06/10/2016

6.253.(6ouTUbro2016.7.7') Alfredo Keil

Nasceu a 3jul1850
e morreu a 4ouTUbro1907
***
Quando tinha 10 anos
fui estudar para o Liceu nacional de Leiria
e fui viver para a Rua Alfredo Keil, n.º9, Leiria...
Dona Fernanda larcher...Ensinou-me a jogar crapot...
banho de chuveiro com balde...
via da água furtada...o recreio das meninas do colégio N.S. de Fátima...
***
compositor:
 https://www.youtube.com/watch?v=HfR38R6z920

poema da primavera
 https://musicalics.com/en/composer/Alfredo-Keil/Poema-de-Primavera
*
 https://portugalsom.wordpress.com/alfredo-keil-cancoes-e-obras-para-piano/
***
Poesia:

“Tôjos e Rosmaninhos – Contos da Serra”

Tôjos e Rosmaninhos – Contos da Serra é um livro ímpar sobre a nossa região, da autoria de Alfredo Keil, publicado em 1907.
Alfredo Keil de seu nome completo, Alfredo Cristiano Keil era filho de Hans-Chiristian Keil (alfaiate) e de Maria Josefina Stellflug, ambos alemães. Nasceu em Lisboa, a 3 de Julho de 1850 e morreu em Hamburgo a 4 de Outubro de 1907. Precisamente no ano em que é publicado o livro Tôjos e Rosmaninhos.
Alfredo Keil foi poeta, pintor, músico, compositor, arqueólogo, coleccionador de arte, maçon
Iniciou os seus estudos em Portugal e entre 1869-1870 esteve na Alemanha (Nuremberga) onde estudou desenho e música. Devido à guerra Franco-Prussiana regressou a Portugal.
Cedo se destacou como compositor ao compor a sua primeira peça para piano com apenas 12 anos. De facto, a área onde teve maior projecção foi a música, apesar de ter pintado mais de 2000 quadros (grande parte deles com motivos da região) que estão espalhados por várias colecções pelo Mundo.
Em 1890, em Portugal, viviam-se momentos de exaltação provocado pelo ultimato de Inglaterra, o que inspirou Alfredo Keil a compor uma marcha de sentido patriótico chamada “A Portuguesa”.
Neste mesmo ano, segundo consta, Alfredo Keil estaria hospedado com a sua família no lugar dos Vales, concelho de Ferreira do Zêzere, como já vinha sendo habitual. Os seus amigos na região, entre eles, António Higino de Queiroz, presidente da Sociedade Filarmónica Carrilense, (Ferreira do Zêzere) ter-lhe-ão pedido para que procedesse a um arranjo final da música “A Portuguesa” de forma o poder ser tocada por uma Banda. O compositor terá acolhido bem esta ideia e António Queiroz cedeu-lhe um quarto na sua casa, o Castelo de Paio Mendes, para a sua execução.
Após esta adaptação, a Portuguesa, como hoje a conhecemos, foi tocada em público pela primeira vez pela Banda da Sociedade Filarmónica Carrilense, na sua sede, perante a presença do seu autor. Actualmente, a herdeira natural deste passado histórico é a Banda Filarmónica Frazoeirense, fundada nos anos 40, após a extinção da Banda Filarmónica Carrilense.
Com a implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, esta marcha foi adoptada para Hino Nacional pelos republicanos. É um dos símbolos maiores da nossa Identidade Nacional.
Alfredo Keil, percorre montes e vales na região. Assiste às festas populares, aos arraiais, às romarias, às procissões e aos trabalhos campestres. São as tradições, os usos e costumes que o artista vai registando ora com o lápis ora com o pincel.
O livro Tôjos e Rosmaninhos é o resultado de tudo o que o Mestre viu na nossa região nos finais do século XIX. Este livro é composto por vinte e três contos, algumas pautas musicais e profusamente ilustrado com os motivos e as paisagens da nossa terra.
Todos nos devemos sentir orgulhosos de ter tido tão ilustríssimo cidadão como nosso conviva, por cá compor o Hino Nacional e de superiormente ter sabido registar factos do nosso passado colectivo.
Como exemplo, deixo aqui este singular retrato poético da festa e romaria de Nossa Senhora da Guia, Avelar, concelho de Ansião, extraído deste seu livro.
“Na Volta do Avellar
Eis os carros armados já de volta
Da festa do Avellar. As cantadeiras,
Inda trajando as galas domingueiras,
De companhia vêm co’a alegre escolta
Dos homens, que o chapéo têm enfeitado
Co’o clássico registo milagroso
Da Senhora da Guia, que deu brado
Por ter este anno sido o mais rendoso.
Partiram sexta feira para a festa
Que durou todo o sabbado. Voltando
Domingo de manhã, marcham cantando
Pelo caminho a rústica e modesta
Cantiga d’um poeta das aldeias,
As borrachas trazendo já vasias
Que para lá levaram todas cheias,
Companheiras fieis das romarias.
Inda reina a alegria co’a lembrança
Do que viram por lá; e não se calam
As moças satisfeitas que então falam
Da egreja ornamentada e da ganhança
Que os padres alcançaram nesse dia,
Bellos sermões no púlpito pregando!
Fizesse, melhor paga ia levando; –
D´aquela procissão em que os anjinhos
Tinham de prata as azas, e a irmandade
As ricas opas vindas da cidade;
Dos homens em camisa com lacinhos,
Querendo simular amortalhados,
Com flores de papel fingindo rosas
Cingindo a fronte, e queixos amarrados
Em lenços de ramagens luxuosas.
E que promessas cumprem!… Da Tojeira (1)
Um homem a arrastar-se traz a filha
Escarranchada ás costas, presa á cilha
D’um burro!… Até parece brincadeira!
Mas não, coitado, não, pois que a promessa
Foi tão dura que o juízo lhe baralha.
Quando a fome lhe deu, com toda a pressa
Em vez de sopas, atirou-se á palha.
E a Senhora da Guia?… Linda, linda,
Que vinha em seu andor!… Depois, em frente
Do forno em braza, pára de repente
E um homem d’ópa branca diz – «Bem vinda,
Ó Virgem!…» – E seus lábios de passagem
Colhem á Santa o cravo, bento adorno.
Fazendo tres mesuras ante a imagem,
Empurra o bolo e zás!… entra no forno.
Uns dizem que a Senhora – emquanto exposto
Ao lume o homem está e o bolo deixa,
Sahindo promptamente – não se queixa,
Mas bagas de suor lhe vêm ao rosto.
Lá tanto é que não vimos. É verdade
Que havia muito povo, não deixando
Mais ao perto chegar-nos, e a vontade
Que havia de comer ia apertando.
Acodem companheiros n’esta altura
Lembrndo-nos o que era mais gostoso:
– O peixe frito em sebo, o apetitoso
Carneiro com arroz mais a fressura.
 https://terrasdaribeirinha.wordpress.com/2015/11/14/tojos-e-rosmaninhos-contos-da-serra/

Tojos e Rosmaninhos-Poesia de Alfredo Keil

A propósito da exposição comemorativa dos 100 anos da morte de Alfredo keil inaugurada no dia 6 de Julho na Adega Visconde de Salreu em Colares, e aproveitando a oportunidade para divulgar as sua multifacetada obra, aqui fica um artigo publicado na "Ilustração Portuguesa "de 22 de de Junho 1908, sobre “Tojos e Rosmaninhos”, livro de poesia com ilustrações do próprio Alfredo keil, publicado alguns dias depois da sua morte em 4 de Outubro de 1907.
” era fina e requintada a sua natureza artística, excepcionalmente vibrante e entusiasta, notamos também que a sua obra creadora se ressentia da dispersão do seu talento e do seu instinto predominante de diletantismo.Poderia ter sido um grande músico ou um paisagista, se se tivesse clausurado em uma d´essas duas artes, para as quais tinha igualmente uma incontestável e espontanea vocação.

Mas isso não se coadunava com o feitio caprichoso do seu talento artístico, e não estava na sua mão resistir ás seducções que alternadamente exerciam no seu espírito todas as manifestações do bello. Assim depois de ter feito D.Branca, a Irene e a
Serrana, depois de ter assignado os numerosos quadros que pintava tão prodigamente, Keil quis também ser poeta e para isso rimou as páginas de Tojos e Rosmaninhos.”
Extracto do texto da ilustração portuguesa de 22 de Junho de 1908

 http://riodasmacas.blogspot.com/2007/07/tojos-e-rosmaninhos-poesia-de-alfredo.html
***
pintor:
 foi também, além de compositor, poeta e arqueólogo.
 https://www.youtube.com/watch?v=nAxlmLY3iVE&feature=youtu.be
***

03 de Julho de 1850: Nasce o pintor e compositor Alfredo Keil, autor da música do hino nacional

https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/07/03-de-julho-de-1850-nasce-o-pintor-e.html
*
http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2016/10/04-de-outubro-de-1907-morre-o-pintor-e.html

04 de Outubro de 1907: Morre o pintor e compositor Alfredo Keil, autor da música do hino nacional

Compositor e pintor português de ascendência alemã, Alfredo Keil nasceu a 3 de Julho de 1850, em Lisboa, e morreu a 4 de Outubro de 1907, em Hamburgo. Durante a sua infância e adolescência frequentou os melhores e mais bem conceituados colégios alemães e ingleses, tornando-se um pintor e músico exímio.
Compôs belíssimas óperas, de entre as quais se destacam A Serrana, a sua verdadeira obra-prima, eDona Branca. Em 1890 criou A Portuguesa, que a República implantada em 1910 adoptou como hino nacional e que é ainda hoje um dos símbolos nacionais. Foi também autor de muitas outras composições, bem reveladoras do seu talento e inspiração. Na pintura, Alfredo Keil foi um artista de características românticas, mostrando predileção por paisagens melancólicas e recantos solitários. Foi galardoado com vários prémios, de entre os quais o mais importante foi a medalha de ouro recebida em 1879 na Exposição Artística do Rio de Janeiro.
Alfredo Keil. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
wikipedia (imagens)



Leitura de uma Carta - Alfredo Keil
https://www.youtube.com/watch?v=nAxlmLY3iVE
Alfredo Keil, conhecido sobretudo como autor da música do que viria a ser o actual hino nacional, foi também, além de compositor, pintor, poeta e arqueólogo.