08/01/2014

7.341.(8jan2014.7.7') Vivaaaaaaaaa Eusébio...Memórias...Mais um belo texto de Timóteo de Matos...Um excelente trabalho do tinta fresca...

Nasceu a 25jan1942
e morreu a 5jan2014
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5jan2015

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Vivaaaaaaaaa Eusébio...
Na minha infância Eusébio foi um dos  ídolos...Que corrida...Que força no remate...Que finta...
Os cromos...A caderneta de cromos...

Relevo os jogos que víamos na televisão...
Não havia televisão em casa...
Eram raríssimas...
A minha tia Amável no seu café renovado foi uma das primeiras...
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Este jogo da final da taça dos campeões com o Real Madrid foi memorável:
http://www.youtube.com/watch?v=m1tubxOCcCc&feature=share
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Na minha juventude...em 1966...O campeonato de Mundo em Inglaterra...Que epopeia...
Eusébio foi extraordinário mais uma vez...
O Jogo com a Coreia foi de facto um espanto...
http://www.youtube.com/watch?v=E1Zd_Jf6W2I
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A Câmara vai aprovar um Louvor e 1 voto de Pêsames na reunião de 9 jan 2014...
ver 7.331.
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Timóteo de Matos anda a produzir belos textos e belas iniciativas...
Partilha com os amigos...
Escreveu no dia da morte de Eusébio, em 5jan2014:
"Boas amigas e excelentes amigos:

Não posso, no dia de hoje, deixar de dizer aqui algumas palavras sobre o Eusébio, no dia do seu falecimento.

Para o melhor jogador de futebol do mundo (que, para mim, para o próprio Eusébio e para todos aqueles, poucos, que alguma coisa percebem de futebol foi o Alfredo Di Stéfano)) Eusébio será sempre o melhor jogador de todos os tempos. É no, mínimo, bonito ouvir o Di Stéfano dizer isto (que sempre disse). Para além desta declaração do argentino (como Maradona, o segundo melhor de sempre, imediatamente antes de Eusébio), muitas houve circunstanciais e destituídas de interesse, excepção feita a uma ou outra de algum colega seu.

Lá vieram os políticos apontá-lo como exemplo a todos nós e etc., e etc. e vamos lá cambada, joguem todos como o Eusébio. E a Federação, que agora lamenta, porque queria fazer-lhe uma homenagem no próximo ano, mas que a queria fazer enquanto ele estivesse vivo! Para não vomitar, paro por aqui sobre declarações institucionais.

Para mim o Eusébio era a alegria de jogar, era a felicidade de fazer o golo, o fim último do jogo. Era a comemoração, um salto, o braço direito bem levantado, eram os golos fabulosos, o pontapé forte e muito colocado. Era aquele cumprimento com palmas que fazia ao guarda-redes que acabava de defender os seu remate.

Eusébio, para mim, era também o Costa Pereira (o senhor Costa Pereira, como se lhe referia), e o Germano e o Cruz e o José Augusto e o Santana e o Águas e o Torres e o Coluna e o Cavém (que dele não gostava muito) e o Simões e o Damas e o Carvalho e o Hilário e o Fernando Mendes e o Osvaldo Silva e o Mascarenhas e o Figueiredo e o Lourenço e o Américo e o Hernâni e o Custódio Pinto e o Zé Pereira e o Vicente e o Matateu e o Yaúca e o Félix Mourinho e o Conceição e o Carriço e o Octávio e o Vítor Baptista e o Zé Maria e o Jacinto João e o Maló e o Rui Rodrigues e o Vítor e o Mário Campos e o Artur Jorge e a Cuf e o Lusitano e o Salgueiros e o Oriental e o Atlético e o Olhanense e o Barreirense e o Braga e o Boavista, também o Peixoto Alves e o Américo Silva e o Francisco Valada e o Leonel Miranda e o Emiliano Dionísio e Joaquim Agostinho e o Vítor Rocha e o Mário Silva e o Joaquim Leão e o José Pacheco e o Sérgio Páscoa e o Vítor Tenazinha e o Alberto Carvalho e o Jorge Corvo, porque o ciclismo, como o futebol estavam no coração do próprio Eusébio e do povo, que nos clubes e nos seus atletas se revia. Ninguém é apenas ele próprio e Eusébio era, também ele, um pouco do povo.

Para mim, Eusébio era tudo isto, e ainda o é, e nunca, desculpem, as parvoíces que institucionalmente têm vindo a ser propaladas, agora que ele morreu.

Eusébio, felizmente, não era humilde; era, sim um homem simples, o que não é a mesma coisa. E era orgulhoso, o que nunca lhe ficou mal, sendo que era também um cavalheiro. Adorava o seu Benfica mas gostava muito, também, do Real Madrid e do Manchester United.

Que descanse em paz, sem que andem os abutres a ver se dele conseguem alguma coisa em proveito próprio.

Timóteo, o crítico
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via tintafresca.net
Um dos 10 melhores futebolistas do mundo de sempre
    Morreu Eusébio, o Pantera Negra


        Eusébio em Leiria com Gabriel Alves
       e jovens adeptos da Seleção Nacional
    Eusébio morreu na madrugada deste domingo, 5 de janeiro, em Lisboa, vítima de paragem cardiorrespira- tória. Natural de Moçambique, o antigo jogador do Benfica e da Seleção Nacional de Futebol, de 71 anos, foi o maior embaixador desportivo de Portugal nos anos 60 e 70, tendo ganho a Bola de Ouro em 1965 e ficado em segundo em 1962 e 1966.

       O Pantera Negra terminou a sua carreira em Portugal na União de Tomar, na época de 1977/178, então na 2ª Divisão, onde jogou de dezembro a maio e marcou três golos, antes de seguir para os Estados Unidos. Curiosamente, o primeiro jogo oficial de Eusébio pela União de Tomar foi em Leiria, contra a União de Leiria, tendo perdido por 1-0.

       Eusébio, acompanhado do apresentador desportivo Gabriel Alves, esteve presente, no dia 20 de maio de 2006, no Continente de Leiria, no âmbito de uma campanha publicitária associada à Seleção Nacional de Futebol, onde autografou centenas de bolas e camisolas e pôde falar com os inúmeros adeptos presentes.

       Palmarés impressionante 

       
      Eusébio era um símbolo do País e
        respeitado por todos os clubes
    Eusébio ajudou a Seleção Nacional Portuguesa a alcançar o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1966, em Inglaterra, sendo o maior marcador da competição, com nove golos.

       O Pantera Negra jogou pelo Sport Lisboa e Benfica 15 dos seus 22 anos como jogador de futebol e é o melhor marcador de sempre da equipa, com 638 golos em 614 partidas oficiais.

       No Benfica ganhou 11 Campeonatos Nacionais (1960-1961, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967, 1967-1968, 1968-1969, 1970-1971, 1971-1972, 1972-1973 e 1974-1975), cinco Taças de Portugal (1961-1962, 1963-1964, 1968-1969, 1969-1970 e 1971-1972), uma Taça dos Campeões Europeus (1961-1962) e ajudou a alcançar mais três finais da Taça dos Campeões Europeus (1962-1963, 1964-1965 e 1967-1968).

       Foi o maior marcador da Taça dos Campeões Europeus em 1965, 1966 e 1968. Ganhou ainda a Bola de Prata sete vezes (recorde nacional) em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970 e 1973. Foi o primeiro jogador a ganhar a Bota de Ouro, em 1968, voltando a repetir o feito em 1973.

       Ranking dos melhores futebolistas de sempre segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol


    1- Pelé (Brasil)
    2 - Cruijff (Holanda)
    3 - Franz Beckenbauer (Alemanha)
    4 - Alfredo Di Stéfano (Argentina)
    5 - Maradona (Argentina)
    6 - Ferenc Puskás (Hungria)
    7 - Michel Platini (França)
    8 - Garrincha (Brasil)
    9 - Eusébio (Portugal)
    10 - Bobby Charlton (Inglaterra)
    05-01-2014