24/06/2011

4.651.(24Junho15h26') 1 história danada, confluência dos rios Alcoa e Baça e congresso a ser preparado

respiguei do BLOGUE do jero


M 352 - HISTÓRIAS DE VIDA DANADAS

OFICINA DANADA

Dois homens de cabelos brancos passeiam lentamente aproveitando o fresco da noite que se avizinha 
O mais velho fala, gesticula e de olhos brilhantes aponta para um edifício amarelo, degradado, com muitos anos de tempo. De memórias, de sons de martelos e do fogo de bigornas...
Ali era a “Oficina danada”!...
Espera aí, José Coelho. Vamos falar desses nossos antepassados com mais calma .
E com a magia de que os mais velhos são capazes aproveita-se a esquina mais próxima para se entrar na” máquina do tempo” e viajar muitos anos para trás.


Na casa amarela, trabalhavam quatro irmãos (o Joaquim, o Zé “Preto”, o Júlio e o António “Russo” ), hábeis serralheiros, com oficina na Rua Frei Estêvão Martins, a poucas centenas de metros do Mosteiro.
Viveram intensamente os tempos conturbados do assalto ao Quartel em meados de Janeiro de 1919.
Num livro escrito alguns anos mais tarde é referido «…que em 11 de Janeiro de 1919, civis armados, auxiliados por oficiais revoltosos de Regimento de Artilharia 1, aquartelado em Alcobaça, tomaram posse do quartel, prenderam o Comandante e alguns oficiais e seguiram para Santarém, principal núcleo do movimento revoltoso.No dia 13 seguinte, encontrando-se Alcobaça desguarnecida, entrou nela tropa de Infantaria 7, fiel ao governo, tendo-se seguido a prisão de largas dezenas de pessoas... e até 24 do mesmo mês viveu-se um regime de terror, com violação de domicílios e atropelos vários.» (a)
Os quatro irmãos da nossa história e a sua oficina estiveram na mira das forças da ordem de então por terem sido denunciados por inimigos políticos. Eram acusados do fabrico de bombas para a revolução..
Foi um elemento da GNR, que no final da busca, certamente cansado, enfarruscado e desiludido por nada ter encontrado que proferiu a frase que veio a tornar conhecida a oficina dos 4 irmãos:- Que oficina danada!...
Quanto às bombas elas estavam lá perto, dentro de um cesto que, preso por um arame, estava mergulhado nas águas escuras do Rio Baça, que passava nas traseiras da oficina. 
Se têm aberto a janela enferrujada das traseiras e puxado o arame os quatro irmãos teriam ido mesmo presos.
Parafraseando a histórica expressão do soldado da GNR tiveram uma sorte danada!...
E em tempos passados ou nos de hoje …a sorte de um homem é escapar!
Digo eu…que não sou de intrigas.
FMI, digo, FIM.


JERO


(a) "Breve História de Alcobaça", a pgs. 137, de Bernardo e Silvino Villa Nova.

SÁBADO, 11 DE JUNHO DE 2011


M - 360 NO RIO ALCOA ...POR SER MAIS LINDO DE VER

NO RIO ALCOA… PONTE D’e VERÃO



Inevitavelmente quando se fotografa este rio recordamos Silva Tavares , que o imortalizou na sua poesia.
«Quem passa por Alcobaça
Por mais que tente e que faça,Ninguém se pode esquecer,Das margens do Rio Baça,Nem do Alcoa que passa,Por ser mais lindo de ver.»
Tarde quente…junto à Biblioteca…aguardando uma sessão de trabalho da Comissão Executiva do Congresso Internacional Mosteiros Cistercienses.
Que vai ter lugar de 14 a 17 de Junho de 2012 em terras de Cister.
Com temas e comunicações que preencherão um congresso que decorrerá em torno de :
História de Cister,Economia e Sociedade,Arte e Arquitectura e
Espiritualidade Cisterciense.
Com grandes nomes a fazer parte da Comissão de Honra e da Comissão Científica.
Uma hora e meia depois de batida esta chapa saímos da sessão de trabalho da Biblioteca: 
Ana Margarida Martinho,
António Valério Maduro,
José Albuquerque Ribeiro,
José Amílcar Coelho,
 José Eduardo Oliveira e
 Rui Rasquilho
 da Comissão Executiva, 
que desde há meses põe de pé o Congresso Internacional MOSTEIROS CISTERCIENSES
Passado, Presente,Futuro.
ALCOA florido ...para daqui a um ano...em Junho de 2012...voltar a recordar.
JERO