico de Lião, onde Gregório X o nomeia Cardeal-Bispo com o título de Tusculum-Frascati, da Diocese suburbicária de Frascati. Isto permitia a Gregório X poder contar com os serviços médicos do português.
Pouco depois Pedro Hispano regressa a Portugal, ao Arcebispado de Braga. Mas por pouco tempo. Volta à corte pontifícia e Gregório X nomeia-o seu médico principal em 1275.
A eleição de Pedro Julião (Pedro Hispano), em conclave realizado em Viterbo, tem lugar a 13 de Setembro e coroado a 20 de Setembro de 1276, e adopta o nome de João XXI.
João XXI irá ver o seu breve pontificado (de pouco mais de 8 meses) caracterizado por vários insucessos. Esforça-se por libertar a Terra Santa em poder dos Turcos, que não consegue ver. Tenta reconciliar grandes nações europeias, como França, Alemanha e Castela, dentro do espírito da unidade cristã. Sem sucesso.
Porém, dotado de grande simplicidade, recebe em audiência tanto os ricos como os pobres.
Dante, na Divina Comédia, coloca a alma de João XXI no Paraíso, entre as almas que rodeiam a alma de São Boaventura, apelidando-o de “aquele que brilha em doze livros”, menção clara a doze tratados escritos pelo erudito pontífice português.
O rei aragonês Afonso X de Leão e Castela, o Sábio, pai de Santa Isabel, esposa de D. Dinis de Portugal, elogia-o em forma de canção no "Paraíso".
Mais interessado no estudo que nas tarefas pontifícias, João XXI delega no Cardeal Orsini, o futuro Papa Nicolau III, os assuntos correntes da Sé Apostólica.
Sentindo-se doente, afasta-se para a cidade de Viterbo, a norte de Roma, onde morre a 20 de Maio de 1277, com 51 anos, soterrado pelo desmoronamento das paredes do seu aposento, quando o palácio apostólico estava em obras.Foi sepultado junto do altar-mor da Catedral de São Lourenço, naquela cidade.
No século XVI, durante os trabalhos de reconstrução do templo, os seus restos mortais foram trasladados para um modesto
túmulo.
Só após o esforço da Câmara Municipal de Lisboa, através de João Soares então seu presidente, o mausoléu foi colocado, a título definitivo, ao lado do Evangelho da Catedral de Viterbo, a 28 de Março de 2000.
Nota final:
Durante a pesquisa para este artigo encontrei uma referência a outro Papa, de nome Dâmaso I, que teria nascido em Guimarães ou Idanha-a-Velha no ano de 305, e que teria sido Sumo Pontífice entre 366 e 384. Assim sendo, embora Portugal não existisse como país nessa altura, e se ele realmente nasceu em Guimarães, é de considerá-lo como português. Um assunto a aprofundar pelos historiadores.
Pedro Hispano, nasce em Lisboa, muito provavelmente na área da actual freguesia de São Julião, em data não determinada exactamente, mas antes de 1226. É filho de Julião Rebelo, médico, cuja profissão segue, e de Teresa Gil.
Estudou na Escola Episcopal de Lisboa, tendo mais tarde cursado na Universidade de Paris ou Universidade de Montpellier (não está bem definido) com mestres notáveis, como São Alberto Magno, e tendo por amigos e colegas São Tomás de Aquino e São Boaventura.
Estuda medicina e teologia, dialética, lógica e principalmente a física e metafísica de Aristóteles.
Entre 1246 e 1252 ensinou medicina na Universidade de Siena, onde escreveu algumas obras, de entre as quais se destaca o Tratado Summulæ Logicales que foi o manual de referência sobre lógica aristotélica durante mais de trezentos anos, nas universidades europeias, com 260 edições em toda a Europa, traduzido para grego e hebraico.
A sua obra científica De oculo, um tratado de Oftalmologia, tem ampla difusão nas universidades europeias.
Diz-se que quando Miguel Ângelo adoeceu gravemente dos olhos, devido ao muito trabalho na decoração da Capela Sistina, encontrou remédio numa receita de Pedro Hispano.
Também escreveu, o ‘Thesaurus Pauperum’ (Tesouro dos pobres), em que descreve várias doenças e os seus tratamentos, com cerca de uma centena de edições e que foi traduzido para 12 línguas.
Antes de 1261, ano em que é eleito decano da Sé de Lisboa, Pedro Hispano torna-se sacerdote.
Afonso III de Portugal coloca-o como prior da Igreja de Santo André (Mafra) em 1263, e logo a seguir é nomeado para cónego e deão da Sé de Lisboa, Tesoureiro-mor na Sé do Porto e Dom Prior na Colegiada Real de Santa Maria de Guimarães.
Em 1273 Pedro Hispano foi nomeado Arcebispo de Braga pelo Papa Gregório X.
No ano seguinte, participa no XIV Concílio Ecuménico de Lião, onde Gregório X o nomeia Cardeal-Bispo com o título de Tusculum-Frascati, da Diocese suburbicária de Frascati. Isto permitia a Gregório X poder contar com os serviços médicos do português.
Pouco depois Pedro Hispano regressa a Portugal, ao Arcebispado de Braga. Mas por pouco tempo. Volta à corte pontifícia e Gregório X nomeia-o seu médico principal em 1275.
A eleição de Pedro Julião (Pedro Hispano), em conclave realizado em Viterbo, tem lugar a 13 de Setembro e coroado a 20 de Setembro de 1276, e adopta o nome de João XXI.
João XXI irá ver o seu breve pontificado (de pouco mais de 8 meses) caracterizado por vários insucessos. Esforça-se por libertar a Terra Santa em poder dos Turcos, que não consegue ver. Tenta reconciliar grandes nações europeias, como França, Alemanha e Castela, dentro do espírito da unidade cristã. Sem sucesso.
Porém, dotado de grande simplicidade, recebe em audiência tanto os ricos como os pobres.
Dante, na Divina Comédia, coloca a alma de João XXI no Paraíso, entre as almas que rodeiam a alma de São Boaventura, apelidando-o de “aquele que brilha em doze livros”, menção clara a doze tratados escritos pelo erudito pontífice português.
O rei aragonês Afonso X de Leão e Castela, o Sábio, pai de Santa Isabel, esposa de D. Dinis de Portugal, elogia-o em forma de canção no "Paraíso".
Mais interessado no estudo que nas tarefas pontifícias, João XXI delega no Cardeal Orsini, o futuro Papa Nicolau III, os assuntos correntes da Sé Apostólica.
Sentindo-se doente, afasta-se para a cidade de Viterbo, a norte de Roma, onde morre a 20 de Maio de 1277, com 51 anos, soterrado pelo desmoronamento das paredes do seu aposento, quando o palácio apostólico estava em obras.Foi sepultado junto do altar-mor da Catedral de São Lourenço, naquela cidade.
No século XVI, durante os trabalhos de reconstrução do templo, os seus restos mortais foram trasladados para um modesto
túmulo.
Só após o esforço da Câmara Municipal de Lisboa, através de João Soares então seu presidente, o mausoléu foi colocado, a título definitivo, ao lado do Evangelho da Catedral de Viterbo, a 28 de Março de 2000.
Nota final:
Durante a pesquisa para este artigo encontrei uma referência a outro Papa, de nome Dâmaso I, que teria nascido em Guimarães ou Idanha-a-Velha no ano de 305, e que teria sido Sumo Pontífice entre 366 e 384. Assim sendo, embora Portugal não existisse como país nessa altura, e se ele realmente nasceu em Guimarães, é de considerá-lo como português. Um assunto a aprofundar pelos historiadores.
http://www.pontoblogue.com/2008/09/pedro-hispano-joo-xxi-o-papa-portugus.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Jo%C3%A3o_XXI
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Mistério em Viterbo, O Papa Português João XXI
https://www.youtube.com/watch?v=79drQm0Fqc0*
Pedro Juliano ou Hispano
Pedro Hispano | O Papa Português
https://www.youtube.com/watch?v=MZfOzZc0aqY***
20 de Maio de 1277: Morre Pedro Hispano (João XXI), o português que foi Papa por oito meses
Único papa de origem portuguesa, nascido entre 1210 e 1220, em Lisboa, e falecido em 1277, em Viterbo. Pedro Julião (ou Pedro Hispano) era médico de formação (escreveu obras científicas como o Tesouro dos Pobres e O Olho). Foi este o cargo que desempenhou na corte papal de Gregório X, tendo sido seu médico particular. Tornou-se também, em 1272, arcebispo de Braga, e no ano seguinte cardeal de Tusculum. Grande erudito, estudou Filosofia, Medicina, Teologia e Matemática em Paris.
Depois da sua nomeação decidiu estabelecer-se em Viterbo, tendo mandado construir as instalações necessárias no palácio pontifical para o prosseguimento das suas investigações no campo da medicina.
Adotou o nome de João XXI por lapso, uma vez que não existiu papa algum com o nome de João XX.
Tendo a sua eleição sido propiciada por Giovanni Gaetano Orsini, um poderoso cardeal da cúria (futuro papa Nicolau III), com o intuito de governar através de Pedro Julião, foi efetivamente o que acabou por acontecer, dada a absorção do pontífice nos assuntos da medicina.
João XXI confirmou a anulação que o seu antecessor, Adriano V, tinha feito do decreto relativo às eleições papais. Em Portugal, o papa advogou também a imunidade eclesiástica, contra o desejo dos senhores temporais.
Neste papado sobressaíram as medidas que visavam a implantação da autoridade do sucessor de São Pedro por toda a Cristandade e a instigação de uma nova cruzada. Assim, foi efetuada uma tentativa de continuar as negociações que Gregório X entabulara com o imperador bizantino Miguel VIII e com o clero oriental. Contudo, a posição flexível de Gregório X não tinha sido tomada pelos pontífices que o sucederam, tendo os ultimatos feitos a Bizâncio antes do papado de João XXI criado uma atmosfera de reticência e frieza.
Pedro Hispano mandou, em 1277, fazer um levantamento da matéria ensinada na Universidade de Paris que poderia ser considerada materialista, uma vez que o estudo de Aristóteles, levado ao extremo, poderia transmitir esta noção. O resultado foi desanimador, uma vez que ascendia ao número de duzentas e dezanove as teses com este cariz.
João XXI faleceu a 20 de Maio de 1277, após ter ficado gravemente ferido num desastre na Catedral de Viterbo, cujas obras acompanhava, não sobrevivendo aos ferimentos sofridos na derrocada dos aposentos em que se encontrava.
Da sua vasta obra escrita merece ser destacado o livro Summulae Logicales (Súmulas de Lógica), uma sistematização da lógica clássica
Depois da sua nomeação decidiu estabelecer-se em Viterbo, tendo mandado construir as instalações necessárias no palácio pontifical para o prosseguimento das suas investigações no campo da medicina.
Adotou o nome de João XXI por lapso, uma vez que não existiu papa algum com o nome de João XX.
Tendo a sua eleição sido propiciada por Giovanni Gaetano Orsini, um poderoso cardeal da cúria (futuro papa Nicolau III), com o intuito de governar através de Pedro Julião, foi efetivamente o que acabou por acontecer, dada a absorção do pontífice nos assuntos da medicina.
João XXI confirmou a anulação que o seu antecessor, Adriano V, tinha feito do decreto relativo às eleições papais. Em Portugal, o papa advogou também a imunidade eclesiástica, contra o desejo dos senhores temporais.
Neste papado sobressaíram as medidas que visavam a implantação da autoridade do sucessor de São Pedro por toda a Cristandade e a instigação de uma nova cruzada. Assim, foi efetuada uma tentativa de continuar as negociações que Gregório X entabulara com o imperador bizantino Miguel VIII e com o clero oriental. Contudo, a posição flexível de Gregório X não tinha sido tomada pelos pontífices que o sucederam, tendo os ultimatos feitos a Bizâncio antes do papado de João XXI criado uma atmosfera de reticência e frieza.
Pedro Hispano mandou, em 1277, fazer um levantamento da matéria ensinada na Universidade de Paris que poderia ser considerada materialista, uma vez que o estudo de Aristóteles, levado ao extremo, poderia transmitir esta noção. O resultado foi desanimador, uma vez que ascendia ao número de duzentas e dezanove as teses com este cariz.
João XXI faleceu a 20 de Maio de 1277, após ter ficado gravemente ferido num desastre na Catedral de Viterbo, cujas obras acompanhava, não sobrevivendo aos ferimentos sofridos na derrocada dos aposentos em que se encontrava.
Da sua vasta obra escrita merece ser destacado o livro Summulae Logicales (Súmulas de Lógica), uma sistematização da lógica clássica
Fontes: In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto
Editora, 2003-2013.
wikipedia (Imagens)
O Papa João
XXI

https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/05/20-de-maio-de-1277-morre-pedro-hispano.html?spref=fb&fbclid=IwAR2wdoOyd99eybeqQiI_OmDHcXff603eRg9gBgjQ93jNgBg5vtFTCdMzhdI*
20 de Setembro de 1276: O português Pedro Julião, ou Pedro Hispano, é entronizado Papa João XXI, em Viterbo, na Catedral de São Lourenço
Único papa de origem portuguesa, nascido entre 1210 e 1220, em Lisboa, e falecido em 1277, em Viterbo. Pedro Julião (ou Pedro Hispano) era médico de formação (escreveu obras científicas como o Tesouro dos Pobres e O Olho). Foi este o cargo que desempenhou na corte papal de Gregório X, tendo sido seu médico particular. Tornou-se também, em 1272, arcebispo de Braga, e no ano seguinte cardeal de Tusculum. Grande erudito, estudou Filosofia, Medicina, Teologia e Matemática em Paris.
Depois da sua nomeação decidiu estabelecer-se em Viterbo, tendo mandado construir as instalações necessárias no palácio pontifical para o prosseguimento das suas investigações no campo da medicina.
Adotou o nome de João XXI por lapso, uma vez que não existiu papa algum com o nome de João XX.
Tendo a sua eleição sido propiciada por Giovanni Gaetano Orsini, um poderoso cardeal da cúria (futuro papa Nicolau III), com o intuito de governar através de Pedro Julião, foi efetivamente o que acabou por acontecer, dada a absorção do pontífice nos assuntos da medicina.
João XXI confirmou a anulação que o seu antecessor, Adriano V, tinha feito do decreto relativo às eleições papais. Em Portugal, o papa advogou também a imunidade eclesiástica, contra o desejo dos senhores temporais.
Neste papado sobressaíram as medidas que visavam a implantação da autoridade do sucessor de São Pedro por toda a Cristandade e a instigação de uma nova cruzada. Assim, foi efetuada uma tentativa de continuar as negociações que Gregório X entabulara com o imperador bizantino Miguel VIII e com o clero oriental. Contudo, a posição flexível de Gregório X não tinha sido tomada pelos pontífices que o sucederam, tendo os ultimatos feitos a Bizâncio antes do papado de João XXI criado uma atmosfera de reticência e frieza.
Pedro Hispano mandou, em 1277, fazer um levantamento da matéria ensinada na Universidade de Paris que poderia ser considerada materialista, uma vez que o estudo de Aristóteles, levado ao extremo, poderia transmitir esta noção. O resultado foi desanimador, uma vez que ascendia ao número de duzentas e dezanove as teses com este cariz.
João XXI faleceu a 20 de Maio de 1277, após ter ficado gravemente ferido num desastre na Catedral de Viterbo, cujas obras acompanhava, não sobrevivendo aos ferimentos sofridos na derrocada dos aposentos em que se encontrava.
Da sua vasta obra escrita merece ser destacado o livro Summulae Logicales (Súmulas de Lógica), uma sistematização da lógica clássica
Depois da sua nomeação decidiu estabelecer-se em Viterbo, tendo mandado construir as instalações necessárias no palácio pontifical para o prosseguimento das suas investigações no campo da medicina.
Adotou o nome de João XXI por lapso, uma vez que não existiu papa algum com o nome de João XX.
Tendo a sua eleição sido propiciada por Giovanni Gaetano Orsini, um poderoso cardeal da cúria (futuro papa Nicolau III), com o intuito de governar através de Pedro Julião, foi efetivamente o que acabou por acontecer, dada a absorção do pontífice nos assuntos da medicina.
João XXI confirmou a anulação que o seu antecessor, Adriano V, tinha feito do decreto relativo às eleições papais. Em Portugal, o papa advogou também a imunidade eclesiástica, contra o desejo dos senhores temporais.
Neste papado sobressaíram as medidas que visavam a implantação da autoridade do sucessor de São Pedro por toda a Cristandade e a instigação de uma nova cruzada. Assim, foi efetuada uma tentativa de continuar as negociações que Gregório X entabulara com o imperador bizantino Miguel VIII e com o clero oriental. Contudo, a posição flexível de Gregório X não tinha sido tomada pelos pontífices que o sucederam, tendo os ultimatos feitos a Bizâncio antes do papado de João XXI criado uma atmosfera de reticência e frieza.
Pedro Hispano mandou, em 1277, fazer um levantamento da matéria ensinada na Universidade de Paris que poderia ser considerada materialista, uma vez que o estudo de Aristóteles, levado ao extremo, poderia transmitir esta noção. O resultado foi desanimador, uma vez que ascendia ao número de duzentas e dezanove as teses com este cariz.
João XXI faleceu a 20 de Maio de 1277, após ter ficado gravemente ferido num desastre na Catedral de Viterbo, cujas obras acompanhava, não sobrevivendo aos ferimentos sofridos na derrocada dos aposentos em que se encontrava.
Da sua vasta obra escrita merece ser destacado o livro Summulae Logicales (Súmulas de Lógica), uma sistematização da lógica clássica
Fontes: In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto
Editora, 2003-2013.
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