02/03/2015

9.672.(3mar2015.2') Neste dia...3março...vou rELEVAR: 352.avÔ, Elvis Presley, Marguerite Duras, DM Vida Selvagem e a poesia de Joaquim Pessoa:

2017
352.avÔ
lembro-me tds os dias de ti
nem que seja em 11"
noutros estou contigo 11'
que é a medida certa
do supeTÃO
criACTIVO
*
em cada agHORA
estou a conseguIR
encontrAR-TE
**
18.30'.Conferência sobre os perigos da Net
aud. ESDICA
Foto de Apeeacea Alcobaça.
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=350221995377346&set=a.125627101170171.1073741828.100011686453528&type=3&theater
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 Guilherme Oliveira Martins na Benedita, d' ALCOBAÇA que vos abRRaça, para falar sobre o Património...Casa da Vila...Promovido pela Terra das Lendas....
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1851554871774016&set=a.1385437925052382.1073741828.100007585630928&type=3&theater
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 21.30'...Chá das Letras com José Eduardo Oliveira...no museu da Cerâmica, em Alcobaça que vos abRRaça, promovido pelos Amigos das Letras
 https://www.facebook.com/events/1657442714552334/
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2016...face traz-me memórias deste dia:
Vitor Gaspar para o FMI...relvas passou a banqueiro...Tinha que haver prémio para a coitadinha da Maria Luís...Vai trabalhar para a empresa que comprou créditos ao Banif...
https://www.facebook.com/JuntaaTuaaNossaVoz/posts/1004086706333308
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hj JORGE BARROS d' ALCOBAÇA que vos abRRaça..."As paredes deste livro construído pelo fotógrafo Jorge Barros (que hoje à tarde é apresentado na Sociedade Portuguesa de Autores)..." nos sinais da TSF:
http://www.tsf.pt/programa/sinais/emissao/no-conves-de-um-livro-2518271.html
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hj..3.3. 21h...
https://www.facebook.com/municipioalcobaca/photos/a.180120852070484.45234.136327826449787/981914818557746/?type=3&theater
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nazarÉ by Alda Vaz

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1233455066668084&set=a.146214172058851.27959.100000108085974&type=3&theater
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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1233454576668133&set=a.146214172058851.27959.100000108085974&type=3&theater
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2015...face traz-me memórias deste dia:
João Silva venceu em Vila Real de St.António....da Benedita...d'ALCOBAÇA que vos abRRaça
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/03/765814mar20141748-joao-silva-amanha.html
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campeões distritais!!! bravíssimos juvenis DA ALDEIA DO FUTSAL: BURINHOSA, de Pataias-Martingança...d'ALCOBAÇA que vos abRRaça
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/03/96773mar201588-burinhosa-e-campeao.html
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LAGOA DE PATAIAS...do ar...d' ALCOBAÇA que vos abRRaça
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2014...face traz-me memórias deste dia:
e os tempos estão como no tempo de Brecht...a luta continua com poesia...
PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ
Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis:
Arrastaram eles os blocos de pedra?

E a Babilônia várias vezes destruída
Quem a reconstruiu tantas vezes?

Em que casas da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?

A grande Roma está cheia de arcos do triunfo:
Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?

A decantada Bizâncio
Tinha somente palácios para os seus habitantes?

Mesmo na lendária Atlântida
Os que se afogavam
gritaram por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou?

O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou,
quando sua Armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?
Tantas histórias.
Tantas questões.
https://www.facebook.com/portaldeliteratura/photos/a.139691682721564.20114.114396468584419/741476695876390/?type=3
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asSIM parece + travessa da... CADEIA...d'Alcobaça que vos abRRaça...+1 bELA fotogravAÇÃO do JERO!!!
Foto de José Eduardo Oliveira.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200816996181818&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=3&theater
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COLOQUEI MAIS FOTOS...Mais 1x o cais está inundado...São Martinho do Porto..d'Alcobaça que vos abRRaça...ALERTA VERMELHO...pode piorar...
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/03/75943mar20141622-sao-martinho-em-mare.html
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ALERTA VERMELHO...mar bravíssimo, de novo, a agredir a nossa costa d'ALCOBAÇA que vos abRRaça...agora, Paredes da Vitória, ainda nada de grave...mas espera-se...
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/03/75983mar201455-da-tarde-paredes-da.html
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2012...face traz-me memórias deste dia:
Paizão e músicas com assobios... http://www.youtube.com/watch…
faz tão bem...aquel'abRRaço para tds e 1 criativo fds apesar de...Sérgio Godinho
https://www.youtube.com/watch?v=gefg55g40T0
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2011...face traz-me memórias deste dia:
recomendo que passem pela exposição da minha querida filha e da sua amiga Inês...inauguração: sábado.5.3.16h...+ informação:
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2011/03/42783marco7h22no-proximo-sabado-minha.html
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começou o carnaval...no RIO...
https://www.youtube.com/watch?v=ZZ81_Q0lYAM
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a versão oficial do nosso grupo d' alcobaça
THE GIFT
https://www.youtube.com/watch?v=By0DzyyJlxI
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impressionante o que vai acontecer no carnav'alcobaça...hoje à tarde são os jovens da 3ª idade das IPSS...
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mulheres no carnaval 2011 com a Sónia Tavares
https://www.youtube.com/watch?v=S07hqmf0vIo
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Dia Mundial da Vida Selvagem
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/03/75973mar20141650-hj-e-dia-mundial-da.html
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1955
pela 1.ª vez na TV
 Elvis Presley
https://www.youtube.com/watch?v=-Y-bd3aDMGA&list=RD-Y-bd3aDMGA
***
1996
morre  Marguerite Duras
 1 vivaaaaaa à sua obra: "No amor não há férias nem nada que se pareça. O amor deve viver-se plenamente, com o seu aborrecimento e com tudo.
*
Donde pode nascer o amor? Talvez de uma súbita falha do universo, talvez de um erro, nunca de um acto de vontade.
*
Se não se passou pela obrigação absoluta de obedecer ao desejo do corpo, isto é, se não se passou pela paixão, nada se pode fazer na vida.
*
Muito cedo na vida é demasiado tarde.
*
Creio que nada substitui a leitura de um texto, nada substitui a memória de um texto, nada, nenhum jogo.
*
Escrever é também não falar. É calar-se. É gritar sem ruído
*
Os homens gostam das mulheres que escrevem. Pensam-no, mas não o dizem. Um escritor é um país desconhecido."A solidão não se encontra.
Nós é que a fazemos."

http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/03/96733mar20158-marguerite-duras.html
***
 e a poesia de Joaquim Pessoa:
2012
hj x AQUI +1pitadinha do mestre JPessoa

Joaquim Pessoa
O NOME
Por uma manhã além do nunca
passaram as corças rente ao mar
para ouvir a voz de Deus. Sabiam
não mais que a dor de não saber
a origem da luz, a origem do pó, a origem do fogo.
Depois das corças, depois da vertigem,
vieram as pombas, os chacais e o vento do deserto
e com eles a queixa solar dos laranjais.
E chegou o sul. E chegou o sempre.
E sempre que chegava alguma coisa, alguma luz,
acontecia um tempo e outro tempo
no tempo que houve a haver. E houve vento.
E o vento empurrou o que há-de vir
cobrindo-o de espera e de esperança.
E foi-se o vento. E ficou o sempre
para sempre. E o sopro. E a semente.
E o som que vem sem fúria. Docemente.
O nome incandescente da ternura.
O nome. Simplesmente.
in NOMES, Litexa, 2002
*
2014
boa segunda 3.3...com 3 pitadinhas de Joaquim Pessoa
Morrer de Amor é Assim
Quem morre de tempo certo
ao cabo de um certo tempo 
é a rosa do deserto
que tem raízes no vento.
Qual a medida de um verso
que fale do meu amor?
Não me chega o universo
porque o meu verso é maior.
Morrer de amor é assim
como uma causa perdida.
Eu sei, e falo por mim,
vou morrer cheio de vida.
Digo-te adeus, vou-me embora,
que os versos que eu te escrever
nunca os lerás, sei agora
que nunca aprendeste a ler.
Neste dia que se enquadra
no tempo que vai passar,
termino mais esta quadra
feita ao gosto popular.
Foto de Marks of Time.
https://www.facebook.com/MarksofTime/photos/a.418400548290508.1073741826.418375808292982/438293469634549/?type=3&theater
"Andavam pela casa amando-se
no chão e contra as paredes.
Respiravam exaustos como se tivessem
nascido da terra
de dentro das sementeiras.
Beijavam-se magoados
até se magoarem mais.
Um no outro eram prisioneiros um do outro
e livres libertavam-se
para a vida e para o amor.
Vivendo a própria morte
voltavam a andar pela casa amando-se
no chão e contra as paredes.
Então era a música, como se
cada corpo atravessasse o outro corpo
e recebesse dele nova presença, agora
serena e mais pobre mas avidamente rica
por essa pobreza.
A nudez corria-lhes pelas mãos
e chegava aonde tudo é branco e firme.
Aquele fogo de carne
era a carne do amor,
era o fogo do amor,
o fogo de arder amando-se e por toda a casa,
contra as paredes, no chão.
Se mais não pressentissem bastaria
aquela linguagem de falar tocando-se
como dormem as aves.
E os olhos gastos
por amor de olhar,
por olhar o amor.
E no chão
contra as paredes se amaram e
pela casa andavam como
se dentro das sementeiras respirassem.
Prisioneiros libertados, um
no outro eram livres
e para a vida e para o amor se beijaram
magoando-se mais, até ficarem magoados.
E uma presença rica,
agora nova e mais serena,
avidamente recebeu a música que atravessou de
um corpo a outro corpo
chegando às mãos
onde toda a nudez é branca e firme.
Com uma carne de fogo,
incarnando o amor,
incarnando o fogo,
contra o chão das paredes se amaram
pressentindo que
andando pela casa bastaria tocarem-se
para ficarem dormindo
como acordam as aves."
Foto: Luis Leitao

*
Foto de Dá-me o prazer de entrar e sair nas pontas dos pés.
https://www.facebook.com/168240016600867/photos/a.168244729933729.39228.168240016600867/784113798346816/?type=1&theater
Quero ouvir o vento que vem da tua pele

Abraça-me. Quero ouvir o vento que vem da tua pele,
e ver o sol nascer do intenso calor dos nossos corpos.

Quando me perfumo assim, em ti, nada existe a não ser
este relâmpago feliz, esta maçã azul que foi colhida na
palidez de todos os caminhos, e que ambos mordemos
para provar o sabor que tem carne incandescente das estrelas.

Abraça-me. Veste o meu corpo de ti, para que em ti possa buscar
o sentido dos sentidos, o sentido da vida. Procura-me
com os teus antigos braços de criança
para desamarrar em mim a eternidade, a soma formidável
de todos os momentos livres que a um e a outro pertenceram.

Abraça-me. Quero morrer de ti em mim, espantado de amor.

Dá-me a beber, antes, a água dos teus beijos,
para que possa levá-la comigo e oferecê-la aos astros
pequeninos. Só essa água fará reconhecer
o mais profundo, o mais imenso amor do universo,
e eu quero que dele fiquem a saber
até as estrelas mais antigas e brilhantes.
Abraça-me. Uma vez só. Uma vez mais.
Uma vez que nem sei se tu existes.

**

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=814108698656631&set=a.115803568487151.13305.100001725243075&type=1&theater
Porque é que agora não existe um sítio mágico
como aqueles que eu tinha na infância? Serão eles
que não existem ou fui eu que os perdi? Ou será que o meu
olhar
já não entende de magia? às vezes olho-me nos olhos
tentando desvendar-me, descobrir a verdade, mas sinto isso
tão idiota
como tentar comprar uma moeda
com outra absolutamente igual. Procuro ainda, mal esta 
vida me vira as costas,
o erotismo de uma sombra num recanto afastado da luz
a mistura de humildade e orgulho que me vem de uma
antiga relação com a terra,
a confirmação de que não me reconheço nem me aceito
fora de todos os sítios azuis, de privilégio. Procuro,
e é como se falasse aos sete anos a sós com a minha mãe,
depois de a desiludir: não posso ser tomado muito a sério.
Não sei até como reagirei se voltar a encontrar uum sítio
assim,
depois de tanta falta de magia no mundo. Provavelmente 
de uma forma patética, como o judeu que em Dachau, 
já sem lágrimas, viu morrer ano após ano milhares de
crianças e homens e mulheres,
e não conteve o riso no dia em que foi libertado, quando
encontrou um funeral
onde centenas de pessoas choravam a morte de uma só.
Procuro ainda o sítio mágico e não sei se não acredito nele
ou se já não acredito em mim. Se a minha relação com o
mundo
é tão exposta como uma transmissão televisiva.
Procuro-o porque me sinto pontapear os horizontes
ou porque os horizontes estão tão fechados que embirram
com os meus pés.
Porque me sinto um amante cheio de lágrimas que não quer
deixar fugir o amor,
porque na minha memória não deixam de correr regatos
que já não correm,
porque todos os dias, pontualmente, me sinto um saco
cheio de ofensas,
porque a língua que eu falo se debate como um peixe
náufrago,
porque os meus ombros suportam a noite e suportam o dia
e suportam a verdade do que eu digo,
porque me sinto carpinteiro e árvore ao mesmo tempo,
porque perto de mim e longe de mim há coisas que estão
para lá do meu alcance,
porque o tempo me recorda que a minha viagem está mais
próxima do fim,
porque vá para onde for não sinto minha nenhuma janela 
do mundo,
porque estou cansado e quero respirar e o ar está cheio de 
gritos,
porque há gente que eu amo nas minhas palavras tentando
libertar-se de mim,
porque me observo e me contradigo, porque tenho ainda
coragem para o espanto
e me falta o espanto, e me falta um sítio para o espanto
e eu sei que para estar vivo terei de viver sem ele.

in VOU-ME EMBORA DE MIM, ed. Hugin, 2000
_____________
imagem: pintura de Amanda Cass

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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=718681574917547&set=a.138086706310373.25971.100003271328034&type=1&theater
"AINDA NÃO DISSEMOS TUDO (excerto)
*
Verás passar pela tua noite
os mais humildes, os mais sacrificados, aqueles que,
conhecendo o medo, não aceitam as privações e a miséria.
Não poderás voltar-te para o lado e adormecer.
Não podes voltar-te para o lado e tentar esquecer.
Há quanto tempo não escutas a tua fala?
Que espécie de claridade adquiriste para as tuas janelas?
Hoje não é o último dia?
Corre agora a serpente sobre a sombra da águia.
Para lá da tua bebida morrem povos com sede.
Há milhares de crianças mortas
nos restos das tuas refeições.
Ajudas a assassinar rios, pássaros, e muitos dos teus irmãos,
com um simples encolher de ombros.
Constroem-se toneladas de bombas na tua indiferença.
Envenenam-se oceanos para teu conforto.
Por toda a parte se polui o ar de vales e montanhas
para fabricar a tua asfixia. De onde retirarás
mais diamantes? Da boca dos cadáveres?
Em que morte
deixarás apodrecer a tua vida?
A serpente desafia
a sombra da águia.
A nossa manhã continua soberba
de sonhos e de cães.
Façamos café, depois do fogo.
E conversemos. Ainda não
dissemos tudo."
 in 125 POEMAS (Antologia Poética)