26/04/2015

9.966.(26ab2015.21.12') Neste dia...27abril...vou rELEVAR: UM+42.avÔ, Dia Europeu da Segurança Rodoviária,Vasco Graça Moura, Lançamento do Aeroporto da Ota, Antonio Gramsci, Ralph Waldo Emerson, Fernão Magalhães e a poesia de Joaquim Pessoa:

Neste dia...27abril...vou rELEVAR:
 Dia Europeu da Segurança Rodoviária
***
2017
UM+42avÔ
9.966. é a postAGEm
deDICAda ao dia 27 de abril
pela capicuite
pelo nº cuRIOso
aqui chego n1 instante
ou
ao juntar o 27 ao abril
 +1 ovo de colombo
27abril
na pesquisa google
com unir alcobaça
e aquiiiiiiiiiiiii
 chego n1 ápice
***
2016
42.avô
TU
    ÉS
*
Palavras capicuas:
Somos
Ana
Oco
*
Custa-me tanto
                  dizer NÃO
Ando há tantos anos para te dizer NÃO
                e não consigo
Porque há tantos SIMs
                no nosso asSIM
*
Ousar SER
               bandido
na escOLHA
 do que é bELO        
*
Gosto de SIMplificar
 a minha vida
          e a dos outros
Já chega de compósitos!
Não às ansiedades
viva a naturalidade
ao pensar
sem pensar no agir
ao SIMplesmente agir
Faz mbem à saúde
circular
ao acaso
mt bem orientado
 *
O que temos e Somos
revela-se no agHora
 neste instante
que pode
 SER
 o último
ou o 1.º      
***
2011
cc
chARlot
é inspiraDOR:
 acabei de reVER sMIle
 https://www.youtube.com/watch?v=RwLo8be-Yoc&list=RDisz10ai79GM&index=13
 e contiNUei neste
                         que parTIlho...
espero que gostem, aquel' abRRaço e bnoite
 https://www.youtube.com/watch?v=isz10ai79GM
*
certezas
 https://www.youtube.com/watch?v=Fi-Vu_EqjtQ&list=RDisz10ai79GM&index=2
*
 https://www.youtube.com/watch?v=gtyPoIFYGlc&index=9&list=RDisz10ai79GM
**
recomeçar dRUMMOnd
https://www.youtube.com/watch?v=fn5wXwAoDPM&index=3&list=RDisz10ai79GM
**
O tempo máRIO QUINTAna
https://www.youtube.com/watch?v=goUWkM_89TY&index=4&list=RDisz10ai79GM
***
2016...memórias deste dia:
s.MARtinho do porto
by João Moura

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1017991731609942&set=a.330842300324892.74493.100001973758548&type=3&theater
*
by Fernanda Matias

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1592031007791943&set=gm.10154239458993969&type=3&theater
*
by João Patrício

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=606392246179230&set=oa.10154238633073969&type=3&theater
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2014
morreu Vasco Graça Moura...
Politicamente adversários, mas
1 vivaaaaaa a bela poesia...
"soneto do amor e da morte quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão."
in "Antologia dos Sessenta Anos"

http://www.uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/791027abril20141717-hj-e-dia-de-vasco.html
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2000
lembram-se dos milhões para os estudos do novo aeroporto na OTA?
e da loucura dos municípios do Oeste incluindo Alcobaça que vos abRRaça???
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 1974...foi o povo unido...que forçou o MFA a libertar os presos políticos e...É preciso lembrar que se não fosse o POVO.MFA não teria havido revolução nenhuma!
 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=523609264415257&set=a.108839462558908.15619.100002985630891&type=3&theater
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 1937
morreu Antonio Gramsci pensador marxista italiano, dirigente e cofundador, do Partido Comunista Italiano
1 vivaaaaaaaaaa à sua obra: "Os Indiferentes (11 de Fevereiro de 1917)
Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.
A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.
A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes."
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/27abril2014214-hj-e-dia-de-antonio.html
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1882
morreu  Ralph Waldo Emerson, escritor, poeta e filósofo americano
 1 vivaaaaaaaa à sua obra: "Apaixonado
A paixão desenvolve a sensibilidade; torna o rústico amável e dá coração ao poltrão. No ser mais miserável e mais abjecto, instilará a audácia e a força de desafiar o mundo, por pouco que ele seja encorajado pelo ser amado. Dando a outro, ele o dá mais a ele próprio. É um homem novo, com percepções novas, perspectivas novas e mais vivas, e uma solenidade religiosa no carácter e objectivos.
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2015/04/996827ab201577-ralph-waldo-emerson.html
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1521
morreu  Fernão Magalhães navegador português (em combate nas Ilhas de S. Lázaro, Filipinas)
1 vivaaaaaaaaaaaaa à navegAÇÃO portuguesa
http://uniralcobaca.blogspot.pt/2014/04/791127abril20142020-hj-e-dia-de-fernao.html
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 e a poesia de Joaquim Pessoa:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=840624689306029&set=gm.928801597161951&type=1&theater
O DISCURSO
O discurso, o público discurso, dizia que, mais do que, era
preciso que; e que, ainda que fôssemos capazes de, mesmo
assim era preciso que. Sem o conseguirmos era impossível
que, antes de, nós tivéssemos com que, sem o que, nós te-
ríamos de passar um mau bocado, o que, era urgente evitar
a todo o custo, antes de, sermos obrigados a viver sem de
e sem que.
in CADERNO DE EXORCISMOS
Moraes Editores, 1983
imagem da Web sem autor identificado
*

O MEU CANTO
Meu canto. Uma guitarra portuguesa
dedilhada no sangue até doer!
Doze cordas de mágoa e de tristeza
e a pátria toda inteira por haver.
Por ela ergo a pena. E não me rendo.
E não me calo. E solto os meus cavalos
que a trote ou a galope vão correndo
sem que nada ou ninguém possa amarrá-los.
E vingo a minha rosa. A minha espada.
O poeta não dorme quando há tanto
desengano na pátria amordaçada.
Não é a doce voz. Não é o pranto.
Nem flor de verde pinho desbotada.
A luta do meu povo é o meu canto!
in AMOR COMBATE.
*
Foto de Quem lê Sophia de Mello Breyner Andresen.
https://www.facebook.com/112890882080018/photos/a.114014221967684.7650.112890882080018/837438282958604/?type=1&theater

 in VOU-ME EMBORA DE MIM (Litexa, 2002)

CANTA

Atreve-te a julgar. Julga os outros julgando-te a ti mesmo.
A natureza das coisas é a tua natureza. Respira-te, despe-te,
faz amor com as tuas convicções, não te limites a sorrir
quando não sabes mais o que dizer. Os teus dentes estão
lavados, as tuas mãos são amáveis, mas falta-te decisão 
nos passos e firmeza nos gestos. Procura-te. Tenta encontrar-te
antes que te agarre a voracidade do tempo. Faz as coisas com
paixão. Uma paixão irrequieta, que não te dê descanso
e te faça doer a respiração. Aspira o ar, bebe-o com força,
é teu, nem um cêntimo pagarás por ele. Quanto deves
é à vida, o que deves é a ti mesmo.

Canta.

Canta a água e a montanha e o pescoço do rio,
e o beijo que deste e o beijo que darás, canta
o trabalho doce da abelha e a paciência com que crescem 
as árvores, canta cada momento que partilhas com amigos,
e cada amigo como um astro que desperta
no firmamento breve do teu corpo. 
E canta o amor.

E canta tudo o que tiveres razão para cantar.
E o que não souberes e o que não entenderes, canta.
Não fujas da alegria. A própria dor ajuda-te a medir
a felicidade. Carrega nos teus ombros
os séculos passados e os séculos vindouros,
muito do pó que sacodes já foi vida, talvez beleza, orgulho,
pedaços de prazer. A estrela que contemplas talvez já não
exista, quem sabe?, o que te ajudou a ser vida
de quantas vidas precisou. Canta! 

Se sentires medo, canta.
Mas se em ti não couber a alegria, não pares de cantar.
Canta. Canta. Canta. Canta. Canta. Constrói o teu amor,
vive o teu amor, ama o teu amor. De tudo
o que as pessoas querem, o que mais querem é o amor.
Sem ele nada nunca foi igual, nada é igual,
nada será igual alguma vez.

Canta.

Enquanto esperas, canta.
Canta quando não quiseres esperar.
Canta se não encontrares mais esperança.
E canta quando a esperança te encontrar.
Canta porque te apetece cantar e porque gostas
de cantar e porque sentes que é preciso cantar.
E canta quando já não for preciso. Canta
porque és livre. E canta se te falta
a liberdade.

Fotografia: Searching for That Sound, de Odd Jeppesen

*(CC)

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