31/07/2009

a linha do Oeste e S.Martinho pelo especialista Carlos Cipriano

respiguei de http://www.gazetacaldas.com/
Mais uma época balnear com poucos comboios para S. Martinho
Durante este Verão a CP prolongou aos fins-de-semana até S. Martinho o percurso de um comboio regional vindo de Lisboa e que chega às Caldas às 9h39. Uma boa medida que permite às pessoas irem à praia a essa hora porque senão só poderiam partir às 8h50 (o que seria muito cedo) ou às 13h22 (o que seria muito tarde).
Só é pena que a transportadora pública prolongue este serviço apenas às sextas, sábados e domingos, esquecendo os restantes dias da semana.
Já no regresso da praia, os veraneantes têm de regressar de S. Martinho do Porto às Caldas às 17h54, isto é, quando o sol ainda vai alto, numa altura em que apetece ficar na praia até ao cair da tarde. Mas quem a tal se atrever, só tem comboio às 21h11 para regressar a casa.
Se para os seus clientes das Caldas da Rainha as dificuldades em poder ir à praia de comboio já são mais do que muitas, então para os que ficam a sul da cidade termal, é praticamente impossível usar este meio de transporte porque, ou não há ligações, ou a CP obriga-os a transbordos.
Um exemplo desta verdadeira demência com que a CP trata os seus potenciais clientes: do Bombarral para S. Martinho só há comboio às 7h54 para se chegar à praia às 9h04 após um transbordo de meia hora nas Caldas. Já no regresso esse mesmo transbordo é de 52 minutos, o que faz com que os 30 quilómetros entre S. Martinho do Porto e Bombarral sejam percorridos em uma hora e meia, ou seja, a uma velocidade média de – pasme-se! – 20 Km/h!
A CP adjudicou entretanto, por 380 mil euros, à Ferbritas (uma empresa da Refer) e à empresa suíça MBA um estudo global dos seus horários para alterar a oferta ferroviária a nível nacional. É pouco provável que os consultores suíços descubram estas anomalias neste cantinho que é a linha do Oeste.



Na estação do Rossio: “vá de autocarro”

Este pequeno texto, que pode ser lido em http://meusdestinos.wordpress.com/page/2/ mostra à saciedade como o comboio em Portugal é visto pelos estrangeiros. Quem ler este testemunho na Internet ficará com uma ideia muito concreta de como funcionam os transportes em Portugal e de como parece difícil viajar de Lisboa para Óbidos.
06/07 (segunda) – Em minhas pesquisas na internet, havia lido que para ir a Óbidos deveríamos pegar um comboio na estação Rossio. Ao chegarmos lá, descobrimos que a informação estava incorreta (aprendi que é sempre bom chegar as informações pegas em blogs e a verificar as datas de postagens, pois podem mudar). Fomos orientados a ir a estação Jardim Zoológico do Metro. Na bilheteria do comboio, fomos informados de que não havia estação próxima a Óbidos e que seria melhor irmos de autocarro (ônibus). Na bilheteria recebemos a informação de que não havia ônibus direto para lá. Teríamos que ir até Caldas da Rainha e tomar um outro até Óbidos (Meu Deus que confusão! Quase desistimos do passeio). Resolvemos encarar a maratona e valeu a pena. Adoramos a cidade. Acredito que as fotos falem por si só. É lógico que antes de irmos embora eu quis experimentar a famosa Ginja de Óbidos (um licor servido em um copinho de chocolate, delicioso). A volta foi mais tranquila pois pegamos um ônibus apenas e descemos na estação Campo Grande do Metro (em frente ao estádio do Sporting).
Carlos Cipriano