07/08/2018

7.110.(7aGOSTO2018,9.9') Hungria

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Hungria...
Fui lá antes da queda do muro de Berlim...1986?...
Impressionou-me a qualidade de vida...
Budapeste parecia uma cidade "europeia normal", com imenso turismo...
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Na geminada (?) com a MGrande...No norte da Hungria...
Recordo:
- a bela guia tradutora...
- Foi a 1ª x que perdi mala em viagem de avião...Só chegou passado 2 dias...
- o copo sempre cheio à refeição, porque significava a amizade que tinham por nós...
- as saudações "mata-bicho" matinais com "Unicum" com uma cruz vermelha na garrafa...
- as saudações nas visitas a fábricas e a museus...No 2.º dia tive que cortar com essas bebidas que me provocavam explosões internas no estômago...
- a minha visão subjectiva de muitas pessoas numa herdade agrícola estatal...Estavam numa jornada de trabalho ao domingo?
Estavam a roubar pevides das abóboras...
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In AVANTE
OSCE critica «retórica xenófoba» nas eleições húngaras
Edição: 2316, 19-04-2018


O grupo de observadores da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) criticou a «retórica intimidante e xenófoba, parcialidade dos media e o financiamento opaco», considerando que o sufrágio na Hungria não se realizou em «igualdade de condições».
A propaganda paga pelo governo amplificou o efeito e a mensagem do partido no poder e os media públicos, sobretudo a televisão, favoreceram a formação do primeiro-ministro Viktor Orban. «O acesso à informação, assim como as liberdades dos media e de associação foram restringidos por reformas legislativas recentes», assinalou Douglas Wake, chefe da missão da OSCE, em conferência de imprensa
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 Direita húngara vence eleições legislativas
Edição: 2315, 12-04-2018


A aliança de direita Fidesz/KDNP, liderada pelo primeiro-ministro Viktor Orban, ganhou pela terceira vez consecutiva as eleições legislativas realizadas no domingo, 8, na Hungria.
Com uma taxa de participação de 68,13 por cento, mais 6,4 pontos percentuais do que nas eleições de 2014, a Fidesz-KDNP obteve 48,48 por cento dos votos. A formação de Orban subiu 3,61 pontos percentuais, renovando a maioria absoluta de dois terços de que já dispunha no parlamento, com os mesmos 133 em 199 deputados.
O partido Jobbik, de extrema-direita, foi a segunda força mais votada, com 19,64 por cento (menos 0,68 pontos percentuais) e 26 deputados (+3).
Em terceiro lugar ficou o Partido Socialista Húngaro (MSZP) coligado com o partido ecologista «Diálogo pela Hungria», com 12,33 por cento e 20 deputados. Nas eleições anteriores o MSZP tinha concorrido no seio da coligação «Unidade», alcançando então mais 13 por cento dos votos e mais nove deputados em relação aos actuais resultados.
A Coligação Democrática (DK) do ex-primeiro-ministro Ferenc Gyurcsany, que antes contava com quatro deputados eleitos no âmbito da coligação «Unidade», conseguiu eleger nove representantes, com 5,58 por cento dos votos.
Também o partido ecologista «Políticos Podem Ser Diferentes» (LMP) registou uma pequena subida ao recolher 6,92 por cento dos votos (+1,58%), elegendo 8 deputados (+2).
Na campanha, Orban insistiu no discurso anti-imigração, acusando a oposição de defender um país de imigrantes, ameaçando a sua segurança e identidade cristã.
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 TEDH condena Hungria por violação dos direitos humanos
Edição: 2260, 23-03-2017


O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) condenou a Hungria pela detenção irregular e expulsão com risco de tratamento desumano de dois refugiados oriundos do Bangladesh.


Na sentença divulgada dia 14, a instância judicial europeia considera que a Hungria violou os direitos à liberdade e à segurança, condenando o executivo de Budapeste a indemnizar cada uma das vítimas em dez mil euros por danos morais e pagar uma compensação conjunta de 8705 euros por custas e despesas.


A decisão representa uma derrota do governo húngaro, que defendeu a legalidade da detenção e que qualificou como «inconcebível» o facto de os migrantes terem tido a possibilidade de recorrer judicialmente da sua detenção.


Os dois migrantes, Ilias Ilias e Ali Ahmed, passaram pela Grécia, Macedónia e Sérvia antes de terem chegado à zona fronteiriça de Roszke (Hungria), onde ficaram detidos durante 23 dias.


Após terem feito o pedido de asilo às autoridades de Budapeste, os migrantes foram expulsos para a Sérvia.


O tribunal europeu considerou ainda que, embora as condições físicas da detenção tenham sido «aceitáveis», a Hungria não forneceu a protecção necessária aos requerentes de asilo quando os enviou de volta para a Sérvia.


No território sérvio, segundo a deliberação da instância judicial, os requerentes foram expostos a uma série de expulsões sucessivas que poderia levá-los novamente para a Grécia, onde «foram acolhidos em condições desumanas e degradantes».


O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, órgão permanente do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo, tem pendentes deliberações de pelo menos outros dois casos relacionados com a expulsão de migrantes em Melilla (cidade autónoma espanhola situada em continente africano) em 2015.


Um desses casos é o do camaronês Albert Julio Doumbe Nnabuchi, que se queixou do tratamento que recebeu depois de ter caído da barreira fronteiriça entre Marrocos e Espanha e de ter sido levado inconsciente para o território marroquino.
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 Hungria reintroduz detenção de migrantes
Edição: 2259, 16-03-2017


O Parlamento húngaro aprovou, dia 7, a reintrodução da detenção sistemática de todos os migrantes que entram no país, medida retirada em 2013 sob pressão da União Europeia e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Serão abrangidos tanto os migrantes recém-chegados como os requerentes de asilo que já estão em solo húngaro, incluindo crianças.
As Nações Unidas condenaram firmemente a adopção da nova lei, que «viola as obrigações da Hungria diante do direito internacional e da União Europeia e terá um impacto físico e psicológico terrível sobre mulheres, crianças e homens que já sofreram muito», disse a porta-voz do ACNUR, Cecile Pouilly***

07 de Agosto de 1560 : Nasce Isabel Báthory, "A condessa sangrenta".

Isabel Báthory nasceu em Byrbathor (uma cidade situada na Transilvânia, na actual Hungria), no dia 7 de Agosto de 1560 e faleceu em Csejte, a 21 de Agosto de 1614. Foi uma condessa húngara da famosa família Báthory que entrou para a História por uma suposta série de crimes hediondos e cruéis que teria cometido, relacionados com a sua obsessão pela beleza. Como consequência, ela ficou conhecida como "A condessa sangrenta" e "A condessa Drácula".

O seu verdadeiro nome era Erzsébet (Isabel, em português) Báthory, mas ficou conhecida como “condessa sangrenta” pela inclinação para sequestrar e torturar raparigas das redondezas, cujo sangue bebia para conservar a eterna juventude. Pelo menos foi esse o testemunho dos que depuseram contra ela.

A maior parte da vida adulta de Isabel Báthory foi passada no Castelo de Csejte , na região deTrenčín, no oeste da actual Eslováquia. Os Báthory faziam parte de uma das mais antigas e nobres famílias da Hungria.

Era filha do barão Jorge Báthory e a mãe era Anna Báthory, irmã de Estevão Báthory da Polónia, rei da Polónia e do príncipe de Siebenbürgen (Transilvânia). Isabel era ainda prima de Sigismundo Báthory, marido da arquiduquesa Maria Cristina de Habsburgo, filha de Carlos II da Áustria.

Isabel cresceu numa época em que os turcos tinham conquistado a maior parte do território húngaro, que servia de campo de batalha entre os exércitos do Império Otomano e a Áustria dos Habsburgo. A área era também dividida por diferenças religiosas. A família Báthory juntou-se à nova onda de protestantismo que fazia oposição ao catolicismo romano tradicional.

Na infância sofreu de ataques de epilepsia e de outro tipo de distúrbios neurológicos, mas recuperou rapidamente e essas perturbações não parecem estar relacionadas com o seu comportamento ulterior. Foi educada com esmero, algo invulgar para a época, quando muitos nobres eram analfabetos. Porém, Isabel falava húngaro, latim e alemão e, além disso, era bonita.

Aos 15 anos, Isabel casou com o conde Ferenc Nadasdy, que tinha 26 e passava a vida em combate contra os otomanos. Tiveram três filhas e um filho e viveram no castelo Ecsed com a mãe de Ferenc, Úrsula, a sogra que detestava. Um primeiro exemplo da crueldade de Isabel surge na correspondência que mantinha com o marido, em que ambos trocavam ideias sobre as técnicas mais apropriadas para castigar os servos. A condessa administrava o castelo com mão-de-ferro e brutais agressões às criadas, a quem batia com um pesado maço ou espetava agulhas debaixo das unhas, para referir algumas das ­suas diversões eleitas.

 O conde Nádasdy morreu em 1604, e Isabel mudou-se para Viena após o seu enterro. Passou também algum tempo em sua propriedade de Beckov e no solar de Čachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia. Esses foram os cenários de seus actos mais famosos e depravados.

Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Isabel no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia, de quem pouco se sabe a respeito: muitos afirmam que Darvulia teria sido uma sábia e temida ocultista, alquimista e talvez praticante de rituais de magia negra. Quando Darvulia faleceu Isabel passou a ter como aliada Erzsi Majorova, viúva de um agricultor. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Isabel, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre as suas vítimas das quais bebia o sangue. Como tinha dificuldades para recrutar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas actividades se espalhavam pelas redondezas, seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o facto dizendo que fora suicídio.

Os rumores do que se passava chegaram à corte, onde Isabel Báthory não contava com muitas amizades, e o rei Matyas ordenou ao conde Thurzo, um primo de Isabel que não se dava com ela, para investigar o caso. Este e os seus soldados entraram no castelo sem encontrar oposição e ali estavam, à vista de todos, vários corpos e os instrumentos de tortura.

No julgamento, Isabel recusou-se a prestar depoimento, ao abrigo dos seus privilégios nobiliárquicos. Foi condenada a prisão perpétua, vedaram o seu quarto e ali viveu, emparedada, durante quase quatro anos, alimentando-se da escassa comida que lhe faziam chegar por uma frincha. Nunca mostrou arrependimento nem chegou a entender a razão de ter sido condenada. Morreu a 21 de Agosto de 1614, abandonada por todos, segundo um cronista.
Fontes:https://www.mnn.com
www.superinteressante.pt
wikipédia (imagens)
Elizabeth Bathory portrait.jpg
Cópia de um retrato de 1585 

Castelo de Csejte, o local de prisão e morte da Condessa
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/08/07-de-agosto-de-1560-nasce-isabel.html
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