02/04/2015

2.371.(2ab2015.8.22') Neste dia...3abril...vou rELEVAR: UM+18.avô, Aristides Sousa Mendes, Mike Ness, Sarah Vaughan e a poesia de Joaquim Pessoa:

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2017
UM+18.avÔ
 a inteligência aplicada a tanta necessidade
é em síntese a LIBERDADE
ser bondoso na aplicAÇÃO
perante tanta agressividade
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2016
18.avô
Acordei
com aquela imagem
do Sebastião
pequinininho

imagem perfeita
de harmonia
feliz
à volta da maminha
do alimento
do mamilo
da mãe

é o trabalho dele
é o trabalho da mãe
é o trabalho do pai

o avô
ontem
só assobiou
foi a 1.ª vez
que ele percebeu
que há quem assobie

1 dia
saberá
 que há 1 tonto
neste mundo
que assobia várias vezes
 ao dia

Curioso foi ver
que o assobio
interrompeu o choro
reivindicativo de colo

O colo
a importância do colo
O colo da tia Bárbara
Que beleza
As 2 filhas
e o meu neto

O criar condições
para o arroto

A higiene
A fralda
Fica com os pais
O avô dispensa
*
Viajar faz muito bem à saúde
é  envolver
o meu âmago
com novas vivências

Hj vou viajar
até Mafra
em autocarro
com a minha filha Bárbara
é a primeira vez!

É a primeira vez
que vou ouvir
6 órgãos de tubos
6 organistas
11.444 tubos
de 7 metros até 24 milímetros
ao mesmo tempo
é único no mundo
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2017
21.30' no CTA
 Gala Encerramento Agrupa 17.5 Agrupamento Escolas Cister
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1496459747030755&set=gm.1652781995030554&type=3&theater
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ECB continua a semana cultural que vai até 4 abril
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=737695993068133&set=a.104755989695473.10848.100004832169294&type=3&theater
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2016
s.MARtinho by Luís Silva

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208731939433304&set=pcb.1008932185867669&type=3&theater
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gralha by Fernanda Matias

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1579595175702193&set=gm.10154179144973969&type=3&theater
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2015
paREDES by Anabela Lopes Dias

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2010
1 louCURA das minhas
o bELO AMAnheCER em st.euláliaaaaaaaaaaaaaaaaa
album da Jesus Leandro

https://www.facebook.com/jesus.leandro.12/media_set?set=a.360673370619953.80642.100000318797747&type=3
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2009
aderi ao face
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1924
Marlon Brando
 https://www.youtube.com/watch?v=edVrBWoFVuk
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1928
Serge Gainsbourg
ai as matinés dançantes...Jane Birkin
je t'aime non plus
https://www.youtube.com/watch?v=k3Fa4lOQfbA
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1939
Marvin Gaye
https://www.youtube.com/watch?v=fn4i8bAfnMY&list=RDfn4i8bAfnMY#t=97
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1954
morreu Aristides Sousa Mendes
 1 vivaaaaaaaa à sua acção: "Como informei toda a gente, o meu governo recusou terminantemente todos os pedidos para concessão de vistos a todos e quaisquer refugiados. Tudo está agora nas minhas mãos para salvar os muitos milhares de pessoas que vieram de todos os lados da Europa na esperança de encontrar refúgio em Portugal. Todos eles são seres humanos e o seu estatuto na vida, religião ou cor, são totalmente irrelevantes para mim. Além disso, as cláusulas da Constituição do meu País relativas a casos como o presente, dizem que, em nenhuma circunstância, religião ou as convicções políticas de um estrangeiro, o impedirão de procurar refúgio no território português. Eu sou cristão e, como tal, acredito que não devo deixar esses refugiados sucumbir. Uma grande parte deles são judeus" ...
"Sei que a minha mulher concorda com a minha opinião e estou certo de que os meus filhos compreenderão e não me acusarão, se por dar vistos a todos os refugiados, eu amanhã for destituído do meu cargo por ter agido contra ordens que, em meu entender, são vis e injustas. E assim, declaro que darei, sem encargos, vistos a quem quer que os peça..."

http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/04/98253ab2015844-aristides-de-sousa-mendes.html
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1962
 Mike Ness
https://www.youtube.com/watch?v=vEHqHUMjktU&list=RDvEHqHUMjktU
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1990
morreu Sarah Vaughan
1 vivaaaaaaaaaaa ao seu legado
https://www.youtube.com/watch?v=uU6O601qFvA&list=PLBC003036F6509633&index=2
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e a poesia de Joaquim Pessoa:
Foto de A Lua Voa.
https://www.facebook.com/ALuaVoa/photos/a.746679182114157.1073741828.746659858782756/752877264827682/?type=1&theater
Morrer de Amor é Assim
Quem morre de tempo certo 
ao cabo de um certo tempo 
é a rosa do deserto 
que tem raízes no vento. 

Qual a medida de um verso 
que fale do meu amor? 
Não me chega o universo 
porque o meu verso é maior. 

Morrer de amor é assim 
como uma causa perdida. 
Eu sei, e falo por mim, 
vou morrer cheio de vida. 

Digo-te adeus, vou-me embora, 
que os versos que eu te escrever 
nunca os lerás, sei agora 
que nunca aprendeste a ler. 

Neste dia que se enquadra 
no tempo que vai passar, 
termino mais esta quadra 
feita ao gosto popular. 

 in 'Ano Comum'

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https://www.facebook.com/112890882080018/photos/a.114014221967684.7650.112890882080018/824880004214432/?type=1&theater
 in GUARDAR O FOGO (Ed. Edições Esgotadas, 2013)
POEMA TRIGÉSIMO OITAVO.
Poema moderno é aquele que poderá ter sido escrito ontem,
lido como se tivesse sido escrito hoje, e que dará gosto reler
amanhã. Poema sem tempo, isto é, um poema de todos os
os tempos.
Como os de Khayamm, de Ibn Al Arabi, ou como aqueles poe-
mas de amor egípcios da antiguidade, sem esquecer nunca os
poemas assírios, babilónicos, chineses, japoneses, ameríndios.
E os de Villón, de Shelley e de Blake, de Dante, de São João da
Cruz, de Vergílio, de Petrarca e de Camões.
Também os clássicos, os barrocos, os românticos, os realistas.
Os simbolistas e os modernistas. E aqueles que não sendo mo-
dernistas, foram escritos antes, durante e depois do modernis-
mo. O primeiro e o segundo. O de Álvaro de Campos e de Sá-
-Carneiro. E o de Régio e Miguel Torga.
E aqueles que têm sido escritos pelos pós-modernistas de ho-
je, os que deixaram de ser modernos para serem agora mais
modernos que os modernos, os que na realidade precisaram
de um nome mais moderno que "moderno".
Também esses que foram modernos em cada tempo, que não
necessitaram de ser modernistas para serem modernos, mas
que conseguiram tornar modernos os seus autores.
Em seu tempo, Baudellaire foi moderno. E já não é moderno?
E Cesário? E Whitman? E Neruda?
Como diria o povo, que de poesia pode saber pouco mas sente
muito, "moderno uma vez, moderno sempre".
Que dizer, no entanto, de muitos dos poemas escritos moder-
namente mas que nasceram já velhos, os que sendo modernos
apenas em relação à época em que são escritos, os actuais, os
muito actuais, os actualíssimos, rapidamente ficarão ancorados
na primeira esquina do tempo?
Esses são poemas que fazem de conta. Os que não são moder-
nos nem deixam de o ser, porque na verdade são o resultado
de um equívoco, procurando assumir realidades que, concreta-
mente, nunca poderiam existir.
E ainda que o poeta seja um fingidor, como disse um poeta mo-
derno e modernista, não vale a pena fingir que esses poemas
são modernos. São novos, é certo, mas não modernos. Contem-
porâneos, sim, mas não modernos. Porque, existindo, não per-
manecem. Porque nunca serão o que gostariam de ser, porque
nada é o que se propõe ser e não consegue.
O que realmente seria bom é que, na literatura, como em tudo
na vida, não se confundisse nunca a "modernice" com a moder-
nidade.
Pintura sobre poema: December Morning, por ©Virginia Barrett(LT)
*
A escrita é um acto solitário, e o poeta resultado dessa solidão,
a solidão de um útero imenso, um vulcão que expulsa de dentro
de cada um de nós as coisas mais difíceis de transformar, numa
lava que vai tomando a forma das palavras, e as palavras são
sempre, mas mais ainda, aquilo que nomeiam.
(Introdução do livro "Guardar o Fogo").
Editora Edições Esgotadas.