19/05/2016

2.175.(18maio2016.8.8') Ian Curtis dos Joy Division

Nasceu a 15jul1956
e morreu a 18maio1980
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http://www.guiart.com.br/posts/vida-de-ian-curtis-do-joy-division-na-telona/
A cinebiografia “Control” terá sessão única no próximo domingo na programação do Cine Nerd, no Líbero Luxardo.
O filme de 2007 mostra os últimos anos da vida de Ian Curtis (Sam Riley), vocalista da lendária banda inglesa Joy Division. Curtis, que teve uma trajetória curta e intensa, ficou famoso por seu talento de letrista e por suas performances épicas à frente da banda. Sofrendo com os ataques de epilepsia, sem saber como lidar com o seu talento e dividido entre o amor por sua mulher e filha e um caso extraconjugal, ele se suicidou em 1980, aos 23 anos.
O Joy Division foi uma banda formada em meados da década de 70 que se tornou pioneira no gênero musical conhecido como pós-punk. Suas composições melancólicas conquistaram um grande número de fãs ao redor do globo mesmo com o seu breve período de existência, apenas 4 anos. Mesmo assim, a banda influencia outros grupos até hoje e já foi referência musical para diversos artistas.
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The best of Joy Division
https://www.youtube.com/watch?v=lz233gJSzK0
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https://www.youtube.com/watch?v=wVvoQIdD80U&index=2&list=RDlz233gJSzK0
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Joy Division/Grant Gee
http://blitz.sapo.pt/principal/update/ian-curtis-dos-joy-division-morreu-ha-31-anos-fotogaleria=f73427
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Joy Division Love will tear us apart BBC version

https://www.youtube.com/watch?v=3Ii8m1jgn_M
HD version available at http://cargocollective.com/jonathanbe...
The earliest recorded version of the song produced as a John Peel Session for the BBC in 1979.The original band footage is a mixture of a performance video shot by the band for the single release (minus the damaged shots) and live concert excerpts from Plank, Brussels and the Apollo, Manchester. .
We needed to do some tricky retiming and editing to sync it up with the footage which is from completely different versions of the song. 
Odd to discover that much of the original performance video done for the single release wasn't edited properly with much of the shots of the band playing not cut accurately to the audio.

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Ian Curtis, o epicentro criativo dos ingleses Joy Division, suicidou-se. Na noite anterior, tinha pedido à mulher que o deixasse sozinho em casa. Fumou cigarros, esvaziou uma garrafa de whisky, pôs a girar o vinil "The idiot", de Iggy Pop, viu na televisão o filme "The Stroszek", de Werner Herzog, e escreveu uma carta "Já não aguento mais", lia-se, à segunda frase.
Por volta das cinco da madrugada, Ian Curtis colocou uma corda à volta do pescoço e enforcou-se. Era novo, demasiado novo - tinha 23 anos. O episódio colocou um dramático ponto final na carreira dos Joy Division e, mais do que isso, catapultou o cantor para o estatuto de um dos grandes mitos da história do rock. A sua morte voluntária já foi alvo de inúmeras interpretações, especulações e divagações.
Uns dizem que sempre fora seu desejo morrer novo. Outros asseguram que foi o excesso da medicação que Curtis tomava para curar os seus cada vez mais frequentes ataques de epilepsia. E também há quem arrisque dizer que Ian Curtis resolvera desistir de lutar contra os sismos desencadeados por uma relação com uma amante.
Esta última tese ganhou particular relevo na última década, desde que Deborah Curtis, viúva do cantor, editou o livro "Touching from a distance" ("Carícias distantes", na tradução portuguesa de Ana Cristina Ferrão).
Nele, Deborah descreve a sua relação com o cantor, dando particular relevo à sua faceta de ciumento, possessivo e, ao mesmo tempo, mentiroso e infiel. A obra, que surpreendeu muita gente, está neste momento a ser adaptada para cinema por Anton Corbijn (ver página ao lado).
Deborah conheceu Ian quando ambos eram muito novos. Há uma passagem no livro particularmente esclarecedora dos tumultos interiores que Ian já sentira na sua adolescência, acompanhado por amigos e alguns aditivos "As drogas que tomavam obliteravam-lhe os sentidos", escreve Deborah, " e Ian costumava frequentemente infligir dor a si próprio para ver quanto é que aguentava naquele estado anestésico. Utilizava cigarros para queimar a pele e batia na perna com os pitons de um sapato de corrida".
Não foi preciso muito tempo para que o Mundo percebesse que a música dos Joy Division não era, definitivamente, uma música qualquer. Era algo que partia do punk para um outro patamar não somente cantava a rebeldia ou a inadaptação como ia mais longe. De um desencanto tingido a cinza, sépia ou preto e branco, a música dos Joy Division era - é - um violento soco no estômago e já muita adjectivação foi gasta na hercúlea tentativa de descrevê-la: asfixiante, claustrofóbica, letal, de uma tristeza devastadora, etc.
A forma como Ian Curtis se movia em palco também desencadeava reacções de espanto. "Um homem em chamas ou uma marioneta demente", descreveu um crítico britânico. Al Berto, poeta português, por seu turno, escreveu "Noite de Lisboa com auto-retrato e sombra de Ian Curtis". E aí se lê "depois dança contorce-se embriagado/ cobre o rosto suado com a ponta dos dedos espalha/ sangue e cuspo construindo a sua derradeira máscara/ cai para dentro do seu próprio labirinto/ como se a verticalidade do corpo fosse um veneno".
A história, entretanto, já se encarregou de fazer dos Joy Division um dos mais marcantes e influentes grupos das duas últimas décadas. Apontada como a primeira banda do pós punk, é, em grande parte, a responsável por toda a melancolia que marcou as colheitas da música britânica na década de 80.
E, ainda hoje, o seu legado detecta-se em nomes como Interpol e Bloc Party, entre muitos outros.


Leia mais: Ian Curtis A morte como lugar solitário http://www.jn.pt/arquivo/2005/interior/ian-curtis-a-morte-como-lugar-solitario-481106.html#ixzz495hHS6a4 
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