18/10/2016

7.900.(18ouTUbro2016.8.8') PORTAL GÓTICO DA CAPELA DO SENHOR DOS PASSOS EM ÉVORA DE ALCOBAÇA

***
17ouTUbro2016
respiguei da página do António Delgado

Aguarela 1927 Pórtico da Capela do Senhor dos Passos Évora de Alcobaça
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10154637172547264&set=oa.1121681741243623&type=3&theater

António Delgado partilhou a sua publicação.
22 h
António Delgado adicionou 6 fotos a PINTURA EM AGUARELA: EVORA ALCOBAÇAno Alcobaça.

r cujo nome não recordo, mas faz parte dos extraordinários pintores desta técnica em Portugal que não tem tido a atenção que merece. Representa o PORTAL GÓTICO DA CAPELA DO SENHOR DOS PASSOS EM EVORA DE ALCOBAÇA. Mas o extraordinário da obra é o documento sensível de alguém que registou um elemento de enorme importância patrimonial, dos muitos que existem no nosso concelho, cujo portal deixo em destaque, e a porta também para se entender as diversas obras de arte que podem exister numa só. Por outro lado foi simpática a integração da criança, uma menina que parece sorridente e feliz, mas sobre o ponto de vista etnográfico mostra como a geração dos nossos avôs (termo genérico) cresciam. No casos da menina tem um avental aos quadrados, como proteção da roupa normal e é indicativo de acção laboral que toda a criança tinha nos meios rurais. Indicativo das abstinências à escola e o nível escolar do país por esse então. Por outro lado o lenço na cabeça a tapar o cabelo, mostra o tabú do cabelo feminino como símbolo de "tentações". Neste âmbito há inúmeras história mitológicas desde Homero, na Bíblia e outros… em que figuras femininas estão à beira de lagos ou de rios a pentear-se com pentes de oiro a seduzir homens para o “pecado”, ninfas, sereias, moiras, o próprio diabo... Mas é também igualmente importante ver a criança descalça. Um facto que muito me impressionava quando em pequenino, nos anos sessenta, ia de férias para o Silval de Turquel, Alcobaça e via as crianças da minha idade andarem assim pela Aldeia a correr e felizes e dava-me muita vontade de fazer o mesmo para brincar com elas, no entanto os meus pais nunca deixavam. Só mais tarde percebi a importância da expressão “PÉ DESCALÇO” e no mundo da cidade. Verdadeiramente não concordo com ela porque a felicidade das crianças era enorme e hoje vejo quanto me sinto corporalmente bem andar em casa e no jardim descalço ou a escrever posts ou noutro tipo de actividades. Em síntese uma imagem pode remeter-nos para muitas histórias escondidas e para vê-las e entender os seus códigos e necessário apenas olha-las em detalhe e deixar que caldo cultural da nossa experiência actue porque a nossa memoria seletiva ou comum acaba por fazer o resto.