Nova Iorque
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Iorque
***
24 de Outubro de 1929: "Quinta-feira negra" na Bolsa de Wall Street. As cotações descem e, numa só sessão, são transaccionadas 13 milhões de acções.
Acabavam
os loucos anos 20, numa quinta-feira que se tornou "negra" nos anais da história
americana e universal, por arrastamento. É talvez a primeira manifestação dos
riscos potenciais da globalização económica à escala planetária. De há muito se
notavam alguns sinais, desde pelo menos 1923, ano em que se evidenciaram os
primeiros laivos de hiperinflação na Europa (Alemanha, Inglaterra...), ou então
desde 1926, quando se assiste a um crescimento do desemprego agrícola nos
Estados Unidos. Começava a diluir-se o estado de graça do pós-I Guerra nas
principais economias mundiais.
1927 foi o ano em que tudo se começou a precipitar para algo que não foi nunca previsto. Assim, as empresas americanas começaram a reinvestir os seus capitais no fulgurante mercado financeiro de Nova Iorque, capitais esses que eram retirados de investimentos no estrangeiro para serem canalizados para a especulação bolsista. Situação que atraíu grande número de especuladores e agentes bolsistas, que capitalizariam, sem escrúpulos, com o crescente afluxo de inúmeras poupanças de famílias americanas, gerando cada vez mais lucros na bolsa nova-iorquina de Wall Street. O mercado mostrava-se cada vez mais sobrevalorizado, embora não se tenha feito muito para contrariar tal tendência, apesar do governo federal ter produzido alguma legislação relativa a lucros e recomendado aos bancos que controlassem a concessão de créditos para efeitos de investimentos bolsistas. Pouco adiantou, a tendência de alta descontrolada era impercetivelmente irreversível em 1929. A situação ganhou contornos ainda mais perigosos quando um crescente número de investidores decidiu retirar lucros da sua especulação bolsista, com a venda das suas carteiras de acções. A 23 de outubro daquele ano, uma quarta-feira, foram vendidos mais de seis milhões de títulos, uma transacção que mais que duplicaria no dia seguinte (13 milhões de títulos), a célebre "quinta-feira negra". A tendência manteve-se na semana seguinte, com um "pico" a 29 de Outubro, a quarta-feira mais trágica de Wall Street, quando foram transaccionados mais de dezasseis milhões de títulos e com perdas que ascendiam a mais de uma dezena de milhar de milhões de dólares, criando um efeito de "dominó" noutras bolsas americanas logo de imediato. A Bolsa e o sistema financeiro americanos "desabavam", era o crash.
Falências intermináveis, ruína de um sem número de pequenos investidores, desemprego maciço, miséria, colapso económico da economia americana, tantas foram as consequências nefastas destes trágicos dias do crash de Wall Street, que arrastaram as economias ocidentais para uma espiral de crise aguda, a mais grave do século XX, a par da crise petrolífera de 1973.
Depósitos bancários são retirados, o crédito e decorrente capacidade de investimento económico colapsam, com mais de quinze milhões de americanos e quase outros tantos na Europa a engrossarem repentinamente as fileiras de desempregados sem solução laboral à vista. A agricultura americana, já depauperada por maus anos climatéricos sucessivos e graves problemas económicos fica, bruscamente, na pior crise de que há memória na história dos Estados Unidos da América do Norte.
1927 foi o ano em que tudo se começou a precipitar para algo que não foi nunca previsto. Assim, as empresas americanas começaram a reinvestir os seus capitais no fulgurante mercado financeiro de Nova Iorque, capitais esses que eram retirados de investimentos no estrangeiro para serem canalizados para a especulação bolsista. Situação que atraíu grande número de especuladores e agentes bolsistas, que capitalizariam, sem escrúpulos, com o crescente afluxo de inúmeras poupanças de famílias americanas, gerando cada vez mais lucros na bolsa nova-iorquina de Wall Street. O mercado mostrava-se cada vez mais sobrevalorizado, embora não se tenha feito muito para contrariar tal tendência, apesar do governo federal ter produzido alguma legislação relativa a lucros e recomendado aos bancos que controlassem a concessão de créditos para efeitos de investimentos bolsistas. Pouco adiantou, a tendência de alta descontrolada era impercetivelmente irreversível em 1929. A situação ganhou contornos ainda mais perigosos quando um crescente número de investidores decidiu retirar lucros da sua especulação bolsista, com a venda das suas carteiras de acções. A 23 de outubro daquele ano, uma quarta-feira, foram vendidos mais de seis milhões de títulos, uma transacção que mais que duplicaria no dia seguinte (13 milhões de títulos), a célebre "quinta-feira negra". A tendência manteve-se na semana seguinte, com um "pico" a 29 de Outubro, a quarta-feira mais trágica de Wall Street, quando foram transaccionados mais de dezasseis milhões de títulos e com perdas que ascendiam a mais de uma dezena de milhar de milhões de dólares, criando um efeito de "dominó" noutras bolsas americanas logo de imediato. A Bolsa e o sistema financeiro americanos "desabavam", era o crash.
Falências intermináveis, ruína de um sem número de pequenos investidores, desemprego maciço, miséria, colapso económico da economia americana, tantas foram as consequências nefastas destes trágicos dias do crash de Wall Street, que arrastaram as economias ocidentais para uma espiral de crise aguda, a mais grave do século XX, a par da crise petrolífera de 1973.
Depósitos bancários são retirados, o crédito e decorrente capacidade de investimento económico colapsam, com mais de quinze milhões de americanos e quase outros tantos na Europa a engrossarem repentinamente as fileiras de desempregados sem solução laboral à vista. A agricultura americana, já depauperada por maus anos climatéricos sucessivos e graves problemas económicos fica, bruscamente, na pior crise de que há memória na história dos Estados Unidos da América do Norte.
Crash
Bolsista. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora,
2003-2011.
wikipedia
(imagens)
Uma
multidão à porta da Bolsa de Nova Iorque
Pessoas reunidas na frente de um
banco, durante o período da Grande Depressão. Esse período foi marcado por
repentinas perdas de ações e houve casos de suicídio, após acionistas
descobrirem que perderam tudo.
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/24-de-outubro-de-1929-quinta-feira.html?fbclid=IwAR2nCCDh3v6q4TLRD5ljgU3UTtKvsoRiCjp0VNTHJszDU9TVE9NCjJpy_bQ***
17 de Maio de 1792: É criada a Bolsa de Valores de Nova Iorque.
No
dia 17 de Maio de 1792, 24 agentes financeiros e comerciantes de Nova
Iorque assinaram a convenção de Buttonwood Tree em Wall Street. Através
do acordo, decidem aplicar uma taxa de comissão única sobre todas as
vendas de títulos. Seria o nascimento do NYSE (New York Stock Exchange),
a Bolsa de Valores de Nova Iorque. Em 8 de Março de 1817, a organização
aprovou o seu primeiro nome: New York Stock & Exchange Board.
Anthony Stockholm seria eleito o seu primeiro presidente.
A
primeira sede da Bolsa era uma sala alugada em 1792 por 200 dólares
mensais, localizada no número 40 de Wall Street. Após a destruição do
prédio pelo Grande Incêndio de Nova Iorque, em 1835, mudou-se
temporariamente. Em 1863, a New York Stock & Exchange Board mudou o
seu nome definitivamente para New York Stock Exchange.
O
volume de negócios cresceu 600% nos anos entre 1896 e 1901. Com isso,
foi necessário um espaço maior para realizar os negócios e atender a um
mercado em franca expansão.
Oito
arquitectos da cidade foram convidados para participar de uma
competição de projectos para o novo edifício do NYSE. Finalmente foi
escolhido um projecto de estilo neoclássico elaborado pelo arquitecto
George Post. A demolição do prédio da Bolsa da Broad Street e edifícios
adjacentes começou em 10 de Maio de 1901.
A
Bolsa viveu a experiência de ter de interromper as operações algumas
vezes, por exemplo, com o deflagrar da Primeira Guerra Mundial e no
ataque terrorista de 11 de Setembro de 2011. Em 20 de Setembro de 1873
chegou a interromper os seus trabalhos por dez dias em virtude do Pânico
de 1873. A “Quinta-Feira Negra” de 24 de Outubro de 1929 assinalou o
começo de uma nova ordenação na Bolsa de Nova Iorque em que se implantou
um novo sistema de prevenção de crashes.
Em
1934, foi registada oficialmente como mercado nacional de títulos na
Comissão de Títulos e Valores dos EUA.O Comité Governamental era o
principal órgão até 1938, ocasião em que a Bolsa contratou o seu
primeiro presidente remunerado e criou um Conselho Directivo composto
por 33 membros.
A
NYSE foi incorporada em 1971 como instituição não lucrativa, mas, logo
em 1972, os membros de sua direcção votaram por transformá-la em
organização lucrativa, regulada por uma junta directiva de 25
directores. A nova cúpula passou a ser composta por um presidente, um
CEO, 12 directores ditos representantes do interesse público e 12
representantes do mercado de títulos.
Hoje
em dia, a NYSE é a segunda bolsa de valores do mundo, superada em 1996,
quando o seu volume de transações foi ultrapassado pela NASDAQ, a bolsa
tecnológica dos EUA. Ambas são actualmente questionadas fortemente por
diversos sectores da sociedade norte-americana por deterem excessivo
poder sobre a economia.
Fontes:Opera Mundi
wikipedia (imagens)
O edifício da Bolsa na 10–12 Broad Street,em 1882
O actual edifício da Bolsa em Wall Street
27 de Outubro de 1904: Inauguração do Metro de Nova Iorque
Às
14h35 do dia 27 de Outubro de 1904, o presidente da câmara da cidade de
Nova Iorque, George McClellan, assume os controles do à época inovador
“sistema de trânsito rápido”, o metro subterrâneo.
A
primeira linha, operada pela IRT (Interborough Rapid Transit Company),
estendeu-se por cerca de 15 quilómetros, percorrendo 28 estações. Partia
da City Hall na baixa Manhattan e seguia para o Grande Terminal
Ferroviário Central. De lá, dirigia-se sentido oeste, ao longo da rua
42, rumo ao Times Square. A linha então terminava, desviando-se para a
direcção norte, desembocando na Broadway e no Harlem.
No dia da
inauguração, George McClellan colocou em prática a sua formação como
engenheiro para assumir os controles do comboio até à rua 103. Às 19h
daquela tarde, o transporte subterrâneo abriu as suas portas para o
grande público. Mais de 100 mil pessoas pagaram um níquel cada uma para
fazer a sua primeira viagem debaixo de Manhattan.
O jornal The New York Times
descreveu a excitação dos habitantes da cidade na ocasião da seguinte
forma: “pela primeira vez na sua vida, o padre Knickerbocker viajou
ontem no comboio subterrâneo. No meio de alarido de assobios e fogos de
artifício fez-se uma primeira viagem no comboio que corre debaixo da
terra e que por anos foi ridicularizado como uma impossibilidade”.
O primeiro
sistema ferroviário subterrâneo, o Metropolitan Railway, foi inaugurado
em Londres em 1863. As composições moviam-se a vapor, o que causava
graves problemas nos túneis. Contudo, o sistema caiu no gosto popular.
Em 1890, foi paulatinamente introduzido o sistema de comboios elétricos,
o que fez do tráfego subterrâneo algo mais prático, seguro e saudável.
Embora o
primeiro metro dos Estados Unidos tenha sido implantado em Boston, em
1897, Nova Iorque tornou-se finalmente a cidade norte-americana mais
associada ao transporte subterrâneo. Após ganhar licitações municipais
em 1913, a IRT e sua rival BRT (Brooklyn Rapid Transit) incrementaram
substancialmente o número de linhas, consideradas modernas até aos dias
actuais.
Fontes: http://operamundi.uol.com.br
wikipedia (Imagens)
Caricatura com crítica ao Metropolitano de Nova Iorque, 1905
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/27-de-outubro-de-1904-inauguracao-do.html?fbclid=IwAR2ohy8bajT_aSGW7vOrPxOQYjN6iI1kSwzMsb7S2QWR2bC_7TFKQ1vqnS8*** ***
Estátua da Liberdade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1tua_da_Liberdade
*
A curiosa história por trás da Estátua da Liberdade
Um presente dos franceses, símbolo de
um estilo de vida e um monumento de boas vindas a todos que chegam
ao país. A Estátua da Liberdade não é só o cartão-postal mais famoso de
Nova York, também é um grande marco da história dos Estados Unidos.
Mesmo assim, quando eu visitei a famosa
estátua, a achei muito pequena. Tem 46 metros de altura, mas com a base
chega a 92,9 metros. Em comparação, a Torre Eiffel tem 324 metros. A
sensação de que a Estátua da Liberdade é bem menor do que vemos nos
filmes também vem do fato de ela ficar numa ilha, a Ilha da Liberdade,
ao sul da ilha de Manhattan. Mas como tamanho não é documento, a
história da Estátua e curiosidades sobre sua construção fazem dela, sim,
muito importante.
Presente dos franceses?
Se você pesquisar no site oficial da Estátua da Liberdade, cujo nome original era The Statue of Liberty Enlightening the World, vai descobrir que o monumento foi um presente dos franceses, entregue aos Estados Unidos em 1886. Edouard de Laboulaye teve a ideia de fazer a estátua, que foi construída pelo escultor Frederic-Auguste Bartholdi e teve a estrutura de ferro projetada por Gustave Eiffel. Sim, ele mesmo, o criador da Torre Eiffel.Para Laboulaye, um especialista na constituição dos EUA e fã do Abraham Lincoln, o monumento era um presente em comemoração à vitória da União na Guerra Civil e pela Abolição da Escravatura. Ele esperava que tais acontecimentos, mais a construção da estátua, inspirassem o povo francês a lutar pela democracia – em 1865, quando ele propôs pela primeira vez o monumento, a França estava sob o governo de Napoleão III.
Portanto, foram os franceses que idealizaram e construíram a Estátua, mas isso não teve absolutamente nada a ver com o governo da França. Em setembro de 1875, quando Edouard de Laboulaye anunciou formalmente o projeto, também criou a União Franco-Americana, que financiaria a estátua.
Os americanos ficariam responsáveis por financiar o pedestal. Segundo Elizabeth Mitchell, autora de um livro chamado Liberty’s Torch, foi Bartholdi, o escultor, que criou uma estratégia para conseguir os 400 mil francos necessários: ele passou a cobrar dos visitantes para ver a estátua ser construída, além de vender lembrancinhas. A cabeça da Estátua da Liberdade foi exposta na Exposição Universal de Paris, em 1878.

Estátua da Liberdade na Exposição Universal Paris. Crédito: Domínio Público
Nova York sem estátua?
Nova York correu sérios riscos de não ter seu maior cartão-postal. Para começar, Frederic-Auguste Bartholdi originalmente desenhou um enorme farol em formato de mulher segurando uma tocha, monumento que seria para os egípcios e que ficaria na entrada do Canal de Suez. Isso quer dizer que se o Egito não tivesse recusado a oferta, provavelmente a Estátua da Liberdade como conhecemos jamais seria construída.
A patente do desenho da Estátua da Liberdade. Crédito: Domínio Público
Depois, empresários de Boston e da
Filadélfia chegaram a oferecer pagar por todos os custos da construção
da estátua, em troca de enviá-la para tais cidades. Bartholdi, que foi
quem escolheu a Ilha Bedloe, como se chamava na época a Ilha da
Liberdade, como espaço para a construção, acabou resistindo a essas
pressões.
Mas quem realmente salvou a presença da
Estátua da Liberdade em NYC foi Joseph Pulitzer, o editor do The New
York World (aquele mesmo, da Nellie Bly).
No começo, os americanos não estavam achando lá uma grande ideia gastar
um dinheirão construindo um pedestal para uma ideia francesa. Mas
aí Pulitzer lançou uma campanha no jornal, anunciando que publicaria o
nome de todas as pessoas que doassem algum dinheiro para a construção da
estátua.
E ele publicava mesmo, anunciando em
manchetes sensacionalistas que, por exemplo, uma órfã doou 60 centavos
de sua poupança e coisas do gênero. A ideia não só aumentou rapidamente a
tiragem do jornal, com leitores comprando uma cópia só para ver seu
nome publicado, como também conseguiu, em 1885, arrecadar 102.000
dólares – segundo eles, 80% do total foi recebido em quantias menores do
que um dólar.
As luzes da Estátua
Antes da Estátua da Liberdade ser
inaugurada, o então presidente Grover Cleveland mandou que ela servisse
como farol. A luzes podiam ser vistas a uma distância de quase 40
quilômetros. Esse farol funcionou até 1902, quando o controle do
monumento passou do Lighthouse Board para o U.S. War Department. Somente em 1933 a estátua passou para o controle do National Park Service.

Estátua da Liberdade em 2005. Crédito: Ed Schipul – (CC BY 2.0)
Mas o tal farol não tinha relação com a
tocha original da Estátua, construída em 1876. Em 1916, durante a
Primeira Guerra Mundial, sabotadores alemães causaram uma explosão que
danificou o braço que segurava a tocha. As escadas que permitiam ao
público chegar até a tocha foram fechadas no mesmo ano e nunca mais
foram reabertas. De 1942 a 45, durante a Segunda Guerra, as luzes da
tocha foram apagadas por conta de racionamento de energia elétrica, mas
as visitas à Estátua não foram interrompidas.
Em 1984, a tocha original foi
substituída por uma versão nova, banhada em ouro de 24 quilates, que é
iluminada a noite. A versão original ainda pode ser vista, exposta no
lobby do monumento.

Crédito: Swaal – (CC BY-NC-ND 3.0)
Visita à Estátua da Liberdade
A figura feminina representada pela estátua é Libertas, deusa romana da liberdade. Não dá para ver, mas sob os pés dela ficam correntes quebradas, representando o fim da opressão e escravidão. No século 19, a Estátua da Liberdade tornou-se símbolo da imigração, quando mais de nove milhões de imigrantes se mudaram para os Estados Unidos. A estátua era a primeira coisa que eles viam, quando chegavam de barco. No livro que fica na mão esquerda do monumento está inscrita a data da Declaração Americana de Independência em números romanos: JULY IV MDCCLXXVI.Nós já contamos como você pode ver a Estátua de perto sem pagar nada. Mas se você quiser ir até a ilha ou até mesmo subir até a coroa, é necessário pagar. A ferry State Cruises custa em torno de 18 dólares e inclui a subida somente até o pedestal – mas pode ser preciso fazer reserva com pelo menos 20 dias de antecedência.
Quem sobe até a coroa – há uma taxa adicional de três dólares e o passeio nem sempre está disponível – vai encontrar 25 janelas e sete espigões da coroa, que representam os sete oceanos e sete continentes do mundo (os americanos consideram América do Sul e do Norte como dois continentes diferentes).
https://www.360meridianos.com/especial/estatua-da-liberdade-historia
*
https://www.youtube.com/watch?v=pEHPkhR5EaI&fbclid=IwAR2zHF5Ou9ccvJM_cQmuJ8LhmOHzZJVsHyT1Rqp0LfBKbyaFI5viH8SkE5c
*
28 de Outubro de 1886: É inaugurada a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque.
O
presidente norte-americano Grover Cleveland (1885 – 1889) inaugurou em
28 de Outubro de 1886 a estátua do escultor francês Frédéric Auguste
Bartholdi "La liberté éclairant le monde" (A Liberdade Iluminando o
Mundo), ou a Estátua da Liberdade, instalada na ilha Liberdade, em Nova
Iorque. A França ofereceu-a aos Estados Unidos para celebrar a amizade
franco-americana durante a guerra de independência. Construída com
placas de cobre moldadas, ela é dotada de uma estrutura de ferro
concebida por Gustavo Eiffel, o construtor da torre Eiffel.
Em 17 de Junho de 1885 o navio francês Isère, partiu do porto de Rouen com peças e partes da estátua. A obra estava repartida por 210 caixas. O pedestal, a cargo dos norte-americanos, não estava pronto e a estátua só seria inaugurada em Outubro de 1886. Assim, o centenário da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos foi comemorado com atraso.
O historiador francês Edouard de Laboulaye foi quem primeiro propôs a ideia do presente, e o povo francês arrecadou os fundos para que, em 1875, a equipa do escultor Frederic Bartholdi começasse a trabalhar na colossal estátua. O projecto atrasou-se porque na época não era politicamente conveniente que, na França imperial, se comemorassem as virtudes da ascendente república norte-americana.
Em Julho daquele ano, Bartholdi fez uma viagem aos EUA e encontrou o local ideal para a futura estátua – a ilhota na baía de Nova Iorque. Entusiasmado, começou a estátua, que incorpora símbolos da maçonaria no seu projecto: a tocha, o livro na sua mão esquerda e o diadema de sete espigões em torno da cabeça, como também a tão evidente inspiração ligada à deusa Sophia, que compõem o monumento como um todo. Segundo os iluministas, esta deusa inspirou a sabedoria nos ideais da Revolução Francesa.
A estátua funcionou como farol de 1886 a 1902. Um acto de sabotagem dos alemães na Primeira Guerra Mundial, conhecido como a explosão Black Tom, causou um prejuízo de 100 mil dólares, danificando a saia e a tocha. Desde então não é permitida a visita à tocha.
A estátua sofreu um grande restauro na comemoração do seu centenário, foi reinaugurada em 3 de Julho de 1986, com o custo de 69,8 milhões de dólares. Realizou-se uma limpeza geral e a sua coroa, corroída pelo tempo, substituída.
A estátua mede 46,50 metros (92,99 metros contando o pedestal). Apenas o seu nariz mede 1,37 metros. O conjunto pesa um total de 24.635 toneladas, das quais 28 toneladas de cobre, 113 toneladas de aço, e 24.493 toneladas de cimento no pedestal. São 167 degraus da entrada até ao topo do pedestal. Depois são mais 168 degraus até à cabeça. Por fim, outros 54 degraus levam à tocha.
Em 17 de Junho de 1885 o navio francês Isère, partiu do porto de Rouen com peças e partes da estátua. A obra estava repartida por 210 caixas. O pedestal, a cargo dos norte-americanos, não estava pronto e a estátua só seria inaugurada em Outubro de 1886. Assim, o centenário da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos foi comemorado com atraso.
O historiador francês Edouard de Laboulaye foi quem primeiro propôs a ideia do presente, e o povo francês arrecadou os fundos para que, em 1875, a equipa do escultor Frederic Bartholdi começasse a trabalhar na colossal estátua. O projecto atrasou-se porque na época não era politicamente conveniente que, na França imperial, se comemorassem as virtudes da ascendente república norte-americana.
Em Julho daquele ano, Bartholdi fez uma viagem aos EUA e encontrou o local ideal para a futura estátua – a ilhota na baía de Nova Iorque. Entusiasmado, começou a estátua, que incorpora símbolos da maçonaria no seu projecto: a tocha, o livro na sua mão esquerda e o diadema de sete espigões em torno da cabeça, como também a tão evidente inspiração ligada à deusa Sophia, que compõem o monumento como um todo. Segundo os iluministas, esta deusa inspirou a sabedoria nos ideais da Revolução Francesa.
A estátua funcionou como farol de 1886 a 1902. Um acto de sabotagem dos alemães na Primeira Guerra Mundial, conhecido como a explosão Black Tom, causou um prejuízo de 100 mil dólares, danificando a saia e a tocha. Desde então não é permitida a visita à tocha.
A estátua sofreu um grande restauro na comemoração do seu centenário, foi reinaugurada em 3 de Julho de 1986, com o custo de 69,8 milhões de dólares. Realizou-se uma limpeza geral e a sua coroa, corroída pelo tempo, substituída.
A estátua mede 46,50 metros (92,99 metros contando o pedestal). Apenas o seu nariz mede 1,37 metros. O conjunto pesa um total de 24.635 toneladas, das quais 28 toneladas de cobre, 113 toneladas de aço, e 24.493 toneladas de cimento no pedestal. São 167 degraus da entrada até ao topo do pedestal. Depois são mais 168 degraus até à cabeça. Por fim, outros 54 degraus levam à tocha.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Projecto patenteado de Frédéric Auguste Bartholdi.
Frank Leslie's Illustrated Newspaper, Junho de 1885
*
17 de Junho de 1885: A Estátua da Liberdade chega a Nova Iorque
O
navio francês Isère, partindo do porto de Rouen em Abril de 1885 chega
dois meses mais tarde, no dia 17 de Junho, a Nova Iorque, tendo a bordo a
estátua chamada de “A Liberdade iluminando o mundo”, símbolo da amizade
entre os Estados Unidos e a França desde a independência
norte-americana. Esta estátua de bronze de 46 metros de altura é obra do
escultor Frédéric Auguste Bartholdi, a sua estrutura de ferro foi
concebida por Gustave Eiffel, construtor da Torre Eiffel. O pedestal, a
cargo dos norte-americanos, não estando ainda acabado, levou a que a
estátua só fosse inaugurada em Outubro de 1886.
Originalmente
conhecida como “A Liberdade Iluminando o Mundo”, a estátua foi proposta
pelo historiador francês Edouard Laboulaye para comemorar a aliança
franco-americana durante a Revolução Americana. Desenhada pelo escultor
francês Frederic Auguste Bartholdi, tem a forma de uma mulher com o
braço direito erguido empunhando uma tocha. Em Fevereiro de 1877, o
Congresso em Washington aprovou a utilização de um local na ilha de Nova
Iorque, Bedloe, que havia sido sugerido por Bartholdi.
Em
Maio de 1884, a estátua foi terminada nos ateliers franceses e três
meses depois os norte-americanos lançaram a pedra fundamental do
pedestal em Nova Iorque. As diversas partes de bronze da estátua foram
sendo montadas e a última foi ajustada em 28 de Outubro de 1886, pouco
antes da cerimónia de inauguração a cargo do presidente dos Estados
Unidos, Grover Cleveland.
No
pedestal há uma inscrição "The New Colossus," um famoso soneto da poeta
norte-americana Emma Lazarus que dá as boas vindas aos imigrantes que
chegavam de todas as partes do mundo que assim dizia: "Give me your
tired, your poor, Your huddled masses yearning to breathe free, / The
wretched refuse of your teeming shore. / Send these, the homeless,
tempest-tossed to me. / I lift my lamp beside the golden door."
Seis
anos depois, a ilha Ellis, adjacente à ilha Bedloe, abriu como a
estação central para a entrada de imigrantes nos Estados Unidos. Nos 32
anos que se seguiram mais de 12 milhões de imigrantes foram recebidos no
porto de Nova Iorque sob as vistas da ‘senhora liberdade”. Em 1924, a
Estátua da Liberdade foi consagrada como monumento nacional.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Projecto patenteado por Frédéric Auguste Bartholdi
A construção do pedestal
Pormenor da cabeça da estátua
***
24 de Maio de 1883: A Ponte de Brooklyn é inaugurada em Nova Iorque
Depois
de 14 anos e 27 mortes, a ponte pênsil de Brooklyn é aberta ao tráfego
em 24 de Maio de 1883. Ela ligava o bairro de Brooklyn a Manhattan
passando pelo East River e dispunha de uma pista central de 1.834
metros.
Milhares de residentes de Brooklyn e da ilha de Manhattan foram testemunhas da cerimónia de inauguração presidida pelo então presidente dos Estados Unidos, Chester Arthur. Projectada por John Roebling, a ponte de Brooklyn era a maior ponte suspensa jamais construída até à data.
John Roebling, nascido na Alemanha em 1806, foi um importante pioneiro na construção de pontes suspensas de aço. Ele estudou engenharia industrial em Berlim e aos 25 anos foi viver para os Estados Unidos, onde tentou, sem sucesso, na Pensilvânia, ganhar a vida como agricultor. Então, Roebling mudou-se mais tarde para Harrisburg, onde encontrou trabalho como engenheiro civil. Lá montou uma próspera fábrica de cabos de aço.
Roebling ganhou reputação de projectista de pontes suspensas, que à época eram amplamente usadas, porém, caiam ante ventos fortes ou cargas pesadas. Atribui-se a Roebling um grande avanço na tecnologia de pontes suspensas.
Valendo-se do modelo por ele desenvolvido, construiu a ponte sobre a Garganta do Niágara nas Cataratas do Niágara e sobre o rio Ohio em Cincinnati, Ohio. Com base nessas realizações, o estado de Nova Iorque aprovou o projecto de Roebling. No primeiro dia, um total de 1.800 veículos e 150.300 pessoas atravessaram toda a sua extensão de 1834 metros. Pouco antes da construção ter início em 1869, Roebling foi gravemente ferido enquanto tomava algumas medidas no leito do rio East. Um barco esmagou o hálux do seu pé esquerdo e três semanas depois morreu de tétano. Ele foi o primeiro de mais de 20 pessoas que morreriam durante a construção da ponte. O seu filho mais velho, Washington Roebling, de 32 anos, assumiu o posto de engenheiro-chefe. Washington trabalhara com o seu pai em diversas pontes e ajudou-o a projectar a Ponte de Brooklyn.
Naquela época, as pessoas não confiavam na segurança da ponte. Coube a Phineas Taylor Barnum, proprietário do famoso circo Barnum, provar a solidez da obra. Fez 21 elefantes do seu circo desfilarem pela Brooklyn Bridge, sob os olhares maravilhados da população.
A ponte, com sua inédita extensão e duas majestosas torres em estilo gótico, foi considerada a “oitava maravilha do mundo” Mudou o curso da cidade de Nova Iorque para sempre.
Milhares de residentes de Brooklyn e da ilha de Manhattan foram testemunhas da cerimónia de inauguração presidida pelo então presidente dos Estados Unidos, Chester Arthur. Projectada por John Roebling, a ponte de Brooklyn era a maior ponte suspensa jamais construída até à data.
John Roebling, nascido na Alemanha em 1806, foi um importante pioneiro na construção de pontes suspensas de aço. Ele estudou engenharia industrial em Berlim e aos 25 anos foi viver para os Estados Unidos, onde tentou, sem sucesso, na Pensilvânia, ganhar a vida como agricultor. Então, Roebling mudou-se mais tarde para Harrisburg, onde encontrou trabalho como engenheiro civil. Lá montou uma próspera fábrica de cabos de aço.
Roebling ganhou reputação de projectista de pontes suspensas, que à época eram amplamente usadas, porém, caiam ante ventos fortes ou cargas pesadas. Atribui-se a Roebling um grande avanço na tecnologia de pontes suspensas.
Valendo-se do modelo por ele desenvolvido, construiu a ponte sobre a Garganta do Niágara nas Cataratas do Niágara e sobre o rio Ohio em Cincinnati, Ohio. Com base nessas realizações, o estado de Nova Iorque aprovou o projecto de Roebling. No primeiro dia, um total de 1.800 veículos e 150.300 pessoas atravessaram toda a sua extensão de 1834 metros. Pouco antes da construção ter início em 1869, Roebling foi gravemente ferido enquanto tomava algumas medidas no leito do rio East. Um barco esmagou o hálux do seu pé esquerdo e três semanas depois morreu de tétano. Ele foi o primeiro de mais de 20 pessoas que morreriam durante a construção da ponte. O seu filho mais velho, Washington Roebling, de 32 anos, assumiu o posto de engenheiro-chefe. Washington trabalhara com o seu pai em diversas pontes e ajudou-o a projectar a Ponte de Brooklyn.
Naquela época, as pessoas não confiavam na segurança da ponte. Coube a Phineas Taylor Barnum, proprietário do famoso circo Barnum, provar a solidez da obra. Fez 21 elefantes do seu circo desfilarem pela Brooklyn Bridge, sob os olhares maravilhados da população.
A ponte, com sua inédita extensão e duas majestosas torres em estilo gótico, foi considerada a “oitava maravilha do mundo” Mudou o curso da cidade de Nova Iorque para sempre.
Fontes:Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Impressão da Currier and Ives(1883)
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