10/10/2018

5.006.(10ouTUbro2018.10.10') Giuseppe Verdi

Nasceu a 10OUtubro2018...Itália
e morreu a 27jan1901...Milão
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5feVER1887
estreia da ópera OTELO
 https://www.youtube.com/watch?v=MMDa0Ua_KrI
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29jan2019
DN
 São cinco mil páginas de esboços e notas marcadas pelo compositor para o fogo e que estiveram décadas fechadas numa arca na sua casa em Sant'Agata. Agora, transferidos para o arquivo estatal de Parma e digitalizados, serão finalmente acessíveis ao público.
 
 
Giuseppi Verdi tinha decidido reformar-se após o enorme êxito da ópera Aida, estreada em 1871. Mas o seu editor não se conformou e tanto insistiu que conseguiu convencer o compositor a voltar ao trabalho, produzindo mais duas óperas: Otelo e Falstaff, ambas a partir de Shakespeare. Foi durante a compleição das suas duas últimas obras que Verdi colocou dezenas de páginas em pastas marcadas para o fogo: "Queimar estes papéis." Mas os herdeiros não cumpriram a determinação e agora, 119 anos após a morte do músico (desaparecido em janeiro de 1901), os esboços e notas, digitalizados no arquivo de Parma, vão ser acessíveis ao público.
A disponibilização ocorre ao fim de décadas de protestos de académicos, investigadores e músicos, que se queixavam de que o espólio tinha acesso tão difícil que era como se tivesse sido realmente destruído: até há dois anos estava guardado numa arca na casa de Verdi, em Sant'Agata, no norte de Itália, e só alguns especialistas tiveram acesso autorizado pela família do compositor. A transferência do espólio, por determinação do ministério da Cultura do país, para o arquivo estatal de Parma, há dois anos, veio possibilitar finalmente o acesso público.
Foi durante a compleição das suas duas últimas obras que Verdi colocou dezenas de páginas em pastas marcadas para o fogo: "Queimar estes papéis."


Uma grande notícia para os aficionados do músico, que poderão agora aceder ao espólio contabilizado em 5400 páginas, das quais cerca de 600 em branco, e que deverão permitir aferir da génese das três últimas óperas de Verdi. Alessandra Carlotta Pellegrini, uma musicóloga que já examinou as páginas, declarou ao New York Times que é como entrar na oficina do compositor. Os esboços, diz Pellegrini, são fundamentais para a compreensão do processo criativo de Verdi. Há muitas versões do famoso Credo de Iago (em Otelo), um monólogo no qual este revela os seus intuitos maléficos, dizendo crer num deus cruel, que o criou à sua imagem, e numerosos esboços não utilizados do final de Falstaff. Muitas páginas são difícil de ler, sobretudo, diz a especialista, porque ao longo da vida a letra de Verdi foi-se tornando menos clara; as diferentes qualidades de papel também são uma fonte de informação.
Definitivamente os menos entusiastas face à novidade são os herdeiros do compositor, a família Carrara Verdi, que não aceitou de bom grado a retirada do baú da propriedade familiar. E menos ainda com a decisão do governo de transferir para o arquivo de Parma um outro lote de documentos, estes muito mais numerosos - cerca de 24000, incluindo cartas -- após especialistas terem determinado que não estavam a ser convenientemente preservados.
Apesar de os papéis de Verdi terem sido classificados como de interesse público em 2008, o arquivo nunca foi de acesso fácil, devido aos critérios da família.
https://www.dn.pt/cultura/interior/papeis-que-verdi-quis-queimar-vao-ser-tornados-publicos-10504402.html?fbclid=IwAR1SoSQqO0oxXqM4TwGQlhmsJs3X5A4H4GuImZ97EFx_ic3n8y8nznmvWd8
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"Voltemos ao passado: isso será progresso""Não sou um compositor culto, mas sou experiente."
"Podem ter o universo se eu tiver a Itália."
"Mostre humildade, peço-lhe...Hoje foi contemplado pela sorte, mas amanhã pode ser a sua vez de morrer."
 "Eu desejo que todo jovem quando ele começa a escrever música não se preocupe em ser um melodista, um harmonista, um realista, um idealista ou um futurista ou qualquer outra coisa pedante diabólica. Melodia e harmonia devem ser simplesmente ferramentas nas mãos do artista, com as quais ele cria música; e se chegar um dia em que as pessoas parem de falar sobre a escola alemã, a escola italiana, o passado, o futuro, etc., etc., então a arte talvez surja por conta própria."

 
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RTP ensina
AIDA
 A grandiosa Aida de Verdi fala-nos do drama da guerra na vida e no amor e a sua popularidade é testemunhada pelo humorista Luís Filipe Borges, na Ópera da minha vida. A chefe Susana Felicidade cria o jantar que Aida e Radamés vão saborear depois de fugirem para a Etiópia, onde viverão felizes para todo o sempre e ainda vai revelar curiosidades como o facto do café e das pipocas terem nascido na Etiópia, a terra de Aida. A super ária “Patria mia”,  por Catarina Molder, transporta Aida para um cativeiro entre o sonho e a realidade, terminando num trágico acidente de automóvel. O Consultório operático revela Onde e quando nasceu a ópera. Finalmente, a despedida à vida de Aida e Radamés “O terra addio”, na versão marcante dos Gume.
“Aida é uma das óperas mais populares do grande compositor italiano Giuseppe Verdi. Foi composta para a inauguração da Casa de Ópera do Cairo, em 1871. Verdi que dirigiu a estreia, foi chamado 32 vezes ao palco e recebeu uma batuta toda de marfim com um diamante na ponta e com o seu nome e o de Aida incrustados em pedras preciosas.
Esta ópera de 4 atos explora o drama da guerra na vida e no amor.
A ação desenrola-se no Egipto, no tempo dos faraós.
Os egípcios invadiram a Etiópia. A bela princesa etíope Aida ficou prisioneira e escrava da princesa egípcia Amneris. Amonasro, rei da Etiópia e pai de Aida, organizou as tropas numa tentativa derradeira para libertar a sua filha e o seu povo. Radamés, o jovem guerreiro egípcio revela o seu amor por Aida na bela ária “Celeste Aida”.
No templo, os sacerdotes elegem Radamés como general da armada egípcia. Perante uma grande ovação da população, Amneris coloca o estandarte real nas suas mãos, desejando-lhe que volte vencedor. Aida repete as mesma palavras, apercebendo-se logo a seguir da sua contradição na grande ária “Ritorna vincitor”. Ama Radamés, quer que ele volte vencedor, mas este vai lutar contra o seu pai e irmãos. Desesperada, pede piedade a Deus.
Amneris repara na alegria de Radamés sempre este que vê Aida: é ela a razão pela qual ele não responde aos seus avanços. A sua escrava é afinal a sua maior rival…
Um mensageiro informa que Radamés venceu armada etíope. Amneris aproveita o momento para colocar à prova a sua escrava, dizendo-lhe que este morreu em combate. Aida mostra de imediato a sua dor. Amneris revela-lhe a sua mentira e diz-lhe que também ela ama Radamés e que perante uma princesa, uma escrava não tem qualquer hipótese. Aida reconhece o seu pai na fila dos prisioneiros de guerra. O rei felicita Radamés, prometendo realizar-lhe um desejo à sua escolha como recompensa pela vitória alcançada. Radamés apenas deseja que os prisioneiros etíopes sejam libertados. O rei hesita perante este pedido, mas acaba por aceder. Depois oferece-lhe a mão de Amneris prometendo-lhe no futuro o reino do Egipto. O grito triunfante de Amneris eleva-se na multidão. Aida perdeu toda a esperança. Soa um dos mais monumentais coros de ópera de sempre “Gloria all Egitto” , num dispositivo cénico grandioso, com numerosos músicos, bailarinos e figurantes.
No templo de Ísis, à beira do Nilo, Amneris e o supremo sacerdote vão rezar à deusa, antes da celebração do seu casamento com Radamés. Aida vai ter ao local onde combinou com este um último encontro, lamentando a sua triste sorte e o facto de nunca mais voltar ver a sua amada pátria na ária “Pátria mia”. Amonasro convence-a a obter de Radamés o caminho que a armada egípcia vai tomar. Os amantes encontram-se. Aida tenta convencer Radamés a fugir com ela. Este acaba por lhe revelar o caminho. Amneris surge e declara a traição de Radamés que mesmo assim a impede de ser apunhalada pelo pai de Aida. Pai e filha conseguem fugir. Radamés é preso e condenado à morte debaixo da terra. Quando este chega ao túmulo encontra a sua amada Aida que regressou para morrerem nos braços um do outro. Cantam “O terra addio” numa sublime e luminosa despedida à vida.”

 http://media.rtp.pt/superdiva/operas/aida-de-giuseppe-verdi
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Traviata
Baseada na obra dramática "A Dama das Camélias" de Alexandre Dumas e com libretto de Francesco Maria Piave, esta ópera sublime, em três atos, de Giuseppe Verdi, gravada no Opéra National de Paris, é um dos retratos mais marcantes de uma mulher, ao mesmo tempo cruel e sublime.
Esta ópera conta-nos a história de amor entre Violeta, uma cortesã e Alfredo, um homem de linhagem, que se apaixona por ela. Violeta sabe que está tuberculosa mas omite esse facto a Alfredo. Acabam por ir viver juntos, mas o pai de Alfredo procura Violeta e pede-lhe que se afaste do filho, dado que essa situação está a prejudicar toda a família na sua reputação. Violeta, generosa, afasta-se e faz crer a Alfredo que já o não ama. Mais tarde, já perto da morte, Violeta é visitada pelo pai de Alfredo que lhe pede perdão e pelo próprio Alfredo que lhe jura amor eterno. Mas é tarde demais. Violeta morre nos braços de Alfredo... http://www.rtp.pt/programa/tv/p18306
 Um episódio dedicado a uma ópera para todos aqueles que procuram o amor. Para todos os que procuram alguém para amar e alguém que os ame, esta é a vossa ópera: La Traviata, de Giuseppe Verdi.
"La Traviata" significa perdida, desencaminhada, alguém que se afastou do caminho correto. É o caso da protagonista desta ópera, uma personagem inspirada na vida de uma mulher real. Durante o programa iremos descobrir quem foi a Traviata de carne e osso...

 https://www.rtp.pt/programa/tv/p32774/e10
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trovador
Uma ópera de Giuseppe Verdi que reúne melancolia, duelos, conflitos, revelações e um desfecho dramático…
“O Trovador” é uma famosa ópera de quatro atos de Giuseppe Verdi, gravada na Casa de Ópera de Salzburgo, na Áustria.
Esta ópera, baseada no romance El Trobador de Antonio Garcia Gutierrez, é dirigida por Daniele Gatti, com libreto de Salvatore Cammarano e Leone Emanuele Bardare e conta com a participação de um elenco privilegiado: Anna Netrebko, Plácido Domingo, Francesco Meli e Marie-Nicole Lemieux.
“O Trovador” estreou em Roma no ano de 1853 e é considerada uma das óperas mais populares de Verdi, que integra a “trilogia verdiana”, juntamente com “Rigoletto” e “La Traviata”.
http://media.rtp.pt/extra/estreias/o-trovador-estreia-na-rtp2/
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 “Volte para o antigo e será moderno.”
 “Não sou um compositor culto, mas sou experiente.”
 “Todo mundo deveria sentir respeito diante da humanidade sofrida.”
 “O café é o bálsamo do coração e do espírito.”
 https://www.frasesfamosas.com.br/frases-de/giuseppe-verdi/
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VERDI, NABUCCO CORO DE LOS ESCLAVOS

https://www.youtube.com/watch?v=y73i8YejSCU
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The best of Verdi
 https://www.youtube.com/watch?v=P6sz5b2w9Zc
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09 de Março de 1842: Estreia-se a ópera de Verdi "Nabucco", no teatro Scala de Milão.

Verdi
Compositor italiano, Giuseppe Fortunino Francesco Verdi nasceu em 1813, em Le Roncole, no Ducado de Parma (actualmente, parte integrante da Itália), e morreu em 1901, em Milão. Juntamente com Richard Wagner, forma o grupo dos maiores génios músico-dramáticos da era romântica.Começou a estudar música com o organista da cidade vizinha de Le Roncole. Depois, com dezoito anos, partiu para Milão, onde aprendeu composição e tomou contacto com a ópera. Em 1839, obteve um enorme sucesso, no Scala de Milão, com a estreia da sua primeira ópera, Oberto. No entanto, só se consagrou em 1842, com a produção da ópera Nabucco. Com as composições mais célebres, Rigoletto(1851), Il Trovatore(1853), La Traviata(1853), La Forza del Destino(1862), Don Carlo(1867), Aida(1871), Otello(1887) e Falstaff(1893), Verdi atingiu a maturidade dramática.

Verdi enriqueceu a música ao explorar novos campos dramáticos, onde o trágico e o cómico e os dramas individuais e os  colectivos se cruzam e se iluminam à maneira de Shakespeare. Aliás, os temas das óperas Otello(1887) e Falstaff(1893) são de Shakespeare. O seu estilo foi sempre extremamente comunicativo e revelador de uma compreensão profunda da condição humana.



Nabucco

Nabucco é uma ópera em quatro actos de Giuseppe Verdi, com libreto de Temistocle Solera, escrita em 1842. A acção da ópera conta a história do rei Nabucodonosor da Babilónia. Foi escrita durante a época da ocupação austríaca no norte da Itália e, por meio da várias analogias, suscitou o sentimento nacionalista italiano. O Coro dos Escravos Hebreus, no terceiro acto da ópera (Va, pensiero, sull'ali dorate, "Vai, pensamento, sobre asas douradas") tornou-se um tema-símbolo do nacionalismo italiano da época. Foi estreada, a 9 de Março de 1842, no Teatro  Scala de Milão.

Fontes: Giuseppe Verdi. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 

wikipedia (imagem)

 
Giuseppe Verdi por Giacomo Brogi
 https://www.youtube.com/watch?v=Xz6GBsJltxE
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https://www.youtube.com/watch?v=oPy_HwOtumU
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/03/09-de-marco-de-1842-estreia-se-opera-de.html?spref=fb&fbclid=IwAR2-8SQtySx784UsN53sgZRPh3u6MctcmIggc5B4gHtt_GUOeXBe6RMkRPU
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sexta-feira, 11 de novembro de 2016


La Traviata de Giuseppe Verdi





Mais uma célebre Ópera, obrigatória conhecer.

A escolha erudita desta vez recai sobre a ópera de Giuseppe Verdi, “La Traviata”.

Resumo da história desta Ópera

A acção decorre em Paris e nos seus arrabaldes, O primeiro acto decorre em Agosto, o segundo e terceiro em Janeiro e quarto em Fevereiro.

1º. Acto

Há festa em casa de Violeta Valéry, prometida ao Barão de Douphol. Violeta é apresentada pelo amigo, do Barão, Gastão Letorières ao seu amigo Alfredo Germont. Gastão diz que ele (Alfredo) já a conhecia há algum tempo e a amava em segredo. Alfredo faz então um brinde a Violeta e declara-se a ela. Violeta diz que sendo um mulher mundana, não sabe amar e que somente lhe pode oferecer amizade. Ele que procure outra mulher. No entanto, oferece-lhe uma camélia e diz-lhe para voltar no dia seguinte.
A festa acaba e Violeta pensa nas palavras que Alfredo lhe dirigiu na declaração de amor.

2º. Acto

Violeta e Alfredo começam um relacionamento amoroso e vão morar numa casa de campo, nos arredores de Paris. A criada de Violeta, Aninhas, conta a Alfredo as dificuldades financeiras porque Violeta passa, indo constantemente a Paris vender os seus bens. Jorge Germont, pai de Alfredo, visita Violeta e pede-lhe para abandonar Alfredo para sempre. Jorge conta-lhe sobre a sua família e especialmente da sua filha, na Provença, e crê que se Alfredo continuar envolvido com Violeta, isso irá prejudicar a sua reputação. Violeta acede ao pedido do pai de Alfredo e escreve uma carta a Alfredo. Parte para uma festa em casa de sua amiga Flora Bervoix. Alfredo ao ler a carta de Violeta pensa que o esta o vai trair e dirige-se de imediato a casa de Flora.

3º. Acto
A festa inicia-se com um grupo de mascarados que animam os convidados. Violeta chega acompanhado do Barão Douphol. Alfredo surge logo em seguida. Alfredo começa a jogar com o Barão e ganha. Quando o jantar é servido ela e Alfredo ficam sós no salão, e Alfredo força-a a confessar a verdade. Violeta mente dizendo que ama o Barão. Furioso, Alfredo chama todos os convidados para o salão, atira com todo o dinheiro ganho no jogo, na cara dela e desafia Douphol para um duelo. Violeta desmaia.
4º. Acto

Violeta adoece e está sem dinheiro nenhum. A tuberculose atinge-a e recebe cartas de vários amigos, entre elas, uma que lhe chama a atenção. É do pai de Alfredo, Jorge Germont, arrependido por a obrigado a ficar contra Alfredo.
Pai e filho visitam a doente. Violeta, Alfredo e Jorge reconciliam-se os três e começam a fazer planos. A doença de Violeta não vai deixá-la viva e após entregar um retrato seu a Alfredo, morre.

Personagens de La Traviata

Violeta Valéry ……………………………………Soprano
Flora Bervoix …………………………………….Meio-Soprano
Aninhas …………………………………………..Soprano
Alfredo Germont ………………………………...Tenor
Jorge Germont, seu pai ………………………    Barítono
Visconde Gastão de Letorieres…………….      Tenor
Barão de Douphol ………………………………. Barítono
Marquês de Obigny …………………………….. Baixo
Dr. Grenvil ………………………………………..Baixo
José, criado de Violeta ………………………....Tenor
Criado de Flora ………………………………….Baixo
Moço de recados ………………………………..Baixo

Amigos e criados de Flora e Violeta, mascarados ou não.

Do autor Giuseppe Verdi, … (excertos)

Nascido a 10 de Outubro de 1813, na aldeia de Roncole (Busseto / Parma), desde muito começou a demonstrar uma inequívoca propensão musical. Em criança, Verdi ficava boquiaberto a ouvir os músicos ambulantes e os cegos tocadores de sanfona (instrumento musical de corda friccionada), que vagueavam por estas zonas. Filho de família pobre, para a qual o dinheiro chegava à rasa para o seu sustento, valeu-lhe um músico retirado, chamado Biastrocchi que fazia de organista na freguesia que o iniciou na arte da música. Por essa altura, morreu nas redondezas um certo sacerdote em cujo espólio, figurava velha espineta (espécie de cravo, instrumento com teclado, idêntico ao cravo e ao piano), meio desmantelada, que o pai de Verdi comprou por dez reis de mel coado e que um tal Estêvão Cavaletti - primeiro admirador de Verdi – consertou de graça, em 1821, dando-se, unicamente, por satisfeito “com a boa disposição que o pequeno mostrava para aprender a tocar o instrumentos”. Três anos depois, Verdi já substituía o professor Biastrocchi, a tocar no órgão da igreja. Seu pai, no entanto, decidiu mandar José (Giuseppe) Verdi para a escola, em Busseto. A partir dessa data, todos os Domingos e dias santos, chovesse ou fizesse Sol de rachar, José palmilhava duas vezes o caminho para ir tocar o órgão da velha igreja paroquial de Roncole, sua terra natal.
Durante trinta anos rara foi a temporada em que o Teatro Nacional de São Carlos, não voltou a ouvir “La Traviata”. Depois começou a ser dada com intermitências cada vez maiores, ao passo que devinha (1)  de obrigação no cartaz do Coliseu dos Recreios.
A 14 de Fevereiro de 1901 prestou-se em São Carlos um preito (2) de homenagem a Verdi que falecera com mais de 87 anos, em Milão, a 27 de Janeiro anterior. Representou-se “La Traviata” e o terceto final de “Os Lombardos” completou o espectáculo.

(1) devinha (devir) - do Lat.  Devenire; v. int., dar-se, suceder, acontecer; vir a ser, tornar-se; transformar-se; s. m., o futuro, o porvir


Texto extraído e adaptado de:
Colecção "Ópera", Volume 18, Direcção Mário de Sampayo Ribeiro, Editor Manuel B. Calarrão, Lisboa, Janeiro de 1948, Preço 4$00.

DVD indicativo: Carlo Rizzi, Anna Netrebko, Rolando Villazon, Paul Gay, Orquestra Filarmónica de Viena, editado pela Deutsche Grammophone (foto início do artigo).

Trechos Musicais

1º. Acto

Libiamo ne' lieti calici com Angela Gheorghiu, Violeta (soprano), Andrea Bocelli, Alfredo Germont (tenor)
https://www.youtube.com/watch?time_continue=12&v=G3YuDSl9lik


É strano - Anna Netrebko , Violeta (soprano)


https://www.youtube.com/watch?v=kwaOrpuo84Y
2º. Acto

Pura siccome na Angelo - Edita Gruberová, Violeta (soprano) e Giorgio Zancanaro (barítono)



3º. Acto

Ogni suo aver (Ao vivo, em 9 de Março de 2008. No Teatro Dante em Campi Bisenzio, Florença, Itália, com Simonida Miletic – Violeta Valery ; Tiziano Barbafiera - Alfredo Germont; direcção maestro Alan Freiles; Orquestra Nuova Europa)
 https://www.youtube.com/watch?v=HXKtdwZEX7k
4º. Acto

Prendi… quet’é l’immagine - Final morte de Violeta; Anna Netrebko – Violeta Valery (soprano)


 https://opactoportugues.blogspot.com/2016/11/mais-uma-celebre-opera-obrigatoria.html
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Infância e juventude

Giuseppe Verdi nasceu em Roncole di Busseto, conhecida hoje como Roncole Verdi. Em ducado de Parma, na Itália, em 10 de outubro de 1813. Era de família humilde. Quando seu pai percebeu que ele tinha muito interesse pela música, o presenteou com uma espineta, instrumento formado por teclado e corda, parecido com o cravo. Não foi fácil para o pai conseguir comprar o instrumento.
Já com 12 anos, Verdi já era o organista na igreja que frequentava em sua cidade de origem. O primeiro maestro de Verdi foi Don Pietro Baistrocchi, o  organista da sua cidade natal.
Giuseppe se casou com Margherita Barezzi, filha de seu padrinho artístico. Tiveram dois filhos. Porém, aconteceram sucessivas tragédias na época do lançamento de sua primeira época “Oberto, conde de San Bonifácio”. Sua filha Vírgínia morreu em 1838. No ano seguinte, morre seu filho Icílio, e já no próximo ano, em 1840, sua esposa também morreu.
Após a morte de Margherita, ainda em 1840, Giuseppe conheceu Giuseppina, que era uma soprano, com quem iniciou um romance. A vida em comum que levavam sem estarem casados era um escândalo para a sociedade daquela época. No dia 29 de agosto de 1859, eles se casaram perto de Genebra, em Collonges-sous-Salève.
Giuseppe comprou Giuseppe Verdi biografiauma propriedade a duas milhas de Busseto, onde morava com Giuseppina, para os pais dele. Em 1851, após perder sua mãe, ele transformou Villa Verdi San’tAgata na Villanova sull’Arca, onde viveu até seus últimos dias.

Inicio de carreira de Giuseppe Verdi

O comerciante Barezzi resolveu financiar os estudos de Verdi, que seguiu para Milão, pois havia conseguido uma bolsa de estudos em Monte di Pietà, uma instituição sem fins lucrativos, e contou com o subsídio de Barezzi.
Em 1828, Giuseppe compôs uma sinfonia que se inspirava na obra de Rossini “O Barbeiro de Sevilha”. Naquele tempo, ele estava com apenas 15 anos.
Já com 19 anos, tentou entrar no Conservatório de Milão, mas o diretor recusou Giuseppe Verdi. Continuou estudando com professores particulares, graças ao comerciante Barezzi. Quem ministrava as aulas era o maestro de cravo Vincenzo Lavigna, do Teatro alla Scala de Milão. Vincenzo também dava aulas de solfejo do Conservatório.
No entanto, ao atingir a fama, o diretor do Conservatório foi duramente criticado por não ter tido visão, e não ter percebido que estava diante de um grande talento. Giuseppe Verdi tornou-se o maior músico italiano no século XIX.
No ano de 1838, Verdi, já casado, foi morar em Milão com sua família, onde assinou contrato com Ricordi, a casa de edições musicais. E ainda estreou como compositor de óperas.
Inspirações e fatores externos
Giuseppe Verdi procurou seus talentos particulares. Grande parte de suas obras são exemplos de repertório padrão. Seus temas eram de heroísmo, amor e liberdade.

Obtendo reconhecimento

No ano de 1842, Giuseppe fez muito sucesso com a ópera “Nabuco”. A obra relatava o conflito entre os judeus e os assírios. Os italianos ficaram alvoroçados, pois viam na obra grande semelhança om os judeus e sua luta contra a opressão austríaca.
Naquela época, os dominantes da ópera italiana eram Donizetti, Rossini e Bellini, que permitiam, através de suas obras, que os cantores explorassem seus talentos de várias formas.
Em se falando de popularidade, não houve outro compositor que se igualasse a Verdi. Talvez o compositor italiano de ópera Giacomo Puccini, mas não se tem certeza.

Principais composições de Giuseppe Verdi

As óperas mais famosas de Giuseppe Verdi são Rigoletto, de 1851; Il Trovatore, 1853 e La Traviata, de 1853, Aida e Otello, Simon Bocanegra, Un ballo in maschera, Falstaff e La forza del destino. Até hoje são as obras mais famosas em todo o mundo. E todas dele.

Estilo musical

O estilo musical de Giuseppe Verdi foi influenciado pelo compositor italiano Giuseppe Saveiro Raffaele, pelo compositor e maestro alemão Giacomo Meyerbeer, pelo compositor italiano de óperas Domenico Gaetano Maria Donizetti, pelo compositor erudito italiano Gioachino Antonio Rossini e pelo compositor italiano Vincenzo Salvatore Carmelo Francesco.

Fim de carreira e a morte de Giuseppe VerdiGiuseppe Verdi

A última ópera de Giuseppe Verdi foi “Falstaff, que era baseada na obra de Shakeaspeare “The Merry Wives of Windsor”. Um trabalho que alcançou sucesso internacional. No ano de 1894, Giuseppe compôs seu último trabalho puramente orquestral, que era um pequeno balé para produção francesa da ópera Otello. Já em 1897, ele terminou sua obra sacra que era baseada nos textos em latim da prece católica. Sua última composição, Quattro Pezzi Sacri. Verdi compôs quatro obras sacras: “Ave Maria”, “Laudi alla Vergine Maria”, “Stabat Mater” e “Te Deum”.
Em 21 de janeiro de 1901, Giuseppe Verdi encontrava-se hospedado no Grande Hotel de Milão. Ele sofreu um derrame e veio a falecer após seis dias, em 27 de janeiro. Em seu funeral, houve a maior união de artistas da música em toda a história da Itália, até os dias de hoje. Uma enorme orquestra e coros de toda Itália foi conduzida pelo maestro italiano Arturo Toscanini.

Curiosidades

Algumas curiosidades da vida de Verdi:

  • Giuseppe Verdi deixou um testamento doando sua enorme fortuna para uma fundação que ajuda músicos pobres.
  • Além de óperas, ele compôs também sinfonias, marchas, música secular e eclesiástica.
  • Em sua ópera Othello, foi acusado, injustamente, de ter copiado o estilo de Wagner.
  • O Conservatório de Milão, que não aceitou a entrada de Verdi, queria fazer uma homenagem a ele renomeando-o com o nome do compositor, devido a sua grande popularidade. Ele, no entanto, disse essas palavras: “Eles não me amaram como jovem, não sei por quê. eles me amam como um homem velho.”
  • Hoje, o Conservatório se chama Conservatório de Música Giuseppe Verdi de Milão.
 https://biografiaresumida.com/giuseppe-verdi/
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10 de Outubro de 1813: Nasce o compositor italiano Giuseppe Verdi

Compositor italiano, Giuseppe Fortunino Francesco Verdi nasceu a 10 de outubro de 1813, em Le Roncole, no Ducado de Parma (atualmente, parte integrante da Itália), e morreu a 27 de janeiro de 1901, em Milão. Juntamente com Richard Wagner, forma o grupo dos maiores génios músico-dramáticos da era romântica.Começou a estudar música com o organista da cidade vizinha de Le Roncole. Depois, com dezoito anos, partiu para Milão, onde aprendeu composição e tomou contacto com a ópera. Em 1839, obteve um enorme sucesso, no Scala de Milão, com a estreia da sua primeira ópera, Oberto. No entanto, só se consagrou em 1842, com a produção da ópera Nabucco. Com as composições mais célebres, Rigoletto (1851), Il Trovatore (1853), La Traviata (1853), La Forza del Destino (1862), Don Carlo (1867), Aida (1871), Otello (1887) e Falstaff (1893), Verdi atingiu a maturidade dramática.
Verdi enriqueceu a música ao explorar novos campos dramáticos, onde o trágico e o cómico e os dramas individuais e os coletivos se cruzam e se iluminam à maneira de Shakespeare. Aliás, os temas das óperas Otello (1887) e Falstaff (1893) são de Shakespeare. O seu estilo foi sempre extremamente comunicativo e revelador de uma compreensão profunda da condição humana.
Fontes:Giuseppe Verdi. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.


Wikipedia(Imagens)

Arquivo: GiuseppeVerdi.jpg
Giuseppe Verdi - 1876
Arquivo: Green-Delfos-1860.jpg

Caricatura de Verdi - Delfico (1860)

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/10-de-outubro-de-1813-nasce-o.html
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27 de Janeiro de 1901: Morre o compositor italiano Giuseppe Verdi

Compositor italiano, Giuseppe Fortunino Francesco Verdi nasceu a 10 de outubro de 1813, em Le Roncole, no Ducado de Parma (atualmente, parte integrante da Itália), e morreu a 27 de janeiro de 1901, em Milão. Juntamente com Richard Wagner, forma o grupo dos maiores génios músico-dramáticos da era romântica.Começou a estudar música com o organista da cidade vizinha de Le Roncole. Depois, com dezoito anos, partiu para Milão, onde aprendeu composição e tomou contacto com a ópera. Em 1839, obteve um enorme sucesso, no Scala de Milão, com a estreia da sua primeira ópera, Oberto. No entanto, só se consagrou em 1842, com a produção da ópera Nabucco. Com as composições mais célebres, Rigoletto (1851), Il Trovatore (1853), La Traviata (1853), La Forza del Destino (1862), Don Carlo (1867), Aida (1871), Otello (1887) e Falstaff (1893), Verdi atingiu a maturidade dramática.
Verdi enriqueceu a música ao explorar novos campos dramáticos, onde o trágico e o cómico e os dramas individuais e os coletivos se cruzam e se iluminam à maneira de Shakespeare. Aliás, os temas das óperas Otello (1887) e Falstaff (1893) são de Shakespeare. O seu estilo foi sempre extremamente comunicativo e revelador de uma compreensão profunda da condição humana.
Fontes:Giuseppe Verdi. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.

Giuseppe Verdi por Giacomo Brogi

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/27-de-janeiro-de-1901-morre-o.html?fbclid=IwAR3AioGU_NUpc0qVOalSy2ejFJPYuK3YxivpAC-ZxPd6qU5dl1OHjRCGr6k
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24 de Dezembro de 1871: Estreia-se, no Cairo, a ópera "Aida", de Giuseppe Verdi

Em 24 de Dezembro de 1871 estreou no Cairo a ópera "Aida", de Giuseppe Verdi. Encomendada para a inauguração do Canal de Suez, ela só ficou pronta dois anos depois da inauguração.

As descobertas  arqueológicas no Egipto em finais do século XIX, desencadearam uma espécie de egiptomania na Europa. Esse fascínio pelo país dos faraós encontrou a sua apoteose musical na ópera Aida.

Nessa época, crescia também a influência europeia no Egipto, marcada pela construção do Canal de Suez. Em 1869, Ismael Pasha, vice-rei egípcio, encarregou o egiptólogo Auguste Mariette de encomendar a Giuseppe Verdi a composição de uma ópera para a inauguração do Teatro Real do Cairo durante as festividades de abertura do canal.

Verdi, porém, não entregou a ópera no prazo previsto (Pasha contentou-se com uma apresentação de Rigoletto) e o mundo teve que esperar até o Natal de 1871 pela obra monumental do compositor italiano.

Unidos na morte

A acção desenrola-se no antigo Egipto, tendo como personagem principal uma escrava etíope (Aida) que serve a filha do faraó, Amneris. Aida apaixona-se pelo jovem guerreiro Radamés, comandante dos exércitos do pai de Amneris, que promete resgatá-la do cativeiro. Pelasuas proezas de guerra, Radamés conquista a mão de Amneris, que vê uma rival em Aída.

Ao revelar, acidentalmente, um segredo militar, Radamés é acusado de traição e condenado a ser enterrado vivo, sem que Amneris possa impedir a execução da pena. Aida, que supostamente teria escapado com o seu pai, surge das sombras da câmara mortuária de Radamés para compartilhar o seu triste destino. Assim, um drama que poderia ter um tom nacionalista transformou-se na história dos amantes que, acima de todas as paixões, têm a sina de perpetuar o seu amor, ao compartilhar a passagem ao mundo dos mortos.

A ópera baseou-se num texto do próprio Mariette, reescrito por Camille Du Locle e transformado em libreto pelo italiano Antonio Ghislanzoni. Verdi compôs a música em apenas quatro meses. Ajustada à estrutura tradicional da época, em quatro atos, Aida não é uma epopeia dos feitos militares do Egipto. Apesar dos cenários grandiosos e triunfais, a obra conserva também um carácter íntimo, ao falar do indivíduo e das suas paixões.

A estreia no Cairo já estava prevista para Janeiro de 1871, mas foi impedida por conflitos internacionais. Como a França estava em guerra com a Prússia, os figurinos e cenários, produzidos na Paris sitiada, demoraram quase um ano para chegar à capital egípcia. Apesar do atraso, Aida teve uma excelente repercussão junto ao público e da crítica. Em 1872, foi levada para Milão, iniciando um triunfo que dura até hoje.



Giuseppe Verdi

Giuseppe Verdi foi o mais famoso compositor italiano de óperas e um dos principais expoentes do canto lírico mundial. Nascido em 9 (ou 10) de Outubro de 1813, filho de um dono de albergue em Parma, Verdi foi um autodidacta. Em 1839 já estreava no Scala de Milão com Oberto. Os seus primeiros sucessos de público foram Ernani, baseada em Victor Hugo, Joana d'ArcÁtila e Macbeth, na qual investiu um ano de intenso trabalho.

Durante temporadas em Londres e Paris, compôs as suas obras de maturidade O trovador e La Traviata, de êxito mediano na época, mas que se tornariam clássicos. Após ter feito carreira como grande trágico, o autor de 27 óperas surpreendeu o mundo em 1893 com uma incursão no mundo da comédia. Aos 80 anos de idade, apresentou a hilariante e profunda Falstaff, baseada em As alegres comadres de Windsor, de William Shakespeare. Ao falecer em Milão, em 1901, Verdi era um dos grandes heróis nacionais italianos.

 Fontes:DW
wikipedia(imagens)  

                                                                          Cartaz de 1908

File:Aida poster colors fixed.jpg
File:Set design by Philippe Chaperon for Act1 sc2 of Aida by Verdi 1871 Cairo - Gallica (adjusted).jpg
Esboço do cenário por  Philippe Chaperon
  https://www.youtube.com/watch?v=b8rsOzPzYr8
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https://www.youtube.com/watch?v=N7gTFLzv_YI&feature=youtu.be&fbclid=IwAR2kkFykzKRXnVSf5M3vNhpY5NH50w9PD5_K09NbDwQQsuxE-x_Kyz_9O0M

https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/12/24-de-dezembro-de-1871-estreia-se-no.html?fbclid=IwAR17uHXKH0moDUu531v3_5OpRWK9Gk125Sog0inKZ9kzz7oKDJyiHO2qri4
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