2019
2/329aVÔ
a provecta idade faz-me próximo de muita notícia péssima, no campo da saúde dos meus amigos e conhecidos. Mas não há outro caminho: animá-los e dar-lhes força. A vontade de viver é decisiva em todas as fases da nossa vida.
*
Ver mãe sozinha. Ver filhos desavindos. Arrepiaaaa!
*
Ver idoso armadilhado com um cheque careca passado pelo genro. Ai justiça...
*
Ver idoso marcado com tentativa de suicídio da filha...É d' arrasar...
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Tem sido sempre bem melhor, ignorar quem me calunia. Contactar com conversa falsa, ao vivo, é muito doentio.
*
Hoje volto a concretizar a reunião de dados para decidir em relação ao projecto do restauro de casas velhas...CCCela ou Cooperativa?
*
Não podemos deixar que alguém se aproprie do que custou tanto a construir.
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2018
UM+329avÔ
ESTOU MARíTImo
com ondulAÇÕES perseVERantes
obSERvo marÉS que inundam
rePARO nas MAResias agressivas
VIbro com as AGITAções empolgANTES
d' oceANO inFINITO
fixo extaSIado com a força do MAR reVOLTO
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2017
329.avÔ
o melhor e o pior
ainda estão por vir
é o extraordináRIO
porVIR
*
URGE saber delegar
sem esquecer
o acompanhar
e o avaliar
permanentemente
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2018
de 8 a 14fev2018...carnaval na tenda
em frente ao mosteiro d' ALCOBAÇA que vos abRRaça
https://www.facebook.com/carnavalalcobaca/photos/a.1447042188859614.1073741828.1446464108917422/2065395340357626/?type=3&theater
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QUEM ESTÁ EM lisBOA...HJ...17h...Jorge Pereira Sampaio é moderador na Mesa Redonda, d' ALCOBAÇA que vos abRRaça, no Palácio da Independência...
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10215910634904154&set=a.1147281327614.2022918.1394994988&type=3&theater¬if_t=like_tagged¬if_id=1517969739849008
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2017
...após 18 anos de desleixo, começa a jardinAGEm?...rotunda e separadores, em frente à Crisal.Atlantis.Vista Alegre...Casal da Areia...d' ALCOBAÇA que vos abRRaça...Os lotes especiais de reserva da câmara continuam sem serem estratégicos...A planta informativa não existe...A gestão de parceria câmara.junta.empresários.trabalhadores continua por fazer...
by mim
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10210813418682982&set=pcb.10210813440563529&type=3&theater
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Avenida Q...estreia hj no Trindade...SAMARIONETAS d' ALCOBAÇA que vos abRRaça têm 1 contributo essencial..
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EPADRCister...a lua...d' Alcobaça que vos abRRaça
by mim
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10210814973041840&set=a.1081356805590&type=3&theater
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BY ODETE MELO
sMARtinhoooo do porto d' Alcobaça que vos abRRaça
https://scontent.flis5-1.fna.fbcdn.net/v/t31.0-8/16601855_638133879724046_7757036411776289785_o.jpg?oh=faef5e1a3a4b2ab984aab988e5ac4e96&oe=58FEB5F7
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By FERNANDA MATIAS
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1754745918187117&set=pcb.10155106308908969&type=3&theater
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1754720094856366&set=pcb.1754720168189692&type=3&theater
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PARedes da Vitória
.o bELO leão das paREDES da Vitória d' Alcobaça que vos abRRaça e 1 feliz cão a saltitar
FOTO DO ANTÓNIO EDUARDO CALAXA
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10207325580692381&set=a.10207325561251895.1073741977.1671483910&type=3&theater
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bELAS fotogravAÇÕES d' Alcobaça que vos abRRaça
by Bruno Januário
https://500px.com/bjanuario/galleries/alcobaca-council-photography?fbclid=IwAR3SWTN73TG_Gnen6IEPfQxWrmelB_AZoX1yOJzX9Qtqafv5us6Iq2o3uC8
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na RTP1...mbem!!!...é de saudar quem produz doces tão bonitos e bons: CASA DOS DOCES CONVENTUAIS e CASINHA DOS MONTES- d' ALCOBAÇA que vos abRRaça..
https://www.facebook.com/pastelariacasadosdocesconventuais/photos/a.1002184453152215/1252786998091958/?type=3&theater
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senhora da Luz...Castanheira...Coz...d' ALCOBAÇA que vos abRRaça
by Hermano Almeida Lopes
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1258661494221189&set=a.108699029217447&type=3&theater
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.santa Rita...Coz...com lua quase cheia...d' ALCOBAÇA que vos abRRaça
by Hermano Almeida Lopes
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1258661287554543&set=a.108699029217447&type=3&theater
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2016...face trouxe-me memórias deste dia:
meio-dia 8fev2016...a serra dos candeeiros com uma carga enorme de NUvens...d' ALCOBAÇA que vos abRRaça by Graça Silva
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1037105452999597&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
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folia com muita criACTIVIDADE,,,carnav'ALCOBAÇA
video do Pedro Santos
https://www.facebook.com/pedro.santos.75470/videos/1063621633659553/
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2015...face trouxe-me memórias deste dia:
td o dia
festa de inauguração do sintético do Estádio Municipal de Alcobaça
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/12/924316dez20141355-28dez15h-estadio.html
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SAMARIONETAS estão aqui: Habitat Centre, em Delhi, no 13° Ishara International Puppet Festival...casa cheia!!!
Há que saudar os nossos embaixadores (d'ALCOBAÇA que vos abRRaça)
pela extraordinária linguAGEm universal das Marionetas!!!
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Na Rua Costa Veiga e à beira rio alcoa ...muito perto do Mosteiro...Propriedade da Câmara - HISTÓRICO dos Serviços Municipalizados - +1 abandonada... BEM NO CENTRO DA CIDADE d' Alcobaça que vos abRRaça...
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95458fev20151522-propriedade-da-camara.html
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hj grande iniciativa d'
AZENHAS DE CHIQUEDA
num dia MARavILHA à beira-rio
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95448fev20151433-uma-nova-associacao.html
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+1 estupenda beleza d'ALCOBAÇA que vos abRRaça...Lagoa de Pataias com bELAS fotogravAÇÕES da Clementina Antunes
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95428fev20151212-lagoa-de-pataias-com.html
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hj em Alfeizerão, d'ALCOBAÇA que vos abRRaça caminha-se!!!
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95235fev2015722-8fev930caminhada-em.html
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2014...face trouxe-me memórias deste dia:
a luta faz-se com boa argumentação!!!...Eugénio Rosa: "...O regime
contributivo é financiado exclusivamente pelas contribuições das empresas e dos
trabalhadores, enquanto o regime não contributivo, por abranger pessoas que não
descontaram para a Segurança Social mas que não possuem meios mínimos de
sobrevivência sendo, por essa razão, obrigação de toda a sociedade providenciar esses
meios. É por esta razão, que este regime é financiado através de impostos dando origem a
transferências do Orçamento do Estado...."
http://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/2014/7-2014-sustentabilidadeSS.pdf
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Hj é de dar paraBÉNS à Dreamspot...empresa d’ animAÇÃO d’ eVENTOS...d’ Alcobaça que vos abRRaaaaaaAÇA
https://www.facebook.com/dreamspot.pt/
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2013...face trouxe-me memórias deste dia:
Honório Novo (PCP) na linha certa!!!"É desumano e vexatório manter 630 trabalhadores quase paralisados há mais de dois anos!
Os estaleiros têm encomendas de navios para construir.
É uma humilhação e crime contra os trabalhadores e a economia Nacional!"
https://www.youtube.com/watch?v=Fzt1tDFXD_Y
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hj...CEERIA na tenda...d'alcobaça que vos abRRaça d1 modo ESPECIAL!
https://www.facebook.com/municipioalcobaca/photos/a.416543635094870.106620.136327826449787/417001931715707/?type=3
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não é bonito ver as ruas cheias d'alcobaça que vos abRRaça com o MELHOR DO MUNDO?
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=609581712390650&set=a.609580509057437.156440.100000164791831&type=3
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feriado nos contratos colectivos de trabalho
https://www.facebook.com/cgtp.portugal/photos/a.415861997914.206032.275330872914/10151476899417915/?type=3
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urge ter memória dos grandes ladrões do BPN/SLN e dos que agora no governo armam-se em xico espertos quando colaboraram na tramóia! a multidão de PSD/cavaquistas é impressionante!!!
https://www.facebook.com/428930773831809/photos/a.429016160489937.96037.428930773831809/429036237154596/?type=3&theater
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hj...depois do pôr do sol vamos apreciar o Mercúrio
http://astropt.org/blog/2013/02/08/hoje-mercurio-tera-uma-falsa-lua/
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2012...face trouxe-me memórias deste dia:
hj x AQUI rELEVEI SG...bnoite p/ tds...d'alcobaça que vos abRRaça
https://www.youtube.com/watch?v=1-hd6oDYALo
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vamos mergulhar e ver a força da natureza que reina no mar das ilhas Fiji e Tonga...
https://www.youtube.com/watch?v=mcbHKAWIk3I
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tá na berra...11fev manif para encher o teRReiro do POVO!!!
https://www.youtube.com/watch?v=aUfU0nf1kpw
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1 pitadinha de Álvaro Campos ...
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2012/02/54688fev20121441-1-pitadinha-de-alvaro.html
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António Santos é dos Pisões.Pataias.(devia ser tb ECOA...) d' alcobaça que vos abRRaça
25 anos de carreira
http://www.jn.pt/videos/interior/primeiro-homem-estatua-portugues-comemora-25-anos-de-carreira-2290863.html?id=2290863
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SAMarionetas vão pelo mundo fora são ECOA(embaixadores...!!! d'alcobaça que vos abRRaça
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urge a revolução!!!
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2432089496618&set=a.1012600210273.1079.1683072551&type=3&theater
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Os insustentáveis
Por Baptista-Bastos
Por Baptista-Bastos
AGUIAR-BRANCO chegou e disse. Na cara de generais, coronéis e afins, decretou que a tropa, tal como está, é financeiramente insustentável. A afirmação caiu mal, ainda por cima porque pressupunha a redução drástica de efectivos. É um sinal dos tempos. Desde que este Governo ascendeu ao poder, fomos sabendo, com sobressalto e resignação, que a pátria é insustentável. Na saúde, na educação, na assistência social, na justiça, na segurança, nos transportes públicos, na RTP, na RDP, nas pensões e nas reformas, sem a supressão dos subsídios de férias e do décimo segundo mês, com a manutenção da tolerância de ponto no Carnaval, a pátria não consegue sustentar-se a si mesma. Pergunta-se: então, como se aguentou, até agora? Com dívidas, golpadas, ardis e manigâncias?
Nesta teoria de "insustentabilidade", os próprios portugueses estão incluídos. O Governo não sabe o que fazer deles, e incita-os a emigrar, com o descaramento de quem é incapaz de solucionar o problema e assim dissimula a sua incompetência política e ética.
Mas as coisas complicam-se. E as decepções vão-se acumulando. A solidariedade parece estar desempregada na Europa. O imigrante é olhado de soslaio. Uma das facetas essenciais do neoliberalismo é reduzir a democracia às funções de "superfície" e estimular o individualismo. O "estrangeiro" é o inimigo. A possibilidade de escolha, apanágio das sociedades democráticas, dissolveu-se: não há oásis; o conceito de pluralidade transformou-se numa hostilidade que ronda a abjecção. O jornalista Noé Monteiro, correspondente na Suíça da RTP, foi o autor, no domingo, p.p., de uma pungente reportagem sobre portugueses que tentaram fugir à fome e à miséria e entraram num outro crisol do inferno. A Suíça, outrora acolhedora, embora áspera e burocrática, ela própria feita de politeísmo de culturas e de valores, é uma incerteza irredutível. O neoliberalismo impôs a normalização das estruturas e dos comportamentos. O mundo, hoje, é um lugar de vazio, de afronta e de desumanização.
Em Portugal, ameaçados pelas contingências de uma filosofia política que alastrou como endemia, os portugueses não sabem que fazer. Aliás, como as hesitações, as derivas e as perplexidades de quem nos governa. Esta gente quer-nos levar para aonde?
Parece que ninguém possui capacidade e talento para enfrentar a realidade circundante. "Todos somos culpados." A frase, utilizada por quem, realmente, é responsável, serve de encobrimento a uma experiência político-económica que deixou a Europa de rastos e promoveu a mediocridade como norma. O surgimento de Merkel e de Sarkozy pertence a essa lógica do absurdo, incapaz de resolver a complexidade criada pela sua própria irracionalidade.
Estamos num ponto da História em que todos somos "insustentáveis".
2011...face trouxe-me memórias deste dia:
Ontem houve reunião de câmara d' Alcobaça e, de imediato, prestei contas como vereador eleito pela CDU.PCP em:
***
1291...Nasce D. Afonso IV, "O Bravo"...O que mandou matar Inês de Castro...
"Cognominado
"o Bravo", foi o sétimo rei de Portugal, reinando de 1325 a 1357. Filho de D. Dinis e de D. Isabel de Aragão, nasceu em Lisboa a 8 de Fevereiro de 1291, casou em 1309 com D. Beatriz, filha de Sancho IV de Castela e da rainha D. Maria, e faleceu, também em Lisboa, a 28 de Maio de 1357.Por não suportar a predileção de D. Dinis por D. Afonso Sanches (filho bastardo de D. Dinis, mas mais velho que o herdeiro da Coroa) e temendo que este lhe roubasse o trono, revoltou-se, ainda infante, contra seu pai, tendo lançado por diversas vezes o reino na guerra civil. Subiu ao trono em 1325, por morte de D. Dinis, e logo convocou Cortes para Évora, onde manteve a decisão de desterro e perda de todos os haveres para o meio-irmão. D. Afonso Sanches invadiu Portugal e só pela mediação de D. Isabel foi conseguida a paz entre os dois irmãos.D. Afonso IV declarou guerra a D. Afonso XI de Castela, seu genro, devido aos maus tratos que este infligia a D. Maria sua esposa e ainda porque este reteve em Castela D. Constança, esposa do sucessor ao trono de Portugal. A ameaça muçulmana levou os dois monarcas a assinarem a paz, tendo os exércitos cristãos derrotado os Mouros na célebre batalha do Salado, em 30 de Outubro de 1340.D. Afonso IV empenhou-se também em impulsionar a marinha, tendo sido no seu reinado realizadas as primeiras viagens às Canárias.
Reforçou a administração pública e reorganizou a universidade, transferindo-a de Coimbra para Lisboa.O final do seu reinado foi, contudo, perturbado com alguns problemas; em 1343 houve no reino grande carestia de cereais, em 1347 ocorreu um sismo que abalou Coimbra, tendo causado enormes prejuízos, e em 1348 a peste negra, vinda da Europa, assola o País. De todos os problemas foi a peste o mais grave, vitimando grande parte da população e causando grande desordem no reino. O rei reagiu prontamente, tendo promulgado legislação a reprimir a mendicidade e a ociosidade.Um outro facto marcou ainda o final do reinado de D. Afonso IV: foi ele o assassínio de D. Inês de Castro. Este facto provocou a rebelião de D. Pedro, que declarou guerra a seu pai. Em 15 de Agosto de 1356 assinou o príncipe um acordo em Canaveses onde se comprometia a esquecer o passado e a perdoar aos intervenientes na luta."
Reforçou a administração pública e reorganizou a universidade, transferindo-a de Coimbra para Lisboa.O final do seu reinado foi, contudo, perturbado com alguns problemas; em 1343 houve no reino grande carestia de cereais, em 1347 ocorreu um sismo que abalou Coimbra, tendo causado enormes prejuízos, e em 1348 a peste negra, vinda da Europa, assola o País. De todos os problemas foi a peste o mais grave, vitimando grande parte da população e causando grande desordem no reino. O rei reagiu prontamente, tendo promulgado legislação a reprimir a mendicidade e a ociosidade.Um outro facto marcou ainda o final do reinado de D. Afonso IV: foi ele o assassínio de D. Inês de Castro. Este facto provocou a rebelião de D. Pedro, que declarou guerra a seu pai. Em 15 de Agosto de 1356 assinou o príncipe um acordo em Canaveses onde se comprometia a esquecer o passado e a perdoar aos intervenientes na luta."
https://uniralcobaca.blogspot.com/2018/08/453328agosto20182323-d-afonso-vo.html
1587...Execução de Maria Stuart, Rainha da Escócia...
Por
ser francesa, a rainha começa a aproximar cada vez mais a Escócia da
França, inimiga declarada da Inglaterra. Naquela época a Reforma
Protestante espalhava-se por toda Europa, e a nobreza da Escócia, assim
como da Inglaterra pretendiam o rompimento com Roma. No entanto Maria de
Guise era católica e manteve a religião, o que enfureceu mais ainda os
lordes escoceses e os ingleses, que desejavam sequestrar Maria Stuart
para que ela se casasse com Eduardo (filho de Henrique VIII). Temendo
pela segurança da sua filha, a rainha da Escócia envia-a para a França
em 1548, após o rei Henrique II daquele país pedir a mão da princesa
para o seu filho, Francisco II. Em Julho daquele ano, com apenas cinco
anos de idade, Maria Stuart rumava para o país onde viveria até à
morte do seu primeiro marido. Em Abril de 1558 Maria e Francisco
casam-se. Nesse mesmo ano a Rainha Maria I da Inglaterra, faleceu.
Vista como filha legítima de Henrique VIII pela Igreja Católica, Maria
instituiu novamente o catolicismo durante o seu brevíssimo governo. Com a
sua morte quem sobe ao trono é Elizabeth, meia irmã de Maria I e
provinda do casamento protestante de Henrique VIII. Aos olhos da Igreja
Católica e do governo francês isso era um sacrilégio, visto que o rei
havia anulado o seu casamento com Ana Bolena, mãe de Elizabeth, para que
pudesse casar-se novamente. De acordo com a sucessão católica, a
próxima a assumir o trono inglês deveria ser Maria Stuart, que era
bisneta de Henrique VII. No ano
seguinte, com a morte de Henrique II; Francisco II e Maria Stuart são
coroados reis da França. Enquanto isso Maria de Guise continuava a
governar a Escócia, e enfrentava problemas quanto à reforma religiosa
que os lordes tentavam impor no país. Doente,
Maria de Guise é afastada do governo e um conselho de nobres assume a
Escócia durante a ausência de Maria Stuart. No ano de 1560 o parlamento
escocês adoptou o protestantismo presbiteriano como religião oficial do
país, abolindo a autoridade do papa no país e proibindo as celebrações
católicas.
Depois
de um ano de guerra religiosa na Escócia, em Junho de 1560, Maria de
Guise morre. Em Dezembro daquele mesmo ano, o rei Francisco II também
viria a falecer. Mal o jovem morreu a sua mãe, Catarina de Médicis,
decidiu o futuro da França, onde ficou acertado que a coroa francesa
cabia a Carlos IX, sendo que a regente seria Catarina de Médicis, até
que o jovem atingisse a maioridade. Assim, a jovem viúva Maria Stuart
não tinha lugar na corte francesa. Em 1561 a rainha dos escoceses
regressa à sua terra natal, para um governo mais conturbado que o da sua
mãe. Durante um baile em 1565, Maria conheceu o seu segundo marido,
Lorde Henrique Darnley. Maria Stuart encantou-se com o jovem e em menos
de seis meses eles estavam casados. Com o passar do tempo ela passa a
sentir-se infeliz com o seu casamento, pois o rei desejava governar no seu lugar, exigindo a co-regência. Em
19 de Junho de 1566, nasce o príncipe Jaime VI . Entretanto surge uma
nova paixão na vida da rainha: Jaime Hepburn, o conde Bothwell, que era
um homem extremamente leal à coroa escocesa. Henrique Darnley , marido
da rainha, aparece morto e Maria Stuart casa-se com o conde Bothwell em
Maio de 1567. A
corte planeia acabar com essa união e tentam matar o rei, mas este
consegue fugir. Eles tentam então persuadir a rainha a deixar o marido,
que não lhes dá ouvidos e foge para encontrar-se com o rei. O casal
conta com um pequeno exército e em Junho daquele ano confrontam os
rebeldes em Carberry Hill. A batalha nem chega a acontecer: o exército
real aos poucos começa a dispersar-se e Maria Stuart resolve
conferenciar com os rebeldes. Estes prometem a Maria Stuart que deixam
Bothwell ir para onde ele desejar se ela os acompanhar de volta a
Edimburgo e a rainha acata. Mal Bothwell se afasta e os rebeldes mostram
que a enganaram. Maria é conduzida para Edimburgo e mantida como
prisioneira. Os lordes então ameaçam-na e convencem-na a assinar um
documento onde ela passa o trono para o seu filho Jaime VI, sendo que o
meio-irmão da rainha deveria governar até à maioridade do príncipe.
Maria
Stuart foge do cativeiro, reúne uma legião de soldados e parte para a
sua última batalha, a batalha de Langside; entretanto o seu irmão
rapidamente consegue dispersar os homens da rainha. Iludida pela
promessa da sua prima Elizabeth, que dizia que ela sempre poderia contar
com a Inglaterra, Maria Stuart decide fugir para lá. A
corte inglesa deseja julgar a escocesa por suspeitarem dela ter
participado no assassinato de Darnley; entretanto ela não aceita o
julgamento. O processo decorre lentamente, a fim de se manter a rainha
dos escoceses sob o cárcere inglês. A contra reforma assolava a Europa e
havia uma trama por parte dos católicos para matar Elizabeth e colocar
Maria Stuart no trono inglês. Uma conspiração designada Babington Plot é
montada pelo governo inglês, a fim de que Maria Stuart assinasse um
termo onde aprovava que os seus seguidores assassinassem Elizabeth. Esta
é informada da conspiração e acaba então por assinar a sentença de
morte de Maria em Fevereiro de 1587.
No
dia 8 de Fevereiro de 1587, dia da sua morte, Maria estava ornada com
rosários e escapulários, demonstrando até ao fim a sua fé católica. A
ela não é concedida a presença de um padre, e mandam um pastor para
celebrar as rezas fúnebres. Maria Stuart, no entanto, começou a rezar em
voz alta em latim, sobrepondo-se ao pastor e firmando, novamente, a sua
religião católica. Ela ajoelhou-se na almofada e aguardou a
decapitação. Maria não foi
decapitada com o primeiro golpe. O primeiro falhou o pescoço e
atingiu-lhe a nuca. O segundo golpe cortou-lhe o pescoço, excepto um
pequeno pedaço de tendão, o qual o carrasco cortou com o machado.
Depois, ele segurou na cabeça e declarou, "Deus Salve a Rainha!.""
https://uniralcobaca.blogspot.com/2018/09/26907setembro20181010-henrique.html
1725...Morre Pedro "O Grande", czar de todas as Rússias...
Ao percorrer o campo, aproveitou o seu tempo livre
observando e adquirindo conhecimentos práticos, como construir uma casa
em alvenaria, consertar sapatos, extrair dentes cariados e mesmo fundir
um canhão.
Medindo mais de 2 metros, Pedro tornou-se um verdadeiro gigante provido de uma força lendária ao dobrar pesados pratos de prata e abater árvores a machadadas em segundos. O seu apetite era imenso, em refeições sem cerimónias na companhia de artistas ingleses, escoceses, suíços, dinamarqueses, que viviam em Moscovo. Foi o maior incentivador da vodca ao organizar campeonatos, bebia 3 litros de uma só vez.
Ao aperceber-se que a Rússia era socialmente e tecnicamente atrasada, resolveu abrir uma janela para o Ocidente, já como czar, a fim de dotar o país de ideias europeias de progresso. Não sem antes recolher a irmã Sofia aos costumes no Convento das Carmelitas. Empreendeu um périplo de 18 meses pela Europa, em que se fez passar por marinheiro e trabalhar como carpinteiro num estaleiro da Holanda, aprendeu a retalhar a gordura da baleia, estudou anatomia e cirurgia observando dissecação de cadáveres, visitou museus e galerias de arte.
Medindo mais de 2 metros, Pedro tornou-se um verdadeiro gigante provido de uma força lendária ao dobrar pesados pratos de prata e abater árvores a machadadas em segundos. O seu apetite era imenso, em refeições sem cerimónias na companhia de artistas ingleses, escoceses, suíços, dinamarqueses, que viviam em Moscovo. Foi o maior incentivador da vodca ao organizar campeonatos, bebia 3 litros de uma só vez.
Ao aperceber-se que a Rússia era socialmente e tecnicamente atrasada, resolveu abrir uma janela para o Ocidente, já como czar, a fim de dotar o país de ideias europeias de progresso. Não sem antes recolher a irmã Sofia aos costumes no Convento das Carmelitas. Empreendeu um périplo de 18 meses pela Europa, em que se fez passar por marinheiro e trabalhar como carpinteiro num estaleiro da Holanda, aprendeu a retalhar a gordura da baleia, estudou anatomia e cirurgia observando dissecação de cadáveres, visitou museus e galerias de arte.
Ao
surgirem notícias de que inimigos das novas ideias queriam depô-lo,
retornou com a revolta já subjugada, o que não foi suficiente para
conter a sua fúria. Fez queimar em praça pública todos os prisioneiros,
um por um, e, na aproximação da morte, cortava-lhes a cabeça para
expô-las e dar exemplo. O que não impediu de começar simbolicamente o
processo de modernização do país ao ordenar a todos os homens que
desbastassem o comprimento da barba, com as suas próprias mãos cortava a
barba dos nobres da corte. Os longos hábitos dos homens deveriam dar
lugar aos sobretudos e as damas abandonar os véus para comparecer nas
recepções com vestidos justos e bem decotados, como se usava em França.
Os filhos da aristocracia seriam confiados a governantas que os
familiarizariam com o francês e o alemão.
Buscou nos Urais, na riqueza dos seus recursos naturais, o tesouro de pedras preciosas que ergueria seu império à altura de um reino burguês distanciado do rústico que imperava na corte, do ortodoxamente rudimentar. Às novas terras conquistadas, crescia o interesse na demanda por joias e na acumulação que reluzia o esplendor das monarquias absolutistas dos anos 1500 a 1700, quando a exploração atingiu o seu ápice.
Facilitou a construção de fábricas e escolas para ensinar matemática, navegação, astronomia, medicina, geografia, filosofia e política. Lançou o primeiro jornal russo. Imprimiu 600 obras e construiu um teatro em Moscovo, ainda de pé na Praça Vermelha. A convicção dele era a de que o mal resultava da ignorância, o conhecimento possuía um efeito libertador ao forjar uma nova alma, sem desconfiar que contribuía decisivamente para o início de formação de consciências críticas que marcaram a Rússia na revolta contra a injustiça e a opressão.
Em 1709, os suecos, que vinham de invadir a Polónia e a Saxónia, voltaram à carga visando a Ucrânia, quando, em Poltava, se desenrolou uma das batalhas mais decisivas da história da Rússia. Aliada aos saxões, polacos e dinamarqueses, afastou o perigo de uma dominação sueca sobre a Europa do Norte e territórios bálticos para sempre. A vitória permitiu a conquista da janela sobre o Ocidente, o Báltico assegurava uma via de comunicação utilizável durante todo o ano com o resto da Europa. Pedro já havia começado a construir um porto ao qual se devia dar o nome de seu santo padroeiro, portanto, o seu. Foi chamado de São Petersburgo.
São Petersburgo nasceu de um sonho extravagante de Pedro, o Grande, fazendo-a cultivar um ar de superioridade sobre a sua grande irmã, Moscovo.
O lugar escolhido parecia ser pior do que se podia imaginar, um pântano na desembocadura do Neva, lá onde o rio alcança o golfo da Finlândia. Pedro mandou vir da França e da Itália inúmeros arquitectos e artistas para construir uma cidade. Com a maior urgência, ela cresceu sobre as ossadas de milhares de servos, de prisioneiros de guerra, recrutas requisitados do exército, tantas foram as mortes por causa do árduo trabalho em cavar canais e secar pântanos para fixar as fundações.
Ao fim de 9 anos, ergueram-se 25 mil casas, Pedro, o Grande, tornou-a capital da Rússia. Com uma rede de canais como os de Amsterdão e grandes avenidas arborizadas, a altura das casas variava segundo a classe social dos seus ocupantes. Um andar com quatro janelas e uma clarabóia, para os comuns, e dois níveis com sacada, para os ricos comerciantes.
Com o intuito de se vingar das ameaças sofridas na puberdade em Moscovo, e tomado por um maligno prazer, removeu a corte real em 1712 para os pântanos ainda fétidos de São Petersburgo. Deveriam abandonar os castelos moscovitas medievais para construir novas mansões, segundo as estritas directivas arquitectónicas do czar, que redesenhava projectos, supervisionava material de construção e adequação de estátuas e plantas. A ordem era de povoar a cidade com milhares de servos dos seus domínios.
Considerando que Moscovo era o centro nevrálgico da Igreja Ortodoxa, Pedro aproveita o ensejo para desvincular a Igreja do Estado. Constrói a catedral de São Pedro e São Paulo, ao melhor estilo católico, projectada por arquitectos italianos, e dá largos passos na aproximação às ideias do Ocidente.
O Imperador de todas as Rússias, seu novo cognome em 1721, procurou rivalizar com Versalhes ao erigir o palácio de verão Peterhof - denominação alemã alterada em 1944 para Petrodvorets -, com magníficos jardins e chafarizes que permitiam satisfazer a sua atracção por brincadeiras: os esguichos jorravam repentinamente e molhavam os distraídos enredados em filosofia ou intrigas. Recepções e bailes de máscaras prenunciavam o ingresso da licenciosidade e costumes escandalosos para padrões ortodoxos, já que Moscovo apenas celebrava um número restrito de austeras festas religiosas.
Foi em Peterhof que o czar teve uma desavença tempestuosa com o seu único filho, nascido do seu primeiro casamento com uma mulher que nunca amou e que ele encerrou, por fim, num convento. A sua segunda mulher, com a qual viveu 23 anos, era uma camponesa analfabeta, amante de um oficial, que lhe deu 12 filhos, dos quais somente 2 filhas sobreviveram. Alexis, o herdeiro do trono, converteu-se num instrumento nas mãos de conservadores que urdiam a deposição de Pedro e da capital.
Ao responder de forma evasiva a questões que envolviam o poder, o czar acusou o seu filho de conspiração e o herdeiro foi feito prisioneiro para obrigá-lo a entregar a sua alma. Pedro morreu sem designar sucessor no dia 8 de Fevereiro de 1725, em consequência de doença contraída no mergulho nas águas geladas do golfo da Finlândia para socorrer pescadores .
Pedro faria com que a Rússia deixasse de olhar para o seu umbigo e se permitisse tirar proveito de novas influências que arejassem a essência da sua alma. Simplificou o alfabeto russo e aumentou a possibilidade de aprender, permitida pela leitura mais fácil. Ao imprimir livros e jornais, retirou a Rússia do atraso em termos de alfabetização.
Fecundo o fruto dos seus esforços de modernização em inúmeros campos, contudo, também causaram uma ruptura social. A uma nobreza europeizada opunham-se camponeses e o clero que resistiam de todas as maneiras a mudanças. O fosso iria aumentar meio século mais tarde sob o reino de uma czarina, Catarina, a Grande."
Buscou nos Urais, na riqueza dos seus recursos naturais, o tesouro de pedras preciosas que ergueria seu império à altura de um reino burguês distanciado do rústico que imperava na corte, do ortodoxamente rudimentar. Às novas terras conquistadas, crescia o interesse na demanda por joias e na acumulação que reluzia o esplendor das monarquias absolutistas dos anos 1500 a 1700, quando a exploração atingiu o seu ápice.
Facilitou a construção de fábricas e escolas para ensinar matemática, navegação, astronomia, medicina, geografia, filosofia e política. Lançou o primeiro jornal russo. Imprimiu 600 obras e construiu um teatro em Moscovo, ainda de pé na Praça Vermelha. A convicção dele era a de que o mal resultava da ignorância, o conhecimento possuía um efeito libertador ao forjar uma nova alma, sem desconfiar que contribuía decisivamente para o início de formação de consciências críticas que marcaram a Rússia na revolta contra a injustiça e a opressão.
Em 1709, os suecos, que vinham de invadir a Polónia e a Saxónia, voltaram à carga visando a Ucrânia, quando, em Poltava, se desenrolou uma das batalhas mais decisivas da história da Rússia. Aliada aos saxões, polacos e dinamarqueses, afastou o perigo de uma dominação sueca sobre a Europa do Norte e territórios bálticos para sempre. A vitória permitiu a conquista da janela sobre o Ocidente, o Báltico assegurava uma via de comunicação utilizável durante todo o ano com o resto da Europa. Pedro já havia começado a construir um porto ao qual se devia dar o nome de seu santo padroeiro, portanto, o seu. Foi chamado de São Petersburgo.
São Petersburgo nasceu de um sonho extravagante de Pedro, o Grande, fazendo-a cultivar um ar de superioridade sobre a sua grande irmã, Moscovo.
O lugar escolhido parecia ser pior do que se podia imaginar, um pântano na desembocadura do Neva, lá onde o rio alcança o golfo da Finlândia. Pedro mandou vir da França e da Itália inúmeros arquitectos e artistas para construir uma cidade. Com a maior urgência, ela cresceu sobre as ossadas de milhares de servos, de prisioneiros de guerra, recrutas requisitados do exército, tantas foram as mortes por causa do árduo trabalho em cavar canais e secar pântanos para fixar as fundações.
Ao fim de 9 anos, ergueram-se 25 mil casas, Pedro, o Grande, tornou-a capital da Rússia. Com uma rede de canais como os de Amsterdão e grandes avenidas arborizadas, a altura das casas variava segundo a classe social dos seus ocupantes. Um andar com quatro janelas e uma clarabóia, para os comuns, e dois níveis com sacada, para os ricos comerciantes.
Com o intuito de se vingar das ameaças sofridas na puberdade em Moscovo, e tomado por um maligno prazer, removeu a corte real em 1712 para os pântanos ainda fétidos de São Petersburgo. Deveriam abandonar os castelos moscovitas medievais para construir novas mansões, segundo as estritas directivas arquitectónicas do czar, que redesenhava projectos, supervisionava material de construção e adequação de estátuas e plantas. A ordem era de povoar a cidade com milhares de servos dos seus domínios.
Considerando que Moscovo era o centro nevrálgico da Igreja Ortodoxa, Pedro aproveita o ensejo para desvincular a Igreja do Estado. Constrói a catedral de São Pedro e São Paulo, ao melhor estilo católico, projectada por arquitectos italianos, e dá largos passos na aproximação às ideias do Ocidente.
O Imperador de todas as Rússias, seu novo cognome em 1721, procurou rivalizar com Versalhes ao erigir o palácio de verão Peterhof - denominação alemã alterada em 1944 para Petrodvorets -, com magníficos jardins e chafarizes que permitiam satisfazer a sua atracção por brincadeiras: os esguichos jorravam repentinamente e molhavam os distraídos enredados em filosofia ou intrigas. Recepções e bailes de máscaras prenunciavam o ingresso da licenciosidade e costumes escandalosos para padrões ortodoxos, já que Moscovo apenas celebrava um número restrito de austeras festas religiosas.
Foi em Peterhof que o czar teve uma desavença tempestuosa com o seu único filho, nascido do seu primeiro casamento com uma mulher que nunca amou e que ele encerrou, por fim, num convento. A sua segunda mulher, com a qual viveu 23 anos, era uma camponesa analfabeta, amante de um oficial, que lhe deu 12 filhos, dos quais somente 2 filhas sobreviveram. Alexis, o herdeiro do trono, converteu-se num instrumento nas mãos de conservadores que urdiam a deposição de Pedro e da capital.
Ao responder de forma evasiva a questões que envolviam o poder, o czar acusou o seu filho de conspiração e o herdeiro foi feito prisioneiro para obrigá-lo a entregar a sua alma. Pedro morreu sem designar sucessor no dia 8 de Fevereiro de 1725, em consequência de doença contraída no mergulho nas águas geladas do golfo da Finlândia para socorrer pescadores .
Pedro faria com que a Rússia deixasse de olhar para o seu umbigo e se permitisse tirar proveito de novas influências que arejassem a essência da sua alma. Simplificou o alfabeto russo e aumentou a possibilidade de aprender, permitida pela leitura mais fácil. Ao imprimir livros e jornais, retirou a Rússia do atraso em termos de alfabetização.
Fecundo o fruto dos seus esforços de modernização em inúmeros campos, contudo, também causaram uma ruptura social. A uma nobreza europeizada opunham-se camponeses e o clero que resistiam de todas as maneiras a mudanças. O fosso iria aumentar meio século mais tarde sob o reino de uma czarina, Catarina, a Grande."
***
1828... Júlio Verne..."Não há nada impossível; há só vontades mais ou menos enérgicas."
"Podemos violar as leis humanas, mas não as da natureza." "Quando se trata de destruir, todas as ambições se aliam facilmente."
"Nunca se fez nada grande sem uma esperança exagerada."
"A ciência compõe-se de erros, que por sua vez são passos para a verdade."
"É porque se espalha o grão que a semente acaba por encontrar um terreno fértil."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/02/95418fev20151044-julio-verne.html
***
1944...Sebastião Salgado..."Você não fotografa com sua máquina. Você fotografa com toda sua cultura."
"Quis muito olhar o todo. Fui o anão e o gigante ao mesmo tempo, porque também sou natureza, estive ligado a tudo."
"Aproximei-me tanto da natureza que me tornei natureza"
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/05/814327maio20141811-sebastiao-salgado.html
***
1962...morreu Cândido Portinari...1 vivaaa à sua obra..."A condição de um artista é ser um homem sensível. Não é possível que as emoções mais altas do mundo não toquem um homem normal. A injustiça humana, a miséria, as crianças famintas são um grito tão grande que não pode deixar de ser ouvido".
https://uniralcobaca.blogspot.com/2018/12/765429dez201899-candido-portinari.html
***
1985...morreu o cAMARada JOSÉ GOMES FERREIRA...1 vivaaaaaaaaaaa à sua obra e militância:
neste dia...ACORDAI!!!..."Entrei no café com um rio na algibeira
Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no chão,
a vê-lo correr
da imaginação...
A seguir, tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las.
Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/784014abril2014814-camarada-jose-gomes.htmlnuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las.
Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino."
***
e a poesia de Joaquim Pessoa:
hj x joAQUIm PesSOA
hj x AQUI +1 belo poema do Joaquim Pessoa
https://www.facebook.com/quem.le.sophia.de.mello.breyner.andresen/photos/a.114014221967684.7650.112890882080018/321327471236357/?type=3&theater
in OS OLHOS DE ISA (1980), in 125 POEMAS - ANTOLOGIA POÉTICA (Litexa, 3ª ed. 1989)
TU ENSINASTE-ME A FAZER UMA CASA
Tu ensinaste-me a fazer uma casa:
com as mãos e os beijos.
Eu morei em ti e em ti os meus versos procuraram
voz e abrigo.
E em ti guardei meu fogo e meu desejo. Construí
a minha casa.
Porém não sei já das tuas mãos. Os teus lábios perderam-se
entre palavras duras e precisas
que tornaram a tua boca fria
e a minha boca triste como um cemitério de beijos.
Mas recordo a sede unindo as nossas bocas
mordendo o fruto das manhãs proibidas
quando as nossas mãos surgiam por detrás de tudo
para saudar o vento.
E vejo ainda o teu corpo perfumando a erva
e os teus cabelos soltando revoadas de pássaros
que agora se recolhem, quando a noite se move,
nesta casa de versos onde guardo o teu nome.
*Óleo sobre tela: L'Insouciance, de Hélène Béland
*(CC)
*
2012
Amor que sempre faço. Porque é isso
que faz falta fazer. Amor amante.
Amor que é um compasso. Um compromisso
*
AMOR COMBATE...AMOR MILITANTE...
Amor que é toda a vida ou um instante
em que se vive e morre de olhar fixo
e coração ao alto. Militante.
em que se vive e morre de olhar fixo
e coração ao alto. Militante.
(excertos do soneto amor militante JOAQUIM PESSOA
in AMOR COMBATE, Obra Poética, vol.01
VER TD ÀS 8H D'HJ))
in AMOR COMBATE, Obra Poética, vol.01
VER TD ÀS 8H D'HJ))
2012
não conhecia a competência gráfica do JPessoa...Hj x AQUI:
Dia 17.
Estou preso à tua liberdade. Uma liberdade que me empurra pa-
ra a luz quando o meu corpo respira sombra, e este é o trabalho
mais oculto do mundo. O que chega aos poucos pode chegar de-
pressa e às escondidas, com a rapidez da mordedura das víboras
e do furor da moreia.
Gostar de ti é uma ferida. Gostar de ti como se me deixasse mor-
rer de morte iluminada que resultasse num cadáver amoroso, ro-
deado de uma luz perversa, estúpida, circundante.
Estou entre o nada e a parede como um animal com todas as saí-
das, sem saber por qual delas deve sair. Com medo de sangrar e
de gostar do próprio sangue. Com medo de ter medo.
Toda a minha história é uma história de amor.
in "Ano Comum", livro a publicar em Setembro.
*na imagem. "Dom Quixote", desenho de Joaquim Pessoa
*Estou preso à tua liberdade. Uma liberdade que me empurra pa-
ra a luz quando o meu corpo respira sombra, e este é o trabalho
mais oculto do mundo. O que chega aos poucos pode chegar de-
pressa e às escondidas, com a rapidez da mordedura das víboras
e do furor da moreia.
Gostar de ti é uma ferida. Gostar de ti como se me deixasse mor-
rer de morte iluminada que resultasse num cadáver amoroso, ro-
deado de uma luz perversa, estúpida, circundante.
Estou entre o nada e a parede como um animal com todas as saí-
das, sem saber por qual delas deve sair. Com medo de sangrar e
de gostar do próprio sangue. Com medo de ter medo.
Toda a minha história é uma história de amor.
in "Ano Comum", livro a publicar em Setembro.
*na imagem. "Dom Quixote", desenho de Joaquim Pessoa
2014
começar bem o fds com a poesia de Joaquim Pessoa...
"Quero-te para além das coisas justas
e dos dias cheios de grandeza.
A dor não tem significado quando ma roubam as árvores,
as ágatas, as águas.
O meu sol vem de dentro do teu corpo,
a tua voz respira a minha voz.
De quem são os ídolos, as culpas, as vírgulas
dos beijos? Discuto esta noite
apenas o pudor de preferir-te
entre as coisas vivas."
*
A MINHA IDADE
*
Tão longe quanto posso ver, nada espera já por mim e pelas minhas
palavras.
palavras.
Vejo troncos, vejo túneis, casas abandonadas permanecendo como
se vagueassem dentro da idade que já tenho, esta idade que espera
agora por ti com os braços entrando pelas águas, e pela terra que se
vai despedindo do meu corpo com vontade de o abraçar.
se vagueassem dentro da idade que já tenho, esta idade que espera
agora por ti com os braços entrando pelas águas, e pela terra que se
vai despedindo do meu corpo com vontade de o abraçar.
Um dia chegarás pela primeira vez como se tivesses regressado.
Inédito do livro em preparação,
OS DIAS NÃO ANDAM SATISFEITOS.
OS DIAS NÃO ANDAM SATISFEITOS.
**
CONVERSA COM A CHUVA
(Poema infanto-juvenil escrito no outono de 1974 durante as
primeiras chuvas, depois de perder a minha mãe em Julho,
e que permanece inédito.)
primeiras chuvas, depois de perder a minha mãe em Julho,
e que permanece inédito.)
*
Gota a gota se faz o teu vestido de água
cobrindo toda a terra: as florestas,
os vales, as montanhas. Gota a gota
te tornas rio e oceano e depois nuvem
e rio e oceano uma vez mais.
E quando és nuvem
rasgas o teu vestido lá no céu
entornando pequenas pérolas de água
que depressa todo o chão bebe e transforma
na seiva que alimenta a jovem macieira
ou o grande castanheiro
e todas as árvores que erguem
os seus ramos para o céu
como se fossem braços
para te abraçar e festejar depois
fazendo desabrochar as flores brancas
vermelhas, lilases, amarelas ou azuis
com que a primavera se veste para
oferecer ao verão frutos muito doces
que são a água de mãos dadas com a terra
no alto de uma árvore.
cobrindo toda a terra: as florestas,
os vales, as montanhas. Gota a gota
te tornas rio e oceano e depois nuvem
e rio e oceano uma vez mais.
E quando és nuvem
rasgas o teu vestido lá no céu
entornando pequenas pérolas de água
que depressa todo o chão bebe e transforma
na seiva que alimenta a jovem macieira
ou o grande castanheiro
e todas as árvores que erguem
os seus ramos para o céu
como se fossem braços
para te abraçar e festejar depois
fazendo desabrochar as flores brancas
vermelhas, lilases, amarelas ou azuis
com que a primavera se veste para
oferecer ao verão frutos muito doces
que são a água de mãos dadas com a terra
no alto de uma árvore.
Às vezes quando dormimos
os teus pequenos dedos tocam na vidraça
e acordam-nos
como se quisessem entrar
e ter uma casa
ou como se andasses a fugir do frio
e estivesses cansada de ser empurrada
pelo vento.
os teus pequenos dedos tocam na vidraça
e acordam-nos
como se quisessem entrar
e ter uma casa
ou como se andasses a fugir do frio
e estivesses cansada de ser empurrada
pelo vento.
É por isso que quase sempre
tenho vontade de abrir-te a janela
e falar contigo
para que me contes tudo o que viste
no fundo dos rios
ou no alto das nuvens
como desceste as encostas das montanhas
em que sítio das planícies te escondeste
à espera de voar
voar
voar
voar
como um pássaro transparente
ou como se fizesses um truque de magia.
tenho vontade de abrir-te a janela
e falar contigo
para que me contes tudo o que viste
no fundo dos rios
ou no alto das nuvens
como desceste as encostas das montanhas
em que sítio das planícies te escondeste
à espera de voar
voar
voar
voar
como um pássaro transparente
ou como se fizesses um truque de magia.
Há quem não goste de ti
mas eu sim: eu amo-te e adoro ver-te
cair sobre as flores que
lavam a cabeleira perfumada
e guardam minúsculas gotinhas como diamantes
para cortejar depois o sol.
mas eu sim: eu amo-te e adoro ver-te
cair sobre as flores que
lavam a cabeleira perfumada
e guardam minúsculas gotinhas como diamantes
para cortejar depois o sol.
Eu gosto de ficar horas a olhar-te
e de ver as pessoas passarem apressadas
com sombrinhas coloridas
ou com enormes e tristes guarda-chuvas pretos
e penso que as que usam sombrinhas alegres
são como eu: acham que a chuva é uma festa.
A festa da alegria das árvores.
E é por isso que
quando chove o céu se enfeita com
uma bandeira de todas as cores que é
o arco-íris.
e de ver as pessoas passarem apressadas
com sombrinhas coloridas
ou com enormes e tristes guarda-chuvas pretos
e penso que as que usam sombrinhas alegres
são como eu: acham que a chuva é uma festa.
A festa da alegria das árvores.
E é por isso que
quando chove o céu se enfeita com
uma bandeira de todas as cores que é
o arco-íris.
Mas também os camponeses gostam de ti
e de te ver poisar nos campos
sobre a sementeira ou o pomar
e mesmo os pinheiros muito altos e direitos
com aquele ar de quem não se interessa
se sentem felizes por se cobrirem depois de pinhas
e ficarem muito verdes
com um belo tronco escuro
como se tivessem comprado um fato novo.
e de te ver poisar nos campos
sobre a sementeira ou o pomar
e mesmo os pinheiros muito altos e direitos
com aquele ar de quem não se interessa
se sentem felizes por se cobrirem depois de pinhas
e ficarem muito verdes
com um belo tronco escuro
como se tivessem comprado um fato novo.
E se é verdade que molhas os sapatos das pessoas
e entras pelos buracos das casas pobres
onde vivem pessoas mais pobres do que as casas
tu não és culpada.
Isso não.
Culpadas são aquelas pessoas
que nunca têm tempo para olhar a chuva
as pessoas sisudas e egoístas
que não se importam nada com a vida dos outros
a não ser com a daqueles
tão distraídas como elas.
e entras pelos buracos das casas pobres
onde vivem pessoas mais pobres do que as casas
tu não és culpada.
Isso não.
Culpadas são aquelas pessoas
que nunca têm tempo para olhar a chuva
as pessoas sisudas e egoístas
que não se importam nada com a vida dos outros
a não ser com a daqueles
tão distraídas como elas.
Tu não tens culpa. Tu gostas
de toda a gente
porque és como as pessoas boas: generosa
transparente e simples. Só que
por vezes bebes muito no mar
bebes
bebes
e engordas as nuvens
que de tão cheias não cabem lá no céu
e andam
desastradamente umas contra as outras
fazendo trovoada
numa enorme discussão de relâmpagos.
de toda a gente
porque és como as pessoas boas: generosa
transparente e simples. Só que
por vezes bebes muito no mar
bebes
bebes
e engordas as nuvens
que de tão cheias não cabem lá no céu
e andam
desastradamente umas contra as outras
fazendo trovoada
numa enorme discussão de relâmpagos.
Assim mesmo
eu cá em baixo fico fascinado com a tua luz
e admirado como consegues ter essa voz grossa
que se ouve a quilómetros e quilómetros
de distância. Mas nunca tenho medo
porque sei que não estás zangada
e lembro-me que por vezes
dentro do meu corpo há um barulho assim
quando as vísceras andam às voltas porque
também eu comi mais do que devia.
eu cá em baixo fico fascinado com a tua luz
e admirado como consegues ter essa voz grossa
que se ouve a quilómetros e quilómetros
de distância. Mas nunca tenho medo
porque sei que não estás zangada
e lembro-me que por vezes
dentro do meu corpo há um barulho assim
quando as vísceras andam às voltas porque
também eu comi mais do que devia.
E quando acabas
os rios estão mais cheios e levam
os barcos mais depressa
os peixes saltam a medir forças com a corrente
e transbordam as albufeiras das barragens
com a tua água
que irá produzir energia eléctrica
uma espécie de relâmpago que entra depois
nas nossas casas
sem nenhum barulho
e dura todo o tempo que quisermos.
Porém muita gente que lê ou escreve até tarde
ou vê televisão
e não gosta da chuva
não se lembra que és tu que trabalhas
entre o céu e a terra
para que possamos ter de noite
uma claridade igual à de todos os dias.
os rios estão mais cheios e levam
os barcos mais depressa
os peixes saltam a medir forças com a corrente
e transbordam as albufeiras das barragens
com a tua água
que irá produzir energia eléctrica
uma espécie de relâmpago que entra depois
nas nossas casas
sem nenhum barulho
e dura todo o tempo que quisermos.
Porém muita gente que lê ou escreve até tarde
ou vê televisão
e não gosta da chuva
não se lembra que és tu que trabalhas
entre o céu e a terra
para que possamos ter de noite
uma claridade igual à de todos os dias.
É por tudo isto chuva que eu te amo
e quando passa muito tempo sem te ver
sinto-me já cheio de saudades
e fico impaciente
esperando na minha janela
por vezes esperando muito
mas assim que tu chegas é como
quando a alegria chega ao meu coração
ou recebo uma carta de um amigo
ou ainda
como se a minha mãe que já não tenho
voltasse de muito longe
para me beijar.
e quando passa muito tempo sem te ver
sinto-me já cheio de saudades
e fico impaciente
esperando na minha janela
por vezes esperando muito
mas assim que tu chegas é como
quando a alegria chega ao meu coração
ou recebo uma carta de um amigo
ou ainda
como se a minha mãe que já não tenho
voltasse de muito longe
para me beijar.
*
(De CONVERSA COM A CHUVA, a editar brevemente,
integrado na comemoração dos meus 40 Anos de Poesia
publicada em livro (1975-2015).
integrado na comemoração dos meus 40 Anos de Poesia
publicada em livro (1975-2015).
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Dia 40.
Abelha. Mágica abelha, vocação, palavra, invenção, instinto. Maravilhosa
ágata que voa, água terna, irmã discreta do polén e do pó, alma gentil da fecundada alegria do bosque, visitadora do sol, mãe da madressilva e da buganvília.
Abelha alma do mundo.
In: ANO COMUM
Abelha. Mágica abelha, vocação, palavra, invenção, instinto. Maravilhosa
ágata que voa, água terna, irmã discreta do polén e do pó, alma gentil da fecundada alegria do bosque, visitadora do sol, mãe da madressilva e da buganvília.
Abelha alma do mundo.
In: ANO COMUM
