17/06/2016

3.684.(17jun2016.13.31') Maria da Graça Lopes da Silva...anna om, dois infinitos e meio

Nasceu a 25jul1961
***

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1188573911186083&set=a.195770117133139.46637.100001004569506&type=3&theater
foto do A.M.Catarino
como é professora de Filosofia
tem este interessante blogue onde é uma das autoras:
http://logosecb.blogspot.pt/
***
respigado do face dela

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=974525195924290&set=a.195770117133139.46637.100001004569506&type=3&theater
fotos tb são da Graça Silva
***
tem poesia nos livros:
"A apresentação pública da Antologia “Fusão de Sentires” vai ter lugar no dia 12 de Novembro de 2016 (sábado), pelas 17 horas – no Hotel The literary Man, em Óbidos. Estão convidados.
Participo com os poemas "Amor de Si" e "Terra Minha".

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1207078319335642&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
Terra Minha
Em ti, corpo gótico
ouço o eco dos bravos cavaleiros,
da tua memória
na origem épica da nossa história.
Em ti, ouço o som pagão da Natureza,
que espelhas em toda a beleza
pelo ubíquo vento, soprado devagar,
até se perder no azul do mar.

Em ti corpo de poesia, respiro-te
na maresia, nos campos em flor
no teu corpo de terra, que,
ondulando de serra em serra,
vem até ao mar,
onde te deitas e vens sonhar.
Em ti renasço,
a cada dia, na alma das tuas gentes,
e bebo a minha essência, a harmonia
nos rios que te dão nome.
Em ti sacio a minha fome
de sonho, paixão e poesia.
A ti corpo lar, em flor,
regresso para me encontrar,
nas tuas raízes.
As raízes do amor.
Em ti, no corpo teu
sacio a nostalgia,
comungando a cada dia
o Eterno Infinito que és tu.
Em ti, partilho o “agora”
como onda de música, sinfonia,
que aflora, do teu Ser
e ecoa das tuas fímbrias
pelo Tempo sem história.
Ouço-te.
Sinto-te.
Sonho-te.
Regresso a mim, em ti.
Terra Minha.
Graça Silva
*

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***
26noVEMbro2016

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transpomos o portal. atravesso-o como uma seta 
rasgando o tempo à procura dos pedaços da alma.

re-encontro um tempo redondo onde escuto e sinto
os murmúrios das folhas vivas e o desvelar das 
existências no infinito oceano de folhas mortas.

surpreende-nos a árvore da vida... das folhas se despe 
e se oferece, numa cascata de luz que nos seduz,
como uma saudação de outra dimensão.

caminhas nas folhas...

apareces-me como num sonho de Akira kurosawa,
um sonho flutuante sobre os meandros dos rios 
de folhas secas sob as árvores testemunhas de muitas vidas

e afundo-me nesse tempo vivido como quem mergulha
nas águas plácidas de um rito con-sentido,
no húmus onde a vida se metamorfoseia em folhas renascidas
que bebem a seiva da fonte e respiram o perfume dos dias.

anna om, dois infinitos e meio

***
24noVEMbro2016

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olhar o silêncio, 
a tentação de segurar 
o infinito provisório.
GS
***
14noVEMbro2016

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Super Lua. Não podia deixar de a fotografar,
mesmo com a minha máquina de brincar. ;)
gosto de ti ó Lua brilhante
dançante, em círculos de ondas rarefeitos
ora te mostras ora te escondes
por entre nuvens de amores imperfeitos.
gosto de ti ó Lua desde que te vi
coisa em si no céu de emoções perfeitas
ora te mostras ora te escondes
desde que acordas até que te deitas.
gosto de ti ó Lua misteriosa
quando silenciosa ouço o teu brilho
ora te mostras ora te escondes
na estrada de luz onde sulcas o trilho.
que há contigo Lua que me encanta
e espanta na tua cupidez?
por que te escondes? De que te escondes?
mostra-te só mais uma vez.
Graça Silva
***
3noVEMbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1234995399877267&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
uma palavra nasce-me e invade-me,
como uma onda de folhas mortas numa tarde de outono.
a palavra nasce de uma folha-ferida de um outro outono,
quando os pés, mudos de espanto, correram
sobre o restolhar da maré de folhas secas.
os pés corriam sós.
o corpo ficou para trás, trespassado por um silêncio castanho.
surpreende-me a chuva de palavras que me atravessa,
como se eu fosse apenas vazio infinito, um borrão no espaço,
habitado apenas pelas forças e pelos ritmos.
visita-me o espanto e a lucidez, como um sonho físico
que caminha dentro das vidas. chego? não chego?
venho de longe. sou viajante no tempo. que hora é esta?
há um universo suspenso deste momento. que hora é esta?
sou corpo impressionista onde tudo acontece e se tece
num presente urgente. que hora é esta?
anna om, dois infinitos e meio
***
1noVEMbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1228513273858813&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
visitas-me no limbo existencial
das auroras em que o vermelho-sol 
se mostra e se esconde, nos trabalhos e nos dias,
como um oxímoro num mar paradoxal.

adivinho-te em cada toque de mãos
com que te escrevo e me encanto,
na voz insone das palavras,
e no sortilégio mágico com que te invento
e crio as palavras com que te canto.

sonho-te como se foras o primeiro sonho da terra,
ao som dos madrigais no despertar do dia,
e, mesmo nas noites de lábios interrompidos, dormes
nos meus sonhos, guardados pelo canto da cotovia.

anna om, dois infinitos e meio
"A foto é de S. Martinho tirada com o telemóvel"

***
31ouTUbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1227444990632308&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
novembro chega ao limiar da porta e o anticiclone continua por cá.
bailo, rodopio, folha ao vento
da vida - árvore me desapego,
e, para me transcender depois,
em cada volta me invento.
GS
***
25ouTUbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1221336541243153&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
outoneço, como uma ave cansada, pousada
no crepúsculo dos dias, minguados e talhados
a golpes de chuva, pela eternidade das coisas
que nos habitam além da humana medida. a vida,
acontece-nos como presença sem pertença.
de nada precisamos, por isso nos desfolhamos
e guardamos os nossos seres que permanecem
como sonhos de outono de infinita bem-querença.
somos corpos de terra, em espera...
no limiar de um novo dia, a chuva atravessa-nos
mas aquece-nos a chama que nos fará renascer,
como o perfume da flor, mesmo depois de morrer.
Anna Om, dois infinitos e meio
A foto é um crepúsculo em Vale Furado, Alcobaça
***
Aurora, 21.10.16
Quantas maneiras há, de renascer?

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1218394934870647&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
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20ouTUbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1216710211705786&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
começo a ser outono, na curva do tempo
que vem buscar as tardes mornas,
convocar o arco íris nos dias vestidos de neblina
quando a água se mistura ao pó.
começo a ser outono, primeiro por fora,
em cada dança me dispo,
sou pó, sou vento, sou água, sou nada...
mas sou ainda, das aparências desnudada.
começo a ser outono, por dentro,
onde és presente e sou presença renovada,
silenciosa e serena na minha pequenez
rumo ao infinito, por excesso de ser
ou da sua presunção.
Anna Om, dois infinitos e meio
***
17ouTUbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1213682602008547&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
há palavras afundadas nos silêncios,
petrificadas em seixos de sal que cobrem
o fundo dos rios do meu corpo, como se
fossem coisas, e há coisas que entram
pelo silêncio e nele habitam, e por não
as saber nomear, o silêncio grita.
o silêncio grita palavras sem conserto,
destroçadas, pelas marés nas ondas rebentadas,
em gritos de espuma, a nossos pés.
e há murmúrios de palavras na poeira-neblina
que cai nas águas puras, tranquilas...
como se fossem a luz, no espelho infinito onde me revejo
e me conduz, nas ondas do silêncio onde te procuro,
porque a essência das palavras é senti-las.
sinto e guardo as palavras, inventadas,
que te ofereço como se fossem flores,
de maçãs maduras, saboreadas.
e o doce ondular do silêncio
com que me visto de palavras pre-sentidas,
inter-ditas, rabiscadas.
Anna Om, dois infinitos e meio
***
Nascer da Lua no dia 15.outubro.2016
(Hoje, a chuva não nos deixa vê-la.)
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lua nova
és e não és, substância infinita
forma perfeita caminhando incerta
luz na sombra, o universo habita
ausência presente que o sonho desperta.
GS
***
2ouTUbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1200303520013122&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
caminho sobre as areias-prosa do mundo,
sobre emoções salgadas, encharcadas
em águas frescas e profundas, de sentimentos
urgentes, desconhecidos. sonho.
sinto o canto antigo nas ondas, o rebentar
das palavras fugidias, embrulhadas no infinito
vai-e-vem das marés, onde habitam
formas invisíveis com sabor a-mar.
caminho a sonhar-te. és rio doce
nas areias da praia, amante de gaia,
luz, num crepúsculo vibrante, sol-pôr,
onde aprendi a escrever e a ler o idioma
da natureza, com sotaque de a-mor.
Anna Om, dois infinitos e meio
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24seTEMbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1193288610714613&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
[99] és todo em ti mesmo, sol, e todo estás
solitário, distante. sou ser heliotrópio,
flor vigilante na penumbra-neblina à procura de ti.
deixa-me despir-te das sombras da madrugada
e abrir as minhas pétalas ao teu beijo solar, na alvorada.
vem beber do meu cálice, beijar e fecundar de luz
a minha corola-boca, até que o dia nos devore.
deixa-me dançar, agora, no meu infinito bem-querer-te.
Anna Om, dois infinitos e meio
***
17seTEMbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1187964307913710&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
escuta-me. caminho líquida
no infinito azul, com passos de espuma
nas sombras solinas,
no espelho-luz onde o sol declina
e olhos de água na brisa bolinam.
escuta-me, nos líquidos corcéis
de neptuno, no ritmo das marés-cinzéis
com que moldo as dolinas,
na bruma-eco, das colinas
nas areias onde pereço e me ofereço...
na água que te perfuma.
escuta-me e sente, os segredos
trazidos pelo vento-na brisa, voo-de-borboletas,
que pára o tempo e te acaricia o corpo.
Anna Om, dois infinitos e meio
***
11seTEMbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1182330658477075&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
mais um dia, um infinito a navegar
sem porto, na tempestade soprada
pelo vento norte, no meu corpo-mar.
vem. sê timoneiro do meu corpo-barco,
perdido nas manhãs-marés sem rumo e sem cais,
calar os ais do vento que agita o meu corpo-alga
salgado, de lágrimas e de sonhos, fecundado.
vem navegar as ondas que te abraçam
no meu corpo-água. ser peixe-voador...
vem, quero dançar contigo a música
do nascer-do-sol.
Anna Om, dois infinitos e meio
***
10seTEMbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1181512365225571&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
Há dias em que o Céu se une à Terra, deixamo-nos possuir pela música dos corpos e o mundo fica uma ilha infinita.
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7seTEMbro2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1179304882112986&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
A simplicidade e a beleza da vida são maravilhosas. Mas a ordem é sempre efémera e frágil porque o Universo é imprevisível e caótico. Ao criarmos ordem num lugar, criamos sempre desordem noutro.
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25aGOSTO2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1168677866509021&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
nas asas de uma Euplagia (quadripunctaria)
que sorvia o mel de uma flor,
entreguei uma mensagem ...
para que durante a viagem,
a segredasse ao vento, que
soprando a contento, a fizesse eterna
no tempo... e no amor.
GS

*

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1168231969886944&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
Depois do intenso mergulho em águas profundas, o emergir do Belo nas pequenas coisas.
***
19aGOSTO2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1163219537054854&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
voar é mergulhar.
ir é vir.
sorrir é falar,
calar é retorquir,
intuir é gritar.
argumentar é fluir...
GS

***
18aGOSTO2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1162533233790151&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
entrar nos labirintos do tempo, sem se deixar devorar.
alterar a sintaxe, procurar nas intermitências, rasgar
precedências, substituir coordenadas, inverter as passadas.
libertar. libertar-se. o pretérito é futuro e o futuro é pretérito.
GS
***

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1160954527281355&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
a beleza das palavras,
no pensamento em devir,
e a luz do silêncio,
no fulgor do sentir.
GS
***
15aGOSTO2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1160007744042700&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
valor...
nada que possamos tocar,
nada que possamos perder,
nada que nos possam furtar,
nada que nos possam vender.
GS

***
10aGOSTO2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1155957191114422&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
leio-me,
leio-te
num céu, sentido, infinito...
num tempo fora da História
momento inefável da memória
em que a intencionalidade
coincide com a verdade
além da fixidez e da superficialidade.
deste-me o silêncio
e eu guardei as palavras
apaguei as definições
escutei a música, inebriante,
brotante, do espelho dentro do espelho,
e afastei as ilusões.
Anna Om, dois infinitos e meio
***
7aGOSTO2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1153808524662622&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
há um calmo silêncio que me habita,
lá, onde o pensamento se exilou,
nos limites da palavra inaudita,
onde a música do mundo, despertou.
GS
*

a noite chegou,
veio cedo, implacável, em segredo.
no seu manto telúrico, bordada
trazia a luz arrancada
a um templo secreto
onde eu pintava de afeto
um claro céu de esperança.
a noite chegou.
488 dias
era uma eternidade, uma infinitude
entre o peso da realidade, vivida,
e a leveza do sonho, querido.
o horizonte púrpura, sufocava,
não deixava, espaço à existência
feita presença, reduzida ao devir da solitude.
os olhos eram inverno puro.
bebia a vida em cada fôlego
procurando lembrar e ser quem era,
mas a vontade de mergulhar em ti,
era maior que a absoluta necessidade de regressar a mim.
respirei-te mais uma vez.
inalei a esperança com avidez.
Quem serei amanhã?
Anna Om, dois infinitos e meio
***
5aGOSTO2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1152083614835113&set=pcb.1152090464834428&type=3&theater
O nosso primeiro mestre de Filosofia é o olhar, para Ver; e as vozes dos mestres, não devem ser silenciadas. GS
***
1aGOSTO2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1149784898398318&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
Há tempestades metafísicas que teremos forçosamente de atravessar, chegam precisamente quando têm de chegar. GS
***
28jul2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1146931438683664&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
entre o céu e a terra
a leve existência
num vislumbre de infinito leito.
substantivos pulsam de afeto
conjugados num tempo
mais do que perfeito.
GS

***
26jul2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1145851945458280&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
Reinício
Hoje,
fechei a porta…
e deixei entrar o silêncio,
para me ouvir, para sentir, 
para aceitar…
pôr as coisas no lugar…
Fechei-a
para me proteger…
para viver com calma,
o fim de um ciclo,
que agora reciclo,
com os olhos na alma.
Fechei-a
para me apanhar…
os pedaços quebrados, estilhaçados,
e vi-me afastada de mim. Onde vou!?
Descentrada, perdida.
Onde estou!?
Fechei-a
para me procurar
nos labirintos
que tenho percorrido, vivido,
sem saber,
do que me estava a perder.
Quem sou!?
Fechei-a
para me enxergar
nos nãos da vida,
ferida…
para me encontrar
no olhar,
que me envolva e me devolva,
o Eu,
reflectida.
Quem sou!?
Hoje,
fechei a porta…
do ego frágil
que procura noutros egos,
a sua razão de ser,
de existir e sentir e viver.
Quem sou?
Fechei-a
para me abraçar…
para me agarrar
ao que ficou,
ao que sou…
para recomeçar.
O que mudou?
Fechei-a
para me contemplar…
e suportar
o meu olhar.
Para me ver mais perto de mim,
sem vacilar.
Para regar o meu jardim,
e, assim,
reiniciar.
Graça Silva
Num dia de julho de um ano qualquer
***
22jul2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1143244562385685&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
amanhecer
o ar lavado
o convite a um mergulho
nas águas profundas das emoções.
nuvens dançantes
criam cenários pintados de luz
ar água terra e fogo
perfeitamente conjugados
no verbo Ser.
a música do mundo faz-se ouvir
em cada pulsar
o Tempo divide-se no porvir
multiplica-se no verbo amar.
a brisa abraça-nos cada poro
num diálogo de sentidos
de Ser vivo
de sentir único.
***
20jul2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1142043169172491&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
Lua
III
Lua cheia cheia de encanto
deusa dançando da bruma emergindo
Eterno Retorno de Ser e de espanto
espelho ideal no Tempo devindo.

***
19jul2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1141339965909478&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
Lua
II
quarto mais que crescente cintilante
quase cheia grávida de luz
solevando-te a cada instante
em beleza serena que nos seduz.
***
18jul2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1140713689305439&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
Lua
I
quarto crescente num céu de esperança
brilhas cada dia mais um pouco
nos braços de fogo a confiança
presente do Sol teu amante louco.

***
19jun2016

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1122464494463692&set=a.211013438942140.52240.100001004569506&type=3&theater
Lua
gosto de ti ó Lua brilhante
dançante em círculos de ondas rarefeitos
ora te mostras ora te escondes
por entre nuvens de amores imperfeitos.
gosto de ti ó Lua desde que te vi
coisa em si no céu de emoções perfeitas
ora te mostras ora te escondes
desde que acordas até que te deitas.
gosto de ti ó Lua misteriosa
quando silenciosa ouço o teu brilho
ora te mostras ora te escondes
na estrada de luz onde sulcas o trilho.
que há contigo Lua que me encanta
e espanta na tua cupidez?
por que te escondes? por que te escondes?
mostra-te só mais uma vez.

***
17jun2016
S.Martinho do Porto

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Memórias de um poema
O Tempo é a densidade existencial vivida no momento presente, onde acontece a vida.
A vida é trágica porque é frágil e finita.
Intensidade é harmonia, construída, é força que permite sublimar e superar o trágico.
Duração é o momento vivido, subjetivamente, até ao infinito. É uma qualidade da vivência do tempo.
As relações humanas são um desafio à intensidade porque as nossas mentes são distraídas e flutuam do presente para o passado e para o futuro. Quanto mais tempo contam as relações, mais desafiantes.
A intensidade é paradoxalmente, suavidade, porque para viver intensamente o presente, é preciso harmonia e atenção, consciência desse presente partilhado.
Harmonia é a coerência pessoal, construída, entre o que se pensa, diz e faz.

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quero...
conversa afetuosa.
carícias na mão.
escutar atento.
entender a preocupação.
compreender sem palavras.
olhar de admiração.
fruir a vida.
rir sem explicação.

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11jun2016

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Nuvens vestidas de arco íris
dançam no infinito.

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10jun2016

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é o dia
olha o dia que aí vem.
olha a vida que transborda.
é a plenitude.
olha o chão que te segura.
olha o gesto que perdura
e a paixão que encharca a gente,
põe os olhos em frente.
olha o chão que te segura.
fecha as portas.
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olha a rua! olha a rua!
olha a vida que te ensina,
é a chama que te ilumina.
ouve o som que sai de cena.
sopra a pena! sopra a pena!
é o dia! é o dia!
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8jun2016
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Saudade é uma ausência que é presença.
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7jun2016
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O Belo surpreende-nos em rios de paixão.
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5jun2016
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Abrir portas. 
Criar harmonia. 
Abraçar com o olhar.
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3jun2016
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A vida é trágica porque é frágil, instável, finita...mas é uma experiência no presente, um presente a partilhar. Em toda a parte é aqui e tudo é agora.
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2jun2016

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Presença
Leva-me, leva-me,
devagarinho…
ilumina o caminho com o teu olhar,
pega-me apenas com o teu carinho,
leva-me para longe deste lugar.
Fica perto de mim,
em silêncio,
envolve-me na bruma do teu olor,
deixa-me viver a tua presença,
abraçar-te apenas com o meu amor.
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1jun2016
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Viver conscientemente no presente é uma ideia poderosa que precisa de ser praticada. A nossa atenção está sempre a flutuar para o passado ou para o futuro. 
Sempre que recordamos uma experiência passada, recriamos e ficcionamos essa experiência, porque só temos acesso ao passado a partir do que somos hoje. 
Como a nossa atenção é seletiva, se nos focarmos exageradamente no futuro, deixamos de ver o presente.
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31maio2016
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Estamos a perder a capacidade de apreciar as pequenas coisas. Vivemos a olhar para baixo, para o smartphone, deixando-nos instrumentalizar vivendo permanentemente "ocupados". 
Sem tempo e disposição para olharmos as pequenas coisas, perdemos a arte e a filosofia, porque a arte e a filosofia são incompatíveis com a ocupação contínua.
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26maio2016
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Dor existencial
Dói-te a existência
e no teu sentir individual,
pensas que há algo errado,
não há.
A dor faz parte do viver,
É vital,
não é pessoal.
É preciso viver e compreender
a sua natureza,
até nos abandonar a tristeza,
aceitar o que não se pode mudar,
não é fraqueza.
Sente,
profundamente,
e deixa ir
a sorrir.
Treinar o desapego,
afasta o medo
de existir.
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25maio2016
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Paradoxalmente só há equilíbrio dinâmico. Consegues reconhecer-te no meio do Caos? Quem és tu em cada momento?
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Como as nuvens somos únicos, com uma origem comum. 
Vivemos os mesmos problemas em infinitas variantes.
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24mai2016

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Buscar o que somos, olhando para o que somos no momento, é uma condição necessária ao autoconhecimento que pode ser perigosa e limitadora. Quando olhamos, estamos a "ver" um instantâneo no Tempo. Mas as pessoas estão sempre a mudar. Em cada interação, há um infinito de possibilidades.