25/02/2015

9.653.(25fev2015.8.8') Paredes da Vitória

Há 2.ª fase de obras nas Paredes da Vitória ou então temos obra INACABADA
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15noVEMbro2017
fotos de Agnelo Ferreira
Foto de Coisas de Pataias & arredores.
https://www.facebook.com/CoisasDePataias/photos/a.583018551728866.1073741829.414874041876652/1729233927107317/?type=3&theater
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Foto de Coisas de Pataias & arredores.
https://www.facebook.com/CoisasDePataias/photos/a.583018551728866.1073741829.414874041876652/1729234007107309/?type=3&theater
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15 e 16ouTubro2017
incêndio esteve próximo do Parque de campismo (ardeu a propriedade da câmara)
à volta da ribeira foi 1 desastre: ardeu quase tudo
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2feb2017
1 video a mostrar que a obra resiste...PAREdes da Vitória...d' ALCOBAÇA que vos abRRaça
https://www.facebook.com/flavio.rufino.1
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16jan2016
Mui bonito o que está...Vamos ver as marés vivas...Foi em fev2014 que houve + estragos...Deixam ficar a ponte.passadiço?...Há 2.ª fase da obra nas Paredes da Vitória? Ou então temos +1 obra INACABADA! Há que proteger definitivamente os 3 bares de madeira.passadiço...
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os 3 bares de madeira continuam sem protecção para as marés vivas...
o que está + a norte está completamente desprotegido
sem areias, e os pilares estão completamente à vista
o passadiço também corre riscos

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153860524939819&set=a.10150262398389819.346034.835759818&type=3&theater
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24fev2015
Mar de espuma nas Paredes da Vitória. by Adelino Pataias


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153108313264819&set=pcb.10153108317504819&type=1&theater
as Paredes da Vitória estão cheias de espuma esquisita +1x
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153108313164819&set=a.10150262398389819.346034.835759818&type=1&theater
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Pensei que fosse produtos químicos lançados pela ETAR
no mar
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Na versão de Luís Dias que viu o mesmo fenómeno na Foz de Arelho:
VIA FACE DE LUIS DIAS...''Mar de Espuma''
hoje (24Fev.) na Foz do Arelho.
Espuma marinha, espuma oceânica, é um tipo de espuma criada pela agitação da água do mar, particularmente quando essa água contém grande concentração de carbono orgânico dissolvido contendo proteínas, ligninas e lipídios derivados de fontes como a eflorescência algal. Estes componentes são ativados por surfactantes ou agentes formadores de espuma. Como a água do mar é constantemente agitada pela ação das ondas na zona próxima ao litoral, a presença desses surfactantes entram em contato com a atmosfera e geram a espuma.
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12fev2015
by Adelino Pataias

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153079280204819&set=a.10150262398389819.346034.835759818&type=1&theater
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10153079280284819&set=a.10150262398389819.346034.835759818&type=1&theater
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6dez2014
Paredes da Vitória by Adelino Pataias
sem ponte e escadas para prevenir os temporais...

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Via sapinho gelásio:

sábado, 6 de dezembro de 2014



Paredes - prevenir o mau tempo

Foram ontem e hoje desmontadas algumas das estruturas de acesso ao areal da praia das Paredes, nomeadamente algumas das escadarias e a ponte sobre o ribeiro.
Uma boa intervenção na praia das Paredes, feita atempadamente, antecipando os prováveis temporais deste inverno e prevenindo estragos e prejuízos que as mesmas têm o hábito de fazer.



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4dez2014
As sondagens da empresa Geocontrole nas Paredes da Vitória...Boas práticas: desmontar passadiço da ponte e das escadas...O temporal foi em 2fev2014...
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só agora há sinais...
GEOCONTROLE está a fazer as sondagens
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Via sapinho gelásio:

sábado, 6 de dezembro de 2014


Paredes - prevenir o mau tempo

Foram ontem e hoje desmontadas algumas das estruturas de acesso ao areal da praia das Paredes, nomeadamente algumas das escadarias e a ponte sobre o ribeiro.
Uma boa intervenção na praia das Paredes, feita atempadamente, antecipando os prováveis temporais deste inverno e prevenindo estragos e prejuízos que as mesmas têm o hábito de fazer.




quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014


Sondagem geológica na praia das Paredes

Estão a ser feitas sondagens geológicas nas dunas da praia das Paredes com o objetivo de avaliar a estabilidade das mesmas. O resultado das sondagens tem como objetivo preparar e planear as futuras intervenções de proteção do aglomerado face ao progressivo avanço do mar.

Ao segundo dia de sondagens e até uma profundidade de 9 metros, apenas areia foi encontrada.


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 20 e 21 set2014...Paredes Ocean Movement
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6jul2014
https://www.facebook.com/646937888690122/photos/gm.1424296754525349/791872240863352/?type=1&theater

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Via Sapinho Gelásio

Via Sapinho Gelásio e Região de cister

Biblioteca de verão

A notícia na edição 1089 do Região de Cister de 3 de julho de 2014

Pataias - literatura, wireless e jogos infantis disponíveis
Biblioteca ‘muda-se’ para a praia das Paredes da Vitória

Durante este mês e o próximo, o Espaço Cultural/Biblioteca das Freguesias de Pataias e Martingança, que funciona no antigo edifício do quartel dos Bombeiros, vai estar fechado. Durante este período, a biblioteca ‘muda-se’ para a praia das Paredes da Vitória, para o edifício da ETAR.
Naquele espaço, os leitores têm acesso aos serviços de wireless, empréstimo domiciliário e de literatura (geral, infantil e juvenil). São também disponibilizados, para leitura, os jornais. Há também ateliês dedicados às crianças, bem como a prática de jogos infantis e juvenis.
A ‘Biblioteca de verão’ está aberta diariamente, entre as 10 e as 13 horas e as 13:30 e as 18:30 horas.
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22mar2014
fotos do "Adelino Pataias"...19mar2014
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Via blogue do Prof. Paulo Grilo

17 de Março de 2014


Memória curta

A notícia vem hoje no jornal Público e chama a atenção para que as situações de extremos climáticos se repetem quase de forma cíclica.
As tempestades de janeiro e fevereiro, foram apenas mais um episódio daquilo que ciclicamente se passa no litoral.
Nas Paredes da Vitória, era tradição o mar chegar ao Tonico Manel. Argumenta-se agora que o mar nunca havia destruído tanta coisa.
É verdade. Mas não podemos deixar de notar que no tempo em que o mar chegava ao Tonico Manel (até há 20 anos), não havia concessionários permanentes na praia, nem estruturas de proteção dunar, nem passadiços de madeira, nem escadas de acesso à praia. Por outras palavras, não havia nada para destruir.
Outra curiosidade é a praia estar agora com o mesmo nível de 2008, antes das intervenções, como é visível através do antigo paredão e das antigas escadas de acesso à praia, agora a descoberto.
No entanto, ambas as situações não são desculpa para a quantidade de asneiras que se fizeram, nomeadamente na não correção do leito do rio em tempo útil, ou no "crime de lesa pátria" de rebaixamento da praia em mais de um metro e meio, e que, na minha opinião, foram os grandes responsáveis pela dimensão da destruição ocorrida e feita pelas tempestades de janeiro e fevereiro.
Importante é notar que toda a faixa litoral é extremamente dinâmica e que qualquer ocupação e alteração do uso do solo deve ser devidamente equacionada e ponderada, o que, de facto, até ao momento e por quase todo o litoral do país, não tem acontecido.

A notícia no jornal Público
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/estudo-contabiliza-quase-150-tempestades-fortes-em-portugal-no-seculo-xix-1628366

Estudo contabiliza 148 tempestades fortes em portugal no século XIX

Projeto envolvendo quatro universidades está a reconstituir o clima do país nos últimos 350 anos a partir do cruzamento de várias fontes de informação. Já há alguns resultados preliminares

O mau tempo não perdoa. As marés “produziram inundações desastrosas na foz do Douro e nas praias de Ovar”. A água avançou com “força espantosa” sobre a Ericeira, arrombando muros. “Há anos que não chega a tão grande altura”. Em Torres Vedras, “em algumas povoações marítimas têm havido sinistros”. Algumas pessoas foram arrastadas pelas ondas. Na Costa da Caparica, os pescadores ficaram mais de um mês sem sustento “porque o mau tempo não os tem deixado pescar”.
Quem lê estas linhas pensa que se referem a este Inverno de 2013-2014, marcado por sucessivas tempestades e um rasto de estragos pelo país. Mas não: são relatos e notícias do século XIX. Houve pelo menos 148 episódios associados a tempestades de vento, segundo um levantamento realizado por investigadores do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa.
E, em grande medida, são uma cópia do que se continua a assistir no país: inundações nas zonas costeiras, casas destruídas pelo mar, ondas que varrem pessoas, árvores caídas nas cidades, construções afectadas. “As consequências é que podem ser piores, porque a pressão humana agora é maior”, diz Maria João Alcoforado, co-autora do estudo, juntamente com David Marques e António Lopes.
Olhar para as tempestades do século XIX é uma das várias linhas do KlimHist, um projecto envolvendo quatro universidades – de Lisboa, do Porto, de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) – que pretende reconstituir o clima em Portugal nos últimos 350 anos. O projecto vai a meio e alguns resultados preliminares são apresentados esta segunda-feira na UTAD.
O ponto de partida é 1645, o ano em que começa um período de actividade solar muito baixa, conhecido como Mínimo de Maunder. Para um passado tão distante, não há senão registos meteorológicos indirectos. Os anéis de crescimento de centenários carvalhos-alvarinhos (Quercus rubor) da Mata Nacional do Buçaco estão a ser analisados para estudar a precipitação desde o século XVII. Descrições feitas por um mercador holandês do século XVIII, Inácio António Henkell, estão a ajudar na reconstituição das cheias do Douro. Há também estudos sobre a evolução da temperatura a partir de furos no solo ou sobre a aplicação de modelos climáticos para simular eventos meteorológicos extremos no passado.

A escala de Franzini
As informações sobre as tempestades de vento no século XIX vêm sobretudo de uma fonte: os registos sistemáticos de Marino Miguel Franzini (1779-1861), um dos pioneiros da estatística e da meteorologia em Portugal. Em 1815, Franzini começou a fazer anotações sobre o clima, a pedido do médico Bernardino Gomes, intrigado com a mortalidade elevada durante os verões. Deixou duas séries de dados, de 1815 a 1826 e de 1836 a 1859, com informações sobre o estado do tempo, a temperatura, o vento, as tempestades.
Os investigadores do projecto KlimHist traçam um paralelo da escala utilizada por Franzini para medir a força do vento com a desenvolvida pelo almirante britânico Francis Beaufort mais ou menos na mesma altura. Beaufort baseou a sua escala no estado “visível” do mar – o tipo e tamanho de vagas, se formavam “carneirinhos” ou se rebentavam, a concentração de aerossóis no ar ou de espuma sobre a água, a visibilidade. Para cada combinação de sinais era atribuído um grau – de 1 a 12 – associado a uma velocidade estimada do vento.
A escala de Beaufort tornou-se muito popular, mas Franzini, embora também servisse na Marinha, não a utilizou. “É estranho que não a conhecesse”, afirma António Lopes, um dos co-autores do estudo. Desenvolveu antes a sua, primeiro com quatro níveis, posteriormente com seis.
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4fev2014
as condições estão +1x adversas:
"· Precipitação forte e persistente (40 a 60 mm em 6 horas) nas regiões do norte e do centro e no alto Alentejo até ao início da madrugada de amanhã;
· Vento do quadrante sul com rajadas da ordem de 85 km/h, em especial no litoral, e nas terras altas com rajadas da ordem de 100 km/h até à madrugada de amanhã.
· Agitação marítima forte na Costa Ocidental, em especial a norte do cabo raso com ondas de noroeste de 5 a 6 metros de altura significativa, aumentando a partir da madrugada de amanhã até 7 metros, prolongando-se até ao fim do dia de quinta-feira, podendo atingir picos de 12 a 14 metrosno período entre o final do dia de hoje e o início da tarde de amanhã em especial a norte do cabo Mondego;"
via sapinho gelásio


terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014


Emissário da ETAR de Paredes em risco de rutura

O emissário da ETAR de Paredes da Vitória, que faz a descarga das águas tratadas nas areias da praia da Mina do Azeche, foi colocado a descoberto pela agitação marítima do último fim de semana.
Numa extensão de aproximadamente 25/30 metros, o emissário encontra-se completamente desenterrado, ameaçando uma rotura. E para tal nem será necessário uma grande agitação marítima, uma vez que o nível da praia está bastante baixo e durante o período de maré alta o mar chega até à base da arriba.
O troço a descoberto está na transição dos Mijaretes para a Mina do Azeche.
As fotografias foram tiradas esta manhã.










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25fev2014
via sapinho gelásio

25 de Fevereiro de 2014


Relatório Nacional de Ocorrências no Litoral

Foi disponibilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente o Relatório Nacional de Ocorrências no Litoral referente aos efeitos do temporal Christina ocorridos entre os dias 3 e 7 de janeiro de 2014.
Referente ao Concelho de Alcobaça (páginas 53 e 54), são referidos apenas os efeitos na praia de Paredes da Vitória, ignorando por completo o ataque à arriba do parque de estacionamento na Pedra do Ouro.

O relatório pode ser consultado aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B9vBNX61QGYLRkZ2cG9fSXE4Wjg/edit?usp=sharing

Relatório Nacional de Ocorrências no Litoral

O presente relatório visa sintetizar toda a informação recolhida diretamente no terreno pelos técnicos da APA e respetivas ARH (Norte, Centro, Tejo e Oeste, Alentejo e Algarve), Serviços Municipais de Proteção Civil e Autoridades Marítimas, de modo a avaliar os impactos na faixa costeira de Portugal Continental do temporal ocorrido entre 3 e 7 de janeiro de 2014.

A análise efetuada particularizou as situações consideradas mais críticas ao nível das alterações morfológicas da faixa costeira e danos estruturais ocorridos, designadamente em termos de: erosão das praias/recuo do cordão dunar adjacente; fenómenos de galgamento oceânico e inundação costeira; danos em infraestruturas de proteção/defesa costeira; danos em infraestruturas de fruição pública (e.g. paredões, passeios marginais, estacionamentos, estradas); danos em equipamentos, apoios de praia e apoios balneares.

Os efeitos do temporal, designado Christina pela Universidade de Berlim ocorrido no Atlântico Norte na primeira semana de janeiro de 2014, produziu alterações significativas na morfologia costeira de Portugal Continental, embora com magnitude variável e respostas espacialmente heterogéneas.

Considera-se que a maximização dos fenómenos de galgamento oceânico e inundação ocorridos em inúmeros locais da faixa costeira terá estado relacionada com a conjugação de dois fatores: a coincidência temporal de picos de altura da agitação marítima com a ocorrência de preia-mar de águas vivas; e a ocorrência de períodos de onda muito longos.
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O mau tempo continua hj...

 · Precipitação forte e persistente (40 a 60 mm em 6 horas) nas regiões do norte e do centro e no alto Alentejo até ao início da madrugada de amanhã;
. Vento do quadrante sul com rajadas da ordem de 85 km/h, em especial no litoral, e nas terras altas com rajadas da ordem de 100 km/h até à madrugada de amanhã.
· Agitação marítima forte na Costa Ocidental, em especial a norte do cabo raso com ondas de noroeste de 5 a 6 metros de altura significativa, aumentando a partir da madrugada de amanhã até 7 metros, prolongando-se até ao fim do dia de quinta-feira, podendo atingir picos de 12 a 14 metrosno período entre o final do dia de hoje e o início da tarde de amanhã em especial a norte do cabo Mondego;...
Foto da Cátia Luz de domingo à tarde.2.2.2014


via sapinho gelásio

egunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014



Os efeitos de novo temporal na praia das Paredes

As fotografias são de ontem (domingo) e de hoje, já com a presença dos funcionários da Câmara e da Junta para limpeza dos espaços.
Mais impressionante que a destruição dos passadiços ou a queda da "varanda" (anunciada há mais de um ano, sem que nada tivesse sido feito para o evitar), é a quantidade e tamanho das pedras presentes no espelho de água. É fácil imaginar o que cada um destes predagulhos pode fazer às estruturas de madeira, quando arrastados pelas ondas do mar.







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23jan2014
cister.fm
Devido aos estragos que o mau tempo fez por toda costa de Portugal  e consequentemente pela quantidade de lixo que o mar trouxe com as marés,  um grupo de cidadãos decidiu juntar-se para uma Ação de Limpeza da Praia de Paredes de Vitória, no dia 25 de janeiro, 09h30.
Não falte você também.
.Cister Fm
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4jan2014
Há anos que intervimos sobre as Paredes da Vitória e sobre td o litoral...
A natureza tem no mar uma força extraordinária....
Sabe-nos bem todo o ano estar naques espaços á beira-mar...
Mas também sabemos que há marés vivas...
Que temos que repeitar estes dias que o mar avança imparável...
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4jan2014
Fotos respigadas do Facebook
do Adelino de Pataias
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 3jan2014
"Aviso 01/2014 – Condições Meteorológicas Adversas - Precipitação, vento forte, agitação marítima e queda de neve

Salienta - se para as próximas 24 horas, com um período mais crítico entre as 00H00M e as 15H00M de amanhã:

·        Precipitação moderada que pode ser de granizo, pontualmente forte com valores que poderão superar os 30mm/6h, em especial nas regiões do litoral Norte e Centro;
·        Vento moderado a forte do quadrante Oeste acompanhado de rajadas que poderão atingir os 90km/h no litoral e 100 km/h nas terras altas. Possibilidade de ocorrência de fenómenos extremos de vento com rajadas a ultrapassarem estes valores;
·         Queda de neve em cotas acima dos 800 m;
·        Agitação marítima forte com ondulação NW que poderá atingir os 5-6 m na costa ocidental, possivelmente ultrapassando os 7 m a norte do cabo Raso."

Nas Paredes da Vitória já está assim o ataque ao bar e passadiço a Norte...
 via Culto do Arroz:

Foto: Paredes Vitoria
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18julho2013
 Quantas vezes intervim sobre o estacionamento nas paredes, nos dias de grande afluência...
via sapinho gelásio do Prof. Paulo Grilo

Quinta-feira, 18 de Julho de 2013


Paredes da Vitória: o automóvel é quem mais ordena.

Como um dos candidatos à Junta de Pataias-Martingança diz, «o problema de estacionamento nas Paredes, é uma coisa para 15 dias por ano». E, continuando o seu raciocínio, acaba por questionar qual o nível de investimento (financeiro, humano, político) que deve ser feito para resolver uma situação que em 350 dias/ano não tem qualquer problema.
Ainda na mesma linha do raciocínio, há ainda aqueles que dizem que o grande problema é «a falta de civismo e de educação dos condutores, que não respeitam nada nem ninguém», e há ainda os defensores de que «o que faz falta é mais policiamento».
O que é certo, é que todos os anos, o problema do estacionamento e da circulação automóvel fazem-se sentir, perturbando a normal pacatez das Paredes. Mas não só.

Há muito que defendo, e digo, que falta uma linha de estratégia e de orientação para o norte do concelho de Alcobaça, em especial para a freguesia de Pataias (agora Pataias-Martingança). O arrastar, ano após ano, do caso do trânsito e do estacionamento na praia das Paredes durante o verão, é apenas mais um (triste e comprovativo) exemplo.

A requalificação urbana da aldeia de Paredes da Vitória foi, num cômputo geral, uma excelente intervenção que dotou não só o lugar de modernas condições infraestruturais e equipamentos necessários, como amenizou e disfarçou uma cada vez mais acentuada descaraterização urbanística, cada vez mais (fortemente) pincelada com edifícios de discutível qualidade arquitetónica.
Uma das ideias chave do projeto (parece-me a mim, sob o ponto de vista de mero observador e utilizador) foi dar a primazia, por incrível que pareça, do peão em detrimento do automóvel. Eu explico:
Primeiro exemplo:  a ausência de passadeiras no centro das Paredes (entre o edifício da “Botas” e os prédios do Metódio), associado ao empedrado “artístico”, tem como um dos objetivos, a redução da qualidade do pavimento para o automóvel e, consequentemente, a diminuição da velocidade. Neste sentido, as figuras desenhadas no pavimento (a negro, e a vermelho), às voltas pela faixa de rodagem, reforçam a ideia de que aquela não é uma estrada normal. Com um pouco de boa vontade, podemos até imaginar uma praça empedrada onde as pessoas podem circular.
Exemplo dois: dentro do aglomerado, não há passeios nem desnível entre a faixa de rodagem e os mesmos. A diferença está no pavimento, calcetado de forma diferente. Onde os carros podem circular há um empedrado mais grosso; nas áreas de circulação destinadas às pessoas, há um empedrado mais fino. Esteticamente é mais agradável e em termos de mobilidade individual e pessoal (especialmente para as pequenas crianças, idosos, pessoas de mobilidade reduzida e carrinhos de bebé) muito melhor. O facto de tudo estar ao mesmo nível, dentro de um aglomerado urbano de ruas pequenas e estreitas, dá (supostamente) a prioridade ao peão e não ao automóvel.
Exemplo três: em algumas das ruas de empedrado fino, foram deixadas algumas trancas (pinos) amovíveis com o intuito de, em caso de necessidade pontual, permitirem o acesso de veículos de socorro.
No fundo, todo o centro de Paredes e respetiva marginal foram pensados para servirem as pessoas e não o automóvel.

À boa maneira portuguesa, o automóvel manda. O desrespeito pelo espaço público (que por ser público, “de todos”, deveria eliminar os nossos interesses individuais) é por demais evidente.
E neste momento não é só o estacionamento em cima dos passeios ou a circulação automóvel em ruas de trânsito proibido.

A rua da praia, junto à ETAR, foi pensada como uma “marginal”, um acesso pedonal. Foi idealizado um jardim, colocado um parque infantil com brinquedos e aparelhos para as crianças (supostamente), feito um calcetamento num empedrado fino. Nada de mais errado.
Não só serve de estacionamento como serve também de acesso a veículos pesados para fazerem cargas e descargas. Como se não bastasse, a velocidade destes veículos automóveis nesta via pedonal faz muitas vezes pensar se não estaremos no Mónaco, em plena prova de Fórmula 1. E volto a frisar: é uma via exclusivamente pedonal, com lojas, esplanadas, jardins e parques infantis ao longo de toda a rua.
Outros exemplos são fáceis de encontrar. Desde o estacionamento em cima dos passeios, na faixa de rodagem, em cima do jardim e, ultimamente, até na marginal pedonal, com carros a passar diariamente em cima da varanda em madeira. Aquela mesma varanda que foi atacada pelo mar durante as tempestades de inverno e que continua com um dos pilares das fundações em suspenso.

E o que têm feito os responsáveis autárquicos e policiais por Paredes da Vitória? NADA.
E este NADA, é porque não querem, ou porque não são capazes?



O automóvel é quem mais ordena

A rua da Praia. 
Via exclusivamente pedonal de acesso à praia. Ao longo de toda a rua há lojas, esplanadas, jardins e parques infantis. O trânsito é proíbido. 








Os jardins e espaços ajardinados: esses belos parques de estacionamento.
Estacionamento selvagem sobre os espaços ajardinados. Os automóveis não só dificultam a circulação das pessoas, como impedem a fruição de espaços públicos destinados exclusivamente às pessoas, mas também, destroem equipamentos e infraestruturas pagas com dinheiros dos erários públicos. Ou seja, de todos nós.




A via pública.
Estacionamento indiscriminado e sem critério na via pública, desrespeitando a sinalização existente e impedindo a livre circulação de veículos, incluindo veículos de emergência e socorro.






Os passeios.
Os passeios, esses espaços destinados aos... automóveis. E não interessa, se o acesso a garagens é tapado.


At last, but not the least...
«Ah! Está um vaso sobre o passeioe eu não posso estacionar? Não faz mal, que eu estaciono ao lado e vou para a praia». Mesmo que isso perturbe o trânsito uma tarde inteira...

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28dez2012
 Paredes da Vitória...Um trabalho de Paulo Grilo a ter em conta
via sapinhogelasio.blogspot.com

Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012


O mar e as Paredes da Vitória

Como seria de esperar, desde sempre existiu uma relação conflituosa entre Paredes da Vitória e o mar. O Couseiro relata nas suas páginas que «esta vila se despovoou porque se descobriu grande penedia na baía, com o que não podiam vir a ela embarcações». Outras fontes referem um temporal que destruiu o porto e todas referem o grande assoreamento e o avanço das areias sobre o porto e a vila.
Paredes da Vitória na década de 1950. Atente-se às dunas existentes onde agora se situa a ETAR e o parque de estacionamento dos Mijaretes. Repare-se ainda na praia e nos diversos patamares da mesma, sinal da evidente de avanços e recuos do mar.


Outras histórias mais recentes contam-nos que no final dos anos de 1930, uma vaga gigante passou por cima da então recém-inaugurada escola, obrigando ao socorro das crianças e professora aprisionados dentro do edifício; ou a história dos dois porcos que morreram afogados no seu curral, numa casa que ainda hoje existe entre a marginal (bar nostalgia) e a Travessa do Jardim. Todos ainda se lembram que, durante todos os invernos – sem excepção – o mar subir o rio, galgar sobre as dunas e espraiar até à porta da marisqueira Tonico. São acontecimentos que fazem parte das memórias das Paredes e que nos fazem entender que há uma faixa de território continuamente reclamada pelo mar.
Vem isto a propósito dos recentes eventos que destruíram quase por completo a intervenção de requalificação da praia das Paredes, nomeadamente as paliçadas de fixação dunar, os passadiços de acesso à praia e o suporte da “varanda” na marginal.

É minha convicção pessoal que alguns dos problemas hoje existentes com a erosão e os galgamentos nas Paredes começaram há cerca 20 anos com a construção do “espelho de água”, em 1989/1990. Uma obra que pretendia trazer uma mais-valia à praia (nomeadamente em termos visuais), veio contribuir (como parece saber-se hoje) para uma maior destabilização do sistema praia-duna-arriba junto ao início da praia. O mar, que antes desta construção, não encontrava dificuldades em subir a pequena duna, passar pela escola e espraiar na estrada em frente ao Tonico Manel, viu-se assim impedido de o fazer. De alguma forma, foi “encurralado” pelo “espelho-de-água”, que não só o impediu de prosseguir até à estrada, como o obrigou a subir e ganhar volume em altura. O seu recuo, mais rápido e com maior volume de água, tem uma maior capacidade erosiva que se manifestou, pela primeira vez, de forma significativa, no final do ano de 2000, com a queda de uma barreira na margem norte do rio, junto às antigas eiras.

Paredes, ainda na década de 1950. No primeiro plano, as eiras, que acabariam soterradas pela abertura da estrada nova para a Senhora da Vitória. Atente-se à inexistência do edifício do atual bar "Nostalgia Beach", da atual marginal - conquistada à praia -, do largo leito do rio e de uma "boca" do vale muito mais ampla e aberta que a atual (o que ajudaria no espraiar das vagas e na diminuição da sua força).  

Desde então, quer a norte quer a sul, o processo erosivo tem-se acentuado. Curiosamente, desde as obras de requalificação (que, coincidentemente, elevaram em algumas dezenas de centímetros o nível dos arruamentos), nunca mais o mar galgou até à estrada.
Evidência dos estragos são o facto de, durante a década de 1990, a então marginal ter sido ameaçada pela erosão do mar. Para que isso não acontecesse, a Junta de Freguesia reforçou então a base da estrutura com um pequeno paredão, que evitou maiores danos.


Paredes da Vitória, no início dos anos de 1990. Atente-se à proteção da marginal com um enrocamento, após um ou dois invernos mais severos que acentuaram a erosão do local. Observe-se ainda a colocação das primeiras proteções dunares e as escadas em cimento de acesso à praia. A cota da praia parece baixa e homogénea até ao mar.
 

Esse processo de erosão foi também evidente na quantidade de areia na praia. Para quem se recorda da antiga praia das Paredes com o parque de campismo, parece-nos hoje que a praia é muito mais pequena. Embora não existam dados relativos à quantidade de areia que existia, parece-me que não deixa de haver uma pequena ilusão ótica quanto ao tema. Se olharmos com atenção para as fotografias, na verdade, grande parte do antigo parque de campismo é hoje ocupado pela ETAR, por parte da marginal e pela duna ganha à praia.
Mas há outra evidência desta diminuição, ou não, da quantidade de areia na praia. Depois desta última tempestade, ficou a descoberto a antiga escadaria de cimento e o que se constata é que agora, o nível da praia é semelhante ao de há 5 ou 6 anos.
O que nos leva a outra evidência: o excelente trabalho de fixação das dunas e das areias que tem sido feito (os registos mostram que essa preocupação vem já desde 1980, quando travessas de linhas de comboio foram utilizadas para proteger as areias).

Há 30 anos a separar estas duas fotografias. A primeira é de agosto de 1982 e a segunda de julho de 2012. São visíveis algumas diferenças, não só no ordenamento da praia e a consequente retirada do parque de campismo e a exist~encia dos concessionários, mas também ao nível do curso do rio. Junto ao mar, a praia parece efetivamente maior, mas este ano, a praia estava também mais curta que o normal.

Estamos então em condições de avaliar a real dimensão dos estragos feitos pelo mar há quinze dias atrás.
O investimento de cerca de 340 mil euros na requalificação da praia (a que se juntaram mais 1 milhão na requalificação do núcleo urbano e mais 2 milhões pela ETAR), traduziu-se no balizamento da praia, na construção de passadiços e na construção de uma paliçada de proteção dunar que ia do rio até ao início dos Mijaretes. Em cerca de 4 anos, essa paliçada aumentou em mais de um metro o nível de areia nas dunas.

Requalificação da praia de Paredes da Vitória. A fotografia é de novembro de 2008. São visíveis os passadiços de acesso à praia, os novos bares dos concessionários e as paliçadas de proteção às dunas.
Mas esta história não é só de sucessos.
Em outubro de 2010, uma tempestade destruiu parte da paliçada de proteção dunar. Na sequência, o rio saiu do seu leito normal e curvou para sul, iniciando um processo de erosão que culminou com o desaparecimento de toda a paliçada do rio até às escadas de madeira em frente do “Nostalgia Beach”.
1º facto: o desaparecimento desta paliçada e desta duna, tendo origem numa tempestade marítima, foi acentuado pelo curso errático do rio. Foi o rio quem acentuou a erosão e abriu caminho para futuras vagas do mar.
2º facto: apesar dos alertas, o curso do rio nunca foi corrigido. Apenas o foi no início do Verão e sempre com o objetivo, não de prevenir/corrigir uma situação de erosão mas com o propósito de melhorar as condições balneares da praia e dos concessionários.

9 de outubro de 2010
25 de março de 2012

A verdade é que depois dessa data, nenhuma obra de manutenção/ recuperação do cordão dunar foi feita. A exceção é a reconstrução de uma das escadarias para acesso à praia, no início do verão.
Como se não bastasse essa ausência total de prevenção, no início deste verão, com o alegado argumento de preparar a praia para a época balnear, uma intensiva e extensiva movimentação de areias reduziu e rebaixou a cota da praia em mais de um metro. Também na altura foram alertadas as entidades mais próximas (Câmara e Junta) de que essas alterações no perfil da praia seriam contraproducentes, podendo levar à destruição do cordão dunar em futuras tempestades de Inverno. Mais uma vez, foi referida a necessidade de corrigir o leito do rio e apontadas algumas possíveis soluções. Aparentemente, nada foi feito.

Intervenção na praia das Paredes em Junho de 2012. Entre outras ações, a praia foi rebaixada em mais de 1 metro, expondo totalmente a paliçada que em troços significativos estava quase totalmente enterrada.

3º facto: o leito do rio não foi corrigido e, mais importante, não foi estabilizado. Terminado o verão, e impelido pelos ventos dominantes de Norte-Noroeste, curvou para sul e continou a erodir a base da duna.
4º facto: no final do verão, o nível da praia era substancialmente mais baixo que no verão (devido à movimentação de areias).
5º facto: cinco dias consecutivos de grande agitação marítima, com vagas de 6 metros conjugadas com as mais altas marés.

É a conjugação de todos estes factos e elementos, de origem natural e antrópica, que a diferentes escalas e em diferentes momentos têm contribuído para o estado atual da praia.

Paredes da Vitória, a 20 de dezembro de 2012. Suporte da "varanda"de madeira. Apesar dos sucessivos avisos e chamadas de atenção, nenhuma intervenção foi feita e a ação conjunta do leito do rio e das marés-vivas acabaram por expôr totalmente as fundações.
Paredes da Vitória, a 20 de dezembro de 2012. Acesso à praia a partir do "Nostalgia Beach". Observe-se a descoberto a antiga escadaria, reveladora não só da altura da cota da praia como do seu limite.

Por um lado, não podemos negligenciar a maior agitação marítima no inverno e a influência das marés. Para além disso, há o grande movimento de areias, evidente nas diferenças de areal entre o verão e inverno. Há ainda o rio, cujo curso é fortemente influenciado não só pelo mar e pela respetiva movimentação de areias, mas fundamentalmente pelos ventos dominantes. Todos conjugados, explicam os cíclicos e normais galgamentos do mar durante o inverno.
Por outro lado, há as construções de proteção dunar, cujo objetivo é o de criar uma barreira natural a estes galgamentos e trazer a maior estabilização possível à praia. Mas há outros aspetos a considerar na intervenção antrópica. A ausência de trabalhos de reparação e prevenção e, fundamentalmente, intervenções descabidas de movimentação de areias na praia, nomeadamente as que diminuem a sua cota, têm sido os principais fatores de destabilização deste frágil e dinâmico sistema e potenciaram de forma exponencial os estragos causados pela agitação marítima e os (normais) galgamentos.

A praia de Paredes da Vitória está assim necessitada de uma intervenção urgente, a executar nos próximos cinco meses – antes do início da época balnear.
Por um lado, são necessárias obras de reparação: passadiços de madeira, escadarias de acesso à praia, paliçadas de proteção dunar.
É necessária ainda uma obra mais pesada de proteção à marginal e à respetiva “varanda” e, principalmente, de orientação e de fixar de forma definitiva uma parte do curso do rio (após o espelho de água).
Tendo em conta o valor da intervenção inicial, aquando a requalificação da praia, provavelmente esta intervenção será de algumas dezenas ou até centenas de milhares de euros.
Há ainda que equacionar e discutir sem preconceitos e sem constrangimentos o que é mais importante – e já agora -, o que é mais sustentável de ponto de vista ambiental mas também económico, para a praia das Paredes. Longas intervenções de duas/três semanas de movimentações de areias na praia têm de ser muito bem fundamentadas e nunca, nunca, poderão pôr em causa o equilíbrio deste sistema mar-praia-duna. Estas intervenções feitas sem critério – e parece que a pedido – são uma das principais causas da situação atual. Quanto custaram na altura e quanto custarão agora, para resolver os problemas enunciados? Qual foi o retorno direto e indireto dessas intervenções? Traduziram-se num benefício geral para a praia e para o município? Como já disse, é necessário equacionar sem preconceitos, nem pressões, todas as variáveis e decidir.
E cabe aqui a última palavra: decidir.
É necessária uma decisão baseada em argumentos válidos, racionais e técnicos. Algumas das questões apresentam dificuldades técnicas que não podem ser resolvidas com o «penso que» e «acho que». De qualquer forma, há algo que não pode ser negligenciado: o conhecimento da população local, que pela sua experiência de vida tem conhecimentos sobre a praia e o mar que não vêm nos livros. Seria bom também, que depois de equacionadas e fundamentadas as ações a concretizar, apresentá-las à população local e ouvir a sua opinião, e eventualmente, corrigir, ou não, alguns aspetos. Mas essa seria uma novidade, pois a população das Paredes nunca foi ouvida uma única vez em todas as intervenções que ali foram feitas.

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16dez2012já intervim alertando...
Numas comemorações do Dia do Mar...
há mais de 10 anos...
Iniciativa da CMNazaré...
Ouvi um especialista...
Referi em reunião de câmara...Sugeri que Alcobaça e Nazaré trabalhassem em conjunto...
O problema da erosão da costa
devido à diminuição de areia por causa das barragens no Douro e no Mondego...
A influência das obras do Porto da Figueira da Foz na nossa costa...
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a erosão da nossa costa...O caso das paredes
via sapinho gelásio

Domingo, 18 de Novembro de 2012


Paredes da Vitória

As fotografias são do Fernando Gonçalves e foram tiradas este fim de semana.
Ilustram os estragos feitos pelo mar junto à plataforma de madeira, na frente de praia das Paredes da Vitória.
Se nada for feito, com mais um dia ou dois de agitação marítima o suporte a esta estrutura de madeira será destruído.
Embora a situação já esteja identificada há mais de um ano, nada foi feito até ao momento.
Custa-me a crer que seja por falta de verba, pois se assim fosse, certamente também não haveria dinheiro para trabalhos de movimentação de areias e terraplanagem da praia, no verão, com duração de mais de duas semanas.
Uma situação a resolver com urgência, para evitar danos maiores.



Nada foi feito...
Maré viva esta madrugada às 4.44' ...
Fotos Adelino "de Pataias"
Foto

de dia
Foto

via região de cister de 20dez2012 e sapinho gelásio:

Estragos nos passadiços das Paredes



A notícia e a fotografia na edição 1009 do Região de Cister de 20 de dezembro de 2012

Técnicos procuram soluções para minimizar estragos das marés vivas
Curso do rio das Paredes deverá sofrer alteração





Os impactos provocados pelas marés vivas em Paredes da Vitória, freguesia de Pataias, estão a preocupar autarcas e população. O avanço do mar, que já chegou por várias vezes até à zona dos bares dos concessionários de praia, tem feito estragos incalculáveis.
Parte das escadas de acesso à praia foram violentemente arrancadas e arrastadas pelo mar, tendo sido algumas partes recuperadas ao longo do areal, que começa a perder grande parte da areia. Zonas de espuma e muito lixo trazido pelo avanço do mar estendem-se pelo areal depois das marés vivas. A estrutura de suporte dos passadiços em madeira está a ficar cada vez mais fraca.
O problema já chegou à Câmara de Alcobaça. Rogério Raimundo, vereador da CDU, questionou a maioria PSD sobre as medidas adotadas para minimizar os riscos dos avanços da natureza. O vereador comunista deu como exemplo que em Paredes de Vitória, que há 20 dias viu o mar chegar até aos bares de madeira que foram colocados no areal, “o avanço do mar numa localidade cujo centro urbano foi recentemente requalificado é preocupante”.
“A erosão costeira é um problema criado pela intervenção humana, em termos globais, mas se nada se fizer localmente, as consequências poderão ser dramáticas”, alertou Rogério Raimundo, depois de tomar conhecimento dos impactos provocados pelas marés vivas nas Paredes de Vitória.
Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Valter Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Pataias, confirmou a presença dos técnico da Administração da Região Hidográfica do Centro na passada segunda-feira, no local. Da visita dos técnico deverá resultar, a curto prazo, um estudo para um novo encaminhamento do rio, a fim de minimizar alguns impactos causados pelo avanço do mar.
Foi ainda decidido colocar pedras e arbustros para criar uma barreira nas zonas mais sensíveis e desprotegidas, nomeadamente junto à estrutura de suporte dos passadiços em madeira.
“Recolhemos todo o material das escadas que foi possível recolher, para que seja aproveitado no início da próxima época balnear”, explicou Valter Ribeiro, garantindo que “à priori não há perigo na zona dos passadiços, dado que vai ser protegida”, conclui.

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Prof. Paulo Grilo alerta para Praia das Paredes da Vitória

13mar2012

A praia nas Paredes da Vitória


Nos últimos dias, o mar, em conjunto com o rio, avançou sobre as dunas e areal da praia das Paredes colocando em perigo as obras feitas na intervenção de requalificação urbana, nomeadamente sobre a “marginal”, a “varanda” em madeira e o acesso central à praia.
O avanço do mar foi tal, que tendo em consideração a linha da paliçada de proteção dunar originalmente colocada, este cifra-se em mais de 28 metros, calculado com base nas fotografias de satélite  de 2009 e nas ferramentas do Google Earth.

É necessário não esquecer que esta situação, a destruição da duna e consequente avanço do mar, foi desencadeada pela intempérie de Outubro de 2010, que tendo destruído a proteção dunar, desviou o rio, obrigando-o a correr para Sul. Como a situação nunca foi corrigida, o rio foi desgastando a duna, o que facilitou a ação do mar, agora evidentemente ameaçadora para toda a estrutura construída.

Os "posts" respetivos aqui: 
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2010/10/mar-bravo-no-litoral-de-pataias.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2010/10/paredes-da-vitoria-1-semana-depois.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2010/11/o-rio-das-paredes-e-o-cordao-dunar.html
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2011/02/paredes-da-vitoria-rescaldo-do-mau.html


No entanto, esta situação, ao contrário do que possa imaginar, não é nova. Ao longo dos tempos são comuns (e famosas) as histórias da subida do mar pelo rio, sendo normal a sua chegada, em quase todos os invernos, ao “Tonico Manel”. Esta situação deixou de ocorrer aquando a intervenção da construção do “espelho de água”, que, curiosamente, coincidiu com o início do ataque do mar às dunas da praia e arribas do lado norte, na zona das antigas eiras até ao bar do Saldanha.

A solução exige uma intervenção em várias vertentes. Não tendo quaisquer conhecimentos de engenharia não sou apologista de uma intervenção de “engenharia pesada”. Penso que a maior parte dos problemas seriam resolvidos com um conjunto de pequenas intervenções cujo impacto no aspeto visual da praia seriam rapidamente recuperados e que permitiriam que a dinâmica litoral existente ao longo do ano se mantivesse. Assim:

A)    A consolidação do curso do rio na praia, obrigando-o a correr em “frente”, depois da saída do espelho de água, cerca de 50 metros;

B)    Recarga da duna junto ao paredão / varanda da marginal das Paredes. Tal poderia ser feito através da construção de um “muro” de sacos de areia “aparelhados” que protegeriam o paredão, permitiriam a fixação de vegetação dunar e ao mesmo tempo impediriam que o rio, se se desvisasse para Sul, “atacasse” a areia da duna, obrigando-o a correr em frente;

C)    Nos finais de Abril, início de Maio, recarga do cordão dunar da praia com areia da própria praia. Por essa altura o mar começa a repor a areia que retirou no inverno, formando grandes cristas e dunas de areia junto à linha de água. Se essa areia for retirada nesse período e transportada mais para o interior, aquilo que nos diz a observação e tradição é que o mar colocará no mesmo local outra tanta areia. Esta operação teria de estar concluída antes do início do mês de Junho.

D)    Reconstrução da paliçada para fixação das dunas. É óbvio o excelente trabalho das mesmas na fixação da areia.

Aqui ficam algumas das fotografias do que se passou nos últimos dias e pontos de comparação com datas anteriores.

1 – Fotografia Satélite do GoogleEarth com data de 2009. A linha a vermelho representa a erosão atual da praia. Com recurso às ferramentas do mesmo Google Earth calcula-se um recúo de 28 metros face à linha original da paliçada.


 
2 – A situação atual. Fotografia de 09/03/2012


 
3 - A situação atual. Fotografias de 09/03/2012 


 
3 – A situação atual. Fotografia de 10/03/2012


4 – A intervenção na praia das Paredes da Vitória ao abrigo do POOC Alcobaça-Mafra. Fotografia de 21/11/2008


5 – A “marginal” das Paredes cerca de 1999/2000. Atente-se à proteção da marginal, junto ao rio, com um enrocamento. As tempestades de inverno haviam levado toda a areia e ameaçavam destruir o muro de suporte da “marginal.



 
6 – A “marginal” das Paredes atualmente. Fotografia de 10/03/2012


 
7 - A praia das Paredes, no final do Verão, em 04/09/2009

 
8 - A praia das Paredes hoje (10/03/2012)
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13jan2012
Sapinho Gelásio relevou muito bem:

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012



A "escola velha" das Paredes da Vitória

 A compra do edifício da “escola velha” das Paredes da Vitória concretizou-se está a fazer um ano. Neste período de tempo, foram lançadas ideias quer sobre a ocupação do espaço, quer sobre o aspeto do edifício.
Desde concursos de ideias (como incentivo aos jovens arquitetos da freguesia, mas não só), até à colocação de painéis ou lonas (com fotografias das Paredes) a tapar o edifício enquanto se não lhe encontra destino, de tudo um pouco já se disse, já se escreveu e já se postou aqui no blogue (e não só).
Mas o edifício lá continua. Abandonado, degradado, à espera de cair.
Uma autêntica ameaça à saúde pública e à segurança. Um cartão de visitasui generis do maior destino turístico do norte do concelho e da freguesia de Pataias.
Só que desta feita não é um edifício velho, degradado, a cair aos bocados, de um qualquer particular. É uma casa que pertence à Junta de Freguesia de Pataias e que encerra um simbolismo único no contexto das Paredes da Vitória.
Esperemos que quando chegar o Verão, algo tenha sido feito para lhe restituir alguma dignidade.




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24jun2011

Já tinha denunciado ilegalidades no Vale das paredes...

blogue sapinhogelasio.blogspot.com  

denuncia a 13.6.2011...

Arrebato de Pechisbeque


É no vale das Paredes. As barracas vão paulatinamente sendo transformadas em casas.
Por outro lado, se a 50 metros há casas supostamente embargadas (várias vezes), vendidas e tranquilamente à espera das licenças de habitabilidade... Porque não?
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23fev2011
via Blogue do Paulo Grilo...http://sapinhogelasio.blogspot.com/
Paredes da Vitória - rescaldo do mau tempo


O mar violento da última semana voltou a fazer estragos na praia da Paredes da Vitória.

Depois de em Outubro passado ter destruído parte significativa da paliçada de protecção às dunas e de ter alterado o normal curso do rio, na última semana voltou a fazer mais alguns estragos.





Por um lado, toda a paliçada entre o rio e o acesso à praia em frente ao café-bar "Nostalgia" foi definitivamente destruido (embora neste caso, a culpa tenha sido maioritariamente do rio, que sem qualquer intervenção, foi desgastando a duna e fazendo cair a paliçada).

Por outro, junto ao bar do concessionário Norte, mais conhecido por "Saldanha", a força do mar conseguiu destruir o passadiço de acesso à praia,


Num ano de candidatura à Bandeira Azul, espera-se que antes de Junho, tudo esteja reparado.
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19jul2010
Prof. Paulo Grilo documenta o caos ontem nas paredes da Vitória
http://sapinhogelasio.blogspot.com/2010/07/paredes-da-vitoria-o-caos-do-transito-e.html
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Sobre Paredes da Vitória….Fotos do dia 29.Abril 2010














































1. Nós todos gostamos de comer no magnífico restaurante do TONICO e até compreendemos a necessidade de parqueamento…

Mas o que ali está a ser construído pelo Vale é legal???

É + 1 deixa andar???

2. Quando arrancamos da marginal para a nascente da Ribeira, à esquerda está uma casa rapidamente construída pelo famoso construtor Metódio…

Acho que era esta uma das construções ilegais que o deputado Telmo Moleiro referiu em anterior assembleia…

Houve alguma intervenção da Fiscalização?

É + 1 deixa andar????

3. Para resolver o problema do estacionamento de Paredes e praias no Norte, não seria de criar um transporte cómodo e regular de vaivém entre Pataias, Martingança, Burinhosa…

4. São Martinho do Porto tb teria vantagens se houvesse estacionamento em Alfeizerão e lhe garantissem vaivém…
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