21/07/2016

9.194.(21jul2016.13.31') Noite das Facas lngas...Gueto de Varsóvia...Campo de Concentração de Buchenwald...Juramento de Buchenwald

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2013...Postei:
não podemos esquecer o fascismo.nazismo...os agiotas em todas as épocas não se preocupam com quem sofre...está na sua estrutura explorar, explorar + e + sem hesitações.apoiam ditadores de td o tipo e colocam os governos ao seu serviço...
Via postagem de José Eduardo Oliveira

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4591238273584&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=3&theater
Efeméride // Em 22 de Julho de 1942 tem início a deportação sistemática dos judeus do gueto de Varsóvia
Mais tarde, no correr do julgamento dos responsáveis por esse extermínio, o termo foi sendo aos poucos adoptado somente para se referir ao massacre dos judeus durante o regime nazista.
Todos esses grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração
 e de extermínio, de acordo com textos, fotografias e testemunhos de sobreviventes, além de uma extensa documentação deixada pelos próprios nazistas com o saldo de registos estatísticos de vários países sob ocupação.

 Hoje, já se sabe aproximadamente o número de mortes. Morreram 17 milhões de soviéticos (sendo 9,5 milhões de civis); 6 milhões de judeus; 5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis); 4 milhões de poloneses (3 milhões de civis); 2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos; 1,5 milhão de japoneses; 535 000 franceses (330 000 civis); 450 000 italianos (150 000 civis); 396 000 ingleses e 292 000 soldados norte-americanos.
(Wikipédia).

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Um campo de terror nazi
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http://www.urap.pt/index.php/histria-mainmenu-37/32-histria/156-o-campo-de-concentrao-de-buchenwald-weimar-alemanha-apontamentos-histricos-1937-1945

O Campo de Concentração de Buchenwald (Weimar, Alemanha). Apontamentos Históricos (1937-1945)


História
A URAP esteve presente no encontro internacional de juventude, no campo de concentração de Buchenwald, por ocasião do 63º aniversário da sua auto-libertação. Para mais textos consulte-se História.
A Construção do Campo
250px-buchenwald_slave_laborers_liberationCorporizando a desumanidade do projecto nazi demonstrada durante a vigência do III Reich alemão (1933-1945), as SS (Schutzstaffel) deram ordens para que se iniciassem os trabalhos para a edificação de um Campo de Concentração nos arredores de Weimar, a capital regional da região da Turíngia, na Alemanha.
Esse Campo, conhecido para a posteridade como Buchenwald, foi o resultado desde o início do trabalho forçado dos prisioneiros que foram obrigados a iniciar as suas obras, em Julho de 1937, de desflorestação da área e edificação de edifícios e outros abarracamentos militares.
Projectado para o encarceramento de mais de 10 000 prisioneiros, o Campo recebeu ainda uma base para o treino dos esquadrões da morte e a sede de uma empresa com capitais detidos pelas SS que foram instalados em Buchenwald até 1941.
buchenwald_079Na verdade, existiam cercas e barreiras que separavam os diferentes sectores do Campo, sendo que este era isolado do exterior através de uma cerca electrificada com alta tensão que funcionava dia e noite, tornando praticamente impossível qualquer fuga. Existia mesmo um gerador de energia que em caso de falha eléctrica mantinha a voltagem elevada da cerca.




prisioneiros_de_buchenwald_a_construir_caminho_de_ferro.jpgA visão que as SS tinham dos prisioneiros ficou demonstrada na prática terrorista para com os detidos que era sustentada também pelas famílias dos oficiais nazis. Durante os trabalhos de edificação do Campo as condições de vida dos detidos eram miseráveis, propositadamente sem acesso a condições de higiene, água e espaços para os doentes. Dentro do Campo, as SS ordenaram a construção de uma lavandaria, um crematório, um edifício de desinfecção e um armazém.
A Administração do Campo
buchenwald_087.jpgAs SS muniram-se de material burocrático sofisticado para conduzirem a sua política criminosa e desumana: máquinas de escrever, telefones, aparelhos de rádio, registadores e livros de registos constituíram uma parafernália que possibilitou um controlo quase total sobre todos os prisioneiros detidos em Buchenwald. O Campo possuía uma Direcção, uma Administração, um Gabinete da polícia política (Gestapo), um Gabinete de Detenções, um Departamento do Trabalho e um Departamento Médico. Para os oficiais das SS, o prisioneiro consistia apenas num número abstracto, à disposição total dos gabinetes dos torcionários. À chegada ao Campo, o prisioneiro via-se desapossado de todos os seus bens que eram confiscados no armazém (onde está instalada hoje a exposição sobre a história do Campo de Concentração de Buchenwald). Já em 1942, foi criado um Departamento Geral da Administração Económica que procurava retirar melhor partido do trabalho forçado dos prisioneiros, para além da gestão do próprio Campo: assim, através de um processo de divisão do trabalho mais sofisticado, os oficiais SS procuravam manter-se afastados das consequências bárbaras dos seus actos.
Os primeiros prisioneiros e o seu quotidiano
buchenwald_103Para qualquer dos prisioneiros que chegava a Buchenwald, como a outros campos de concentração do nazismo, existia sempre um corte abrupto com o seu passado. Confinados a espaços reduzidos nas suas casernas, os prisioneiros eram obrigados a procurar torna-se o mais adaptável possível às condições numa luta diária pela sua própria vida.


buchenwald_2008_068Os primeiros detidos enviados para Buchenwald foram prisioneiros políticos alemães, condenados comuns e testemunhas de Jeová. Já em 1938 chegaram ao Campo em vários comboios os primeiros judeus, ciganos e homossexuais.  A partir de 1938, Buchenwald recebeu mendigos, pedintes, refractários ao trabalho ou indivíduos simplesmente desadaptados à sociedade. Com as anexações que a Alemanha nazi iniciou em 1938 foram também chegando ao Campo prisioneiros austríacos e checos, a que se juntaram maioritariamente polacos e holandeses após o início da II Guerra Mundial (1939-1945).
buchenwald_085Ao contrário do que acontecia com os outros prisoneiros que tinham casernas próprias (judeus, ciganos, homossexuais, etc), os oficiais das SS optaram deliberadamente por não separarem os presos políticos que detiveram em Buchewald, procurando, desta forma, conseguir infiltrados próximos dos comunistas, social-democratas e outros presos alemães para obtenção de informações ou fomentar atritos entre os detidos..



buchenwald_2008_066Os primeiros prisioneiros de guerra soviéticos foram enviados para Buchenwald em 1941, quando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas viu o seu território invadido pela Alemanha nazi.







buchenwald_090A codificação da indumentária no Campo associava a cor vermelha aos prisioneiros políticos, a cor verde para os delinquentes comuns, a cor preta para os chamadosdegenerados sociais e a cor amarela para os judeus, sendo que a letra adicionada correspondia à nacionalidade do preso. Estes elementos eram presos à indumentária dos presos.




buchenwald_098No quotidiano dos presos, a sua divisão pelas casernas era hierarquizada segundo as razões da sua detenção em Buchenwald, tendo os oficiais alemães designado prisioneiros responsáveis pelos barracões dos presos, pela acomodação interna dos presos e até para desempenhar acções de extorsão de bens a outros prisioneiros. Acções simples do quotidiano como cortar o cabelo, lavar os dentes ou comer eram tornadas difíceis pelas condições miseráveis vividas. Mas, entre os prisioneiros havia resistência organizada e os comunistas alemães constituíram-se no grupo que formou o comité internacional do Campo em 1943, beneficiando da experiência adquirida antes da sua detenção. Este comité auxiliou muitos prisioneiros na sua sobrevivência, além de guardar clandestinamente cerca de 100 armas de fogo prontas a ser usadas quando se tornasse possível. Já em 1944 constituíram-se comités de ajuda nacional no Campo segundo as nacionalidades representadas em Buchenwald.
A barbárie planeada na essência do Campo (1937-1942)
buchenwald_094Na lógica torcionária das SS, o terrorismo era entendido como elemento de quebra da vontade da dignidade dos prisioneiros, apurado numa lógica regulamentar quotidiana em Buchenwald de disciplina e punição para com os detidos: chamadas diurnas ou nocturnas para a contagem dos prisioneiros; tratamento humilhante e ultrajante para com os detidos isoladamente ou na presença de outros presos; suspensão dos presos sobre os seus membros inferiores ou superiores para prática de tortura; execuções a tiro de detidos.

buchenwald_092Qualquer acto de resistência ou tentativa de fuga era punida com prisão em celas solitárias e envio para trabalhos forçados na pedreira junto ao Campo de Concentração de Buchenwald, onde morreram vários dos detidos nestas condições insuportáveis para o ser humano. Para além disto, as unidades dos esquadrões da morte das SS dispunham dos prisioneiros para organizarem actos arbitrários e assassinatos individuais e colectivos, onde obrigavam outros detidos a participar sob coacção.

buchenwald_088Entre 1937 e 1938 os principais alvos desta monstruosidade quotidiana foram os presos políticos alemães, sendo que após 1938 as SS escolheram preferencialmente os desadaptados sociais, ciganos, judeus e polacos. Estes viram, assim, agravada ainda em maior escala as suas difíceis condições de vida no Campo. Até 1942 foram mortos em Buchenwald 2795 judeus e cerca de 1000 ciganos, resultado das condições indignas a que foram expostos, incluindo fome e contágio de doenças entre prisioneiros. Os ciganos foram mesmo deliberadamente alvos de experiências médicas iniciadas em Buchenwald em 1942.


pic01255Com o ataque nazi à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas o extermínio no campo realçou-se em Buchenwald, já que também muitos membros da intelectualidade da Europa Oriental e prisioneiros de guerra soviéticos foram mortos em fuzilamentos colectivos, durante o próprio processo de deportação ou pela ausência de acesso à alimentação ou a cuidados de saúde.


pic01253Apesar de Buchenwald não ter sido projectado como um Campo de Extermínio, ocorreram diversas acções de morticínio em massa, incluindo após 1941 as de injecção letal a prisioneiros doentes ou debilitados fisicamente. No Outono de 1941, os nazis optaram por matar a tiro 8000 prisioneiros de guerra soviéticos no outrora estábulo que foi preparado previamente para esse crime. Essa acção constituiu o maior fuzilamento em massa dentro do Campo entre 1937 e 1945.

Guerra Total e o Campo: do aprofundamento da barbárie à libertação e à derrota do nazi-fascismo (1942-1945)
buchenwald_095Com a alteração da situação da II Guerra a nível mundial, com os países do Eixo nazi-fascista (Alemanha, Itália e Japão) confrontados com as derrotas militares face aos Aliados, a administração do Campo de Concentração de Buchenwald promoveu a utilização em massa de mão-de-obra dos prisioneiros na indústria de armamento alemã, acompanhando a centralização e aperfeiçoamento da burocracia das SS. Esta alteração devida ao esforço de guerra promoveu a utilização massiva de prisioneiros nas fábricas da indústria bélica germânica em vários territórios ocupados pelo nazismo. Essa força de trabalho era substituída sempre que se entendesse necessária tal alteração para promover o aumento da produção de armamento.
buchenwald_096Se incluirmos as prisioneiras do sexo feminino, o número de detidos em Buchenwald cresceu de 9500 no final do ano de 1942 para mais de 37 000 no final do ano de 1943 e mais de 110 000 presos em Janeiro de 1945. Este aumento do número de presos tornou os prisioneiros alemães numa minoria dentro do Campo, já que em Agosto de 1944 era já 20 000 os presos soviéticos, 15 000 os detidos polacos, e 10 000 os franceses, acompanhados de importantes grupos de checos, belgas, dinamarqueses, holandeses e italianos. Até Outubro de 1944 chegaram ao Campo 12 000 judeus húngaros e mais 1800 ciganos propositadamente para serem forçados a trabalho intensivo em Buchenwald. O seu destino era o pequeno campo, criado pelos oficiais das SS como área de quarentena para experiências procurando revelar a disponibilidade física para o trabalho forçado, num sector onde estavam também os prisioneiros isolados por doença devido à falta de cuidados médicos ou alimentares mínimos. Estavam directamente associados a Buchenwald mais de oitenta fábricas de material bélico que utilizaram a partir de 1942 a exploração desumana do trabalho dos prisioneiros.
Após o Outono desse ano, os oficiais das SS organizaram grupos de prisioneiros de Buchenwald para removeram as bombas caídas nas cidades do Ocidente da Alemanha, juntamente com a produção de componentes para a aviação nazi, túneis para fuga dos oficiais e o próprio bunker de Hitler em Berlim nos últimos meses da II Guerra, o que provocou a morte de dezenas de milhar de prisioneiros expostos à ausência total de humanidade nos trabalhos forçados a que eram submetidos.
Durante os últimos três anos da II Guerra, os prisioneiros de Buchenwald foram também alvo de experiências médicas arbitrárias, como a das vacinas contra o tifo desde o final de 1941. Neste processo hediondo colaboraram as SS, os departamentos governamentais, o Exército alemão e companhias farmacêuticas. Mais de mil prisioneiros viram as suas vidas colocadas em risco permanente devido a este tipo de práticas criminosas e sem escrúpulos por parte dos médicos do nazismo.
Mas nem todos os desígnios do nazismo relativos à exploração desumana do trabalho dos prisioneiros de Buchenwald teve sucesso, uma vez que o boicote e a sabotagem planeada destes impediram que os oficiais das SS pudessem atingir os resultados esperados com as suas práticas, levando mesmo a que as SS se envolvessem em disputas em torno da jurisdição dos prisioneiros com os próprios proprietários das fábricas que beneficiavam do trabalho forçado dos presos.
Com o ataque aéreo aliado que atingiu as imediações do Campo de Concentração de Buchenwald em 24 de Agosto de 1944, atingindo fábricas de armamento e abarracamentos de apoio, cerca de 400 prisioneiros perderam as suas vidas, mas igualmente centenas de oficiais das SS, que na altura já ultrapassavam os 10 000 oficiais em Buchenwald.
No final do ano de 1944, o Exército Vermelho aproximou-se geograficamente da região da Polónia e do Este da Alemanha, onde estavam sedeados vários Campos nazis, provocando o envio de dezenas de milhar de presos para Buchenwald, já na Primavera de 1945, sendo na sua maioria judeus. No pequeno campo as doenças propagaram-se rapidamente, elevando a 13 969 os mortos ocorridos entre Janeiro e Abril de 1945 em Buchenwald, quando se deu a auto-libertação dos presos.
A auto-libertação dos presos e o fim do Campo de Concentração: 11 de Abril de 1945
Pressionados pelos avanços do Exército Vermelho a leste e pelos desenvolvimentos na Frente Ocidental as SS projectaram evacuar de Buchenwald o maior número possível de prisioneiros, saindo cerca de 27 000 para os Campos de Flossenbürg, Theresienstadt e Dachau, mas mantendo-se quase 48 000 prisioneiros no Campo de Buchenwald em Abril de 1945. A resistência passiva dos presos obstou a que mais prisioneiros fossem levados.
buchenwald_084No dia 11 de Abril de 1945, vários prisioneiros políticos organizados tomaram o edifício da entrada do Campo, passando a gerir a sua administração perante a fuga de vários oficiais das SS. Eram 15 horas e 15 minutos, hora que se mantém inalterada até hoje na torre da entrada do Campo de Concentração de Buchenwald. Entretanto, as unidades do Exército americano haviam já derrotado as unidades das SS nos montes Ettersberg nas imediações de Buchenwald, tendo chegado junto dos prisioneiros alguns dias depois.

buchenwald_067Vários prisioneiros morreram ainda depois da chegada dos americanos, tendo os sobreviventes composto oJuramento de Buchenwald, uma proclamação solene de comprometimento para com os ideais da paz e da cooperação entre os povos de um mundo livre do nazi-fascismo. Os nazis que restavam nas administrações locais e em Weimar foram detidos, organizando-se comités antifascistas que ocuparam os seus postos nos municípios vizinhos da região.

Os crimes de Buchenwald e do nazi-fascismo e os ensinamentos para o futuro
Em Buchenwald foram assassinados 34 375 prisioneiros masculinos segundo os próprios registos da administração das SS, a que se juntam 8000 prisioneiros de guerra soviéticos, 1100 prisioneiros junto ao crematório do Campo, entre 12 000 a 15 000 no transporte e evacuação forçada e massiva nos anos de 1944 e 1945. O número total de vítimas em Buchenwald ascendeu, assim, a 56 000 seres humanos, num Campo que os nazis não consideravam como especialmente construído para o nazismo.
O nazi-fascismo, que parecia invencível nos primeiros meses da II Guerra Mundial foi derrotado. Foi vencido nos campos de batalha, mas também pelos povos na vida quotidiana dos países ocupados, assim como dentro dos Campos de Concentração nazis, onde mesmo nas horas mais difíceis sempre existiram forças entre os detidos para construir a resistência à barbárie nazi.
David Pereira
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14 de Julho de 1933: É promulgada , pelos nazis, a lei para a esterilização forçada de pessoas com doenças consideradas hereditárias

No dia 14 de Julho de 1933, os nazis aprovaram uma lei para a esterilização forçada de pessoas com doenças consideradas hereditárias, para que não as passassem aos filhos. Mais tarde, passaram a executar os deficientes.
Já poucos meses após a chegada de Hitler ao poder, o regime nazi impunha uma lei que abria caminho para a ideia de uma sociedade formada por uma "raça superior", na qual pessoas "doentes" e "fracas" não tinham lugar. A lei para a prevenção de doenças hereditárias ("Erbgesundheitsgesetz") foi aprovada pelo Reichstag (parlamento) em Berlim em 14 de Julho de 1933.
Os defensores da eugenia, ciência da "melhoria" das especificidades genéticas do ser humano, saudaram esta lei, que impedia a "multiplicação" de seres supostamente "inferiores". Entre os alvos da lei estavam, por exemplo, portadores de esquizofrenia, cegueira, deformidades físicas e surdez hereditárias. A lista também incluía pessoas com deficiência no desenvolvimento mental e dependentes de álcool.
A médica e historiadora Christiane Rothmaler pesquisa a história das esterilizações forçadas sob o regime nazi na Alemanha. Segundo ela, a eugenia já vinha sendo discutida desde o século XIX.
Segundo ela, já naquela época a biologia hereditária era considerada um assunto muito sério. Também os médicos aplaudiram a lei, que permitia realizar um antigo sonho da genética: o sonho de uma sociedade perfeita, sem "elementos inferiores", assinala Rothmaler.
Milhares de pessoas supostamente com doenças hereditárias passaram a ser esterilizadas. Acima de tudo, "problemas natos no desenvolvimento mental" passaram a ser a justificação para o regime livrar-se de pessoas "indesejadas": prostitutas, criminosos ou mesmo pessoas simples que não conseguiam atender às exigências da sociedade e, portanto, eram consideradas "problemáticas".
Rothmaler conta que, muitas vezes, estas pessoas dependiam de assistência pública. Por isso, havia muitas informações sobre elas nas actas médicas.
Nesta altura os cientistas ainda não dispunham de conhecimentos profundos sobre doenças hereditárias. "Havia uma ideia de como determinadas características genéticas são passadas de geração em geração, como a cor dos cabelos. Mais tarde  acreditou-se poder identificar traços do carácter", explica a pesquisadora.
Para a análise dos processos, foram criados tribunais específicos em toda a Alemanha. Um jurista e dois médicos decidiam a esterilização. Atestados médicos deveriam ressaltar a necessidade da intervenção. "A onda de denúncias foi tão grande que os tribunais mal podiam dar conta", diz Rothmaler. No começo, ainda se tentou analisar as queixas, mas à medida que a guerra se aproximava, os processos tornara-se uma farsa.
"Quando era decidida a esterilização, os atingidos tinham três opções: aceitar o procedimento, entrar com recurso ou entrar para a clandestinidade", explica. As apelações raramente eram atendidas e os fugitivos eram capturados pela polícia. Para a maioria, não havia saída: costumavam ser encontrados.
As esterilizações eram praticadas em hospitais de todo o país. Mesmo jovens de 14 anos – ou em casos extremos crianças menores – podiam ser submetidos ao procedimento. Pesquisadores acreditam que, até 1945, 400 mil pessoas tenham sido vítimas da lei no território controlado pelos nazis. Seis mil pessoas teriam morrido em consequência de complicações após a intervenção.
"A doentes incuráveis… [pode] ser concedida a morte por misericórdia", escreveu Adolf Hitler em 1 de Setembro de 1939, data do início da Segunda Guerra Mundial. Isso iniciaria uma fase ainda mais cruel da eugenia nazi: o assassinato de "vidas inferiores".
A eutanásia – palavra grega que significa literalmente "boa morte" – passou a ser usada para matar doentes mentais e pessoas com deficiência. As vítimas eram consideradas um peso para a sociedade, pelas quais supostamente não se podia fazer mais nada. "O que não podemos curar, nós destruímos, pensavam os médicos envolvidos", explica Christiane Rothmaler.
Médicos e pessoal de enfermagem também foram acusados de seleccionar e executar vítimas indefesas. Na chamada operação "T4", em alusão à sede da instituição responsável pela eutanásia nazi, na rua Tiergartenstrasse 4, em Berlim, 70 mil pessoas foram mortas com injecções letais ou em câmaras de gás até Agosto de 1941. Protestos da Igreja levaram à suspensão das execuções. Até ao final da guerra, no entanto, crianças e adultos continuariam a ser vítimas de eutanásia, mas o procedimento não era nem propagado nem realizado de forma tão aberta.


A Alemanha não foi o único país que teve esterilização forçada. Esta prática também já aconteceu na Suécia e nos Estados Unidos. Só nos EUA, no século passado, cerca de 60 mil pessoas foram esterilizadas à força. Mas o assassinato planeado de pessoas doentes e deficientes aconteceu apenas na Alemanha nazi.
Fontes: DW
wikipedia (imagens)
Propaganda alemã para o programa de eugenia T4
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/07/14-de-julho-de-1933-e-promulgada-pelos.html
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Via Graça Silva:
Uma Turma Difícil
Um filme dramático sobre os desafios da educação, baseado numa história verídica
Uma docente de uma escola parisiense, vendo as suas alternativas de ensino esgotar-se a cada dia devido a uma turma problemática, lembra-se de lhes propor um desafio: entrarem juntos num concurso de reflexão sobre as memórias do Holocausto e o seu impacto nos jovens de hoje. Contra as expectativas de todos incluindo os próprios, eles vão empenhar-se no projecto e, no limite, encontrar nas diferenças a força da união
- See more at: http://www.rtp.pt/programa/tv/p33262#sthash.2dRE7n7z.dpuf
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19ab1945
Via URAP - União de Resistentes Anti-fascistas Portugueses
http://www.urap.pt/index.php/histria-mainmenu-37/32-histria/155-juramento-de-buchenwald

Juramento de Buchenwald



Discurso proferido em francês, russo, polaco, inglês e alemão, na cerimónia fúnebre do campo de Buchenwald, 
a 19 de Abril de 1945.
A URAP esteve presente no encontro internacional de juventude, no campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha, por ocasião do 63º aniversário da auto-libertação deste campo.
«Camaradas!
Nós, antifascistas de Buchenwald, estamos aqui hoje para prestar homenagem aos
51.000 presos assassinados pela besta nazi e seus aliados, em Buchenwald e seus destacamentos exteriores!
51.000 fuzilados, enforcados, pisados, assassinados, asfixiados, afogados, esfomeados, envenenados (lavados)
51.000 pais, irmãos - filhos morreram de uma morte cruel, por lutarem contra o regime assassino fascista.
51.000 mães e mulheres e milhares de crianças acusam!
Nós, sobreviventes e testemunhas das bestialidades nazistas, vimos, com raiva impotente, os nossos camaradas tombarem.
Se houve algo que nos segurou à vida, foi o pensamento:
O dia da vingança chegará!
Hoje somos livres!
Agradecemos ao Exército Aliado, aos americanos, aos ingleses, aos soviéticos e a todos os exércitos da liberdade, que combateram pela paz e pela vida, por nós e por todo o mundo.
Recordamos também aqui, o grande amigo dos antifascistas de todos os países, um dos organizadores e iniciadores da luta por um novo Mundo democrático e pacífico: F. D. Roosevelt. Honra à sua memória!
Nós, ex-prisioneiros de Buchenwald, russos, franceses, polacos, checos - eslovacos e alemães, espanhóis, italianos e austríacos, belgas e holandeses, ingleses, luxemburgueses, romenos, jugoslavos e húngaros, lutámos em conjunto contra as SS, contra os criminosos nazis, pela nossa própria libertação.
Animava-nos uma ideia:        
A nossa causa é justa! A vitória será nossa!
Nós travámos, em muitas línguas, a mesma dura luta impiedosa e com numerosas vítimas, luta essa que ainda não está terminada.
Ainda flutuam bandeiras hitlerianas!
Os assassinos dos nossos camaradas ainda estão vivos!
Os nossos verdugos sádicos ainda andam por aí à solta!
Por isso, nós juramos perante todo o mundo, nesta parada, neste lugar do horror fascista:
Só daremos por terminada a nossa luta, quando o último dos culpados estiver perante os juízes representantes dos povos!
O extermínio do nazismo e suas raízes é o nosso lema.
A construção de um mundo novo de paz e de liberdade é o nosso objectivo.
Devemos isso aos nossos camaradas assassinados e aos seus parentes.
Como sinal da vossa disponibilidade para esta luta, levantem a mão para o juramento e repitam comigo:
                                   NÓS JURAMOS!
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30 de Junho de 1934: "Noite das facas longas", na Alemanha nazi. Adolf Hitler, Goering e Himmler ordenam a morte dos dirigentes da tropa de choque SA

A partir de 24 de março de 1933, o "Reichstag" (Parlamento alemão) aprova a chamada "lei dos plenos poderes", dando a Adolph Hitler uma autoridade ditatorial. Estes primeiros anos no poder serão cruciais para o ditador estabelecer a sua autoridade e rodear-se de colaboradores leais. Em todas as províncias são instalados governadores do Reich e são drasticamente limitadas as liberdades democráticas. A nível social, a influência nazi começa igualmente a estender-se; não há, a partir de então, associação, profissão, emprego oficial, jornal ou empresa que não estejam integrados na linha omnipotente do partido. Ocorrem, também, os célebres pogroms contra os judeus. Simultaneamente, a atenção de Hitler vira-se para as forças militarizadas. Com Heinrich Himmler cria-se a Gestapo (Polícia Secreta do Estado) e o serviço de segurança (SD). Para os adversários (políticos, religiosos ou "racistas") criam-se campos de concentração (KZ) por detrás de pântanos ou florestas, rodeados de arame farpado e de fileiras de postos de vigilância. Pouca gente do povo se apercebe verdadeiramente do que se passa. Quem se apercebe está, de alguma forma, dentro do sistema. Alguns comandos da Reichwehr (o exército) opõem-se a esta evolução, não se deixando manobrar pelo sistema. O presidente do Reich continua a ser o seu presidente supremo e o corpo de oficiais está em grande parte cheio de desconfiança e de aversão por Hitler e os seus métodos. Quando o chefe das SA, Ernst Rohm, apoiado pelo seu gigantesco exército, pretende organizar um corpo paramilitar eficaz e autónomo, o ditador reage de forma drástica. Manda "limpar" todos os setores militares, eliminando todos quantos se lhe poderiam opor. E tudo numa única noite, que ficará conhecida como "A Noite das Facas Longas". Rohm foi preso na madrugada de 30 de junho de 1934 por Hitler num hotel nos arredores de Munique e, resistindo à prisão, foi levado à força ao cárcere de Stadelhein. Em 2 de julho de 1934, em Stadelhein,seguindo ordens diretas de Hitler,Theodor Eicke (construtor do Campo de Concentração de Dachau) e um oficial da SS  foram à sua cela, entregando-lhe uma pistola com uma bala e 10 minutos para se matar, se não fizesse eles mesmos o executariam .Röhm  recusou-se,dizendo: "Se vou ser morto, deixe o Sr. Hitler fazer isso"..Eicke e o oficial  retiraram-se, retornando após 10 minutos. Encontraram Röhm de pé e totalmente nu .Sem entender o motivo para isso, mas obedecendo às ordens recebidas,  executaram Röhm à queima-roupa.
Na noite de 30 de junho de 1934, foram assassinados dezenas de adversários, pessoas informadas que, conhecendo Hitler, poderiam "falar de mais" a seu respeito; trata-se, por isso, de uma das mais célebres e dramáticas depurações do Partido Nacional Socialista.
A Noite das Facas Longas (30 de junho 1934). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
wikipedia (imagens)




Kurt Daluege, Heinrich Himmler e Ernst Röhm em  Agosto de  1933
Gregor Strasser, membro e vice-líder do partido Nazi, uma das vitimas da Noite das facas longas pela sua rivalidade com Hitler
Franz von Papen, vice-chanceler alemão, foi preso após discursar contra os nazis
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/06/30-de-junho-de-1934-noite-das-facas.html
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14jul1933...Nazis começaram a perseguir os comunistas

A crise e a ascensão nazista


Entre 1928 e 1930, o governo alemão era chefiado pelo social-democrata Miller, e a maioria das cadeiras do Parlamento era ocupada por social-democratas e comunistas. Mas a Alemanha sofreu violentamente os reflexos da crise que começara em 1929, em Nova York. As greves recomeçaram. A economia se estagnou novamente.

Com isso, o governo de Miller caiu, e subiu Brunning, de tendência liberal, que iniciou planos para executar algumas reformas para sanar a crise. Os grandes proprietários alemães e a alta burguesia, sentindo que seriam prejudicados por elas, formaram uma aliança de oposição. Essa aliança passou a financiar maciçamente o Partido Nazista, para que, com o uso das SA e das SS, ele impedisse as manifestações operárias exigindo reformas.

Das fileiras do Partido Nazista faziam parte a pequena burguesia e a classe média, o operariado pouco esclarecido de origem camponesa e a aristocracia operária , ex-oficiais que participaram da Primeira Guerra e que acreditavam no mito "apunhalada pelas costas". O discurso do Partido Nazista era absorvido mais facilmente por essas camadas.

Adolf Hitler. Congresso do Partido Nazista 1927
O número de deputados nazistas cresceu significativamente nas eleições de 1930 e de 1932. As tropas SA e SS sentiram-se encorajadas a perseguir os comunistas. Os nazistas estavam cada vez mais próximos do poder.

O resultado das eleições de 1932 dá bem a idéia de como o Partido Nazista cresceu, defendendo a moralidade, a estabilidade e a restauração da Alemanha Grande, Imperial:

  • Partido Nazista                           230 deputados
  • Partido Social-Democrata            133 deputados
  • Partido Comunista                      89 deputados
  • Partido Centro Católico               97 deputados

Apesar desse crescimento, os nazistas não obtiveram a maioria absoluta. Isto é, eles seriam derrotados pela união dos demais partidos importantes. Mas os social-democratas, os comunistas e os católicos se digladiavam (lutavam), enquanto a direita se unia em torno dos nazistas.

Nesse quadro, os representantes do capital monopolista e dos latifundiários passaram a pressionar o presidente Hindemburg para nomear o chefe do Partido Nazista para o cargo de chancelar. Foi o que ocorreu. Em 30 de janeiro de 1933, Hindemburg encarregou Hitler de formar o novo governo.

De início, Hitler agiu de maneira conciliatória. Mas seu objetivo era uma ditadura sob a liderança de um führer, isto é, um líder senhor absoluto da vida política na Alemanha.

Um incêndio ocorrido no Reichstag (Parlamento) em 27 de fevereiro de 1933 foi atribuído aos comunistas. A partir desse momento, os partidos de esquerda começaram a ser perseguidos. Jornais marxistas criados pelos operários foram fechados. Em 28 de fevereiro, foi imposto o estado de emergência. Ficaram suspensos os sete artigos da Constituição que garantiam as liberdades individuais.

Sob esse clima, iniciou-se a campanha para as eleições de março. Os jornais social-democratas e comunistas foram fechados. Só circulava o  Volkisher Beobachter, o jornal oficial dos nazistas. E só eram permitidos os discursos e campanhas feitos pelo Partido Nazista. O Partido Nazista teve 17 milhões de votos, o Partido Social-Democrata, 7 milhões, e o Partido Comunista, 4 milhões. Era o estabelecimento da ditadura nazista na Alemanha.
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