18/10/2014

8.912.(18out2014.11h) BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul...

Não temos notícias nenhumas destas nos media...
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 Fogo na Água – a China, a América e o Futuro do Pacifico, de Robert Haddick.

A China terá uma crescente dependência de petróleo importado. Em 2013, a China ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior importador de óleo cru. Em 2012, a China importou quase 5,9 milhões de barris/dia, mais de metade de seu consumo diário – um número que deve aumentar para 75% do consumo diário em 2035.


A China importou da América do Sul, África, Oriente Médio, Asia Central e Rússia…

85% das importações de óleo da China têm que transitar pelo Estreito de Málaca (entre a Indonésia, a Malásia, com a ponta em Singapura.


A China participa da exploração do campo de Libra.

(A Petrobras já recebeu autorização da ANP para explorar outro megacampo no pré-sal)

E, segundo, alguns cálculos, a economia da China já é maior do que a americana.

Convém não esquecer também que o Brasil se prepara – com financiamento da China – para construir o “Eixo Interoceânico Sul – Peru – Amazônia”, que vai ligar a produção do Brasil Central aos portos do Peru.

E o “Corredor Bi-Oceânico, Arica(Chile) – Santos”, que só depende de a Bolívia fazer um acordo sobre o trafego de caminhões de terceiros países.

E, para os que gostam de Geografia, como o Mestre Fiori e o ansioso blogueiro [Paulo Henrique Amorim], cabe lembrar do Canal da Nicarágua, maior e mais eficiente que o do Panamá.

Também financiado pela China.

(Não foi à toa que o Obama fez as pazes com Fidel …)

Como disse o Presidente Lula, quando defendeu a integração latino-americana: "a América do Sul constrói “uma nova ordem política”, centrada na Energia" ! No petróleo.

"É o petróleo, estúpido, o que eles querem."

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28agosto2014-avante
http://www.avante.pt/pt/2126//131848/
O caminho da luta
Multiplicam-se os focos de instabilidade, caos e guerra no mundo. Esta é a ponta do icebergue da crise estrutural do sistema capitalista dominante, que se aprofunda. Às agressões militares no terreno juntam-se não menos destrutivas campanhas de manipulação informativa e guerra ideológica. As multidimensionais guerras em curso têm tanto de cru quanto de sofisticado. A perversão mediática converteu-se num elemento central da tentativa de naturalização da barbárie e acatamento de putrefactas tendências e vias fascizantes. Em planos diferentes, é assim em Gaza e na Palestina avassalada pelos crimes monstruosos do terrorismo de estado sionista de Israel, no Iraque «às mãos» do nebuloso Estado Islâmico (que os EUA e a UE atrelada vieram agora eleger como a «grande ameaça», depois de terem promovido esta, e outras forças terroristas, na guerra de agressão contra a Síria) e na Ucrânia, onde a junta liberal-nacional-fascista que tomou o poder em Kiev já há cinco meses leva a cabo uma guerra cruel e perigosa no Donbass, reprime atrozmente o pensamento divergente e prepara a ilegalização do PCU, situação que permanece em grande medida silenciada pelos grandes media.
Imerso numa espiral de endividamento insanável e incapaz de travar o passo a uma rearrumação de forças que ganha forma no globo, o imperialismo norte-americano actua como um pirómano. A manutenção da hegemonia e os imperativos de uma agenda geopolítica que se situa nos antípodas dos anseios e perspectivas de emancipação e progresso dos povos do mundo ditam o recurso à promoção do caos e instabilidade, à escalada de intervencionismo militar e à política da terra queimada do grande capital. O enfurecimento, nos últimos meses, da campanha visando o isolamento e enfraquecimento da Rússia adquire um relevo central na presente conjuntura. Com a parada de sanções e ameaças contra Moscovo a subir na cruzada a Leste, Washington não hesita em inclusive pressionar os «parceiros» europeus em prol da manutenção da ordem nas fileiras transatlânticas, atingindo os interesses de potências como a Alemanha e a França e contribuindo para o aprofundamento da crise em que permanece envolta a UE.
É claro que acontecimentos como a cimeira dos BRICS no Brasil, o aprofundamento das relações estratégicas entre a China e a Rússia e o anúncio pela Rússia, Bielorrússia e Casaquistão da constituição da União Económica Euroasiática influem na correlação básica de forças e não podem deixar de figurar no pano de fundo do actual mapa de hostilidades mundial movido pelo imperialismo, com os EUA à cabeça.
Ressalte-se que entre as decisões da cimeira de Julho dos BRICS acolhida em Fortaleza pela presidente Dilma Rousseff (a que se seguiu a realização dos encontros BRICS-UNASUR e China-CELAC) está a formação do Novo Banco de Desenvolvimento (nada tem a ver com o BES…) e de um Fundo de Reservas de divisas pelos cinco países que integram a organização: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Na declaração final exorta-se ao mesmo tempo o FMI a acelerar a reforma do sistema de quotas desta organização de Bretton Woods, cuja aprovação se encontra bloqueada no Congresso norte-americano. Não podendo por si só ser encarado como panaceia para os grandes problemas e contradições enfrentados no mundo, o inédito processo de cooperação multilateral dos BRICS – que representam mais de 40 por cento da população mundial – constitui antes de mais um sinal do pulso da história e janela aberta a alternativas de soberania e aos objectivos de uma nova ordem económica mundial, mais justa e humana. O imperialismo tudo fará para enfraquecer, absorver e desarticular os BRICS, e acima de tudo impedir a resistência, soberania e cooperação dos povos, mesmo que à custa da paz mundial. Há que estar vigilante. Na certeza de que serão as lutas e energias transformadoras dos trabalhadores e povos que acabarão por erguer uma nova sociedade e ordem internacional.
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16jan2014 - avante

http://www.avante.pt/pt/2094//128578/
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Cresce a solidariedade
Esta realidade, da crise do sistema capitalista, é planetária. Para isto foi destruída a experiência socialista da União Soviética. No entanto, há contradições valiosíssimas para que a luta revolucionária prossiga com êxito: países que resistem mantendo os seus princípios socialistas – China, Cuba, Vietname, Laos e Coreia do Norte – e todos os países em desenvolvimento que afirmam a sua independência negando submissão aos programas imperiais – além dos BRICS, a Venezuela levantada por Hugo Chávez, que abriram caminho para oferecer uma alternativa progressista à catástrofe capitalista. No Brasil foi aberta por Lula uma fase histórica de construção da democracia com a participação popular. Temos assistido nesses 10 anos de ação governativa, segura e corajosa, à resistência férrea a todas as formas de sabotagem interna e pressão externa para impedir a consolidação da democracia por uma oposição que o povo aprendeu a repelir. Este é o caminho fora das «crenças e ilusões» criadas para o imperialismo ver e tirar proveito.
As recentes manifestações populares que denunciam o caótico sistema de transportes públicos herdado dos governos neocapitalistas, ao perceberem que estavam a ser manipulados pelas forças de direita que contratam redes criminosas para provocar acidentes, destruição e mortes com objetivos eleitorais contra o governo Dilma, contaram com a liderança dos partidos e organizações sociais de esquerda que exigiram rigorosos inquéritos para apurar os mandantes dos atos de violência e uma revisão, pelos poderes institucionais, da criação de um sistema de transporte público gratuito para estudantes e trabalhadores. Note-se que em todo o Brasil os idosos estão isentos de pagamento de transportes municipais, o que ainda não acontece na Europa.
Em todos os países da Europa, com a imposição da austeridade que deflagrou a miséria e ameaça liquidar as conquistas dos direitos no trabalho e da democracia nas instituições dos estados, crescem as manifestações populares. Os sindicatos viram-se fortalecidos como organização não só da massa trabalhadora, mas também dos desempregados e dos aposentados e pensionistas que formam as suas respetivas associações. Em uma sequência de marchas de protesto contra as medidas ditatoriais da troika, greves contra o desemprego e a cedência de recursos empresariais a multinacionais, manifestações para reunir toda a população oprimida, surgem novos aderentes vindos de setores antes acomodados na sua condição de classe média estável e até mesmo de igrejas e partidos à direita. Jornalistas dos grandes media filmam e recolhem depoimentos para os seus arquivos que nem sempre são vetados por seus patrões. Os sindicatos da Polícia e as associações de militares, que também fazem manifestações próprias, avisam os governantes que não terão condições de garantir a segurança se as razões de conflito forem insuportáveis.
Por motivos opostos ao dos empresários «exportadores de ilusões», os trabalhadores da Europa acompanham o desenvolvimento das forças democráticas no Brasil e em toda a América Latina. Não cobiçam a situação da nova classe média, consumista e imitadora dos potentados, que hoje aparece como «cem milhões de consumidores» (citado pela TV SIC) mas sim a liberdade democrática que estabeleceu uma relação direta entre todo cidadão que lute por um país melhor e o governo eleito pelo povo.
Reconhecem que esta condição é a única que oferece garantia de que as históricas conquistas dos trabalhadores, como os direitos humanos e a democracia, sejam defendidas incansavelmente. Veem na união entre as nações latino-americanas – Celac, Unasul e Alba – que o objetivo é a solidariedade para que cada uma seja independente e desenvolva com autonomia as suas forças produtivas, não para criar um governo único que comande o poder financeiro – como a União Europeia casada com o Fundo Monetário Internacional dirigido pelos Estados Unidos da América – contra os interesses normais dos povos.
A crise capitalista é planetária, mas a unidade entre os povos trabalhadores também o é, além de ser mais antiga e perene como a humanidade.
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4abril 2013...avante
http://www.avante.pt/pt/2053//124556/
Por uma outra ordem mundial
Nos dias que antecederam a Páscoa realizou-se na África do Sul a 5.ª Cimeira do BRICS, organização que junta cinco «potências emergentes»: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A reunião de chefes de Estado de Durban de 26-27 de Março aconteceu num momento complexo em que se alargam os perigos e focos de tensão mundial, tendo como pano de fundo o desenrolar da crise sistémica do capitalismo e, particularmente, a trajectória descendente dos três vértices que compõem a «tríade imperialista» (EUA, UE e Japão).
Sob o tema, «BRICS e África: Parceria para o Desenvolvimento, Integração e Industrialização», o encontro de Durban encerrou o ciclo inaugural de cimeiras, realizadas nos cinco países membros, iniciado em 2009 na Rússia (ainda sem a África do Sul que se juntou aos então BRIC em 2010, por proposta da China). A sua realização no continente africano revestiu-se de um significado transcendente, face à campanha intervencionista e recolonizadora lançada em África pelas grandes potências da NATO.

Os grandes centros de difusão do pensamento dominante não conseguem esconder a inquietação do imperialismo com o avanço da articulação e cooperação dos BRICS. Um despacho da Reuters fala de retórica não suportada pela substância. Quando em 2012, na Cimeira de Nova Deli, os cinco países – que representam 40 por cento da população mundial e quase um terço do PIB mundial em termos de poder de compra comparado – decidiram acelerar o processo com vista à utilização das divisas próprias no seu comércio e estudar a constituição de um banco comum, muitos viram-no como sinal de um violento choque monetário. Pesarosamente o Washington Post qualificava a cimeira como o começo de uma nova era.
De facto, o lento caminhar do processo de acordos monetários alternativos ao dólar mexe com o nervo da correlação de forças mundial. Sendo evidente o potencial disruptivo para a presente ordem internacional – anti-democrática, exploradora e neocolonial –, encarnado pela articulação dos países do BRICS, apesar de todas as diferenças de ordem diversa que os distinguem.
Da declaração e plano de acção saídos de Durban, para além da decisão de constituir um banco de desenvolvimento comum em bases equitativas (que se espera possa ser concretizada num futuro próximo) e da intenção de criar um fundo de reserva de cem mil milhões de dólares para os países em desenvolvimento, deve ser ressaltada a defesa dos princípios do direito internacional e o papel central da Carta da ONU. Merece atenção o apoio aos processos de integração em África e ao papel da UA e organizações regionais africanas. Em questões angulares que marcam a arena internacional, como os casos da Palestina, Síria, Irão, Mali – para só citar alguns – a declaração da Cimeira contrasta com as posições e prática de Washington, Paris, Londres ou Berlim.

Esta cimeira confirma a dinâmica de transformação do acrónimo BRICS num organismo político e económico internacional influente. O que não deixa de corresponder a uma necessidade objectiva do processo de emancipação e progresso social e um elemento da confrontação, no momento concreto, com os constrangimentos de uma ordem mundial injusta e anacrónica. Incontornavelmente, a China desempenha um papel central. Basta lembrar as relações com África (1.º parceiro comercial), Brasil e América Latina e a Rússia, primeiro país visitado pelo presidente Xi Jinping. Não admira que para os EUA a divisão dos BRICS esteja inscrita como uma das prioridades estratégicas para os próximos anos.
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Via Iglésias
julho 2014

O Brasil sediou nos dias 15 e 16 de julho um dos mais importantes eventos da vida econômica e política mundial.

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A presidenta Dilma Rousseff recebe os líderes dos países que compõem o grupo Brics na manhã desta terça-feira (15), em Fortaleza (CE). Os chefes de Estado e de Governo do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reúnem-se para a 6ª Cúpula do agrupamento, com dois dias de debates sobre temas variados e a assinatura de atos que incluem a prioridade ao desenvolvimento sustentável e a consolidação do Banco Brics.
Dilma e os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, Xi Jinping, da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro recém-eleito da Índia, Narendra Modi, reúnem-se para uma das cúpulas mais importantes no atual contexto internacional, com propostas que pretendem oferecer alternativas ao sistema internacional, sobretudo às suas facetas dominadas pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial.
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A 6º Cúpula do Brics – agrupamento que engloba Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - foi um evento marcante, o que pode ser atestado pela Declaração de Fortaleza, em que o perfil do grupo ficou muito bem delineado, pelas posições ali perfiladas e pelas decisões tomadas.

O Brics firmou-se não apenas como uma associação de economias de grandes países emergentes. Se se restringisse a isto, já seria uma grande construção. Afinal, estamos falando de 26,8% da área do planeta, 42,8% da população total mundo, 21% do PIB mundial e 15% do comércio internacional.

São dados reveladores de uma nova ordem econômica, ainda no nascedouro, que gradualmente encontra meios e modos de contornar as relações de dominação neocolonialista exercidas pelos grandes potentados econômicos internacionais, por meio de seus organismos financeiros.

É sobre esta base objetiva que a Cúpula do Brics decidiu criar o Novo Banco de Desenvolvimento e o Arranjo Contingente de Reservas, instrumentos inovadores que contribuirão para o desenho de uma nova arquitetura financeira mundial.

Com esses novos meios, os países do Brics e outras nações emergentes passam a dispor de uma ferramenta fundamental de cooperação, num mundo capitalista em crise, em que os meios de financiamento do desenvolvimento dos países emergentes são escassos, caros e sujeitos a insustentáveis condicionalidades.

O princípio proclamado pelos Brics, além da prevenção para os momentos de crises de liquidez, é o da cooperação para assegurar benefício mútuo nas relações econômicas, tomando o desenvolvimento como critério fundamental.

Tendo dado um passo decisivo para se firmar como novo polo econômico-financeiro, o Brics também dá um salto de qualidade na sua afirmação como ponderável fator geopolítico em favor da paz, das soluções políticas para os conflitos internacionais por meio do diálogo, da defesa do direito internacional e do multilateralismo e pela democratização das relações internacionais.

Foram duas nações poderosas do Brics – a Rússia e a China - que com sua firme ação diplomática ajudaram a impedir a intervenção armada estrangeira contra a Síria no ano passado.

Ambos os aspectos da consolidação do Brics – como polo econômico e geopolítico – terão importante impacto sobre o desenvolvimento da situação internacional. O mundo não pode mais ficar à mercê do poder dos monopólios da oligarquia financeira nem do ditame das potências imperialistas.

Sob todos os aspectos que se analise, o Brics é um fator positivo que se acrescenta à resistência e à luta dos povos pela paz, o direito internacional, o desenvolvimento e o progresso social. 

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Para a China, a segunda maior economia do mundo, o espaço Brics vai se consolidando como um relevante instrumental para a concretização de alguns dos seus interesses estratégicos como a consolidação de uma ordem internacional multipolar e o estabelecimento de um ambiente internacional pacífico, fundamentais para o êxito do seu projeto nacional de desenvolvimento.

A percepção chinesa sobre si e sobre o mundo ajuda a compreendermos seus esforços para a consolidação desse G-5 do mundo em desenvolvimento. De desacreditado no seu começo, quando ainda se denominava BRIC, o agrupamento ganhou uma nova visibilidade e já se transformou em um dos principais eventos da política internacional.

Depois da sua 3ª Cúpula realizada na China, quando oficializou-se a entrada da África do Sul, o grupo ganhou um novo peso e uma nova perspectiva, pois esse “S” (de South Africa) do agora Brics, mais do que uma letra ou um país, representa a aproximação do grupo com todo um continente. Quanto mais se reúnem, mais os países do Brics demonstram sua capacidade de contornar suas assimetrias para focar em objetivos comuns e gerar benefícios para todos.

“O Brics é de fato não apenas uma boa perspectiva, mas uma realidade (...) Somos de fato muito mais parecidos do que eventualmente podem querer nos fazer entender. A Cúpula de Fortaleza ganha ainda mais força, principalmente depois que o G-8 expulsou a Rússia e virou G-7”¹.

Nesta 6ª Cúpula que se realiza em Fortaleza se anunciará a criação do Banco Brics, que oficialmente será chamado de Novo Banco de Desenvolvimento e a criação do Arranjo de Contingente de Reservas. Esses mecanismos financeiros elevarão o Brics a um novo patamar, aumentando ainda mais a responsabilidade e a interdependência entre os seus membros. Além do mais, também servirá como recado para os países desenvolvidos que controlam algumas instituições financeiras internacionais como o Banco Mundial e o FMI.

Como se pode observar, ao contrário do que muitos podem imaginar, o Brics não é um conjunto de letras soltas, mas sim “a constituição de uma aliança estratégica dos maiores países do mundo que emergem para a cena internacional nesse começo de século e de milênio”² . A força movente que une esses países advém de uma necessidade comum de se criar um ambiente internacional mais seguro que beneficie a realização dos seus respectivos projetos de desenvolvimento, abrindo novas perspectivas para a melhoria de vida das suas populações.

Esse G-5 do mundo em desenvolvimento representa 42% da população mundial. Apesar de importante, a criação do grupo Brics é apenas o passo inicial para o enfrentamento de desafios ainda maiores como o estreitamento dos laços culturais e interpessoais entres os seus povos. Essa não é uma tarefa apenas dos governos mas perpassa os mais diversos setores da sociedade como as empresas, sindicatos, universidades etc. É tarefa de todos nós, que quando alcançada, terá ajudado grandemente na construção de um ambiente internacional mais confiável.

No mundo em que vivemos, no qual parte significativa da humanidade ainda sofre devido à fome e guerras, é importante também manter acessa e compartilhar entre toda comunidade Brics a chama de muitas vozes que se ergueram na defesa de um mundo socialmente justo e humano, como por exemplo Confúcio, na China; os milhões de russos que doaram sua vida na luta antifascista, Gandhi na Índia, Mandela na África do Sul e toda a ancestralidade brasileira na sua saga para construir, na mestiçagem de diversos povos, uma humanidade plural, fraterna e acolhedora.