28/06/2014

8.341.(28jun2014.11h11") Jean-Jacques Rousseau

Nasceu a 28jun1712
e morreu a 2jul1778
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https://www.youtube.com/watch?v=28nPn0Rm8Fc

Discourse on Inequality

https://www.youtube.com/watch?v=GZt1Tn_6hsg
BBC
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Sua Obra

https://www.youtube.com/watch?v=HlhNRTxtZ2A
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https://www.youtube.com/watch?v=c569SYIJ-8U

Rousseau e A Origem da Desigualdade Entre os Homens
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https://www.youtube.com/watch?v=GqY5maYs3SI
Rousseu e o estado de natureza
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https://www.facebook.com/SementeDoAmorEterno/photos/a.118767951611590.23300.118731638281888/384270858394630/?type=1&theater
"Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira."
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2jul2023

Vida breve: OS MALES QUE NOS ACONTECEM

“Em todos os males que nos acontecem, olhamos mais para a intenção do que para o efeito. Uma telha que cai de um telhado pode ferir-nos mais, mas não nos desola tanto como uma pedra atirada de propósito por uma mão maldosa. O golpe, por vezes, falha mas a intenção nunca erra o alvo. A dor física é a que menos se sente nos ataques da sorte e, quando os infortunados não sabem a quem culpar pelas suas infelicidades, culpam o destino, que personificam e ao qual atribuem olhos e uma inteligência disposta a atormentá-los intencionalmente.
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É o caso de um jogador que, irritado com as suas perdas, se enfurece sem saber contra quem. Imagina que a sorte se encarniça intencionalmente para o atormentar e, encontrando alimento para a sua cólera, excita-se e enfurece-se contra um inimigo que ele próprio criou. O homem sábio, que vê em todos os infortúnios que lhe acontecem apenas os golpes da necessidade cega, não tem essas agitações insanas; grita na sua dor, mas sem exaltação, sem cólera; do mal que o atinge só sente os ataques materiais, e os golpes que recebe podem ferir a sua pessoa, mas nenhum atinge o seu coração.“
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— Jean-Jacques ROUSSEAU (28 de Junho de 1712 — 2 de Julho de 1778), filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidacta suíço, in ”Os Devaneios do Caminhante Solitário” (oitavo passeio)

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A Clementina Henriques é que recolheu este "recadinho":
Coração Mais Forte que o Dever
Nas alturas em que o meu dever e o meu coração estavam em contradição, o primeiro raramente saiu vitorioso, a menos que bastasse eu abster-me; então, na maioria das vezes, eu era forte, mas sempre me foi impossível agir contra o meu feitio. Quer sejam os homens, o dever, ou mesmo a fatalidade quem comanda, sempre que o meu coração se cala, a minha vontade fica surda, e eu não sou capaz de obedecer. Vejo o mal que me ameaça e deixo-o chegar, em vez de agir para o evitar. Começo por vezes com esforço, mas esse esforço cansa-me e depressa me esgota, e não sou capaz de continuar. Em todas as coisas imagináveis, aquilo que não faço com prazer logo se me torna impossível de levar a cabo.

 in 'Os Devaneios do Caminhante Solitário'
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Via: http://www.infoescola.com/filosofia/a-filosofia-de-rousseau/

A Filosofia de Rousseau

Ana Lúcia Santana
filosofia de Jean-Jacques Rousseau  tem como essência a crença de que o Homem é bom naturalmente, embora esteja sempre sob o jugo da vida em sociedade, a qual o predispõe à depravação. Para ele o homem e o cidadão são condições paradoxais na natureza humana, pois é o reflexo das incoerências que se instauram na relação do ser humano com o grupo social, que inevitavelmente o corrompe.
Rousseau, um dos principais filósofos do Iluminismo.
Rousseau, um dos principais filósofos do Iluminismo.
É assim que o Homem, para Rousseau, se transforma em uma criatura má, a qual só pensa em prejudicar as outras pessoas. Por esta razão o filósofo idealiza o homem em estado selvagem, pois primitivamente ele é generoso. Um dos equívocos cometidos pela sociedade é a prática da desigualdade, seja a individual, seja a provocada pelo próprio contexto social.  Nesta categoria ele engloba desde a presença negativa dos ciúmes no relacionamento afetivo, até a instauração da propriedade privada como base da vida econômica.
Mas Rousseau acredita que há um caminho que pode reconduzir o indivíduo a sua antiga bondade, o qual é teorizado politicamente em sua obra Contrato Social, e pedagogicamente em Emílio, outra publicação essencial deste filósofo. Ele crê que a carência de igualdade na personalidadehumana é algo que integra sua natureza; já a desigualdade social deve ser eliminada, pois priva o Homem do exercício da liberdade, substituindo esta prática pela devoção aos aspectos exteriores e às normas de etiqueta.
Em sua obra Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, Rousseau discorre sobre a questão da maldade humana. Para melhor analisar esta característica, ele estabelece três etapas evolutivas na jornada do Homem. O primeiro estágio refere-se ao homem natural, subjugado pelos instintos e pelas sensações, sujeito ao domínio da Natureza; o segundo diz respeito ao homem selvagem, já impregnado por confrontos morais e imperfeições; segue-se, então, a condição do homem civilizado, marcada por intensos interesses privados, que sufocam sua moralidade.
É neste processo que o indivíduo se converte em um ser egoísta e individualista, convertendo sua bondade natural, gradualmente, em maldade. O Homem abre mão de sua liberdade e assim se desqualifica enquanto ser humano, pois se vê despojado do principal veículo para a realização espiritual. A solução apontada por Rousseau para esta situação é enveredar pelos caminhos do autoconhecimento, através do campo emotivo da Humanidade.
Na esfera da educação, exposta no Emílio, ele teoriza filosoficamente sobre o Homem. Sua principal inquietação, neste ponto, é saber se educa o indivíduo ou o cidadão, já que, para ele, estas duas facetas não podem conviver no mesmo ser, por serem completamente opostas.
Rousseau defende a formação do homem natural no seu lar, junto aos familiares, por constituir um ser integral voltado para si mesmo, que vive de forma absoluta. Já o cidadão deve ser educado no circuito público proporcionado pelo Estado, pois é tão somente uma parte do todo, e por esta razão engendra uma vida relativa. O aprendizado social, segundo o filósofo, não produz nem o homem, nem o cidadão, mas sim um híbrido de ambos. Aliar os dois implica investir no saber do ser humano em seu estágio natural – por exemplo, a criança –, e o cidadão só terá existência a partir desta condição, a qual tem como fonte a Natureza e como fio condutor a trajetória individual.
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25mAIo2018
Via Maria João Tanqueiro
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1974073129282940&set=a.220896717933932.62282.100000408171395&type=3&theater
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28 de Junho de 1712: Nasce o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, autor de "Contrato Social"

Escritor e filósofo humanista de expressão francesa, nasceu em Genebra a 28 de junho de 1712 vindo a falecer em Ermenonville a 2 de julho de 1778. Ao recentrar a reflexão sobre a natureza humana nos temas da sensibilidade, do sentimento e da paixão em detrimento da razão, antagoniza os princípios do Iluminismo, anunciando aqueles que virão a ser os valores centrais do Romantismo.Marcado por um forte otimismo relativamente à essência humana, considera que primitivamente os seres humanos viveriam num hipotético estado de natureza em que, deixando-se reger pelo sentimento (amor de si e piedade), reinava a liberdade e a igualdade. Com o advento da divisão do trabalho e da propriedade privada, tal estado de harmonia teria sido pervertido, tendo-se tornado a sociedade presa do egoísmo e da corrupção. Dessa forma, os poderosos, apropriando-se da Lei, colocaram-na ao serviço dos seus interesses particulares e fizeram dela um instrumento de servidão. Do mesmo modo, a ciência e a cultura em geral são vistas como focos de degeneração que afastam o ser humano da sua natureza genuína.
Para libertar o homem do estado de servidão em que a sociedade o coloca, Rousseau apresenta duas vias complementares.
A primeira - exposta pormenorizadamente no Émile (1762) - respeita à pedagogia, propondo que esta permita à criança desenvolver-se naturalmente na afirmação espontânea da sua essência e de acordo com a sua própria experiência pessoal, evitando que se torne vítima das deformações que a sociedade lhe procura impor.
A segunda, no âmbito da filosofia política - e desenvolvida no Contrato Social (também de 1762) -, visa o restabelecimento da liberdade e baseia-se na ideia de soberania popular. Esta deve ser concretizada através do contrato social segundo o qual cada indivíduo se deve submeter à vontade geral, convergência e expressão mediada da vontade de cada um, garantindo assim a liberdade e a igualdade de todos. A submissão da Lei à vontade geral assegurará a sua justiça, não cabendo ao poder executivo mais do que garantir a sua correta aplicação.
Jean-Jacques Rousseau. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 
wikipedia (Imagens)

Arquivo:. Jean-Jacques Rousseau (retrato pintado) jpg
Retrato de Jean Jacques Rousseau - Maurice Quentin de La Tour

Arquivo: Allan Ramsay 003.jpg

Retrato de Jean Jacques Rousseau - Allan Ramsay

Arquivo: DOI Rousseau.jpg
Discurso sobre a origem e fundamento da desigualdade entre os Homens
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/06/28-de-junho-de-1712-nasce-o-filosofo.html?spref=fb&fbclid=IwAR3mBS2UL5H3c3_ToNIwoU-GZNnDbw70ItaTCtoZrZ6IP6Y13l9lWHxKt-4
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Via Citador:
"Para conhecer os homens, torna-se indispensável vê-los agir."
"A falsidade é susceptível de uma infinidade de combinações; mas a verdade só tem uma maneira de ser."
"Quem quer agradar a todos não agrada a ninguém."
"A espécie de felicidade que me falta, não é tanto fazer o que quero mas não fazer o que não quero."
"Não há nada que esteja menos sob o nosso domínio que o coração, e, longe de podermos comandá-lo, somos forçados a obedecer-lhe."
"A arte de interrogar é bem mais a arte dos mestres do que as dos discípulos; é preciso ter já aprendido muitas coisas para saber perguntar aquilo que se não sabe."
"Caminhar com bom tempo, numa terra bonita, sem pressa, e ter por fim da caminhada um objectivo agradável: eis, de todas as maneiras de viver, aquela que mais me agrada."
"Povos livres, lembrai-vos desta máxima: A liberdade pode ser conquistada, mas nunca recuperada."
"O homem verdadeiramente livre apenas quer o que pode e faz o que lhe agrada."
"Quanto mais do mundo vi, menos pude moldar-me à sua maneira."
"A consciência é a voz da alma, as paixões são a voz do corpo."
"Os homens dizem que a vida é curta, e eu vejo que eles se esforçam para a tornar assim."
"É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de viver com alguém que saiba pensar."
"A paciência é amarga, mas o seu fruto é doce."
"Só se é curioso na proporção de quanto se é instruído."
"O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado. Um determinado indivíduo acredita-se senhor dos outros e não deixa de ser mais escravo do que eles."
"As leis são sempre úteis aos que têm posses e nocivas aos que nada têm."
"A juventude é a época de se estudar a sabedoria; a velhice é a época de a praticar."
"Conheço muito bem os homens para ignorar que muitas vezes o ofendido perdoa, mas o ofensor não perdoa jamais."
"A fingida caridade do rico não passa, da sua parte de mais um luxo; ele alimenta os pobres como cães e cavalos."
"O dinheiro que temos é o instrumento da liberdade; aquele de que andamos atrás é o da servidão."
"São a força e a liberdade que fazem os homens virtuosos. A fraqueza e a escravidão nunca fizeram nada além de pessoas más."

Não há Felicidade SolitáriaÉ a fraqueza do homem que o torna sociável; são as nossas mi­sérias comuns que levam os nossos corações a interessar-se pela humanidade: não lhe deveríamos nada, se não fôssemos homens. Todos os afectos são indícios de insuficiência: se cada um de nós não tivesse necessidade dos outros, nunca pensaria em unir-se a eles. Assim, da nossa própria enfermidade, nasce a nossa frágil fe­licidade. Um ser verdadeiramente feliz é um ser solitário; só Deus goza de uma felicidade absoluta; mas qual de nós faz uma ideia do que isso seja? Se algum ser imperfeito se pudesse bastar a si mes­mo, de que desfrutaria ele, na nossa opinião? Estaria só, seria mi­serável. Não posso acreditar que aquele que não precisa de nada possa amar alguma coisa: não acredito que aquele que não ama na­da se possa sentir feliz. 

 in 'Emílio'
A Fonte da Felicidade Reside Dentro de NósO hábito de me recolher a mim mesmo acabou por me tornar imune aos males que me acossam, e quase me fez perder a memória deles. Desse modo, aprendi com base na minha própria experiência que a fonte da felicidade reside dentro de nós e que não está no poder dos homens fazer com que fique realmente desgostosa uma pessoa determinada a ser feliz. Por quatro ou cinco anos desfrutei regularmente de alegrias interiores que almas gentis e afectuosas encontram numa vida de contemplação. 

 in 'Devaneios de um Caminhante Solitário'A FelicidadeA felicidade é um estado permanente que não parece ter sido feito, aqui na terra, para o homem. Na terra, tudo vive num fluxo contínuo que não permite que coisa alguma assuma uma forma constante. Tudo muda à nossa volta. Nós próprios também mudamos e ninguém pode estar certo de amar amanhã aquilo que hoje ama. É por isso que todos os nossos projectos de felicidade nesta vida são quimeras.Aproveitemos a alegria do espírito quando a possuímos; evitemos afastá-la por nossa culpa, mas não façamos projectos para a conservar, porque esses projectos são meras loucuras. Vi poucos homens felizes, talvez nenhum; mas vi muitas vezes corações contentes e de todos os objectos que me impressionaram foi esse o que mais me satisfez. Creio que se trata de uma consequência natural do poder das sensações sobre os meus sentimentos. A felicidade não tem sinais exteriores; para a conhecer seria necessário ler no coração do homem feliz; mas a alegria lê-se nos olhos, no porte, no sotaque, no modo de andar, e parece comunicar-se a quem dela se apercebe. Existirá algum prazer mais doce do que ver um povo entregar-se à alegria num dia festivo, e todos os corações desabrocharem aos raios expansivos do prazer que passa, rápida mas intensamente, através das nuvens da vida? 

 in 'Os Devaneios do Caminhante Solitário'