e morreu a 14jun1986
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Via Gisela Mendonça:

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"Escritor argentino considerado una de las grandes figuras de la literatura en lengua española del siglo XX, ocupa un puesto excepcional en la historia de la literatura por sus relatos breves. Aunque las ficciones de Borges recorren el conocimiento humano, en ellas está casi ausente la condición humana de carne y hueso; su mundo narrativo proviene de su biblioteca personal, de su lectura de los libros, y a ese mundo libresco e intelectual lo equilibran los argumentos bellamente construidos, simétricos y especulares, así como una prosa de aparente desnudez, pero cargada de sentido y de enorme capacidad de sugerencia.
Su fama es universal y es definido como el maestro de la ficción contemporánea."
In biografiasyvidas.com
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Via Graça Silva:
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Sou o que sabe não ser menos vão
Que o vão observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irmão.
Sou, tácitos amigos, o que sabe
Que a única vingança ou o perdão
É o esquecimento. Um deus quis dar então
Ao ódio humano essa curiosa chave.
Sou o que, apesar de tão ilustres modos
De errar, não decifrou o labirinto
Singular e plural, árduo e distinto,
Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada.
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Os escritos de Jorge Luis Borges mergulham Henrique em um périplo entre as cidades de São Paulo, Buenos Aires e Genebra e o conduzem à fronteira entre a realidade e a evocação, entre a coisa e a palavra, entre o ser e o símbolo, entre a vida e a morte.
https://vimeo.com/170235318
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Via A Lua Voa
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Entre mim e o meu amor hão-de se erguer
trezentas noites como trezentas paredes
e o mar será magia entre nós dois.
Nada haverá, senão lembranças.
Oh tardes que valeram a pena,
noites esperançosas de te ver,
campos de meu caminho, firmamento
que estou vendo e perdendo…
Definitiva como o mármore,
tua ausência entristecerá outras tardes.
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VIA JERO.LUSA
14jun2015

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"Publicamos para não passar a vida a corrigir rascunhos. Quer dizer, a gente publica um livro para se livrar dele". Jorge Luís Borges (1899-1986), escritor argentino.
Lusa/Fim.
Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo (Buenos Aires, 24 de agosto de 1899 — Genebra, 14 de junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino.
Em 1914 a sua família mudou-se para Suíça, onde estudou e de ondeviajou para a Espanha. Quando regressou à Argentina em 1921, Borges começou a publicar os seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor daBiblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio internacional de editores, o Prêmio Formentor Internacional.
O seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas.
As suas obras abrangem o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Os seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph(1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus. Os seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas do seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio.
A sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "Boom Latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez.3 Para homenagear Borges, no O Nome da Rosa 6 um romance de Umberto Eco, existe o personagem Jorge de Burgos, que além da semelhança no nome é cego — assim como Borges foi ficando ao longo da vida. Além da personagem, a biblioteca que serve como plano de fundo do livro é inspirada no conto de Borges A Biblioteca de Babel (uma biblioteca universal e infinita que abrange todos os livros do mundo).
O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse : "Borges, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".
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"Calam-se as cordas.
A música sabia
o que eu sinto."
Via Silvana R
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Via Hamilton A
Diz-me por favor onde não estás
em qual lugar posso não te ver,
onde posso dormir sem te lembrar
e onde relembrar sem que me doa.
Diz-me por favor onde posso caminhar
sem encontrar as tuas pegadas,
onde posso correr sem que te veja
e onde descansar com a minha tristeza.
Diz-me por favor qual é o céu
que não tem o calor do teu olhar
e qual é o sol que tem luz apenas
e não a sensação de que me chamas.
Diz-me por favor qual é o lugar
em que não deixaste a tua presença.
Diz-me por favor onde no meu travesseiro
não tem escondida uma lembrança tua.
Diz-me por favor qual é a noite
em que não virás velar meus sonhos.
Que não posso viver porque te espero
e não posso morrer porque te amo.
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via Maria João T
"Pegar um livro e abri-lo guarda a possibilidade do facto estético. O que são as palavras dormindo num livro? O que são esses símbolos mortos? Nada, absolutamente. O que é um livro se não o abrimos? Simplesmente um cubo de papel e couro, com folhas; mas se o lemos acontece algo especial, creio que muda a cada vez.”
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24 de Agosto de 1899: Nasce Jorge Luís Borges, escritor argentino, autor de "Aleph", "História Universal da Infâmia", "Ficções", "O Livro da Areia".
Poeta, ensaísta e escritor de contos argentino, nasceu a 24 de agosto de 1899 em
Buenos Aires, na Argentina e morreu a 14 de junho de 1986 em Genebra, na Suíça.
Levou ao estabelecimento do Movimento Extremista da América do Sul.
Borges cresceu no Distrito de Palermo, sede de alguns dos seus
trabalhos. A sua família notabilizou-se na História da Argentina e, sendo de
ascendência britânica, aprendeu primeiro o inglês e só mais tarde o espanhol. Os
primeiros livros que leu foram os da biblioteca do pai e incluíam The
adventures of Huckleberry Finn, os romances de H. G. Wells, The Thousand
and One Nights e Don Quixote, todos escritos em inglês.
Em 1914, com o eclodir da I Guerra Mundial,
Borges foi levado pela família para Genebra, aprendendo o francês e o alemão. Em
1921 voltou para Buenos Aires, redescobriu a sua cidade natal e reconstruiu, em
poemas, o seu passado e o seu presente. Publicou o primeiro livro de poemas,
Fervor de Buenos Aires, em 1923. Foi autor de vários ensaios, poemas e
contos, fundou três jornais literários e publicou Carriego, em 1930.
Nos oito anos seguintes publicou as suas melhores histórias fantásticas, reunidas na obra Ficções, escrita em 1944, e um volume de traduções inglesas intitulado El Aleph and other Stories.
Com a ditadura de Juan Perón, que
passou a tomar conta dos destinos do país em 1946, Borges foi despedido do cargo
que exercia por expressar o seu apoio aos aliados na Segunda Guerra Mundial. Com
a ajuda de amigos, publicou em 1952 uma coleção de ensaios, Otras
inquisiciones (1937-52). Quando Perón foi deposto, em 1955, Borges tornou-se
diretor da Biblioteca Nacional e foi também professor de inglês e de literatura
americana na Universidade de Buenos Aires.
Borges explorou temas
metafísicos nos seus primeiros trabalhos. Em 1960 escreveu El hacedor e
El libro de los seres imaginários, em 1967. Mais tarde, em 1970, escreveu
El informe de Brodie, onde adotou um estilo mais realista. A obra El
libro de arena, publicada em 1955, marcou o retorno aos temas
fantásticos.
Fontes: Infopédia
wukipedia (imagens)

Jorge Luis Borges, 1951
Jorge Luis Borges, 1969
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/08/24-de-agosto-de-1899-nasce-jorge-luis.html***
Via Citador

"O tempo é a substância de que sou feito."
"Fica-se enamorado quando se dá conta de que a outra pessoa é única."
"Não há prazer mais complexo que o do pensamento."
"Quem contempla desapaixonadamente, não contempla."
"Apaixonar-se é criar uma religião que tem um deus falível."
"É preciso ter cuidado ao escolher os inimigos, porque acabamos por nos parecer com eles."
"Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti. Mas viver sem amor acho impossível."
"Não odeies o teu inimigo, porque, se o fazes, és de algum modo o seu escravo. O teu ódio nunca será melhor do que a tua paz."
"As ditaduras fomentam a opressão, as ditaduras fomentam o servilismo, as ditaduras fomentam a crueldade; mas o mais abominável é que elas fomentam a idiotia."
"Por vezes à noite há um rosto
Que nos olha do fundo de um espelho
E a arte deve ser como esse espelho
Que nos mostra o nosso próprio rosto."
"O livro é uma extensão da memória e da imaginação."
"A memória é o essencial, visto que a literatura está feita de sonhos e os sonhos fazem-se combinando recordações."
"O livro é a grande memória dos séculos... se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem."
"Sem leitura não se pode escrever. Tão-pouco sem emoção, pois a literatura não é, certamente, um jogo de palavras. É muito mais. Eu diria que a literatura existe através da linguagem, ou melhor, apesar da linguagem."
"Sempre imaginei que o paraíso será uma espécie de biblioteca."
"Só se devem ler livros escritos há mais de cem anos."
"Nunca releio o que escrevo. Prefiro viver em função do futuro."
"Todas as coisas do mundo conduzem a um encontro ou a um livro."
"Publicamos para não passar a vida a corrigir rascunhos. Quer dizer, a gente publica um livro para livrar-se dele."
"Chega-se a ser grande por aquilo que se lê e não por aquilo que se escreve."
"A única coisa sem mistério é a felicidade porque ela se justifica por si só."
"Cometi o pior dos pecados que um homem pode cometer. Não fui feliz."
"São poucos os políticos que sabem fazer política. Mas, quando um intelectual tenta entrar nesse meio, então é o fim do mundo."
"A morte usa-me incessantemente."
"A meta é o esquecimento. Eu cheguei antes."
"A arte opta sempre pelo individual, o concreto; a arte não é platónica."
"A filosofia é um sistema de dúvidas."
O Presente não ExisteNão é extraordinário pensar que dos três tempos em que dividimos o tempo - o passado, o presente e o futuro -, o mais difícil, o mais inapreensível, seja o presente? O presente é tão incompreensível como o ponto, pois, se o imaginarmos em extensão, não existe; temos que imaginar que o presente aparente viria a ser um pouco o passado e um pouco o futuro. Ou seja, sentimos a passagem do tempo. Quando me refiro à passagem do tempo, falo de uma coisa que todos nós sentimos. Se falo do presente, pelo contrário, estarei falando de uma entidade abstracta. O presente não é um dado imediato da consciência.
in 'Ensaio: O Tempo'Em Toda a Biblioteca há EspíritosPenso que em toda a biblioteca há espíritos. Esses são os espíritos dos mortos que só despertam quando o leitor os busca. Assim, o acto estético não corresponde a um livro. Um livro é um cubo de papel, uma coisa entre coisas. O acto estético ocorre muito poucas vezes, e cada vez em situações inteiramente diferentes e sempre de modo preciso. (...) Detenhamo-nos nesta ideia: onde está a fé do leitor? Porque, para ler um livro, devemos acreditar nele? Se não acreditamos no livro, não acreditamos no prazer da leitura. (...) Acompanhamos a ficção como acontece, de alguma maneira, no sonho.
in "Camões", jornal O Estado de São PauloO LivroDos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, indubitavelmente, o livro. Os outros são extensões do seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da vista; o telefone é o prolongamento da voz; seguem-se o arado e a espada, extensões do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.
Em «César e Cleópatra» de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria, diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso e também algo mais: a imaginação. Pois o que é o nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Tal é a função que o livro realiza.
in 'Ensaio: O Livro'A ImortalidadeSer imortal é coisa sem importância. Excepto o homem, todas as criaturas o são, porque ignoram a morte. O divino, o terrível, o incompreensível, é considerar-se imortal. Já notei que, embora desagrade às religiões, essa convicção é raríssima. Israelitas, cristãos e muçulmanos professam a imortalidade, mas a veneração que dedicam ao primeiro século prova que apenas crêem nele, e destinam todos os outros, em número infinito, para o premiar ou para o castigar.
Mais razoável me parece o círculo descrito por certas religiões do Indostão. Nesse círculo, que não tem princípio nem fim, cada vida é uma consequência da anterior e engendra a seguinte, mas nenhuma determina o conjunto... Doutrinada por um exercício de séculos, a república dos homens imortais tinha conseguido a perfeição da tolerância e quase do desdém. Sabia que num prazo infinito ocorrem a qualquer homem todas as coisas. Pelas suas passadas ou futuras virtudes, qualquer homem é credor de toda a bondade, mas também de toda a traição pelas suas infâmias do passado ou do futuro. Assim como nos jogos de azar as cifras pares e ímpares permitem o equilíbrio, assim também se anulam e se corrigem o engenho e a estupidez.
(...) Ninguém é alguém, um único homem imortal é todos os outros homens. Como Cornelio Agrippa, sou deus, sou herói, sou filósofo, sou demónio e sou o mundo, o que é uma forma cansativa de dizer que não sou.
(...) A morte (ou a sua alusão) torna os homens delicados e patéticos. Estes comovem-se pela sua condição de fantasmas. Cada acto que executam pode ser o último. Não há um rosto que não esteja por se desfigurar como o rosto de um sonho. Tudo, entre os mortais, tem o valor do irrecuperável e do perdido. Entre os Imortias, pelo contrário, cada acto (e cada pensamento) é o eco de outros que no passado o antecederam, sem princípio visível, ou o claro presságio de outros que, no futuro, o repetirão até à vertigem. Não há coisa que não esteja perdida entre infatigáveis espelhos. Nada pode ocorrer uma só vez, nada é primorosamente gratuito. O elegíaco, o grave, o cerimonial, não contam para os Imortais. Homero e eu separamo-nos nas portas de Tânger. Creio que não nos despedimos.
in "O Imortal"
