08/04/2015

9.440.(8ab2015.7.11') Neste dia...9abril...vou rELEVAR: UM+24.avÔ, Adriano Correia d'Oliveira, Baudelaire, Sebastião Salgado E A POESIA DE JOAQUIM PESSOA:

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2017
UM+24.avÔ
há dias em que quase td se desequilibra
e é muito fácil destruir pontes
1 palavra ou 1 gesto a + ou a -
podem fazer ruir relAÇÕES
GRUPOS
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2016
24.avô

a IDADE
está na SIMplicIDADE
e na felicIDADE

Não depender do dinheiro
                                  da sorte
    das circunstÂNCIAS

de cada um
 para o colectivo
para a comunIDADE
*
Ir a sítios
           onde pouca gente vai
para ver o diVERso
*
a pintura da Ana Cunhal:












urge + volúpia
no SER
e ainda + praZER
*
Ter que SER
no aqui
no agHora
bem feliz
*
Espero por tiiiiiiiiiiii
deste lado sul do basóficas
*
É dentro do teu SER
que sei nAVEgar
que me sabe bem VIVER
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2017
9h.caminhada pela saúde.Aljubarrota
Foto de ACASA - Associação Comunitária de Apoio Social em Aljubarrota.
https://www.facebook.com/1170407916384325/photos/pcb.1275527775872338/1275527679205681/?type=3&theater
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14.º festival concelhio de folclore
15h...
Foto de Concelho de Alcobaça.
https://www.facebook.com/municipioalcobaca/photos/gm.795966980567499/1311680955581129/?type=3&theater
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16h no CTALcobaça
Foto de Maria Do Céu Batista.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1505879109422152&set=a.183748394968570.46387.100000002325373&type=3&theater
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2016
21.30'
Concerto de Páscoa
da escola de música do CCCela
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18h

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1267644226596466&set=gm.1753834251514291&type=3&theater
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colóquio

https://www.facebook.com/mosteirodealcobaca.monumentonacional/photos/a.463272977205913.1073741827.463256587207552/470793769787167/?type=3&theater
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teatro
https://www.facebook.com/GambuzinosCom1PeDeFora/photos/a.523383374338870.125268.517968464880361/1184107144933153/?type=3&theater
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2015
Castelo d' ALCOBAÇA by José Eduardo Oliveira

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10202950446356739&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=3&theater
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abriu a exposição de Sebastião Salgado - Lisboa- (esteve até2ag2015)
 "Você não fotografa com sua máquina. Você fotografa com toda sua cultura."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/05/814327maio20141811-sebastiao-salgado.html
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2014...memórias deste dia:
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Apesar dos custos d' energia, apesar da EDP, apesar....Há que saudar trabalhadores e empresa ARFAI.IGM...que resistiu e continua a produzir belas peças e que tem uma vertente que poucos conhecem: TURISMO INDUSTRIAL...d' ALCOBAÇA que vos abRRaça
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 Vamos propor que na reunião de câmara d' ALCOBAÇA (que vos abRRaça), de 11 abril se tome posição consensual contra a privatização da EGF.Valorsul...Avançamos com proposta concreta!!! O que dá lucro no público, este governo, está a privatizar, para o negócio... Até o lixo!!!
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Cativar... palavra imensa!
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2011...memórias deste dia:
espalhar a notícia é a prenda para tds , com aquel'abRRaço
Sérgio Godinho
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1942
Adriano Correia d' Oliveira
  cantou este poema do António Gedeão: FALA DO HOMEM NASCIDO
uma das poucas canções que sei de cor
Venho da terra assombrada
Do ventre da minha mãe.
Não pretendo roubar nada
Nem fazer mal a ninguém.

Só quero o que me é devido
Por me trazerem aqui.
Que eu nem sequer fui ouvido
No acto de que nasci.

Trago boca pra comer
E olhos pra desejar.
Tenho pressa de viver
Que a vida é água a correr.

Tenho pressa de viver
Que a vida é água a correr.
Venho do fundo do tempo
Não tenho tempo a perder.

Minha barca aparelhada
Solta o pano rumo ao Norte.
Meu desejo é passaporte
Para a fronteira fechada.

Não há ventos que não prestem
Nem marés que não convenham.
Nem forças que me molestem
Correntes que me detenham.

Quero eu e a natureza
Que a natureza sou eu.
E as forças da natureza
Nunca ninguém as venceu.

Com licença! Com licença!
Que a barca se fez ao mar.
Não há poder que me vença
Mesmo morto hei-de passar.

Não há poder que me vença
Mesmo morto hei-de passar.
Com licença! Com licença!
Com rumo à estrela polar.

Venho da terra assombrada
Do ventre da minha mãe.
Não pretendo roubar nada
Nem fazer mal a ninguém.

Só quero o que me é devido
por me trazerem aqui.
Que eu nem sequer fui ouvido
No acto de que nasci.
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/78089abril2014111-da-tarde-hj-e-dia-de.html
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 https://www.youtube.com/watch?v=rUxFaVzA4w4
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1918
Batalha de La Lyz
Queremos a Europa dos Povos. Queremos PAZ!!! Urge ter memória...há 96 anos...Alemanha na 1ª e na 2ª grande guerras...Agora fazem a guerra via EURO, via UEuropeia em que os fracos bajulam a poderosa Alemanha dos bancos.agiotas.grandes grupos económicos, alguns que estiveram nas 2 grandes guerras...Via tratados que retiram soberania aos povos...Pel' ajuda financeira que é garrote...Pel' ajuda em obras que têm máquinas e materiais d' alemanha
 http://ensina.rtp.pt/artigo/batalha-de-la-lys-documentario/
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1821
Charles Baudelaire
 "As promessas, as fragâncias, os infinitos beijos
de novo nascerão..."
"Homem livre, tu sempre gostarás do mar"
"A música p'ra mim tem seduções de oceano!"
"Existem manhãs em que abrimos a janela e temos a impressão de que o dia está nos esperando."

http://www.uniralcobaca.blogspot.pt/2014/10/88251out201417h30-charles-baudelaire.html
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E A POESIA DE JOAQUIM PESSOA:
Foto de Maria Correia.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=646700832139984&set=gm.918993181476126&type=1&theater
É Provável que Ainda a Ame

É provável, sim, é provável que ainda a ame, que ame nela o que antes soube amar, a cabeleira escura, o ventre inquietante, o peito guardando a alegria de um coração solar. Os meus olhos profundos sempre a contemplaram visivelmente perturbados, até mesmo perdidos, quando ela caminhava abrindo rasgões no ar que se fechavam depois à sua passagem para cingir-lhe os braços, os seios e as ancas. A sua boca tremeu na minha com a sede da música e o seu contacto era o do musgo e o da cinza, e dessas cerejas maduras pelo lume de maio. Não sei se estou a endeusá-la ou se ela é uma deusa. Não sei mesmo se conseguirei dizer dela quanto gostaria. Ela está tão perto do meu corpo que a minha pele se acende, e tão longe dos meus olhos que só poderei lembrá-la. Fizémos muito amor e sempre muitas vezes, sem que entre nós esvoaçasse uma minima sombra. Quando ficávamos tristes, é que o espanto crescia até ao minuto primeiro da tristeza. É uma mulher maravilhosa, o seu nome que importa?, tão frágil como um menino inocente, assim desamparada, correndo para a loucura como antes correu para os meus braços. Nenhuma paixão poderia doer-me mais. Nenhuma ternura poderia mimar-me tanto. O meu poema é uma casa erguida com a sua beleza, onde ela entra e de onde sai e algumas vezes se demora. Poderei dizer que o meu coração é uma sala vazia? A sua recordação ainda me perturba e disso tenho consciência. Amo-a ainda, ou não a amo já, é impossível dizer. Mas é provável, sim, é provável que ainda a ame.
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https://www.facebook.com/ALuaVoa/photos/a.746679182114157.1073741828.746659858782756/755714867877255/?type=1&theater
Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar. 
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras. 
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões. 
Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu. 

 in 'Ano Comum'

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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=738367736282264&set=a.138086706310373.25971.100003271328034&type=1&theater
"Tamanha cabra, inútil desespero
é este sentimento onde me enrolo,
medonho vademecum, burro ou tolo
que só faz e refaz o que eu não quero.
E mesmo acreditando que me esmero
como um polo que atrai um outro polo,
eu chamo cabra à cabra e o desconsolo
é que o samba, afinal, é um bolero.
E o pé de dança é tudo, é alegria,
moribundo que vive mais um dia
à procura daquilo que não sabe.
E uso o pé de cabra, forço a porta.
Por enquanto a esperança não está morta,
eu é que, por azar, perdi a chave."