25/02/2015

9.654.(25fev2015.8.22') A 25fev2008 fez-se a compra da Quinta da Cela....Continua sem qualquer rentabilização...Ontem na reunião de câmara falou-se de hospitais...respostas hospitalares...

neste dia...2008...Compra da Quinta Cela, em Alfeizerão, por 3,5M€...Para o novo Hospital do Oeste Norte...7 anos sem qualquer rentabilização desta propriedade municipal...Ontem, em reunião de câmara, falou-se de melhores respostas hospitalares e é de saudar o que foi feito nestes 2 anos no HABLO...Nas Caldas voltou-se ao alargamento do Hospital...A Cidade de Alcobaça e o concelho precisa, absolutamente, de um Hospital novo...
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excerto da reunião de câmara de ontem, 24fev2015:
Com a presença do Dr. Hélder Roque e do Dr. Licínio Oliveira do CA do Hospital de Leiria.
PCâmara agradeceu a presença e expôs as razões expressas, por todo o executivo, nas dúvidas suscitadas com a criação da unidade de cuidados paliativos, poder ser um motivo de fechar outras valências.
Deu a palavra aos vereadores para expressarem as suas dúvidas antes da exposição do CA do Hospital de Leiria que dirige o Hospital de Alcobaça.
Vereador José Canha estava preocupado com a entrega do Hospital à Miseridórdia.
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Vereadora Eugénia Rodrigues precupada com a perda de valências.
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Eu, Rogério Raimundo, em nome da CDU coloquei as seguintes questões:
1. Nós defendemos a construção de um hospital novo na cidade, condição fundamental para o desenvolvimento da cidade e do concelho, com excelentes respostas hospitalares entre os 30km que separam Alcobaça de Leiria e das Caldas, e os 5km para chegarmos ao concelho da Nazaré.
Não podemos continuar com a divisão das 3 freguesias do Sul a irem para as Caldas, a não ser que as pessoas queiram.Nós achamos que os 17 mil alcobacenses, do sul,  têm que ter boas respostas hospitalares na sua cidade sede do concelho e devem ter hipótese de poder escolher livremente se querem ir a Leiria ou às Caldas.
Lembrei que o último governo PS tinha fundamentação para esta necessidade e até o Sr. Presidente da Câmara, a maioria e o PS acharam muito bem ceder o Mercoalcobaça para esse objectivo.
Aí a CDU não concordava com o Merco e defendia outros terrenos do município ou na Nova Alcobaça onde tb temos alguns lotes...
2. Na CDU concordamos com a criação da Unidade de Cuidados Paliativos, que é uma nova necessidade de resposta na saúde. Defendemos que não podemos continuar a perder postos de trabalho, por nos associarmos a outros concelhos, tal como nas Águas do Oeste, onde não temos quase nenhum trabalhador. Esperamos que o CA faça com que tenhamos alcobacenses a trabalhar nesta unidade nova. Precisamos de emprego, nomeadamente, de jovens diplomados.
3. As interrogações que nos têm chegado, recentemente, é que poderemos perder a resposta da cirurgia e outras valências. As pessoas já não têm dinheiro para o transporte donde vivem para Alcobaça, quanto mais para Leiria.
Dr. Roque:Temos o princípio de não querer que as pessoas se desloquem a Leiria, daí fazermos as consultas aqui em Alcobaça, com os nossos melhores especialistas.
4. No funcionamento das Urgências temos recebido queixas de médicos que falam espanhol e os que os munícipes não entendem e acham que há erros de comunicação e nos tratamentos...Depois dizem-nos que não há quem dê continuidade médica ao Serviço de Urgências.
Dr. Hélder Roque diz que há continuidade assegurada pela Drª Adélia e pelo enfº Luís Salgueiro. De Leiria vêm regularmente chefes...Têm multado a empresa que fornece médicoas quer por não cumprimento de nº de profissionais quer pela falta de qualidade das equipas. E as multas são elevadas, de dezenas de milhar de euros.
5. Consta-se que as salas de Fisioterapia e a piscina não funcionam.
Dr.Hélder Roque diz que a piscina não funciona e no Hospiatald e Leiria tb não.
Agora a fisioterapia funciona e responde ás necessidades.
6. Não podemos criticar o CA mas pela política do governo PSD.CDS pagamos mais no Hospital, nas taxas Moderadoras, do que pagamos no outro lado da Rotunda, em consultas e em meios diagnósticos.
7. Quantos trabalhadores temos no HABLO
107
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Presidente da Câmara concordou comigo de que temos de ter uma visão a médio e a longo prazo e a necessidade de um Hospital Novo para a cidade é uma meta a ter em conta com o apoio do CA do Hospital de Leiria e nas eventuais possibilidades de candidatura aos milhões d'investimento dos PO regionais.
Disse que o merco foi para responder de imediato, mas que tb defende outras hipóteses de localização.
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Intervenção do Dr. Hélder Roque:
Agradeceu o convite.
Explicou que não tem competência para decidir as grandes apostas de investimento.
Também sabe que os grandes avanços científicos em maquinaria exige que haja alguns especiais a ter esses equipamentos caríssimos. Tem que haver escala para justificar cada investimento.
O que sabe é que enquanto não podemos ter melhor temos que melhorar o HABLO, que nos deixaram numa situação terrível.
Foi em 1set2013 que chegámos ao Hospitald e Alcobaça. Só para exemplificar. Logo na 1º semana tivemos uma ruptura de água quente...Estivemos 3 dias sem água quente...O Hospital não tinha depósito de água potável...Não tinha câmara frigorífica na casa mortuária, que estava ao lado dor efeitório!
Tivemos que intervir em todas as redes essenciais de água, electricidade, gás. laboratórios...
Fizemos relatórios da integração que demos a conhecer ao Sr. Presidente da Câmara.
O Dr. Licínio de Carvalho vai expor ao pormenor o investimento que fizemos até agora de + de 650 mil euros e em curso até julho de 2015, outros 650 mil euros.
Até julho 2015 investimos no total 1,3 M€
Queremos a certificação do Hospital de Alcobaça em julho de 2015.
Pela JCI Jointe Comission International.
Nesta fase crítica do frio recebemos 400 doentes por dia no SU e no dia seguinte 60...Como eu posso gerir sustentavelmente?
Os trabalhadores dos 3 Hospitais têm vestido a camisola.
Vimos buscar os trabalhadores de Alcobaça para trabalharem em Leiria.
Não fechámos nenhuma cama.
Colocámos no quadro dezenas de trabalhadores que estavam a recibo verde.
Não foi nenhum para a mobilidade.
Não diminuímos valências, pelo contrário, trouxemos para Alcobaça, os melhores especialistas nas Consultas Externas que ampliámos as especialidades e vamos ampliar mais.

* Dr. Licínio Oliveira de Carvalho, vogal do CA,  fez a sua intervenção apoiado em 50 slides:
Houve um anúncio de que o Hospital de Alcobaça passava para Leiria  e muito tempo passou sem a transição concreta. Naturalmente, com esse anúncio,  houve menos investimentos do CHON em Alcobaça.
Procurámos Integração, escala, valor, acessibilidades, diferenciação...
Já investimos + de 650 mil euros em obras e equipamentos
Só nas áreas técnicas houve investimento de 300 mil euros...
170 mil euros em obras no exterior do edifício
Para além do que disse o Dr. Hélder Roque: intervenções no bloco operatório (que não tinha central de vácuo)
Consolidou-se a Unidade laboratorial que passou a funiconar nas 24h do dia. 
Ascensores foram reparados, monitores de sinais vitais (14 mil euros), estante rolante (35 mil euros), arquivo, aprovisionamento com programa EKANBAN (58 mil euros)
Houve um progresso extraordinário de 2013 para 2014 de internamentos(1.200 para 1400), de intervenções cirúrgicas (de 562 para 854), de consultas externas (de 7.328 para 11.775) e atendimentos nas  urgências (de 22.075 para 24.658)...
No dia 8.4.2015 teremos um SIV: Suporte imediato de Vida, 24h em cada dia, em Alcobaça.
As obras de recuperação na medicina custaram 144 mil euros.
No SU 120.500.
E na cirúrgia 89.000
Vamos ter novas áreas: urologia, ginecologia, pedopsiquiatria e endocrinologia.
SOBRE A UNIDADE DE CUIDADOS PALIATIVOS
legislação : DL 101/2006 de 5/6
e Lei 52/2012 de 5/9
As razões têm a ver com a longevidade da população, maior nº de doenças crónicas, alteração da rede de suporte familiar e 20/ a 25% das mortes em Portugal são doenças crónicas evolutivas (cancros)

Dr. Hélder Roque:
Temos o conforto de ter altas personalidades do Conselho Consultivo apoiando o nosso trabalho. Drs Laborinho Lúcio, Luís Amado, Alberto Costa (d'Alcobaça) e Manuel Antunes.
Pagamos a renda à Misericórdia e assim vamos continuar. 
Não está prevista nenhuma entrega à Misericórdia.
A Unidade de Cuidados Paliativos podia ser em Leiria, acabámos por optar por ser aqui em Alcobaça. 12 a 15 camas.
Podia ser em Pombal que o maior índice de envelhecimento do distrito...
Alcobaça tem o 2º.
As razões têm a ver com a longevidade da população, maior nº de doenças crónicas, alteração da rede de suporte familiar e 20/ a 25% das mortes em Portugal são doenças crónicas evolutivas (cancros)
Vai ter uma equipa multidisciplinar com muitas competências nas áreas da Dor, da psicologia, da medicamentação, d'envolvimento dos doentes e familiares.
Temos uma boa relação com o Sr. Ministro.
Conseguimos investir 1,3 M€ no Hospital de Alcobaça com base no nosso orçamento dos 3 Hospitais (Leiria.Pombal e Alcobaça)
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Saudei a informação recebida.
O saber que há investimento e melhorias significativas no edifício, nos equipamentos e nas respostas hospitalares. Agradaram-me as informações, surpreenderam-me até e vou fazer chegar à CDU esta informação.
Por outro lado saliento a diferença, da noite para o dia, da relação das perguntas que colocávamos aqui e a resposta do PCâmara: "Falei com o Presidente do CA do CHON e nega tudo o que a CDU colocou. Afinal tínhamos razão e esta exposição demonstra como o CHON e o CHO deixou chegar o HABLO a uma situação miserável.
Solicitei cópia dos 50 slides.
Dr. Licínio Oliveira de Carvalho deu-me cópia.
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Dr. Hélder Roque solicitou apoio do município para a pintura exterior do edfício do Hospital
PCâmara diz que ia falar com a Misericórdia de Alcobaça, que é proprietária e em conjunto iriam dar resposta positiva ao solicitado.
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Subscrevi o apoio na pintura do edifício exterior do HABLO e defendi que a câmara devia tratar tb da fonte do centenário que está degradada.
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ALGUMAS POSTAGENS ANTERIORES:

30/04/2009


votei contra a aquisição da Quinta da Cela 25 Fev 2008

Na reunião de 25 Fev 2008. fiz o seguinte registo do ponto 31...
A bold está a minha intervenção...
(PATRIMÓNIO MUNICIPAL) 31
------AQUISIÇÃO DE PRÉDIOS RÚSTICO E URBANO SITUADOS NO LUGAR
DE QUINTA DO VALE DA CELA – FREGUESIA DE ALFEIZERÃO - PROPOSTA-
Numa leitura em diagonal do documento entregue em plena reunião retirei os seguintes elementos:
107 mil metros quadrados com 2 artigos: 764 rústico urbanizável e 271 urbano.

A Electrofer Imobiliário apresentou a inf.Prévia 16/2007 em 1.10 para um conjunto de equipamentos que incluía Hotel e tinha parecer técnico aprovado ainda nesse mês de Out…
Aí era explícito que o artigo 62º do PDM permitia que a maior parte da área era urbanizável H3 e nos restantes 12.000 metros quadrados , “outras áreas agrícolas” o artigo 41º. Permitia Hotel….
Há uma Linha Eléctrica de 30Kv a atravessar a propriedade pelo que a EDP teria de ser contactada.
Também por estar perto da EN242 w do IC1 (agora A8) tem que ser ouvida a EP.


A Câmara pediu aos avaliadores (engenheiros) José Beato e Rilhó que avaliaram o terreno com 38€ por metro quadrado o que deu 4,066M€.
O economista Luís Castro propôs a venda câmara pelo valor de 4 M€.

Presidente Sapinho acrescentou na sua exposição:
- Foi em Agosto que começaram as conversações com os proprietários.
- O terreno está hipotecado.
- A propriedade é duma prima (Drª Anabela Castro) do economista Luís Castro que é Presidente da assembleia de Freguesia de Alfeizerão.
- Reuniu com o Prof. Bessa 3 vezes. Mostrou-lhe vários locais (Merco, Cova d’onça, um outro terreno de Alfeizerão mais perto das Caldas) mas este da Quinta Cela é que claramente agradou o Prof. Bessa e a sua equipa. Principalmente por estar tão perto da rotunda A8.

- É um risco mas seria um risco maior a Câmara não ser dona da propriedade
- Prefiro correr o risco de comprar e não haver hospital. Quem compra tem toda a legitimidade para vender.
- Começámos por propor, 3,2M€ e agora, recentemente, chegámos a um acordo de 3,5M€, com pagamento no acto da escritura de 500 mil euros e o restante até Julho de 2008.
Perguntei como é que arranjava estas verbas e se não tinha que ir à AM e Tribunal de Contas.Para já é da caixa da Câmara e tb não pedem nada à Banca.
Vereador Hermínio prevê receber 5 M€ de IMI.
Vai a uma AM extraordinária em Março e tem de ir ao Tribunal de Contas.

Vereador Hermínio Rodrigues e Carlos Bonifácio intervêm com o mesmo tom do Presidente.

Daniel Adrião acha que o preço político desta compra até concorda, mas acha que precisa de mais garantias pelo que solicita que o Presidente reúna com ministra da Saúde e reúna algum compromisso novo, visto que Correia Campos é que tinha assumido esta aposta.

Não excluo esta proposta do Vereador Daniel Adrião mas digo que o caminho poderá ser o documento estratégico do Oeste ser assumido pelo Prof Augusto Mateus, eventualmente, 1º ministro que deu o dossier para “compensação do Oeste” ao Ministro Mário Lino.
Embora não concorde com este processo percebo que a Escola Superior de Gestão deu um trunfo à maioria PSD/Alcobaça. Depois a prática deste governo tem sido reunir pareceres do LNEC para a ponte para o aeroporto e aceitar o parecer. Agora não pode mudar de prática.
Ainda hoje ouvi o 1º ministro a lançar a operação Parceria Pública Privada, com a empresa Teixeira Duarte, para o Hospital de Cascais e ouvi em menos de 1’ ele dizer que é um Hospital do SNS 4 vezes…
Ele vai repetir isto em breve em mais lançamentos de obras que ele precisa para subir apoios para as eleições legislativas de 2009.
Também percebo que a maioria PSD está a fazer esta bandeira para ficar bem na fotografia das próximas autárquicas.

Compreendo as razões da maioria e os compromissos que assumiram publicamente e particularmente com o proprietário, mas eu, nestas circunstâncias,voto contra pelas seguintes razões:
Não fui ouvido nem achado sobre que tipo de Hospital Novo vai ser construído. Nunca recebi nenhum documento concreto da Câmara e esta proposta foi-me entregue pelo Vereador Hermínio quando já decorria esta reunião. 

Recebi a proposta do administrador hospitalar José Serralheiro há vários anos. 
Nunca vi proposta concreta do Ministério da Saúde. 
Também nunca recebi o estudo da Escola Superior de Gestão do Porto que aponta para esta “Quinta da Cela”, em Alfeizerão.
As câmaras não têm competências, responsabilidades, na área dos hospitais. Em Lisboa a câmara vendeu, recentemente, um terreno para a construção de um novo Hospital. 

Três milhões e meio de euros é muito dinheiro retirado para as competências próprias efectivamente da responsabilidade do município de Alcobaça.
Nunca fui ouvido nem achado na melhor escolha da localização deste Hospital.
A nossa prioridade estava, e está na vida e na saúde preventiva, sistémica. Apresentámos propostas concretas para implementar o “Concelho saudável” e até destacámos a questão da Saúde Mental com parceria com o CEERIA. Tínhamos acções concretas para desenvolver. Para isso nunca houve verbas disponíveis. 

Ao longo destes 10 anos em que estamos na câmara, vimos perder valências e competências para a melhoria do nosso Hospital Bernardino de Oliveira. Aqui é que está a prioridade das prioridades de Alcobaça. E nessa não vi um único sinal de movimentação, de pressão, de indignação, da maioria PSD/Alcobaça. Nem agora. 
Segundo se consta o Hospital novo implica o fecho deste o que achamos completamente inaceitável.
Presidente diz que todos os partidos vão defender em campanha eleitoral um novo hospital, visto que o actual não tem reparação nem condições de ampliação e não é propriedade do estado, é da Misericórdia
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13/10/2010


3.546. Quinta da Cela.Alfeizerão. Presidente "Não teve tempo..."

respiguei da cister.fm
2010-10-10 11:16:00

Quinta do Vale da Cela ainda sem solução
Não há, ainda, qualquer solução para a Quinta do Vale da Cela, em Alfeizerão.
A Câmara Municipal de Alcobaça admite estar sem ideia do que fazer ao terreno que custou 3,5 milhões de euros ao erário público.
O terreno foi adquirido pelo anterior executivo camarário, liderado por Gonçalves Sapinho, e tinha em vista a instalação do Hospital Oeste Norte. O recuo do Governo sobre a construção deste equipamento e a concordância em fazer um novo hospital para Alcobaça no espaço hoje ocupado pelo MercoAlcobaça colocou na "gaveta" o investimento de 3,5 milhões de euros.
Apesar de não ter ideia do que fazer à quinta, o presidente da Câmara, Paulo Inácio, prefere chamar a atenção do facto de ter sido o «seu executivo quem conseguiu, pela primeira vez, que fosse estabelecido um compromisso, por parte de um elemento do governo central, com vista à construção de uma unidade de saúde que sirva o concelho de Alcobaça» em melhores condições.
O presidente da autarquia refere, também, que «tem gasto muito tempo na resolução da questão da instalação de uma unidade hoteleira no Mosteiro de Alcobaça» e que, por isso, ainda não teve tempo para «reflectir» sobre o destino a dar ao terreno da Quinta do Vale da Cela.
«Quando houver uma decisão, anunciarei a todo o concelho», garante Paulo Inácio.
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01/10/2011


5.009.(1out2011.11h1') "O vereador da CDU está a favor de que se reserve a quinta da Cela para o novo HON."

De madrugada na Assembleia Municipal o Presidente da câmara respondia a 1 questão da bancada da CDU, sobre como pensa rentabilizar a Quinta da Cela, em Alfeizerão...3,5M€ parados!

O que o vereador da CDU.PCP confirma como posição:
Achámos errado o processo da compra e o preço da Quinta da Cela!
Agora somos realistas é propriedade municipal não pode estar assim em pousio!
É demasiado caro!
A maioria PSD da câmara de Alcobaça agora não tem desculpas!
Clarifiquem, urgentemente, com o seu governo, com o seu 1º ministro, faça compromissos:
Discordamos do alargamento do Hospital das Caldas, sabemos que a melhor solução é construir um Hospital novo no Oeste Norte! 
Querem continuar com a parvoeira do governo PS de alargar o hospital das Caldas em vez do novo HON?
Se é novo onde é? 
Não precisam da Quinta da Cela? 
Então avance a rentabilização da Quinta da Cela e dinamizem a região de Alfeizerão, São Martinho e Cela!!!
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14/01/2011


4.015. (Jan14.19h15') A 1ª reunião 2011 de câmara de Alcobaça, pública, 13.1. aceitou por maioria, com o meu voto contra, do fim do comodato na Quinta da Cela- Alfeizerão

Extra 1
O Vereador Hermínio Rodrigues explicou no início da reunião o que tratou com os responsáveis pelo Hipismo.
Presidente Paulo Inácio completou a informação.
Portão, gradeamento...Alguns cavalos ainda ficarão até ao final do mês.
Vereadores do PS aceitaram.
(ver 3.971)
Naturalmente eu também teria de dirimir esta questão se fosse o Presidente da Câmara e teria de arrumar o assunto mais ou menos da forma que aqui está formalizada.
Só que o assunto é demasiado grave para eu deixar passar sem votar contra.
A compra da Quinta da Cela foi com o meu voto contra.
O gravíssimo facto político foi a feitura de 1 contrato de comodato logo a seguir à compra da propriedade sem qualquer informação à reunião de câmara, mesmo por mim insistentemente solicitada informação.
Não podemos ignorar que o sonegar desta informação tb aconteceu perante os eleitos da CDU na AMunicipal durante mais de 1 ano com o Presidente Sapinho e não me recordo se o Presidente Paulo Inácio tb não nos respondeu.
O comodato só se soube por mero acaso. O Vereador Acácio Barbosa pede a cópia da escritura de compra da Quinta da Cela e deram-lhe em anexo a cópia do Contrato do Comodato.
Se este facto de acaso não tivesse surgido ainda não teríamos esta informação.
Assim, apesar de perceber o processo presente, não posso deixar de votar contra perante os factos gravíssimos de sonegação de informação aos eleitos da CDU!!!
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(Jan15.16h53') Respiguei da Gazeta das Caldas de 14.1.2011:
Contrato de comodato da Quinta da Cela dissolvido pela autarquia
A Câmara de Alcobaça dissolveu o contrato de comodato que o executivo anterior tinha assinado com os antigos proprietários do terreno da Quinta da Cela. Este tinha sido comprado por 3,5 milhões de euros pela autarquia, nos tempos de Gonçalves Sapinho, durante a luta pela localização do Hospital Oeste Norte, que o autarca alcobacense ali queria ver instalado.
Três dias depois da compra, o então presidente da Câmara assinou com os antigos proprietários um contrato de comodato que permitia aos antigos donos continuarem a usufruir do espaço e receber as rendas dos arrendatários que ainda ocupavam a propriedade.
Conforme Gazeta das Caldas tinha noticiado na última edição, o contrato de comodato estava a ser investigado pelo Ministério Público. Na última sessão de Assembleia de Freguesia de Alfeizerão, realizada a 23 de Dezembro, um dos antigos proprietários, que é o presidente daquele órgão, anunciou que o contrato de comodato tinha sido dissolvido pela Câmara de Alcobaça e que a Escola de Equitação ali a funcionar deveria sair até ao dia 8 de Janeiro (no passado sábado). Certo é que no início desta semana, já depois do prazo anunciado, os equipamentos da escola de equitação ainda se encontravam no terreno.
Contactado pelo nosso jornal, Paulo Inácio, presidente da autarquia alcobacense, escusou-se falar sobre este assunto. Em Alfeizerão algumas comentam que a autarquia terá alargado o prazo de saída da escola de equitação por mais um mês.
J.F.
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20/12/2009


Quinta da Cela é mesmo propriedade da câmara??? Não se nota nada...A Cooperativa é?Há quantos anos?? Não se nota nada...



Muita propriedade que não tem identificação do dono, de que é património municipal, para além do essencial...

respiguei hoje na cister.fm

Cofres da Câmara descapitalizados pela compra da Quinta de Alfeizerão.
A compra da Quinta do Vale da Cela, em Alfeizerão, terá deixado a Câmara Municipal de Alcobaça descapitalizada.
O vereador da CDU, Rogério Raimundo, que avançou com a informação, disse que a compra deixou «a Câmara com a bolsa apertada» e numa «situação complicada».
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Segundo Rogério Raimundo, a compra da Quinta, ainda um local onde poderá vir a ser instalado o Hospital Oeste Norte, «veio agravar a situação financeira da autarquia».
..
«O resultado é haver um conjunto de empresas que não estão a receber o que deviam, o que é um erro do ponto de vista da gestão da anterior câmara», frisou.
..
A anterior liderada da Câmara Municipal de Alcobaça decidiu, no final de Fevereiro, adquirir o terreno "Quinta da Cela", em Alfeizerão, para eventual instalação no local do Hospital Oeste Norte, por 3,5 milhões de euros, com votos favoráveis da maioria PSD (Gonçalves Sapinho, Carlos Bonifácio, Alcina Gonçalves, Hermínio Rodrigues e José Vinagre), o voto contra de Rogério Raimundo (CDU) e a abstenção de Daniel Adrião (PS).
..
A autarquia fundamentou a necessidade da compra num estudo encomendado pelo Ministério da Saúde à Escola Superior de Gestão do Porto que apontava a Quinta do Vale da Cela, em Alfeizerão, localizado entre as cidades de Alcobaça e Caldas da Rainha, como o melhor local para o novo hospital regional.
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A compra motivou fortes protestos da oposição que falou, nomeadamente, das ligações do vendedor ao PSD e à autarquia de Alfeizerão.
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30/04/2009


Hospital na Cidade e o voto contra da CDU na compra da Quinta da cela.

COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA
Votamos contra porque:
a) Discordamos que a cidade de Alcobaça perca o seu Hospital Bernardino Oliveira, e tb não aceitamos que se transforme em Hospital de retaguarda. Se o edifício não está capaz temos de reclamar o construir de um novo mas na cidade. Peniche tb não aceita perder o seu Hospital.
b) Temos dados de que o estudo Bessa/Esc. Superior de Gestão do Porto vai ser ultrapassado pelo trabalho da nomeada Comissão Técnica Independente. Sabemos que as administrações do Hospital das Caldas e do Hospital Termal (clínicos e administrativos) fizeram propostas concretas e defendem claramente o alargamento do actual Hospital.
c) Não compete às câmaras oferecer terrenos para o estado exercer as suas competências.
d) Não concordamos que do erário camarário seja retirada esta verba de 3,5M€ tão necessária para as diferentes responsabilidades, efectivamente, competências municipais, como sejam as da habitação, saneamento, educação, cultura, desporto.
Os eleitos da CDU na AM de Alcobaça 9.4.2009


Hospital Bernardino Oliveira

Na última Assembleia Municipal a CDU votou contra a compra do terreno “Quinta da Cela”, em Alfeizerão, para a eventual construção do Hospital Oeste Norte, proposto como recomendação pela EGP/Daniel Bessa.
Não vamos fazer guerra à compra do terreno pelo facto de ser adquirido a um familiar, bem chegado, do Presidente da Assembleia de Freguesia do PSD, e não haver, pelos vistos, militância Alfeizerense, nem companheirismo Alcobacense, dos proprietários, para que pudessem assinar um contrato de promessa de compra e venda com a Câmara Municipal, em que aguardasse pela confirmação do Ministério da Saúde de que é ali, na Quinta da Cela, que vai ser construído o Hospital Oeste Norte.

Também não vamos fazer críticas pela Informação prévia ter sido solicitada após os primeiros contactos da Câmara com o proprietário.

Também não pomos em causa os critérios dos avaliadores (Eng.ºs Beato e Rilhó)

A CDU só alerta, mais uma vez, que a razão central para votar contra é que falta ponderar estrategicamente o que queremos para a cidade e para o concelho de Alcobaça, nomeadamente nestas questões da Saúde, e mais concretamente na questão dos Hospitais…
Será que queremos que a cidade de Alcobaça perca o seu Hospital público e que o existente passe para a Misericórdia, perca todas as valências e passe para a rede dos Cuidados Continuados?

Vejamos aqui, no órgão a que pertencemos, a Assembleia Municipal, com mais atenção alguns dados, para podermos equacionar bem o problema:
1. O Estudo de dimensionamento hospitalar na área da Estremadura – Oeste, realizada pela EGP/Bessa expressa claramente, na pág.128, no ponto 23, o seguinte:
- A criação de raiz de uma nova unidade hospitalar para o oeste – norte liberta as actuais instalações do Hospital Bernardino Oliveira (que deverão ser devolvidas à Misericórdia, sua proprietária) …

2. O Semanário Sol de 26 de Abril expressa claramente, na sua pág.14, que a construir-se o novo Hospital Oeste Norte, o Hospital de Alcobaça passa para a Rede de Cuidados Continuados.

Assim, propomos que o Sr. Presidente convoque uma Assembleia Municipal, com esta temática específica, para o final de Maio, princípios de Junho de 2008, no cine teatro, com as seguintes características essenciais de presença e possibilidade de intervenção:
- do Prof. Augusto Mateus (que está a fazer os Planos estratégicos para o Oeste e para o concelho de Alcobaça);
- da direcção clínica e da Administração do Hospital Bernardino Oliveira;
- médicos, enfermeiros e outros profissionais do Hospital Bernardino Oliveira;
- representantes das policlínicas instaladas no concelho (da Benedita, S. Francisco…)
- representantes dos Sindicatos dos Médicos e dos Enfermeiros.


Os eleitos da CDU na AM de 30 de Abril de 2008
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31/12/2010


3.971.Este Contrato de Comodato foi-me sonegado várias x...Na Assembleia tb não respondiam às perguntas dos eleitos da CDU...SONEGAR INFORMAÇÃO é GRAVÍSSIMO!!!

Quantas vezes perguntei porque não estava identificada a propriedade adquirida, com o voto contra da CDU? Como era possível estarem lá os cavalos e a escola de hipesmo???Parecia que estavam surdos. Nada respondiam!!!!
Mas hoje 31.12.2010 continuamos sem qualquer identificação do património municipal...
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região de cister de 6.1.2011:
Câmara de Alcobaça dissolve contrato de terreno em Alfeizerão

O contrato de comodato que tinha sido assinado pelo anterior presidente da Câmara, Gonçalves Sapinho, e os ex-proprietários da Quinta da Cela, em Alfeizerão, foi dissolvido pela autarquia. O negócio já estava a ser investigado pelo Ministério Público, conforme notícia avançada por este semanário na passada semana.
A informação foi prestada na última reunião de 2010 da Assembleia de Freguesia de Alfeizerão pelo presidente daquele órgão, José Luís, que é também um dos antigos proprietários.
O responsável explicou que o contrato de comodato "tinha inicialmente o prazo de um ano, e depois de seis meses, renovável, até que uma das partes renunciasse", pode ler-se na súmula daquela reunião no blogue do Movimento Independentes Terra Viva, informação que o REGIÃO DE CISTER confirmou com a presidente da Junta, Maria Natividade Marques. O contrato foi agora dissolvido, pela Câmara, com prazo de saída dos arrendatários até sábado, dia 8.
O antigo proprietário lamentou a situação, considerando preferível um Centro Equestre, que um campo de silvas e de casas degradadas, pode ainda ler-se naquele blogue.
O contrato de comodato foi objecto de uma queixa ao Ministério Público, que entendeu reabrir o processo do negócio de compra do terreno, onde Gonçalves Sapinho queria ver o Hospital Oeste Norte. O REGIÃO DE CISTER apurou que a Câmara de Alcobaça já foi notificada por aquele organismo.
Segundo o contrato assinado no anterior mandato autárquico, os antigos proprietários continuavam a ter direitos sobre as rendas, apesar de terem vendido a propriedade que custou 3,5 milhões aos cofres da autarquia.
texto Ana Ferraz Pereira
.......................
(19Jan.16h41') tintafresca.net postou assim:
Fim do contrato de comodato do terreno da Quinta da Cela

Paulo Inácio informou o Executivo que a autarquia recebeu no dia 8 de Janeiro, o terreno da Quinta da Cela, o qual seria destinado à construção do Hospital Oeste Norte, tendo assim terminado o contrato de comodato feito pela Câmara Municipal de Alcobaça e os arrendatários do terreno, aquando o mandato de Gonçalves Sapinho.
Segundo o autarca, a autarquia recebeu uma comunicação dos responsáveis da escola de equitação que funcionava no local, dando conta do encerramento da escola, mas solicitando à autarquia um prazo até ao final do mês para retirar os bens, nomeadamente os cavalos. A autarquia aprovou esse pedido por maioria, com o voto contra do vereador Rogério Raimundo, que justificou o seu voto com o facto de “estar de acordo com os termos da entrega, mas contra o acto político da celebração de um contrato de comodato”, acrescentando ainda que “este Executivo está, mais uma vez, a arrumar um assunto deixado pelo antigo Executivo”.
19-01-2011
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30 ab2009
COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA
Votamos contra porque:
a) Discordamos que a cidade de Alcobaça perca o seu Hospital Bernardino Oliveira, e tb não aceitamos que se transforme em Hospital de retaguarda. Se o edifício não está capaz temos de reclamar o construir de um novo mas na cidade. Peniche tb não aceita perder o seu Hospital.
b) Temos dados de que o estudo Bessa/Esc. Superior de Gestão do Porto vai ser ultrapassado pelo trabalho da nomeada Comissão Técnica Independente. Sabemos que as administrações do Hospital das Caldas e do Hospital Termal (clínicos e administrativos) fizeram propostas concretas e defendem claramente o alargamento do actual Hospital.
c) Não compete às câmaras oferecer terrenos para o estado exercer as suas competências.
d) Não concordamos que do erário camarário seja retirada esta verba de 3,5M€ tão necessária para as diferentes responsabilidades, efectivamente, competências municipais, como sejam as da habitação, saneamento, educação, cultura, desporto.
Os eleitos da CDU na AM de Alcobaça 9.4.2009


Hospital Bernardino Oliveira

Na última Assembleia Municipal a CDU votou contra a compra do terreno “Quinta da Cela”, em Alfeizerão, para a eventual construção do Hospital Oeste Norte, proposto como recomendação pela EGP/Daniel Bessa.
Não vamos fazer guerra à compra do terreno pelo facto de ser adquirido a um familiar, bem chegado, do Presidente da Assembleia de Freguesia do PSD, e não haver, pelos vistos, militância Alfeizerense, nem companheirismo Alcobacense, dos proprietários, para que pudessem assinar um contrato de promessa de compra e venda com a Câmara Municipal, em que aguardasse pela confirmação do Ministério da Saúde de que é ali, na Quinta da Cela, que vai ser construído o Hospital Oeste Norte.

Também não vamos fazer críticas pela Informação prévia ter sido solicitada após os primeiros contactos da Câmara com o proprietário.

Também não pomos em causa os critérios dos avaliadores (Eng.ºs Beato e Rilhó)

A CDU só alerta, mais uma vez, que a razão central para votar contra é que falta ponderar estrategicamente o que queremos para a cidade e para o concelho de Alcobaça, nomeadamente nestas questões da Saúde, e mais concretamente na questão dos Hospitais…
Será que queremos que a cidade de Alcobaça perca o seu Hospital público e que o existente passe para a Misericórdia, perca todas as valências e passe para a rede dos Cuidados Continuados?

Vejamos aqui, no órgão a que pertencemos, a Assembleia Municipal, com mais atenção alguns dados, para podermos equacionar bem o problema:
1. O Estudo de dimensionamento hospitalar na área da Estremadura – Oeste, realizada pela EGP/Bessa expressa claramente, na pág.128, no ponto 23, o seguinte:
- A criação de raiz de uma nova unidade hospitalar para o oeste – norte liberta as actuais instalações do Hospital Bernardino Oliveira (que deverão ser devolvidas à Misericórdia, sua proprietária) …

2. O Semanário Sol de 26 de Abril expressa claramente, na sua pág.14, que a construir-se o novo Hospital Oeste Norte, o Hospital de Alcobaça passa para a Rede de Cuidados Continuados.

Assim, propomos que o Sr. Presidente convoque uma Assembleia Municipal, com esta temática específica, para o final de Maio, princípios de Junho de 2008, no cine teatro, com as seguintes características essenciais de presença e possibilidade de intervenção:
- do Prof. Augusto Mateus (que está a fazer os Planos estratégicos para o Oeste e para o concelho de Alcobaça);
- da direcção clínica e da Administração do Hospital Bernardino Oliveira;
- médicos, enfermeiros e outros profissionais do Hospital Bernardino Oliveira;
- representantes das policlínicas instaladas no concelho (da Benedita, S. Francisco…)
- representantes dos Sindicatos dos Médicos e dos Enfermeiros.


Os eleitos da CDU na AM de 30 de Abril de 2008
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9jul2010
 CHON deve acabar? Como podemos reivindicar um Hospital novo para o Oeste Norte com esta divisão dos profissionais? Ler artigo da Jornalista Joana Fialho na Gazeta das Caldas
http://www.gazetacaldas.com/?p=2360
Profissionais do Hospital de Alcobaça querem sair do CHON
Publicado a 25 de Junho de 2010 .
O descontentamento não é novo segundo transparece nos meios próximos do hospital de Alcobaça. Com a criação do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), em Janeiro de 2009, as unidades hospitalares de Caldas da Rainha, Alcobaça e Peniche passaram a ter uma administração comum, e não foi preciso muito tempo para que as primeiras queixas se fizessem ouvir.

No início do passado mês de Abril o Conselho de Administração do CHON pediu a demissão. Uma postura tomada inicialmente pelos responsáveis pelos hospitais de Peniche e Alcobaça, aos quais se juntaram os restantes elementos, e que terá tido na sua base desentendimentos quanto à gestão dos recursos da entidade. Agora, uma vez anunciado que não será construído um hospital de raiz para a região, é a vez dos profissionais de saúde de Alcobaça mostrarem a sua insatisfação, estando a ser preparado um abaixo-assinado onde será reivindicada a saída do CHON, ou até mesmo o fim desta entidade.

Ainda sem ninguém dar a cara pelo movimento, de que dá conta o semanário Região de Cister na edição de 17 de Junho, Gazeta das Caldas conseguiu saber junto de alguns profissionais do Hospital Bernardino Lopes Oliveira que a quase totalidade dos que ali trabalham, cerca de uma centena e meia de pessoas, são unânimes nesta reivindicação, dado o “descontentamento generalizado” que ali se vive, e por várias razões, desde a integração no CHON.

Aqueles profissionais de saúde acreditam que a actual gestão está a afectar a instituição e os seus doentes, uma situação que será agravada caso se concretizem as alterações previstas com a ampliação do Hospital Distrital das Caldas da Rainha, entre as quais o fim do serviço de internamento em Alcobaça.

Outra das razões da sua contestação é o facto de, passados três messes sobre o pedido de demissão do Conselho de Administração do CHON, a tutela ainda não ter nomeado os seus substitutos. Uma lacuna que consideram ser “urgentíssima” resolver.

Os profissionais acreditam que, nesta luta, a comunidade e as forças políticas locais estarão solidários. Crêem ainda que no Hospital São Pedro Gonçalves Telmo, em Peniche, o descontentamento dará também lugar à reivindicação do fim do CHON. Mas esta decisão irá ao contrário do que está a acontecer em todo o país, onde a cooperação entre hospitais está na ordem do dia para optimizar recursos e minimizar custos.

A tendência em todo o mundo vai no caminho inverso destas controvérsias tipicamente portuguesas, onde o desperdício de recursos devia ser atalhado imediatamente, para evitar tornar insustentável o sistema de saúde público.

Joana Fialho
jfialho@gazetacaldas.com
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Administrador Hospitalar José Serralheiro e ex-vereador Jorje Mangorrinha protestam no "oesteonline" e do Jornal das Caldas...
num artigo de Francisco Gomes // Edição de 13-07-2010

Indignado com decisão de ampliação
Mentor do Hospital Oeste Norte quer demissão de autarcas
José Marques não se conforma com a ampliação do Hospital das Caldas
José Marques Serralheiro pede a demissão dos autarcas da Comunidade Intermunicipal do Oeste, por terem aceite a ampliação do Hospital das Caldas da Rainha em vez da construção de um hospital totalmente de raiz.
“Afinal de contas depois de percorridos 999km e 999m não deixaram que o grande atleta de fundo que está a correr, desde Setembro de 2001 cortasse a meta. A direcção da Oestecim alinhou-se na meta, em Lisboa, e empurrou-se o atleta para o chão. Mas ele não desistiu”, desabafa o grande defensor do Hospital Oeste Norte.
“Afirmar que a obra de remodelação é mais barata e demora menos tempo revela uma ignorância despudorada”, manifesta.
“A 1ª fase de ampliação do actual hospital de Caldas demorou 6 anos”, faz notar, sustentando que o novo hospital seria “alavanca regional, factor de atracção de investimento turístico, potenciadora do Oeste como destino turístico de referência”.
“Construir o Hospital Oeste Norte, são cerca de 100 milhões de euros. Será que 250 mil oestinos não precisam, merecem e têm direito a este investimento (demora 2 anos, poderá estar concluído no 1º trimestre de 2013)”, indica.
Para José Marques, “ampliar o Hospital de Caldas (solução do séc. XX) custa 50 milhões de euros (demora mais de 4 anos: note-se esta obra tem uma série de condicionantes: horário de construção, controlo de ruídos e poeiras, prejudica gravemente as condições da prestação de cuidados, transforma num inferno o quotidiano hospitalar”. “Já agora pergunto onde instalam a creche, o centro de dia e o ATL, que deve integrar o programa funcional de um hospital humano, moderno, inteligente e sustentável”, interroga.
Para Marques Serralheiro, a decisão “significa mais um duro golpe na destruição do património termal, é uma agressão ambiental, é um erro urbanístico grave”.
“Ou a direcção da Oestecim se demite ou emenda a mão no caminho da construção do futuro”, declara.
No blogue http://aoencontrodasaguas.blogspot.com na Internet, o ex-vereador do Termalismo, Jorge Mangorrinha, também critica a decisão, afirmando que “a ministra da Saúde deu o dito por não dito e negou aos autarcas do Oeste a construção do novo Hospital Oeste Norte. A opção passa pela absurda ampliação do Hospital das Caldas da Rainha, localizado a nascente do Hospital Termal, junto da Mata Rainha D. Leonor, no centro da cidade”.
Com esta solução “ir-se-á sacrificar ainda mais a zona da Mata, com cortes e impactes paisagísticos”.
Jorge Mangorrinha vai mais longe na sua apreciação: “Cumulativamente, o presidente da Câmara das Caldas esfrega as mãos de satisfação sobre a provável entrega do Parque e da Mata à sua gestão, por parte do Ministério da Saúde. Se esta solução for concretizada, haverá pela primeira vez na história deste conjunto um corte na gestão integral por parte de uma só entidade de todo o património termal. A juntar a esta evidência, o mais grave passa por sabermos que a vontade da Câmara das Caldas nunca foi criar e gerir espaços verdes e que os exemplos que tem dado são de um profundo desleixo. Mesmo quando exerci as funções de vereador num mandato, as minhas dificuldades foram imensas para fazer passar algumas ideias e propostas de cariz ambiental”.
“A Câmara Municipal das Caldas da Rainha tem sido um exemplo devastador do património local, por aquilo que não promove em termos qualitativos e por aquilo que de medíocre deixa fazer. Quis, em tempos, cortar a Mata com a construção de uma via circular urbana e tem nela tentado construir equipamentos municipais, em vez de os fazer surgir em terreno seu. Lembro que apenas comigo na vereação foi aprovado o Perímetro de Protecção Termal que estava pendente há anos”.
Francisco Gomes