21/07/2016

9.194.(21jul2016.13.31') Gueto de Varsóvia...Campo de Concentração de Buchenwald...Juramento de Buchenwald

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2013...Postei:
não podemos esquecer o fascismo.nazismo...os agiotas em todas as épocas não se preocupam com quem sofre...está na sua estrutura explorar, explorar + e + sem hesitações.apoiam ditadores de td o tipo e colocam os governos ao seu serviço...
Via postagem de José Eduardo Oliveira

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Efeméride // Em 22 de Julho de 1942 tem início a deportação sistemática dos judeus do gueto de Varsóvia
Mais tarde, no correr do julgamento dos responsáveis por esse extermínio, o termo foi sendo aos poucos adoptado somente para se referir ao massacre dos judeus durante o regime nazista.
Todos esses grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração
 e de extermínio, de acordo com textos, fotografias e testemunhos de sobreviventes, além de uma extensa documentação deixada pelos próprios nazistas com o saldo de registos estatísticos de vários países sob ocupação.

 Hoje, já se sabe aproximadamente o número de mortes. Morreram 17 milhões de soviéticos (sendo 9,5 milhões de civis); 6 milhões de judeus; 5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis); 4 milhões de poloneses (3 milhões de civis); 2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos; 1,5 milhão de japoneses; 535 000 franceses (330 000 civis); 450 000 italianos (150 000 civis); 396 000 ingleses e 292 000 soldados norte-americanos.
(Wikipédia).

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Um campo de terror nazi
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http://www.urap.pt/index.php/histria-mainmenu-37/32-histria/156-o-campo-de-concentrao-de-buchenwald-weimar-alemanha-apontamentos-histricos-1937-1945

O Campo de Concentração de Buchenwald (Weimar, Alemanha). Apontamentos Históricos (1937-1945)


História
A URAP esteve presente no encontro internacional de juventude, no campo de concentração de Buchenwald, por ocasião do 63º aniversário da sua auto-libertação. Para mais textos consulte-se História.
A Construção do Campo
250px-buchenwald_slave_laborers_liberationCorporizando a desumanidade do projecto nazi demonstrada durante a vigência do III Reich alemão (1933-1945), as SS (Schutzstaffel) deram ordens para que se iniciassem os trabalhos para a edificação de um Campo de Concentração nos arredores de Weimar, a capital regional da região da Turíngia, na Alemanha.
Esse Campo, conhecido para a posteridade como Buchenwald, foi o resultado desde o início do trabalho forçado dos prisioneiros que foram obrigados a iniciar as suas obras, em Julho de 1937, de desflorestação da área e edificação de edifícios e outros abarracamentos militares.
Projectado para o encarceramento de mais de 10 000 prisioneiros, o Campo recebeu ainda uma base para o treino dos esquadrões da morte e a sede de uma empresa com capitais detidos pelas SS que foram instalados em Buchenwald até 1941.
buchenwald_079Na verdade, existiam cercas e barreiras que separavam os diferentes sectores do Campo, sendo que este era isolado do exterior através de uma cerca electrificada com alta tensão que funcionava dia e noite, tornando praticamente impossível qualquer fuga. Existia mesmo um gerador de energia que em caso de falha eléctrica mantinha a voltagem elevada da cerca.




prisioneiros_de_buchenwald_a_construir_caminho_de_ferro.jpgA visão que as SS tinham dos prisioneiros ficou demonstrada na prática terrorista para com os detidos que era sustentada também pelas famílias dos oficiais nazis. Durante os trabalhos de edificação do Campo as condições de vida dos detidos eram miseráveis, propositadamente sem acesso a condições de higiene, água e espaços para os doentes. Dentro do Campo, as SS ordenaram a construção de uma lavandaria, um crematório, um edifício de desinfecção e um armazém.
A Administração do Campo
buchenwald_087.jpgAs SS muniram-se de material burocrático sofisticado para conduzirem a sua política criminosa e desumana: máquinas de escrever, telefones, aparelhos de rádio, registadores e livros de registos constituíram uma parafernália que possibilitou um controlo quase total sobre todos os prisioneiros detidos em Buchenwald. O Campo possuía uma Direcção, uma Administração, um Gabinete da polícia política (Gestapo), um Gabinete de Detenções, um Departamento do Trabalho e um Departamento Médico. Para os oficiais das SS, o prisioneiro consistia apenas num número abstracto, à disposição total dos gabinetes dos torcionários. À chegada ao Campo, o prisioneiro via-se desapossado de todos os seus bens que eram confiscados no armazém (onde está instalada hoje a exposição sobre a história do Campo de Concentração de Buchenwald). Já em 1942, foi criado um Departamento Geral da Administração Económica que procurava retirar melhor partido do trabalho forçado dos prisioneiros, para além da gestão do próprio Campo: assim, através de um processo de divisão do trabalho mais sofisticado, os oficiais SS procuravam manter-se afastados das consequências bárbaras dos seus actos.
Os primeiros prisioneiros e o seu quotidiano
buchenwald_103Para qualquer dos prisioneiros que chegava a Buchenwald, como a outros campos de concentração do nazismo, existia sempre um corte abrupto com o seu passado. Confinados a espaços reduzidos nas suas casernas, os prisioneiros eram obrigados a procurar torna-se o mais adaptável possível às condições numa luta diária pela sua própria vida.


buchenwald_2008_068Os primeiros detidos enviados para Buchenwald foram prisioneiros políticos alemães, condenados comuns e testemunhas de Jeová. Já em 1938 chegaram ao Campo em vários comboios os primeiros judeus, ciganos e homossexuais.  A partir de 1938, Buchenwald recebeu mendigos, pedintes, refractários ao trabalho ou indivíduos simplesmente desadaptados à sociedade. Com as anexações que a Alemanha nazi iniciou em 1938 foram também chegando ao Campo prisioneiros austríacos e checos, a que se juntaram maioritariamente polacos e holandeses após o início da II Guerra Mundial (1939-1945).
buchenwald_085Ao contrário do que acontecia com os outros prisoneiros que tinham casernas próprias (judeus, ciganos, homossexuais, etc), os oficiais das SS optaram deliberadamente por não separarem os presos políticos que detiveram em Buchewald, procurando, desta forma, conseguir infiltrados próximos dos comunistas, social-democratas e outros presos alemães para obtenção de informações ou fomentar atritos entre os detidos..



buchenwald_2008_066Os primeiros prisioneiros de guerra soviéticos foram enviados para Buchenwald em 1941, quando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas viu o seu território invadido pela Alemanha nazi.







buchenwald_090A codificação da indumentária no Campo associava a cor vermelha aos prisioneiros políticos, a cor verde para os delinquentes comuns, a cor preta para os chamadosdegenerados sociais e a cor amarela para os judeus, sendo que a letra adicionada correspondia à nacionalidade do preso. Estes elementos eram presos à indumentária dos presos.




buchenwald_098No quotidiano dos presos, a sua divisão pelas casernas era hierarquizada segundo as razões da sua detenção em Buchenwald, tendo os oficiais alemães designado prisioneiros responsáveis pelos barracões dos presos, pela acomodação interna dos presos e até para desempenhar acções de extorsão de bens a outros prisioneiros. Acções simples do quotidiano como cortar o cabelo, lavar os dentes ou comer eram tornadas difíceis pelas condições miseráveis vividas. Mas, entre os prisioneiros havia resistência organizada e os comunistas alemães constituíram-se no grupo que formou o comité internacional do Campo em 1943, beneficiando da experiência adquirida antes da sua detenção. Este comité auxiliou muitos prisioneiros na sua sobrevivência, além de guardar clandestinamente cerca de 100 armas de fogo prontas a ser usadas quando se tornasse possível. Já em 1944 constituíram-se comités de ajuda nacional no Campo segundo as nacionalidades representadas em Buchenwald.
A barbárie planeada na essência do Campo (1937-1942)
buchenwald_094Na lógica torcionária das SS, o terrorismo era entendido como elemento de quebra da vontade da dignidade dos prisioneiros, apurado numa lógica regulamentar quotidiana em Buchenwald de disciplina e punição para com os detidos: chamadas diurnas ou nocturnas para a contagem dos prisioneiros; tratamento humilhante e ultrajante para com os detidos isoladamente ou na presença de outros presos; suspensão dos presos sobre os seus membros inferiores ou superiores para prática de tortura; execuções a tiro de detidos.

buchenwald_092Qualquer acto de resistência ou tentativa de fuga era punida com prisão em celas solitárias e envio para trabalhos forçados na pedreira junto ao Campo de Concentração de Buchenwald, onde morreram vários dos detidos nestas condições insuportáveis para o ser humano. Para além disto, as unidades dos esquadrões da morte das SS dispunham dos prisioneiros para organizarem actos arbitrários e assassinatos individuais e colectivos, onde obrigavam outros detidos a participar sob coacção.

buchenwald_088Entre 1937 e 1938 os principais alvos desta monstruosidade quotidiana foram os presos políticos alemães, sendo que após 1938 as SS escolheram preferencialmente os desadaptados sociais, ciganos, judeus e polacos. Estes viram, assim, agravada ainda em maior escala as suas difíceis condições de vida no Campo. Até 1942 foram mortos em Buchenwald 2795 judeus e cerca de 1000 ciganos, resultado das condições indignas a que foram expostos, incluindo fome e contágio de doenças entre prisioneiros. Os ciganos foram mesmo deliberadamente alvos de experiências médicas iniciadas em Buchenwald em 1942.


pic01255Com o ataque nazi à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas o extermínio no campo realçou-se em Buchenwald, já que também muitos membros da intelectualidade da Europa Oriental e prisioneiros de guerra soviéticos foram mortos em fuzilamentos colectivos, durante o próprio processo de deportação ou pela ausência de acesso à alimentação ou a cuidados de saúde.


pic01253Apesar de Buchenwald não ter sido projectado como um Campo de Extermínio, ocorreram diversas acções de morticínio em massa, incluindo após 1941 as de injecção letal a prisioneiros doentes ou debilitados fisicamente. No Outono de 1941, os nazis optaram por matar a tiro 8000 prisioneiros de guerra soviéticos no outrora estábulo que foi preparado previamente para esse crime. Essa acção constituiu o maior fuzilamento em massa dentro do Campo entre 1937 e 1945.

Guerra Total e o Campo: do aprofundamento da barbárie à libertação e à derrota do nazi-fascismo (1942-1945)
buchenwald_095Com a alteração da situação da II Guerra a nível mundial, com os países do Eixo nazi-fascista (Alemanha, Itália e Japão) confrontados com as derrotas militares face aos Aliados, a administração do Campo de Concentração de Buchenwald promoveu a utilização em massa de mão-de-obra dos prisioneiros na indústria de armamento alemã, acompanhando a centralização e aperfeiçoamento da burocracia das SS. Esta alteração devida ao esforço de guerra promoveu a utilização massiva de prisioneiros nas fábricas da indústria bélica germânica em vários territórios ocupados pelo nazismo. Essa força de trabalho era substituída sempre que se entendesse necessária tal alteração para promover o aumento da produção de armamento.
buchenwald_096Se incluirmos as prisioneiras do sexo feminino, o número de detidos em Buchenwald cresceu de 9500 no final do ano de 1942 para mais de 37 000 no final do ano de 1943 e mais de 110 000 presos em Janeiro de 1945. Este aumento do número de presos tornou os prisioneiros alemães numa minoria dentro do Campo, já que em Agosto de 1944 era já 20 000 os presos soviéticos, 15 000 os detidos polacos, e 10 000 os franceses, acompanhados de importantes grupos de checos, belgas, dinamarqueses, holandeses e italianos. Até Outubro de 1944 chegaram ao Campo 12 000 judeus húngaros e mais 1800 ciganos propositadamente para serem forçados a trabalho intensivo em Buchenwald. O seu destino era o pequeno campo, criado pelos oficiais das SS como área de quarentena para experiências procurando revelar a disponibilidade física para o trabalho forçado, num sector onde estavam também os prisioneiros isolados por doença devido à falta de cuidados médicos ou alimentares mínimos. Estavam directamente associados a Buchenwald mais de oitenta fábricas de material bélico que utilizaram a partir de 1942 a exploração desumana do trabalho dos prisioneiros.
Após o Outono desse ano, os oficiais das SS organizaram grupos de prisioneiros de Buchenwald para removeram as bombas caídas nas cidades do Ocidente da Alemanha, juntamente com a produção de componentes para a aviação nazi, túneis para fuga dos oficiais e o próprio bunker de Hitler em Berlim nos últimos meses da II Guerra, o que provocou a morte de dezenas de milhar de prisioneiros expostos à ausência total de humanidade nos trabalhos forçados a que eram submetidos.
Durante os últimos três anos da II Guerra, os prisioneiros de Buchenwald foram também alvo de experiências médicas arbitrárias, como a das vacinas contra o tifo desde o final de 1941. Neste processo hediondo colaboraram as SS, os departamentos governamentais, o Exército alemão e companhias farmacêuticas. Mais de mil prisioneiros viram as suas vidas colocadas em risco permanente devido a este tipo de práticas criminosas e sem escrúpulos por parte dos médicos do nazismo.
Mas nem todos os desígnios do nazismo relativos à exploração desumana do trabalho dos prisioneiros de Buchenwald teve sucesso, uma vez que o boicote e a sabotagem planeada destes impediram que os oficiais das SS pudessem atingir os resultados esperados com as suas práticas, levando mesmo a que as SS se envolvessem em disputas em torno da jurisdição dos prisioneiros com os próprios proprietários das fábricas que beneficiavam do trabalho forçado dos presos.
Com o ataque aéreo aliado que atingiu as imediações do Campo de Concentração de Buchenwald em 24 de Agosto de 1944, atingindo fábricas de armamento e abarracamentos de apoio, cerca de 400 prisioneiros perderam as suas vidas, mas igualmente centenas de oficiais das SS, que na altura já ultrapassavam os 10 000 oficiais em Buchenwald.
No final do ano de 1944, o Exército Vermelho aproximou-se geograficamente da região da Polónia e do Este da Alemanha, onde estavam sedeados vários Campos nazis, provocando o envio de dezenas de milhar de presos para Buchenwald, já na Primavera de 1945, sendo na sua maioria judeus. No pequeno campo as doenças propagaram-se rapidamente, elevando a 13 969 os mortos ocorridos entre Janeiro e Abril de 1945 em Buchenwald, quando se deu a auto-libertação dos presos.
A auto-libertação dos presos e o fim do Campo de Concentração: 11 de Abril de 1945
Pressionados pelos avanços do Exército Vermelho a leste e pelos desenvolvimentos na Frente Ocidental as SS projectaram evacuar de Buchenwald o maior número possível de prisioneiros, saindo cerca de 27 000 para os Campos de Flossenbürg, Theresienstadt e Dachau, mas mantendo-se quase 48 000 prisioneiros no Campo de Buchenwald em Abril de 1945. A resistência passiva dos presos obstou a que mais prisioneiros fossem levados.
buchenwald_084No dia 11 de Abril de 1945, vários prisioneiros políticos organizados tomaram o edifício da entrada do Campo, passando a gerir a sua administração perante a fuga de vários oficiais das SS. Eram 15 horas e 15 minutos, hora que se mantém inalterada até hoje na torre da entrada do Campo de Concentração de Buchenwald. Entretanto, as unidades do Exército americano haviam já derrotado as unidades das SS nos montes Ettersberg nas imediações de Buchenwald, tendo chegado junto dos prisioneiros alguns dias depois.

buchenwald_067Vários prisioneiros morreram ainda depois da chegada dos americanos, tendo os sobreviventes composto oJuramento de Buchenwald, uma proclamação solene de comprometimento para com os ideais da paz e da cooperação entre os povos de um mundo livre do nazi-fascismo. Os nazis que restavam nas administrações locais e em Weimar foram detidos, organizando-se comités antifascistas que ocuparam os seus postos nos municípios vizinhos da região.

Os crimes de Buchenwald e do nazi-fascismo e os ensinamentos para o futuro
Em Buchenwald foram assassinados 34 375 prisioneiros masculinos segundo os próprios registos da administração das SS, a que se juntam 8000 prisioneiros de guerra soviéticos, 1100 prisioneiros junto ao crematório do Campo, entre 12 000 a 15 000 no transporte e evacuação forçada e massiva nos anos de 1944 e 1945. O número total de vítimas em Buchenwald ascendeu, assim, a 56 000 seres humanos, num Campo que os nazis não consideravam como especialmente construído para o nazismo.
O nazi-fascismo, que parecia invencível nos primeiros meses da II Guerra Mundial foi derrotado. Foi vencido nos campos de batalha, mas também pelos povos na vida quotidiana dos países ocupados, assim como dentro dos Campos de Concentração nazis, onde mesmo nas horas mais difíceis sempre existiram forças entre os detidos para construir a resistência à barbárie nazi.
David Pereira
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Via Graça Silva:
Uma Turma Difícil
Um filme dramático sobre os desafios da educação, baseado numa história verídica
Uma docente de uma escola parisiense, vendo as suas alternativas de ensino esgotar-se a cada dia devido a uma turma problemática, lembra-se de lhes propor um desafio: entrarem juntos num concurso de reflexão sobre as memórias do Holocausto e o seu impacto nos jovens de hoje. Contra as expectativas de todos incluindo os próprios, eles vão empenhar-se no projecto e, no limite, encontrar nas diferenças a força da união
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19ab1945
Via URAP - União de Resistentes Anti-fascistas Portugueses
http://www.urap.pt/index.php/histria-mainmenu-37/32-histria/155-juramento-de-buchenwald

Juramento de Buchenwald



Discurso proferido em francês, russo, polaco, inglês e alemão, na cerimónia fúnebre do campo de Buchenwald, 
a 19 de Abril de 1945.
A URAP esteve presente no encontro internacional de juventude, no campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha, por ocasião do 63º aniversário da auto-libertação deste campo.
«Camaradas!
Nós, antifascistas de Buchenwald, estamos aqui hoje para prestar homenagem aos
51.000 presos assassinados pela besta nazi e seus aliados, em Buchenwald e seus destacamentos exteriores!
51.000 fuzilados, enforcados, pisados, assassinados, asfixiados, afogados, esfomeados, envenenados (lavados)
51.000 pais, irmãos - filhos morreram de uma morte cruel, por lutarem contra o regime assassino fascista.
51.000 mães e mulheres e milhares de crianças acusam!
Nós, sobreviventes e testemunhas das bestialidades nazistas, vimos, com raiva impotente, os nossos camaradas tombarem.
Se houve algo que nos segurou à vida, foi o pensamento:
O dia da vingança chegará!
Hoje somos livres!
Agradecemos ao Exército Aliado, aos americanos, aos ingleses, aos soviéticos e a todos os exércitos da liberdade, que combateram pela paz e pela vida, por nós e por todo o mundo.
Recordamos também aqui, o grande amigo dos antifascistas de todos os países, um dos organizadores e iniciadores da luta por um novo Mundo democrático e pacífico: F. D. Roosevelt. Honra à sua memória!
Nós, ex-prisioneiros de Buchenwald, russos, franceses, polacos, checos - eslovacos e alemães, espanhóis, italianos e austríacos, belgas e holandeses, ingleses, luxemburgueses, romenos, jugoslavos e húngaros, lutámos em conjunto contra as SS, contra os criminosos nazis, pela nossa própria libertação.
Animava-nos uma ideia:        
A nossa causa é justa! A vitória será nossa!
Nós travámos, em muitas línguas, a mesma dura luta impiedosa e com numerosas vítimas, luta essa que ainda não está terminada.
Ainda flutuam bandeiras hitlerianas!
Os assassinos dos nossos camaradas ainda estão vivos!
Os nossos verdugos sádicos ainda andam por aí à solta!
Por isso, nós juramos perante todo o mundo, nesta parada, neste lugar do horror fascista:
Só daremos por terminada a nossa luta, quando o último dos culpados estiver perante os juízes representantes dos povos!
O extermínio do nazismo e suas raízes é o nosso lema.
A construção de um mundo novo de paz e de liberdade é o nosso objectivo.
Devemos isso aos nossos camaradas assassinados e aos seus parentes.
Como sinal da vossa disponibilidade para esta luta, levantem a mão para o juramento e repitam comigo:
                                   NÓS JURAMOS!