19/03/2014

7.680.(19mar2014.8.8') Os melhores filmes


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Cinema Paraíso
https://www.youtube.com/watch?v=5WQLdZ7d9Lc
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http://www.rtp.pt/programa/tv/p16412
CINEMA PARAÍSO
Um filme de rara e tocante sensibilidade
Salvatore Di Vitta, um bem sucedido cineasta italiano, recebe um telefonema da sua mãe na Sicília, onde nasceu e cresceu, que lhe dá a conhecer a morte de Alfredo. Salvatore regressa à Sicília, após muitos anos de ausência, e recorda os seus tempos de infância e adolescência na aldeia de Giancaldo e a sua longa e inesquecível amizade com Alfredo, o projeccionista do cinema local. Totó, como era então conhecido Salvatore e cujo pai tinha desaparecido durante a Segunda Guerra Mundial, sempre que podia fugir dos seus deveres como ajudante na missa refugiava-se no "Cinema Paraíso". Alfredo, o projeccionista permitia que Totó visse todos os filmes e em certa medida preenchia o lugar do seu pai. Totó cresceu na magia do cinema e fascinado por essa personalidade fabulosa que era Alfredo, determinante na sua opção de vida pelo cinema e que agora regressa para o enterrar e receber o seu último legado.
"Cinema Paraíso" de Giuseppe Tornatore foi um dos maiores triunfos do cinema italiano, tendo conquistado em Cannes o Prémio Especial do Juri e o Oscar da Academia de Hollywood para o Melhor Filme de Língua Estrangeira. Filme nostálgico e evocativo, que gira em torno das memórias de um cineasta que recorda a sua infância e adolescência numa aldeia da Sicília e a sua prodigiosa amizade com o projeccionista do cinema local que marcou toda a sua vida, "Cinema Paraíso" é, simultaneamente, uma inspirada, sincera e emotiva homenagem ao próprio cinema onde, através dos filmes, se observa a evolução do Mundo e da pequena comunidade dividida entre a igreja e o cinema.
Uma notável realização de Tornatore, magistralmente servida pelas inesquecíveis interpretações de Philippe Noiret e do pequeno Salvatore Cascio, num filme de rara e tocante sensibilidade que alia habilmente o humor e a nostalgia no mais fabuloso exercícios de pura paixão cinéfila.
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5seTEMbro2017

FIM DE CASO


FIM DE CASO (The end of the affair, 1999, Columbia Pictures, 102min) Direção: Neil Jordan. Roteiro: Neil Jordan, romance de Graham Greene. Fotografia: Roger Pratt. Montagem: Tony Lawson. Música: Michael Nyman. Figurino: Sandy Powell. Direção de arte/cenários: Anthony Pratt/John Bush, Joanne Woolard. Produção: Neil Jordan, Stephen Wooley. Elenco: Ralph Fiennes, Julianne Moore, Stephen Rea, Ian Hart, Jason Isaacs. Estreia: 02/12/99

2 indicações ao Oscar: Atriz (Julianne Moore), Fotografia



Publicado em 1951 e adaptado por Hollywood já em 1955 com Deborah Kerr e Van Johson, com o nome de "Pelo amor de meu amor", o romance "Fim de caso", do inglês Graham Greene é conciso (tem pouco mais de 230 páginas), mas dotado de uma grande força dramática. Quem percebeu isso foi o cineasta irlandês Neil Jordan, que em 1999 lançou sua própria versão cinematográfica da obra. Elogiadíssimo pela crítica e indicado a dois Oscar, o filme não foi bem-sucedido comercialmente, como normalmente acontece com bons filmes direcionados ao público maduro - nem chegou a cobrir, no mercado americano, seu orçamento de 23 milhões de dólares - mas é um espetáculo imperdível. Adaptado pelo próprio Jordan, o filme não é apenas uma pungente e arrasadora história de amor. É também um estudo sobre o ciúme, a fidelidade, a fé e, pode-se dizer sem medo, Deus. Realizado com sensibilidade e inteligência, "Fim de caso" é o tipo de obra que qualquer cineasta de bom gosto adoraria assinar.

A trama começa no final dos anos 40, quando o escritor Maurice Bendrix (Ralph Fiennes em atuação mais do que inspirada) reencontra um amigo, o político Henry Miles (Stephen Rea), em uma noite de chuva torrencial. Miles está plenamente convencido de que sua esposa, a bela Sarah (Julianne Moore, indescritível), o está traindo, e Bendrix, solícito, se oferece para contratar um detetive para seguí-la. Na verdade, o escritor tem seus próprios motivos para o interesse: descobrir o motivo que levou Sarah a abandonar, sem nenhuma razão aparente, o romance secreto que eles mantinham durante a guerra. Quando põe os olhos no diário da mulher que ainda ama desesperadamente, Bendrix descobre que o fim do caso entre eles tem uma razão aparentemente banal, mas extremamente forte em seu íntimo.
 http://clenio-umfilmepordia.blogspot.pt/2011/07/fim-de-caso.html
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4seTEMbro2017
revi o extraordináRIO filme
 Mississipi, 1964.
Realizado por Alan Parker
Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem Dafoe) são dois agentes do FBI que estão investigando a morte de três militantes dos direitos civis. As vítimas viviam em uma pequena cidade onde a segregação divide a população em brancos e pretos e a violência contra os negros é uma tónica constante.
 https://www.youtube.com/watch?v=9D2_o70kj7s
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"Mississippi, 1964" - Mississipi em chamas (1988)

 https://www.youtube.com/watch?v=sIzXvLUMyko
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15jul2017
revi O ÚLTIMO SAMURAI

Direção:
Gêneros Histórico, Guerra
Nacionalidade EUA
 sINOPSE:
Em 1870 é enviado ao Japão o capitão Nathan Algren (Tom Cruise), um conceituado militar norte-americano. A missão de Algren é treinar as tropas do imperador Meiji (Shichinosuke Nakamura), para que elas possam eliminar os últimos samurais que ainda vivem na região. Porém, após ser capturado pelo inimigo, Algren aprende com Katsumoto (Ken Watanabe) o código de honra dos samurais e passa a ficar em dúvida sobre que lado apoiar.
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Publicado a 10/05/2008
Um belíssimo filme de 2003 dirigido pelo cineasta Edward Zwick. A história se passa no Japão, durante o Império Meiji.
 https://www.youtube.com/watch?v=C_s9gg2qpdo
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22fev2017
Uma Boa Mulher
Uma Boa Mulher
http://www.listadefilmes.pt/filme/uma-boa-mulher-a-good-woman/
Género: Comédia, Drama
Realização
Mike Barker
Intérpretes
Helen Hunt, Scarlett Johansson, Tom Wilkinson, Stephen Campbell Moore, Mark Umbers
SinopseO casamento de um jovem casal é posto em risco pelos mexericos da alta sociedade. Robert Windermere (Umbers) é acusado de pagar secretamente a Erlynne (Hunt), uma mulher de má reputação, enquanto a mulher, Meg Windermere (Johansson), se exibe para Lord Darlington (Moore), um conhecido playboy.
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21jan2017
AS PALAVRAS

SINOPSE E DETALHES


Rory Jansen (Bradley Cooper) é casado com Dora (Zoe Saldana) e trabalha em uma editora de livros. Ele sonha em publicar seu próprio livro, mas a cada nova tentativa se convence mais de que não é capaz de escrever algo realmente bom. Um dia, em uma pequena loja de antiguidades, ele encontra uma pasta com várias folhas amareladas. Rory começa a ler e logo não consegue tirar a história da cabeça. Logo ele resolve transcrevê-la para o computador, palavra por palavra, e a apresenta como se fosse seu livro. O texto é publicado e Rory se torna um sucesso de vendas. Entretanto, tudo muda quando ele conhece um senhor (Jeremy Irons) que lhe conta a verdade por trás do texto encontrado.
Data de lançamento 23 de novembro de 2012 (1h 39min)
Gêneros DramaRomance

Nacionalidade Eua
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-190358/trailer-19407873/
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21JAN2017
silêncio
Data de lançamento 9 de fevereiro de 2017 (2h 41min)
Direção: 
Gêneros DramaHistórico
Nacionalidades EuaItáliaJapãoMéxico

SINOPSE E DETALHES

Século XVII. Dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver), viajam até o Japão em uma época onde o catolicismo foi banido. À procura do mentor deles, padre Ferreira (Liam Neeson) os jesuítas enfrentam a violência e perseguição de um governo que deseja expurgar todas as influências externas.
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-29943/trailer-19553119/
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https://www.publico.pt/2016/12/15/culturaipsilon/noticia/silencio-scorsese-mostra-o-filme-da-sua-vida-1754649
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20jan2017
Mrs-Parker-and-the-Vicious-Circle-
http://www.amctv.pt/filmes/a-senhora-parker-e-o-circulo-do-vicio
Realizador: Alan Rudolph
Ano: 1994
Elenco: Jennifer Jason-Leigh, Matthew Broderick, Campbell Scott, Gwyneth Paltrow, Peter Gallagher, Jennifer Beals, Andrew McCarthy
A vida da escrita tão aclamada Dorothy Parker (Jennifer Jason Leigh
e o seu envolvimento com a lendária Távola Redonda do Algonquin 
é descrita nesta biografia dirigida por Alan Rudolph.
Parker era conhecida pelas suas críticas teatrais e literárias, a sua poesia ácida e os guiões. O guião mais conhecido é o clássico de Hollywood: “Assim Nasce Uma Estrela”. Ela foi a primeira crítica feminina americana a ser levada em consideração pelos escritores de Nova Iorque. Ela foi considerada a estrela da Távola Redonda.
O filme contrasta a sua vida pessoal e criativa com a sua vida social.
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6jan2017
Voltei a ver AS HORAS

SINOPSE E DETALHES


Em três períodos diferentes vivem três mulheres ligadas ao livro "Mrs. Dalloway". Em 1923 vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e idéias de suicídio. Em 1949 vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com Aids e morrendo.
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http://filmeashoras.weebly.com/sinopse.html

Sinopse




O filme, As Horas, baseia-se no livro de Michael Cunningham, que, por sua vez, se inspirou no romance “Mrs. Dalloway” de Virginia Woolf. O enredo trata da história de três mulheres que carregam em suas vidas muitos sentimentos em comum, como a insatisfação e o fracasso. 

São retratos de vidas em épocas diferentes, que se entrelaçam através de um livro, “Mrs. Dalloway”. É um filme de alma feminina, onde, nos artifícios da trama, outras mulheres se reconhecem no drama existencial de cada uma das personagens, humanizando assim o lado da ficção. Uma mulher que gostaria de ser uma personagem de um romance, uma que o escreve (a própria Virgínia Woolf), outra que o vive.

Acompanhamos, dessa forma, um dia na vida dessas três mulheres. São três histórias em espaços temporais distintos, mas intercaladas na narrativa. Virginia Woolf é a escritora do livro, que afastada da vida agitada de Londres por seu marido, a conselho médico, percebe-se a cada dia, mais infeliz e amargurada. A mesma, é retratada na altura em que escreve o livro em questão, onde seus conflitos internos são repassados para a obra, inclusive o suicídio. A segunda mulher é Laura, dona de casa, esposa e mãe. Laura encontra-se desesperada dentro de um casamento onde os sentimentos são artificiais, pois embora viva num ambiente de tranqüilidade e aparente felicidade, se sente vazia e cogita a morte para escapar da realidade da sua vida medíocre; ela está a ler o livro de Virgínia Woolf, o qual reforça sua idéia de evasão e suicídio. A terceira é Clarissa, uma bem sucedida editora, mulher
 cosmopolita do século XXI, vive um relacionamento lésbico de longa data e se identifica paradoxalmente com Mrs. Dalloway. Tudo o que Clarissa deseja no momento é que sua festa em comemoraçaõ a atribuição de um importante prémio à obra poética de Richard, seu melhor amigo e ex-amante dê certo. Richard encontra-se debilitado pela AIDS e vive fechado em um apartamento frio e sujo. No meio dos preparativos, Clarissa pressente o vazio daquela arrumação fútil e o peso das horas.

Uma das cenas iniciais do filme mostra as três mulheres se levantando ao amanhecer, concomitantemente, quando Virgínia escreve, Laura lê e Clarissa fala a mesma frase: “acho que eu mesma vou comprar as flores”, e uma outra cena onde vemos o suicídio de Virgínia, retratado de forma simbólica, mas muito forte. Com isso, percebemos que “cria-se logo no início da narrativa de Wollf, um paralelismo entre Celebração e desencanto, festa e morte” (AZEREDO, 2004, p. 30).

O desespero das três mulheres vai crescendo com o passar das horas, horas sempre iguais, horas sem nenhuma esperança de mudança, sem nenhuma ansiedade, só a ansiedade provocada pelo nada.
 Solidão, infelicidade, doença, identidade e realização sexual (nas três tramas as personagens beijam outra mulher na boca), e principalmente a morte. 

As lutas e sofrimentos vivenciados pelas três mulheres são universais. As horas... os momentos... as decisões que tomamos. Talvez nos encontremos nas situações extremas de cada uma das personagens; cada uma delas lutando para dar um sentido à suas existências e ser simplesmente feliz. Três mulheres presas no tempo e no espaço, nos seus próprios espaços, nas suas vidas. Ao ser levantado o tema da morte, das escolhas, da sexualidade, das decisões, vemos que as personagens descobrem que nem sempre a vida é aquela que esperamos, nem sempre as horas são diferentes. O que são essas horas até perceberem que as perderam para sempre? 

A emoção limite, que nos leva a tomar decisões e fazer escolhas que modificam a nossa vida para 
sempre.
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5jan2017
Cartaz do Filme
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/367076_manchester-by-the-sea
Título original:
Manchester by the Sea
De:
Kenneth Lonergan
Com:
Casey AffleckMichelle WilliamsKyle Chandler
Género:
Drama
Classificação:
M/14
Outros dados:
EUA, 2016, Cores, 137 min.

Lee Chandler, um encarregado de limpeza, tenta lidar com a morte do irmão após um ataque cardíaco e cuidar do seu sobrinho. Para isso, vai para Manchester-by-the-Sea, a pequena cidade do Massachusetts que dá nome ao filme.
Com Casey Affleck (irmão de Ben) à frente de um elenco do qual também constam nomes como Michelle Williams, Kyle Chandler, Lucas Hedges e Gretchen Mol, é um dos filmes mais falados de 2016 e um favorito ao Óscar. Foi escrito e realizado por Kenneth Lonergan, um nova-iorquino que começou como dramaturgo e escreveu os guiões de "Uma Questão de Nervos" e "Gangs de Nova Iorque". Estreou-se na realização em 2000 com "Podes Contar Comigo", tendo tido uma não muito produtiva carreira nesta faceta desde então. "Manchester by the Sea" é apenas o seu terceiro filme, sendo o sucessor de "Margaret", que depois de muitas atribulações saiu em 2011. PÚBLICO
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3jan2017
trailer
https://www.youtube.com/watch?v=l9vp4a6lG9c&feature=share
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http://cinecartaz.publico.pt/Filme/366580_a-luz-entre-oceanos

A Luz Entre Oceanos

Título original:
The Light Between Oceans
De:
Derek Cianfrance
Com:
Michael FassbenderAlicia VikanderRachel Weisz
Género:
Drama
Outros dados:
EUA/Nova Zelândia/GB, 2016, Cores, 133 min.

Depois da Primeira Grande Guerra, um soldado traumatizado que foi aclamado como herói regressa à sua Austrália natal para trabalhar num farol. Lá, apaixona-se por uma mulher. Casam-se. Tentam ter filhos, mas perdem o bebé em todas as gravidezes. Um dia, encontram um barco a remos com o cadáver de um homem e uma bebé recém-nascida, que adoptam como deles. E é aí que os problemas começam.
Um filme de Derek Cianfrance, o responsável por filmes como Blue Valentine - Só Eu e Tu ou Como Um Trovão, baseado no best-seller de 2012 de M.L. Stedman. O elenco junta Michael Fassbender e Alicia Vikander (que se tornaram um casal na vida real durante a rodagem), Rachel Weisz e Bryan Brown. PÚBLICO
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22dez2016
Três Vidas e Um Destino

Três Vidas e Um Destino

Data de lançamento desconhecida / 2h 10min / DramaGuerra,Romance
Direção: John Duigan
Gilda Bessé (Charlize Theron) é uma fotógrafa boémia, que vive em Paris em plenos anos 30. Ela divide seu apartamento com Mia (Penélope Cruz), uma refugiada espanhola, e Guy (Stuart Townsend), um professor irlandês. A proximidade cada vez maior da 2ª Guerra Mundial não faz com que Gilda altere seus hábitos, que tenta a todo custo convencer seus amigos a também lutarem contra o fascismo.
















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21dez2016
Lion
Nicole Kidman no filme 'Lion'
Nos últimos dias, muito se falou sobre filmes com “cara de Oscar”. Normalmente, essa descrição refere-se a biografias, produções baseadas em fatos reais ou em obras literárias, com histórias emocionantes e edificantes, daquelas que fazem rir e chorar sem pudores. Lion, do estreante Garth Davis, que faz sua estreia mundial no Festival de Toronto, é assim.
O longa conta a história de Saroo (Sunny Pawar), que tem uma vida miserável num pequeno povoado indiano. Aos 5 anos, ele ajuda a família a conseguir algum dinheiro – sua mãe carrega pedras para sustentar os três filhos. Um dia, Saroo insiste em acompanhar o irmão mais velho, Guddu (Abhishek Bharate), em um de seus trabalhos. Perde-se quando o trem onde descansa começa sua viagem sem passageiros até Calcutá, a 1.600 quilômetros dali. Saroo vaga pela cidade e topa com tipos suspeitos. É levado para um orfanato e adotado pelo casal australiano Sue (Nicole Kidman, completamente desglamorizada) e John (David Wenham).
Vinte anos mais tarde (interpretado por Dev Patel), o rapaz decide procurar sua antiga casa com ajuda do Google Earth.
É uma história incrível, daquelas que a ficção jamais daria conta. Na primeira metade, o filme reconstitui as provações do pequeno Saroo, uma atuação impressionante de Sunny Pawar, que pode muito bem ser indicado ao Oscar. Dev Patel também oferece uma bela performance na fase adulta, como o rapaz que bloqueou o passado e de repente é invadido pelas memórias. Mas esta é a parte menos desenvolvida da trama, alongada e cheia de pontas soltas, como a relação de Saroo com seu irmão adotivo. Mas é um filme correto, até contido para o que poderia ser.
http://veja.abril.com.br/entretenimento/com-nicole-kidman-lion-mostra-sua-cara-de-oscar-em-toronto/
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20dez2016

Nicole Kidman admite ter sido difícil filmar as cenas de sexo com Tom Cruise no filme 'De Olhos Bem Fechados'

Nicole Kidman admite ter tido dificuldades com as cenas de sexo com Tom Cruise no filme 'Eyes Wide Shut'
http://activa.sapo.pt/famosos/2012-10-25-nicole-kidman-admite-ter-sido-dificil-filmar-as-cenas-de-sexo-com-tom-cruise-no-filme-de-olhos-bem-fechados

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11dez2016
Os miseráveis
baseado no livro de Victor Hugo
1998
Os Miseráveis
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-17869/

SINOPSE E DETALHES


Após cumprir 19 anos de prisão com trabalhos forçados por ter roubado comida, Jean Valjean (Liam Neeson) é acolhido por um gentil bispo (Peter Vaughan), que lhe dá comida e abrigo. Mas havia tanto rancor na sua alma que no meio da noite ele rouba a prataria e agride seu benfeitor, mas quando Valjean é preso pela polícia com toda aquela prata ele é levado até o bispo, que confirma a história de lhe ter dado a prataria e ainda pergunta por qual motivo ele esqueceu os castiçais, que devem valer pelo menos dois mil francos. Este gesto extremamente nobre do religioso devolve a fé que aquele homem amargurado tinha perdido. Após nove anos ele se torna prefeito e principal empresário em uma pequena cidade, mas sua paz acaba quando Javert (Geoffrey Rush), um guarda da prisão que segue a lei inflexivelmente, tem praticamente certeza de que o prefeito é o ex-prisioneiro que nunca se apresentou para cumprir as exigências do livramento condicional. A penalidade para esta falta é prisão perpétua, mas ele não consegue provar que o prefeito e Jean Valjean são a mesma pessoa. Neste meio tempo uma das empregadas de Valjean (que tem uma filha que é cuidada por terceiros) é despedida, se vê obrigada a se prostituir e é presa. Seu ex-patrão descobre o que acontecera, usa sua autoridade para libertá-la e a acolhe em sua casa, pois ela está muito doente. Sentindo que ela pode morrer ele promete cuidar da filha, mas antes de pegar a criança sente-se obrigado a revelar sua identidade para evitar que um prisioneiro, que acreditavam ser ele, não fosse preso no seu lugar. Deste momento em diante Javert volta a perseguí-lo, a mãe da menina morre mas sua filha é resgatada por Valjean, que foge com a menina enquanto é perseguido através dos anos pelo implacável Javert.
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10DEZ2016
A terra do nunca
EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA
http://www.ccine10.com.br/em-busca-da-terra-do-nunca-critica/
Título Original: Finding Neverland
Ano do lançamento: 2004
Produção: Estados Unidos da América
Gênero: Drama
Direção: Marc Forster
Roteiro: Allan Knee e David Magee

Sinopse: J.M. Barrie (Johnny Depp) é um bem-sucedido autor de peças teatrais, que apesar da fama que possui está enfrentando problemas com seu trabalho mais recente, que não foi bem recebido pelo público. Em busca de inspiração para uma nova peça, Barrie a encontra ao fazer sua caminhada diária pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan.
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Os aliados
9dez2016
http://www.seuyoutuber.com/trailer/369885/aliados-2016.html
https://www.youtube.com/watch?v=-NSJ12-7Ulo Sinopse do Filme - Aliados (201
Max Vatan (Brad Pitt), um agente aliado da contra-espionagem britânica, apaixona-se pela agente da resistência francesa Marianne Beausejour (Marion Cotillard), durante uma missão perigosa em Casablanca, para assassinar um embaixador alemão. No entanto, o futuro do casal começa a ficar sombrio, quando são revelados segredos dos seus passados e que lançam dúvidas sobre o amor que sentem um pelo outro.Título original: Allied
Ano do Filme: (2016)
Capa:
Poster do Filme Aliados (2016)
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1dez2016
Peter Sellers
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-48243/trailer-19381274/
Direção: 
Nacionalidades Reino unidoEUA
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-48243/
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30noVEMbro2016
Malèna




















SINOPSE E DETALHES

Em 1941, numa pequena vila localizada na Sicília, um grupo de garotos de 13 anos de idade nutre uma profunda paixão por Malena (Monica Bellucci), a viúva de um soldado local, despertando uma história de amor, perda e coragem.
Ano de produção 2000
Tipo de filme longa-metragem
Curiosidades 2 curiosidades
Idiomas Italiano










































Malena Trailer Original1:56

5 701 visualizações







http://www.adorocinema.com/filmes/filme-28504/trailer-19536302/






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noVEMbro
uma família americana




















American Pastoral (Uma História Americana) – Trailer e Sinopse (Estreia a 17/11/2016)


Sugestões – Estreia, Filme: American Pastoral (Uma História Americana) – Trailer e Sinopse (Estreia a 17/11/2016)
Uma História Americana
Título original:
American Pastoral
De:
Ewan McGregor
Com:
Ewan McGregor, Jennifer Connelly, Dakota Fanning, Rupert Evans
Género:
Drama, Crime
Classificação:
M/12
Outros dados:
EUA, 2016, Cores, 108 min.
EUA, década de 1960. Já nos tempos do liceu Seymour Levov era muito popular entre os colegas pela personalidade calma e pelas capacidades atléticas. Depois da faculdade, casou com Dawn Dwyer, uma ex-rainha de beleza, e herdou os negócios familiares. Vive tranquilamente numa bela quinta próxima de New Jersey. Mas tudo se desmorona quando Merry, a filha adolescente, começa a identificar-se com ideais políticos revolucionários. Formalmente acusada de actos terroristas numa tomada de posição contra a Guerra do Vietname, ela desaparece sem deixar rasto. Levov, que se recusa a desistir da própria filha – e do ideal americano de família perfeita –, resolve procurá-la. Mas o que descobre nesse caminho tortuoso vai alterar as suas crenças pessoais, moldadas por uma existência privilegiada, obrigando-o a ver o mundo de um modo radicalmente diferente…
Estreia na realização do actor Ewan McGregor, um filme dramático que adapta a obra homónima que valeu ao escritor Philip Roth o prémio Pulitzer em 1998. Com McGregor no papel principal, é interpretado também por Jennifer Connelly, Dakota Fanning, Peter Riegert, Rupert Evans, Uzo Aduba, Molly Parker e David Strathairn.
http://www.cmrodrigues.com/wp/index.php/2016/11/17/sugestoes-estreia-filme-american-pastoral-uma-historia-americana-trailer-e-sinopse-estreia-a-17112016/
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noVEMbro
chocolat
Longa é exibido dentro da programação do festival Varilux. Foto: Califórnia Filmes/Divulgação
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2016/06/10/internas_viver,649787/critica-filme-chocolate-e-um-retrato-tragico-e-comico-do-racismo.shtml
Por Érico Andrade
Filósofo e professor de filosofia UFPE
ericoandrade@gmail.com

Certamente é o caráter de mimese da arte que permite o diretor Roschdy Zem levar à radicalidade o gênero tragicômico quando faz, por meio das duas diferentes personagens principais, o repertório de duas possibilidades da condição humana. Por lado, Rafael encarna o palhaço Chocolate tipo augusto; píncaro, deselegante e mentiroso que representa, por sua vez, a dimensão, como costumava chamar Nietzsche, dionisíaca da vida: o prazer e as emoções; sem qualquer espécie de embotamento. Por outro lado, George (o palhaço Foottit, branco) representava a dimensão apolínea: elegância, controle da situação e certo ar aristocrático.

Confira os horários dos filmes em cartaz no Divirta-se

Em Chocolate essas duas dimensões da existência humana são canalizadas para narrar a história de racismo. Ao negro, obviamente é confiado o papel de augusto, ao passo que ao branco se reserva à própria imagem dele mesmo: o europeu racional e sábio. Enquanto várias personagens ressaltam que Chocolate perde a cabeça com facilidade, como se os negros fossem mais suscetíveis de perderem a razão por estarem mais ligados aos animais do que à razão, George (Foottit) é apresentado no filme como alguém ciente do uso do seu dinheiro, sempre disposto a agir com frieza e racionalidade e, por fim, impenetrável capaz, diferente de Chocolate, de resguarda a sua vida privada (não está clara, por exemplo, a orientação sexual de George, cortejado por um gay e com certo ciúme de Rafael em relação ao seu romance com uma das mulheres do circo).

O racismo é reforçado também quando as pessoas reconhecem Rafael apenas como o Chocolate (raras são as pessoas que sabem o seu nome, nem mesmo o diretor do circo sabia) e o incentivam a encarnar invariavelmente, a personagem extravagante, ingênua e, evidentemente, dominada; submissa ao comando dos brancos. Por isso, não é apenas o palhaço branco que domina Chocolate, mas toda sociedade francesa; não menos branca. É ela que o desautoriza a interpretar Othello na medida que o confina, tal como houvera acontecido com o seu pai, à condição de uma espécie de animal que obedece o comando do seu senhor e se coloca apenas na condição de servir. Chocolate faz sucesso em Paris porque uma das facetas do exotismo é o cômico: tratar o diferente como uma charge cujo desejo e história são absolutamente irrelevantes, visto que o seu propósito é apenas servir; no caso de Chocolate, servir ao riso dos brancos.

Apesar de mostrar o tema do racismo, ainda inesgotável, Chocolate termina por nos trazer uma reflexão sobre a outra face do racismo: o etnocentrismo. O processo de colonização foi tão forte que para Chocolate ser reconhecido, no limite, como humano ele deveria interpretar Othello que é uma peça européia clássica e cuja personagem negra era interpretada por brancos, pressupondo-se, claro, a inaptidão do negro para o papel. Ou seja, para deixar a condição de servidão do palhaço tipo augusto, Rafael não deveria apenas enterrar Chocolate, mas deveria aceitar o padrão europeu, a cultura européia, como o único caminho para a civilização.

O desenrolar da trama mostra que Rafael não distinguia realidade da fantasia porque  a imersão completa na personagem Chocolate lhe permitia pertencer . Por outro, temos uma personagem apolínea (poderíamos pensar em termos nietzscheanos como o dionísiaco) em pessoas ambíguas, contraditórias e no caso do outro palhaço (Fottit) impenetráveis (não está clara a orientação sexual de Fottit, cortejado por um gay e com certo ciúme de Rafael em relação seu romance com uma das mulheres do circo ?).

Sem pretenção de se colocar no patamar de um cinema francês de vanguarda, mas com a convicção de que há temas e enquadramentos que não podem ser resignados ao ostracismo Chocolate faz do cinema um grande circo. Trágico e cômico. A tragédia está história que o filme narra de ascenção e decadência de Chocolate. O cômico está na incarnação de Rafael (personagem principal do filme) de Chocolate; o palhaço tipo augusto: deselegante, píncaro e mentiroso. Entretanto, no cinema a tragédia e a comédia se entrelaçam e Chocolate se desenrolar neste entrelaçamento a que chamamos do gênero tragicômico.

Certamente é o caráter de mimese da arte que permite o diretor Roschdy Zem levar à radicalidade o gênero tragicômico quando faz, por meio das duas diferentes persongens principais, o repertório de duas possibilidades da condição humana. Por lado, Rafael encarna o palhaço tipo augusto que representa, por sua vez, a dimensão, como gostava de chamar Nietzsche, dioníaca da vida: o prazer e as emoções; sem qualquer espécie de embotamento. Por outro lado, George (o palhaço Foottit) representava a dimensão apolínea: elegância, controle da situação e certo ar aristocrático.

Em Chocolate essas duas dimensões da existência humana são canalizadas para narrar a história de racismo. Ao negro, obviamente é confiado o papel de augusto, ao passo que ao branco se reserva à própria imagem dele mesmo: o europeu racional e sábio. Enquanto várias personagens ressaltam que Chocolate perde a cabeça com facilidade, como se os negros fossem mais suscetíveis de perderem a razão, Foottit é apresentado no filme como alguém ciente do uso do dinheiro, sempre disposto a agir com frieza e nacionalidade e, por fim, impenetrável capaz, diferente de Chocolate de resguarda a sua vida privada (não está clara, por exemplo, a orientação sexual de Fottit, cortejado por um gay e com certo ciúme de Rafael em relação ao seu romance com uma das mulheres do circo).

O racismo é reforçado também quando as pessoas reconhecem Rafael apenas como o Chocolate (raras são as pessoas que sabem o seu nome, nem mesmo o diretor do circo sabia) e o incentivam a encarnar invariavelmente, a personagem extravagante, ingênua e, evidentemente, dominada; submissa ao comando das pessoas. Por isso, não é apenas o palhaço Foottit que domina Rafael, mas é a sociedade francesa que o desautoriza a interpretar Otello na medida que o confina, tal como houvera acontecido com o seu pai, à condição de uma espécie de animal que obedece o comando do seu senhor e se coloca apenas na condição de servir. Chocolate faz sucesso em Paris porque uma das facetas do exotismo é o cômico: tratar o diferente como uma charge cujo desejo e história são absolutamente irrelevantes, visto que o seu propósito é apenas servir, no caso de Chocolate, ao riso.

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14out2014
acabei de ver 1 belo filme
OS GATOS NÃO TÊM VERTIGENS
http://www.youtube.com/watch?v=ThrPIxopnoU&feature=youtu.be
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11ouTUbro2016..no cta ALCOBAÇA:
VIA Elsa Pinto/ Público
Cartas da Guerra, de Ivo Ferrreira, que tem hoje a antestreia antes de chegar às salas a 1 de Setembro, aventura-se a procurar um corpo, para a personagem António e para si próprio, que esteja num lugar que não aquele a que parecia destinado. Delicado e temerário, cria o seu mundo.
https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/nao-e-voz-off-e-voz-in-a-procura-de-um-lugar-out-1742132
Uma “cena original” luminosa: o realizador Ivo M. Ferreira a entrar em casa de madrugada – como contou -, avançando para o quarto, guiado pela voz da mulher grávida, a actriz Margarida Vila-Nova, que lia à sua barriga uma carta. A futura mãe tinha em mãos as páginas de uma das missivas de D’este viver aqui neste papel descripto: Cartas da Guerra, o volume que em 2005 juntou as cartas escritas pelo alferes médico António Lobo Antunes, de 28 anos e destacado logo após a conclusão do curso de Medicina para uma comissão de serviço em Angola (1971-1973), à mulher grávida que deixara em Lisboa, Maria José.
Mesmo correndo o risco de a “cena” se imobilizar como cliché à força de tanto ser “vista” (mas é belíssima, e por isso é irresistível voltar a ela ou começar por ela...), guarda um potencial anunciador que parece regenerar-se sempre que é de novo contada: a intimidade (do cineasta) como espaço de transmissão de uma memória da História portuguesa – para o já singularÁguas Mil, longa-metragem anterior do realizador (2009), em que Gonçalo Waddington corria atrás de quem guardava as memórias das aventuras revolucionárias do pai, Ivo M. Ferreira já deixara a sua vida ser tocada, interceptada, por histórias que não viveu, pelas biografias e memórias dos outros que fez suas.
A questão era saber se a singularidade e a delicadeza tinham resistido no que aí vem, o filme Cartas da Guerra (estreia na próxima quinta-feira, dia 1 de Setembro, mas com antestreia marcada para esta quarta-feira). Porque era um projecto cheio de armadilhas: adaptação literária, figura pública (e seus guardiões) a condicionar, directa ou indirectamente, um património simbólico e figurativo e a obrigar, provavelmente, a negociações várias, e a imaginação do espectador (quando não mesmo a liberdade do realizador) a poder ser afectada por uma presença intimidante, bigger than life. Ou seja, facilmente o filme e as suas expectativas seriam reduzidas ao biopic de prestígio, de interesse escolar, ilustrativo.
As notícias do Festival de Berlim, onde Cartas da Guerra esteve a concurso, foram razoavelmente ambíguas, aliás: mais ou menos entusiásticas, mais ou menos reservadas, pareciam dar conta de um filme que não se libertava das prisões que tinha criado para si próprio, como que vergado pelo seu peso. Como se as suas mais-valias fossem os obstáculos que criara e que não conseguira ultrapassar: a saber, uma voz-off e um trabalho fotográfico esmagadores – de João Ribeiro. Havia, além disso, uma contiguidade incomodativa com outro filme português, da mesma produtora, O Som e a Fúria, também a preto e branco, também com vozes, também memória das Áfricas: Tabu, de Miguel Gomes, que estivera em concurso no mesmo festival e que, disse-se, por pouco não chegou mais alto no palmarés final da edição de 2012 (teve o prémio Alfred Bauer pela sua contribuição artística inovadora). Como se Cartas da Guerra fosse, então, uma “jogada” e uma possibilidade de remake.
Correndo o risco de súmula injusta do que se escreveu, avizinhava-se então a chegada de uma natureza morta.
E eis que nos devemos preparar para um filme que foge das armadilhas colocadas no percurso e, mais surpreendente ainda, que tacteia no escuro atrás da sua vida interior, permanecendo fiel à voz que ouve. É filme simultaneamente delicado e temerário. Por isto: aventura-se a procurar um corpo, para a personagem António (interpretada por Miguel Nunes) e para si próprio, que esteja num lugar que não aquele a que parecia destinado. Aventura-se a criar e organizar o (seu) mundo, como se não houvesse pré-existências.
Voz-off? Não, a voz não vem de fora a sublinhar ou a demonstrar, impossibilitando assim a vida própria dos planos. A voz vem de dentro, é o próprio filme a construir-se, a falar (-se). É voz in, à procura de um lugar out. Isto vale para Cartas da Guerra e vale para António – as cartas são o desejo de um encontro erótico com uma mulher (Margarida Vila Nova), num espaço que anule a guerra, que a derrote, que faça o mundo, que é essa história de amor, recomeçar do zero. A personagem e o filme querem estar num outro lugar.
Muito cedo António deixa de ser prisioneiro das expectativas “criadas” pelo facto de ser o escritor António Lobo Antunes quando jovem e parte para a sua própria aventura de personagem. Quer ganhar corpo. Figura frágil, inicialmente presença diáfana, vai conquistando progressivamente (o seu) espaço, a consciência política, a dimensão como escritor. Essa é exactamente a aventura de Cartas da Guerra: filme à procura de si próprio, de um corpo que chame seu. Este corpo a corpo filiam-no menos no Tabu de Miguel Gomes do que, por exemplo, nas aventuras malickianas. Há um filme para que este remete, se assim o quisermos, A Barreira Invisível/The Thin Red Line. Mas mais do que um título em especial, é com a experiência da criação do mundo que está nos filmes de Terrence Malick – como se todas as matérias se organizassem num caos inicial, e o filme fosse o testemunho vivo, a prova, de um nascimento – que Ivo M. Ferreira caminha. De forma desassombrada, aliás. Por isso a meia hora final de Cartas da Guerra pode mesmo ser qualquer coisa de triunfante. É um filme que não só sobrevive a si próprio, como se ergue. É uma personagem que se afirma. A guerra foi de Ivo M. Ferreira, o filme é dele.
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14seTEMbro 2016
Ben-Hur
 https://www.youtube.com/watch?v=gLJdzky63BA
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Sinopse e detalhes

Não recomendado para menores de 14 anos
O nobre Judah Ben Hur (Jack Huston), contemporâneo de Jesus Cristo (Rodrigo Santoro), é injustamente acusado de traição e condenado à escravidão. Ele sobrevive ao tempo de servidão e descobre que foi enganado por seu próprio irmão, Messala (Toby Kebbell), partindo, então, em busca de vingança. 
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13seTEMbro2016

Sully: O Herói do Rio Hudson (Sully, 2016) - Trailer 

 https://www.youtube.com/watch?v=KI1aq91xZxo
 Sinopse: Em 2009 o mundo entrou em estado de choque e admiração por causa de um fato inesperado e impossível: no dia 15 de janeiro daquele ano, o Capitão Chesley "Sully" Sullenberger (Tom Hanks) conseguiu pousar um avião em pane no Rio Hudson. Esse ato quase impossível salvou a vida dos 150 passageiros e alçou Sully à categoria de herói nacional. No entanto, nem mesmo a aclamação pública foi capaz de impedir uma investigação rigorosa sobre sua reputação e carreira.

Sully: O Herói do Rio Hudson (Sully, 2016) - Trailer Legendado
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 Via
 http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-124386/
Bilheterias Estados Unidos: Tom Hanks está de volta ao topo com o drama Sully - O Herói do Rio Hudson, de Clint Eastwood
De Taiani Mendes ▪ terça-feira, 13 de setembro de 2016 - 12h08
Melhor estreia já registrada pela Warner Bros. no mês de setembro.
Bom fim de semana para o star power de Tom Hanks. Sem o gostinho de estrelar um campeão de bilheteria desde Anjos e Demônios, em maio de 2009, o astro voltou a experimentar o sucesso absoluto com Sully - O Herói do Rio Hudson. Comandado por Clint Eastwood, o drama baseado em fatos reais fez US$ 35 milhões, ***
seTEMbro2016

Florence: Quem é Essa Mulher? com Meryl Streep,

 Hugh Grant | Trailer Legendado [HD]

https://www.youtube.com/watch?v=nKTrqQldd3U
 Florence: Quem é Essa Mulher? com Meryl Streep, Hugh Grant, Simon Helberg e dirigido por Stephen Frears. 7 de julho de 2016 nos cinemas.

Florence Foster Jenkins (Meryl Streep) é uma rica herdeira que persegue obsessivamente uma carreira de cantora de ópera. Aos seus ouvidos, sua voz é linda, mas para todos os outros é absurdamente horrível. O ator St. Clair Bayfield (Hugh Grant), seu companheiro, tenta protegê-la de todas as formas da dura verdade, mas um concerto público coloca toda a farsa em risco.

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25jul2016
Acabei de ver este filme
mui interessante sobre
a luta pela igualdade salarial entre homens e mulheres
mulheres
operadoras
178
que faziam uma parte dos bancos dos carros Ford Escort
pararam a Ford inglesa
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Descobrir +
sobre a leader das trabalhadores
Rita Ogrady?
sobre a ministra Barbra Casle?
que concretizou a reivindicação salarial de 92% do salário do homem
e futura lei de igualdade salarial entre homem e mulher
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aquele diálogo com o marido
Os direitos...
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os patrões a querem diminuir a unidade
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as questões pessoais na luta
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os sindicalistas vendidos ao patrão
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os outros trabalhadores chateados com a luta das mulheres
as ameaças de despedimento
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a divisão entre os sindicatos
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os sindicatos com dirigentes apenas homens
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o sindicalista que percebe que a Rita é a activista a promover
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a historiadora dona de casa do administrador da fábrica
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http://www.telacritica.org/ArtigoTelaCriticarevista9_RevolucaoEmDageham.htm
"Revolução em Dagenham", do título original Made In Dagenham, dirigido por Nigel Cole, é um filme de 2010, que conta a história real de Rita O’Grady, interpretada por Sally Hawkins, operária da Ford e principal nome da greve de 1968, ocorrida na fábrica de Dagenham – localizada em Londres, Inglaterra –, protagonizada por mulheres que almejavam igualdade salarial. Logo no início do filme o narrador fala que a fábrica em questão “é um dos peso-pesados da indústria de motores”. Continua informando que nesta, Dagenham, e em outras fábricas da Britânia, se monta 3.000 carros por dia. A Ford de Dagenham era nada mais nada menos que a maior fábrica de motores de toda a Europa e a quarta maior do mundo. Em 1968 havia 55 mil homens e, apenas, 187 mulheres, trabalhando na fábrica Ford de Dagenham.

Rita é apresentada no início do filme como uma mulher comum de sua época. Dona de casa e mãe, além de operária da Ford. Em uma de suas primeiras cenas, ela prepara o café da manhã, enquanto isso uma tomada mostra ela ao fundo e em primeiro plano aparece uma tábua de passar roupas montada com um ferro elétrico em cima e a mesa arrumada esperando a família. Ela chama por seu filho, serve a filha e vai ao quarto acordar o marido.

O primeiro conflito de Rita O’Grady é com o Professor Clarke, que costuma bater com palmatória na mão de seu filho. Rita procura o professor para questionar o método que está sendo usado em sala de aula por ele. A princípio ele tenta justificar, no entanto, logo faz referência a origem social da família de O’Grady, questionando o fato de ela ser moradora do conjunto habitacional da Ford, ou seja, é uma operária. O professor diz a ela que os meninos quem vem de lá, tem dificuldades em se ajustar aos padrões exigidos pela escola, e que não é culpa deles, visto que eles não podem ter os pais como referência, pois estes nunca passaram pelos rigores da academia. O discurso de Clarke está carregado de discriminação social e tem o claro objetivo de constranger Rita. É após essa situação humilhante pela qual O’Grady passa que ocorre seu primeiro contato com Lisa Hopkins (Rosamund Pike). A relação entre elas é uma espécie de segundo plano do filme, que busca confrontar duas mulheres de classes sociais distintas, que a princípio vivenciam uma experiência comum, de insatisfação com uma educação repressora que oprime seus filhos. O fato de ambas serem mães as aproxima, mas suas classes sociais e os caminhos trilhados por cada uma delas é bem distinto. De um lado Lisa permanece em seu papel de mulher que vive à sombra do seu marido, executivo da Ford, como uma mulher tipicamente submissa. É uma mulher bonita, que frequentou a universidade, tem uma profissão. Trata-se de alguém privilegiado do ponto de vista econômico e educacional, porém, é a figura da mulher ideal do patriarcalismo, fica em casa para cuidar do filho e do marido. Do outro lado está Rita, que se torna uma grande liderança política, contestadora dos valores tradicionais e que luta por seus direitos. Lisa concorda com Rita, apesar de não ter coragem de lutar por sua autonomia. Seu papel no filme, por sua posição social privilegiada, é enfrentar o professor Clarke.

O episódio da greve de Dagenham, retratado no longa de Nigel Cole, faz parte da história do movimento feminista. Rita O’Grady, e sua luta pelo direito a salários iguais para mulheres e homens na Inglaterra, retoma a luta secular de seu gênero, da qual fazem parte figuras como Christine de Pisan, primeira mulher a ser indicada poeta oficial da corte francesa, no século XIV, que escreveu um dos primeiros tratados do feminismo de que se tem registro, intitulado A Cidade das Mulheres, no qual afirma a igualdade entre os sexos; Olympe de Gouges, escritora, também francesa, defensora dos ideais revolucionários do Iluminismo, que publicou em 1791 o texto intitulado Os Direitos da Mulher e da Cidadã que propõe a inserção da mulher francesa na vida política e civil, em condições de igualdade à dos homens; Simone de Beauvoir, que escreveu no final da década de 1940 o livro O Segundo Sexo, surgiu como uma voz isolada no período de refluxo da organização das mulheres e denunciou as raízes culturais da desigualdade sexual, para isso realizou uma análise profunda que levou em consideração a biologia, a psicanálise, o materialismo histórico, a educação, os mitos e a história. A análise de Simone de Beauvoir foi um marco fundamental para nortear o movimento feminista que eclode na década de 1960.

Rita O’Grady é um expoente de seu tempo, pois surgiu justamente na década em que data o início da ascensão do Movimento Feminista, após um refluxo que teve início por volta de 1930, durante o nazi-facismo. O feminismo que surge no calor das lutas sociais da década de 1960 incorpora outras frentes de atuação, que não deixa de reivindicar a igualdade no exercício de direitos civis, políticos e trabalhistas – tema abordado na trama de Cole –, mas que vai além, passando a questionar a predeterminação biológica e cultural que mantém a mulher em um patamar de inferioridade aos homens. As mulheres questionam as relações de poder e hierarquia entre os sexos, ou seja, trata-se de uma crítica ao papel social ocupado pela mulher. Uma crítica à tradição e a cultura patriarcal.


Também data desse contexto o surgimento de inúmeros grupos organizados de mulheres que se enfrentam contra governos, empresas e valores sociais historicamente estabelecidos. Essa agitação política de mulheres surge nos Estados Unidos e depois toma de assalto a Europa. A famosa Revolução Cultural-Sexual, encabeçada por mulheres, também ocorre em 1968, na França.

O filme mostra como as operárias inglesas tomam consciência de sua importância no processo produtivo e na sociedade e passam a se auto-organizar politicamente como classe. A tomada de consciência dessas mulheres aparece na trama de modo a entender que o processo pelo qual o indivíduo toma para si a tarefa de romper com sua submissão, é de sua responsabilidade. À medida que a trama vai se desenrolando, o movimento ganha força em sincronia com a politização das mulheres. Elas que aparecem no início do filme apenas com preocupações fúteis e domésticas, passam a atuar como ativistas determinadas, que não recuam diante das pressões sociais. Connie (Geraldine James), a qual fica dividida entre a atuação na greve e os cuidados com seu marido, que está doente e no desenrolar da trama acaba se matando, o que pressiona ainda mais a operária a romper com o movimento, e Sandra (Jaime Winstone) a costureira mais fútil entre todas as que são representadas no filme, que sonha virar modelo e deixar de ser operária, quando é envolvida por uma tática da Ford de cooptação para tirá-la do movimento, assim como Connie não cede às pressões e continua ao lado de Rita O’Grady na greve.

Assim, as mulheres vão, gradativamente, rompendo com os valores tradicionais a respeito do papel social da mulher. Rompe-se com a figura da mulher passiva, submissa, dependente, dona de casa etc. As operárias da fábrica de Dagenham se organizam para enfrentar não somente seu seio de relações mais estreitas, seus maridos, filhos e colegas (homens) de trabalho, mas estão dispostas a enfrentar a Ford, o sindicato atrelado à empresa e o Estado inglês.

O papel do Estado como mediador de conflitos é retratado no filme, no embate entre as operárias e a Ford. Em vários momentos é possível percebe a pressão empresarial sendo exercida sobre o Estado Inglês para que a greve seja fracassada e a produção volte à normalidade. Um bom exemplo disso é quando o Sr. Tooley, representante da Ford, afirma que a corporação é a maior indústria de carros do mundo, que injeta milhões de libras na economia do Reino Unido e que isso deve ser lembrado às autoridades de Estado, para que saibam qual deve ser seu papel na negociação com as operárias. Em seguida, o Primeiro Ministro chama a Secretária de Estado para uma conversa para dizer-lhe que a Ford não deve ser contrariada. Em outro momento, imediatamente antes da negociação entre Barbara Castle e as mulheres de Dagenham, Sr. Tooley ameaça tirar as fábricas da Inglaterra e levar para outro lugar. Esse diálogo abre margem para a discussão a respeito do processo de descentralização produtiva que ocorre a partir da década de 1970, quando as grandes corporações passam a migrar sua produção para países onde a legislação trabalhista são mais fracas e podem garantir maior produtividade e mais lucros.

No filme fica claro que as mulheres ocupavam os postos mais precários de trabalho e eram minoria absoluta dentro da fábrica. Suas tarefas eram consideradas ‘desqualificadas’, ou seja, tratava-se de uma atividade desvalorizada, porém, como mostra a trama, fundamental no processo produtivo. O ambiente de trabalho também é precário, isso fica claro quando as operárias começam a abrir guarda-chuvas para proteger-se das goteiras que estão por toda parte, na espécie de galpão no qual trabalham. Elas reclamam que já solicitaram o concerto várias vezes e não foram atendidas.

É importante destacar que essa desvalorização do trabalho feminino dentro da fábrica não pode ser considerada somente como uma questão de desvalorização da atividade em si, mas do papel social da mulher, seja no processo produtivo, seja em sua participação política e social, pois ela só podia ser considerada ‘inferior’ no trabalho, devido existir um forte tradicionalismo machista que de antemão já as tinha alguns degraus abaixo dos homens. Essa visão de inferioridade sobre as mulheres é exposta na fala de Albert (Bob Hoskins), o sindicalista que incentiva e defende a organização das operárias, durante uma conversa com O’Grady, em que procura convencê-la a tornar-se a representante das mulheres. Ele é categórico ao afirmar que a luta delas não tem nada a ver com a qualificação da atividade em si, diz que “a Ford decidiu pagar menos porque pode. Eles podem pagar às mulheres um salário menor do que dos homens. No país inteiro, Rita, as mulheres ganham menos. Porque são mulheres. Estão sempre em segundo plano”, conclui.


Deste modo, o trabalho desenvolvido pelas operárias de Dagenham era sim fundamental para a produção da Ford, ocorria que, desvalorizando o trabalho, não oferecendo sua devida qualificação na forma de remuneração justa às operárias, a empresa garantiria uma maior extração de mais-valia. Além disso, quando o capital oferece salários mais baixos às mulheres, os salários dos homens também são desvalorizados, pois é uma tática de pressionar para baixo o pagamento dos salários de toda classe trabalhadora. É o que afirma Marx (1984) ao analisar o processo de produção do capital, a partir do surgimento da maquinaria e da grande indústria. O autor afirma que o trabalho de mulheres, assim como o de menores, configura a força de trabalho suplementar do capital, pois garante aumentar o número de trabalhadores, consequentemente, intensificar a produção, porém se diminui o valor da força de trabalho. Deste modo, “(...) a desvalorização do trabalho feminino (...) encontra sua lógica no processo de acumulação do capital, onde a superexploração do trabalho da mulher (e do menor) cumpre função específica” (ALVES; PITANGUY, 1982, p. 26). Alves e Pitanguy (1982) completam afirmando que a análise das relações de produção no sistema capitalista permite concluir que a condição social da mulher é parte intrinsicamente ligado à exploração na sociedade de classes.

Revolução em Dagenham expõe muito bem o papel historicamente desenvolvido pela força de trabalho feminina na atividade fabril, que é ocupar-se de tarefas que exigem maior paciência e minúcia, como é o caso das operárias/costureiras de Dagenham. Essas atividades são tratadas como menos importantes e secundárias à produção, com vistas à desvalorização do trabalho feminino. A pouca importância atribuída ao trabalho de Rita e de suas companheiras apenas mascara uma necessidade do capital de extrair mais valor, pois no filme se mostra claramente que a greve das operárias paralisa toda a produção, fazendo cair por terra a falácia de que as mulheres são secundárias no processo produtivo.

A primeira reunião para pautar as reivindicações das mulheres ocorre no escritório da Ford em Warley. Dela participam Hopkins, Jones e Grant (executivos da Ford). Albert em discurso para as mulheres preparando para a reunião, fala sobre quem está ao lado das mulheres: Monty Taylor, ele próprio (Albert), Connie e ele afirma que: “temos um a menos” é nesse momento que olha para Rita, sugerindo que ela podia ser a quarta pessoa para enfrentar com vantagem a administração da Ford. Quando Rita conta ao marido que vai participar de uma reunião com todos os chefes, ele fica surpreso. Ela explica que antes de sair fará a comida e que se chegar tarde, ele pode esquentar a refeição para ele e os filhos. Justifica dessa forma que cumprirá seu papel de mulher. Na próxima cena, aparecem Rita e Connie conversando, Rita pergunta se vai dar tudo certo, ao que Connie responde: “Você não tem que fazer nada, só os homens vão falar”. Durante um almoço que precede a reunião com a Ford, Monty Taylor orienta Rita a não se envolver durante a reunião, diz a ela que: “Se começarem a fazer perguntas mantenha a cabeça baixa, eu cuido de tudo”. O que Monty pretende com isso é uma ‘domesticação’ de Rita, ele continua dizendo: “e, acima de tudo, se eu concordar, você concorda”. Ou seja, o papel tanto de Rita quanto de Connie não era opinar, muito menos decidir sobre nada. Elas seriam apenas figurantes de uma negociação alegórica entre a Ford e o sindicato.

Porém, Rita intervém durante a reunião e defende que o trabalho das operárias é sim, trabalho qualificado. Que elas fazem, inclusive, prova para ocupar a função, que não entende porque seu trabalho é considerado “desqualificado”. Diz O’Grady que a Ford nunca deu ouvido às reivindicações das mulheres porque elas nunca entraram em greve, declara que: “Chega de horas extras e uma paralisação imediata de 24h, e o que vai acontecer daqui para frente, depende de vocês”. Ao que parece, nem os executivos da Ford em Dagenham, nem a alta administração da Ford, em Michigan, nos EUA, nem mesmo o sindicato acreditava que as mulheres, menos de 1% do total de trabalhadores, teriam coragem de enfrentar a corporação.

O desejo de autodeterminação de Rita O´Grady aparece nesse primeiro momento, quando num ato de indignação com a conversa entre Monty e os executivos da Ford Dagenham, ela toma a palavra para si e questiona os argumentos colocados durante o diálogo. A ação de Rita, apesar de em nosso atual contexto parecer um tanto quanto normal, reflete uma ruptura drástica com a submissão ao poder masculino. Pois se é verdade que atualmente já se evidencia uma participação política e social maior das mulheres, basta observar grandes nomes da política nacional e internacional; também é verdade que ainda hoje é mais perceptível a participação masculina nas decisões e nos palanques. Então, uma mulher operária, na década de 1960, tomar para si um debate, buscando argumentar contra a administração da empresa pela qual é empregada, diante de sua representação ‘legítima’, figurado pelo sindicato, foi um ato anunciado de rebeldia. Rita O´Grady reflete os ideias da consciência feminista e levanta a bandeira de algo secularmente marginalizado, tanto político quanto socialmente falando, a transformação do papel social da mulher. Rita, ao assumir as rédeas da negociação com a Ford, rompe com a típica “passividade feminina” e torna-se protagonista de sua própria história. Sua postura de acordo com Alves e Pitanguy (1982) carrega a principal premissa do feminismo que é a auto-organização das mulheres.

Outro aspecto importante pontuado no filme diz respeito ao papel desempenhado pelo sindicato, que é atrelado a empresa e atua no sentido de desmobilizar a greve das trabalhadoras. Percebe-se que existe uma disputa dentro da própria organização sindical, já que Albert, sindicalista que defende as mulheres desde o início das reivindicações, ao longo dos embates se enfrenta com outros coordenadores do sindicato, por estar disposto a dar suporte incondicional à luta das mulheres, enquanto que os outros, típicos burocratas, desejam apenas manter seu posto.


O longa explicita a questão do atrelamento do sindicato à Ford quando a Secretaria de Estado, Barbara Castle (Miranda Richardson), afirma que não entende como que dois anos antes, 1966, ocorria uma onda de otimismo, no qual o Ministério do Trabalho afirmava que usaria a relação próxima com os sindicatos para desenvolver melhor a indústria. Em contraposição a isso, ela elenca que nos últimos 12 meses (de 1967 a 1968) haviam ocorrido vinte e seis mil greves no Reino Unido, resultando na perda de cinco milhões de dias de trabalho. Os números apresentados pela Secretaria indicam que a relação do governo e das empresas com os sindicatos apresentavam contradições significativas, pois ao mesmo tempo em que existiam sindicatos que controlavam os trabalhadores, a exemplo do que o sindicato de Dagenham tenta fazer quando do início do movimento de mulheres, o ascenso operário ganhava força e desafiava as corporações e o governo.

A década de sessenta, não só no que tange aos movimentos feministas, é marcada por uma ascensão do movimento sindical na Europa. É o contexto de fortalecimento das entidades de classe, no qual os sindicatos alcançam altos índices de sindicalização. Mattoso (1994) demonstra que o ascenso sindical vivido pelos países de capitalismo avançado, principalmente na segunda metade da década de 1960, culmina com altos índices de sindicalização no início de 1970, para um posterior decrescimento a partir das mudanças no mundo do trabalho ocorridas com a reestruturação produtiva.

O que Revolução em Dagenham tem de especial é o fato de abordar essa intensificação das lutas trabalhistas na Europa, a partir das demandas femininas. Nigel Cole mostra mulheres determinadas a ir até o fim em seus questionamentos e reivindicações. O capital, representado pela Ford, aparece como maior impulsionador da divisão entre homens e mulheres, visando enfraquecer a luta do movimento feminista organizado no interior da fábrica. O objetivo da administração da Ford é claro, usar a autoridade garantida culturalmente aos homens para deter as mulheres e acabar com a greve, evidenciando que a submissão feminina, cristalizada por um tradicionalismo cultural patriarcal, serve para o enfraquecimento da organização feminista e, concomitantemente, da classe trabalhadora, homens e mulheres.

As operárias de Dagenham avançam o movimento procurando apoio de operárias de outras fábricas da Ford. Eddie (Daniel Mays), o marido de Rita, começa a ser pressionado por seus colegas, que questionam a atuação de Rita e o risco que a greve representa para todos. Nesse momento, Eddie encontra-se insatisfeito com a inversão dos papéis dentro de casa, já que a maior participação política de Rita implica, necessariamente, em sua ausência da vida doméstica. Assim, as atividades do lar que eram de sua responsabilidade, como cuidar dos filhos, da casa e do marido, além de trabalhar na fábrica, eram agora responsabilidade de Eddie.

A greve toma conta dos noticiários e vira pauta social. As grevistas são questionadas sobre a posição de seus maridos. Isso é demonstrado quando um repórter pergunta a Rita “Seu marido a apoia?”. O questionamento do repórter remete a uma suposta necessidade de legitimação, ou melhor, autorização dos maridos às ações das mulheres, como que se apenas a vontade e determinação delas não tivessem validade em si.

A greve ganha proporção tamanha que a fábrica paralisa totalmente a produção. O movimento vira assunto do próprio Sr. Ford, que dá uma dura em seus executivos e afirma que se Rita conseguir o que quer a Ford terá que fazer o mesmo em todo o mundo. Aqui fica expressamente óbvio que a preocupação do Sr. Ford é com os lucros da empresa, que estão em risco graças à organização e força da greve de mulheres.

Rita discursa na Reunião de Sindicatos, em Eastbourne, para conseguir apoio das outras organizações sindicais: “vocês têm que nos apoiar. Vocês tem que tomar a frente conosco. Somos da classe trabalhadora. Os homens e as mulheres. Não somos separados pelo sexo. Mas apenas por aqueles que estão dispostos a aceitar a injustiça e por aqueles que (...) estão preparados para enfrentar a batalha pelo que é certo. E salários iguais para as mulheres é o certo”. A ausência das mulheres na atividade sindical fica latente nesse momento, pois O’Grady discursa para um plenário repleto de homens. A operária de Dagenham consegue um feito importante para o desfecho vitorioso da greve, que é ganhar a votação de apoio à luta das mulheres.

Nessa parte do filme cabe uma reflexão acerca da organização das mulheres trabalhadoras nos sindicatos. Sobre isso Teles (1999) ao fazer um panorama histórico do movimento feminista no Brasil, evidencia as dificuldades encontradas para a organização das mulheres em sindicatos. A autora aponta que entre os principais obstáculos figura a forte repressão da empresa contra as mulheres que se organizam e a indisposição dos dirigentes sindicais em criar mecanismos específicos para atrair mulheres para o sindicato. Para Teles (1999) a ausência das mulheres nos sindicatos divide a classe trabalhadora.

O filme mostra que os dirigentes sindicais de Dagenham eram homens. É Rita O’Grady que resolve enfrentar os dirigentes e organizar as outras operárias em uma greve sem o apoio do sindicato. No dia seguinte à primeira paralisação, as mulheres recebem uma notificação oficial desqualificando o movimento. Rita, junto com as outras operárias, vai ao sindicato contestar e convence as outras trabalhadoras a não aceitar a retaliação, e não somente, também votam por manter a greve até que os salários sejam iguais aos dos homens. Diz ela a Monty Taylor (Kenneth Cranham), moderador sênior da Ford Dagenham, em tom de indignação: “temos os menores salários da fábrica mesmo sendo consideravelmente qualificadas, e só há uma razão para isso, é porque somos mulheres”, termina dizendo “salários iguais ou nada”.


As operárias da Ford de Dagenham alcançaram um feito de grande importância para a história do movimento feminista. Elas conquistaram, com a greve, um aumento imediato de 92% do salário pago aos homens, além disso, Rita O’Grady, junto com as demais 187 costureiras de Dagenham, foram a vanguarda que tornou a luta por igualdade salarial entre mulheres e homens algo real e possível na Inglaterra, e em maio de 1970, dois anos depois da greve, o Ato de Equiparação Salarial virou lei no país.

Uma discussão entre Rita e seu marido, expõe de forma bem categórica o tradicionalismo patriarcal enfrentado pelas mulheres naquele contexto. Eddie afirma que é um bom companheiro porque nunca bateu nela e cuida das crianças. Em um ato de total indignação O’Grady afirma que é exatamente assim que tem que ser. Em outras palavras, Rita quis dizer que não era normal um homem bater na mulher e que era normal o homem ajudar a cuidar dos filhos, que as mulheres também tinham direitos, e que eram iguais aos dos homens. Pitanguy (1982) afirma que o feminismo procura repensar a identidade sexual a partir do pressuposto que seja o indivíduo homem ou mulher, não se torne sujeito a padrões hierarquizados, com isso, as características ‘femininas’ e ‘masculinas’ fariam parte de um todo de qualidades atribuídos ao ser humano de modo global.

Deste modo, ao colocar em questão o debate referente ao papel social historicamente ocupado pela mulher, o filme trata da ideologia criada em torno à inferioridade do gênero feminino, que tem aparecido ao longo dos anos amparado por uma defesa referente às diferenças biológicas (ALVES; PITANGUY, 1982). Assim, ao longo dos séculos, durante o processo de socialização, se construiu um discurso rígido quanto ao papel social da mulher, proferido pelas principais instituições sociais, as quais, religião, escola, família etc. É sobre isso que discorre Pitanguy (1982), afirmando que nas relações entre homens e mulheres ocorre um tensionamento criado a partir da relação de poder e hierarquia determinados socialmente, de acordo com os padrões sociais que normatizam comportamentos típicos de cada gênero. É dessa ideologia que está carregada a fala do marido de Rita, ao afirmar que não bater em “sua mulher” (referente a título de propriedade) e ajudar com filhos (função biológica e socialmente delegada à mulher) é digno de grande mérito.

O filme de Nigel Cole faz um importante panorama sobre o papel social da mulher, sua organização política e sua auto-organização. Além de colocar em questão valores tradicionais que até hoje seguem sendo pautados pela sociedade. A contestação de Rita O’Grady ainda é atual, pois mesmo no século XXI ainda é real a diferença salarial entre mulheres e homens. Talvez o filme, que foi produzido em 2010, tente mostrar que tanto se fez, importantes nomes se insurgiram contra a diferenciação entre mulheres e homens, mas mesmo assim as mulheres ainda não conseguiram se postular em um patamar de igualdade aos homens. Resta a pergunta: porquê?

REFERÊNCIAS:
ALVES, Branca Moreira; PITANGUY, Jacqueline. O que é Feminismo?. São Paulo. Brasiliense, 2ª ed., 1982.
MARX, Karl. O Processo de Produção do Capital. In O Capital: Crítica da Economia Política. Tradução de Regis Barbosa e Flávio R. Kothe. São Paulo. Abril Cultural, 1984.
MATTOSO, Jorge Eduardo L.. O Novo e Inseguro Mundo do Trabalho nos Países Avançados. In O Mundo do Trabalho: crise e mudança no final do século. Org. Carlos Alonso de Oliveira. São Paulo. Scritta, 1994.
TELES, Maria Amélia de Almeida. Breve História do Feminismo no Brasil. São Paulo. Brasiliense, 1999.


Priscila Rodrigues Duque, Jornalista, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
da Universidade Federal do Pará (PPGCS-UFPA).

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Via
filme inglês de 2010


http://www.cinema2000.pt/ficha.php3?id=16891

Rita O´Grady foi a catalizadora da greve de 1968 na fábrica da Ford de Dagenham. A trabalhar em condições extremamente precárias, muitas horas seguidas, e preocupadas em conciliar o trabalho com a vida doméstica, as mulheres da fábrica de Dagenham perdem finalmente a paciência, quando são classificadas como “não qualificadas”. 
Realização: Nigel Cole
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2 filmes de Philip Kaufman:
trailer
https://www.youtube.com/watch?v=Cn5EIGlzbqY
A Insustentável leveza do Ser
http://www.cinepipocacult.com.br/2011/12/insustentavel-leveza-do-ser.html

A Insustentável Leveza do Ser

A Insustentável Leveza do SerAmorseduçãosexo, questões políticas, visões de vida e a invasão de Praga pelos soviéticos. Tudo isso é trabalhado com desenvoltura por Milan Kundera em seu livro, A Insustentável Leveza do Ser. O filme de Philip Kaufman, com o mesmo nome, tenta dar conta de todos os temas, assim, torna-se longo e por vezes confuso, mas não deixa de ser um grande exemplar da história cinematográfica.

Aqui, Daniel Day-Lewis é Tomas, um médico sedutor e irresistível que encontra na delicada Tereza, vivida por Juliette Binoche um amor intenso. A moça quebra nele todas as defesas, como não dormir nunca ao lado de uma mulher e vai tomando conta de seu coração, sua casa, sua vida. Mas, mesmo amando-a, ele nunca deixa de praticar seu principal hobby que é seduzir mulheres. Em suas aventuras, existe aquela especial, Sabina, além de amante, uma amiga confidente que se torna presença constante na vida do casal. Quando tudo parecia tranquilo e equilibrado, Praga é invadida pelos Soviéticos, após o tratado insano de divisão do mundo junto com os Estados Unidos e a vida dos três passa por diversas reviravoltas.

A Insustentável Leveza do SerMuitos consideram confuso essa parte do roteiro, em que um filme sensual se torna político, principalmente por muita coisa não ser explicada em cena. Você tem que conhecer um pouco de história mundial ou, no mínimo, ter lido o livro para compreender parte do que está acontecendo. Ainda assim, não é um filmesobre Guerra Fria, questões comunistas ou mesmo sobre as tensões nos países que se tornam parte da União Soviética. É uma história sobre pessoas, sobre três pessoas em diversos momentos de suas vidas. Tomas, Tereza e Sabina nos conduzem em suas dificuldades, suas escolhas, seus modos de vida com leveza. Vamos acompanhando e conhecendo-os aos poucos.

A Insustentável Leveza do SerA construção do personagem Tomas porDaniel Day-Lewis é incrivelmente bela. Ele consegue todas as nuanças daquele médico sedutor, nos olhares, nos gestos, no não-dito ou no bordão "tire a roupa", que é genial por ser ao mesmo tempo a fala de um médico para um paciente e de umamante para uma mulher. A química e o contraste de sua relação com Tereza e Sabina também são muito bem realizados. A esposa que o conquistou com o jeito tímido de Juliette Binoche. E a eternaamante que o fascina na atitude forte de Lena Olin. Ambas também nos passam a alma de suas personagens. A forma desajeitada de Tereza, seus medos, suas angústias. A determinação e liberdade de Sabina, principalmente em sua relação com Franz, um professor universitário que conhece em Genebra.

Ao mesmo tempo em que temos os contrastes dos três personagens, temos o contraste do idealcomunista com a ditadura russa. A perda da liberdade e o jogo de perseguição são fortes. A forma como Tomas se transforma de um médico conceituado em um perseguido político, as dificuldades de um mundo em guerra, ainda que fria. As denúncias são corajosas e a forma como tudo nos é passado pela visão dos três protagonistas é bem realizada.

A Insustentável Leveza do SerPhilip Kaufman constrói com cuidado e delicadeza a história, nos brindando com imagens que transmitem mensagens, tal qual Tereza observando um pequeno jarro de cacto em cima da mesa, em uma cena posterior a sua visita a um jornal, onde lhe propõe tirar fotos de natureza morta. Assim como a sessão de fotos dela com Sabina. Toda a construção da cena é bem realizada, desde o cenário da casa da artista repleta de espelhos que refletem e recriam situações, até a interpretação dasatrizes, suas trocas de olhares, a maneira delicada com que vão se despindo e ficando à vontade.

A Insustentável Leveza do Ser é daqueles filmes intensos. Há aqui diversas camadas de personagens, histórias, temas que vão sendo desvendados pelo espectador a cada instante. É forte, é sensual, é político, faz pensar. Mas, acima de tudo, revela pessoas, suas capacidades de amar e a leveza ou não com que lidam com as situações da vida. 
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http://www.interfilmes.com/filme_13626_A.Insustentavel.Leveza.do.Ser-(The.Unbearable.Lightness.of.Being).html
Para o jovem cirurgião Tomas (Daniel Day-Lewis), assuntos como a liberdade e a busca da felicidade são problemas dos outros. Em plena Praga de 1968, o galanteador está mesmo concentrado é na felicidade da busca , já que está determinado a levar a vida com uma leveza alheia a quaisquer compromissos ou ideologias políticas. Mas seu plano pode naufragar. Pois afinal, apesar de ser um grande clichê, é verdade que há escolhas que o coração faz sem a ajuda da razão. Com um belíssimo e sensual roteiro inspirado na obra do escritor Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser é adaptação de um dos maiores clássicos da literatura mundial. Produzido por Saul Zaentz (O Paciente Inglês e Amadeus) e dirigido por Philip Kaufman (Os Eleitos) o filme traz ainda Juliette Binoche and Lena Olin, em um dos triângulos amorosos mais quentes do cinema. Uma história repleta de mudanças, em que vidas oprimidas são renovadas por um amor intenso.
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a bela cena na gare do filme OS REDS
com Diane Keaton e Warren Beatty
https://www.youtube.com/watch?v=X5MtATxkyHM
e entre Diane Keaton e Jack Nicholson
https://www.youtube.com/watch?v=HxhMy_k-FfA
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26ouTUbro2016
revi o filme 
impressionante
sobre a luta dos negros
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-30472/trailer-19432101/

Mississipi em Chamas Trailer Original
Filme : Mississipi em Chamas
4,1
 para 80 usuários

SINOPSE E DETALHES

Mississipi, 1964. Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem Dafoe) 
são dois agentes do FBI que estão investigando a morte de três militantes dos direitos 
civis. As vítimas viviam em uma pequena cidade onde a segregação divide a população 
em brancos e pretos e a violência contra os negros é uma tónica constante.
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Henry.June
com a Inês de Medeiros
https://www.youtube.com/watch?v=78FMYn-96oE
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Via sapo
Poster do filme Henry & June
http://cinema.sapo.pt/filme/henry-june
Este excelente filme de Philip Kaufman introduz-nos na vida erótica de duas grandes figuras da literatura do século XX.
Ao conhecer o escritor americano Henry Miller (Fred Ward) em Paris, em 1931, uma jovem escritora chamada Anais Nin (Maria de Medeiros) embarca numa viagem de descoberta interior, anotando fielmente num diário todas as suas experiências.
Na sua busca de novos territórios, Anais e Henry vêem-se seduzidos pela inquietante sensualidade da esposa de Henry, June (Uma Thurman).
Henry & June é uma inesquecível viagem através do território desconhecido das relações humanas, baseada nas passagens suprimidas dos diários de Anais Nin.
FICHA TÉCNICA
Realização
Philip Kaufman (I)
Interpretação
Féodor Atkine Fred Ward (I)Jean-Philippe Écoffey Kevin Spacey Maria de MedeirosRichard E. Grant Uma Thurman
Argumento
Philip Kaufman (I)
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O PIANO
https://www.youtube.com/watch?v=mKrDcUrSpF0
Filme O Piano (Filme com restrição de idade) O piano retrata a sofrida trajetória de Ada McGrath, uma mulher que não fala desde os seis anos de idade e se muda para a Nova Zelândia recém-colonizada. Em companhia da filha, ela conhece seu futuro marido, com o qual não simpatiza. Para piorar a situação, o noivo, Alisdair Stewart, recusa-se a transportar o piano de Ada, que é sua maior paixão. Porém, o administrador George Baines, imediatamente interessado na mulher, adquire o instrumento e promete devolvê-lo caso ela lhe ensinasse a tocá-lo. Com o tempo, as tais aulas de piano vão se tornando encontros sexuais e os dois acabam descobrindo o verdadeiro amor.

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Gritos e Sussurros
de Ingmar Bergman
https://www.youtube.com/watch?v=ZZSvUJtuy5s
Um dos filmes mais perturbadores do mestre Ingmar Bergman, Gritos & Sussurros é apresentado, pela primeira vez no Brasil, em versão restaurada e remasterizada no formato widescreen, que resgata em todo seu esplendor a belíssima fotografia do genial Sven Nykvist, premiada com o Oscar da categoria. 

Numa casa de campo, Agnes recebe, à beira da morte, os cuidados de suas duas irmãs e de uma dedicada empregada da família. Neste ambiente claustrofóbico, acompanhamos as imaginações, lembranças e frustrações destas quatro mulheres.

Indicado a 5 Oscar, incluindo Melhor Filme e Direção, Gritos & Sussurros é obra-prima de uma riqueza infinita, obrigatória na coleção de todo cinéfilo.
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baseado no livro de Jorge Amado

Tieta do Agreste - Completo


https://www.youtube.com/watch?v=AvfidSyvTY0
Tieta retorna a sua terra natal, a pequena Santana do Agreste, após 25 anos de ausência. Sua volta causa certa apreensão na família, uma vez que Tieta saíra escorraçada pelo pai Zé Esteves, movido pelas intrigas de Perpétua, sua irmã mais velha.
A chegada de Tieta, rica e poderosa, põe fim aos boatos de que estaria morta e aguça a ambição não só de seus familiares - Perpétua, Zé Esteves, Elisa, Ramiro... -, mas de toda cidade.
Usando de sua influência, Tieta consegue trazer a luz elétrica a Santana do Agreste ao mesmo tempo em que se envolve num tórrido romance com seu sobrinho, o seminarista Ricardo.
A jovem Leonora, apresentada à família como enteada de Tieta, envolve-se com o secretário da prefeitura, Ascânio Trindade, num romance impossível que acabará resultando em uma nova e inesperada partida de Tieta.
https://www.youtube.com/watch?v=plAIvcgXZz4
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O Fantasma da Ópera - Filme completo (2004)

https://www.youtube.com/watch?v=9gJZEz1brII&index=8&list=RD4T_G20bPZqQ
La Carlotta (Minnie Driver) é a diva de uma conceituada companhia teatral, que é responsável pelas óperas realizadas em um imponente teatro. Temperamental, La Carlotta se irrita pela ausência de um solo na nova produção da companhia e decide abandonar os ensaios. Com a estréia marcada para o mesmo dia, os novos donos do teatro não têm outra alternativa senão aceitar a sugestão de Madame Giry (Miranda Richardson) e escalar em seu lugar a jovem Christine Daae (Emmy Rossum), que fazia parte do coral. Christine faz sucesso em sua estréia, chamando a atenção do Visconde de Chagny (Patrick Wilson), o novo patrocinador da companhia. O Visconde e Christine se conheceram ainda crianças, mas ele apenas a reconhece na encenação da ópera. Porém o que nem ele nem ninguém da companhia, com exceção de Madame Giry, sabem é que Christine tem um tutor misterioso, que acompanha nas sombras tudo o que acontece no teatro: o Fantasma da Ópera (Gérard Butler).
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O mundo de Sofia - filme completo

https://www.youtube.com/watch?v=tVeCiWA3I20
O Mundo de Sofia (Sofies verden em norueguês) é um romance escrito por Jostein Gaarder, publicado em 1991. O livro foi escrito originalmente em norueguês, mas já foi traduzido para mais de 50 línguas, teve sua primeira edição em português em 1995, que atualmente se encontra em sua 70ª reimpressão. Somente na Alemanha foram vendidos 3 milhões de cópias.

O livro funciona tanto como romance, como um guia básico de filosofia. Também tem temas conservacionistas e a favor da ONU. Em 1999, foi adaptada para um filme norueguês; entretanto, não foi largamente publicado fora da Noruega. Esse filme também foi apresentado como uma minissérie na Austrália, se não em outros lugares. Também foi adaptado para jogo de PC pela Learn Technologies em 1998.Recentemente, em 2008 essa versão cinematográfica do livro foi lançado no Brasil oficialmente em DVD.

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Um Doce Olhar - Filme Completo

https://www.youtube.com/watch?v=h68gsvNP05M
Yusuf (Bora Altas) é uma criança que mora com os pais numa isolada área montanhosa. Para ele, a região de floresta torna-se um verdadeiro mistério e aventura a partir do momento em que ele acompanha o pai em um dia de trabalho. O filme acompanha sua incrível jornada pela busca de algum sentido a sua vida.
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laberinto de pasiones 1982 pedro almodovar

https://www.youtube.com/watch?v=X3Ps-9984cY
Madrid, años 80. Una ciudad incómoda, salvaje y divertida. En ella transcurre una historia de amor inusual entre una joven "erotómana" y el hijo de un emperador árabe. Ella, miembro de un violento grupo musical, y él, más preocupado por los cosméticos y los hombres que por otra cosa, son el hilo conductor de una serie de relaciones entre los personajes más dispares que se puedan encontrar. Música, violencia oral, persecuciones, pasión, sexo... y por encima de todo, el amor y sus dificultades.
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O AMOR VEM DEVAGAR - FILME LEGENDADO

https://www.youtube.com/watch?v=GR4tdSiRwsk
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23ag2009
a força da natureza
acabei de rever:
The Bear - Film by Jean-Jacques Annaud
http://www.flixxy.com/bear-animal-nature-film.htm?r=0
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10jun2009
 HOME . O MUNDO É A NOSSA CASA...
5 Junho foi Dia Mundial do Ambiente
por sugestão da Susana Gonçalves

POR FAVOR VEJAM ESTE FILME E DIVULGUEM!POR SI , PELOS SEUS... POR TODOS NÓS PELO NOSSO PLANETA...
http://www.youtube.com/watch?v=tCVqx2b-c7U

http://www.youtube.com/homeproject
5 de Junho de 2009 - dia internacional do ambiente foi o escolhido para a estreia de «HOME- O mundo é a nossa Casa», um filme de Yann Arthus-Bertrand.Muito mais que um simples filme, este representa um projecto que envolverá o planeta, com a sua estreia em mais de 50 países em simultâneo...
(...)De referir que, o projecto HOME não tem quaisquer fins lucrativos sendo o seu objectivo principal, a sensibilização do maior número de pessoas para as questões ambientais eminentes.«HOME- O mundo é a nossa Casa» pretende passar uma mensagem de mudança de atitude na população, mostrar as alterações ambientais que estão a acontecer e levá-las a agir.Sob o lema «é muito tarde para ser pessimista», Yann Arthus-Bertrand mostra com o seu filme, a sua preocupação pelo ambiente e é o primeiro a lançar a pedra de um projecto a que todos deviam agarrar.O filme estará nos cinemas Lusomundo e poderá ser visto com marcação prévia durante todo o mês de Junho.
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