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27mar2015
SIC
https://www.facebook.com/video.php?v=608452815922691
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1 curiosa postagem
http://pausanoestudo.blogspot.pt/2015/02/toino-abel.html
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A página do TOINO ABEL
https://www.facebook.com/toinoabel?fref=photo
Handmade Portuguese Reed Baskets Portugal
Cestas de Junco Tradicionais Portuguesas
Encomendas online / Online orders:
toinoabel@yahoo.com
www.toinoabel.etsy.com
A História
Ao meu avô chamavam-lhe de Toino Abel. Toino porque era António e Abel vinha de seu pai. O filho de seu pai, o António do Abel. Já eu quando era criança chamava-lhe de Avô Careca. E porque este avô me foi tão querido lembrei-o nesta empresa.
Na verdade era o pai de minha avó que fazia cestas. José Custódio Barreiro, chamavam-lhe Zé Esteireiro. Agricultor, homem de negócios. Foi ele que começou a fazer aquelas que se tornaram as nossas cestas. Aqui, na minha aldeia.
Todo o fazer da cesta é manual. As artesãs cortam os fardos de junco com um machado, dividindo-os em pequenos fardos que são lavados, secos e branqueados numa arca de madeira onde arde enxofre. Daí o junco é escolhido um a um, fio a fio, e formam-se dois molhos. Os claros e os escuros. Os escuros vão a tingir, quando há tempo, processo este que na casa da D. Emília ainda se faz em panelas sobre uma fogueira a lenha. Só então acontece o trabalho no tear. Uma linha de linho passa por cada buraco do pente de tear duas vezes e assim sempre até a teia ficar feita. A Cidália benze-se antes de começar a tecer o junco. Ficam esteiras. Que é como quem diz tapeçarias. Antigamente faziam-se só brancas mas as moças tecederias, que eram muitas naquele tempo, começaram a competir entre elas, uma fazia um xadrez, a outra fazia lembrar rosas, e assim os lindíssimos padrões que encontramos hoje. A cesta típica tem três partes, três "tapeçarias", que cosidas formam a ceira e só depois é entrelaçada a asa de verga.
O fecho é feito a partir de pele de curtimento vegetal. Este método tradicional e artesanal usa taninos vindos de cascas de árvores, raízes e folhas. Leva tempo e respeita a natureza.
Todo este processo corre o risco de acabar. Não há artesãos jovens que queiram aprender este trabalho e mesmo a apanha do junco no sul de Portugal, também ela perfeitamente manual, não encontra mãos novas. A Toino Abel quer contudo continuar esta nossa herança cultural.
Atenciosamente,
Nuno Henriques

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A banca da TOINO ABEL hoje, 28jun2014, no Terreiro do Paço noARRAIAL PRIDE.
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4fev2015
Via Observador
http://observador.pt/2015/02/04/toino-abel-as-cestas-da-aldeia-que-ja-apareceram-na-vogue-inglesa/

http://observador.pt/2015/02/04/toino-abel-as-cestas-da-aldeia-que-ja-apareceram-na-vogue-inglesa/
Toino Abel: as cestas da aldeia que já apareceram na Vogue inglesa
Feitas à mão na aldeia da Castanheira, Alcobaça, as cestas da Toino Abel já chegaram à Nova Zelândia e às capitais europeias. O método de fabrico é antigo, mas elas circulam pela internet.
As cestas não deixam adivinhar, a campanha muito menos, mas a história daToino Abel pertence a uma longa linhagem de homens. À frente da marca está Nuno Henriques, de 30 anos, e o nome vem do avô, António – “o António do Abel”, como se dizia, e ainda se diz, em algumas aldeias onde os habitantes são sempre filhos dos seus pais, e não só no apelido. “Na verdade era o meu tetravô que fazia as cestas”, conta o empresário. “Pelo menos foi até onde conseguimos recuar, não sei se alguém antes dele já as fazia.”
Nuno cresceu com as malas de junco a serem feitas em teares, na aldeia de Castanheira, Alcobaça, mas chegou à idade adulta vendo os teares cada vez mais parados. “Gosto de tudo o que são técnicas ancestrais e trabalho manual, e tenho um fascínio pelo objeto em si, mas infelizmente via as cestas paradas num sítio, parecia que estavam entregues à morte.”
No ano em que o avô morreu, Nuno resolveu lembrá-lo com uma marca que salvasse do mesmo destino uma técnica tão antiga. “A Toino Abel nasceu porque acho que as cestas podem viver no mundo, com a ajuda da internet, e chegar a novos públicos.”
Dos teares da Castanheira, as malas têm chegado a países tão remotos como a Nova Zelândia e a Austrália, através da loja online alojada na Etsy, e estão também em espaços físicos de cidades como Barcelona, Berlim, Londres e Porto, para além de já terem sido sugeridas na edição inglesa da revista Vogue. Há modelos tradicionais mas também em cores fortes ou com alças, para usar à tiracolo ou prender documentos, em coleções que têm o nome de igrejas da aldeia onde Nuno ainda vive: Santa Marta, Santa Rita, Senhora da Luz. Esse é o trunfo da marca: pegar numa herança tradicional, de ruralidade e nostalgia – quem não se lembra de levar a cestinha com o lanche para a escola? – e transformá-la num objeto de desejo do século XXI com um pormenor tão pequeno como um fecho em pele ou uma etiqueta onde um rapazinho (por sinal o pai de Nuno, quando era pequeno) carrega a sua própria cesta.
É tudo feito à mão por uma equipa pequena: Cidália Ricardo e Emília Pimenta começam por cortar molhos de junco com um machado, que dividem em fardos que são lavados, secos e branqueados numa arca com enxofre a arder. O junco é escolhido e dividido pauzinho a pauzinho. O que resiste e continua escuro é tingido em casa de Emília, em panelas que aquecem numa fogueira a lenha. Daí o junco passa para o tear, onde nascem os tamanhos e padrões das cestas, às riscas, ao xadrez, a fazer lembrar flores.
“A Cidália benze-se antes de começar a tecer o junco”, diz Nuno. No final, Lurdes Rodrigues cose as diferentes partes, dando assim forma à cesta, e Fernando Sousa faz as asas com ramos de verga entrelaçados. “Têm de ficar mesmo no meio para a mala não ficar pingona”, diz.
Consciente de que tudo isto corre o risco de acabar se o ofício não passar para mãos mais novas, Nuno não se limitou a criar a marca e acabou de abrir uma oficina, também na Castanheira, onde a ideia é ensinar a técnica às gerações mais novas. De tetravô para tetraneto, e por aí fora.
Nome: Toino Abel
Data: A marca foi criada em 2010, mas começou a ser desenvolvida em 2013.
Pontos de venda: Etsy, Coração Alecrim, Sardinha Fresh
Data: A marca foi criada em 2010, mas começou a ser desenvolvida em 2013.
Pontos de venda: Etsy, Coração Alecrim, Sardinha Fresh