2020
4A/90D/AVÔ
é 1 descanso não ir a locais
onde há uma carga negativa impressionante
*
SentIR PAZ e soRRisos nos ÂMAgos
é uma festa
*
conSOLar é importante, mas é fácil
viver as rotinas da doença é outra dimenSÃO
***
III-XC-AVÔ
O processo históRICO ajuda-me a ler uma notícia da actualidade
e atÉ a sugerir a jornalistas
para não se esquecerem dele
na notícia que dão...
(Hj comentei TSF e RTP)
*
as efemérides que tantos valorizam
e que alguns ridicularizam
tb me ajudam a encontrar o comentáRIO
acertado
para a catadupa de notícias...
*
atrevi-me a criticar
o estóriasdahistória:
Urge ter memória e saber história! Quase tds os textos esquecem as posições do exército soviético, que foi decisivo! Este é um deles...Pelo menos 1 parágrafo!!!
***
2/90aVÔ
O AR PURO
esgotou-me
*
a quimera de ser sempre joVEM
*
graciosa e jubilosa
***
2017
um+90avÔ
escutAR-TE
fazer-te sentIR os ouVIdos
é essencial saber ouVIR
dos outros
e o que o nosso ÂMAgo nos diz
*
vive
VIvê
viVÊncias
bELA VIVÊncia
***
2018
Vale Furado...d’ Alcobaça que vos abRRaça
By Odete Melo
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=881039198766845&set=a.121277734742999&type=3&theater
***
2017
8.8.8"...CEReja ou não CEReja...
**
Montes...d' Alcobaça que vos abRRaça
by mim
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10211957756930723&set=pcb.10211957758090752&type=3&theater
*
hj há FADO na ARMontense, Montes, d' ALCOBAÇA que vos abRRaça
Cristina Maria vai cooperar com as obras da associação!!!
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2083307311685912&set=pcb.2083307441685899&type=3&theater
**
20.33'.02"...Convento de Coz...amanhã é a festa da CEReja
by mim
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10211957475803695&set=pcb.10211957477403735&type=3&theater
***
2016
90.avÔ
Uma das minhas principais qualidades é ser paciente
Mas confesso que a perdi com uma pessoa
Só m' apetece bater-lhe!
*
É tão bom poder abrir-me contigo
Dizer o que m' apetece
sem limitações
*
os mistéRIOS são uma delícia
fazem muito bem à saúde
*
desCOBRIR os porquês
investigar a causa
é proCURAR ao porMAIOR
*
Há murmúRIOS inesquecíveis
*
inTERvalos de mAGIA
MM' S MOMENTOS MAGNÍFICOS
inTENSOS...
d' extraordináRIA qualidade de viVERDADE
*
tanto caminho possível
tanta possibilidade de optar
pode tornar-se 1 pesadelo
*
conseguir estar
no nada fazer
quase ficar em vácuo
em vazio
até no pensar
Faz mbem: é até uma necessidade
*
Cada 1 é que tem de s' encontrar consigo mesmo....
Mas 1 BOM aLERta..-
1 boa pergunta...
1 boa cooperação...
de quem se ama ou de quem se é amigo,
dá 1 bELO empuRRão
*
1 bELA conVERSA
de silêncios
faz mbem à saúde.
*
bELO VIVER
fica na superfície da memória
***
2016...memórias deste dia:
+1 onde está a grand' equipa da Cela, d' ALCOBAÇA que vos abRRaça que foi apoiar a selecção a França!!!
https://www.facebook.com/mangazzz/videos/1046473422056870/?hc_ref=ARQOWXWY84H0OIxw-2m6tOUawN_IQXXuuD0MCaNFY2lBg-EBVSHGrnfbIkd-4Lo8pX4
*
paREDES by Adelino Pataias
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10154254934919819&set=pcb.10154254938219819&type=3&theater
**
by José Eduardo Oliveira
"há que poupar"
https://www.facebook.com/rogerio.raimundo/posts/10208613485126018?theater
**
16h inauguração exp. caricaturas de Ronaldo no Museu do Vinho:
https://www.facebook.com/notes/concelho-de-alcoba%C3%A7a/museu-do-vinho-de-alcoba%C3%A7a-recebe-cristiano-ronaldo-pela-m%C3%A3o-do-cartoon-internac/1045033722245855
***
2015...memórias deste dia:
borboletas das paREDES DA VITÓRIA...by Alda Vaz
https://www.facebook.com/rogerio.raimundo/posts/10206036660067002?theater
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1085002284846697&set=a.146214172058851.27959.100000108085974&type=1&theater
**
paREDES by Alda Vaz
*
bandeira azul e bandeira vermelha
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1085002138180045&set=a.146214172058851.27959.100000108085974&type=1&theater
bandeira AMARela
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1085001778180081&set=a.146214172058851.27959.100000108085974&type=1&theater
**
nazarÉ BY ALDA VAZ
https://www.facebook.com/rogerio.raimundo/posts/10206036655026876?theater
***
2014...memórias deste dia:
nesta noite...de madrugada...a lua cheia em Alcobaça que vos abRRaça
Via Bruno Januário
https://www.facebook.com/rogerio.raimundo/posts/10208613811054166?theater
*
Rui Rasquilho
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/06/825312junho201477-14junho2130rui.html
*
Diana Rosário Bernardes
em 2015 a novidade é concentrar-se em ser mãe
e despediu-se do facebook
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/06/827013junho2014727-14-junho-22habertura.html
***
2013...memórias deste dia:
sim és 1 SER.SENTIR espantoso: lindaaaaaaaaaaaa...olhos de fera perigosa...tu és uma beleza rara...estou perdidoooooooooo
https://www.youtube.com/watch?v=3tcY9rE_Cjs
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2011...memórias deste dia:
uma prenda da Gisela Mendonça:
Muito boa tarde Alcobaça!!!Boa tarde amigo R e olha que coisa mais linda vim aqui te deixar Sentados à beira de uma caminho... quantas vezes estamos. Beijinho grande com Amizade***
http://www.youtube.com/watch?v=Y77_VBsCIZ0&feature=related
***
2005...memórias deste dia: extraordináRIO funeral de Álvaro Cunhal...a última vontade: "A todos desejo que, vida fora, realizem os seus sonhos.".1 vivaaaaaaaaa à sua obra e ao seu exemplo.
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2013/12/724411dez20131122-alvaro.html
*
https://www.facebook.com/pcpovar/photos/a.398527921235.176221.336490766235/10151601734916236/?type=3&theater
***
1 Bravíssimoooo para quem é DOADOR DE SANGUE...http://uniralcobaca.blogspot.com/2013/11/714313nov2013167-dadores-de.html
***
1900...Ofélia
Queirós...Cartas de Fernando Pessoa à namorada...A opinião da Ofélia
sobre Pessoa: "O Fernando, em geral, era muito alegre. Ria como uma
criança, e achava muita graça às coisas. Dizia, por exemplo
«ouvistaste?» em vez de «ouviste». Quando saía para engraxar os sapatos,
dizia-me: «-Eu já venho, vou lavar os pés por fora». Um dia mandou-me
um bilhetinho assim: « O meu amor é pequenino, tem calcinhas
cor-de-rosa» Eu li aquilo e fiquei indignada. Quando saímos, disse-lhe
zangada: « Ó Fernando, como é que você sabe que eu tenho calcinhas
cor-de-rosa ou não, você nunca viu...» (tanto nos tratávamos por tu como
por você). E ele respondeu-me assim a rir: « Não te zangues, Bebé, é
que todas as bebés pequeninas têm calcinhas cor-de-rosa...»
[...]
Vivia muito isolado, como se sabe. Muitas vezes não tinha quem o tratasse, e queixava-se-me. Estava realmente muito apaixonado por mim, posso dizê-lo, e tinha uma necessidade enorme da minha companhia, da minha presença. Dizia-me numa carta: «...não imaginas as saudades que de ti sinto nestas ocasiões de doença, de abatimento e de tristeza...» E mostra-o bem, nesta quadra que me fez:
Quando passo um dia inteiro
Sem ver o meu amorzinho
Cobre-me um frio de Janeiro
No junho do meu carinho
Em Maio de 1920, a Carris entrou em greve por uns dias, e passámos a fazer o percurso de comboio.
Para que o meu pai não soubesse que eu saía com o Fernando, ele apanhava o comboio do Cais do Sodré e eu em Santos. Assim conversávamos até Belém. Não digo «namorávamos», porque o Fernando não gostava, conforme já contei.
Quando acabou a greve, ia buscar-me, à tarde, como de costume e vínhamos de eléctrico para casa, mas como ele achava que o trajecto não era suficientemente longo, dizia a brincar: « E se fingissemos que nos enganávamos e nos metêssemos num carro para o Poço do Bispo?»
[...]
O Fernando era uma pessoa muito especial. Toda a sua maneira de ser, de sentir, de se vestir até, era especial. Mas eu talvez não desse por isso, nessa altura, talvez porque estava apaixonada. A sua sensibilidade, a sua ternura, a sua timidez, as suas excentricidades, no fundo, encantavam-me.
Por exemplo, o Fernando era um pouco confuso, principalmente quando se apresentava como Álvaro de Campos. Dizia-me então: «Hoje não fui eu que vim, foi o meu amigo Álvaro de Campos »...Portava-se, nestas alturas, de uma maneira totalmente diferente. Destrambelhado, dizendo coisas sem nexo. Um dia, quando chegou ao pé de mim, disse-me: «Trago uma incumbência, minha senhora, é a de deitar a fisionomia abjecta desse Fernando Pessoa, de cabeça para baixo, num balde cheio de água. » E eu respondia-lhe: "Detesto esse Álvaro de Campos. Só gosto de Fernando Pessoa.» « Não sei porquê», respondeu-me, «olha que ele gosta muito de ti.»
Raramente falava no Caeiro, no Reis ou no Soares.
O Fernando, principalmente quando se encontrava abatido, não acreditava que eu pudesse gostar nele:« Se não podes gostar de mim a valer, finge, mas finge tão bem que eu não perceba.» Ou, então como nesta quadra:
Omeu amor já não me quer
Já me esquece e me desama
Tão pouco tempo a mulher
Leva a prova que não ama
Um dia, ao passarmos na calçada da Estrela, disse-me :«O teu amor por mim é tão grande, como aquela árvore.» Eu fingi que não percebi. «Mas não está ali árvore nenhuma...»«Por isso mesmo» respondeu-me ele. Outra vez disse-me : «Chega a ser uma caridade cristã tu gostares de mim. És tão nova e engraçadinha, e eu tão velho e tão feio.»
[...]
O Fernando era extremamente reservado. Falava muito pouco da sua vida íntima; não tinha sequer o que se chama um amigo íntimo (nesta altura já tinha morrido o Sá-Carneiro, e há até uma carta em que me diz:«Não há quem saiba se eu gosto de ti ou não, porque eu não fiz de ninguém confidente sobre o assunto.»
Com quem ele se dava muito na altura, e a casa de quem ia até jantar uma vez por semana, era o Lobo d´Ávila, que vivia na Praça do Rio de Janeiro, hoje Príncipe Real. De resto, eram só amigos do café.
Há uma frase de Fernando, há várias até, que monstram bem como ele era reservado. «Sinto preciso ocultar o meu íntimo aos olhares.»«Não quero que ninguém saiba o que sinto.» E ainda esta outra : «O Fernando Pessoa sente as coisas mas não se mexe, nem mesmo por dentro.»
O «namoro» durou assim até Novembro de 1920. A sua última carta data de 29 desse mês. Aos poucos, ele foi-se afastando, até que deixámos completamente de nos ver. E isto sem qualquer razão concreta. Ele [...]
[...]
Passaram-se nove anos.
Um dia, o meu sobrinho Carlos Queirós trouxe para casa aquele famoso retrato do Fernando a beber vinho no Abel Pereira da Fonseca (tirado pelo Manuel Martins da Hora) [foto publicada em Dezembro dia 21, poema Guardador de rebanhos]. Trazia uma dedicatória: «Carlos: isto sou eu no Abel, isto é, próximo já do Paraíso Terrestre, aliás perdido. Fernando. Dia 2/9/29» Achei muita graça, como é natural, e disse ao meu sobrinho que gostava de ter uma para mim. O Carlos disse-lhe, e passado pouco tempo ele enviou-me uma fotografia igual com esta dedicatória: « Fernando Pessoa em flagrante delitro.»
Escrevi-lhe a agradecer e ele respondeu-me. Recomeçámos então o «namoro». Isto em 1929. Eu já não trabalhava nessa altura e continuava a viver em casa de minha irmã no Rossio.
O Fernando estava diferente. Não só fisicamente, pois tinha engordado bastante, mas, e principalmente, na sua maneira de ser. Sempre nervoso, vivia obcecado com a sua obra. Muitas vezes dizia que tinha medo de não me fazer feliz, devido ao tempo que tinha de dedicar a essa obra. Disse-me um dia : «Durmo pouco e com um papel e uma caneta à cabeceira. Acordo durante a noite e escrevo, tenho que escrever, e é uma maçada porque depois o Bebé não pode dormir descansado.» Ao mesmo tempo receava não poder dar-me o mesmo nível de vida a que eu estava habituada. Ele não queria ir trabalhar todos os dias, porque queria dias só para si, para a sua vida, que era a sua obra. Vivia com o essencial. Todo o resto lhe era indiferente. Não era um ambicioso nem vaidoso. Era simples e leal.
Dizia-me: «Nunca digas a ninguém que sou poeta. Quanto muito, faço versos.» "
http://uniralcobaca.blogspot.com/2018/06/824914jun20181111-ofelia-queiros-e-as.html
*** [...]
Vivia muito isolado, como se sabe. Muitas vezes não tinha quem o tratasse, e queixava-se-me. Estava realmente muito apaixonado por mim, posso dizê-lo, e tinha uma necessidade enorme da minha companhia, da minha presença. Dizia-me numa carta: «...não imaginas as saudades que de ti sinto nestas ocasiões de doença, de abatimento e de tristeza...» E mostra-o bem, nesta quadra que me fez:
Quando passo um dia inteiro
Sem ver o meu amorzinho
Cobre-me um frio de Janeiro
No junho do meu carinho
Em Maio de 1920, a Carris entrou em greve por uns dias, e passámos a fazer o percurso de comboio.
Para que o meu pai não soubesse que eu saía com o Fernando, ele apanhava o comboio do Cais do Sodré e eu em Santos. Assim conversávamos até Belém. Não digo «namorávamos», porque o Fernando não gostava, conforme já contei.
Quando acabou a greve, ia buscar-me, à tarde, como de costume e vínhamos de eléctrico para casa, mas como ele achava que o trajecto não era suficientemente longo, dizia a brincar: « E se fingissemos que nos enganávamos e nos metêssemos num carro para o Poço do Bispo?»
[...]
O Fernando era uma pessoa muito especial. Toda a sua maneira de ser, de sentir, de se vestir até, era especial. Mas eu talvez não desse por isso, nessa altura, talvez porque estava apaixonada. A sua sensibilidade, a sua ternura, a sua timidez, as suas excentricidades, no fundo, encantavam-me.
Por exemplo, o Fernando era um pouco confuso, principalmente quando se apresentava como Álvaro de Campos. Dizia-me então: «Hoje não fui eu que vim, foi o meu amigo Álvaro de Campos »...Portava-se, nestas alturas, de uma maneira totalmente diferente. Destrambelhado, dizendo coisas sem nexo. Um dia, quando chegou ao pé de mim, disse-me: «Trago uma incumbência, minha senhora, é a de deitar a fisionomia abjecta desse Fernando Pessoa, de cabeça para baixo, num balde cheio de água. » E eu respondia-lhe: "Detesto esse Álvaro de Campos. Só gosto de Fernando Pessoa.» « Não sei porquê», respondeu-me, «olha que ele gosta muito de ti.»
Raramente falava no Caeiro, no Reis ou no Soares.
O Fernando, principalmente quando se encontrava abatido, não acreditava que eu pudesse gostar nele:« Se não podes gostar de mim a valer, finge, mas finge tão bem que eu não perceba.» Ou, então como nesta quadra:
Omeu amor já não me quer
Já me esquece e me desama
Tão pouco tempo a mulher
Leva a prova que não ama
Um dia, ao passarmos na calçada da Estrela, disse-me :«O teu amor por mim é tão grande, como aquela árvore.» Eu fingi que não percebi. «Mas não está ali árvore nenhuma...»«Por isso mesmo» respondeu-me ele. Outra vez disse-me : «Chega a ser uma caridade cristã tu gostares de mim. És tão nova e engraçadinha, e eu tão velho e tão feio.»
[...]
O Fernando era extremamente reservado. Falava muito pouco da sua vida íntima; não tinha sequer o que se chama um amigo íntimo (nesta altura já tinha morrido o Sá-Carneiro, e há até uma carta em que me diz:«Não há quem saiba se eu gosto de ti ou não, porque eu não fiz de ninguém confidente sobre o assunto.»
Com quem ele se dava muito na altura, e a casa de quem ia até jantar uma vez por semana, era o Lobo d´Ávila, que vivia na Praça do Rio de Janeiro, hoje Príncipe Real. De resto, eram só amigos do café.
Há uma frase de Fernando, há várias até, que monstram bem como ele era reservado. «Sinto preciso ocultar o meu íntimo aos olhares.»«Não quero que ninguém saiba o que sinto.» E ainda esta outra : «O Fernando Pessoa sente as coisas mas não se mexe, nem mesmo por dentro.»
O «namoro» durou assim até Novembro de 1920. A sua última carta data de 29 desse mês. Aos poucos, ele foi-se afastando, até que deixámos completamente de nos ver. E isto sem qualquer razão concreta. Ele [...]
[...]
Passaram-se nove anos.
Um dia, o meu sobrinho Carlos Queirós trouxe para casa aquele famoso retrato do Fernando a beber vinho no Abel Pereira da Fonseca (tirado pelo Manuel Martins da Hora) [foto publicada em Dezembro dia 21, poema Guardador de rebanhos]. Trazia uma dedicatória: «Carlos: isto sou eu no Abel, isto é, próximo já do Paraíso Terrestre, aliás perdido. Fernando. Dia 2/9/29» Achei muita graça, como é natural, e disse ao meu sobrinho que gostava de ter uma para mim. O Carlos disse-lhe, e passado pouco tempo ele enviou-me uma fotografia igual com esta dedicatória: « Fernando Pessoa em flagrante delitro.»
Escrevi-lhe a agradecer e ele respondeu-me. Recomeçámos então o «namoro». Isto em 1929. Eu já não trabalhava nessa altura e continuava a viver em casa de minha irmã no Rossio.
O Fernando estava diferente. Não só fisicamente, pois tinha engordado bastante, mas, e principalmente, na sua maneira de ser. Sempre nervoso, vivia obcecado com a sua obra. Muitas vezes dizia que tinha medo de não me fazer feliz, devido ao tempo que tinha de dedicar a essa obra. Disse-me um dia : «Durmo pouco e com um papel e uma caneta à cabeceira. Acordo durante a noite e escrevo, tenho que escrever, e é uma maçada porque depois o Bebé não pode dormir descansado.» Ao mesmo tempo receava não poder dar-me o mesmo nível de vida a que eu estava habituada. Ele não queria ir trabalhar todos os dias, porque queria dias só para si, para a sua vida, que era a sua obra. Vivia com o essencial. Todo o resto lhe era indiferente. Não era um ambicioso nem vaidoso. Era simples e leal.
Dizia-me: «Nunca digas a ninguém que sou poeta. Quanto muito, faço versos.» "
http://uniralcobaca.blogspot.com/2018/06/824914jun20181111-ofelia-queiros-e-as.html
1928...Che Guevara..."Aos meus filhos, queridos Hildita, Aleidita, Camilo e Ernesto: Se alguma vez tiverem de ler esta carta será porque já não estou entre vocês. Dificilmente se vão lembrar de mim e os mais pequenos não recordarão nada. O vosso pai foi um homem que actuou como pensava e, seguramente, foi leal às suas convicções. Cresçam como bons revolucionários. Estudem muito para poder dominar a técnica que permite dominar a natureza. Lembrem-se que a revolução é o mais importante e que cada um de nós, sozinho, não vale nada. Sobretudo, sejam sempre capazes de sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra quem quer que seja em qualquer parte do mundo. É a qualidade mais bonita de um revolucionário. Até sempre, meus filhos, espero vê-los todavia. Um beijo enorme e um grande abraço do papá."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/05/803315maio2014757-che-guevara.html
***
1940... II Guerra Mundial... As tropas NAZIS de Hitler ocupam Paris...Urge ter memória e saber história! Quase tds os textos esquecem as posições do exército soviético, que foi decisivo! Este é um deles:
"A
Wehrmacht entra em Paris no dia 14 de Junho de 1940 . O primeiro acto
das tropas ocupantes foi de retirar a bandeira tricolor que se
encontrava no Ministério da Marinha e hastear a bandeira com a cruz
suástica no alto do Arco do Triunfo. No dia 17 de Junho, o marechal
Petain, que acabara de ser nomeado presidente do Conselho de Ministros,
assinaria o armistício. A capital francesa seria libertada somente em 25
de Agosto de 1944.
A população parisiense que ainda permanecia na cidade foi acordada com altifalantes amplificando vozes com acentuado sotaque alemão, anunciando que um toque de recolher iria ser imposto a partir das 8 horas da manhã, enquanto as tropas nazis invadiam e ocupavam a cidade-luz.
O primeiro-ministro britânico Winston Churchill havia tentado durante dias convencer o governo francês a resistir e não ceder em nome da paz, que os Estados Unidos entrariam na Guerra e viriam em auxílio da França. O primeiro-ministro francês, Paul Reynaud, telegrafou ao presidente Franklin Roosevelt, pedindo ajuda na forma de uma declaração de Guerra à Alemanha, e se isso não fosse possível que enviasse uma ajuda militar necessária. Roosevelt replicou dizendo que os Estados Unidos estavam prontos para enviar material bélico – ele, pessoalmente, mostrou-se disposto que esta promessa fosse tornada pública – mas o Secretário de Estado, Cordell Hull, opôs-se à publicação, sabendo que Hitler, tanto quanto os Aliados, tomariam essa declaração pública de ajuda como um prelúdio a uma declaração formal de guerra. Enquanto o envio de material foi sendo adiado, nenhum compromisso formal e público foi assumido.
Entretanto, os blindados alemães rolavam pelas ruas de Paris. Dois milhões de parisienses já haviam abandonado a cidade e com justa razão. Logo em seguida, a Gestapo, a polícia política de Hitler, começou a agir: prisões, interrogatórios e espionagem estavam na ordem do dia, ao mesmo tempo em que uma gigantesca suástica flamejava sob o Arco do Triunfo.
Enquanto os parisienses que permaneceram na cidade sentiam-se presos e desesperados, os franceses do oeste do país aclamavam as tropas do Canadá que avançavam na sua região, oferecendo a possibilidade de uma França livre desde então.
Os Estados Unidos não ficaram completamente parados diante da situação, porém Roosevelt limitou-se a congelar os bens das potências do Eixo, Alemanha e Itália."
https://uniralcobaca.blogspot.com/2017/11/74168novembro20171331-2-grande-guerra.html
A população parisiense que ainda permanecia na cidade foi acordada com altifalantes amplificando vozes com acentuado sotaque alemão, anunciando que um toque de recolher iria ser imposto a partir das 8 horas da manhã, enquanto as tropas nazis invadiam e ocupavam a cidade-luz.
O primeiro-ministro britânico Winston Churchill havia tentado durante dias convencer o governo francês a resistir e não ceder em nome da paz, que os Estados Unidos entrariam na Guerra e viriam em auxílio da França. O primeiro-ministro francês, Paul Reynaud, telegrafou ao presidente Franklin Roosevelt, pedindo ajuda na forma de uma declaração de Guerra à Alemanha, e se isso não fosse possível que enviasse uma ajuda militar necessária. Roosevelt replicou dizendo que os Estados Unidos estavam prontos para enviar material bélico – ele, pessoalmente, mostrou-se disposto que esta promessa fosse tornada pública – mas o Secretário de Estado, Cordell Hull, opôs-se à publicação, sabendo que Hitler, tanto quanto os Aliados, tomariam essa declaração pública de ajuda como um prelúdio a uma declaração formal de guerra. Enquanto o envio de material foi sendo adiado, nenhum compromisso formal e público foi assumido.
Entretanto, os blindados alemães rolavam pelas ruas de Paris. Dois milhões de parisienses já haviam abandonado a cidade e com justa razão. Logo em seguida, a Gestapo, a polícia política de Hitler, começou a agir: prisões, interrogatórios e espionagem estavam na ordem do dia, ao mesmo tempo em que uma gigantesca suástica flamejava sob o Arco do Triunfo.
Enquanto os parisienses que permaneceram na cidade sentiam-se presos e desesperados, os franceses do oeste do país aclamavam as tropas do Canadá que avançavam na sua região, oferecendo a possibilidade de uma França livre desde então.
Os Estados Unidos não ficaram completamente parados diante da situação, porém Roosevelt limitou-se a congelar os bens das potências do Eixo, Alemanha e Itália."
https://uniralcobaca.blogspot.com/2017/11/74168novembro20171331-2-grande-guerra.html
1961
Boy George
https://www.youtube.com/watch?v=QCEjqeovf3s&list=RDQCEjqeovf3s#t=2
*
https://www.youtube.com/watch?v=nCNF3wPgqFc&list=RDnCNF3wPgqFc
***
1966...Paulo VI...Abolição do Índex...Índex, Index Librorum Prohibitorum ou Índice dos Livros Proibidos data de 1571 e era uma relação formal das obras interditas àqueles que professavam a fé católica, sendo vedada a leitura, tradução, detenção, empréstimo ou venda dos mesmos. Inicialmente, o incumprimento destes preceitos implicava sanções canónicas (como, por exemplo, a excomunhão), mas a partir do Concílio do Vaticano II (1962 – 1965) e da declaração Dignitatis humanae os livros constantes nesta lista passaram apenas a ser de leitura desaconselhada, não se inscrevendo qualquer um a partir dessa data.
Considerados prejudiciais aos
costumes cristãos e
à fé, desde o início do Cristianismo se exerciam
censuras sobre obras
consideradas inadequadas à fé. Foi, no entanto, com o advento da imprensa que se agravou o problema para a Igreja, uma vez que se podiam fazer cópias mais facilmente e o acesso às mesmas se facilitava. O papa Pio V criou então a Congregação do Índex (que contava com um conjunto de dezoito bispos), que mais tarde se integrou no sacro colégio pontifício do Santo Ofício e que elaborou um primeiro índice, publicado em 1564 e alvo de diversas reimpressões.
Pio V optou por constituir sete anos depois uma Congregação similar, com
a finalidade de criar uma outra lista, mais completa e atualizada. Finalmente,
o pontífice Leão XIII ordenou a fatura do último Índex (que tinha acumulado alguns milhares
de obras) já no dealbar do século XX, mais concretamente no ano de 1900. Em 1948 fez-se a trigésima segunda e última edição deste índice, devida à Congregação do Santo Ofício que em 1917 substituíra a Congregação do Índex. Foi a partir de 1966 que o papa Paulo VI ordenou a interrupção da inserção de mais obras nesta lista, que conteve escritos censurados
de Simone de Beauvoir, Balzac, George
Sand, Locke, Pascal
e Jean Paul Sartre. O
Índex foi abolido a 14 de junho de 1966 pelo Papa Paulo
VI sendo anunciado
formalmente em 15 de junho de 1966 no jornal do Vaticano, L'Osservatore
Romano, através de um
documento chamado de "Notificação" escrito no dia
anterior.
http://uniralcobaca.blogspot.com/2018/05/88191out2014727-marques-de.html***
1973
David Fonseca
https://www.youtube.com/watch?v=xTVQCrTjqKY&list=RDxTVQCrTjqKY#t=0
***
14jun1982...termina a guerra das Malvinas
entre a ditadura militar da Argentina e o Reino Unido da Tatcher
Guerra das Malvinas (2 de Abril a 14 de Junho de 1982) instigada pela CIA, o MI6, a Mossad e a Junta Militar argentina de Leopoldo Fortunato Galtieri. Aquele conflito bélico teve lugar nas ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, localizadas no Atlântico Sul. Foi um a operação dupla do Pentágono e da CIA que apoiou o Reino Unido a ao mesmo tempo garantiu à Junta Militar que seria fácil tomar as Malvinas prometendo a Galtieri o apoio diplomático de Washington e o fornecimento de mísseis franceses Exocet. Na hora da verdade Washington esqueceu a suas promessas, aliou-se a Londres que recebeu também o apoio logístico do Chile.
Com esta aliança, a derrota da Argentina foi selada, o que deu origem também à ‘desmalvinização’ que consistiu em negar à Argentina a possibilidade de ser uma potência no Atlântico Sul e converter o país num “quase protectorado britânico” depois da assinatura da Declaração conjunta das delegações argentinas, britânicas e norte irlandesas em Fevereiro de 1990. Ao subscrever o acordo, o presidente Carlos Menem e o ministro dos Negócios Estrangeiros Domingo Cavallo (o mesmo guru que em 1998 foi convocado por Yeltsin para “salvar” a economia russa) outorgaram à Grã-Bretanha uma supremacia total sobre o território das ilhas Malvinas para "tornar ineficaz a Zona de Protecção estabelecida em redor das ilhas".
Através deste tratado, o Reino Unido adquiriu também o direito de controlar todos os actos, as aquisições militares, os deslocamentos das unidades da Força Aérea, da Marinha e do Exército da República da Argentina. Na realidade, as Forças Armadas argentinas permaneceram sujeitas às Forças Armadas britânicas. Julio González nos seu livro Tratados de Paz pela Guerra das Malvinas (2004) sublinha que desde a assinatura daquele acordo, Londres estabeleceu uma hegemonia no Atlântico Sul, determinando que os “barcos e aeronaves argentinas que circulam pela plataforma continental argentina estão subordinados ao controlo britânico, enquanto os navios e aviões britânicos que partem das nossas costas até ao meridiano 20 não estão sujeitos ao mesmo controlo argentino por falta de tecnologia".
O Reino Unido também não permite à Argentina a instalação de radares na Patagónia deixando praticamente ‘à cega’ as Forças Armadas argentinas. Os termos deste tratado foram cumpridos por todos os governos de turno argentinos. Desde 1964 quando o governo de Arturo Umberto autorizou Washington a enviar o seu grupo militar para o país, os representantes do Pentágono ocuparam ininterrompidamente gabinetes do edifício Libertador do Ministério da Defesa argentino até 2009, incluindo durante a Guerra das Malvinas. Em 1983, o presidente Raúl Alfonsín encarregou a DGSE francesa (serviço de espionagem) e a Mossad de reestruturarem o serviço de espionagem argentino. O curioso foi que o MI6 inglês que estava a operar no país desde 1810 também participou neste processo.
De acordo com o jornalista argentino Diego Pappalardo, desde a assinatura do tratado, frequentemente chamado o “Versalhes argentino”, houve "a anulação de uma classe dirigente, pensante e defensora da Argentina, a desmilitarização efectiva, o desinvestimento estratégico e a narrativa cultural de uma auto incriminação por crimes injustos que nunca cometemos e nos continuam a atormentar com o recente afundamento do submarino argentino que não escapa à dita casualidade”. (…) O ARA San Juan afundou, o ARA San Luis combateu nas Malvina e foi para abate em 1997. O ARA Salta não está em boas condições e o ARA Santa está em reparação. Contas feitas, a Armada argentina ficou praticamente sem submarinos.
Do ponto de vista geoestratégico britânico, surgiu uma condição ideal para a completa hegemonia de Londres no Atlântico Sul. Para a segurança nacional argentina a perda do seu único activo submarino representa um sério golpe tanto físico como moral. Até agora ninguém sabe se o governo do Reino Unido foi avisado sobra a saída para o mar do submergível argentino. Recentemente, o chefe do governo Marcos Peña, informou o Congresso que o objectivo principal do submarino “era a localização, identificação, registo fotográfico de barcos frigoríficos, logísticos, petroleiros, barcos de investigação de outras bandeiras”. Também disse que “como objectivos materiais secundários desta actividade foram estabelecidas embarcações e aeronaves operando nas Ilhas Malvinas".
Ou seja, o ARA San Juan tinha de monitorar na realidade os barcos de guerra da frota britânica, norte-americana e chilena que estavam em manobras anti submarinas. Precisamente 15 dias antes de se afundar, os navios norte-americanos e chilenos faziam exercícios de resgate de um submergível avariado na mesma zona onde operava o ARA San Juan. É importante assinalar que no percurso do seu itinerário, vários dos seus tripulantes enviaram por WhatsApp mensagens aos seus familiares dizendo que a sua embarcação estava a ser perseguida por um helicóptero da Marinha Real Britânica e um barco de guerra da Marinha do Chile. Na mesma zona também operava um avião anti submarino chileno C-295.
A partir daqui perde-se todo o contacto e até ao momento não há uma versão oficial sobre o desaparecimento do submarino. O silêncio oficial leva a pensar que existe um acordo entre o Reino Unido, Estados Unidos e Chile com o governo argentino de encobrimento das causas para o afundamento. A isto junta-se a negação de Buenos Aires para que o barco russo possa rastrear a zona onde, segundo os seus dados, se pode encontrar o ARA San Juan. Este barco tem drones submergíveis e dois pequenos submarinos, o Rus e o Konsul. Cada um com uma tripulação de três pessoas e podem mergulhar a uma profundidade de 6.000 metros; no entanto, forças poderosas estão a obrigar o governo da Argentina a as suas Forças Armadas a não permitir que os russos encontrem o submarino com o pretexto que o barco russo é um “barco espião”.
Sempre, no percurso da história os interesses geopolíticos prevaleceram sobre os sentimentos e sensibilidades sociais humanas. É certo que, como comentou o ex-militar e combatente argentino na Guerra das Malvinas, Aldo Rico, “o sangue dos soldados seca depressa”. Os seus nomes caem no esquecimento, excepto para os seus familiares e amigos que os recordarão a cada 15 de Novembro lançado flores ao mar onde repousam os seus corpos e pedindo para que algum dia se saiba a verdade para que por fim, descansem em paz.
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1986...morre Jorge Luís Borges...1 vivaaaaaaaa à sua obra: "O tempo é a substância de que sou feito."
"Fica-se enamorado quando se dá conta de que a outra pessoa é única."
"Não há prazer mais complexo que o do pensamento."
"Entre mim e o meu amor hão-de se erguer
trezentas noites como trezentas paredes
e o mar será magia entre nós dois.
Nada haverá, senão lembranças.
Oh tardes que valeram a pena,
noites esperançosas de te ver,
campos de meu caminho, firmamento
que estou vendo e perdendo…
Definitiva como o mármore,
tua ausência entristecerá outras tardes."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/06/826312junho201414h-jorge-luis-borges.html
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Começar bem o dia com a poesia de Joaquim Pessoa:
Via LUA VOA
https://www.facebook.com/ALuaVoa/photos/a.746664422115633.1073741827.746659858782756/778786178903457/?type=1&theater
Amar-te, é escrever-te.
Amar-te é deixar que me toques até ser teu,
até que te deites no meu corpo e adormeças
inteira dentro de mim.
Peço-te. Não pises as violetas que trago no olhar.
Cheiram a ti. São para ti.
Um "bouquet" de palavras que floriram
neste tempo de amor.
*
https://www.facebook.com/282054545145829/photos/a.282056735145610.78181.282054545145829/822700007747944/?type=1&theater
"Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais.
Uma vez que nem sei se tu existes."
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Abraça-me. Quero ouvir o vento que vem da tua pele,
e ver o sol nascer do intenso calor dos nossos corpos.
Quando me perfumo assim, em ti, nada existe a não ser
este relâmpago feliz, esta maçã azul que foi colhida na
palidez de todos os caminhos, e que ambos mordemos
para provar o sabor que tem carne incandescente das estrelas.
Abraça-me. Veste o meu corpo de ti, para que em ti possa buscar
o sentido dos sentidos, o sentido da vida. Procura-me
com os teus antigos braços de criança
para desamarrar em mim a eternidade, a soma formidável
de todos os momentos livres que a um e a outro pertenceram.
Abraça-me. Quero morrer de ti em mim, espantado de amor.
Dá-me a beber, antes, a água dos teus beijos,
para que possa levá-la comigo e oferecê-la aos astros
pequeninos. Só essa água fará reconhecer
o mais profundo, o mais imenso amor do universo,
e eu quero que dele fiquem a saber
até as estrelas mais antigas e brilhantes.
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais.
Uma vez que nem sei se tu existes.
art" rodolfo ledel"
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Estou mais perto de ti porque te amo.
Os meus beijos nascem já na tua boca.
Não poderei escrever teu nome com palavras.
Tu estás em toda a parte e enlouqueces-me.
Canto os teus olhos mas não sei do teu rosto.
Quero a tua boca aberta em minha boca.
E amo-te como se nunca te tivesse amado
porque tu estás em mim mas ausente de mim.
Nesta noite sei apenas dos teus gestos
e procuro o teu corpo para além dos meus dedos.
Trago as mãos distantes do teu peito.
Sim, tu estás em toda a parte. Em toda a parte.
Tão por dentro de mim. Tão ausente de mim.
E eu estou perto de ti porque te amo.
*