02/10/2014

8.834.(2out2014.4.44.4" da tarde) Cuidados Paliativos

varia conforme o ano
em outubro
Dia Mundial dos Cuidados Paliativos
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página da Associação:
https://www.facebook.com/Associa%C3%A7%C3%A3o-Portuguesa-de-Cuidados-Paliativos-166689686682528/
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8ouTUbro2016
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Campanha defende “qualidade e dignidade até ao fim” dos doentes paliativos

"Dados da APCP referem que existe apenas uma equipa de cuidados paliativos domiciliários por 590 mil habitantes, quando as recomendações internacionais apontam para a uma por 100 mil habitantes, que 64% dos doentes paliativos morrem nas camas hospitalares sem acesso a cuidados domiciliares e que há 6.000 crianças a necessitar destes cuidados."
http://observador.pt/2016/10/07/campanha-defende-qualidade-e-dignidade-ate-ao-fim-dos-doentes-paliativos/
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos vai desafiar os portugueses a vestirem “a camisola pelos cuidados paliativos”, no âmbito da campanha “Qualidade e dignidade até ao fim”, que começa sábado com largadas de balões em Lisboa e no Porto.
Divulgada no Dia Mundial dos Cuidados paliativos, a campanha pretende informar doentes, a população e, sobretudo, os profissionais de saúde e a classe política de que “os cuidados paliativos são um direito humano básico para todas as pessoas portadores de doenças crónicas e limitantes”.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da APCP, Manuel Luís Capelas, disse que a campanha surgiu da necessidade de “continuar a alertar para a importância dos cuidados paliativos” num país onde cerca de 89 mil doentes necessitam, por ano, destes cuidados e onde cerca de metade dos doentes referenciados acabam por morrer sem aceder a eles.
Durante a campanha, os portugueses vão ser desafiados a vestir uma camisola que tem como objetivo “chamar a atenção” para “dois aspetos fundamentais” nos cuidados paliativos: “A qualidade de vida e a dignidade de vida destas pessoas”.
Já o lançamento dos balões é “uma homenagem simbólica e singela” a “todas as pessoas que já partiram ou que estão em cuidados paliativos e a todos os profissionais e familiares que têm ajudado estes doentes a caminhar com qualidade e com dignidade este período da sua vida”, explicou Manuel Capelas.
Dados da APCP referem que existe apenas uma equipa de cuidados paliativos domiciliários por 590 mil habitantes, quando as recomendações internacionais apontam para a uma por 100 mil habitantes, que 64% dos doentes paliativos morrem nas camas hospitalares sem acesso a cuidados domiciliares e que há 6.000 crianças a necessitar destes cuidados.
Para Manuel Capelas, a falta de conhecimento e informação por parte da população, e acima de tudo, por parte dos profissionais de saúde continua a ser o principal entrave ao desenvolvimento destes cuidados em Portugal.
Apesar de reconhecer que já foram dados “alguns passos”, considerou que “há muito caminho a percorrer” para garantir que todos os que necessitam tenham acesso a estes cuidados.
Neste momento, está em discussão pública o plano estratégico para o biénio 2017-2018, vamos ver se “responde àquilo que serão os anseios e depois, que é o mais importante”, como será operacionalizado.
Este documento não contempla, contudo, os cuidados paliativos pediátricos, “que não temos de todo e que deveremos pensar que respostas especializadas vamos dar a estas crianças que também necessitam”.
“É preciso encontrar rapidamente respostas adequadas, cientificamente corretas”, para que estas crianças “vivam com qualidade, dignidade até ao último momento das suas vidas”, defendeu Capelas.
Sobre o que é mais urgente fazer nesta área, o responsável disse que é necessário pensar-se de “uma forma mais abrangente”: “Se calhar temos de ter uma visão para lá do nosso umbigo e pensarmos mais nos interesses dos doentes do que em interesses corporativistas, sejam de que ordem for e por parte de quem for”.
Para Manuel Capelas, é preciso apostar-se na formação de equipas domiciliárias, numa “formação básica de todos os profissionais de saúde” e encontrar estruturas não domiciliárias que garantam, com a proximidade necessária, uma resposta adequada às necessidades.
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11out2015
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site da Associação
http://www.apcp.com.pt/

O que são?

Apesar de todos os progressos da Medicina na segunda metade do século XX, a longevidade crescente e o aumento das doenças crónicas conduziram a um aumento significativo do número de doentes que não se curam. O modelo da medicina curativa, agressiva, centrada no ? ataque à doença ? não se coaduna com as necessidades deste tipo de pacientes, necessidades estas que têm sido frequentemente esquecidas.
A não-cura era ( e frequentemente ainda continua a ser ) encarada por muitos profissionais como uma derrota, uma frustração, uma área de não-investimento. A doença terminal e a morte foram ?hospitalizadas? e a sociedade em geral aumentou a distância face aos problemas do final de vida. As questões em torno da morte ? e que interessam a todos - constituem ainda hoje um tema tabu.

O movimento moderno dos cuidados paliativos, iniciado em Inglaterra na década de 60, e que posteriormente se foi alargando ao Canadá, Estados Unidos e mais recentemente( no último quarteirão do século XX ) à restante Europa, teve o mérito de chamar a atenção para o sofrimento dos doentes incuráveis, para a falta de respostas por parte dos serviços de saúde e para a especificidade dos cuidados que teriam que ser dispensados a esta população.
Os cuidados paliativos definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias. São cuidados de saúde activos, rigorosos, que combinam ciência e humanismo.

Apesar da pertinência da resposta advogada pelos cuidados paliativos para as questões em torno da humanização dos cuidados de saúde e do seu inequívoco interesse público, o certo é que hoje, no início do século XXI, este tipo de cuidados não está ainda suficientemente divulgado e acessível àqueles que deles carecem.

No nosso país, mais concretamente, podemos dizer que os serviços qualificados e devidamente organizados são escassos e insuficientes para as necessidades detectadas ? basta lembrar que o cancro é a segunda causa de morte em Portugal, com uma clara tendência a aumentar. Para além disso, importa reforçar que os cuidados paliativos são prestados com base nas necessidades dos doentes e famílias e não com base no seu diagnóstico. Como tal, não são apenas os doentes de cancro avançado que carecem destes cuidados: os doentes de SIDA em estadio avançado, os doentes com as chamadas insuficiências de orgão avançadas (cardíaca, respiratória, hepática, respiratória, renal) , os doentes com doenças neurológicas degenerativas e graves, os doentes com demências em estadio muito avançado. E não são apenas os idosos que carecem destes cuidados ? o problema da doença terminal atravessa todas as faixas etárias, incluindo a infância. Estamos , por isso, a falar de um grupo vastíssimo de pessoas ? dezenas de milhar, seguramente - , e de um problema que atinge praticamente todas as famílias portuguesas. 

Que pretendemos oferecer aos doentes na fase avançada e terminal das suas vidas, sobretudo quando temos presente que 90% das mortes ocorrem após doença crónica e avançada ? Como poderemos difundir e implementar cada vez mais a ?resposta-cuidados paliativos? que, consensualmente, diminui bastante o sofrimento de doentes em fim de vida e seus familiares ?
Os cuidados paliativos NÃO são cuidados menores no sistema de saúde, NÃO se resumem a uma intervenção caritativa bem intencionada, NÃO se destinam a um grupo reduzido de situações,. NÃO restringem a sua aplicação aos moribundos nos últimos dias de vida e, pela especificidade dos cuidados, diferenciam-se dos cuidados continuados ( cuidados aos doentes com perda de funcionalidade ou dependentes) . Os cuidados paliativos NÃO são dispendiosos, NÃO encarecem os gastos dos sistemas de saúde, e tendem mesmo a reduzi-los pela melhor racionalização dos meios.

Só poderemos combater estas concepções incorrectas esclarecendo alguns conceitos:
  • Os cuidados paliativos deverão ser parte integrante do sistema de saúde, promovendo uma intervenção técnica que requer formação e treino específico obrigatórios por parte dos profissionais que os prestam, tal como a obstetrícia, a dermatologia, a cirurgia ou outra area específica no âmbito dos cuidados de saúde.
  • Os cuidados paliativos são cuidados preventivos: previnem um grande sofrimento motivado por sintomas ( dor, fadiga, dispneia ), pelas múltiplas perdas ( físicas e psicológicas ) associadas à doença crónica e terminal, e reduzem o risco de lutos patológicos. Devem assentar numa intervenção interdisciplinar em que pessoa doente e família são o centro gerador das decisões de uma equipa que idealmente integra médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais.
  • Os cuidados paliativos pretendem ajudar os doentes terminais a viver tão activamente quanto possível até à sua morte ( e este período pode ser de semanas, meses ou algumas vezes anos ), sendo profundamente rigorosos, científicos e ao mesmo tempo criativos nas suas intervenções.
  • Os cuidados paliativos centram-se na importância da dignidade da pessoa ainda que doente, vulnerável e limitada, aceitando a morte como uma etapa natural da VIDA que, até por isso, deve ser vivida intensamente até ao fim.

Os cuidados paliativos constituem hoje uma resposta indispensável aos problemas do final da vida. Em nome da ética, da dignidade e do bem estar de cada Homem é preciso torná-los cada vez mais uma realidade.
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filme
https://www.youtube.com/watch?v=sBbD00qXkkk&feature=share
Os actores Susana Arrais, João Didelet, Joana Seixas e Diogo Amaral, juntam-se à Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), para dar vida à campanha de sensibilização “Meio Minuto de Silêncio – Por quem necessita de Cuidados Paliativos por inteiro”
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