21/09/2014

8.755.(21set.2014.10h) Virgílio

Nasceu a 15set de 70 a.C.
e morreu a 21set de 19 a.C.
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Publio Virgílio Marão
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Autor da Eneida
http://www.livros-digitais.com/virgilio/eneida/sinopse
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Foto de Virgílio
http://www.livros-digitais.com/autor/virgilio
Públio Virgílio nasceu na aldeia de Andes, perto da cidade de Mântua, em 70 a.C.
Criado num ambiente modesto, recebeu em Cremona as primeiras lições, passando mais tarde para Milão e completando os estudos de retórica em Roma, onde aprendeu também filosofia. Entre os anos 42 e 39 a.C. compõe as "Bucólicas". Mais tarde escreve as "Geórgicas". Desde a.C. até à véspera da sua morte, Virgílio começou a escrever a "Eneida", que viria a ser a sua obra prima. Virgílio faleceu em 19 a.C.

Obra literária

Excepto algumas obras de atribuição duvidosa — e que, em todo o caso, são menores, porque correspondiam ao período de formação juvenil —, são três os livros que fizeram de Virgílio um dos grandes nomes da Antiguidade: as Bucólicas (Bucolica), as Geórgicas (Georgica) e a Eneida (Aeneis). A primeira destas obras, Bucólicas, foi escrita entre os anos 42 e 39 a. C., é composta por dez éclogas ou composições breves, em forma de diálogo ou narração, e trata de temas pastoris. Possivelmente, Virgílio escreveu-as em agradecimento a Octávio Augusto, que mandou restituir ao poeta a propriedade das terras de que haviam sido expropriados em favor dos veteranos de guerra (recorde-se que Virgílio provinha de uma abastada família rural de Andes, perto de Mantua, e que sempre sentiu a necessidade de viver perto da Saturem). Convém assinalar, não obstante, que a paisagem que se canta nas Bucólicas, apesar de apresentar certos aspectos reais próprios da terra natal do poeta é, antes de mais, uma paisagem de sonho, uma arcádia imaginária que desde cedo, com o passar dos séculos, se tornaria um dos lugares comuns da poesia europeia. O livro, além do mais, reflecte a influência de Teócrito, apesar de, como também se assinalou, os pastores das Bucólicas constituírem uma transposição literária de certos amigos do autor e não serem em absoluto personagens rústicas. O que pertence inteiramente ao génio de Virgílio é a rigorosa estrutura da obra e a sua secreta numerologia: cheia de implicações esótericas. A quarta écloga é particularmente célebre porque nela se canta o nascimento futuro de uma criança que mudará a face do mundo. Na Idade Média, viu-se nesta écloga a anunciação profética e misteriosa do nascimento de Cristo. As Geórgicas, que surgiram em 29 a. C., não têm nada a ver com o tema pastoril, mas com os «trabalhos do campo» (tal como indica o titulo em grego). Trata-se de um poema didáctico composto em hexametros, cuja finalidade, de acordo com a política agrária octaviana de então, é a de fomentar o gosto pela agricultura. A obra, por conseguinte, está repleta de descrições técnicas, e o seu valor científico é notável, embora Séneca, que foi um grande proprietário rural, considerasse que Virgílio «não pretendia ensinar os agricultores, mas deleitar os leitores. As Geórgicas têm como precedente Os Traóalhos e os Dias de Hesíodo, mas devem também assinalar-se outras influências como as de Arato de Sicione, Teofrasto e os tratados de Catão e Varrão. Divide-se em quatro cantos: o primeiro trata do cultivo, o segundo da arboricultura, o terceiro da pecuária e o quarto da apicultura. Do ponto de vista poético, nesta obra-prima da poesia latina, são de sublinhar as belas divagações introduzidas por Virgílio. A obra máxima de Virgílio é, sem dúvida alguma, a Eneida, epopeia da criação de Roma, que se encontra dividida em doze cantos. Foi iniciada em 29 a. C. e o poeta, no seu proverbial perfeccionismo, deixou-a inacabada ao morrer em 19 a. C. (entendia que ainda lhe faltavam três anos para terminar a obra a seu gosto) e determinou a sua destruição. Felizmente, o imperador Augusto ordenou que não se cumprissem essas disposições. A Eneida inspira-se deliberadamente na Ilíada e na Odisseia de Homero, mas o tratamento dos materiais míticos é muito diferente.
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Via Citador
Virgílio
http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/publio-maron-virgilio
(citações 1ª de 4 páginas)
"Uma dor assim, se tivesse podido prevê-la saberia suportá-la."
"Enquanto os rios correrem para o mar, os montes fizerem sombra aos vales e as estrelas fulgirem no firmamento, deve durar a recordação do benefício recebido na mente do homem reconhecido."
"Feliz aquele que conseguiu compreender a causa das coisas."
"Aqueles que podem é porque pensam que podem."
"Filho lego-te a virtude, a pena que não mente. Outros ensinar-te-ão a felicidade."
"Cansamo-nos de tudo menos de compreender."
"A alma move toda a massa do mundo."
"O amor triunfa sobre tudo, cedamos também nós ao amor."
"A inveja, como o vento, açoita sempre os cumes mais altos."
"A recordação da desgraça é doce e serve de recreio na prosperidade."