01/02/2016

2.447.(1fev2016.12.12') O regicídio

1fev1908
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D. Carlos, o rei assassinado
http://ensina.rtp.pt/artigo/d-carlos-1863-1908/
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http://ensina.rtp.pt/artigo/regicidio-em-lisboa-1908/



No regresso de uma estadia em Vila Viçosa, o Rei D. Carlos e o príncipe herdeiro, Luís Filipe, 

são assassinados no Terreiro do Paço por anarquistas. Esta ação deixa a monarquia

 fragilizada e dois anos depois é proclamada a República.

Na tarde do dia 1 de Fevereiro de 1908 a capital portuguesa respirava um clima de grande
 tensão política. Vários dirigentes republicanos estavam detidos e, um novo decreto, permitia 
a sua deportação.
A comitiva real regressava de Vila Viçosa onde o monarca tinha passado alguns dias com a família.
Três atiradores esperavam a família real. À chegada a Lisboa o rei D. Carlos e o filho, Luís Filipe,
 são vítimas de um atentado e morrem.
Os executores de plano são também mortos no local.
Demite-se o governo de João Franco e são libertados todos os presos políticos, nomeadamente, 
os republicanos.

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O "Mapa Cor-de-Rosa" e o "Ultimato Inglês"
http://ensina.rtp.pt/artigo/ultimato-ingles/
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O exílio de D. Manuel II
http://ensina.rtp.pt/artigo/d-manuel-ii-1889-1932/
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Implantação da República, 5 de Outubro de 1910
http://ensina.rtp.pt/artigo/5-de-outubro-1910/
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Rei
http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/regicidio/
Portugal, em 1906, é um país profundamente dividido. As posições mais extremadas são entre
 os monárquicos unidos na defesa do rei D. Carlos e os republicanos que o pretendem derrubar para
 proclamar a república.
Mas a realidade é ainda mais complexa do que as lutas políticas no parlamento, jornais e cafés deixam
 antever. Os dois partidos do regime, que se têm alternado no poder e formam e desfazem governos 
com a maior facilidade, fragmentam-se e tremem com uma nova ameaça: João Franco.
Por sua vez, os republicanos debatem-se com os que defendem a queda da monarquia por métodos
 pacíficos e os radicais da Carbonária que pegaram em armas e fazem explodir bombas.
A 1 de Fevereiro de 1908, no regresso de mais uma prolongada estadia em Vila Viçosa, o Rei D. Carlos
 e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, são assassinados em pleno Terreiro do Paço. Anarquistas afectos à Carbonária, Alfredo CostaManuel Buiça, entre outros, extinguem praticamente a monarquia 
portuguesa de um só golpe.
A extrema violência deste acto deixa a sociedade Portuguesa consternada e culmina a clivagem
 entre os Monárquicos e os Republicanos. Esta série é um retrato dos tempos de enorme perturbação 
social que antecedem o Regicídio e das suas repercussões e convulsões, que acabaram por alterar
 implacavelmente o regime político Português.

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O Dia do Regicídio
http://www.rtp.pt/programa/tv/p21966
Os acontecimentos históricos que culminaram nos assassínios do rei D. Carlos e do seu filho D. Luís Filipe
Uma série de 6 espisódios, sobre os acontecimentos históricos que culminaram nos assassínios do rei D. Carlos e do seu filho D. Luís Filipe, no dia 1 de Fevereiro de 1908.
A 1 de Fevereiro de 1908, no regresso de mais uma prolongada estadia em Vila Viçosa, o Rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, são assassinados em
pleno Terreiro do Paço. Anarquistas afectos à Carbonária, Alfredo Costa, Manuel Buiça, entre outros, extinguem praticamente a monarquia portuguesa de um só golpe. A extrema violência deste acto deixa a sociedade 
Portuguesa consternada ...









Episódio 6


No arsenal da marinha os médicos dão o Rei e o Príncipe como mortos.
Os corpos dos regicidas são levados para a Câmara Municipal de Lisboa. ...












Episódio 5


O landau real aproxima-se. Buíça caminha para o meio da estrada e dispara, acertando no Rei. Alfredo Costa alcança o landau e dispara também, acertando em D. Luís Filipe que ainda ripostar....












Episódio 4


Buíça, virtuoso, treina o tiro num descampado. A situação política está cada vez pior. As reuniões no Café Gelo continuam. Alfredo Costa tal como Buíça está preocupado com a prisão...












Episódio 3


A casa de Aquilino Ribeiro é transformada em oficina de bombas artesanais até que José Nunes acaba por explodir uma, ficando sem dedo. Morrem dois elementos da carbonária e Aquilino...
















Episódio 2


D. Carlos demite Hintze Ribeiro e convida João Franco para formar um governo forte, ao mesmo tempo que, preocupado com a diabetes, começa a preparar o filho Luís Filipe para lhe suceder.
Os...





Episódio 1 de 6
Duração: 50m min

Durante uma refeição em Vila Viçosa caem dois dentes ao Rei D.Carlos. Depois de voltar para Lisboa para proceder a exames médicos, o seu médico e amigo Tomás de Mello Breyner informa a rainha que o Rei sofre de diabetes.
Nas ruas, a animosidade contra D. Carlos cresce. Aquilino Ribeiro chega a Lisboa e é apresentado a Buíça e a Alfredo Costa. Buíça fica desconfiado, mas após um incidente com a polícia em que Aquilino é
sovado por se recusar a acusar os companheiros, Buíça leva-o para sua própria casa, para que recupere. Buíça, embrenhado nos seus compromissos revolucionários, não quer ter outro filho, mas a sua
mulher acaba por engravidar e adoece.
D. Carlos dissolve o parlamento e a bem do rotativismo nomeia Hintze
Ribeiro como chefe de governo, irritando João Franco.
Aquilino Ribeiro é iniciado na Carbonária e apresentado ao seu grãomestre, Luz de Almeida.

Episódio 2

O cruzador D. Carlos amotina-se no Tejo. Luz de Almeida acha que é chegado o momento de a revolução sair à rua. Infiltra um homem no grupo de Buíça e de Alfredo Costa e prepara-os para isso. Afonso Costa quer iniciar o fabrico de bombas para contornar a dificuldade de arranjar armas e preparar um atentado que acabe com o regime.
Alfredo Costa convida Aquilino Ribeiro para escrever um romance antimonárquico a ser publicado em fascículos, reavivando o boato sobre o romance de D. Carlos com a filha do jardineiro
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2fev2008
http://cravodeabril.blogspot.pt/2008/02/o-regicdio.html

O REGICÍDIO

TRÊS NOTAS A PROPÓSITO DO CENTENÁRIO


Primeira nota: PS, PCP, BE E PEV - que o Público, erradamente, designa por «esquerda parlamentar» (erradamente porque, não sendo o PS um partido de esquerda, não pode ser incluído na esquerda parlamentar) - rejeitaram o «voto de pesar» sobre o regicídio ocorrido há 100 anos.
E, a meu ver, muito bem. Ponto final.

Segunda nota: não percebi - e desagradou-me - a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, na cerimónia de inauguração de uma estátua do rei D. Carlos.
O meu desagrado aumentou ao ler o discurso proferido pelo PR em Cascais e os elogios despropositados (para não dizer outra coisa) a esse personagem indigno que foi o penúltimo rei de Portugal.

Estou convencido de que o PR desconhece parte grande dos actos execráveis praticados por D. Carlos - repressão ditatorial, utilização abusiva e roubo de elevadíssimos bens públicos, etc, etc.
E, sendo certo que o PR não pode saber tudo (nem tal lhe pode ser exigido), não é menos certo que não deveria falar do que, aparentemente, desconhece.
Se assim procedesse teria sido, talvez, mais comedido nos elogios desbragados que fez a um indivíduo mal formado, arrogante, insolente e que, quando se referia ao povo português, o designava por «aquela piolheira».

Terceira nota: sobre o tema pronunciou-se, também, o Cardeal Patriarca de Lisboa.
D. José Policarpo condenou esse «acto de violência política» que foi o regicídio.
E, sublinhando que esse «não foi, infelizmente, o último acto de violência», aproveitou para condenar a perseguição religiosa durante a I República.

Ora, se a memória do Cardeal nessa matéria se resume a isso, há que avivar-lha, designadamente recordando-lhe que o regicídio não foi nem «o último» nem o primeiro acto de «violência política».
Ou seja: antes do regicídio - em plena Monarquia e com D. Carlos como rei - sucederam-se os actos de violência política,nomeadamente quando o rei encerrou o Parlamento e instituíu uma ditadura à maneira: acabando com a liberdade de imprensa, mandando prender milhares de pessoas e enviando muitos dos seus opositores para o degredo sem retorno de Timor.

Recorde-se, também, ao Cardeal que a «perseguição religiosa da I República» não é comparável, nem de longe nem de perto, com a brutal repressão dessa mesma I República contra os trabalhadores que lutavam pelos seus direitos.

Recorde-se, ainda, ao Cardeal que a violência política atingiu a escala máxima no decorrer dos 48 anos de ditadura fascista, com total ausência de liberdade, com dezenas de milhares de presos e de assassinados - 48 anos durante os quais, como o Cardeal Patriarca de Lisboa sabe, a Igreja Católica foi uma constante e fiel aliada do regime fascista repressor, torturador, opressor.

E, já agora, refira-se igualmente a violência política de novo tipo a que a política de direita, praticada pelo PS e pelo PSD desde há mais de trinta anos, tem vindo a submeter os trabalhadores e o povo português.
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2set2010
in avante
O Dia do Regicídio
As reposições continuam a ser o pão-nosso-de-cada-dia nestes restos de época estival e a série portuguesa de seis episódios O Dia do Regicídio nem é um mau recurso.Realizada em 2008 por encomenda da RTP, este trabalho realizado por Fernando Vendrell e escrito, em parceria, por Filipe Homem Fonseca e Mário Botequilha ficciona a reconstituição dos acontecimentos políticos e sociais que desembocaram, em 1908, no assassinato do rei D. Carlos e do príncipe-herdeiro D. Luís Filipe em pleno Terreiro do Paço, em Lisboa, quando regressavam de uma estadia em Vila Viçosa, abrindo caminho à proclamação da República cerca de dois anos depois, a 5 de Outubro de 1910.
Beneficiando de recursos de produção e de um experimentado elenco, este trabalho registava na altura da estreia – e eficazmente – o centenário que há dois anos assinalava o importante acontecimento também conhecido por «o regicídio». Este ano, quando passa o centenário da implantação da República, faz todo o sentido que esta série seja reposta pela RTP-1, passando hoje mesmo, quinta-feira, os seus dois últimos episódios a partir das 23.30. O primeiro centra-se no próprio atentado, reconstituindo-o, e o segundo nos acontecimentos subsequentes, que já prenunciavam  os alvores da República.
Como dissemos, a direcção – muito competente – esteve a cargo de Fernando Vendrell e o elenco engloba nomes experimentados como Ricardo Aibéu, Pedro Wallenstein, Pedro Carmo, Suzana Borges, Manuel Wiborg, Dinis Gomes, Pêpê Rapazote, Tiago Mateus, Adriano Luz, Virgílio Castelo, Vítor Norte, Pedro Lacerda, José Raposo, João Grosso, Márcia Breia e Laura Soveral.
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https://www.youtube.com/watch?v=j0N9lKY_uao&feature=youtu.be
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Manuel Buiça
Manuel Buíça, o atirador
http://expresso.sapo.pt/dossies/dossiest_actualidade/dos_regicidio/manuel-buica-o-atirador=f230101
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in JN
2010
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1483616
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in avante
http://www.avante.pt/arquivo/1366/6603h4.html
O regicídio
A organização e o trabalho do Partido Republicano processavam-se de maneira febril. Todos os que se aliavam às ideias da República assumiam-se como autênticos salvadores de uma Pátria aviltada e feita desmoralizar pelo corrupto regime monárquico. Quaisquer eleições que se realizassem nas grandes cidades eram e seriam vencidas pelos republicanos. Só o Portugal rural, acorrentado ao caciquismo que o estrangulava, permanecia agarrado aos velhos princípios obscurantistas que, mais tarde, António de Oliveira Salazar tentaria fazer ressurgir.
A viagem da família real que sairia de Vila Viçosa em direcção a Lisboa, só se realizou a 1 de Fevereiro de 1908. OPaís estava agitado. Orei ordenara o degredo, a deportação para «as nossas Áfricas» de todos os republicanos envolvidos em actos de insubordinação. Notava-se um nervosismo, um terror jamais observado nos círculos da Casa de Bragança. As actividades da «Carbonária» dirigida por oficiais revolucionários da Marinha de Guerra, tinham-se tornado temíveis. Ogoverno, o rei, as próprias forças armadas, encaravam com extremo pessimismo a situação que se vivia no país.
Estabelecera-se que o rei, quando no estrangeiro, considerava o regresso a Portugal como «voltar à pocilga». Segredava-se em Lisboa que não pagara ao alfaiate e que o barbeiro privativo se queixava de não receber o valor dos serviços prestados. Ninguém esquecia a célebre questão dos adiantamentos, quando o monarca pretendia forçar o ministro das Finanças a adiantar-lhe fundos a que não tinha direito. Da rainha D. Amélia, circulavam as mais escabrosas revelações. A turba de Lisboa, assim a designava Wellington porque profundamente a temia, atribuía-lhe actos e apelidos de preciativos. O ódio popular contra os Braganças era o pretesto de toda uma nação que fora grande mas não tivera meios para enfrentar o ultimato inglês.