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PCP na linha certa:
" O país não aguenta mais. É preciso acabar com este governo e com esta política, antes que este Governo e esta política acabem com o País.
A demissão do governo, a marcação de eleições antecipadas, a rejeição do Pacto de Agressão e a ruptura com a política de direita impõem-se como o único caminho para salvar o País.
Há soluções. O País precisa de uma nova política, uma nova política ao serviço do povo e dos interesses nacionais e de um governo patriótico e de esquerda, capaz de a concretizar.
Uma política que assegure a reposição das condições de vida e de trabalho e os direitos usurpados aos trabalhadores e ao povo, defenda a renegociação da dívida pública – envolvendo prazos, taxas de juro e montantes, aposte decisivamente na produção nacional e que tenha como objectivo o pleno emprego.
Uma política que assegure a valorização do trabalho e dos trabalhadores e dos seus direitos, o aumento dos salários, a começar pelo salário mínimo nacional, que defenda e promova serviços públicos capazes de garantir o direito à saúde, à educação, à protecção social.
Uma política que garanta a recuperação pelo Estado do comando democrático da economia, pondo fim às privatizações e assegurar a efectiva subordinação do poder económico ao poder político.
Uma política para assegurar a libertação do país das imposições supranacionais, contrárias ao interesse do seu desenvolvimento.
Uma política para assegurar a libertação do país das imposições supranacionais, contrárias ao interesse do seu desenvolvimento.
Esta é a política que se impõe, que ganha cada vez mais força na sociedade portuguesa e que o PCP propõe aos trabalhadores, ao povo, a todos aos portugueses, aos sectores e forças progressistas e de esquerda sincera e genuinamente interessados em romper com a política de direita, com inteira disponibilidade para, em torno de uma política patriótica e de esquerda, debater e aprofundar o caminho da concretização da alternativa.
O caminho de desenvolvimento e soberania, dos valores de Abril no futuro de Portugal, que os trabalhadores, a juventude, o povo português, com a sua luta e força imensas estão a construir e acabarão por concretizar."