05/05/2017

6.045.(5mAIo2017.7.7') Bobby Sands

Nasceu a 9mar1954
e morreu na prisão a 5mAIo1981
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http://manifesto74.blogspot.pt/2015/04/uma-viagem-ao-coracao-da-resistencia.html

UMA VIAGEM AO CORAÇÃO DA RESISTÊNCIA IRLANDESA (1ª PARTE)

SEXTA-FEIRA, 17 DE ABRIL DE 2015











Sob o céu carregado de Falls Road, no cemitério de Milltown, não se ouve mais do que a gravilha debaixo dos nossos pés. Há muitos anos, o demencial ataque de um lealista fez vários feridos enquanto a população republicana de Belfast enterrava um dos três membros do IRA abatidos pelas forças especiais do exército britânico em plena luz do dia nas ruas de Gibraltar. Lançou granadas e disparou sobre os civis que prestavam a última homenagem aos seus heróis. Em fúria, perseguiram-no e entregaram-no à polícia. Pior sorte tiveram os dois soldados britânicos que, três dias depois, vestidos à civil se atravessaram de carro em frente a uma das marchas fúnebres. O veículo foi cercado pela raiva das centenas que choravam os seus mártires enquanto os militares disparavam para tentar dispersar a multidão. Arrancados à força, foram linchados e entregues ao IRA que os abateu. As imagens dos acontecimentos encheram telejornais do mundo inteiro e Margaret Thatcher afirmou que havia sido o crime mais hediondo durante a sua legislatura. A hipocrisia de uma primeira-ministra que largou milhares de trabalhadores no desemprego e na miséria, que levou o sabor da morte às Malvinas e que deixou morrer os dez grevistas de fome do IRA e do INLA

Atravessamos Milltown em silêncio e recordamo-los. O comandante do Provisional IRA pelos presos em Long Kesh, Bobby Sands, foi o primeiro a morrer, depois de 66 dias de inanição, em Maio de 1981, em luta pelo estatuto político dos presos republicanos. Dizia que o riso das crianças seria a vingança do povo irlandês. Depois seguiu-se Francis Hughes, conhecido pela sua coragem. Sozinho, atravessava os campos da Irlanda com o seu camuflado, a sua boina e a sua arma. Foi o homem mais procurado pelas forças ocupantes. Entre as placas com os seus nomes, as flores com as cores da bandeira irlandesa resistem para ilustrar o compromisso da população com os combatentes. Vejo o nome de Joe McCann que foi abatido a princípio dos anos 70 pelo exército britânico em Belfast. Era um dos comandantes do Official IRA. Chamavam-lhe o «soldado do povo». Ao fundo, ergue-se um memorial aos heróis que morreram na Insurreição da Páscoa de 1916. São centenas de mulheres e homens que deram as suas vidas pela causa da libertação da Irlanda.

A Falls Road é a artéria principal de West Belfast, onde se concentra a maioria da população republicana e católica. Se é verdade que as hostilidades entre republicanos e lealistas diminuíram com o processo de paz, mantêm-se os gigantes muros que separam ambas as comunidades. A partir das nove da noite, fecham-se os portões que fazem a comunicação entre as duas áreas. As casas que se encontram ao lado da divisória estão protegidas para evitar os ataques dos cocktails molotov lealistas. Junto ao muro é impressionante atravessar a Bombay Street que em 1969 foi reduzida a escombros pelo terrorismo incendiário dos seguidores do império britânico. Com o apoio das forças militares, a barbárie unionista deixou em chamas boa parte das casas. Ao longo de décadas, a comunidade republicana não teve outra solução senão armar-se para resistir às investidas. Fê-lo através do Provisional IRA e do INLA, uma cisão de esquerda do Official IRA.

O apoio da população irlandesa à resistência armada era esmagadora. Exemplo disso foi quando um blindado britânico esmagou o corpo de uma criança numa das ruas de Belfast. No dia seguinte, as casas e os muros dessa artéria apareceram pintados de branco até aos dois metros de altura. Duas noites depois, um soldado britânico foi abatido por uma só bala que lhe atingira a garganta. Depois de duros interrogatórios, as forças ocupantes compreenderam. A população havia destruído as lâmpadas dos candeeiros e pintado as paredes de branco porque os intrusos deviam destacar-se na escuridão. Os vizinhos tinham pintado as paredes de branco para que não escapasse um só inimigo.

Ao passarmos pela casa onde viveu o comunista James Connolly, uma senhora sorri-nos e pergunta se queremos que nos tire uma fotografia. Parece bastante claro que qualquer estrangeiro que caminhe pela Falls Road é simpatizante da resistência irlandesa. Por isso, encontramos respeito e hospitalidade estampada em todos os rostos. Como quando abrimos as portas do Rock Bar. Pedimos uma Guinness e uma Harp. Quando demos por nós tínhamos um grupo de destacados ex-operacionais do Provisional IRA a pagar-nos rondas de cerveja e a contar-nos como haviam fugido ao tiro e à bomba de Long Kesh e da Crumlin Jail. É que estando acompanhado por uma independentista e comunista basca tudo é mais fácil na Irlanda. Durante três horas, narraram com orgulho os históricos episódios em que haviam participado. Todos eles tinham algum familiar que havia sido assassinado pela polícia, pelo exército ou pelos lealistas. Mas, acima de tudo, o orgulho de se terem levantado de armas na mão contra a opressão sobre o seu povo é a consciência de que a violência política não é senão um meio para resistir aos ataques do império britânico. E para conquistar a liberdade.
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3set1998
avante
http://www.avante.pt/arquivo/1292/9203h5.html
Rebeldes contra o passado
rebeldes contra o futuro
O sangue voltou a correr no Ulster
Por Manoel de Lencastre

0 processo de paz na Irlanda do Norte sofreu durante quase todo o Verão uma crise constante que o feriu, profundamente, e ameaçou destruí-lo. Mas continua de pé e vai prosseguir emergindo das ruínas onde as cegas forças do obscurantismo e do ódio pretenderam mantê-lo. Entretanto, uma grande lição ficou: a de que o povo daquele território ama a paz e está disposto a todos os sacrificios para que ela se consolide e afirme, definitivamente.
Quais são as sinistras forças que actuam na sombra e procuram continuar a agitar o fantasma das velhas divisões, tentando pela violência e por meios terroristas, impedir o avanço das ideias de concórdia, de progresso, da democracia e da paz? Que negros objectivos pretendem conseguir os matadores, os príncipes do equívoco e os anjos da escuridão que operam no reino da conspiração e do ódio? De um Indo, evidentemente, perfilam-se as for.mações mais reaccionárias que defendem a continuação das práticas orangistas, da servidão da Irlanda, de toda a Irlanda, à Grã-Bretanha sob o estandarte do protestantismo de Calvino, John Knox e, nos nossos dias, do reverendo lan Paisley. Do outro, os super-republicanos e ultanacionalistas dissidentes do IRA, gente completamente insensível àquilo que a célebre organização patriótica e o seu braço político, o Sin Fein, viram há já um bom par de anos - que o sacrificado território do UIster (Irlanda do Norte) está exangue e sedento da paz e que o novo processo político em curso é o que melhor corresponde aos anseios dos cidadãos normais em toda a Irlanda e em toda a Grã-Bretanha.

Os fanáticos da Ordem de Orange
Tudo começou logo nos primeiros dias de Julho, quando a Nova Assembleia do UIster se constituíu e os dirigentes políticos dos principais partidos, incluindo John Hume (social-democrata) e Gerry Adams e Martin McGuiness do Sinn Fein, no histórico palco do Palácio de Stormont, se pronunciaram pelo fim dos tempos de desconfiança e de sangue, declarando-se dispostos a liderar o arranque para uma nova era. E viu-se nesse único momento talvez pela primeira vez, começarem a ceder as muitas barreira que dividem o povo protestante do povo católico para surgir no horizonte a bela ideia da Irlanda Unida, menos repugnante ao primeiro, e mais possível ao segundo uma vez que a união com a Grã-Bretanha parece menos aliciante do que a união na nova Europa. 0 Ulster, em definitivo, teria de olhar em frente e deixar de ser uma terra de rebeldes contra o passado e de rebeldes contra o futuro.
Mas os orangistas tinham propósitos diferentes. Em plena época das paradas tradicionais (celebrações de fanáticos que não abdicam de expor nas ruas, provocantemente, o seu desdém pelos católicos), a Ordem de Orange pôs alguns milhares dos seus aderentes rnas ruas das principais cidades e particularmente em Portadown e em Drumcree. Nesta localidade, a marcha comemorativa da vitória unionista e protestante na batalha do Boyne, há mais de 300 anos, partiu da igreja presbiteriana com a intenção de atravessar as áreas residenciais católicas e, descendo a simbólica Garvaghy Road, espalhar mais rancor e aumentar a tensão política. Nesta artéria urbana, a comunidade católica tomou posições e, sob a direcção de alguns activistas mais determinados, não permitiu a entrada dos provocadores orangistas nas suas ruas, A intervenção da policia, a pedido de Westminster, Dublin e Stormont, separou os dois campos e evitou, assim, uma explosão de animosidades antigas cujas consequências não seria difícil prever.
Simultaneamente, «gangs» de terroristas da UDA (Ulster Defence Association) lançavam-se numa campanha de limpezas étnicas contra os católicos em diversas pequenas cidades. Famílias inteiras viram as suas casas em derrocada, pasto das chamas, devido à explosão de bombas incendiárias accionadas por aquele grupo. A 9 e Julho, em plena crise de Drumcree, já se registavam 86 assaltos a residências de católicos. Lavraram incêndios em 114 lojas, armazéns, pequenos escritórios, em Carrickférgus, a cidade portuária onde Guilherme de Orange desembarcou em 1690, e noutros locais. As duas igrejas católicas de pequena Carrickfergus foram arrasadas pelo fogo. E os dirigentes orangistas, no delírio do seu fanatismo, declaravam, estupidamente: «Se quisermos, paralisaremos o UIster!» 0 sangue ia correr, uma vez mais, na terra sacrificada e mártir que é a Irlanda do Norte.

Bandeiras negras
Assim, às quatro e meia da manhã de 12 Julho, os terroristas protestantes atacaram com bombas incendiárias a casa de uma mulher católica de Ballymoney (província de Antrim), cujos filhos, entretanto, frequentavam uma escola protestante. O resultado foi a morte de três crianças: Jason, Mark e Richard Quinn. Este cime hediondo, naturalmente, petrificou a Irlanda e a Grã-Bretanha civilizadas e chamou as atenções da Europa o do mundo para que o que estava e está a passar-se no Ulster. 0 fanatismo indecente das organizações armadas ao serviço dos interesses dos protestantes, expunha com indesmentivel clareza as posições políticas destes -expulsar as católicas e abrigá-los a procurar refúgio na República da Irlanda; prosseguir a eterna ilusão de união com a Grã-Bretanha; manter na sua posse todos os principais negócios, as melhores Terras, as ainda florescentes indústrias, e poder continuar a explorar em paz, talvez com um pouco menos de ferocidade, a classe trabalhadora protestante. Quanto à classe trabalhadora católica, tê-la-iam expulso da sua própria terra depois de lhe haverem bebido o sangue, torturado a carne e enlouquecido o espí. fito.
Mas existe uma consciência que abrange o todo irlandês, Essa consciência exprimiu-se, dramaticamente, quando desfilou outra das paradas tradicionais orangistas através do Ormeau Road em Belfast. Aí, perfilaram-se longas o grossas filas de povo erguendo centenas de bandeiras negras em ambos os lodos da estrada. A cidade de Belfaist, e não só os católicos, diziam que os orangistas, a UDA e a UVF (Ulster Volunteor Force) tinham as mãos vermelhas do sangue inocente dos pequenos assassinados em Bailymoney.

Quem manipula os novos IRA?
0 processo de paz e de avanço no sentido da instauração de um sistema político democrático em todo o Ulster tamhém não foi bem aceite por alguns republicanos cujo extrema interpretação da História irlandesa dos últimos 300 anos lhos não deixa ver com lucidez a realidade do momento actual. Inesperadamente, começaram a surgir diversos grupúsculos formados, assim se disse, por dissidentes do IRA que entendiam ter sido um erro a suspensão da luta armada e um desastre apocalíptico a entrada do IRA-Sinn Fein no campo da política aberta, pelos direitos democráticos da população católica, nacionalista e republicana. Começou a falar-se, portanto, do «IRA Real», do «New IRA», do «Continuity IRA». E compreendeu-se logo o perigo que resultaria de estas organizações, para afirmarem a sua identidade e adquirirem reconhecimento, começarem a agir no único terreno por elas tido como efectivo, o da prática de actos que dizem ser de guerra mas são, na realidade, do mais absoluto terrorismo. Espalham o sangue e a morte entre o próprio povo que dizem defender. Foi nestas condições que teve lugar, a 16 de Agosto, a terrível carnificina de Ormigh onde se registaram 30 mortos e várias centenas de feridos e onde o centro da cidade ficou semidestruído.
0 «IRA Real» pretende que o processo de paz significa uma perda de tempo e que se o Sinn Fein assinar os acordos da Sexta-Feira Santa cometerá um erro monumental. Acusa Gerry Adams e Martin McGuirmess de hipocrisia e proclama o exemplo e os objectivos de Bobby Sands, um dos heróis das greves da fome, como os únicos que vale a pena adoptar e seguir. Mas não se apercebe, pelos vistos, de que as condições se alteraram e de que a partir do actual processo de paz-e estrada conducente à unificação da Irlanda, ainda que mais longa, parece a mais segura.
Em uníssono com a sua própria organização política, o «32 Counties Sovereign Movoment» (Movimento pela Soberania dos 32 Condados) é dirigido, segundo informações fornecidos de quadrantes diversos, por Michael McKevitt, antigo dirigente de um sector militar do IRA, o pela irmã do referido Bobby Sands, Bernadeite Sands. Esta, numa declaração pública realizada na cidade de Dundalk (República da Irlanda) já lamentou o crime de Ormagh e declarou não ter, tal como McKevitt, planeado, organizado ou tomado parte no mesmo, Não seria de espantar, porém, que os grupúsculos de novos IR A, surgidos como cogumelos em iodo o Ulster, fossem organizados pelas mesmas forças sinistras que mataram as três inocentes crianças de BaIlymoney e tanto têm feito para pôr fim ao processo de paz em curso. 
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1981 – Morre o dirigente do IRA Bobby Sands após 66 dias de greve de fome


Reivindicação do irlandês era ser tratado como prisioneiro político, em vez de criminoso comum
Em 5 de maio de 1981, o militante irlandês católico e dirigente do IRA (Irish Republican Army), Bobby Sands, morre na prisão após greve de fome de 66 dias em protesto contra o tratamento a ele dispensado pelas autoridades britânicas. Ele reivindicava ser tratado como prisioneiro político, e não como criminoso.

A notícia de sua morte provocou imediatas manifestações em Bristol, com fortes enfrentamentos entre militantes do IRA e patrulhas do exército britânico, inclusive com emprego de armas de fogo.

Bobby Sands nasceu numa família católica em área protestante de Belfast, Irlanda do Norte, em 1954. Em 1972, a violência sectária obrigou sua família a mudar-se para um centro residencial público na área católica, onde Sands foi recrutado pelo IRA Provisório, formado em 1969 após uma cisão com o IRA Oficial e que defendia a luta armada como meio para conquistar a independência da Irlanda do Norte. O IRA Provisório era a ala amplamente majoritária e, posteriormente, passou a ser designado simplesmente como IRA.
Segundo o IRA, após a independência, a Irlanda do Norte se uniria à República da Irlanda para formar uma república socialista irlandesa.

Em 1972, Sands foi preso e condenado por ter participado de várias ações armadas. Por ter sido condenado pelas atividades do IRA, foi lhe concedido “status de categoria especial” e enviado a uma prisão que mais se parecia a um campo de prisioneiros de guerra, que dispensava a roupa de prisioneiro comum e lhe dava liberdade de movimentos dentro dos limites da prisão. Ali passou 4 anos.

Menos de um ano depois de sua libertação, Sands voltou a ser preso em 1977 por posse de arma, perto do local de um atentado do IRA, e foi sentenciado a 14 anos de prisão.

Pelo fato do governo britânico ter promulgado uma política de criminalização dos terroristas irlandeses em 1976, Sands ficou preso como perigoso criminoso na penitenciária de Maze, ao sul de Belfast. Durante os anos que se seguiram, juntando-se a outros prisioneiros do IRA, passou a exigir o restabelecimento das liberdades que gozava sob o status de categoria especial.

Em 1980, uma greve de fome durou 53 dias antes de ser suspensa quando um dos grevistas entrou em coma. Em resposta, o governo de Londres ofereceu algumas concessões aos prisioneiros, mas deixou de cumprir todas as promessas e os protestos foram retomados.

Sands não participara diretamente da greve de 1980, porém funcionou como o líder do IRA e porta-voz dos prisioneiros grevistas.

Em 1º de março de 1981 – 5º aniversário da política britânica de criminalização -, Bobby Sands inicia uma nova greve de fome. Tomava apenas água e sal e seu peso caiu de 70 para 43 quilos. Passadas duas semanas, outro prisioneiro juntou-se à greve de fome e, logo depois, mais dois. 




Margaret Thatcher foi a grande apóstola da guerra fria

Irlanda do Norte está mais heterogênea e pacífica, mas paz ainda está em risco, diz relatório


Em 9 de abril, no meio da greve, Sands foi eleito para uma cadeira vacante no Parlamento britânico pelo distrito Fermanagh e South Tyrone, na Irlanda do Norte. O Parlamento, contudo, aprovou em seguida legislação para impossibilitar que condenados cumprindo pena em prisão fossem eleitos para o Parlamento.

Sua eleição e temores de violência no caso de morte atraíram atenção internacional para o protesto de Sands. Em sua última semana de vida, o papa João Paulo II enviou um representante pessoal a fim de instar Sands a suspender a greve. Ele recusou.

Em 3 de maio entra em coma e, no começo da manhã de 5 de maio, falece. Confrontos de rua explodem em Belfast durante dias e dezenas de milhares de pessoas acompanharam os seus funerais em 7 de maio.

Após a morte de Sands, a greve de fome prosseguiu e mais 9 homens perderam a vida antes que fosse suspensa em 3 de outubro de 1981, sob intensa pressão da Igreja Católica e dos familiares dos prisioneiros.

No dia seguinte ao fim da greve, o governo da primeira-ministra Margaret Thatcher concordou em ceder a algumas das exigências dos prisioneiros, inclusive o direito de trajar roupas civis e de receber correspondência e visitas. Foi-lhes permitido também mover-se mais livremente dentro do presídio e não mais estarem sujeitos a pesadas penalidades por recusar trabalhos prisionais. Todavia, nenhum reconhecimento de status de preso político lhes foi concedido.

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/historia/28716/hoje+na+historia+1981+%96+morre+o+dirigente+do+ira+bobby+sands+apos+66+dias+de+greve+de+fome.shtml
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Sands pertencia ao Exército Republicano Irlandês desde os 18 anos
https://www.publico.pt/2015/10/22/mundo/noticia/greve-de-fome-bobby-sands-durou-66-dias-e-mudou-a-luta-republicana-1711941