
fotos do Adelino....

via sapinho gelásio...blogue do Prof. Paulo Grilo
Sexta-feira, 22 de Março de 2013
O rio das Paredes
Não é normal o rio correr para norte, mas de vez em quando acontece.
O rio das Paredes havia feito uma enorme lagoa durante o mês de fevereiro e princípio de março.
Com a predominância de ventos de sul/sudoeste, deu-se não só a acumulação de areias junto à zona de espraiamento mas também o rio inverteu o seu curso e corre agora para norte (o que é raro).
Com o passar dos dias, tem-se aproximado do "bar do Saldanha" e ameaça agora os pilares dos pasadiços.
Depois de contribuir para a destruição de toda a zona frente à marginal, será que o mesmo vai acontecer nos acessos norte do areal?
Paredes da Vitória a 1 de março de 2013
Paredes da Vitória, hoje, 22 de março de 2013
O rio das Paredes havia feito uma enorme lagoa durante o mês de fevereiro e princípio de março.
Com a predominância de ventos de sul/sudoeste, deu-se não só a acumulação de areias junto à zona de espraiamento mas também o rio inverteu o seu curso e corre agora para norte (o que é raro).
Com o passar dos dias, tem-se aproximado do "bar do Saldanha" e ameaça agora os pilares dos pasadiços.
Depois de contribuir para a destruição de toda a zona frente à marginal, será que o mesmo vai acontecer nos acessos norte do areal?
Paredes da Vitória a 1 de março de 2013
Paredes da Vitória, hoje, 22 de março de 2013
Domingo, 24 de Março de 2013
O rio das Paredes - atualização (2)
As fotografias são de hoje, pela manhã.
Segundo consta, os técnicos da CCDR e da ARH Tejo já estiveram na praia há uns meses e avaliaram os estragos provocados pelo rio e pelo mar durante as tempestades de inverno. Depois, correu a notícia de que haveria uma intervenção na praia logo no início do ano.
A verdade é que a prática tem-nos dito que da avaliação dos técnicos à tomada de decisão dos políticos e depois à intervenção no terreno, muito tempo passa, às vezes, até anos.
Neste caso do rio das Paredes e da erosão que o mesmo está a provocar sob as estruturas instaladas na praia e nas dunas, já há muito se conhece a situação.
E a questão começa a tomar contornos muito estranhos, na medida em que nada tem sido feito para, na prática, resolver o problema.
É certo que há todo um conjunto de responsabilidades e de competências a respeitar. A orla costeira, por exemplo, e as praias em particular, são da competência do Estado Central, através de agências como a ARH Tejo, o INAG ou a CCDR, fiscalizadas pela Marinha, num território gerido pela Câmara Municipal. Quanto às Juntas de Freguesia, pode dizer-se que será uma coincidência territorial, apenas. Por outras palavras, as autarquias locais não têm competências para intervir na linha de costa e na faixa costeira, sem autorização dos organismos centrais.
Ora, é neste contexto de “guerra de competências e de atribuições” que surge uma vez mais o velho ditado da “culpa morre solteira”. Esta questão do rio das Paredes tem sido sucessivamente empurrada de uns para os outros. A Junta não pode, informa a Câmara que comunica aos serviços responsáveis, que envia os técnicos, que elaboram propostas que aguardam decisão política, que uma vez tomada, espera pela verba e pelo lançamento do concurso público. Entretanto como nada se faz, o rio vai (des)fazendo.
Se dúvidas houvesse, os fenómenos ocorridos nos últimos meses são a prova evidente de que o rio das Paredes e a evolução do perfil da praia não são compatíveis com com os tempos de tomada de decisão e de intervenção “normais” (sendo “normal” o processo descrito no último parágrafo). O rio das paredes, e a evolução do perfil de praia, precisam de um acompanhamento permanente e de uma intervenção rápida. Na maior parte das vezes, a intervenção de uma máquina durante um ou duas horas resolveria (e precaveria) um grande número de problemas. Afinal de contas, a praia das Paredes não é um areal situado numa baía de águas calmas e tranquilas, em que a ação do mar é quase nula.
Mas a questão das intervenções não deixa de ser questionável. Há alturas do ano em que máquinas pesadas se arrastam pelo areal durante semanas a fio, em intervenções e movimentações de areia difíceis de perceber, quer em termos financeiros, quer de acordo com critérios técnicos de proteção do próprio areal. Mas elas existem, porque alguém decide que assim seja (e não me parece que os “fundamentalistas ambientais” que estão nos gabinetes de Lisboa concordem com rebaixamentos de areal de 1,5 a 2 metros)… Agora, uma intervenção de 2 horas de “pôr o rio a correr a direito” não me parece que carecesse de grandes autorizações e evitaria toda a erosão evidenciada.
Falta ação.
E falta conhecer, também, o plano de intervenção que os técnicos “de Lisboa” elaboraram.
Parece-me a mim, dadas as caraterísticas da praia, que pequenas intervenções de “manutenção” regulares e ao longo do ano resultariam melhor que grandes e pesadas intervenções. Mas já muitos estragos foram feitos (marginal, varanda, proteção dunar) e outros poderão aparecer (passadiços no lado norte).
Mas como somos um país rico, não há preocupações de maior…
Segundo consta, os técnicos da CCDR e da ARH Tejo já estiveram na praia há uns meses e avaliaram os estragos provocados pelo rio e pelo mar durante as tempestades de inverno. Depois, correu a notícia de que haveria uma intervenção na praia logo no início do ano.
A verdade é que a prática tem-nos dito que da avaliação dos técnicos à tomada de decisão dos políticos e depois à intervenção no terreno, muito tempo passa, às vezes, até anos.
Neste caso do rio das Paredes e da erosão que o mesmo está a provocar sob as estruturas instaladas na praia e nas dunas, já há muito se conhece a situação.
E a questão começa a tomar contornos muito estranhos, na medida em que nada tem sido feito para, na prática, resolver o problema.
É certo que há todo um conjunto de responsabilidades e de competências a respeitar. A orla costeira, por exemplo, e as praias em particular, são da competência do Estado Central, através de agências como a ARH Tejo, o INAG ou a CCDR, fiscalizadas pela Marinha, num território gerido pela Câmara Municipal. Quanto às Juntas de Freguesia, pode dizer-se que será uma coincidência territorial, apenas. Por outras palavras, as autarquias locais não têm competências para intervir na linha de costa e na faixa costeira, sem autorização dos organismos centrais.
Ora, é neste contexto de “guerra de competências e de atribuições” que surge uma vez mais o velho ditado da “culpa morre solteira”. Esta questão do rio das Paredes tem sido sucessivamente empurrada de uns para os outros. A Junta não pode, informa a Câmara que comunica aos serviços responsáveis, que envia os técnicos, que elaboram propostas que aguardam decisão política, que uma vez tomada, espera pela verba e pelo lançamento do concurso público. Entretanto como nada se faz, o rio vai (des)fazendo.
Se dúvidas houvesse, os fenómenos ocorridos nos últimos meses são a prova evidente de que o rio das Paredes e a evolução do perfil da praia não são compatíveis com com os tempos de tomada de decisão e de intervenção “normais” (sendo “normal” o processo descrito no último parágrafo). O rio das paredes, e a evolução do perfil de praia, precisam de um acompanhamento permanente e de uma intervenção rápida. Na maior parte das vezes, a intervenção de uma máquina durante um ou duas horas resolveria (e precaveria) um grande número de problemas. Afinal de contas, a praia das Paredes não é um areal situado numa baía de águas calmas e tranquilas, em que a ação do mar é quase nula.
Mas a questão das intervenções não deixa de ser questionável. Há alturas do ano em que máquinas pesadas se arrastam pelo areal durante semanas a fio, em intervenções e movimentações de areia difíceis de perceber, quer em termos financeiros, quer de acordo com critérios técnicos de proteção do próprio areal. Mas elas existem, porque alguém decide que assim seja (e não me parece que os “fundamentalistas ambientais” que estão nos gabinetes de Lisboa concordem com rebaixamentos de areal de 1,5 a 2 metros)… Agora, uma intervenção de 2 horas de “pôr o rio a correr a direito” não me parece que carecesse de grandes autorizações e evitaria toda a erosão evidenciada.
Falta ação.
E falta conhecer, também, o plano de intervenção que os técnicos “de Lisboa” elaboraram.
Parece-me a mim, dadas as caraterísticas da praia, que pequenas intervenções de “manutenção” regulares e ao longo do ano resultariam melhor que grandes e pesadas intervenções. Mas já muitos estragos foram feitos (marginal, varanda, proteção dunar) e outros poderão aparecer (passadiços no lado norte).
Mas como somos um país rico, não há preocupações de maior…
afinal na R9 ontem 27,3,2013...disseram que estavam a fazer projecto de 70 mil euros...
e agora via Adelino vimos que hj 28 de março NUM SÓ DIA COM 2 MÁQUINAS...há ação e intervenção!!!desviado o rio...areia na estrutura do passadiço norte...

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151535420859819&set=pcb.10151535421759819&type=1&theater

e o atento Prof. Paulo Grilo...no seu blogue Sapinho Gelásio:
Quinta-feira, 28 de Março de 2013
Intervenção na praia de Paredes da Vitória
Iniciou-se hoje uma intervenção no areal da praia de Paredes da Vitória com o objetivo de regularizar o leito do rio e prevenir a erosão feita pelo mesmo junto a um dos concessionários.
Paralelamente, procedeu-se à movimentação de areias no sentido mar-terra, aproveitando a grande deposição junto à linha de água ocorrida nas últimas semanas (deposição que por norma só costuma acontecer entre os meses de Abril e Junho).
Apesar de um ligeiro atraso quanto à sua execução, uma intervenção muito positiva naquilo que se espera que seja a normalização do leito do rio (por uns tempos), na proteção de infraestruturas construídas e no aumento do volume de areia na praia.
29.3.2013
o mar limpou tudo o que se fez ontem...
https://www.facebook.com/photo.php?v=10151537025824819&set=vb.835759818&type=2&theater**
2 abril 2013 está td no lugar, diz Adelino!!!










